Palavras do Coração Vol. 1

Capítulo III

Calma e auxílio



Trabalha sempre, mas não desprezes a calma em que te retomes a fim de pensar com acerto.


Isso é da própria Natureza.

O rio para mover a usina do progresso exige a represa em que as águas estacionam, antes de se projetarem no impacto de forças tecnicamente organizadas.


Conserva a entrada do coração acessível a todos os companheiros que te cerquem, tantos deles agoniados, a te rogarem concurso e consolação. Que o teu sorriso seja o porteiro dos teus sentimentos, encorajando-lhes as energias.


Em torno de ti, enxameiam os tristes, os torturados, os infelizes, os desorientados e todos aqueles que, por falta de fé, se transviaram no torvelinho do desespero. Repontam de tua própria casa, do teu grupo de serviço, do bairro em que resides e da cidade em que te situas. Sê para eles um refúgio de paz e de esperança.


Aprende a ouvir com paciência para que possas esclarecer com discernimento e serenidade.

Se te afliges com o problema que te trazem, entrega a questão a Deus e mantém-te disponível, para que não te prives da oportunidade de auxiliar.


Guarda a diligência sem pressa e oferece a todos os que te busquem o reconforto de que necessitem, a fim de seguirem adiante.

Assim compreenderás, com a bênção da calma em ti mesmo, que prosseguirás com o ensejo de construir incessantemente no bem dos semelhantes, reconhecendo que o tempo, na vida de cada um de nós, é uma doação preciosa de Deus.