: Hoje irei dar alegria a alguém.
A alegria é uma ode de louvor à vida, uma oração sem palavras.
Para consegui-la, no entanto, tornam-se indispensáveis a tranquilidade da consciência reta e o sentimento de autoamor que se encarregam de trabalhar pela melhora intelecto-moral do indivíduo.
Mais importante do que a explosão do riso que, às vezes, disfarça conflitos perturbadores, é um estado de harmonia íntima que se identifica com o programa existencial iluminativo.
Quando Jesus veio à Terra e se nos apresentou, foi claro ao enunciar: Eis que vos trago boas-novas de alegria!
Equivale a Sua informação à oportunidade que todos poderão desfrutar para a aquisição da plenitude, em razão de ser o Seu Evangelho o mais perfeito código de ética e moral jamais ultrapassado.
As Suas lições, repassadas de ternura, amor e responsabilidade, são de perenidade, pelo fato de proporcionar paz e bem-estar a todos quantos se deixam penetrar pelos seus conteúdos sublimes.
dos distúrbios internos que ressumam do inconsciente, no qual estão arquivadas as experiências transatas.
A verdadeira alegria é uma emoção enobrecedora que A verdadeira alegria é uma emoção enobrecedora que proporciona o enriquecimento íntimo do ser com valores transcendentais.
Certamente, a prosperidade econômica, a conquista de afetividade, o êxito de um anelo, o equilíbrio doméstico, a família em harmonia proporcionam alegria.
Há, também, aqueles acontecimentos que facultam o júbilo que proporciona as condições indispensáveis à verdadeira instalação da perfeita alegria, essa bênção que ilumina o ser e o felicita.
A vivência do Evangelho, por gerar bem-estar emocional, é o mais eficiente instrumento para a aquisição da plena alegria de viver.
Compromete-te interiormente em proporcionar alegria a alguém em todos os dias da tua existência corporal.
Sejam os teus labores cotidianos oportunidades de dignificação humana, de libertação de consciências.
Sê gentil com todos e com todas as coisas, embora não conivente com os comportamentos equivocados.
São Francisco de Assis, no seu jornadear, justamente cognominado o Irmão Alegria, certo dia encontrou um aldeão que conduzia dois cordeiros ao mercado para serem vendidos e mortos. Tocado pela compaixão, negociou-os, trocando-os pela própria capa que o cobria e libertou-os daquele destino fatal, pelo menos naquele dia...
E saía distribuindo alegria a todos os seres vivos ou não em a Natureza, promovendo beleza e júbilos.
Respeitaram-no o lobo de Gúbio, as cotovias que o ouviram atentamente, as abelhas da Porciúncula, todos os irmãos animais com os quais confraternizou.
Ao fazê-lo, experimentarás a inefável alegria de viver, nada de mal te alcançará, porque jamais a sombra triunfou sobre a luz.
O cristão verdadeiro é um cantor da alegria, em razão da ventura que o invade por saber da transitoriedade do corpo em benefício da imortalidade do Espírito.
Pequenos acontecimentos, quase destituídos de valor, tornamse notas significativas na epopeia da alegria.
Não te entristeçam as ocorrências infaustas, os acontecimentos afligentes, as provações necessárias, os desencantos nos relacionamentos afetivos e sociais...
Utiliza-te de todos eles como aprendizado para a superação do ego e a perfeita identificação do Self.
Une-te ao Universo e escuta a grandiosa sinfonia dos astros em verdadeiro coral de alegria, exaltando o Criador em toda a Sua pujança.
A alegria, entretanto, não deve ficar adstrita apenas às aquisições positivas, porque a Terra ainda não é, nem foi, o paraíso perdido sonhado por John Milton, o poeta inglês, conforme a sua concepção utópica e rica de beleza.
No calor sufocante e abrasador, os metais modificam sua estrutura e se amoldam a outras formas.
No fragor das lutas, o Espírito se aformoseia. Mesmo quando se apresentam os camartelos do sofrimento que alteram as emoções, surgem novos contornos e a realidade se apresenta grandiosa e dominadora.
Vive, pois, em qualquer circunstância e situação, com alegria.
Quem acompanhava a crucificação de Jesus na tarde tempestuosa e observasse o cenário trágico, não poderia imaginar que o espetáculo hediondo era a véspera da madrugada gloriosa da Sua ressurreição.
Nunca, pois, te afastes das paisagens interiores da alegria, mesmo quando sob calhaus e blasfêmias, porque somente haverá vida em abundância se acontecer a noite da morte física transitória.