Bendita sejas sempre, mão fraterna, Que distribuis, caminho afora, A segurança, o teto, a proteção e a mesa Para sanar a dor da penúria que chora. Bendita sejas pelo pano amigo, Que entreteces ou limpas, a contento, Suprimindo a nudez de quem vai pela estrada, Ante a injúria do pó, sob os golpes do vento. Bendita sejas no desprendimento, Com que dás a moeda, em, sentido profundo, No louvor ao trabalho e no apoio à bondade, Reduzindo a aflição e a tristeza do mundo. Bendita sejas na abnegação, Sem que louros quaisquer busques ou vises, Quando estendes a bênção da esperança Aos irmãos fatigados e infelizes. Bendita sejas pelo reconforto Na generosidade doce e franca, Quando levas consolo e lenitivo Àqueles que a doença humilha e espanca. Bendita sejas na fidelidade Com que te santificas no amor puro, Em resguardando a infância desprezada, Edificando as bases do futuro. Bendita sejas pela ideia nobre, Com que gravas o Bem, na frase que te encerra, Iluminando o verbo, onde o verbo se inscreva Para a sublimação de toda a Terra!… Bendita sejas sempre, mão criadora, Em ti, a caridade, atingindo apogeus, Revela, em toda parte, o Sol do Entendimento, A Grandeza da Vida e a Presença de Deus. |