O Ser Consciente - capa

O Ser Consciente

CAPÍTULO 36
Ilustração tribal

Plenificação pela felicidade



Todo cometimento decorre da planificação mental, o que é fator de triunfo ou não, de acordo com o investimento da razão.

Para a plenificação do ser, mediante a felicidade, o treinamento mental e emocional torna-se preponderante, a fim de facultar o nível de consciência compatível.

Não há vitória sem esforço.

Com a mente e a emoção tranquilas, experimenta-se o prazer transpessoal plenificador, gerando o campo para a capacitação intuitiva.

Com ela, mediante o silêncio da mente e a calma dos anseios do corpo, o self é penetrado em profundidade, e a sua percepção da realidade aumenta, facultando-lhe a conquista do conhecimento — a sabedoria que decorre da informação e da ação do amor — que o projeta em outras dimensões do Espírito.

Agigantando-se a consciência, o ser alcança a paranormalidade superior e inter-relaciona-se com os seres de faixas espirituais mais elevadas, vivendo no corpo e fora dele em plenitude.

Assim alcança a iluminação, a bem-aventurança, que são as expressões máximas da felicidade.

O encontro com a vida espiritual pujante se torna uma perene fonte de alegria, refletindo-se em todas as coisas e pessoas.

A consciência, portanto, iluminada, é a responsável final pela felicidade.

No começo é apenas vislumbrada, intuída, até tornar-se realidade, sem a necessidade de alienação do mundo.

Todos os seres humanos têm direito à felicidade e devem fruí-la, desde as suas mínimas expressões às mais grandiosas, em todo o painel da existência.

Com a visão transpessoal da felicidade, tudo e todos devem ser vistos, sentidos e amados como são.

A consciência os absorve com a sua estrutura.

Não seja a felicidade, no entanto, o resultado da indução externa ou de uma autossugestão, pois que se tornaria um engodo proposto e conseguido pelo inconsciente.

A intimidade, a identificação com a unidade, de forma persistente e natural, propiciam o manifestar da felicidade, permitindo uma entrega consciente ao self plenificador.

A felicidade é, portanto, uma forma de viver e, para que se torne permanente, é necessário que seja adquirido o nível de consciência do Espírito, e isto começa quando se descobre e se atenta para o que realmente se deseja da vida além dos níveis imediatos do gozo e do prazer.