Dádivas de Amor - capa

Dádivas de Amor

Capítulo III
Ilustração tribal

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Escuta, alma querida,

As tragédias do mundo, longe ou perto,

São lâminas ao ar como açoites ao vento…

Lutas entre as nações e outras do sofrimento

Dentro do próprio lar,

Quais golpes a explodir;

Rugem conflitos, clamam desacertos,

Mas enquanto a violência se encastela,

A palavra da fé nos roga clara e bela:

— “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir…


Perdes almas queridas pela estrada

Que se marginalizam sob a escolta

Da tristeza, da mágoa e da revolta,

Descrentes do porvir…

Quanto a ti, age, lida e continua…

O Tempo há de buscá-las no futuro

E a Lei já te alinhou sob o esquema a seguir:

— “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir…”


Não contes desenganos e pesares.

Consome qualquer dor na chama ardente

Da confiança em Deus que te mantém buscando a frente,

Para que possas

Compreender e elevar…

Mãos na gleba do amor!… Aprende a construir!…

E escutarás, então, de ânimo atento

A mensagem de luz do próprio firmamento:

— “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir!…”