Não é a dádiva que te confere o título de benfeitor, mas o modo pelo qual te manifestas através dela.
Há um grande mistério na dádiva de qualquer natureza. Dando de nós mesmos crescemos cada vez anais. Sacrificando-nos, atingimos a redenção em outro climas, onde a luz é mais bela e a vida mais feliz.
Nos estábulos e nos redis, há milhões de vidas inferiores, extinguindo-se como dádivas permanentes no conforto da Humanidade, produzindo leite e para que povos inteiros se alimenteis, se agasalhem e desenvolvam.
se o homem, estragando as dádivas recebidas.
Ninguém enganará a lei do esforço pessoal, sem dano grave para si mesmo e para os outros.
Aprendemos com Jesus que dar vale mais que receber, que, em nos fazendo servidores, encontraremos o verdadeiro galardão da glória espiritual.
Na urna do coração infantil, reside a decifração dos inquietantes enigmas da felicidade sobre o mundo.
O corpo perispiritual herda, por muito tempo, as deficiências da vestimenta da carne, principalmente quando o nosso poder mental se demora arraigado à que deixamos para trás.
Se pretendes alcançar Os sois da excelsa Alegria, Aprende a galgar amando Os degraus de cada dia.
Não deixes teu pequenino Caprichoso ou desatento Menino mal educado É demônio em crescimento.
Nunca te arrependerás de demonstrar benevolência e compreensão.
A exemplificação do Cristo é celestial desafio a nossa alma. Podendo resplandecer, apagou-se ao olhar dos homens. Com infinitos recursos de mandar obedecer.
Companheiros incompletos, possibilidades deficientes, lutas incessantes e provações inesperadas constituem um desafio.
O desalento emite raios congelantes.
O desânimo é um verme destruidor nas melhores realizações de nossa vicia. Lagarta faminta a corroer nossa plantação de fé e serenidade. É imprescindível saibamos combate-la com a oração e com o serviço incessante, de vez que o desalento, onde pousa, consome todos os nossos recursos de alegria e esperança.
Aprende a descer para ajudar e a tua voz será convenientemente ouvida, porque terás caminhado em benefício do companheiro ignorante, fraco, perturbado ou sofredor, aquela "segunda milha" das eternas lições de luz.
A atmosfera de desconfiança substitui imediatamente o clima de serenidade.
Não é pela desconfiança que atingiremos a certeza . Aprende a entesourar a fé amealhando os grãos de esperança.
O descrente perde o frio do coração ao calor de tua fé.
Não basta desculpar aos que nos ofendem, simplesmente com os lábios. E imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.
Amargosas são as desditas das criaturas, que não Souberam conduzir-se nos labirintos das necessárias provações na Terra, contraindo pesados débitos, cujo penoso resgate lhes acarretará doloroso futuro.
A desencarnação nem sempre será um acidente pacífico em nosso caminho para a eternidade. Por vezes doloroso processo de transição.
Não menoscabes o companheiro que passa coroado pela fantasia de transitória dominação. Estende os braços e ajuda-o, porque nem todos chegam, ao mesmo tempo, junto à velha taça do desengato.
O desejo é semente da alma. Por isso mesmo, asseverou a profecia no caminho dos séculos: "Guarda carinhosamente teu coração, porque dele procedem as fontes da vida".
Se o aprendiz da gentileza menoscabasse o prisioneiro da impulsividade, o desequilíbrio comandaria a existência.
Muita vez, o desespero é a preguiça agitada, tanto quanto a lamentação é a ociosidade sonora.
Se você permanece em desespero não permita que a sua desventura culmine em gestos de suprema revolta. Espere por mais tempo antes de qualquer resolução inapelável e injusta.
Não te importe quem seja o irmão cansado e oprimido, que o desespero humilhou. Reanima-o e consola-o sempre.
Da desobediência da alma aos supremos desígnios procedem as desarmonias no serviço universal.
A Luz é a herança de Deus para as trevas e não podemos subtrair a própria vida a nossa destinação.
O destino é um campo restituindo invariavelmente o que recebe.
Não basta que nos desvencilhemos daqueles que nos incomodam, através da caridade dócil ou da Palavra brilhante. E indispensável sabermos caminhar com eles, incentivando-lhes o soerguimento ou a elevação, a fim de que estejamos efetivamente no desempenho da Vontade do Senhor onde estivermos.
Quem na casa paternal Nunca sofre, nem atura, Em chegando ao mundo vasto Espere por desventura.
A força é determinação que ampara ou menospreza.
Se abandonarmos a planta menos protegida a vista dos vermes, a devastação das folhas e das raízes não se fará esperar.
Feliz é o devedor considerado digno de resgate ainda na Terra.
"Ele recebemos em favor da nossa própria felicidade.
Recebemos o ministério da luz espiritual e não podemos esquecer que os milhões de irmãos nossos podem recorrer a palavra "direito" nos círculos do mundo; a nós todos cabe com Jesus o "dever" de servir em seu nome, sem exigências.
Ninguém nos substituirá na esfera do próprio dever.
Cumpre o dever que te cabe.
Escravizemo-nos ao dever com o Cristo e o cativeiro divino do Evangelho nos restituirá a verdadeira liberdade.
De todas as dedicações terrestres a mais sublime é aquela que nasce do devotamento maternal.
Não nos sintamos diserdados no banquete da vida.
O tempo tudo transforma e o devotamento jamais esperou em vão.
O "amanhã" é sempre novo e cada dia é um ramo de bênçãos que o Senhor nos concede para nosso aperfeiçoamento.
Renuncia e perdoa, ajuda e canta, Esquecendo o desânimo infecundo, Segue a bondade milagrosa e santa!
Cada aurora que fulge e se levanta É Novo Dia a resplender no mundo.
O dia é sempre a hora em que nos movimentamos e as flores são as criaturas de Deus que nos cercam em todas as direções.
Não percamos o dia para que o tempo não nos desconheça.
No livro da existência, cada dia é uma página em branco que confiarás ao tempo, gravada com teus atos, palavras e pensamentos.
"Ele e com Ele nova oportunidade na estrada luminosa da ascensão.
Surge a noite tenebrosa mas para que novo dia apareça no firmamento.
Nem todo dia no mundo Será de júbilo e fel Mas se buscas Jesus Cristo Segue sempre e sê fiel.
Reconheço que somente das concepções cristãs do moderno espiritismo poderá nascer o novo dia da humanidade.
Trabalha, atendendo a Deus, Seja inverno ou primavera.
Recorda que o dia findo Nunca mais se recupera.
Cada dia e nova oportunidade de orar, de servir e semear. Orar, agradecendo a Jesus as dádivas que notem concedido. Servir a quantos nos partilham a luta e a esperança. E semear a renovação da alma pelo exercício da virtude, onde estivermos.
Cada dia é desafio sereno da natureza, constrangendo-nos docemente à procura de amor e sabedoria, paz e elevação.
O século conhece a importância de cada dia.
A viagem terrestre por mais longa é sempre um rápido no relógio da vida eterna.
Enfrenta a tempestade e a noite fria.
E,ante a esfinge insolúvel que devora, Medita e silencia, soalha e chora.
Mas espera o clarão do novo dia.
Não percas tempo no caminho da vida, porque o dia responderá pelos minutos.
Os nossos dias mais felizes são aqueles da mágoa e do sofrimento, que muitas vezes nos perseguem na Terra.
O diamante na pedra bruta é incompleto, mas resplandece depois, quando se confia à lição do lapidário.
Quando o diamante comparece triunfal no tesouro de glórias da natureza, louva sem palavra o buril que o dilacerou para estruturar-lhe a forma.
Do acervo da pedra bruta nasce o ouro puro. Do cascalho emerge o diamante.
As dificuldades são luzes, quando aproveitai-nos o seu concurso para o bem.
se que, se a pobreza luta com infortúnios e dificuldades, a riqueza e a autoridade implicam deveres muito sagrados diante das leis humanas e divinas, dos quais decorrem responsabilidades temíveis para quantos não os saibam cumprir.
Com as dificuldades de hoje aprendemos a reajustar os recursos que ontem relegamos ao abandono.
Desejas acertar, desesperadamente, alguma conta de tua dignidade ferida? Relega semelhante serviço para amanhã, porque a noite, com serenidade e oração, renovar-te-á os pensamentos e talvez encontrarás motivo para esquecer todo mal.
Cada fruto enriquece o celeiro, na forma adequada e é sempre de lamentar a dilaceração de uma flor entreaberta.
Todos nós somos dínamos viventes, nos mais remotos ângulos da vida, com o Infinito por clima de progresso e com a Eternidade por meta sublime. Geramos raios, emitimo-los e recebemo-los constantemente.
Tirano destruidor é o dinheiro que se faz senhor do destino. Servo precioso é ele, quando dirigido na sementeira do bem.
Quando o dinheiro visita-te a casa, sem ocupação imediata e definida, ajuda-o a caminhar para frente, com os teus passos ou com as tuas inspirações, para que não se amontoe ao teu lado ameaçando-te o coração.
A dipsomania produz raios viciosos.
Não há direitos sem deveres.
Se você foi chamado a cooperar num grupo de atividade cristã, agradeça as oportunidades de servir e esqueça seus direitos imaginários para que a lua do dever resplandeça em seu caminho.
Estamos convencidos de que o auxílio eficiente dos outros é a nossa diretriz comum, de vez que, em todo tempo, quem ajuda ao vizinho beneficia a si mesmo com mais segurança.
Emergindo laboriosamente da selva dos impulsos, caminharemos na direção do Divino, á maneira da corrente da água viva, no rumo do oceano.
Quanto maior a nossa capacidade de discernimento, mais vasto o nosso débito.
A disciplina é como que a faixa de luta em que nos cabe entesourar as bênçãos daquela humildade que Jesus exemplificou.
Aceitamos o combate em nós mesmos, reconhecendo que a disciplina antecede à espontaneidade.
Se há regras humanas, destinadas à extensão de equilíbrio e beleza para o corpo, há disciplina de sublimação para a harmonia e glória da alma.
Não vale, pois, oprimir o sangue sem disciplinar o coração. A harmonia ou o desequilíbrio representam resultados da direção.
O discípulo fiel não pede, nem rejeita. Aceita as determinações do Senhor, com a deliberação ardente de obedecer para maior glória de Quem tudo nos deu.
As discussões intempestivas acentuam a colaboração pessoal dos discutidores.
Cada um dispõe do que entesoura.
Senhor da Vida Eterna, Jesus julgou mais acertado imolar-se na cruz, submetendo-se às sombras da morte, que disputar com os homens que Ele se propunha ajudar e salvar.
Não se dê ao trabalho de disputar a consideração e o reconhecimento daqueles que você ama na Terra. O socorro de Deus nos basta à felicidade pessoal.
O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa vontade.
Em verdade, todos os seres da Terra, desde o verme ao sábio, vivem e morrem, alimentam-se e se reproduzem, mas não te esqueças de que somente Jesus é o Doador da Vida Abundante.
Cada doença tem sua linguagem silenciosa e se faz acompanhar de finalidades especiais.
A doença é a mensageira amiga, convidando à meditação necessária.
Leva um remédio ou uma flor ao doente.
te de que tua alma está doente e precisa curar-se sob os cuidados de Jesus, o nosso Grande Médico.
Há doentes da inteligência e doentes do coração.
O dogmatismo é incompatível com o progresso e todas as concepções cientificas de cada século se caracterizam pela sua instabilidade, porque os olhos da carne não vêem o que existe.
Não te entregues à lágrima somente Quando a Dor te procure o coração.
Em todo clima, vive muita gente.
Perdendo o dom da vida inutilmente Na noite espessa da lamentação.
E razoável que muitos homens estejam à procura de dádivas transitórias do mundo, mas que o cristão não olvide o mais sublime dom da vida - a Graça do Senhor, base da felicidade real do discípulo fiel, onde quer que se encontre.
Cumpre o doce dever de repartir O dom da paz e da consolação, Santificando o título de irmão Na vanguarda celeste do porvir.
Vale mais acumular dons de servir e lutar pelo bem, que guardar moedas ou títulos destinados ao esquecimento.
No oceano encapelado, cheio de perigos, aprendo o marujo a dominar as tempestades.
É preciso haver lutado e sofrido muito para alcançar o domínio das alturas espirituais, em que descortinamos as verdadeiras lições da vida.
A dor é, realmente, a Divina 1nstrutora, capaz de elevar-nos da Terra para o Céu.
A dor é a nossa rútila cartilha E embora o passo trôpego e inseguro, Sobe do vale desditoso e escuro Para o monte onde a luz estende e brilha.
A dor oculta alegrias sublimes, como a noite esconde as maravilhas do Céu.
A dor é o antisséptico espiritual mais importante que conhecemos para a defesa e preservação de nossa felicidade para a Vida Eterna.
A dor é a nossa companheira lanterna acesa em escura noite guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial.
Toda dor é renascimento.
Sem a dor não há aperfeiçoamento, tanto quanto não há vaso perfeito adequado sem calor intenso do turno.
Na dor aprende a lição.
Faça, com serenidade a sua auréola de ventura porvindoura aproveitando os ensinamentos que a dor lhe trouxe ao coração.
A dor renova os caminhos espirituais. Muitas vezes, recusamos o material, quando a revolta aparentemente justa nos visita o espírito e perdemos a celeste aquisição pie nossa felicidade verdadeira.
A dor de hoje pode ser a bênção de amanhã.
Ajuda e transformarás a dor em alegria.
Agradece à Providência O temo vestido em flor, E louva o Senhor da Vida Nos dias de tua dor.
Não te desesperes, diante da dor a represar-se em teu cálice. O tempo que converte a alegria em experiência é o mesmo que extrai a felicidade do sofrimento.
Bendigamos a dor que refaz o equilíbrio e reconstrói o destino.
Só a dor pode tocar o coração empedernido dos homens e é por isso que a lição dos mortos servirá, também para constituir a base nova da sociologia de amanhã.
De todos os recursos da Terra, o melhor mais precioso ainda é a dor que sempre nos mantém no curso adiantado da perfeição, sem cobrar honorários pelos bens que presta.
Quando já nos despejamos da pesada armadura dos ossos, a dor bem vivida e bem aceita, iluminada ao clarão da confiança no Céu, está cheia de uma beleza misteriosa, a beleza dos que encontram o caminho da comunhão com o plano superior, por Intermédio das lágrimas, vertidas sobre o coração, à maneira de chamas que purificam o espírito imperecível.
Se a dor te visita o coração, improvisando tempestades de lágrimas em teu campo interior, não te confies ao incêndio do desespero, nem ao gelo da Lamentação. Recorda o tesouro do tempo, retira-te da amargura que te ocupa, indebitamente, e trabalha servindo.
"alma, Em fulcro renovador.
te ao exercício da piedade ou inclinando-te à própria renovação.
A dor conferir-te á dons divinos.
Feliz daquele que espera Nos caminhos da amargura, Pois toda dor vem e passa No coração da criatura.
A dor há de vir realizar a obra que não foi possivel ao amor edificar por si mesmo.
Não há dor sem causa e nem lágrimas sem procedência justa.
A dor há de ser sempre o broquel divino sobre o mármore dos nossos sentimentos e, quando nos distanciamos da carne temporariamente, louvamos as aflições que o mundo nos oferece.
Somente a dor na Terra estranha e escura Apaga na corrente da amargura Os erros que trazemos de outras eras. . .
nos o coração quando a fé não tios situou ainda acima de todas as tempestades que somos compelidos a vencer na Terra.
Aprende, espera e crê, serve e perdoa.
Junto da fé serena e cristalina. . .
Recebe a dor por lúcida oficina Em que o nosso Ideal se aperfeiçoa. . .
A desencarnação não nos confere a isenção da dor, que aperfeiçoa sempre. A evolução é nossa. O aprendizado nos pertence.
A solidão gera fortaleza moral, a dor tempera o caráter, imprimindo-lhe firmeza e segurança.
Atravessai a noite ele amarguras Pelas portas da dor.
E recordai que nas alturas Vos esperam as luzes da alegria E os prazeres do amor.
A dor é o corrosivo providencial para a necrose temporária cio sentimento.
A dor é a nossa companheira até o momento de nossa integração total com a Divina Lei.
E a dor que burila os corações para a felicidade per feia.
A dor é sempre um estímulo santo e as lutas medem extensão de nossas conquistas.
A dor é a instrutora que nos reajusta.
A dor, a velha dor que nos serve de pajem, do berço ao túmulo, jamais esconde nosso amor na eternidade.
Dilata-se a dor tia Terra com o discernimento. Compreender entre os homens é sofrer sempre.
Não te rias de quem chora. . .
Toda a dor faz ida e vinda E a botija de vinagre Tem muito vinagre ainda.
Nossas dores são nossas luzes.
Bendize, pois, os cravos de dor que te crucificaram os ideais terrenos e edifica as tuas esperanças para a vida imortal.
A dor é lição curta.
Bendigamos a dor que nos zurziu a alma em todos os passos do dia de ontem. Pouco a pouco, transforma-se o sofrimento no elo bendito que existência a claridade da candeia frágil de nossa experiência na Terra.
Não temas a renúncia ou sacrifício de todos os bens do mundo. A dor é o preço sagrado de nossa redenção.
Bendigamos a dor. Sem ela - a energia viva, que nos orienta para cima - que seria de nossas imperfeições? Que seria do ferro bruto sem o fogo da forja incandescente?
Os meirinhos da justiça Celeste não visitam os espíritos endividados que se mergulham na covardia ou na fraqueza. Buscam aqueles corações que amadurecem na sublime compreensão, na caridade santificante e na confiança fiel e então lhes conferem a graça da redenção pela dor, que é sempre bendita e luminosa estrela no horizonte dos nossos destinos.
Se nossa Doutrina Renovadora traduz exaltação de Inteligência, é também engrandecimento do Coração.
Se foste chamado à luz Da grande revelação, Lembra, amigo, que a Doutrina É o pensamento cristão.
Sorvos nós mesmos os atores do milenário drama evolutivo. De século a século, revezamo-nos no trabalho retificador, intentando o empreendimento da salvação final.
Dúvida é quase perda de tempo e é por ela, por essa neblina sutil a obscurecer-nos o entendimento, que os adversários de nosso pretérito penetram em nos-sa vida íntima, buscando paralisar nossos braços, na sementeira do bem.
Não permita que a dúvida se converta em rajada destruidora dos alicerces sobre os quais nossos amigos da Espiritualidade pretendem construir o elevado edifício do futuro. onde o amor de Jesus brilha nas almas a mistificação não encontra guarida.