Quem auxilia efetivamente precisa valorizar os próprios recursos de modo a facilitar a obra daqueles que trazem o Auxílio Maior.
Enquanto escalamos o monte da redenção, o amor e o pranto da fadiga nos lavam a face, muita vez, obscurecendo-nos a visão, contudo, atingiremos o Alto. E, de joelhos, abençoaremos os espinhos que nos dilaceram e as pedras que nos feriram. . .
Em família temos aqueles que permanecem conosco para o nosso amor e aqueles que se demoram conosco para a nossa dor.
Nossa família cresce à medida que crescemos com o Amor.
Sem a renúncia materna, a família quase Sempre é um turbilhão de sofrimentos e necessidades Indefiníveis e sem fim.
"templo doméstico. Estende-se em todos os lugares onde uni doente chama por nós, confiando-nos a esperança.
Quanto anais extensa se fizer nossa tarefa, maior será a nossa família, perante a Eternidade.
Dá quanto possas, ajuda sempre e auxilia quanto esteja ao teu alcance; empresta, serve, dispõe e com os recursos que o Céu te confira, porque, mesmo na Terra, a fortuna inerte será um fantasma permanente nos teus dias, impedindo-te a felicidade Biltre os homens, para converter-se depois do se pule! u iludia corrente de angústia para o teu coração.
O Tesouro Divino não se empobrece e para os Céu., os filhos mais vivos são aqueles que canalizam os recursos do serviço a bem de todos, sem cristalizarem a fortuna amoedada nos cofres de ferro, que, às vezes, se convertem nos fantasmas de angústia além da morte.
O poder sem amor gera fantoches que a verdade destrói no momento preciso.
Ainda que não possas marchar livremente com o teu fardo, avança com ele para frente, mesmo que seja um milímetro por dia. . . lembra-te do madeireiro afrontoso que dobrou os ombros doloridos do Mestre. Sob os traços duros do lenho infamante, jaziam ocultas as asas divinas da ressurreição, para divina imortalidade.
O farol no oceano irado é sempre urna estrela em solidão.
Muitos daqueles que mais amamos no inundo da Lei Divina, quando a fartura lhes enche a estrada de aspirações satisfeitas.
A sede de luz, no viajor que ainda atravessa as regiões da sombra, é fatalidade.
Não há fatalidade para o mal e sim destinação pane o bem. É por isso que a todas as criaturas foi concedida a bênção da razão, corno luz consciencial no caminho.
Impõe-se o verbo "fazer".
A fé nos auxilia a encontrar o mel da confiança e da alegria, porque na carne tudo é feito para desfazer, tudo é lição que chega e passa.
Foi a fé o canto da vitória, segregado do Alto aos mártires do Cristianismo, tornando-os conquistadores da láurea imortal da suprema glória. A fé está entre o trabalho e a oração. Trabalhar é orar.
Mantenhamos nossa fé, por lâmpada acesa no óleo de nosso próprio sacrifício. E em meio do combate da purificação esperemos por Deus, cujos desígnios justos exprimem sempre o melhor em nossas experiências.
Plantemos alegremente Sob a fé que não descansa, Bondade, paz, otimismo, Consolação e esperança.
Se é verdade que as obras sem ideal são primorosas esculturas da arte humana, sem o calor da vida, a fé sem obras, segundo já nos asseverava a palavra apostólica, há quase dois mil anos, não passa de um cadáver bem adornado.
A fé persiste, constantemente nova, rejuvenescida a cada hora que passa, transpondo as barreiras dos anos, imortalizada, porque é emanação divina que o espírito auxilia e absorve.
Se procuras a fonte que sacia A dolorosa sede de conforto Acorda a fé, no peito quase morto. E foge à indiferença escura e fria.
Espalhar a fé é oferecer a vida e a paz aos semelhantes, desdobrando alvoradas de luz na Terra.
Não é bom viver na Terra sem a fé, como não é aconselhável viajar sem a bússola.
Por infelicidade nossa, nem sempre, enquanto nos demoramos no mundo, sabemos aproveitar a riqueza da fé. Supomos que a religião é uma ideia que deve permanecer escravizada aos nossos caprichos e exigimos que as suas forças representativas gravitem, ao lado de nós, ao sabor de nossos desejos. Basta, porém, um passo além do túmulo para compreendermos a verdade.
A fé é a caridade imaterial, porque a caridade que se concretiza é sempre o raio mirífico projetado pela fé.
A fé clareia as noites mais sombrias, Fazendo-te entrever a primavera Que despetala flores nos altares.
A fé sem obras congela o pensamento e determina a anestesia temporária do espírito. O serviço é a alma de nossas organizações, que se dirigem para o mundo regenerado, com vistas à Vida Eterna.
A obtenção da fé reclama determinados valores de natureza espiritual. Buscar-lhe a luz positiva, exibindo um coração carregado de forças negativas das convenções terrestres, é o mesmo que reclamar água cristalina da fonte, trazendo um cântaro cheio de vinagre e detritos.
Se as lutas ressurgem multiplicadas e dolorosas, sobe à eminência de tua fé e observa os companheiros da viagem humana, acima da discórdia e da agitação.
Curiosidade é caminho Mas a fé que permanece É construção luminosa Que só o trabalho oferece.
A Fé continuará como patrimônio dos corações que foram trocados pela graça do sofrimento. Tesouro da imortalidade, seria o ideal da felicidade humana, se todos os homens a conquistarem ainda mesmos quando nos desertos mais tristes da Terra.
Se desejas estender as claridades de tua fé, lembra-te de que o Mestre precisa crescer em teus atos, palavras e pensamentos, no convívio com todos os que te cercam o coração.
Emmanuel (8)
A fé não desabrocha no mundo, é dádiva de Deus aos que a buscam. Simboliza a união da alma com que é divino, aliança do coração com a divindade do Senhor.
A fé não desabrocha no mundo, é dádiva de Deus pressentir a glória do grande futuro, com a nossa união vitoriosa para o trabalho de sempre.
A confiança é filha da fé! Mas nossa fé precisa respirar sempre mais alto, no clima de valores imutáveis do espírito.
Felicidade A verdadeira felicidade para nós não mora na Terra, assim como o contentamento perfeito de uma criança não reside na escola. O mundo em que estagiamos e casa grande de treinamento espiritual, de lições rudes, de exercícios infindáveis.
A felicidade é uma equação de rendimento do esforço da criatura, na improvisação do bem e na extensão dele.
A maior felicidade de nossa alma virá no dia em que nos sentirmos integrados no amor divino, com a gota d’água dentro do oceano.
Realizando a segurança e o contentamento para os outros, construímos a nossa própria felicidade.
Até mesmo para receber a felicidade é preciso preparação. Sem vaso adequado, os bens do alto se contaminam com as perturbações do campo inferior, qual acontece à gota diamantina que se converte em lama, quando cai na poeira da Terra.
A nossa felicidade nasce, não dos anos que dispendemos a atravessar o mundo, mas sim dos bens que dentro deles conseguimos improvisar.
Quem deseja a verdadeira felicidade há de improvisar a felicidade dos outros.
A verdadeira felicidade é simples no pedir e no realizar-se.
A felicidade terrestre é como que anestesiante ruído para a consciência. Distrai-nos.
Enquanto houver um gemido na paisagem em que nos movimentarmos, não será lícito cogitar da felicidade isolada para nós mesmos.
Nossa felicidade maior é aquela que procede dos atos meritórios e dignos, na sementeira da caridade e da harmonia.
Nossa felicidade maior reside em dar de nós mesmos na obra da redenção da própria alma.
Na estrada da purificação em que nos regozijamos, o discípulo mais feliz e aquele que se sente defronte pelas maiores oportunidades de servir a elevação dos outros, ainda mesmo com absoluto sacrifício de si próprio a maneira de lâmpada que se consome para iluminar.
O programa do feminismo não é o da exclusão da dependência da mulher: deve ser o da compreensão dos seus grandes deveres. Dentro da natureza, as linhas determinadas pelos desígnios insondáveis de Deus não se mudam, sob a influência do ilimitado arbítrio humano; e a mulher não pode transformar o complexo estrutural de seu organismo.
O feminismo - esse que integra a mulher no conhecimento próprio - é o movimento de Jesus, em favor do lar, para o lar, e dentro do lar.
Jesus é o autor do feminismo santificante.
A ferida que dilacera ou o desgosto que perturba, temporariamente, costumam encerrar incalculáveis recursos de elevação.
Da lama do pântano, o Supremo Senhor aproveita a fertilidade.
A fidelidade precede à comunhão verdadeira com a fonte de toda a sabedoria e misericórdia.
Fidelidade é compreensão do dever.
Descerra as portas do coração aos filhinhos do berço torturado e protege-os, confiante.
Faze do teu filho o melhor amigo se desejas um continuador para os teus ideais.
Nossos filhos são assim como as plantas da Terra. Alguns provocam trabalhos, outros produzem alegria.
Os filhos são doces algemas de nossa alma.
Os filhos do sacrifício e da renúncia abrem clareiras divinas no cipoal das descrenças humanas, construindo exércitos de salvação e de socorro aos homens que se debatem no naufrágio triste de todas as esperanças.
No futuro, todas as filosofias terrestres estarão irmanadas, em sua lição de simplicidade e amor. O que se faz imprescindível é a demonstração viva de cada discípulo, dentro do conceito profundo de sinceridade, confirmando a firmeza de sua fé e a nobreza de legítima compreensão.
As realizações materiais, quando não acompanhadas de finalidades edificantes, no plano definitivo da alma, podem conduzir aos débitos mais escabrosos, em séculos de regeneração pungente e amarga.
Não reproves a dor que te reclama.
Ao trabalho do amor que aperfeiçoa.
Não te esqueças da flor humilde e boa Que desabrocha no montão de lama.
O cristão que foge ao contacto com o mundo, a pretexto de garantir-se contra o pecado, é uma flor parasitária e improdutiva, na árvore do Evangelho.
A flor precisa tempo para converter-se em fruto.
Não desprezas, ante o céu nevoento.
Nem te abatas na estrada escura e fria, Nascerão novas flores de alegria Onde há charcos de angústia e sofrimento.
Devemos criar flores onde as pedras se amontoam.
Pelas flores, os acúleo, ainda que pontiagudos e venenosos, devem ser perdoados.
Enfrenta a luta sem medo. . .
Há muito pobre mortal Que foge à fumaça negra E cai no fogo infernal.
Não acreditemos que a nossa paz venha do concurso dos outros. Na realidade, somente nós mesmos detemos, no centro da própria alma, a fonte de luz capaz de aquietar-nos o espírito, na senda redentora.
Quando encontramos uma fonte viciada, será justo procurar o animal que a polui.
Nosso amor é como a fonte, que não cessa de correr. Sobre o leito de pedras ou sobre a esteira de flores, seguimos nosso destino.
A fonte oculta no campo empedrado é uma bênção para o chão ressequido.
A fonte de graça espiritual é prosperidade daqueles que, desde o mundo, se unem ao Senhor.
A fonte que proteges representará uma bênção para os viajores do caminho.
Quando a fonte se nega a irrigar a terra pobre, a breve tempo, reconhecemos o deserto diante de nós.
Que seria do rio, consagrado ao serviço da natureza, sem a bênção da fonte?
Se os acúleos provocam feridas na alma opressa, não nos esqueçamos da fonte cristalina do perdão, da renúncia e do amor de Cristo. Somente no contato de suas águas balsamizantes é possivel restaurar o coração dilacerado e abatido.
Não vos prendais excessivamente ao vale escuro que nos prende os pés. Fixai a mente nos círculos sublimes, onde se localizam as fontes que vos suprem de energia.
A força é palavra que edifica ou destrói.
A angústia que te fere e te domina, Sufocando-te as cordas da garganta, É força que te ampara e te levanta, Ante a grandeza da aflição divina.
Existem duas forças em luta na Terra, onde Jesus está construindo o Reino de Deus. Essas forças são as do bem e as do mal que se manifesta por nossas mãos.
Toda a força necessita de educação para se expandir com benefício.
Apesar do destino inflexível, há uma força em nós que dele independe, como origem de todas as nossas ações e pensamentos. Somos obreiros da trama caprichosa das nossas próprias existências.
O ódio, o crime segregam forças perniciosas e destrutivas.
Somente o trabalho e a caridade são as forças vivas do Céu a, nos ampararem no mundo.
Aceitar os problemas do mundo e superá-los, à força de nosso trabalho e de nossa serenidade, é a fórmula justa de aquisição do discernimento.
Nunca te arrependerás de formular apelos à fraternidade e à concórdia.
Compadece-te do forte - ele nem sempre sabe fugir às sugestões fascinantes da vaidade.
Somente interpretamos por fortuna real as fontes de amor que nos possam entender a sede justa de estímulo na obra redentora.
A verdadeira fortuna é justamente essa, a da alma que se consagra ao Senhor, buscando-lhe os divinos desígnios.
Não exijas do destino uma fortuna amoedada para que te convertas em trabalhador de grande renovação. O ouro, sem caridade que o dirija, é moldura da avareza e do sofrimento.
Compadece-se do fraco - ele, frequentemente, se prosterna, ante as armas do crime, convertendo-se em servidor inconsciente do mal.
Cada frase, que imprimas ao papel, dos minutos de tua existência, falará por ti, em milhares de seres.
Nunca te arrependerás de haver ouvido cem frases, pronunciando simplesmente uma ou outra pequenina observação.
Se o bem desamparasse o mau, a fraternidade não passaria de mera ilusão.
Desprezar a fraternidade de uns para com os outros, mantendo a flama do conhecimento superior, será o mesmo que encarcerar a lâmpada acesa numa torre admirável relegando à sombra os que padecem, desesperados, ou que se imobilizam, inermes, em derredor.
Estendamos sobre a Terra A Bênção que nos invade, Multiplicando os domínios Da santa fraternidade.
Perdoa a alguém e fortalecerás a fraternidade entre milhões.
Usa, cada dia, o gesto espontâneo da fraternidade imperceptível e os teus singelos depósitos, aparentemente insignificantes, capitalizarão em teu benefício um tesouro de glórias no céu.
Somente com fraternidade legítima é possivel reunir corações em derredor do Cristo.
O gesto louvável conduz à fraternidade, em cujo clima conquistamos a compreensão, o progresso e o mérito.
A fraternidade é um sol composto de raios divinos, emitidos por nossa capacidade de amar e servir.
O espírito de fraternidade aconselha a doação de nosso braço ao companheiro acidentado na viagem do mundo.
É na doutrina da Fraternidade Que o coração de toda a Humanidade.
Há de alcançar mais vida, paz e luz.
Dai fraternidade e dar-se-vos-à amor.
A santa fraternidade É o sol de crentes e incréus.
Quem se faz o irmão de todos É sempre uma luz nos céus.
O fruto atende à fome do viandante, contudo precisa do tronco maternal.
Morre a flor para que o fruto amadureça e alimente o celeiro.
O fruto é sempre mais substancial que a árvore de que procede.
Não vale a fuga que complica os problemas, ao invés de simplificá-los. Toda fuga é permanência no vale sombrio.
Nunca te arrependerás de fugir às reclamações de qualquer natureza.
No capítulo das enfermidades que buscam a criatura, necessitamos considerar que todas tem suas funções justas e definidas.
O estômago vazio e o corpo doente alucinam os olhos e perturbam os ouvidos, impedindo a função do entendimento.
Eduquemos, nos padrões de Jesus, e o futuro será presidido pela realidade cristã.