Enciclopédia de Mateus 8:21-21

Tradução (ARC) - 2009 - Almeida Revisada e Corrigida

Índice

Perícope

mt 8: 21

Versão Versículo
ARA E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai.
ARC E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai.
TB Um outro discípulo disse-lhe: Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai.
BGB ἕτερος δὲ τῶν ⸀μαθητῶν εἶπεν αὐτῷ· Κύριε, ἐπίτρεψόν μοι πρῶτον ἀπελθεῖν καὶ θάψαι τὸν πατέρα μου.
HD Outro dos {seus} discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai.
BKJ E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai.
LTT E outro dos seus discípulos Lhe disse: "Ó Senhor, permite-me primeiramente ir e sepultar o meu pai. 292"
BJ2 Outro dos discípulos lhe disse: "Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai".
VULG Alius autem de discipulis ejus ait illi : Domine, permitte me primum ire, et sepelire patrem meum.

Referências Cruzadas

As referências cruzadas da Bíblia são uma ferramenta de estudo que ajuda a conectar diferentes partes da Bíblia que compartilham temas, palavras-chave, histórias ou ideias semelhantes. Elas são compostas por um conjunto de referências bíblicas que apontam para outros versículos ou capítulos da Bíblia que têm relação com o texto que está sendo estudado. Essa ferramenta é usada para aprofundar a compreensão do significado da Escritura e para ajudar na interpretação e aplicação dos ensinamentos bíblicos na vida diária. Abaixo, temos as referências cruzadas do texto bíblico de Mateus 8:21

Levítico 21:11 E não se chegará a cadáver algum, nem por causa de seu pai, nem por sua mãe, se contaminará;
Números 6:6 Todos os dias que se separar para o Senhor, não se chegará a corpo de um morto.
Deuteronômio 33:9 aquele que disse a seu pai e a sua mãe: Nunca o vi. E não conheceu a seus irmãos e não estimou a seus filhos, pois guardaram a tua palavra e observaram o teu concerto.
I Reis 19:20 Então, deixou ele os bois, e correu após Elias, e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. E ele lhe disse: Vai e volta; porque que te tenho eu feito?
Ageu 1:2 Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do Senhor deve ser edificada.
Mateus 19:29 E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.
Lucas 9:59 E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá enterrar meu pai.
II Coríntios 5:16 Assim que, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não conhecemos desse modo.

Notas de rodapé da LTT

As notas de rodapé presentes na Bíblia versão LTT, Bíblia Literal do Texto Tradicional, são explicações adicionais fornecidas pelos tradutores para ajudar os leitores a entender melhor o texto bíblico. Essas notas são baseadas em referências bíblicas, históricas e linguísticas, bem como em outros estudos teológicos e literários, a fim de fornecer um contexto mais preciso e uma interpretação mais fiel ao texto original. As notas de rodapé são uma ferramenta útil para estudiosos da Bíblia e para qualquer pessoa que queira compreender melhor o significado e a mensagem das Escrituras Sagradas.
 292

Mt 8:21 "PERMITE-ME PRIMEIRAMENTE IR E SEPULTAR O MEU PAI": Na linguagem de então, o pai podia ser saudável e apenas de meia idade. O discípulo somente postergou, adiou o seguir a o Cristo, sob o pretexto de esperar até que o pai viesse a morrer, provavelmente muitos anos depois... Hoje, muitos fazem semelhantemente, com variados pretextos.


Apêndices

Os apêndices bíblicos são seções adicionais presentes em algumas edições da Bíblia que fornecem informações complementares sobre o texto bíblico. Esses apêndices podem incluir uma variedade de recursos, como tabelas cronológicas, listas de personagens, informações históricas e culturais, explicações de termos e conceitos, entre outros. Eles são projetados para ajudar os leitores a entender melhor o contexto e o significado das narrativas bíblicas, tornando-as mais acessíveis e compreensíveis.

Principais acontecimentos da vida terrestre de Jesus

O grande ministério de Jesus na Galileia (Parte 2)

DATA

LUGAR

ACONTECIMENTO

MATEUS

MARCOS

LUCAS

JOÃO

31 ou 32 d.C.

Região de Cafarnaum

Ilustrações sobre o Reino

Mt 13:1-53

Mc 4:1-34

Lc 8:4-18

 

Mar da Galileia

Acalma tempestade

Mt 8:18-23-27

Mc 4:35-41

Lc 8:22-25

 

Região de Gadara

Manda demônios para os porcos

Mt 8:28-34

Mc 5:1-20

Lc 8:26-39

 

Provavelmente Cafarnaum

Cura mulher que tinha fluxo de sangue; ressuscita filha de Jairo

Mt 9:18-26

Mc 5:21-43

Lc 8:40-56

 

Cafarnaum (?)

Cura cegos e mudo

Mt 9:27-34

     

Nazaré

Novamente rejeitado em sua cidade

Mt 13:54-58

Mc 6:1-5

   

Galileia

Terceira viagem à Galileia; expande a obra enviando apóstolos

Mt 9:35–11:1

Mc 6:6-13

Lc 9:1-6

 

Tiberíades

Herodes corta a cabeça de João Batista; fica perplexo com Jesus

Mt 14:1-12

Mc 6:14-29

Lc 9:7-9

 

32 d.C., perto da Páscoa (Jo 6:4)

Cafarnaum (?); lado NE do mar da Galileia

Apóstolos voltam da pregação; Jesus alimenta 5 mil homens

Mt 14:13-21

Mc 6:30-44

Lc 9:10-17

Jo 6:1-13

Lado NE do mar da Galileia; Genesaré

Povo quer fazer de Jesus rei; anda sobre o mar; cura muitas pessoas

Mt 14:22-36

Mc 6:45-56

 

Jo 6:14-21

Cafarnaum

Diz que é “o pão da vida”; muitos ficam chocados e o abandonam

     

Jo 6:22-71

32 d.C., depois da Páscoa

Provavelmente Cafarnaum

Tradições invalidam a Palavra de Deus

Mt 15:1-20

Mc 7:1-23

 

Jo 7:1

Fenícia; Decápolis

Cura filha de mulher siro-fenícia; alimenta 4 mil homens

Mt 15:21-38

Mc 7:24–8:9

   

Magadã

Não dá sinal, exceto o de Jonas

Mt 15:39–16:4

Mc 8:10-12

   

Principais acontecimentos da vida terrestre de Jesus

O grande ministério de Jesus na Galileia (Parte 3) e na Judeia

DATA

LUGAR

ACONTECIMENTO

MATEUS

MARCOS

LUCAS

JOÃO

32 d.C., depois da Páscoa

Mar da Galileia; Betsaida

Em viagem para Betsaida, Jesus alerta contra o fermento dos fariseus; cura cego

Mt 16:5-12

Mc 8:13-26

   

Região de Cesareia de Filipe

Chaves do Reino; profetiza sua morte e ressurreição

Mt 16:13-28

Mc 8:27–9:1

Lc 9:18-27

 

Talvez Mte. Hermom

Transfiguração; Jeová fala

Mt 17:1-13

Mc 9:2-13

Lc 9:28-36

 

Região de Cesareia de Filipe

Cura menino endemoninhado

Mt 17:14-20

Mc 9:14-29

Lc 9:37-43

 

Galileia

Profetiza novamente sua morte

Mt 17:22-23

Mc 9:30-32

Lc 9:43-45

 

Cafarnaum

Moeda na boca de um peixe

Mt 17:24-27

     

O maior no Reino; ilustrações da ovelha perdida e do escravo que não perdoou

Mt 18:1-35

Mc 9:33-50

Lc 9:46-50

 

Galileia–Samaria

Indo a Jerusalém, diz aos discípulos que abandonem tudo pelo Reino

Mt 8:19-22

 

Lc 9:51-62

Jo 7:2-10

Ministério de Jesus na Judeia

DATA

LUGAR

ACONTECIMENTO

MATEUS

MARCOS

LUCAS

JOÃO

32 d.C., Festividade das Tendas (Barracas)

Jerusalém

Ensina na Festividade; guardas enviados para prendê-lo

     

Jo 7:11-52

Diz “eu sou a luz do mundo”; cura homem cego de nascença

     

Jo 8:12–9:41

Provavelmente Judeia

Envia os 70; eles voltam alegres

   

Lc 10:1-24

 

Judeia; Betânia

Ilustração do bom samaritano; visita a casa de Maria e Marta

   

Lc 10:25-42

 

Provavelmente Judeia

Ensina novamente a oração-modelo; ilustração do amigo persistente

   

Lc 11:1-13

 

Expulsa demônios pelo dedo de Deus; sinal de Jonas

   

Lc 11:14-36

 

Come com fariseu; condena hipocrisia dos fariseus

   

Lc 11:37-54

 

Ilustrações: o homem rico insensato e o administrador fiel

   

Lc 12:1-59

 

No sábado, cura mulher encurvada; ilustrações do grão de mostarda e do fermento

   

Lc 13:1-21

 

32 d.C., Festividade da Dedicação

Jerusalém

Ilustração do bom pastor e o aprisco; judeus tentam apedrejá-lo; viaja para Betânia do outro lado do Jordão

     

Jo 10:1-39


Livros

Livros citados como referências bíblicas, que citam versículos bíblicos, são obras que se baseiam na Bíblia para apresentar um argumento ou discutir um tema específico. Esses livros geralmente contêm referências bíblicas que são usadas para apoiar as afirmações feitas pelo autor. Eles podem incluir explicações adicionais e insights sobre os versículos bíblicos citados, fornecendo uma compreensão mais profunda do texto sagrado.

Referências em Livro Espírita


Cairbar Schutel

mt 8:21
Parábolas e Ensinos de Jesus

Categoria: Livro Espírita
Capítulo: 50
Página: -
Cairbar Schutel

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. "


(Mateus, V, 5.)


A delicadeza e a civilidade são filhas diletas da mansidão.


Pela mansidão o homem conquista amizades na Terra e bemaventurança no Céu.


Inimiga da irritabilidade que gera a cólera, a mansidão sempre triunfa nas lutas, vence as dificuldades, enfrenta os sacrifícios.


Os mansos e os humildes de coração possuirão a Terra, porque se elevam na hierarquia espiritual e se constituem outros tantos propugnadores invisíveis do progresso de seus irmãos, guiando-lhes os passos nas veredas do Amor e da Ciência — nobres ideais que nos conduzem a Deus! “Aprendei de mim, disse Jesus, que sou humilde e manso de coração. " É em Jesus que devemos buscar as lições de mansidão de que tanto carecemos nas lutas da vida.


Embora enérgico, quando as circunstâncias o exigiam, o Sublime Redentor sabia fazer prevalecer a sua Palavra pelo poder da verdade que a embalsamava, e sem ódio, sem fel, combatia os vícios, os embustes que deprimiam as almas.


Sempre bom, lhano, sincero, caritativo, prodigalizava a seus ouvintes os meios de adquirirem o necessário à vida na Terra e à felicidade no Céu. “Não vos encolerizeis para que não sejais condenados. " A irritabilidade produz a cólera e a cólera é uma das causas predominantes de enfermidades físicas e males psíquicos.


A cólera engendra a neurastenia, as afecções nervosas, as moléstias do coração: é um fogo abrasado e que corrompe o nosso organismo, é o vírus peçonhento que macula nossa alma.


Filha do ódio, a cólera é um sentimento mesquinho das almas baixas, dos Espíritos inferiores.


Sem mansidão não há piedade, sem piedade não há paciência, sem paciência não há salvação!


A mansidão é uma das formas da caridade que deve ser exercitada por todos os que buscam a Cristo.


É da cólera que nasce a selvageria que tantas vítimas tem feito.


Da mansidão vem a indulgência, a simpatia, a bondade e o cumprimento do amor ao próximo.


O homem prudente é sempre manso de coração: persuade seus semelhantes sem se excitar; previne os males sem se apaixonar; extingue as lutas com doçura, e grava nas almas progressistas as verdades que soube estudar e compreender.


Os mansos e humildes possuirão a Terra, e serão felizes, o quanto se pode ser no mundo em que se encontram.



Vinícius

mt 8:21
Nas Pegadas do Mestre

Categoria: Livro Espírita
Capítulo: 97
Página: 218
Vinícius

"Jesus, levando consigo Pedro, Tiago e João, subiu ao monte para orar. Enquanto orava, o aspecto de seu rosto alterou-se e as suas vestes tornaram-se resplandecentes. Eis que dois varões confabulavam com ele: eram estes — Moisés e Elias, que apareceram em glória falando sobre a retirada que Jesus estava para realizar em Jerusalém. Pedro e seus companheiros estavam como que oprimidos de um grande sono; todavia, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões ao lado dele. "


(Evangelho.)


Tal é como Lucas descreve o fenômeno da transfiguração de Jesus, quando em comunicação com Moisés e Elias, dois profetas que há séculos haviam deixado a Terra.


Enquanto a ciência materialista sela para sempre os túmulos, Jesus levanta suas lajes e surpreende-nos com uma nova vida, que além da campa se ostenta, e gloriosamente se manifesta aos olhos dos mortais.


Enquanto as vãs filosofias firmam barreiras e abismos intransponíveis entre o Céu e a Terra, Jesus rompe a velha bastilha e mostra-nos os dois mundos entrelaçados numa aurora refulgente de luz.


Soberbo! Edificante! Maravilhoso!


Jesus, tu és de fato como disseste: a verdade, o caminho e a vida.



Amélia Rodrigues

mt 8:21
Há Flores no Caminho

Categoria: Livro Espírita
Capítulo: 1
Divaldo Pereira Franco
Amélia Rodrigues

Cada quadra do tempo caracteriza-se por expressões inconfundíveis da própria Natureza.


Sucede uma à outra, suavemente, e atinge o seu clímax, numa plenitude de força e domínio de realização.


Nesta, caem as folhas, esmaece a vida, desnuda-se a paisagem; nesta outra, o frio enregela, as cores alvejam e há tristeza assinalando dores e sombras de noites demoradas. . .


Depois, os rios voltam a correr, exulta o verde, a terra se enriquece de flores e os frutos amadurecem, pendentes nos ramos oscilantes ao vento.


Os grãos se intumescem no solo levemente aquecido e explodem em poemas de cor, em sons agitados, em dádivas de vida abundante.


Revoam os pássaros, ampliam-se os dias, e as noites, salpicadas de círios divinos, são espetáculos convidando à reflexão.


O vale confraterniza com os altiplanos.


Parece não haver distâncias nem separações.


Por fim, quando esta época estivai logra a total potência, arde o Sol e o solo se resseca, o pó se ergue em nuvem, a vida novamente começa a fenecer. . .


O dia é um todo de fogo preparando-se, ao largo das horas demoradas, para seguir adiante, até receber as primeiras lufadas frias. . .


E repete-se a roda dos acontecimentos em movimentada orquestração de ritmos. . .


* * *

Ventos festivos varriam os rincões gentis da Galileia humilde, cantando esperanças para as almas em sofrimento.


Passado o grande inverno, sem nenhuma promessa de calor ou qualquer perspectiva de claridade, explodiam as dádivas primaveris numa inesperada sementeira de amor com imediata colheita de bênção Narra Mateus (Mateus 8:1-34 e Mateus 9:1-38) com eloquência aquela ímpar quadra primaveril de acontecimentos e bonanças.


A paisagem é a moldura do lago-espelho, em cujas bordas reflete-se o amor do Mestre pelas dores humanas.


Naquelas paragens, nas cidades fronteiras e ribeirinhas, em cujo solo a balsamina confraterniza com os miosótis e o trigo dourado espia da terra jovial as redes espreguiçadas ao Sol, nas praias largas, Jesus viveu a ternura das gentes simples, sorriu com as criancinhas e abriu a boca para entoar a canção da esperança.


Por aqueles sítios de pobreza e festa natural, Suas mãos arrancaram das aflitivas conjunturas das enfermidades retificadoras os trânsfugas do passado, emulando-os para o crescimento moral pelas trilhas do futuro.


Fez-se um suceder de fenômenos auspiciosos.


Ainda repercutia com profunda emoção nos ouvidos das almas os artigos e parágrafos em luz e esperança, que foram apresentados no monte, ao ser proclamado o Estatuto da Era Nova da humanidade do futuro.


Os ouvintes não haviam retornado ao chão das necessidades habituais, irrigados pela vibração do Sublime Governador, quando Ele, descendo do cerro, foi solicitado por um leproso, que "O adorava, dizendo: Senhor, se quiseres bem podes tornar-me limpo" e Ele quis, liberando o enfermo da sua carga pútrida.


A ação fortalecia a palavra.


O amor era mais forte do que a voz; esta, era suave e doce, enquanto aquele, poderoso e vital.


O passado jugula o criminoso à algema disciplinadora, mas o amor libera o precito para resgatar em ação benéfica o delito infeliz.


Não deseja o Senhor holocaustos, entretanto, esparze misericórdia.


Há muita dureza no mundo e terrível crueza nos corações.


Ele dulcifica.


Ninguém foge à culpa, nem se evade do ressarcimento.


O Seu amor anima os ferreteados a que se reencontrem e reparem os erros, ajudando suas vítimas e por elas fazendo-se amar.


Há expectativas atordoantes nos comensais da Boa Nova em delineamento.


O monte seria, simbolicamente, o mastro da bandeira de paz, desfraldada nas insuperáveis bem-aventuranças.


Em Cafarnaum, prosseguindo com os elos da cadeia do sofrimento, que Ele rompe, um centurião acerca-se e intercede pelo seu criado paralítico.


Uma confiança infantil numa seriedade adulta transparece naquele homem que comanda homens.


Jesus propõe-se a ir curar o enfermo, porém o homem, que se acostumou à autoridade, pede-Lhe que mande um dos Seus subordinados e a Sua vontade se faria.


Assim fez-se.


Este ordena e esse obedece.


Este quer e esse aquiesce.


Jesus é a Autoridade e os Espíritos atendem.


Não há maior autoridade do que aquela que lhe é própria, a que foi adquirida e não a que é concedida por empréstimo e pode ser retirada.


A fé é energia de vital importância, por irradiar vibrações poderosas que atingem os fulcros das nascentes que produzem os acontecimentos, aí agindo. "Vai-te — disse o Amigo ao amigo confiante, — e como creste, assim te seja feito. " Curou-se o servo do centurião.


No lar de Simão, onde Ele se recolhe por um pouco, a febre arde na velha sogra do pescador, que se aflige.


Tocando-a, restitui-lhe o equilíbrio térmico.


Irradia-se a inapagável Luz dos Séculos.


Nunca mais a noite se fará total. . .


A tarde, chegam os obsidiados por Espíritos infelizes, suas vítimas, seus cobradores.


O ódio grimpa os duelistas da animosidade.


Não há separação entre mortos e vivos, unidos pelos vínculos dos sentimentos afins ou dos compromissos a que se atrelam no carro da vida.


Sua palavra é medicação que atinge as ulcerações morais e as cicatriza.


Ampara o cobrador, antes ultrajado, e auxilia-o a ser feliz, informando que o calceta não fugirá de si mesmo.


Um deseja segui-lO, pensando em gozos e comodidades.


Como Ele não tem uma pedra para pôr a cabeça, apesar de "as raposas terem covis e as aves do céu ninhos", o candidato, desiludido, foi-se embora. . .


Outro pretende dar-se; todavia, quer antes enterrar o pai cadaverizado.


Não há tempo para simulações.


A vida transcende ao corpo.


E ele não se deu. . .


O lago-mar sereno exalta-se e todos, na barca, temem; menos Ele, que dorme ou parece dormir. . .


Ante o receio geral, Sua voz acalma as ondas e os encarregados das "forças vivas da Natureza" tranquilizam as águas.


Nada supera o Rabi, no mundo de Deus, que Ele elaborou sob a proteção do Pai.


Prosseguirá o ministério, naquelas e noutras paragens. . .


Paralíticos, endemoninhados, cegos, catalépticos, hemorroíssa, mudo por ação obsessiva, por toda parte a dor, as provações cedem lugar ao pagamento pelo trabalho do amor.


Eram todos, ontem como hoje, doentes da alma e desejavam a cura para os corpos.


O Mestre fazia cessar os efeitos dos seus erros, sarando a matéria, entretanto, oferecia-lhes a diretriz evangélica, a verdadeira terapia para o Espírito, única medicação para eliminar os sofrimentos.


O amor de Deus, refletido em Jesus, não tem limite.


. . . Prosseguirá a música da esperança a substituir litania da loucura e da miséria. . .


A responsabilidade do resgate sobrepõe-se à cobrança cega.


O homem desperta para os compromissos.


Os remotos tempos entenderão, e melhor farão entender o Mestre e Sua mensagem.


Somente pelo amor se libertará o homem.


Os pecadores são o campo para a semente de vida eterna e os caídos, sem alternativa de soerguimento, fazem-se adubo para a própria recuperação ante a oportunidade feliz do Evangelho.


Nenhum amor renteará com esse imensurável amor.


Aquele período primaveril não se repetiu, nem volverá a acontecer da mesma forma.


As sementes, todavia, dormem no solo da quadra outonal em que as almas se demoram, para emergirem, logo mais, em embrião, reflorindo ao claro sol da Era Nova da eterna primavera que já começa. . .


mt 8:21
Luz do Mundo

Categoria: Livro Espírita
Capítulo: 15
Divaldo Pereira Franco
Amélia Rodrigues

Aqueles eram dias de intenso júbilo. Bênçãos de esperanças várias caíam abundantes sobre aqueles corações.


O Grupo crescia consideravelmente. Mulheres abnegadas desdobravam cuidados, homens diligentes formulavam planos e jovens fascinados pelas notícias comovedoras deixavam-se arrastar pelas expectativas enobrecedoras dos dias do futuro.


As jornadas se faziam entre alegres promessas de êxito, em emocionantes realizações.


Para trás ficavam os receios e as inquietações. Não obstante as intrigas políticas, os ciúmes religiosos, as problemáticas de cada espírito, uma harmonia generalizada identificava os espíritos reunidos em torno do Rabi arrebatador.


As Suas lições eram recebidas como concessões divinas que penetravam o âmago dos sentimentos e descortinavam panoramas dantes jamais sonhados.


Quando marchavam pelos imensos caminhos na sementeira do amor, o ritmo de todos formava uma cantilena tocante que parecia ressoar além dos limites da terra que lhes era cara. Sentiam-se dominados por estranho e singular entusiasmo. A Presença dava-lhes desconhecido poder e todos pareciam dispostos a qualquer trabalho, a indistinta batalha que estrugisse nos diversos sítios.


Em conversas íntimas discutiam as razões porque os dominava o estranho magnetismo do Mestre. Conquanto o Seu amor constante e a ternura com que os recebia, não poucas vezes revelava-se austero, enérgico. Era um Comandante que os conduzia com segurança, assumindo responsabilidade por todos os atos. Jamais negaceava a Verdade e nunca deixava perder a oportunidade de ensinar com a altissonante linguagem do exemplo.


Era, pois, uma perene primavera de emoções a Sua Presença, a Sua mensagem...


* * *

Caminhavam, e havia música leve no ar, ciciada pela ramagem do arvoredo suavemente sacudido pelo vento passante.


— Mestre, — disse um deles, e a voz se embargou pela emoção que lhe estrugia no peito — eu seguirei contigo aonde quer que fores... (Mateus: 8:19-22 Lucas 9:57-62) Houve um "stacatto".


O envolvente olhar do Senhor caiu-lhe, enquanto respondia, e ele se fez ainda mais comovido.


— "As raposas têm covis e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça... "

O silêncio se fez espontâneo.


Seguir Jesus...


Bandoleiros dormem em palácios e meretrizes se prostram sobre leitos de marfim e mogno, acolchoados de veludos e sedas...


Saltimbancos se fazem onzenários e mentirosos triunfam na abastança.


Homicidas amparados pela habilidade de juízes e advogados infiéis à Justiça erguem opulentos apartamentos para o repouso, e "cabos de guerra" condecorados pelo sangue dos irmãos conseguem monumentais residências para viver.


A astúcia consegue o poder e a impiedade produz a dominação...


... O Filho do Homem não tem uma pedra para reclinar a cabeça.


Sua é a Casa Universal: ilimitada, indimensional.


Segui-Lo é renunciar às vãs ambições da posse, das quiméricas aquisições que não transpõem o túmulo. Permutar os limites do que se toca pelo horizonte sem-fim das realizações espirituais.


É ter sem deter.


Possuindo sem dominar.


Ter os céus como teto, num zimbório brochado de estrelas como gemas engastadas num dossel de insuperável beleza.


Não ter nada e tudo possuir. Sem amanhã, num perene hoje a perder-se na verticalidade do amor. _

— "Seguir-te-ei onde quer que fores", — dissera o discípulo.


Ignorava, porém, que o termo terreno para Ele era uma cruz de hediondo horror, que se transformaria depois em florescente caminho de esperanças para os caminhantes do futuro.


Como a jornada se aureolava de sol e o cântico da Natureza enchia de modulações o dia, um outro acercou-se do Mestre e tomado de singular entusiasmo, após o silêncio extenuante que se fizera, abordou:

— Sim, seguirei contigo, — sorriu algo encabulado e ao mesmo tempo jubiloso. — Mas, deixa-me primeiro sepultar o meu pai, que está morto.


Morte e vida.


Morrer é começar a viver e não raro viver é mergulhar nas sombras da morte...


Havia um cadáver à sua espera e a vida o chamava à ação.


O corpo querido que fora progênie do seu corpo, agora em jornada de desagregação molecular e aquele espírito igualmente amado, que o convocava para a perene imortalidade.


O Mestre estugou o passo e fitou-o.


O olhar transparente, desnudando o neófito, reconfortava-o. Um oceano de paz em duas bagas de visão clarificadora.


— "Deixa aos mortos — falou Ele com nobre energia — o cuidado de enterrar os seus mortos. "

Começou a reflexionar enquanto O seguia. Muitos se afadigam pelas coisas mortas.


Os corpos estão vibrando, mas são a morte, pois que passam. Carga para a marcha da evolução, projetam sombra e ensejam luz enquanto avançam. Depois... Há tantos agregados às sombras, aos interesses escusos: que estes sepultem os mortos!


Vivos para a Verdade. Mortos para a Vida.


Para viver era-lhe necessário trocar a pesada canga da ambição e da limitação do corpo para fruir as legítimas aspirações do ser.


— Deixai aos mortos...


* * *

A cidade está à vista.


O grupo exulta de raro contentamento.


Novas experiências e novas lições são prenunciadas.


O Mestre exultante avança e outro, quase tímido, fala, resfolegante:

— Também eu seguirei contigo. Permite-me, porém, que me vá despedir dos meus familiares.


Foi repentino. As palavras bordavam os lábios do Senhor como flores sublimes desabrochando em gleba rica e risonha.


— "Aquele que toma da charrua — Ele falou docemente — e olha para trás não é digno do Reino dos Céus... "

O campo aí está eriçado de abrolhos e rico de dificuldades esperando os instrumentos que lhe revolvam os empeços e os afastem.


A terra dos corações se apresenta vencida pela erva daninha da má vontade e do pessimismo.


O agricultor que sulca o solo e o deixa, fita-lo-á mais tarde infelicitado pela invasão de maior quantidade de plantas perniciosas. Os sulcos ressecam ao sol ou se transformam em pântano sob chuva, ao abandono...


Tomar a charrua e avançar.


Indecisão é insegurança.


Medo significa ignorância.


Timidez representa experiência em começo.


Dubiedade traduz pusilanimidade.


Decisão firme e marcha segura no bem é manifestação de espírito que se encontrou a si mesmo e sabe o que deseja, como quer e para que quer: não olha para trás!


— Seguirei contigo Mestre — disseram todos.


Apresentavam, porém, condicionais, justificavam indecisões.


Até hoje, há os que pretendem seguir Jesus.


Avancemos, porém, seguindo além do pretender. Sigamos já.



Joanna de Ângelis

mt 8:21
Atitudes Renovadas

Categoria: Livro Espírita
Capítulo: 20
Divaldo Pereira Franco
Joanna de Ângelis

Estabeleceu-se, ao largo dos tempos, que o indivíduo dotado de personalidade é aquele em quem o ego exerce predominância.


O seu caráter forte deve assinalar-se pela força do seu querer e do seu poder, graças a cujos valores tem facilidade para vencer obstáculos e triunfar no grupo social no qual se encontra.


Aqueloutros, no entanto, que são portadores de sentimentos nobres e gentis, possuidores da capacidade de servir e de amar, são tidos como portadores de fraquezas, e, muitas vezes, são encarados como vítimas de distúrbios de conduta psicológica.


O indivíduo forte e valoroso, nesse conceito, é aquele que se destaca pela firmeza e mesmo pela prepotência que exterioriza em relação aos demais.


A primazia do ego, no entanto, é defluente da construção dos interesses pessoais imediatos, em detrimento daqueles de natureza geral, de maior amplitude social e humana.


Em face da ilusão sobre a permanência do conjunto somático em que o Espírito se movimenta na Terra, fixam-se-lhe equivocadas impressões de perenidade em torno de tudo quanto, afinal, é transitório.


A ideia falsa em torno do prazer estimula a ambição pela posse e a consequente conduta que impõe o amealhar de coisas a que atribui exagerado valor.


E essa sensação da posse que desenvolve a ditadura do ego no comportamento dos indivíduos e das coletividades.


O ego, no entanto, não passa de um constructo mental destituído de realidade.


Quando acredita que o corpo é seu, que suas são a consciência e demais expressões da vida física, emocional e mental, demonstra a incoerência em que se sustenta, porquanto é incapaz de comandálos, sendo, pelo contrário, dirigido pelas suas forças biológicas...


Nada obstante, a educação incorreta que lhe trabalhou a personalidade gera dificuldades nos relacionamentos e os apegos produzem inveja, competição, insegurança, geradores de sofrimentos desnecessários. Esse sofrimento é sempre resultado da constatação da impermanência das posses e dos limites que as caracterizam, porque são impróprias para preencher o vazio existencial, trabalhar a harmonia interna, satisfazer as ambições que sempre se renovam e se multiplicam em incessante sofreguidão...


O portador de um ego acentuado, quando observa uma obra de arte que o deslumbra, sente o desejo de possuída. Antes, porém, de fazê-lo, se por qualquer ocorrência a mesma se arrebenta ou incendeia, é tomado por um sentimento de frustração e de pena, logo seguindo adiante. No entanto, se a houvesse adquirido antes e a visse destruir-se, a dor moral pela perda seria de grande porte, dando lugar à sensação de vulnerabilidade e de incapacidade para deter o que lhe escapou das mãos.


Ninguém, desse modo, é dono de nada, possuindo somente aquilo que não lhe pode ser tomado ou destruído, que tem inquestionável existência real.


Muitas vezes, um choque, um encontrão com outrem, ou um golpe qualquer, mesmo não intencional, produz dor, tornando-se lamentável ocorrência, porém, a irritação que de algo tão sem importância resulta gera ulceração no ego, que é tomado de revolta e sente-se magoado. Isto porque, a dor física logo passa, mas o ego ferido guarda ressentimento, desejo de desforço, aborrecimento...


Tudo, portanto, no mundo objetivo, é ilusão, e essa é a grande responsável pelo desejo que se frustra e produz sofrimento.


A superação do ego torna-se essencial para a aquisição da felicidade, da alegria de viver, do bem-estar.


O que se tem transita por várias mãos, entretanto, o que se é, resultado das aquisições morais, torna-se permanente, proporciona harmonia e predispõe ao prosseguimento das realizações.


* * *

Há uma necessidade inconsciente no ego para possuir, para apegar-se, para lutar pela posse, para gerar conflitos e dominar.


Fixado na aparência das coisas, esquece-se da essência, do conteúdo de tudo, da finalidade existencial que é maior do que a transitória jornada física.


Quando o ser se conscientiza de que se encontra no mundo em aprendizagem de rápido curso, consegue valorizar o que tem significado real e aquilo que somente se expressa em aparência.


A liberdade pela qual todos lutam, a fim de consegui-la, deve iniciar-se no íntimo, mediante a superação da posse das suas mazelas que fortalecem os sentimentos egotistas e aprisionam nas paixões do ter.


Usando o de que se dispõe e liberando-se da sua dominação, consegue-se, a pouco e pouco, vencer o tormento íntimo que escraviza as pessoas às coisas, às circunstâncias e às posições, facultando trânsito ideal por todo lado.


Jesus, por exemplo, sendo o Senhor do Orbe, esteve entre os homens e as mulheres, alimentou-se com eles, conviveu e sofreu, sempre livre, totalmente voltado para a Realidade espiritual.


A sua herança para a humanidade foram os exemplos, os ditos e os não ditos, o poema de vida e de amor que ainda hoje iluminam as mentes e harmonizam os corações que O buscam.


Estimar as coisas sem as supervalorizar, considerando que o tempo as modifica, as destrói, as consome, é a melhor conduta.


Quando se está fixado somente nelas, ainda se estagia na infância espiritual.


E a ilusão que se mantém em torno das posses que se transforma em dor e angústia, quando a realidade se apresenta. Não apenas em relação ao ter, mas também no que diz respeito a determinadas sensações do prazer nos relacionamentos, nas afeições, nas posições de destaque, na exibição de títulos e valores, no apego ao eu transitório.


— Acumulai tesouros nos Céus — disse Jesus — onde nem a traça, nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam, porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Mateus 8:20-21).


* * *

Onde se situa o ego, senão na área da imaginação?!


Ele não tem existência real, semelhando-se à névoa que o Sol dissolve, à sombra que a luz anula, ao sonho que a realidade dilui...


O esforço em favor do autoconhecimento, que ajuda a discernir aquilo que é utópico do verdadeiro, é que traça o caminho para uma existência saudável e feliz.


O antídoto, portanto, do ego, na sua ditadura existencial, é o amor na sua gloriosa missão de despertamento da consciência para o altruísmo, para a ideal convivência com o outro, o seu próximo, para a valorização do que é de significado real e permanente.


Buscar, portanto, o reino de Deus, que também se encontra no imo, é o recurso mais eficaz para libertar-se da infeliz ditadura que amarfanha os sentimentos e entenebrece a razão...



Honório Onofre de Abreu

mt 8:21
As Chaves do Reino

Categoria: Livro Espírita
Capítulo: 18
Wagner Gomes da Paixão
Honório Onofre de Abreu

Se a vida é a bênção de todos os seres, atestando o poder divino na Criação, o qual desafia até as inteligências mais brilhantes, que, não obstante suas conquistas no campo do intelecto, somente podem dela usufruir e com ela, em suas expressões indeclináveis de lei, aprender a mais sublime das ciências - o Amor –, encontramos a "morte" por sua antítese. E, se o bem é o celeiro da vida, a morte tem no "pecado" a sua justificação.


Concebendo essas verdades ao longo das experiências humanas, por esse "dualismo", que fomenta o progresso e a evolução das mentes poderemos identificar as sutilezas que estabelecem, entre os estudiosos espiritualistas de todos os tempos, as concepções mais fechadas sobre a reencarnação, que, representando a "morte" para o Espírito e suas potências já reveladas (quando é obrigado a esquecer o passado e submeter-se a condicionamentos expiatórios ou provacionais na carne), guarda, para esses estudiosos mais resistentes, a conotação de "castigo", de "queda", de "maldição".


Todavia, um estudo mais acurado, tendo por material os conteúdos crísticos do Evangelho, além dos recursos indiscutivelmente autorizados e universalistas da Codificação Espírita, demonstra nuances e movimentos extraordinários nessa vinculação do Espírito com a matéria.


Poderíamos adiantar, para nossas reflexões, que existem desencarnados verdadeiramente "mortos" internamente, devido a descuidos morais na última existência ou desde outras, como há os considerados "mortos", por efeito da reencarnação, que se encontram "vivos", em espírito e em verdade, vencendo a influência da matéria e revelando seus potenciais divinos entre os homens (MT 5:16).


Jesus encerra profundos conceitos acerca de vida e morte, para nossa apreciação, ao assinalar a um de seus seguidores: "Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus" (LC 9:60; MT 8:21). Por exemplo, toda vez que alguém, em sofrimento, recebe um bom conselho, mas responde que, antes de tudo, deve resolver seus conflitos, para, em seguida, atender ao que lhe recomendam, esse indivíduo está agindo como o discípulo que pediu ao Senhor, que o chamara ao serviço da Luz, para, primeiro, deixá-lo ir sepultar seu pai.


Como temos observado, há uma lógica em todas as proposições da Mensagem cristã, e, nesse assunto de enterro do "pai", necessitamos sair do processo sociológico em que, diante de familiares desencarnados indiscutivelmente temos o dever de sepultá-los dignamente. Esse "pai" na linguagem do Cristo, que nos propõe renovação, elevação, trabalho qualitativo em favor de nosso progresso, é o "homem velho" (Romanos 6:6), que nos dominava o mundo interno até nosso encontro com Jesus (Lei de Amor, o que nos redime e santifica). Portanto, "deixar aos mortos o enterrar os seus mortos" é o perfeito entendimento de que "ninguém deita remendo de pano novo em vestido velho" (MC 2:21), ou seja, se usamos o perdão, a ofensa desaparece; se cuidamos da enfermidade com fé, ela deixa de ser uma ameaça ou um mal, para se tornar a instrutora, a depuradora de nosso coração; se a revolta pelo fato de não ter dinheiro é dissolvida pela humildade, pela aceitação, o trabalho digno que nos dê o pão de cada dia passa a ser nossa bênção; e assim com todas as coisas.


Paulo nos fornece subsídios para a justa compreensão dessa "morte" moral e da "ressurreição" para a Vida, utilizando a imagem de Adão o primeiro homem (simbolicamente considerado), sobre quem a Lei Divina impôs o seu jugo de expiação (Gênesis 3:17-19; Romanos 5:12 14), e também a figura de Jesus Cristo, o último Adão, o "espírito vivificante", em quem há remissão dos pecados (Romanos 5:17; 1 Coríntios 15:22, 1 Coríntios 15:45).


Fica muito claro que o desconhecimento da Lei de Deus, nos períodos primitivos da vida planetária, não imputava culpa aos seres ainda sem ilustração, sem referências morais, porque apenas se movimentavam pela própria sobrevivência. Foi exatamente isso que Paulo, em sua Epístola aos romanos, definiu com sabedoria: "Porque, quando os gentios [os simples, que habitavam a Terra, antes da chegada dos capelinos], que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei" (Romanos 2:14). Porém sobrevindo a Lei (percepção clara de culpa, estabelecendo remorso a partir de acontecimentos que demonstram ao indivíduo o seu erro o seu abuso etc.), que é o surgimento do "senso moral", a criatura passa a ser regida por essa Lei. Uma vez que Adão, representando a raça adâmica, oriunda de outro orbe mais evoluído do que a Terra (Capela), já trazia os complexos de culpa, assim que esses elementos desmandaram e voltaram a repetir os delitos cometidos outrora, dessa vez aqui na Terra (Gênesis 3:11), instaurou-se o domínio da Lei (Lei de Causa e Efeito), pois esse grupamento não era constituído de Espíritos simples, mas de entidades devedoras, com vasta experiência e dotadas de senso moral. Daí a afirmativa do apóstolo Paulo que "[... ] por um homem [Adão] entrou o pecado no mundo" e com ele "a morte passou a todos os homens" (Romanos 5:12). Ou seja, foi inaugurada na Terra a era das expiações e das provas.


Esse entendimento da Lei de Justiça, preparando as almas, em solidariedade e diversidade de posições evolutivas, para fomentar o conhecimento e as experiências vivenciais de cunho mais elevado projeta-nos a mente e sensibiliza-nos, para que atendamos ao objetivo essencial do processo reencarnatório, qual seja, nos capacitarmos nessa aparente "morte", para nos alimpar de todas as impurezas e vícios comportamentais, visando a pureza e a sabedoria intrínsecas laboradas pelo "testemunho do sangue": "Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14). Quando Paulo declara que "[... ] o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte" (1 Coríntios 15:26) ele proclama o triunfo da suprema Verdade universal, o Amor, que se vale de uma lei menor, a reencarnação, para tornar plena a consciência do ser. Isto é, se o Espírito, mesmo reencarnado, vence a influência da matéria e seus ardis ilusórios, demonstrando, pelas atitudes, ser senhor das próprias prerrogativas, refletindo o Pai e Criador, segundo o exemplo de Jesus Cristo, ele, emancipado, "aniquila a morte", ou seja, a escravização à matéria (Romanos 8:29).



Eliseu Rigonatti

mt 8:21
O Evangelho dos Humildes

Categoria: Livro Espírita
Capítulo: 8
Eliseu Rigonatti
(Mt 8:1-35; Mc 1:40-45; Lc 5:12-16)

1 E depois que Jesus desceu do monte foi muita a gente do povo que o seguiu.


2 E eis que vindo um leproso o adorava, dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar.


3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Pois eu quero. Fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra.


4 Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e faze a oferta que ordenou Moises, para lhes servir de testemunho a eles.


Fascinada pela amorosa mensagem de Jesus, muita gente o seguia. Todavia, cumpre dividir em duas classes os que seguem Jesus: a uma classe pertencem os que o seguem com os lábios, sem jamais o sentirem no coração; estes falam, mas não praticam. A outra classe é constituída pelos que seguem Jesus, esforçando-se o mais possível para viverem segundo os ensinamentos dele.


Dada a extraordinária elevação moral de Jesus e ao seu perfeito conhecimento das leis divinas, fácil lhe era movimentar poderosos recursos fluídicos, com os quais efetuava as curas. É de se notar, contudo, que o paciente devia estar em posição de receber a cura que implorava. Uma das condições que melhor predispunha o doente a merecer a cura que tanto ambicionava, era alimentar uma fé viva, que pudesse atrair o fluxo magnético que Jesus irradiava.


Aqui vemos o leproso criar a condição favorável, pois diz ao Mestre: — Se tu queres, bem me podes curar.


É como se ele afirmasse a Jesus: A minha fé em tua ação é muito grande; o resto depende de tua vontade, Senhor.


E Jesus, notando que o leproso estava suficientemente preparado pela fé, respondeu-lhe: Quero. Isto é: Agora que estás regenerado, eu posso curar-te.


A lepra pertence à categoria das moléstias expiatórias. É um dos mais dolorosos, porém, dos mais enérgicos remédios para livrar a alma de pesados débitos contraídos em existências passadas. No tribunal da justiça divina, o castigo é sempre proporcional à falta cometida. Por isso, os que são tocados por tão terrível enfermidade, é porque têm grandes contas a liquidar. Em primeiro lugar deverão dar graças ao Pai pela sublime oportunidade de resgate, que sua misericórdia lhes proporciona; depois, encherem-se de fé, paciência, coragem e resignação. Quando a vontade de Deus os chamar novamente para o mundo espiritual, deixarão na terra o miserável corpo que lhes servia de cárcere e de tormentos; e seus espíritos, purificados das manchas dos crimes das encarnações anteriores, resplandecerão luminosos e felizes.


Jesus, ao curar o leproso, não contrariou as leis divinas. As leis de Deus são imutáveis. Aconteceu que o leproso, pela sua resignação à Vontade Divina, tinha expiado suficientemente seus erros, purificando-se espiritualmente. E Jesus, vendo a fé de que o leproso estava possuído, fez com que a cura de seu espírito se refletisse em seu corpo físico.


Neste trecho aprendemos também que as expiações, isto é, os castigos não são eternos. Não há castigos eternos. O fim de uma expiação depende unicamente da força de vontade de cada um. Conformar-se com a situação em que se acha, é o primeiro passo para a cura do espírito, cura essa que, no momento oportuno, se refletirá infalívelmente no corpo físico.


O Leproso soube sofrer resignadamente e, como recompensa e exemplo, mereceu a cura que Deus lhe enviou por meio de Jesus.


O CENTURIÃO DE CAFARNAUM


(Lc 7:1-10; Jo 4:43-54)

5 Tendo porém entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião, fazendo-lhe esta súplica.


6 E dizendo: Senhor, o meu criado faz em casa doente com uma paralisia e padece muito com ela.


7 Respondeu-lhe então Jesus: Eu irei e o curarei.


8 E respondendo o centurião, disse: Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa; porém, manda-o só com a tua palavra e o meu criado será salvo.


9 Pois eu também sou um homem sujeito a outro, que tenho soldados às minhas ordens e digo a um: Vai acolá, e ele vai; e a outro: Vem cá, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.


10 E Jesus, ouvindo-o assim falar, admirou-se e disse para os que o se guiam: Em verdade vos afirmo, que não achei tamanha fé em Israel.


11 Digo-vos, porém, que virão muitos do Oriente e do Ocidente e que se sentarão à mesa com Abrahão e Isaac e Jacob no reino dos céus.


12 Mas que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.


13 Então disse Jesus ao Centurião: Vai e faça-se segundo tu creste. E naquela mesma hora ficou são o criado.


Observemos aqui a humildade com que o centurião se dirige a Jesus. Essa humildade transparece não só das palavras do centurião, como também do ato de ele, um superior, interceder por um inferior, seu servo.


A humildade é o característico da fé sincera. Os que sabem ser verdadeiramente humildes, muito recebem; porque a humildade abre as faculdades receptivas da alma, colocando-a em posição de merecer o auxílio divino.


Nos versículos 11 e 12, Jesus quer dizer que as leis divinas, até aí conhecidas somente do povo hebreu, no futuro seriam conhecidas e praticadas por todos os povos da terra. Esta profecia de Jesus se cumpre em nossos dias.


O monoteísmo que era uma crença somente dos filhos de Israel, espalhou-se pela terra inteira. E hoje a humanidade civilizada já adora o Deus único, tornado conhecido em nosso planeta, por meio do povo israelita. E o Evangelho do Mestre já espalha sua claridade por todas as nações.


Os filhos do reino simbolizam aqueles que conhecem as leis divinas, mas não as praticam. E Jesus os adverte de que sofrerão as consequências dolorosas de seu endurecimento perante as leis do Senhor.


A SOGRA DE PEDRO


(Mc 1:29-34; Lc 4:38-41)

14 E tendo chegado Jesus à casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama e com febre.


15 E tocou-lhe na mão e a febre a deixou e ela se levantou e se pôs a servi-los.


16 Sobre a tarde porém lhe puseram diante muitos endemoninhados; e ele com sua palavra expelia os espíritos e curou todos os enfermos.


17 Para se cumprir o que estava anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.


Os endemoninhados aqui referidos eram pessoas obsidiadas; e Jesus, com sua palavra, afastava os espíritos obsessores.


Nas épocas de renovação espiritual da humanidade, multiplicam-se os casos de obsessões, como prova da imortalidade da alma. Foi o que aconteceu no tempo de Jesus: a Providência Divina permitiu as manifestações dos espíritos para chamar a atenção dos homens sobre a realidade da sobrevivência da alma, conforme Jesus ensinava.


Nos tempos modernos em que o Espiritismo por seu turno intensifica o trabalho de espiritualização do mundo, novamente se manifestam os espíritos, provando as verdades espirituais. E as manifestações mais comuns são as obsessões, que avivam a curiosidade do povo sobre os problemas da alma.


Quanto à profecia de Isaías, ela se refere à parte moral da doutrina de Jesus. Ensinando-nos as leis divinas e como praticá-las, Jesus nos deu o remédio que livra nossa alma de doenças e enfermidades morais, que nesta ou nas futuras encarnações arruinariam a saúde de nosso corpo.


Quanto à sogra de Pedro, ela foi curada pelo passe, tão comum hoje em dia nos Centros Espíritas.


COMO DEVEMOS SEGUIR A JESUS


(Lc 9:57-62)

18 Ora, vendo-se Jesus rodeado de muito povo, mandou-lhes que passassem para a banda d’além do lago.


19 Então chegando-se a de um escriba, lhe disse: Mestre, eu seguir-te-ei para onde quer que fores.


20 Ao que Jesus lhe respondeu: As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos; porém o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.


21 E outro de seus discipulos lhe disse: Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar a meu Pai.


22 Mas Jesus lhe respondeu: Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.


Seguir a Jesus é renunciar à cobiça, à inveja, à maledicência, ao ódio, à concupiscência, à cólera, à violência, aos vícios, aos maus hábitos, as más palavras, aos maus pensamentos e aos maus atos.


Seguir a Jesus é não se apegar excessivamente aos bens deste mundo, com prejuízo dos bens espirituais.


Seguir a Jesus é esquecer-se de si mesmo, em benefício dos outros.


Conhecendo que o escriba queria segui-lo, mas ainda carregado das vaidades do mundo, Jesus lhe respondeu como se lhe dissesse: Eu, neste mundo, renunciei a tudo; como queres seguir-me se não te sujeitas a renunciar a nada?


Os que já compreendem a imortalidade da alma sabem que a morte não existe. Quem já chegou a este grau de compreensão é um vivo, porque despertou para a realidade. Os que não compreendem a imortalidade da alma é julgam que a morte é o fim de tudo, estes são os verdadeiros mortos espirituais.


Dizendo Jesus ao discípulo que o seguisse, pois os mortos cuidariam do morto, quis dizer-lhe: Tu que já sabes que a morte não existe, porque te importas tanto com ela? Deixa que se interessem pela morte os que não compreendem a verdadeira vida.


JESUS APAZIGUA A TEMPESTADE


(Mc 4:35-41; Lc 8:22-25)

23 E entrando ele numa barca, o seguiram seus discípulos.


24 E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de modo que a barca se cobria das ondas e entretanto ele dormia.


25 Então se chegaram a ele seus discípulos e o acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos.


26 E Jesus lhes disse: Porque temeis, homens de pouca fé? E levantando-se pôs preceito ao mar e aos ventos e logo se seguiu uma grande bonança.


27 E os homens se admiraram, dizendo: Quem é este. Que os ventos e o mar lhe obedecem?


As chamadas forças cegas da natureza não existem. Em todos os departamentos que regulam a vida na face da terra, depararemos sempre com cooperadores espirituais. Falanges de espíritos em evolução trabalham ativamente, zelando pela manutenção dos reinos da natureza: o mineral, o vegetal e o animal. Os fenômenos atmosféricos também são presididos por plêiades de espíritos, sob orientação superior, encarregados de manterem o equilíbrio planetário.


Nem sempre compreendemos o porquê dos fenômenos, que muitas vezes causam verdadeiras calamidades em determinadas regiões do mundo. Mas o Espiritismo nos ensina que não há efeito sem causa. Por conseguinte, os fenômenos tais como: tempestades, terremotos, maremotos, inundações, são orientados por entidades espirituais, em obediência a desígnios divinos, visando o apressamento da evolução não só do planeta, como também das populações atingidas.


Jesus aqui não fez milagre ao apaziguar a tempestade. Usou apenas de seu conhecimento das forças que regem o Universo e de sua superioridade moral para ordenar aos orientadores invisíveis da atmosfera, que fizessem cessar a tempestade.


Todavia, de cada trecho do Evangelho podemos tirar proveitosos ensinamentos morais. O espírito, quando se entrega às paixões terrenas, desencadeia em seu íntimo terrível tempestade moral: a ambição o perturba, o ódio o maltrata, os vícios o escravizam, o orgulho o sufoca, seu coração se torna um mar tempestuoso. Para aplacar semelhantes tempestades da alma, o recurso é invocar a proteção de Jesus, e conformar-se com seus ensinamentos. E a consciência que se debatia qual mar encapelado e revolto, começa a abrandar, e suave paz assenhoreia-se do coração. E depois, com o coração sereno e a consciência tranquila, o espírito regenerado exclama satisfeito: Verdadeiramente Jesus aplaca as tempestades.


OS ENDEMONINHADOS GERASENOS


(Mc 5:1-20; Lc 8:26-39)

28 E quando Jesus passou à outra parte do lago, ao país dos gerasenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, que saíam dos sepulcros, em extremo furiosos, de tal maneira, que ninguém ousava passar por aqueles caminhos.


29 E gritaram logo ambos, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?


30 Ora em alguma distância deles andava uma manada de porcos pastando.


31 E os demônios o rogavam, dizendo: Se nos lanças daqui, manda-nos para a manada dos porcos.


32 E ele lhes disse: Ide. E saindo eles se foram aos porcos e no mesmo ponto toda a manada correu impetuosamente por um despenhadeiro a precipitar-se no mar; e todos morreram afogados nas águas.


33 E os pastores fugiram; e vindo à cidade, contaram tudo, e o sucesso dos que tinham sido endemoninhados.


34 E logo toda a cidade saiu a encontrar-se com Jesus; e quando o viram, pediram-lhe que se retirasse do seu termo.


É comum depararmos com espíritos obsessores que não sentem o menor desejo de se regenerarem nem de deixarem suas vítimas. Quando doutrinados, imprecam contra quem os chama ao reto caminho e tudo fazem para não escutarem palavras de bom senso. Nestes casos, o doutrinador deve possuir grande força moral para ser obedecido. Ë o que nos ensina esta passagem evangélica: os espíritos obsessores não puderam desobedecer a Jesus; porém, como não tinham vontade de se corrigirem, acharam mais fácil atormentar os porcos do que aproveitar a oportunidade de melhoria que Jesus lhe oferecia.


Como a cura dos obsidiados lhes custou a perda dos porcos, os pastores se revoltaram. Estes pastores simbolizam duas espécies de indivíduos: os que dão mais valor às coisas terrenas do que às espirituais e os que recebem graças espirituais e não sabem reconhecê-las. Os primeiros só vêem a matéria e repelem sistematicamente qualquer tentativa que vise despertá-los para a espiritualidade. Os segundos jamais se lembram de agradecer a Providência Divina pelo que recebem, como os gerasenos que não se mostraram agradecidos a Jesus, pela cura de seus endemoninhados. Ë verdade que Jesus não está à espera de agradecimentos, pois que cada um sempre receberá de acordo com seus merecimentos; contudo, o saber agradecer e ser reconhecido é prova de humildade e de elevação espiritual.


É digno de notar-se o exemplo de tolerância que Jesus nos dá: ao ser convidado a retirar-se das terras dos gerasenos, Jesus não alterca com eles nem lhes lança em rosto o benefício que tinha feito aos obsidiados que sofriam; respeita-lhes a incompreensão, perdoa-lhes a ingratidão e retira-se.



Referências em Outras Obras


CARLOS TORRES PASTORINO

mt 8:21
Sabedoria do Evangelho - Volume 4

Categoria: Outras Obras
Capítulo: 29
CARLOS TORRES PASTORINO

MT 8:19-22


19. E chegando um escriba, disse-lhe; "Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores".


20. E disse-lhe Jesus: "As raposas têm covis e as aves do céu, pousos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça".


21. Outro dos discípulos disse-lhe: "Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai".


22. Porém Jesus disse-lhe: "Segue-me, e deixa os mortos enterrarem os seus próprios mortos".


LC 9:57-62


57. Enquanto estavam indo pela estrada, disselhe alguém: "Seguir-te-ei para onde quer que fores".


58. Jesus disse-lhe: "As raposas têm covis e as aves do céu, pousos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça".


59. A outro disse: "Segue-me". Ele, todavia, respondeu: "Deixa-me ir primeiro enterrar meu pai".


60. Retrucou-lhe Jesus e disse: "Deixa os mortos enterrarem os seus próprios mortos; tu porém vai, anuncia o reino de Deus".


61. Disse-lhe ainda outro: "Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos que estão em minha casa".


62. Respondeu-lhe Jesus: "Ninguém que olhe para trás depois de ter posto a mão no arado, é apto para o reino de Deus".


Nesta lição, privativa de Mateus e Lucas, podemos aprender o modo como devemos encarar a relação entre Mestre e discípulos.


O primeiro caso é de alguém (Mateus esclarece tratar-se de um escriba, profissão recrutada entre os fariseus), que espontaneamente se propõe a seguir Jesus, para onde quer que ele vá.


Qual seria sua intenção profunda? Jerônimo o acusa de "aproveitador": ut lucra ex operum miraculis quaereret (Patrol. Lat. v. 26 c. 53), isto é, "procurava lucros dos milagres operados". Mas isso é julgamento leviano e acusação graciosa. Duas hipóteses apresentam-se plausíveis; ou ele pretendia realmente ser discípulo para progredir (e neste caso a resposta de Jesus não o desanimaria); ou seu desejo era seguí-lo para escrever as lições que ele dava, quer para seu uso, quer para cedê-las a quem as desejasse, quer para levá-las aos fariseus, quer para "empregar-se", mediante pagamento, para exercer sua profissão.


Jesus limita-se a uma resposta que, no fundo, constitui uma recusa: ele não tem pousada fixa, não disp õe de um leito. Como empenhar-se em despesas com alguém? Não tendo conforto para si, não podia dispensá-lo a outrem. E o caso encerrou-se aí.


Mas o final é-nos desconhecido. Teria ele aceito as condições e acompanhado Jesus? Teria desanimado e se retirado? Tratar-se-ia de um dos doze por exemplo, Judas Iscariotes, cujo chamamento não aparece nos Evangelhos, e cujo ingresso no Colégio Apostólico talvez tenha sido por espontânea vontade?


O fato de só mais tarde aparecer o caso, depois de ter sido ele citado como discípulo nada imSABEDORIA DO EVANGELHO porta. Pode o evangelista só havê-lo recordado mais tarde e, desejando que não fosse esquecida a resposta do Mestre, tê-la registrado mesmo fora da ordem cronológica.


O segundo caso é diferente: trata-se de um chamado positivo de Jesus: "segue-me"! O discípulo convocado ao serviço solicita um adiamento: "deixa me primeiro enterrar meu pai". Que significado pode ter essa frase? Podia tratar-se de um pai idoso, e o discípulo, querendo obedecer ao mandamento "honrar pai e mãe", pede para atender ao pai, aguardando que ele passe para o outro lado da vida: sentir-seia então livre para seguir o Mestre. Podia tratar-se, ainda, de um caso real, de morte realmente ocorrida, e á espera para o sepultamento seria coisa de um a dois dias. Entretanto, pela resposta de Jesus, parece mais viável a primeira hipótese; "deixa que os mortos (encarnados) enterrem (cuidem) de seus mortos (encarnados); tu, porém, entrega-te à pregação do reino de Deus". Teria ele ido? Ou teria preferido ficar com o pai? Também aqui os evangelistas não esclarecem, deixando livre campo às especulações. Cirilo de Alexandria (Patrol. Graecav- 8. c. 1129) diz tratar-se do diácono Filipe (AT 6:5). Mas nenhuma prova aduz dessa opinião, que talvez fosse resultante de uma tradição corrente no Egito. Ora, Filipe foi o mistagogo do ministro da rainha Candace, da Etiópia (A-l8:27), país limítrofe do Egito.


O terceiro caso, apresentado apenas por Lucas, também parece ter sido a resposta a um chamado do Mestre. Ele aceita a tarefa, mas quer despedir-se dos seus. A resposta é dura: "se queres vir já, estás apto ao discipulato; mas se voltares os olhos para trás, não serves" (cfr. GN 19:26). A comparação com o lavrador procede: se quem guia o arado olha para trás, o sulco sai torto (cfr. Filp. 3:13-14).


Através de Jesus, o Cristo já manifestara as condições por Ele exigidas, para a aceitação de Seus discípulos amados. Esse ensino é agora exemplificado com três casos específicos, a fim de demonstrar a superioridade da união crística sobre três situações distintas e que, de modo geral, são as mais aduzidas para recusar-se o passo decisivo: e isso porque são três situações em que o homem tem a impressão de que se trata de três deveres fundamentais: o dever para consigo mesmo, o dever para com os genitores e o dever para com os familiares.


Cristo anula os três: o dever máximo diz respeito ao Espírito eterno, não à matéria transitória.


Por conseguinte, o ensino é dirigido para esclarecer que nem as obrigações para com o próprio corpo, nem para com os pais, nem para com esposa e filhos devem afastar o candidato do caminho espiritual.


O exemplo dado é o vivido pela personagem humana Jesus, que não tinha "uma pedra sequer para repousar a cabeça". E a lição prossegue com duas regras básicas: os vivos no Espírito não devem preocupar-se com os mortos na carne, isto é, os que vivem na individualidade, não podem prenderse a laços puramente carnais e sanguíneos (corpo físico e duplo etérico), mas à família espiritual divina (cfr. EF 2:19). Dirá ainda que é mister amá-lo mais que ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos (cfr. LC 14:26 ou MT 10:37, vol. 3. º) para ser digno de dizer-se Seu discípulo.


Claro, portanto, o ensinamento, no plano místico.


No campo das iniciações, encontramos nesta lição três condições indispensáveis para a dedicação ao Caminho. São três das provas essenciais a superar quando se tem que passar do quarto para o quinto grau. A modificação da mente com transmentação requer desapego. Não é bem o caso do abandono ou de fuga, mas de não prender-se, de não inverter a ordem dos valores, de não julgar mais importante o que é menos importante.


Além disso, o pretendente ao quinto grau deve saber que não pode dar importância ao física próprio, nem ao alheio; que os profanos com seus hábitos, crenças, convencionalismos e preconceitos devem ser deixados a homenagear-se entre si; e que, finalmente, uma vez passado o quarto grau não pode mais voltar atrás! Esse é um passo decisivo: dado à frente, não há recuo possível. Mister, pois, meditar bem, examinar-se, medir as próprias forças, antes de arriscar-se. Uma queda depois, uma desistência, um "olhar para trás" saudoso, podem trazer consequências graves que talvez durem séculos.


Daí o provérbio latino corruptio optimi; pessima: " a queda do melhor, é a pior".


Cuidado portanto: não alimentar pretensões que não correspondam às possibilidades; não buscar provas acima das forças reais, não dar passos maiores que as pernas; "não por o chapéu onde a mão não alcança" ...


Deixe-se de lado a vaidade, o desejo de "parecer" aos outros mais do que se é realmente, de enganarse a si mesmo, julgando-se gigante quem ainda é pigmeu. Comedimento justo é melhor que desabalada corrida, arriscando-se a quedas fragorosas. A estrada do Espírito é árdua, íngreme, estreita, pavimentada de pedras pontiagudas e ladeadas de espinheiros: é preciso coragem e decisão inabalável, com prévio conhecimento das próprias capacidades.






FIM



mt 8:21
Sabedoria do Evangelho - Volume 5

Categoria: Outras Obras
Capítulo: 35
CARLOS TORRES PASTORINO

MT 22:1-14


1. E respondendo Jesus, de novo falo-lhes em parábolas, dizendo:

2. "É semelhante o reino dos céus a um homem rei, que fez o casamento de seu filho.

3. E enviou seus servos a chamar os convidados para o casamento, e não quiseram vir.

4. De novo envia outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis preparei meu almoço, meus touros e cevados estão abatidos e tudo preparado, vinde ao casamento.

5. Eles, porém, não ligando, foram um para seu campo, outro para seu negócio,

6. e outros, prendendo os escravos dele, ultrajaram e mataram.

7. O rei, contudo, aborreceu-se e mandou suas tropas e matou aqueles e incendiou a cidade deles.

8. Então disse a seus escravos: O casamento está preparado, os convidados, porém, não eram dignos.

9. Ide, pois, às encruzilhadas das estradas e chamai todos quantos achardes, para o casamento.

10. Saindo aqueles escravos para as estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons, e encheu-se a sala de convivas.

11. Entrando o rei, porém, para ver os convivas, viu aí um homem não vestido de roupa de casamento,

12. e disse-lhe: Companheiro, como entraste aqui não tendo roupa de casamento?

13. Então o rei disse aos servos: Amarrando-lhe pés e mãos, lançai-o às trevas de fora: ali haverá o choro e o ranger de dentes.

14. Muitos, pois, são chamados, poucos escolhidos".

LC 14:15-24


15. Ouvindo essas coisas, um dos que se reclinavam (ao triclínio) disse-lhe: "Feliz quem comer pão no reino de Deus"!

16. Ele disse-lhe: "Certo homem fazia um grande jantar e convidou muitos.

17. E enviou seu escravo, na hora do jantar, dizer aos convidados: Vinde, já está tudo preparado.

18. E começaram todos à uma a desculpar-se.

O primeiro disse-lhe: comprei um campo e tenho necessidade de sair para vê-lo. Peçote ter-me por escusado.


19. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e irei examiná-las. Peço ter-me por escusado.

20. E disse outro: Casei-me, e por isso não posso ir.

21. Voltando, o escravo narrou isso a seu senhor. Então, insatisfeito, o dono da casa disse a seu escravo: Sai depressa às ruas e vielas da cidade e introduze aqui os mendigos e aleijados, cegos e coxos.

22. E disse o escravo: Senhor, feito o que mandaste, e ainda há lugar.

23. E disse o Senhor ao escravo: Sai pelas estradas e atalhos e obriga a entrar, para que se encha a casa,

24. pois digo-vos que nenhum dos homens convidados me provará o jantar".



A parábola das bodas, em Lucas, não apresenta dificuldade. É introduzida pelo comentário de um dos presentes à última frase de Jesus: a ressurreição dos justos, que lhe provoca a exclamação: "feliz o que comer pão no reino de Deus". A metáfora é comum em vários pontos das escrituras (cfr. MT 8:11; 26:29; MC 14:25: LC 13:29; LC 22:30; Ap. 19:9) para designar a intimidade dos eleitos com o Rei, pois o Reino de Deus era compreendido como verdadeiro reino, segundo o modelo dos impérios e reinos da Terra (compare MT 10:35-37), todo externo, com trono, coroa, ministros. etc.


Todavia Jesus alerta o interpelante para o fato de que nem todos os convidados (só por fazerem parte dos "filhos de Abraão, por seguirem à risca os mandamentos, etc.) terão a sorte de comparecer a ele.


Narra-lhes, então, uma parábola.


Quem oferece o jantar é "um homem", e quando tudo está pronto, manda o escravo para convocar os convidados. A expressão toú doúlou autoú, "o escravo dele", não exprime que só tivesse esse escravo, mas que mandou "o" escravo que tinha essa função específica de fazer contato com os amigos, o "public relation".


Todos recusam "à uma (apò mías) com as mais variadas desculpas. O dono da casa ficou "insatisfeito" (orgistheis, cfs. vol. 2) e mandou convocar mendigos, aleijados, cegos e coxos (tal como ensinara no vers 13 deste capítulo) até que se encha a casa, pois os convidados não eram dignos e não provariam do jantar.


Já em Mateus a parábola apresenta outros pormenores e alguns contraditórios entre si, a ponto de alguns hermeneutas afirmarem não se tratar da mesma parábola. Analisemos.


O convite parte de um rei que celebra o casamento do filho. Seus emissários são vários escravos: Os convidados recusam sem desculpar-se. São novamente instados a comparecer. Mas não fazem caso e vão a seus afazeres normais. E aqui entra um procedimento novo: alguns ferem outros matam os escravos do rei que, aborrecido, manda suas tropas para matá-los e queimar a cidade deles.


Alguns exegetas vêem aqui uma interpolação de outra parábola, e argumentam: como queimar a cidade, se possívelmente era a própria cidade em que morava o rei? E se a cidade fosse incendiada, como realizar o banquete, e como buscar os que estavam nas ruas e encruzilhadas? E enquanto as tropas iam e vinham, as comezainas se estragariam.


Depois, aparece outro fator ainda. Foram chamados bons e maus. Por que então zangar-se, por ver um conviva sem o trajo de cerimônia? Sugerem, então, que se trata de nova interpolação de terceira parábola.


E como lançar às "trevas exteriores" (contrastantes com a luz do banquete) se se tratava de almoço (áriston), portanto à luz do dia? Verdade é que Gregório Magno (Patrol. Lat, v. 76, col, 1282) afirma que a designação era elástica, podendo tratar-se de jantar.


Loisy (o. c., tomo 2. º, pág. 324/5) diz tratar-se de uma alegoria, em vista das contradições que tornam a parábola ininteligível. Pirot (o. c, vol. 10 pág. 291) sugere que aí vejamos três parábolas, cujos "resíduos" se conglomeraram numa só.


A "veste nupcial", segundo Jerônimo (Patrol. Lat. v. 26 col. 1601) são os mandamentos e as boas obras. Para Gregório Magno (Patrol. Lat. v. 76 col. 1287) é a caridade, e o expulso é o homem que tem fé, mas não caridade. Dom Calmet ("L"Evangile de Matthieu", pág. 472/3) interpreta que é o "homem novo" de que fala Paulo, ou seja, a fé e a caridade.

No vers. 12 traduzimos "companheiro", em lugar de "amigo", das traduções correntes, pois o original tem hetaíre, e não phíle (como em LC 14:10).


Nenhum desses problemas típicos do intelectualismo perquiridor chega a afetar a interpretação profunda da parábola, que é realmente uma nos dois evangelistas, ou seja, que traz um ensino cujos pormenores se acham mais ampliados em Mateus e mais simplificados em Lucas.


O "senhor" que convida para a refeição - para Sua intimidade - envia aos homens e às nações seus servos (os Emissários que pregam o progresso e o amor, sem distinção de raças, credos ou pátrias).


Mas indivíduos e nações recusam, porque estão demasiadamente ocupados com os negócios da maté ria: campos, compra de bois, casamentos. E alguns até prendem e matam os Enviados. Evidentemente o castigo não tardará para os que assim agem, sejam indivíduos ou povos.


Ainda aqui descobrimos diversos graus interpretativos.


No campo humano, em geral, evidente tratar-se da vida espiritual em contraposição à material. Muitos comprometem-se, enquanto na espiritualidade, a realizar trabalhos meritórios no campo do espírito: pregadores, servidores da caridade, socorristas de órfãos, atendentes das mesas mediúnicas, escritores, sustentadores financeiros de obras espiritualistas. etc. Mas, em aqui chegando, o mergulho da carne os faz esquecerem as resoluções. Distraídos com os bens móveis e imóveis, com casamentos e compras de fazendas, com construção de apartamentos e de casas de campo confortáveis, e com a modernização do tipo de automóvel e a prosperidade financeira sempre maior, enveredam pelo mundo dos negócios, engolfados em preocupações que aumentam dia a dia.


O Senhor envia emissários para recordar-lhes os compromissos, manda verdadeiros convites para banquetes espirituais. E aí manifesta-se o apego material superposto aos benefícios do espírito. O comportamento varia. Em Lucas, vemos: a desculpa da aquisição de imóveis: não posso aceitar o convite para o trabalho espiritual: tenho que superintender a construção de minha casa; a desculpa dos bens materiais: não posso comparecer à mesa do banquete do espírito: preciso atender a meus empregos, para dar conforto à minha família; a desculpa da vida amorosa: não posso ir: tenho que manter a paz do lar e a esposa (ou o marido) não gosta que eu saia, não admite o espiritualismo, etc. Ou então: preciso atender a esse caso de amor, que é cármico, não tenho tempo de comparecer (todos os casos amorosos dos espiritualistas são "cármicos"!).


Conforme vemos, são enumerados os bens da terra (campos) correspondentes ao corpo físico; os bens animais para a movimentação do veículo, que correspondem às sensações; e o casamento, que simboliza as necessidades emotivas.


São escolhidos, pelo Senhor, os mendigos, ou seja, os que não possuem bens terrenos e portanto, simbolicamente, são desapegados; os aleijados, isto é, os que dominaram as sensações a ponto de "não terem" mais certos membros vivos; os cegos, aqueles que não têm mais olhos físicos para contemplar as coisas materiais e podem, por isso, ensimesmar-se na meditação; e os coxos, os que não mais correm atrás de bens e riquezas.


Aqui somos alertados para outro principio: ninguém é indispensável. Se alguém recusar a tarefa de que foi encarregado, outro virá substitui-lo, mas o serviço será realizado. Não importa que o trabalho não venha a ter a perfeição "humana" esperada. Pode o substituto ter suas deficiências (ser aleijado, cego ou coxo, ou não ter o dinheiro que o outro tinha), mas o resultado será obtido. Porque o homem é simplesmente instrumento, e o verdadeiro executante é a Força Cósmica que age em todos. Se o instrumento for bom, tudo será ótimo. Se o instrumento for defeituoso, o operador é tão formidável, que obterá o mesmo êxito maravilhoso. Quando a corda do violino arrebentou em pleno concerto, no palco, fenômeno que teria perturbado qualquer violinista, Paganini prosseguiu o concerto sem dar a menor importância, utilizando-se apenas das três cordas restantes. É fato registrado na história.


Quanto mais não fará a Força Cósmica!


Em Mateus o comportamento dos "convidados" é mais violento. Parece-nos referir-se mais a povos que a indivíduos. Há nações ou raças predestinadas a exercitar tarefas de responsabilidade espiritual no planeta. Vimos - são rápidos exemplos - a Itália receber o bastão orientador da religião cristã no ocidente, e transformá-lo em instrumento de domínio e prepotência, tendo por isso sua estrela decaído no firmamento; vimos a França, luminar da libertação, malbaratar pela violência a pregação dos missionários, perdendo, por isso, o posto, em favor dos Estados Unidos; agora estamos observando que este último, destinado a educar as massas, dá-lhes como pasto histórias, filmes e exemplos de violência injustificável, que seus próprios cidadãos estão empregando contra os missionários encarregados de levar esse povo ao caminho de que se desviou. O "Senhor" enviará suas tropas, suas cidades serão incendiadas e seus habitantes mortos. Muito se fala da missão do Brasil no terceiro milênio.


Mas se seu povo não corresponder, a tarefa será cometida a outra nação. Mister cuidar em não perseguir nem anular as forças dos missionários que cumprem seu dever.


Podemos, ainda, interpretar a parábola como o episódio do despertamento. O Eu Profundo (o Rei da criatura) deseja realizar as bodas (união mística) de seu filho (a personagem) consigo mesmo (o Cristo Interno). Manda que o escravo (o intelecto) convide os demais veículos para esse banquete (a que assistirão). Mas, apegada ao físico, às sensações, às emoções, a personagem recusa recolher-se interiormente e busca apenas exteriorizar-se (campos, bois, sensualidade). O Eu Profundo decepcionase, e manda que suas tropas destruam a cidade e exterminem seus habitantes (que sobrevenha a morte física da personagem) e convoca outros convidados (outros veículos, em nova encarnação) para que possam assistir às bodas sem distrair o Espírito. Como os primeiros convidados recusaram, por estarem voltados para o mundo externo, o Eu Profundo faz vir à luz outros convidados (outra personagem) que possuam impedimentos sérios à exteriorização. São criaturas que terão como dotes a pobreza ("mendigos", para que os bens materiais não os distraiam); a deficiência física ("aleijados", ou seja, com fraquezas orgânicas ou doenças congênitas, que cortem os abusos das sensações); a cegueira (a fim de que, fechadas as janelas para a contemplação das formas físicas, não haja tentações fortes a desviá-los do caminho); e a dificuldade no caminhar (para que nem sequer se tente perseguir as riquezas e os postos honoríficos). A tudo isso, costuma chamar-se "resgate". Mas muitas vezes, é simples" estímulo evolutivo".


Na nova personagem, há coisas (convivas) boas e más, porque a evolução não dá saltos; mas, pelo menos externamente, surge uma impossibilidade inata de desvios perigosos. A luta prosseguirá, sem dúvida, mas para que se consiga dar um passo à frente, o Eu Profundo examinará os novos veículos com todos seus órgãos e células.


Se entre eles descobrir algum elemento estranho que envolva (como veste negra) o novo ser (por exemplo algum obsessor renitente), fazendo que não apareça à vista sua "veste de casamento", ele será expulso para nova encarnação compulsória ("amarrados pés e mãos será lançado às trevas exteriores", a matéria, onde haverá choro e ranger de dentes, ou seja, dores e sofrimentos). Muitas personagens são chamadas pelo Eu Profundo para esse passo definitivo, mas muito poucas são realment "eleitas", por sua correspondência integral ao convite, a fim de assistir às bodas do intelecto com o Eu Maior.


Mais uma interpretação especial merece o caso da "veste do casamento". O trecho não tem defesa na lógica racional: o rei manda chamar a todos, nas ruas e encruzilhadas, e os servos os recolhem diretamente da rua à sala do banquete, bons e maus. Será que todos estavam vestidos de gala? Não é possível.


Referir-se-á a "veste nupcial" à parte moral da virtude? Não, porque entraram bons e maus, e no entanto só um não estava adequadamente trajado. De que se trata? Que o fato era grave, verificase pelo castigo aplicado. Que será a "roupa de casamento"? A conclusão tem, bem manifesta, sua contradição evidente. Se a sala se encheu de convivas, e só um foi expulso, como são "muitos chamados e poucos escolhidos, se foi escolhida a totalidade menos um?


Toda essa contradição in términis indica-nos que só pode haver uma explicação: trata-se de simbolismo, e simbolismo iniciático, totalmente incompreensível para os profanos. Tentemos decifrar o enigma. Analisemos.


Trata-se, aqui, da admissão de discípulos aos graus iniciáticos, nas Escolas, e a lição versa a respeito desse tema, sobretudo em Mateus.


Observemos que o evangelista fala num "homem-rei", ou seja, um ser que tem a categoria de hierofante.


Os primeiros convidados recusam segui-lo. Então ele "queima a cidade", abandonando-a, e transferindo-se para outra loca1idade; os primeiros, que não atenderam ao chamado, "morrem" para o caminho iniciático. Feita a transferência, faz-se a convocação de novos elementos, de todas as partes, classes, culturas, raças, profissões: arrebanhamento atabalhoado, para que o tempo precioso que o "rei" (hierofante) destinou à formação de novos candidatos não se perca no vazio.


Feita a introdução na Escola de bons e maus - ou seja, de aparentemente aptos e ineptos - o hierofante vai observar a aura ("veste") dos convivas e verifica que um deles não na tem própria para o" casamento", isto é, para a união de amor. Encarrega, então, seus representantes encarnados de afastá-lo da Escola, não sem antes dirigir-lhe a palavra, denominando-o "companheiro". Significativo: trata-se, pois, de alguém que é companheiro (que já está no segundo grau iniciático, sendo o primeiro o de "aprendiz", e do terceiro em diante, "irmão") e portanto, possui algum conhecimento, mas não tem ainda a "aura de amor" (roupas de casamento). Não operou ainda a "metánoia" (mudança de mentalidade). Trata-se, pois, de adepto da "matéria-negra". Conhece algo, iniciou a caminhada, mas volta-se para o mal, para o egoísmo, para o auto-interesse, a venda de benefícios por dinheiro ou joias, a escravidão do livre-arbítrio dos que o seguem. Daí a condenação ser severa: "trevas exteriores", ou seja, perda dos poderes psíquicos externos, que já adquirira, regressando à treva cega da matéria densa, onde as dores e sofrimentos cármicos se encarregarão de purificá-lo (de fazer nova catarse) a fim de que, mais tarde, operada então a "metánoia", possa reabilitar-se e ingressar na Escola.


O vers. 14 não se refere a essa conclusão apenas, nem a expressão "um homem" exprime somente a unidade. São elementos simbólicos. O "muitos chamados" atinge a todos os que primeiramente tinham sido convidados, mas que, experimentados nos "testes" da vida, sucumbiram à ambição terrena e se afastaram; aos que, levados por vaidades, abandonaram o caminho; aos que, presos aos interesses materiais, aos sonhos de grandeza, à sede de postos, às exigências de família ou das conquistas amorosas absorventes, ao conforto material, não se dispõem a seguir. Outros os substituirão. Mas o local será outro, bem diferente, bem distante, e a frustração que os invadir no mundo espiritual pela oportunidade perdida, os preparará para um regresso à carne com melhores disposições.


Os "poucos escolhidos" são aqueles que, mesmo após a aceitação, e o ingresso na Escola, tenham capacidade de prosseguir e chegar a "saltar sobre o abismo". Poucos, sem dúvida, muito poucos galgarão o cimo, sustentados pelo irmão mais velho (espiritualmente). Mas, embora somente número reduzido atinja o cume (poucos escolhidos), o fato de muitos já se equilibrarem na encosta da montanha é um consolo e um prêmio, para quem os tirou da profundeza do vale, "das ruas e encruzilhadas" do mundo.






FIM




Comentários Bíblicos

Este capítulo é uma coletânea de interpretações abrangentes da Bíblia por diversos teólogos renomados. Cada um deles apresenta sua perspectiva única sobre a interpretação do texto sagrado, abordando diferentes aspectos como a história, a cultura, a teologia e a espiritualidade. O capítulo oferece uma visão panorâmica da diversidade de abordagens teológicas para a interpretação da Bíblia, permitindo que o leitor compreenda melhor a complexidade do texto sagrado e suas implicações em diferentes contextos e tradições religiosas. Além disso, o capítulo fornece uma oportunidade para reflexão e debate sobre a natureza da interpretação bíblica e sua relevância para a vida religiosa e espiritual.

Beacon

Comentário Bíblico de Beacon - Interpretação abrangente da Bíblia por 40 teólogos evangélicos conservadores
Beacon - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34
SEÇÃO III

NARRATIVA RETOMADA:

UM MINISTÉRIO DE MILAGRES
Mateus 8:1-9.34

Uma das principais características deste Evangelho é o seu arranjo sistemático (veja Introdução). Depois de três capítulos de ensinos, agora encontramos dois capítulos de poderosos milagres. As palavras de Jesus são seguidas pelas suas obras. Da mesma maneira que Moisés, depois de dar aos israelitas a Lei no monte Sinai começou a realizar milagres para o povo, assim também o novo Moisés, depois de dar no monte os manda-mentos básicos do Reino, realizou milagres para dar provas do poder do Reino. A respeito dele, ainda mais verdadeiramente do que a respeito do primeiro Moisés, poderia ser dito que "era poderoso em suas palavras e obras" (Atos 7:22).

Pode-se definir "milagre", de uma maneira muito resumida e simples, como "uma interferência na Natureza por um poder sobrenatural"! O homem moderno questionou a credibilidade dos milagres. Mas C. S. Lewis coloca toda a questão sob o enfoque adequa-do ao escrever que: "O milagre central afirmado pelos cristãos é a Encarnação... qual-quer outro milagre é a preparação para isso, ou é o resultado disso".2

Há dez "milagres do Messias" que estão registrados nos capítulos oito e nove. A predileção de Mateus por um arranjo sistemático também aparece no agrupamento dos acontecimentos destes dois capítulos. Primeiramente, ele apresenta três milagres – a cura de um leproso (8:1-4), de um paralítico (8:5-13) e da sogra de Pedro (Mateus 8:14-17). Esses milagres são seguidos por uma breve seção de ensinos (8:18-22). Em seguida, vêm outros três milagres – a transformação da tempestade em bonança (8:23-27), a libertação de dois endemoninhados (8:28-34) e a cura de outro paralítico (9:1-8). A seguir, estão o chamado de Mateus (9.9), a festa em sua casa (Mt 9:10-13), e uma discussão sobre o jejum (9.14-17). O terceiro grupo de milagres inclui a cura da mulher com hemorragia e a ressurrei-ção da filha de Jairo, mencionados juntos (9:18-26), a cura de dois cegos (9:27-31) e a cura do mudo endemoninhado (Mt 9:32-34). Estes são seguidos por uma afirmação de que Jesus passou por toda a Galiléia, ensinando, pregando e curando; também há uma ob-servação a respeito da necessidade de obreiros.

Dos dez milagres mencionados nestes dois capítulos, nove são curas, e o outro é um milagre da natureza. Jesus mostrou a sua autoridade divina sobre as enfermidades, a morte, os demônios e as tempestades.

A. TRÊS MILAGRES DE CURA, 8:1-17

  • A Purificação de um Leproso (8:1-4)
  • Este acontecimento também está registrado em Marcos 1:40-45 e em Lucas 5:12-16. Como de costume, o relato de Marcos é o mais vívido dos três. Marcos coloca o episódio no final de uma viagem de pregação pela Galiléia. Lucas o coloca depois do chamado dos quatro primeiros discípulos. Mas Mateus o coloca depois do Sermão do Monte. Isto está de acordo com o seu padrão de arranjo sistemático, agrupando em um lugar os ensinos de Jesus, e em outro os seus milagres.

    Um exemplo interessante das diferenças de vocabulário dos três Evangelhos Sinóticos, embora com o mesmo significado, se encontra aqui. Mateus diz que veio um leproso e o adorou (2). Marcos diz: "rogando-lhe e pondo-se de joelhos". E Lucas diz: "prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe". Os três autores utilizam uma considerável liberdade de ex-pressão para relatar os mesmos fatos, como seria de se esperar.

    Quando Jesus tocou o leproso (3), Ele se tornou cerimonialmente impuro, de acordo com a Lei. Mas, na verdade, o seu poder purificou a doença. Assim nós, ao invés de ficarmos contaminados pelo contato com os pecadores, deveríamos, pelo poder do Espírito Santo, ter uma influência redentora sobre eles. Como a lepra, na sua maneira de espalhar-se pelo corpo e de devastá-lo, é um tipo impressionante do pecado na alma, é completamen-te adequado que a sua cura seja mencionada como uma "purificação" (cf. Lv 14:2).

    Os versículos 2:3 sugerem o tópico "A Disposição do Amor" com três pontos:

    1) O medo do homem — se quiseres;
    2) A fé do homem — podes tornar-me limpo;
    3) o cumprimento por parte do Mestre — Quero; sê limpo.

    Cristo mandou que o homem curado se apresentasse ao sacerdote, para que pudesse ser oficialmente declarado purificado (cf. Lv 14:1-52). A expressão para lhes servir de testemunho (4) se refere aos sacerdotes, pois Jesus já lhe tinha dado a ordem de não divulgar o ocorrido. Marcos conta que o homem curado desobedeceu esta ordem. O resul-tado foi que o Mestre passou a enfrentar um obstáculo em seu ministério de ensino; as grandes multidões que vinham em busca de curas (Mac 1.45; cf. Lc 5:15). Como de costu-me, a narrativa de Mateus é a mais curta das três.

  • A Cura do Servo do Centurião (Mateus 8:5-13)
  • Este episódio não é registrado por Marcos, mas somente por Lucas 7:1-10). Aconteceu em Cafarnaum, a cidade que Jesus tinha adotado como seu quartel-general. Um centurião — que era o oficial encarregado de cem soldados romanos — veio até Cristo com um pedido urgente. Um dos seus servos, "a quem... muito estimava" (Lc 7:2) jazia em casa paralítico e violentamente atormentado (6). Lucas diz que ele estava "doente e moribundo".

    Jesus imediatamente respondeu: Eu irei e lhe darei saúde (7). Mas o centurião objetou, dizendo que ele não era digno de que o Mestre viesse à sua casa (8). Tudo o que Jesus precisava fazer era dizer somente uma palavra e o seu servo seria curado. Ele argumentou que, assim como ele dava as ordens e elas eram obedecidas, da mesma ma-neira as ordens do Mestre teriam completa autoridade para a sua execução (9). Quando Jesus ouviu esta incomum declaração de fé no seu divino poder, maravilhou-se (10) e disse aos seus seguidores de pouca fé: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.

    Há somente uma outra ocasião em que se diz que Cristo se maravilhou, ou se admi-rou, e esta foi diante da incredulidade das pessoas da sua cidade (Mc 6:6). O Mestre deve ter sentido uma mistura de emoções ao ouvir as palavras do centurião — uma vibração de alegria diante da fé de um gentio, e uma pontada de tristeza diante da descrença dos seus companheiros judeus. Não se pode deixar de imaginar quais podem ser as Suas reações diante das atitudes dos membros da Sua igreja na atualidade. Será que estamos alegrando o coração de Jesus com uma convicta fé nele?

    Somente Mateus registra, nesta ocasião,' a advertência de Cristo de que muitos gentios virão do Oriente e do Ocidente (11) para se sentarem à mesa com os patriar-cas no Reino dos céus, ao passo que os filhos do Reino (12) — os judeus — serão lançados nas trevas exteriores (11-12). Este é um dos diversos pontos onde Jesus faz uma forte advertência quanto a estar perdido na noite da eternidade. Vindo no final desta demons-tração de fé, o ensino é claro. Aqueles que vêm ao Reino dos céus o fazem por meio da fé. Aqueles que não possuírem esta fé serão lançados fora.

    O Mestre mandou que o centurião fosse para casa, com fé. E, naquela mesma hora, o seu criado sarou (13).

    William Barclay desenvolve essa história sob três títulos:

    1) Um pedido de um bom homem (5-6) ;

    2) O passaporte da fé (7-12) ;

    3) O poder que aniquila as distâncias (13).

    Em um exame superficial, parece que Mateus e Lucas apresentam uma séria con-tradição em suas narrativas (veja o comentário sobre Lc 7:1-10). Lucas diz que o centurião não veio pessoalmente até Jesus, mas enviou alguns "anciãos dos judeus" para fazerem o pedido. Eles rogaram muito, dizendo que o centurião amava a nação judaica e que tinha construído a sinagoga deles (Lc 7:5). Quando Jesus estava a caminho da casa do homem, ele "enviou-lhe... uns amigos" para lhe dizer que não precisava vir, mas apenas pronunciar uma palavra de cura.

    Todo o problema fica resolvido quando identificamos o hábito de Mateus de enfocar os acontecimentos através de um "telescópio", resumindo os fatos por meio de uma des-crição breve e genérica, sem dar todos os detalhes. Inúmeros exemplos desse fenômeno podem ser encontrados no seu Evangelho. Neste caso, o centurião veio até Jesus repre-sentado por seus amigos.

    É interessante observar que todos os centuriões mencionados no Novo Testamento aparecem sob uma luz favorável. Além deste, os outros Evangelhos Sinóticos falam sobre o centurião junto à cruz, que deu um testemunho favorável por ocasião da morte de Jesus. Os demais centuriões são mencionados no livro de Atos. Um deles é Cornélio, (Atos 10), e o outro, Júlio, Atos 27. Eles foram melhores do que os governadores, que eram os seus superiores hierárquicos, e do que os soldados que lhes eram subordinados.

    3. A Cura da Sogra de Pedro (8:14-17)

    Este milagre está registrado nos três Evangelhos Sinóticos (cf. Mac 1:29-34; Lc 4:38-41). Marcos e Lucas indicam que ele aconteceu quando Jesus e os seus discípulos retornavam de um culto na sinagoga, no sábado. Mas Mateus o coloca junto com uma série de eventos de cura, sem uma seqüência cronológica.

    Talvez Pedro estivesse embaraçado pelo fato de sua sogra não poder servir os convi-dados em sua casa. Mas Jesus tocou-lhe na mão, e a febre a deixou (15). O fato de que ela foi curada imediata e completamente está demonstrado pela afirmação de que ela levantou-se e serviu-os. Que emoção: "O toque da mão do Mestre na minha!"

    Os três Evangelhos Sinóticos também narram os muitos milagres de cura que ocor-riam após o pôr-do-sol, quando o sábado já tinha terminado. Uma característica notória desta ocasião foi a expulsão dos demônios, ou espíritos (16). Como é característico, Mateus cita uma passagem do Antigo Testamento como tendo sido cumprida: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças (17).

    Na versão ARC da Bíblia, em Isaías 53:4 lemos: "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si". Morison afirma que essas pala-vras, como estão apresentadas em Mateus: Ele tomou sobre si as nossas enfermida-des e levou as nossas doenças são "uma tradução mais literal do original hebraico do que a que está apresentada na nossa versão do Antigo Testamento".4 Além disso, "a pala-vra hebraica traduzida como tristezas em algumas versões, na verdade significa doenças, e é assim traduzida em quase todas as outras passagens onde aparece".' Filson observa que tomou e levou "têm aqui um significado Pouco comum: levou embora, removeu".6

    B. O CUSTO DO DISCIPULADO, 8:18-22

    Jesus era um trabalhador vigoroso. Mas apesar disso percebeu que Ele e os seus discípulos precisavam às vezes afastar-se da grande multidão (18) que constantemen-te se aglomerava em volta dele. Então, Ele ordenou que fizessem a travessia para a outra margem — a margem leste do lago da Galiléia, onde poderiam ter um período tranqüilo para descanso e isolamento.

    Um escriba (19) ansioso — um professor da Lei — aproximou-se de Jesus com uma oferta que soou como uma completa consagração: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. Mas Cristo pôs à prova este possível discípulo, lembrando-o de que as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça (20). Em outras palavras, Ele disse: "Pense no custo dessa decisão".

    Esta é a primeira vez, no texto de Mateus, que aparece o título Filho do Homem. Ele é usado oitenta e três vezes nos Evangelhos — sempre saindo dos lábios de Jesus e sempre se aplicando a Ele mesmo. Exceto nos Evangelhos, ele só aparece no Novo Testa-mento — com o artigo definido "o Filho do Homem" — em Atos 7:56.

    Já houve uma considerável discussão sobre o significado desta expressão. Vincent Taylor escreve: "Já se afirmou que bar nasha não pode querer dizer nada além de 'um homem' ou 'homem' em geral; mas agora se reconhece amplamente que o termo pode carregar o sentido de 'o Homem', e desta maneira poderia ser usado como um nome para o Messias".7 Manson encontra uma correlação íntima entre Filho de Deus, Servo do Se-nhor (em Isaías) e Filho do Homem. Ele diz: "... funções a princípio atribuídas pelos profetas ao príncipe da linhagem de Davi e que nos Salmos reaparecem em uma forma transfigurada ou infiltrada de sofrimento na pessoa do Servo, e finalmente investida de todas as características de glória e esplendor apocalípticos na figura do sobrenatural Filho do Homem".8 Este último uso se encontra em Daniel 7:13.

    Um outro discípulo de Jesus lhe disse: Senhor, permite-me que, primeiramen-te, vá sepultar meu pai (21). A resposta do Mestre parece áspera: Segue-me e deixa aos mortos sepultar os seus mortos (22). Mas não devemos supor que o pai já estives-se morto e que Jesus estivesse tentando evitar a ida do discípulo ao sepultamento. A exigência na Palestina era que o corpo fosse sepultado no mesmo dia da morte. Provavel-mente o pai desse discípulo ainda viveria por alguns anos. Mas, sendo o filho mais velho (aqui implícito), era sua responsabilidade cuidar para que quando o seu pai morresse, tivesse um sepultamento adequado. Jesus lhe informou que havia coisas mais importan-tes para fazer. Aqueles que estavam espiritualmente mortos poderiam sepultar aqueles que passassem a estar fisicamente mortos.

    Esta passagem só tem um paralelo em Lucas 9:57-62. Ali, um terceiro indivíduo é quem se oferece para seguir a Cristo. Mas antes ele quer se despedir dos que estão em casa. Isto poderia significar dias de festas e de visitas a todos os seus parentes. Jesus o advertiu do perigo de "olhar para trás".

    Bonhoeffer expressou bem o principal impulso desta seção. Ele diz: "Jesus convoca os homens para segui-lo, não como um professor ou como um padrão de uma vida de caridade, mas como o Cristo, o Filho de Deus... Quando somos convocados para seguir a Cristo, somos convocados para uma ligação exclusiva com a sua pessoa".9

    C. MAIS TRÊS MILAGRES, 8:23-9.8

    1. Acalmando a Tempestade (8:23-27)

    Depois do atraso causado pela conversa com os dois homens (cf. v. 18), Jesus entrou em um barco com os seus discípulos (23). Este era provavelmente o pequeno barco de pesca de Pedro. Quando eles estavam cruzando o lago, se levantou (24) uma tempesta-de (seismos, "terremoto"). Enquanto o barco era coberto pelas ondas, Jesus estava dormindo (tempo imperfeito). Ele estava tão cansado que a tempestade não o despertou (veja também Mac 4:35-41; Lc 8:22-25).

    Muito assustados, os discípulos o despertaram com o grito: Senhor, salva-nos, que perecemos (25). Ele primeiro os repreendeu por temerem (26; de forma literal, "covar-demente") e então repreendeu os ventos e o mar. O resultado foi uma grande bonan-ça. Não é de surpreender que aqueles homens tenham se maravilhado (27). Em seus anos de pescaria no lago eles já tinham passado por muitas tempestades graves, mas nunca por uma que tivesse sido subitamente acalmada pela ordem de uma pessoa. A reação deles ainda hoje é pertinente: Que homem é este! Como um mero homem Ele seria completamente inexplicável.

    2. Os Endemoninhados Gadarenos (8:28-34)

    Quando Jesus e os seus discípulos chegaram ao lado leste do lago da Galiléia — cerca de onze quilômetros de travessia — eles se encontraram no país dos Gergesenos. Isto pode representar a vila de Khersa, cujas ruínas estão próximas à única colina perto da costa leste. Mas em alguns manuscritos gregos consta "gerasenos" (a leitura em Marcos e Lucas). Gerasa estava a cerca de 48 quilômetros a sudeste do lago. "Gadareno" é o termo que os mais antigos manuscritos gregos apresentam no texto de Mateus. Gadara era a cidade mais próxima, a quase dez quilômetros de distância.

    O fato de Mateus mencionar dois (28) endemoninhados, ao passo que Marcos e Lucas falam somente de um, pode ser devido à sua mente de contador. Sendo um coletor de impostos, ele tinha que manter estatísticas cuidadosas. Os outros dois evangelistas podem ter mencionado somente o mais proeminente dos dois.

    Embora a descrição de Marcos seja mais completa e vívida, Mateus é o único que diz que tão ferozes eram, que ninguém podia passar por aquele caminho. Esses dois homens estavam colocando em perigo a vida dos habitantes daquela região.

    Os demônios, como em outras ocasiões, reconheceram Cristo como sendo o Filho de Deus e temeram o tormento que inevitavelmente sofreriam (29). Atendendo um pedido, Jesus permitiu que os demônios entrassem em uma manada de porcos que estava nas proximidades — Marcos afirma que eram quase dois mil. O resultado foi que toda a manada morreu nas águas do lago (30-32). Aqueles que guardavam os porcos fugiram até à cidade para contar tudo o que havia ocorrido (33). Toda aquela cidade saiu ao encontro de Jesus (34). O povo, tomado pelo medo (Lc 8:38) rogou que Ele se retirasse do seu território (das suas "fronteiras" ou do seu "distrito"). Eles tiveram medo do poder de Jesus.

    Como de costume, a narrativa de Mateus é muito mais curta do que a de Marcos 5:1-20, ou mesmo do que a de Lucas (8:26-39). Ele deixa de lado muitos dos detalhes encontrados nos relatos dos outros dois evangelistas, de acordo com o seu procedimento usual de resumir o material da narrativa.

    Algumas vezes, duas questões têm sido formuladas a respeito desse acontecimento. A primeira é: Por que Jesus permitiu que esses porcos fossem destruídos? Houve quem sugerisse que Ele queria confirmar a fé dos dois endemoninhados curados, por esta evi-dência visível de que os demônios haviam realmente deixado os seus corpos. Alguns pen-sam que Jesus fez isso para mostrar à multidão o poder tremendo e as tendências destrutivas que os demônios possuem. Trench escreve sobre o relato onde somente é mencionado um endemoninhado: "Se esta concessão ao pedido dos espíritos maus ajudou de alguma manei-ra a cura deste sofredor, fazendo com que eles relaxassem a sua posse do corpo dele com maior facilidade, aliviando o ataque através de sua saída, este teria sido um motivo suficiente para permitir que aqueles animais morressem. Para a cura definitiva do ho-mem poderia ter sido necessário que ele tivesse esta evidência exterior e o testemunho de que os poderes infernais que o mantinham aprisionado agora o haviam deixado".'

    Uma segunda pergunta que se faz é a seguinte: Que direito tinha Jesus de destruir a propriedade de outras pessoas? A resposta para esta pergunta é mais difícil. Se tivésse-mos certeza de que os donos eram judeus, isto ofereceria uma solução simples. Os judeus deveriam evitar as carnes impuras, o que incluía os porcos. Mas Decápolis era uma região de população predominantemente gentílica. De qualquer forma, o caráter de Cris‑to garante que Ele não faria nada injusto. Os atos de Deus não podem ser sempre julga-dos segundo os padrões dos homens. Porém devemos sempre nos lembrar de que Deus não fica devendo nada a ninguém. Se tivéssemos mais informações, poderíamos enten-der melhor esta situação.


    Champlin

    Antigo e Novo Testamento interpretado versículo por versículo por Russell Norman Champlin é cristão de cunho protestante
    Champlin - Comentários de Mateus Capítulo 8 versículo 21
    Conforme Gn 50:5.

    Genebra

    Comentários da Bíblia de Estudos de Genebra pela Sociedade Bíblica do Brasil para versão Almeida Revista e Atualizada (ARA)
    Genebra - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34
    *

    8.1—9.38 A ordem dos milagres e eventos, nestes capítulos, difere da ordem encontrada em Marcos e Lucas. Provavelmente, a disposição de Mateus obedece temas, preferencialmente à cronologia.

    * 8:2

    leproso. Várias doenças de pele são referidas pela palavra grega empregada aqui e provavelmente não a hanseníase (a moderna "lepra"). Tocar num leproso tornava a pessoa cerimonialmente imunda (conforme Lv 15:7); porém, neste caso o leproso é curado e torna-se limpo, ao invés de Jesus tornar-se cerimonialmente imundo.

    * 8:4

    não o digas a ninguém. Recomendar ao leproso (curado) que não dissesse a ninguém, era evitar que os procuradores de milagres prejudicassem a principal missão de Jesus (Mc 1:45). Ao mostrar-se ao sacerdote o leproso (agora curado) cumpriria os requisitos da Lei e estaria em condições de ser reintroduzido na sociedade judaica (Lv 14:1-32).

    * 8:5

    centurião. Oficial militar romano encarregado de comandar aproximadamente cem homens. Este centurião admirava a autoridade de Jesus, que superava qualquer coisa em Israel. Ele tinha consciência das dificuldades impostas pela sua própria indignidade, e fé que Jesus podia sobrepujá-las. Mateus, que freqüentemente prefere um estilo condensado, não menciona os intermediários, que aparecem no relato paralelo em Lucas (7.1-10).

    * 8.10-12

    A fé mostrada pelo centurião gentio oferece ocasião para a predição de que Israel será endurecido e o Evangelho será estendido aos gentios.

    * 8:11

    tomarão lugares...com Abraão, Isaque e Jacó. Uma referência ao tema do banquete messiânico de Is 25:6-9. Os gentios agora aparecem no lugar dos filhos naturais. Este tema reaparece na parábola dos lavradores maus (21.33-44, especialmente v. 43), e na parábola das Bodas (22.1-14). A predição de Jesus é um primeiro exemplo do princípio desenvolvido por Paulo, em Rm 9:30-32: Israel tenta alcançar a justiça por meio de obras, e não consegue; mas os gentios, que sabem que só merecem a condenação, buscam a misericórdia de Deus e alcançam-na.

    * 8:12

    trevas... choro. Essas figuras de linguagem representam a dor e o desespero daqueles que são excluídos do reino.

    * 8:17

    nossas enfermidades. Is 53:4 usa enfermidades (ver referência lateral lá) para representar os pecados pelos quais elas são a maldição (Is 53:5). Jesus veio para levar a maldição, bem como, a culpa do pecado. Em seu ministério, ele demonstrou seu poder sobre os sofrimentos físicos. Contudo, ele não prometeu remover a doença do mundo ou da igreja, antes de sua Segunda Vinda (8.20-23; 1Co 15:26; Ap 21:4).

    * 8.18-22

    Estes dois eventos mostram radical compromisso que Jesus exige dos Seus discípulos. Aqueles que se identificam com Jesus, serão "peregrinos e forasteiros” no mundo (1Pe 2:11). Honrar os pais providenciando um sepultamento adequado, era uma obrigação estrita na sociedade judaica; porém, Jesus exige mais fidelidade para com ele.

    * 8:20

    Filho do homem. Este título só ocorre três vezes no Novo Testamento, fora dos Evangelhos (At 7:56; Ap 1:13; 14:14). Todas as muitas ocorrências, nos Evangelhos, envolvem afirmações feitas por Jesus a respeito de si mesmo, e podem ser classificadas em três categorias: “Filho do homem” significa "um ser humano", especialmente nas declarações daquilo que é típico da humanidade, em geral. Este uso é semelhante à chamada de Ezequiel por Deus, "Filho do homem" (Ez 2:1, nota), ou à referência de Paulo à raça humana, como "os filhos dos homens" (Ef 3:5). Com este título Jesus também se refere a si mesmo, quando prediz os sofrimentos, morte e ressurreição, que ele cumpriria em prol da humanidade (17.22, 23, nota). Finalmente, poder referir-se ao apocalíptico título "Filho do homem", que aparece no julgamento do fim dos tempos (24.30; 26.64, nota). Este uso provém de Dn 7:13,14, onde "um semelhante ao Filho do homem" aparece diante do Ancião de Dias, e recebe domínio e culto mundiais. Jesus pode ter usado a expressão "Filho do homem" para evitar o uso de "Messias", por causa das concepções populares de que o Messias seria um líder político-militar.

    * 8:27

    os ventos e o mar lhe obedecem. Só Deus pode abrandar o mar e aparecer como o Senhor da tempestade (Sl 29:3-4; 65.5-7; 89:9; 107.23-30).

    * 8:28

    à terra dos gadarenos. A região é identificada em Marcos e Lucas como o "terra dos gadarenos" (conforme referência lateral). Ver nota em Mc 5:1.

    dois endemoninhados. Provavelmente, um destes dois endemoninhados era excessivamente violento e, assim, Marcos e Lucas mencionam apenas um. Mateus está interessado na dupla prova do testemunho.

    * 8:29

    Filho de Deus. Ver nota em 16.16.

    antes do tempo. Os demônios, aparentemente, fazem uma reclamação legítima, ainda não é o “tempo", o Dia do Juízo. Porém, Jesus está presente, quebrando o poder das trevas (12.28).

    * 8:31

    demônios. A palavra grega traduzida por "demônios" é um termo amplo para "deuses" (At 17:18) e seres sobrenaturais. "Espíritos imundos" (10,1) provocavam dano nos homens, algumas vezes pela possessão. Eles são da parte de Satanás, o príncipe dos demônios (9.34; 12:24-28). Jesus expulsa os servos de Satanás, como sinal da chegada do reino de Deus (12.28).

    * 8:32

    Jesus permitiu que os demônios entrassem nos porcos, talvez porque o Dia do Juízo ainda não tinha chegado. Eventos subseqüentes demonstraram os perversos valores da comunidade, que preferia seus porcos ao livramento de dois seres humanos. Lucas 8:31 registra o apelo dos demônios para não serem enviados ao abismo.


    Matthew Henry

    Comentário Bíblico de Matthew Henry, um pastor presbiteriano e comentarista bíblico inglês.
    Matthew Henry - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34
    8.2, 3 A lepra, como o é o SIDA hoje, era uma enfermidade temida porque não havia padre conhecida. No tempo do Jesus, a palavra lepra denotava várias enfermidades similares, e algumas delas eram contagiosas. Se uma pessoa a contraía, o sacerdote o declarava leproso e o afastavam de seu lar e cidade. Enviavam-no a viver em uma comunidade com outros leprosos até que se recuperasse ou morrera. Quando o leproso rogou ao Jesus que o sanasse, Jesus lhe aproximou e o tocou, ainda quando sua pele estava coberta do temido mau. Como a lepra, o pecado é uma enfermidade incurável, e todos o temos. Solo o toque curador de Cristo pode milagrosamente pôr a um lado nossos pecados e nos restaurar para que possamos viver em plenitude. Mas primeiro, ao igual ao leproso, devemos reconhecer que não podemos nos curar nós mesmos e pedir a Cristo sua ajuda salvadora.

    8:4 A Lei demandava que ao leproso sanado o examinasse o sacerdote (Levítico 14). Jesus quis que aquele homem de primeira mão desse a conhecer sua história ao sacerdote, de maneira que pudesse provar que sua lepra tinha desaparecido totalmente e que portanto podia voltar para sua comunidade.

    8.5, 6 O centurião pôde ter deixado que muitos obstáculos se interpor entre ele e Jesus, como o orgulho, a dúvida, o dinheiro, o idioma, a distância, o tempo, a auto-suficiência, o poder ou a raça, mas não o fez. Se não permitiu que essas barreiras lhe impedissem de aproximar-se do Jesus, nós tampouco devemos permiti-lo. O que o afasta a você de Cristo?

    8.8-12 Um centurião era um militar de carreira no exército romano que tinha uns cem soldados sob seu mando. Os judeus odiavam aos soldados romanos por sua tirania e desprezo. Entretanto a fé daquele homem maravilhou ao Jesus! A fé genuína daquele odiado gentil envergonhou a piedade estancada de muitos judeus que eram líderes religiosos.

    8.10-12 Jesus disse à multidão que muitos judeus religiosos, que poderiam formar parte do Reino, seriam excluídos por ter perdido sua fé. Estavam muito obstinados a suas tradições religiosas, ao grau que não podiam aceitar a Cristo e sua nova mensagem. Devemos tomar cuidado em não nos encerrar em nossos costumes religiosas ao ponto de esperar que Deus obre sozinho em certas formas. Não limite a Deus com seus preconceptos e falta de fé.

    8:11, 12 "O oriente e o ocidente" representam os quatro rincões da terra. Toda a gente fiel a Deus se reunirá no banquete do Messías (Isaías 6:55). Os judeus deviam ter sabido que quando o Messías chegasse, os gentis participariam também de suas bênções (veja-se Is 66:12, Is 66:19). Mas esta mensagem chegou como um golpe porque estavam muito absortos em seus próprios assuntos e destino. Quando apelarmos às promessas de Deus, não devemos nos apropriar delas tão pessoalmente que esqueçamos ver o que Deus quer fazer para alcançar a toda a gente que ama.

    8:11, 12 Mateus enfatiza que a mensagem do Jesus é para todos. Os profetas do Antigo Testamento sabiam (vejam-se Is 56:3, Is 56:6-8; Is 66:12, Is 66:19; Ml 1:11) mas muitos líderes judeus neotestamentarios optaram por ignorá-lo. Cada pessoa tem que escolher entre aceitar ou rechaçar as boas novas, e ninguém passa a formar parte do Reino de Deus por herança ou conexão familiar.

    8:14 Pedro foi um dos doze discípulos. Seus dados aparecem no capítulo 27.

    8.14, 15 A sogra do Pedro nos dá um formoso exemplo. Sua resposta ao toque do Jesus foi lhe servir imediatamente. recebeu você a ajuda de Deus em alguma situação perigosa ou dificultosa? Se for assim, devesse perguntar-se: "Como posso expressar meu agradecimento?" Sendo que Deus nos prometeu as recompensas de seu Reino, devêssemos procurar formas de lhe servir agora.

    8:16, 17 Mateus continua mostrando a natureza soberana do Jesus. Por meio de um simples toque, sanou (8.3, 15); a uma simples palavra dela, os demônios fogem de sua presença (8.16). Jesus tem autoridade sobre os poderes satânicos e as enfermidades terrenales.También tem poder e autoridade para dominar o pecado. As enfermidades e a maldade são conseqüências de viver em um mundo cansado. Mas no futuro, quando Deus limpe a terra do pecado, não haverá mais enfermidade nem morte. Os milagres de sanidade do Jesus foram uma demonstração do que o mundo experimentará no Reino de Deus.

    8.19, 20 Seguir ao Jesus não sempre é fácil. Com freqüência implica pagar um alto custo e sacrifício, sem recompensa terrena nem segurança. Jesus não teve um lugar que pudesse ter chamado lar. Possivelmente para você o custo de seguir a Cristo será perder popularidade, amizades, tempo de descanso ou hábitos. Mas embora o custo de seguir a Cristo pode ser alto, o valor de ser discípulo de Cristo é um investimento que repercute pela eternidade e rende incríveis recompensa.

    8.21, 22 É possível que este discípulo não estava pedindo permissão para ir ao funeral de seu pai, mas sim desejava esperar que seu ancião pai falecesse antes de seguir a Cristo. Talvez era o primogênito e desejava estar seguro de receber sua herança. Talvez não queria enfrentar a irritação de seu pai por abandonar os negócios da família para seguir a um pregador itinerante. Seja que se tratasse de uma segurança financeira, uma aprovação familiar ou qualquer outra coisa, não estava disposto a seguir ao Jesus naquele preciso momento. Jesus não aceitou suas desculpas.

    8.21, 22 Jesus sempre foi direto com os que lhe seguiam. assegurou-se de que calculassem o custo de lhe seguir e que não pusessem condições. Como Filho de Deus, não titubeou em demandar lealdade total. Até o dar sepultura ao morto não devia ter prioridade sobre suas demandas de obediência. Seu desafio direto nos força a nos perguntar a respeito de nossas prioridades ao lhe seguir. A decisão de seguir a Cristo não devesse ser relegada, mesmo que um acontecimento importante esteja a ponto de ter lugar. Nada devesse ocupar o lugar de uma entrega total a Cristo.

    8:23 Pôde ter sido um bote de pesca porque muitos dos discípulos do Jesus eram pescadores. Josefo, um historiador da época, escreveu que usualmente havia mais de trezentos botes pesqueiros no Mar da Galilea. Este bote tinha espaço para dar capacidade ao Jesus e a seus doze discípulos e era impulsionado por meio de remos e velas. Durante a tormenta, entretanto, as velas se baixavam para que não se rompessem e facilitar o controle do bote.

    8:24 O mar da Galilea possui um caudal de água pouco comum. É relativamente pequeno (21 km de comprimento por 11 de largura). Jaz 208 m sob o nível do mar e sua profundidade chega a 48 M. De um momento a outro podem apresentar-se tormentas repentinas que agitam as águas, originando ondas de até sete metros de altura. Os discípulos se viram apanhados sorpresivamente pela tormenta e o perigo era grande.

    8:25 Apesar de que os discípulos tinham sido testemunhas de muitos milagres, encheram-se de pânico nesta tormenta. Como navegantes experimentados, estavam conscientes do perigo existente; o que não sabiam era que Cristo podia dominar as forças da natureza. Há sempre uma dimensão de nossas vidas em que sentimos que Deus não pode obrar ou não tem que obrar. Quando compreendemos bem quem é O, entendemos que O calma o mesmo as tormentas da natureza que as tormentas do coração aflito. O poder do Jesus que acalmou esta tormenta pode também acalmar as tormentas que bramam em nossas vidas. O está disposto a nos ajudar se o pedimos. Não é necessário excluir o de nenhum aspecto de nossa vida.

    8:28 A região dos gadarenos estava localizada ao sudeste do mar da Galilea. O povo da Gádara, capital da região, era uma das dez cidades (ou Decápolis, veja-a nota a Mc 5:20). Eram dez cidades com governo independente e com população principalmente gentil, o que explica o da marmita de porcos (Mc 8:30). Os judeus não criavam porcos porque eram considerados imundos e não os comiam.

    8:28 Os endemoninhados estão sob o controle de um ou mais demônios. Os demônios são anjos cansados que se uniram a Satanás em sua rebelião contra Deus e agora são espíritos maus às ordens do diabo. Ajudam a Satanás a tentar às pessoas e desdobrar seu grande poder destrutivo. Mas cada vez que se enfrentavam com o Jesus, perdiam seu poder. Os demônios reconhecem ao Jesus como Filho de Deus (8.29), mas pensam que não têm que lhe obedecer. Você pode acreditar que Jesus é o Filho de Deus mas acreditar não basta (veja-se em Jc 2:19 mas informação sobre a fé e os demônios). A fé é mais que acreditar. Pela fé, deve aceitar o que O fez em seu favor, recebê-lo como o único que pode salvar o de seu pecado e mostrar sua fé por meio da obediência a sua Palavra.

    8:28 Mateus diz que eram dois endemoninhados, enquanto que Marcos e Lucas se referem só a um. Aparentemente Marcos e Lucas se referem só ao homem que tomou a palavra.

    8:28 Em concordância com as leis cerimoniosas feijões, os homens que Jesus achou eram imundos em três sentidos: eram gentis (não eram judeus), estavam poseídos pelo demônio e viviam em um cemitério. Jesus lhes deu ajuda apesar de tudo. Não devêssemos dar as costas às pessoas "imundas" ou que nos são repulsivas. Devemos chegar à conclusão de que cada ser humano é uma criação única de Deus que necessita de seu amor.

    8:29 A Bíblia nos diz que ao final Satanás e seus anjos serão jogados ao lago de fogo (Ap 20:10). Quando os demônios dizem ao Jesus que não os atormente "antes de tempo", dão a entender que sabiam qual será seu destino final.

    8:32 Quando os demônios entraram nos porcos, estes se despenharam e caíram ao lago. A ação dos demônios prova sua intenção destrutiva: como não puderam destruir aos homens destruíram aos porcos. A ação do Jesus, por contraste, mostra o valor que dá a cada vida humana.

    8:34 por que a gente pediu ao Jesus que se fora? A diferença dos deuses pagãos que adoravam, Jesus não podia ser contido, controlado ou aplacado. Temiam o poder sobrenatural do Jesus, poder que não tinham visto nunca antes. E estavam muito molestos com a perda da marmita de porcos e não podiam alegrar-se com a liberação dos homens que estavam poseídos pelo demônio. Preocupam-lhe mas as propriedades e os programas que a gente? Os seres humanos foram criados à imagem de Deus e têm um valor eterno. Que néscio e quão fácil é dar mais valor a posses, investimentos e inclusive a animais, que à vida humana. Permite que Jesus termine sua obra em você?


    Wesley

    Comentário bíblico John Wesley - Metodista - Clérigo Anglicano
    Wesley - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34
    E. SEU PODER (8: 1-9: 38)

    Os capítulos oito e nove não contêm menos de dez milagres realizados por Jesus. Eles eram "as credenciais do Rei." Tudo foi feito em resposta às necessidades humanas, mostrando a compaixão do Rei. Tudo foi feito em resposta à vontade divina, mostrando o poder do rei. Nove eram milagres de cura. O outro era um milagre da natureza-o acalmar da tempestade.

    O agrupamento desses milagres ilustra uma das principais características do arranjo Mateus-sistemática. O primeiro grupo de três cura de um leproso, um paralítico, e de Pedro mother-in-law-é seguido pela demanda que os discípulos de deixar tudo para segui-Lo (vv. Mt 8:18-22 ). O segundo grupo-o acalmar da tempestade, e a cura de dois endemoninhados e outro paralítico-é seguido pela chamada de Mateus (v. Mt 8:9 ). O terceiro grupo, a cura da mulher com hemorragia e a filha morta (tratado em conjunto), um dos dois homens cegos, e das demoníacas fins-de-mudos com um ensinamento, pregação, excursão da Galiléia cura. Assim Jesus exibido Sua autoridade sobre os homens, bem como sobre a doença, os demônios, e da morte.

    Lenski sustenta que Mateus relata estes milagres na ordem de sua ocorrência. Mas uma comparação com Mc 1:21 (. conforme vv Mt 8:29 , Mt 8:32 , Mt 8:35) sugere que Marcos dá a ordem cronológica correta, enquanto que grupos Mateus-los juntos em um lugar por tópico em vez de razões cronológicas.

    É conveniente que estes dois capítulos deve vir imediatamente após os três contendo o Sermão da Montanha. O novo Moisés, como o velho, não era apenas um legislador, mas também um fazedor de milagres. Aquele que declarou: "Mas eu vos digo!" Deve dar provas suficientes de Sua autoridade divina. Estas foram as credenciais de Jesus a uma nação duvidar.

    1. Ao longo da Hanseníase (8: 1-4)

    1 E quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiam. 2 E eis que veio a ele um leproso, eo adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 3 E, estendendo a sua mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. . E logo ficou purificado da lepra 4 E disse-lhe Jesus: o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.

    Como no caso de Moisés, Jesus desceu da montanha para encontrar grandes multidões esperando por ele. Mas havia um na multidão que tinha uma necessidade especial. Este leproso se aproximou de Jesus e caiu de joelhos diante dele. Ele tinha certeza de poder de Jesus para curá-lo, mas não completamente certo de Sua vontade. Mas o Mestre tocou -o, e a lepra foi curada . No Antigo Testamento, o leproso era considerada impura. Sua cura é, portanto, falado como uma "limpeza" (Lv 14:2 . Para lhes servir de testemunho , evidentemente, significa para os sacerdotes, e não as pessoas, uma vez que Jesus tinha dito: "Diga a ninguém."

    2. Ao longo Paralisia (8: 5-13)

    5 E quando ele entrado em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, 6 e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente. 7 E disse-lhe: Eu irei, e curá- Lv 8:1 E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas dizei uma palavra, eo meu servo será curado. 9 Pois eu também sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados sob: e digo a este: Vai, e ele vai; ea outro: Venha, e ele vem; e ao meu servo: Faça isto, e ele o faz. 10 E Jesus, ouvindo isto, admirou-se e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que, eu não encontrei tão grande fé, não, não em Israel. 11 E eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente e deve sentar-se com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; 12 mas os filhos do reino serão lançados para fora, para o exterior escuridão.: ali haverá choro e ranger de dentes 13 E disse Jesus ao centurião: Vai-te; como creste, que assim seja feito a ti. E o servo ficou curado naquela hora.

    O Monte das Bem-aventuranças é perto de Cafarnaum , a cidade que Jesus tinha escolhido como seu quartel-general (Mt 4:13 ). Quando Ele entrou naquela cidade um centurião -officer mais de cem homens-veio a ele com o pedido de que Ele curar seu servo de uma paralisia muito doloroso. A palavra grega Pais (servo) também pode significar "filho". Mas Lucas usa o termo doulos (Lc 7:10 ), que significa "escravo".

    Jesus ofereceu-se para ir à casa do centurião. Mas o último protestou e disse que não era digno de ter o Mestre vir. Tudo o que era necessário era uma palavra . Jesus falou esta palavra, e ao servo ficou curado naquela hora . Cristo expressou seu espanto com a fé desta estrangeiro. A incredulidade de Seu próprio povo foi um triste contraste (v. Mt 8:10 ). No banquete messiânico, Ele profetizou, muitos gentios estaria presente (v. Mt 8:11 ), enquanto os filhos do reino -os judeus da época de Jesus que O rejeitaram-iria ser lançado fora, nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes (v. Mt 8:12 ). Esta é uma das várias passagens em que Cristo soa um aviso severo contra os horrores do inferno.

    Tanto o leproso eo centurião (a Gentile) foram considerados párias pelos judeus. Mas Jesus respondeu ao seu pedido de ajuda.

    3. Ao longo Fever (8: 14-17)

    14 E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste deitada com febre. 15 E tocou-lhe a mão, ea febre a deixou; e ela se levantou, e serviam. 16 E, quando já era tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os que estavam enfermos; 17 para que se cumprisse o que foi falado pelo profeta Isaías, dizendo: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.

    Parece que Jesus fez a casa de Pedro Sua casa em Cafarna1. Aqui Um dia ele encontrou a mãe-de-lei de Pedro de cama com febre . Ele tocou a mão dela , e ela estava bem imediatamente. Este milagre contrasta com a cura do servo do centurião, que veio simplesmente por uma palavra falada à distância, ou a cura do cego de nascença, quando Jesus usou argila feita de terra e saliva (Jo 9:6 ), o povo de Cafarnaum correram para Jesus, trazendo seus amigos e parentes doentes. Especialmente importante foram os endemoninhados , uma aflição comum naqueles dias. Com a Sua palavra de ordem do Mestre expulsou os maus espíritos e curou todos os que estavam doentes . Assim, Ele cumpriu a profecia de Isaías (Is 53:4)

    18 Ora, quando Jesus viu uma grande multidão a respeito dele, ele deu ordem de partir para o outro lado. 19 E veio um escriba, disse-lhe: Mestre, eu te seguirei withersoever fores. 20 E disse-lhe Jesus: O raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; ., mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça 21 E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai. 22 Mas Jesus disse-lhe: Segue-me, e deixar que os mortos sepultem os seus próprios mortos.

    Constantemente se aglomeravam pelas multidões, Jesus finalmente deu ordens para ir para o outro lado , o lado leste do lago da Galiléia. Esta praia não foi tão fortemente habitada como eram as costas oeste e norte.

    Como ele estava saindo, um escriba impetuoso ofereceu para segui-Lo. Jesus advertiu-o de que o Filho do homem não tinha casa.

    A expressão do Filho do homem (v. Mt 8:20) é encontrado aqui, pela primeira vez em Mateus. Ele é usado nos Evangelhos só por Jesus e sempre como uma designação de si mesmo (31 vezes em Mateus, 14 em Marcos, 25, em Lucas, e 13 em João). Fora dos Evangelhos que ocorre no Novo Testamento apenas em At 7:56 (sem o artigo em He 2:6 ; Ap 14:14 ).

    Nos Salmos "Filho do homem" é equivalente a "homem" (eg, Sl 8:4 , onde se diz que o Filho do homem virá "com as nuvens do céu." Este significado apocalíptico é intensificado no livro apócrifo de Enoque , onde é usado para designar uma pré-existente, Messias pessoal. Ao usar o termo, Jesus fez a alegação de ser esse Messias.

    Outro discípulo queria seguir Jesus, mas ele teria que esperar, ele disse, até que seu pai e sua mãe morreu-que possam implicar um atraso de vários anos. Jesus disse-lhe para deixar o espiritualmente mortos sepultar os seus física mortos . O dever do discípulo foi: Segue-me . Assim, Jesus afirmou sua autoridade sobre não só os corpos dos homens, mas suas mentes e vidas também.

    5. Mais de Storms (8: 23-27)

    23 E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. 24 E eis que se levantou uma grande tempestade no mar, de modo que o barco era coberto pelas ondas; mas ele estava dormindo. 25 E vieram a ele, e despertaram, dizendo Save, Senhor; estamos perecendo. 26 E disse-lhes: Por que sois tão tímidos, ó homens de pouca fé? Então ele se levantou e repreendeu os ventos eo mar; e houve grande bonança. 27 E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos eo mar lhe obedecem?

    Como eles estavam atravessando o lago uma grande tempestade surgiu. A palavra grega é seismos , o significado usual de que é "terremoto". Ele ressalta a violência da tempestade, que sacudiu o navio. Mas Jesus ainda continuou a dormir (imperfeito).

    Finalmente, os discípulos não aguentou mais. Eles despertado Jesus e pediu a Ele para salvá-los. Depois de repreendê-los por ser medroso (literalmente, covarde) Ele repreendeu a tempestade, como se fosse uma pessoa. O resultado foi uma grande calma .Não só os ventos deixam de soprar, mas as ondas deixaram de rolar. Não é de admirar que os homens se maravilharam . Eles nunca tinha presenciado nada parecido com isso antes.

    Alguns estudiosos tentam explicar este milagre em bases puramente psicológicas. Jesus acalmou a mente dos homens, e não as ondas do mar. Mas por que não os dois? Aquele que teve a tempestade dentro de sua alma acalmado pela voz do Salvador não tem dificuldade em acreditar que o Criador poderia exercer autoridade sobre a Sua criação.

    6. Mais de Demons (8: 28-34)

    28 E, quando chegou ao outro lado para o país dos gadarenos, lhe ao encontro dois endemoninhados,, saindo dos túmulos, tão ferozes eram que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 E eis que eles gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? 30 Ora, havia de longe deles uma manada de muitos porcos. 31 E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, manda-nos entrar naquela manada de porcos. 32 E disse-lhes: Ide. E eles saíram, e entraram no suína: e eis que toda a manada se precipitou pelo despenhadeiro no mar e morreram nas águas. 33 E os que os alimentou, fugiu, e foi à cidade, e disse tudo, e . o que acontecera aos que estavam possuídos por demônios 34 E eis que toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e quando viram o, rogaram -lhe que se retirasse dos seus termos.

    O país dos gadarenos foi leste do lago da Galiléia e nomeado após a cidade grande mais próxima, Gadara, que era de seis quilômetros ao sudeste. A versão ReiTiago tem "Gergesenes." Provavelmente Gergasa foi o Khersa moderno, cujas ruínas estão na costa oriental. Alguns manuscritos gregos têm "Gerasenes." Gerasa estava 30 milhas a sudeste do lago.

    Mateus menciona dois endemoninhados, enquanto Marcos e Lucas falam de apenas 1. Evidentemente Marcos e Lucas mencionar apenas a um proeminente dos dois. Estes endemoninhados eram tão feroz que os viajantes evitada a área.

    Quando os demônios viu Jesus que ruidosamente aclamaram como Filho de Deus . Eles o reconheceram como seu juiz, que iria finalmente entregue-os ao tormento. Quando dada a permissão para entrar em uma manada de porcos pastando nas proximidades, que fez com que toda a manada para cometer suicídio em massa. Os swineherds correram para dentro da cidade para denunciar o desastre. Toda a cidade saiu para ver o que tinha acontecido. Jesus foi convidado a sair. O povo não queria perder mais de seus porcos.

    Tem sido dito muitas vezes que estas pessoas não tinham o direito de manter porcos, uma vez que a alimentação destes animais foi proibido como impuros na lei de Moisés. Mas os proprietários foram, provavelmente, os gentios, e não judeus. O fato de que Jesus permitiu uma manada de porcos para ser destruído, a fim de salvar dois homens não devem dar lugar a tergiversações críticas. A libertação dos endemoninhados estava relacionada com a destruição dos porcos. O destino do último destaque para os homens curados a desesperança de sua condição anterior e do milagre de sua libertação.

    Quais são as lições deste incidente? (1) Não é o fato da existência de demônios. Isso já foi discutido nos comentários sobre Mt 4:24 . (2) Jesus tem poder sobre o mundo espiritual. Os demônios não poderia desafiar seu comando, Go (v. Mt 8:32 ). (3) "Tanto a loucura e possessão demoníaca são símbolos da mais terrível tirania do pecado". (4) O pecado, como esses demônios, pede a destruição de suas vítimas. (5) Os homens são geralmente mais preocupados com os seus próprios bens materiais do que o bem-estar das almas.O Gadarenes não queria que Jesus ao redor se ele estava indo para interferir com o seu negócio. (6) Jesus deixa quando solicitado, mas aqueles que O rejeitam sustentar a maior perda.


    Wiersbe

    Comentário bíblico expositivo por Warren Wendel Wiersbe, pastor Calvinista
    Wiersbe - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34
    Mudamos agora para uma nova se-ção do relato de Mateus em que o Rei revela seu poder (caps. 8—10). Mateus agrupa dez milagres para provar a seus leitores que Jesus Cris-to possui os poderes do Rei que o Antigo Testamento prometeu que o Messias teria. Em seu primeiro ser-mão (Lc 4:18-42), ele anunciou que provaria que o Espírito estava sobre ele ao curar e ajudar as multidões. Is 35:0), e talvez a sogra vivesse com a filha e ele. Ele serviu a Cristo depois que este a curou, o que mostra como a cura foi comple-ta e como ela ficou agradecida pelo

    que Jesus fez. Devemos fazer a mes-ma coisa.

    Observe que Mateus cita Isaí- as 53:4 para apresentar fundamen-to bíblico ao ministério de Jesus. Alguns intérpretes acham que essa passagem significa que há "cura na expiação", e que a morte de Cris-to nos dá, hoje, o privilégio da cura física. Todavia, observe que Mateus não fala da morte de Jesus, mas de sua vida! Is 53:4 não se refere ao Calvário, mas ao ministério terreno de cura de Cristo. Em 1Pe 2:24, Is 53:4 é aplicado à cura de nos-sos pecados. Com certeza, Deus tem o poder de curar hoje, e, por causa da morte de Cristo, algum dia, tere-mos redenção física (Rm 8:18-45). Contudo, não apliquemos esse ver-sículo à cura hoje. Mateus não fez isso, nem nós devemos fazê-lo.

    1. Poder sobre a natureza (Mt 8:18-40)

    Jesus, em vez de bajular a multi-dão, afastou-se! Muito diferente de algumas celebridades cristãs atu-ais que apelam para as multidões e amam o aplauso das pessoas. Os versículos 19:22 mostram por que Jesus não se impressionava com as grandes multidões: as pessoas não estavam dispostas a abandonar tudo para seguir a Cristo. Elas estavam in-teressadas em ver milagres, não em dar tudo de si por Cristo.

    Algumas pessoas acreditam que a origem dessa tempestade era sa-tânica, já que os discípulos (alguns deles homens do mar experientes) estavam petrificados de medo. Tal-vez fosse um ataque satânico para destruir Cristo. Sabemos que as tem-pestades repentinas são comuns no mar da Galiléia. Veja a paz que Je-sus demonstra — dormiu em meio a uma tempestade perigosa. Esse é o tipo de paz que temos quando sa-bemos que seguimos a vontade de Deus. De novo, ele controla o vento e o mar, e há calma imediata. Passa-mos de uma "grande tempestade" (v. 24) a uma "grande bonança" (v. 26) por causa de um Salvador podero-so! Como devemos ser agradecidos por Cristo acalmar as tempestades da vida (veja SI 107:23-31).

    1. Poder sobre Satanás (8:28-34)

    Cristo encontra seu inimigo de novo, dessa vez no cemitério. Essa é uma boa ilustração de Ef 2:1-49! Te-mos a morte (o cemitério), a posses-são satânica, a imundícia da carne e a horrível demonstração de animo-sidade contra Deus. Mateus men-ciona dois homens, mas os outros evangelhos, apenas um homem; talvez estes falem apenas do mais notório. Mateus não contradiz Mar-cos e Lucas; apenas complementa o relato deles.

    Temos de admitir a existência de poderes demoníacos em nosso mundo hoje (Ef 6:12), bem como o desejo de Satanás de destruir o cor-

    po humano e de condenar a alma dos homens ao inferno. O temor dos endemoninhados de que Cristo os atormentasse "antes do tempo" (v. 29) indica que haverá um julga-mento futuro contra Satanás e seus exércitos. Os demônios têm de ter corpo para fazer o trabalho deles neste mundo, da mesma forma que o Espírito precisa do corpo dos cris-tãos (Rm 12:1-45). Por isso, os demô-nios rogaram para entrar nos porcos. Aos olhos de Satanás, os porcos são tão bons quanto os homens! (Veja qual o fim do filho pródigo — entre os porcos; Lc 1:5:1 Lc 1:5 Lc 1:6.)

    Os demônios têm de obede-cer à sua Palavra, e aquela palavra que proferiu: "Ide", expulsou-os do meio dos homens. Os porcos morre-ram porque Satanás é homicida (Jo 8:44). Se Cristo não tivesse interfe-rido em amor e graça, Satanás teria feito isso aos homens. Jesus estava disposto a atravessar uma tempes-tade para salvar esses homens das garras de Satanás! Isso mesmo, e ele estava disposto a atravessar a tem-pestade do ódio dos homens e a do Calvário para salvar nossa alma!

    Como os cidadãos foram insen-satos ao pedir que Jesus deixasse sua região. Quando comparamos essa passagem com os evangelhos de Lu-cas e Marcos, descobrimos que hou-ve três "orações" naquele cemitério: os demônios oraram por permissão para entrar nos porcos; um dos ho-mens curados orou para ter o privilé-gio de seguir Jesus; e os cidadãos ora-ram para que Jesus os deixasse.

    Hoje, Jesus Cristo tem poder sobre o demônio (Jo 12:31; Jo 14:30; Cl 2:15). Talvez os poderes demo-níacos do diabo ajam de forma di-ferente daquela que agiam quando Jesus estava na terra, mas eles estão fazendo seu trabalho da mesma for-ma que na época dele. Um homem é atacado pelo orgulho; outro, pela luxúria; um terceiro, pelo amor ao dinheiro. Apenas Cristo pode liber-tar os cativos.

    No capítulo 8, observe o po-der da Palavra do Senhor (vv. 8,16,26,32). A Palavra de Deus é poderosa, não a nossa palavra (He 4:12). Devemos fundamentar nossa pregação, nosso testemunho pesso-al e nosso viver diário na Bíblia.


    Russell Shedd

    Comentários da Bíblia por Russell Shedd, teólogo evangélico e missionário da Missão Batista Conservadora.
    Russell Shedd - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34
    8.1 Descendo. Encerrou-se um dos cinco grandes grupos de ensinamentos que Mateus ajuntou, em Mt 5:0; Mt 7:0; os outros encontram-se em Mt 10:13 ; Mt 24:0; Mt 25:0. • N. Hom. A doença e sua cura, 8:1-4. Os males lamentáveis são físicos e espirituais. A enfermidade física é uma infelicidade, mas a da alma envolve pecado. A cura do corpo pode advir de remédios ou da intervenção divina, mas os males da alma só podem ser curados pelo sangue de Jesus.

    8.4 Moisés ordenou. As leis sobre a lepra (Lv 13 ; 14) eram pormenorizadas, e o conceito da quarentena teve seu início naquela época. A palavra traduzida por "lepra" (heb çãra'ath) é uma definição genérica de várias desordens: na pele, havendo rara coincidência com o tipo hoje mais comumente conhecido. Para os hebreus, simbolizava o pecado, por ser nojento, contagioso e incurável. Jesus, ao curá-la, revela parte da natureza do Seu ministério.

    8.5 Um centurião. Oficial do império Romano, comandante de uma centúria ou destacamento de 100 soldados. O procedimento e a fé que este homem manifestou, provocaram a admiração de Jesus (10).'

    8.9 Para o centurião era tão natural Jesus ter plenos poderes sobre as influências invisíveis do universo, como o era para um oficial romano ter confiança no cumprimento de suas ordens.

    8.14,15 Esta passagem dos evangelhos indica que Pedro era casado e que possuía casa, como se vê em Mc 1:29. Paulo menciona que Pedro levava a esposa nas viagens missionárias (1Co 9:5).

    8.16 Endemoninhados. Para desafiar o ministério de Jesus, Satanás lançou uma ofensiva concentrada de forças malignas (Lc 4:33). Não é valida a idéia que diz que os antigos confundiam doenças com possessão demoníaca, revelando ignorância e superstição. A Bíblia define doenças e também é específica quando se trata de possessão de demônios.

    8.17 Para que se cumprisse. Mateus mostra a Jesus Cristo como o Rei prometido pelas profecias do AT Por isso há tantos textos que vinculam Jesus com as profecias (93 citações). Isto, porém, não significa que Jesus procurasse profecias do AT para depois se esforçar para cumpri-las.

    8:18-22 Segue-me. A prova de alguém ser discípulo de Cristo é o fato de segui-lO, procurando executar Sua vontade (28.20). Sepultar. Conforme Lc 9:59,Lc 9:60 n.

    8.20 O Filho do homem. Título que Jesus aplicou a si mesmo, cerca de 80 vezes Não se referia a algum profeta futuro, como certos judeus imaginavam. A comparação Dt 16:13-5 com Lc 9:22 mostra que o título pertencia a Jesus. O termo pode ter dois sentidos:
    1) Possivelmente mostra que Jesus era plenamente humano, o Homem ideal e representante da raça humana;
    2) Mostra claramente, também, que Jesus é o Messias eterno, vindo do próprio céu, segundo a profecia de Ez 7:13-27, a qual Jesus aplicava a Si mesmo (26.64). Os dois sentidos reúnem-se na missão de Jesus, 12 incluindo-se a parte final desta missão, a futura segunda vinda na qual Jesus será juiz do universo (Jo 5:22, Jo 5:27)

    8:23-27 Jesus ia atravessando o lago da Galiléia, saindo de Cafarnaum e indo para Gadara, uma travessia Dt 10:02n).


    NVI F. F. Bruce

    Comentário Bíblico da versão NVI por Frederick Fyvie Bruce, um dos fundadores da moderna compreensão evangélica da Bíblia
    NVI F. F. Bruce - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34
    II. 1. NARRATIVA: MILAGRES NA GALILÉIA (8.1—9.34)

    A escolha dos incidentes nessa seção foi feita em todos os casos para destacar a autoridade de Jesus em ação. É difícil, no entanto, explicar a ordem dos eventos, sempre que ela difere da de Marcos. Não há base para a sugestão de que Mateus está tentando corrigir a ordem de Marcos.

    A cura de um leproso (8:1-4)

    V.comentário de Mc 1:40-41 (Lc 5:12

    16). Lc 5:12 deixa claro que a cura foi realizada numa cidade. Na época do NT, a impureza causada por um leproso era destacada fortemente, mas a regulamentação de Lv 13 tinha sido amenizada em um detalhe importante. Exceto no caso de cidades muradas, o leproso tinha permissão para morar entre os seus compatriotas, desde que ele vivesse sozinho numa casa (SB IV, p. 751-7; Edersheim I, p. 492). Com freqüência, se cita Josefo contra esse ponto, mas em Ant. III, xi.3, e Guerras V, v.6, ele quer dizer Jerusalém com a expressão “a cidade”; em Contra Apion 1.31, ele talvez esteja se referindo à execução original dessa ordem. R. G. Gochrane, Biblical Leprosy, demonstrou que Lv 13 não está descrevendo casos típicos de lepra (han-seníase), e não se tem por certo se a lepra no sentido moderno era conhecida na Palestina dos tempos do AT, embora tenha existido como tal no NT. Não há evidência de que se esperava do Messias que fosse curar os leprosos (Edersheim I, p. 495).

    A cura do servo de um centurião (8:5-13)

    V.comentário de Lc 7:1-42. Não parece haver razão para a tentativa de harmonizar os dois relatos. Ao tratar com os representantes do centurião, Jesus estava tratando com ele mesmo. Para leitores principalmente gentílicos, Lucas destaca como Jesus honra o amor de um gentio pelos judeus; para leitores principalmente judaicos, Mateus destaca a aceitação da fé onde quer que ela é encontrada; ou seja, os judeus não são os únicos que têm fé que agrada a Cristo. Não há fundamento para identificarmos a cura anterior de Jo 4:4654 com esse milagre; no entanto, ela pode ter dado ao centurião esperança e coragem para se aproximar de Jesus.

    A cura da sogra de Pedro (8.14,15)

    V.comentário de Mc 1:29-41 (Lc 4:38,Lc 4:39).

    A cura das multidões ao pôr-do-sol (8.16,17)

    V.comentário de Mc 1:32-41 (Lc 4:40,Lc 4:41). A citação de Is 53:4 provavelmente tem a intenção de deixar claro que os milagres de cura de Jesus não foram realizados só por uma palavra de poder; antes, por meio de um ato de auto-identificação com o enfermo. O trecho, incidentalmente, é uma resposta à afirmação de que o cristão pode reivindicar a cura física por direito como parte da obra de Cristo na cruz.

    O verdadeiro discipulado (8:18-22)

    Conforme Lc 9:57-42. Essa seção está aqui para indicar que já no início do ministério de Jesus havia pouca seriedade por parte de muitos que o seguiam. As raposas têm suas tocas..:. Isso não significa que Jesus tinha de dormir no chão duro a maioria das noites (a hospitalidade oriental normalmente evitava isso), mas que ele não tinha nada, por insignificante que fosse, em que se refugiar na hora da necessidade. (Isso não está em conflito com Mc 2:1; a casa em Cafarnaum, sem dúvida, tinha sido adquirida para a sua mãe.) O simples fato de que esse Outro discípulo (v. 21) estava com ele é prova suficiente de que o seu pai ainda não estava morto. Ele não queria estar muito distante quando o seu pai falecesse, talvez porque quisesse garantir a sua herança.

    v. 22. A expressão os mortos significa, como às vezes em escritos rabínicos, os espiritualmente mortos. Acerca de Filho do homem, v.comentário no final do capítulo.

    A tempestade no lago (8:23-27)

    V.comentário de Mc 4:35-41 (Lc 8:22-42).

    Os endemoninhados gadarenos (8:28-34)

    V.comentário de Mc 5:1-41 (Lc 8:26-42). Mateus apresenta um relato muito mais breve, mas menciona um segundo endemoninhado (v. 28), que não é mencionado nos outros dois evangelhos, visto que não teve papel importante na história. Pode haver pouca dúvida de que o nome correto do distrito tenha sido “terra dos gergesenos”, embora não apareça nas melhores combinações de manuscritos em qualquer dos Evangelhos sinópticos. V. uma discussão detalhada disso em Dalman, p. 176-80.

    Observações adicionais acerca do Filho do homem. O título “Filho do homem” (ko hyios tou anthrõpou) ocorre 31 vezes em Mateus, 14 em Marcos, 25 em Lucas, 13 em João e uma vez em At 7:56 (há também três ocorrências sem o artigo, significando um homem). Exceto no último caso, sempre é usado pelo próprio Jesus. Isso sugere que tinha a intenção de dissimular as reais reivindicações de Jesus, e que os apóstolos cessaram de usar o título depois que a sua morte e ressurreição o tornaram desnecessário.

    Ele parece ter dois usos principais, ambos com algum paralelo no uso judaico, embora nunca sejam combinados. Jesus é o homem, o homem celestial ideal (1Co 15:451Co 15:47), o Servo de Javé; conforme 8.20; 9.6; 20.28; Mc 8:31. Além disso, ele é o homem celestial que virá com as nuvens do céu como o juiz (Ez 7:13; Enoque; 2Esdras), conforme 16.28; 19.28; 24.27,37-44; 25:31-46; 26.64; Mc 8:38; Lc 17:2. O título era uma reivindicação óbvia de um status especial, mas dissimulava a sua natureza exata até que viesse o tempo da sua revelação. Em ambos os sentidos, destacava o elo entre Jesus e aqueles a quem tinha vindo salvar e governar. Conforme Moule, p. 11-22.


    Moody

    Comentários bíblicos por Charles F. Pfeiffer, Batista
    Moody - Comentários de Mateus Capítulo 4 do versículo 12 até o 46

    III. O Ministério de Jesus Cristo. 4:12 - 25:46.

    A análise de Mateus do ministério de Cristo foi baseada sobre quatro áreas geográficas facilmente notáveis: Galiléia (Mt 4:12), Peréia (Mt 19:1), Judéia (Mt 20:17) e Jerusalém (Mt 21:1). Como os outros sinóticos ele omite o anterior ministério na Judéia, que ocorre cronologicamente entre Mt 4:11 e Mt 4:12 (confira com Jo 14:1)


    Moody - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 38


    5) Dez milagres e Acontecimentos Relacionados. 8:1 - 9:38.

    A narrativa desses dois capítulos está arrumada por tópicos, e a ordem difere um pouco de Marcos e Lucas. Entretanto, a descrição que Mateus faz da purificação do leproso logo após ao Sermão da Montanha deve ser cronológica (conf. Mt 8:1), enquanto que nem Marcos nem Lucas são específicos quanto à ocasião.


    Moody - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 18 até o 22

    18-22. Entrevista com possíveis seguidores. A ligação cronológica desta passagem complica-se quando comparada com Lucas (Lc 9:57 e segs), que a coloca muita mais tarde. Talvez a primeira entrevista acontecesse quando Jesus preparava-se para embarcar, e Mateus acrescenta o último incidente no mesmo parágrafo, enquanto que Lucas agrupa três incidentes parecidos na ocasião.

    Um escriba. Ainda que poucos desses mestres religiosos se sentissem inclinados a seguir Cristo (conf.com Mc 12:28-34; contraste com Lc 11:53, Lc 11:54), este se ofereceu para se tornar seu discípulo permanente. Entretanto, Jesus evidentemente viu neste propósito a falta de estimar devidamente os rigores do verdadeiro discipulado.

    Filho do homem. Um título que os judeus entendiam pertencer ao Messias (Jo 12:34) e equivalente a "Filho de Deus" (Lc 22:69, Lc 22:70). Era a maneira costumeira de Cristo se intitular, aparentemente de Dn 7:13,Dn 7:14.

    Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Este homem, já um discípulo, foi convidado por Jesus a segui-lo (Lc 9:59). Tendo acabado de receber a notícia da morte de seu pai, pediu um prazo. A sugestão de que o pai do homem ainda estivesse vivo (considerando que os sepultamentos judeus são feitos no dia da morte, e uma pequena demora não justificaria a resposta de Cristo), não diminui a dificuldade, pois entre os judeus a responsabilidade de um homem diante de um pai idoso era tão grande quanto o seu dever para com os mortos. Jesus viu na hesitação do homem uma fraqueza de fidelidade. Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.

    Quando Cristo chama um homem para uma tarefa específica (Lc.


    Francis Davidson

    O Novo Comentário da Bíblia, por Francis Davidson
    Francis Davidson - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 18 até o 27
    d) O preço do discipulado e uma tempestade apaziguada (Mt 8:18-40; Lc 8:22-42; Lc 9:57-42. Ordenou que passassem (18). Muitas vezes o Senhor desejou evitar as massas, para estar a sós com Deus ou com os discípulos. Um escriba (19). Quase sempre os escribas são mencionados no plural. Mestre... eu te seguirei (19). Tais palavras têm uma significação tanto espiritual como literal. Ver Ap 14:4. Mestre, lit. "professor". É notável que o Senhor não faz do discipulado uma coisa fácil, mas exige que cada um pague o preço. O Filho do homem (20). O título que o Senhor adotava com mais freqüência quando falava de Si mesmo. Talvez se origine em Ez 7:13, onde o título leva uma significação messiânica. Na visão de Daniel, o reino do Filho do homem segue os remos dos quatro animais grandes e os substitui. Nas escolas apocalípticas, no tempo do Senhor, o título era aplicado ao Messias. Outro de seus discípulos (21). Por isso concluímos que aquele que achou dificuldade em aceitar Cristo incondicionalmente era um discípulo professo. Sepultar meu pai (21). Significa que desejava ficar em casa até a morte de seu pai. Deixa aos mortos sepultar os seus mortos (22). Uma resposta difícil. Temos que deixar, em certo sentido, o mundo aos que são do mundo, para que sigam a vida comum do mundo e nos dediquemos à tarefa urgente do reino. Notem que a chamada de Cristo há de ter precedência sobre todos os deveres da vida, inclusive os da família. Ver Mt 10:37 n. Tempestade (24). Gr. seismos, "perturbação". Seus discípulos (25). Mais exato "eles". Os melhores textos omitem também a palavra "nos" de "salva-nos". Temeis (26) -gr. deiloi, "covardes".

    John MacArthur

    Comentario de John Fullerton MacArthur Jr, Novo Calvinista, com base batista conservadora
    John MacArthur - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34

    45. O Poder de Jesus sobre a doença (Mateus 8:1-15)

    E quando Ele havia descido do monte, grandes multidões o seguiam. E eis que um leproso veio a Ele, e inclinou-se diante dele, dizendo: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo."E, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: "Eu estou disposto; será purificado." E logo ficou purificado da lepra. E Jesus disse-lhe: "Veja que você não contar a ninguém;. Mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés determinou, para servir de testemunho para eles"
    E quando Ele havia entrado em Cafarnaum, um centurião veio a Ele, suplicando-lhe, dizendo: "Senhor, meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo muita dor." E disse-lhe: "Eu irei curá-lo". Mas o centurião, respondendo, disse: "Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas apenas dizer uma palavra, eo meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e com soldados sob o meu ; e digo a este: 'Vai!' e ele vai; a outro: 'Vem!' e ele vem, e ao meu servo: 'Faça isso!' e ele o faz. " Agora, quando Jesus ouviu isto, admirou, e disse aos que o seguiam: "Em verdade eu vos digo, eu não encontrei tão grande fé com ninguém em Israel. E eu digo-vos que muitos virão do oriente e do ocidente , e reclinar-se à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus, mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; naquele lugar haverá choro e ranger de dentes ". E Jesus disse ao centurião: "Siga o seu caminho;. Deixá-lo ser feito para você como você ter acreditado" E o servo ficou curado na mesma hora.
    E quando Jesus tinha chegado à casa de Pedro, viu a sua mãe-de-lei que encontra-se doente, de cama, com febre. E tocou-lhe a mão, ea febre a deixou; e ela se levantou, e esperou-Lo. (8: 1-15)

    Mateus 8 começa onde o capítulo 4 deixa de fora, com o Sermão da Montanha como uma espécie de parêntese no meio. No final do capítulo 4, Jesus foi "indo sobre em toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, proclamando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e todos os tipos de enfermidades entre o povo. E a notícia sobre Ele foi por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os enfermos, feita com várias doenças e dores, possessos, os lunáticos, os paralíticos, e ele os curou E grandes multidões o seguiam desde a Galiléia e da Decápole, de Jerusalém e Judéia e de além do. Jordan "(vv. 23-25).Jesus, então, "subiu ao monte" (5: 1), onde ele pregou Seu grande sermão, e, em seguida, desceu da montanha, ainda seguido por "grandes multidões" (8: 1).

    No Sermão da Montanha, Jesus virou as crenças e práticas religiosas do judaísmo populares, especialmente as dos escribas e fariseus, de cabeça para baixo. Ele lhes tinha dito, com efeito, que o seu ensino estava errado, a sua vida estava errado, e sua atitude foi errada. Praticamente tudo o que acreditava, representava, e esperava na era antibíblica e ímpios. O Senhor anulou todo o seu sistema religioso e expô-los como hipócritas religiosos e falsos amigos espirituais.

    Ao contrário de outros mestres judeus daquele dia, Jesus não citou o Talmude, o Midrash, a Mishná, ou outros rabinos. Ele reconheceu nenhuma autoridade escrita, mas a Escritura do Antigo Testamento e até mesmo colocar suas próprias palavras em pé de igualdade com as Escrituras. "O resultado foi", Mateus explica, "que quando Jesus concluído estas palavras [o Sermão da Montanha], as multidões ficaram admirados com seu ensinamento, pois Ele estava ensinando-os como um com autoridade e não como os escribas" (Mateus 7:28-29.).

    Ao estabelecer messianidade de Jesus Mateus demonstrou sua qualificação jurídica por meio de Sua genealogia, a sua qualificação profética por meio do cumprimento da profecia de seu nascimento e infância, a sua qualificação divina pelo próprio atestado do Pai pelo Seu batismo, Sua qualificação espiritual por Sua perfeita resistência às tentações de Satanás , e sua qualificação teológica através do ensino do Sermão da Montanha.
    Nos capítulos 8:9 Mateus define dramaticamente diante ainda outra qualificação: o poder divino de Jesus. Através dos milagres desses dois capítulos, Mateus mostra sem sombra de dúvida de que Jesus é, de fato, o próprio Filho de Deus, porque só Deus pode realizar tais façanhas sobrenaturais. Em uma exibição impressionante de poder, Jesus limpou um leproso, curado dois paralíticos, arrefecido a febre, acalmou uma tempestade no mar, expulsar demônios, levantou uma menina de entre os mortos, deu vista a dois cegos, restaurado discurso para um homem feito mudo por demônios, e curou todos os outros tipos de doenças e enfermidades.
    Estes dois capítulos são particularmente críticos para a compreensão da vida e ministério de Cristo. Nesta seção Mateus registra uma série de nove milagres realizados pelo Senhor, cada um selecionado entre os milhares que realizou durante seu ministério de três anos. Os nove milagres de Mateus 8:9 são apresentados em três grupos de três milagres cada. Em cada grupo Mateus narra os milagres e, em seguida, relatórios resposta dos judeus.
    Os milagres de Jesus eram a prova suprema de Sua divindade e as credenciais irrefutáveis ​​de Sua messianidade. O propósito de Mateus na gravação dos milagres, como o propósito de Jesus em realizá-las, foi confirmar a Sua divindade e sua afirmação de ser o Messias de Israel e Salvador do mundo. Em muitos aspectos, esta seção é o coração da mensagem de Mateus.
    Quando Jesus chamou os seus doze discípulos, Ele ordenou-lhes para não ir aos gentios ou samaritanos, mas "às ovelhas perdidas da casa de Israel." E como você vai, pregar, dizendo: "O Reino dos céus está próximo." Heal os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios; livremente que recebeu, de graça dai "(10: 5-8).

    Tragicamente, no entanto, e inexplicavelmente, do ponto de vista humano, muitos dos judeus que viam os milagres de Jesus concluiu que Ele realizou-los por demoníaca, e não por poder divino (Mt 12:24).À medida que mais e mais judeus rejeitaram, Jesus voltou sua atenção para o estabelecimento da igreja Gentil. Ele também começou a falar mais em parábolas, que os judeus incrédulos não conseguia entender por causa de seus corações endurecidos espiritualmente (13 11:13).

    Deve-se notar que o apóstolo João também gravou os milagres em seu evangelho como sinais de prova da divindade e da messianidade de Jesus. Quando os líderes judeus criticaram Jesus para a cura no sábado, acusaram de blasfêmia, e depois procuravam matá-lo por afirmar ser igual a Deus, "Jesus respondeu, e, portanto, estava dizendo-lhes:" Em verdade, em verdade vos digo que , o Filho nada pode fazer de si mesmo, a menos que seja algo que Ele vê o Pai fazer; porque tudo quanto ele faz, essas coisas também o Filho faz da mesma maneira Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que ele mesmo. está fazendo, e maiores do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quer "(Jo 5:16). Um pouco mais tarde Ele explicou ainda: "As obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço, dão testemunho de mim, que o Pai me enviou" (v. 36).

    Ainda mais tarde, Jesus disse aos seus ouvintes judeus, "Eu disse a você, e você não acredita, as obras que eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho de mim ... Eu eo Pai somos um" (Jo 10:25 , Jo 10:30). Quando "os judeus pegaram pedras novamente para apedrejá-lo," Jesus disse: "Eu mostrei muitas boas obras da parte do Pai? Para qual deles você está apedrejando-me ... Se eu não faço as obras de Meu Pai, Não acredito Me;. mas se as faço, embora você não acredita em mim, crede nas obras, para que possais saber e compreender que o Pai está em mim e eu no Pai "(vv 31-32, 37— 38).

    Para Seus discípulos conturbados, que mesmo no final de Seu ministério não poderia compreender sua relação com o Pai, Jesus teve que explicar novamente, "Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo . a você que eu não falo por mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, faz as Suas obras Crede-me que estou no Pai e que o Pai está em mim, caso contrário acredito que por conta das próprias obras "João 14:10— 11; Jo 15:24.

    Em seu propósito declarado para escrever este evangelho, João diz: "Muitos outros sinais, portanto, Jesus também realizada na presença dos discípulos, que não estão escritos neste livro; mas estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome "20: 30-31.
    Os três primeiros milagres relatados em detalhe por Mateus (conforme 4: 23-24) todos envolvem a cura de aflição física. No Novo Testamento vezes doença era galopante e ciência médica como a conhecemos não existia. Se uma pessoa sobreviveu a uma doença grave que era normalmente porque a doença havia se esgotado. Se é ou não foi fatal, mais doença causou grande dor e sofrimento, para o qual havia pouca remédio. Sofrem foram muitas vezes deixados com cicatrizes, deformado, aleijado, ou de outra forma debilitado para o resto de suas vidas. Pragas, às vezes, acabar com aldeias inteiras, cidades ou mesmo regiões. A lista de doenças foi longa, ea expectativa de vida era curto.
    Muitas doenças são mencionados na Bíblia. Lemos de várias formas de paralisia e atrofia, o que abrangem coisas como distrofia muscular e poliomielite. A Bíblia fala freqüentemente de cegueira, que era galopante, pois poderia ser causado por inúmeras formas de doenças, infecções e lesões. Surdez era quase tão comum e tinha quase tantas causas. Somos informados de furúnculos, glândulas infectadas, várias formas de edema, disenteria, mutismo e outros distúrbios da fala, epilepsia, desordens intestinais, e muitas doenças não identificadas.
    Quando Jesus curou, Ele o fez com uma palavra ou um toque, sem truques, fórmulas, ou fanfarra. Ele curou instantaneamente, sem prolongado período de espera ou de restauração gradual. Ele curou totalmente, não parcialmente, não importa quão grave da doença ou deformidade. Ele curou todos que vieram a Ele e até mesmo alguns que nunca mais o vi. Ele curou orgânico, bem como as aflições funcionais. Mais dramática e poderosa de tudo, Ele mesmo ressuscitou os mortos.

    Não é de admirar, portanto, que as curas de Jesus trouxe tanta atenção imediata e generalizada. Para as pessoas que raramente tinha meios para aliviar mesmo os sintomas da doença, a perspectiva de cura completa era quase muito surpreendente para ser acreditado. Até mesmo o rumor de uma coisa tão traria uma multidão de curiosos e esperançosos. Para aqueles de nós que vivemos em uma sociedade onde a boa saúde básica é aceita em grande parte como uma questão de disciplina, é difícil avaliar o impacto do ministério de cura de Jesus teve na Palestina. Jesus instruiu os discípulos a não ter nenhum dinheiro, porque as pessoas teria pago-lhes tudo o que tinham para a saúde, e que poderia facilmente ter corrompido motivos e objetivos dos discípulos (ver 10: 8-9). Por um breve período de doença tempo e outros males físicos foram praticamente eliminados como Jesus passou pela terra curando milhares e milhares (ver Mateus 4:23-24; 8:. 16-17; Mt 9:35; Mt 14:14; Mt 15:30; etc.). Como o próprio Jesus disse em várias ocasiões, Suas obras miraculosas por si só deveria ter sido mais do que a razão suficiente para acreditar nele (Jo 10:38; Jo 14:11). Essas coisas nunca tinha acontecido antes na história do mundo e só poderia ter uma causa divina. Isso é o que fez a rejeição dos escribas, fariseus, saduceus, e outros, de modo auto-condenatória. Ninguém podia negar que Jesus realizou milagres, e só a resistência mais dura de coração à verdade poderia fazer uma pessoa rejeitar Sua divindade em face de tais provas avassalador. Aqueles que não acreditam em Jesus foram indiciados por cada milagre Ele realizou.

    Nos três primeiros milagres de Mateus 8 o Senhor curou um leproso, um paralítico, e uma mulher com uma febre. Para além do facto de que cada um deles envolvido cura, estas três milagres têm outras quatro características comuns. Em primeiro lugar, em cada um deles Jesus tratadas com o menor nível de necessidade humana, a física. Embora até mesmo a vida terrena envolve muito mais do que o físico, a parte física tem sua importância, e Jesus era carinhosamente simpático para as pessoas com necessidades físicas. Desse modo, ele revelou a compaixão de Deus para com aqueles que sofrem nesta vida.

    Em segundo lugar, em cada um dos três primeiros milagres Jesus respondeu aos apelos diretos, quer pela própria pessoa aflita ou por um amigo ou parente. No primeiro caso, o leproso se perguntou a Jesus para fazê-lo limpo (8: 2); no segundo, o centurião pediu em nome do seu servo (v. 6); e no terceiro (v. 14), vários amigos sem nome ou parentes pediu em nome da mãe-de-lei de Pedro como nós aprendemos com o relato paralelo em Lc 4:38.

    Em terceiro lugar, em cada um dos três primeiros milagres Jesus agiu por sua própria vontade. Embora Ele era simpático às necessidades daqueles que estavam aflitos e se comoveu com os apelos de ajuda, Ele, no entanto, agiu soberanamente por Sua própria vontade (vv. 3, 13, 15).

    Em quarto lugar, em todos os três milagres Jesus ministrou às necessidades de alguém que, especialmente aos olhos dos líderes judeus orgulhosos, estava no plano mais baixo da existência humana. A primeira pessoa que ajudou foi um leproso, o segundo era um soldado Gentil e seu escravo, ea terceira era uma mulher. Nós aprendemos com João que Jesus revelou Sua primeira messiahship a uma adúltera samaritano desprezado em Sicar (João 4:25-26), e aprendemos a partir de Mateus que esses três milagres de Seu ministério cedo servido os membros mais humildes da sociedade. Nosso Senhor mostrou compaixão especial para com aqueles para quem a sociedade teve desdém especial.

    O homem miserável: um leproso

    E quando Ele havia descido do monte, grandes multidões o seguiam. E eis que um leproso veio a Ele, e inclinou-se diante dele, dizendo: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo."E, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: "Eu estou disposto; será purificado." E logo ficou purificado da lepra. E Jesus disse-lhe: "Veja que você não contar a ninguém;. Mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés determinou, para servir de testemunho para eles" (8: 1-4)

    As grandes multidões que seguiram Jesus quando Ele havia descido da montanha não fazê-lo porque eles adoravam-Lo como seu Messias. A maior parte da multidão, sem dúvida, foi simplesmente curioso, nunca antes ter visto ninguém fazer milagres ou ouvi ninguém falar com tanta autoridade (4: 23-25; 7: 28-29). Eles eram observadores não confirmadas, espantado com o que Jesus disse e fez, mas não condenado por sua necessidade dEle como Senhor e Salvador.

    A raiz da palavra atrás lepros ( leproso ) significa "escamas", que descreve uma das características mais antigos e mais evidentes de lepra. Continua a haver muito debate entre os estudiosos quanto à possibilidade ou não a doença comumente chamada de doença de Hansen, hoje, é o mesmo que a lepra bíblica. Muitos termos bíblicos para doenças simplesmente descrever sintomas observáveis ​​que podem ser aplicados a vários males físicos diferentes. Além disso, algumas doenças mudar ao longo do ano, como imunidades e desenvolver novas estirpes de microrganismos infecciosos são formados.

    A maioria dos historiadores médicos acreditam que a hanseníase teve origem no Egito, e o bacilo da lepra chamada miobact�ia leprae foi encontrado em pelo menos uma múmia que também mostrou a evidência escamosa típico da doença sobre a sua pele. O estudioso do Antigo Testamento RK Harrison afirma que os sintomas descritos em Levítico 13 "poderia pressagiar lepra clínica" (Colin Brown, ed. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento [Grand Rapids: Zondervan, 1975], 2: 465). Parece seguro afirmar, portanto, que a antiga lepra era praticamente o mesmo que a doença contemporânea de Hansen.

    Esta forma grave da hanseníase foi a doença mais temida do mundo antigo, e até hoje ela não pode ser totalmente curado, embora possa ser colocada em xeque por medicação adequada. Embora cerca de 90 por cento das pessoas nos tempos modernos são imunes a tais contágio da lepra, era muito mais transmissível em tempos antigos. Esponjosa, inchaços semelhantes a tumores, acabaria por crescer no rosto e corpo, e o bacilo se tornaria sistêmica e afetar órgãos internos, enquanto os ossos iria começar a se deteriorar. Se não for tratada, nos tempos antigos, ele produziu uma fraqueza que fez a vítima vulnerável à tuberculose ou outras doenças.

    A fim de proteger o seu povo escolhido, Deus deu a normas rígidas e específicas a Moisés a respeito da hanseníase, cujos detalhes são encontrados em Levítico 13. A pessoa suspeita de ter a doença foi levado a um sacerdote para exame. Se ele mostrou sinais de ter mais do que um problema de pele superficial, ele foi isolado por sete dias. Se os sintomas pioraram, a pessoa foi isolado por mais sete dias. Se, naquela época a erupção não havia se espalhado ainda mais; a pessoa foi declarado limpo. Se, no entanto, a erupção havia se tornado pior, ele foi declarado impuro. Quando a lepra era imediatamente evidente a partir cabelos de uma pessoa que gira branco e sua tendo carne inchada cru, ele foi declarado imundo no local e sem período de isolamento estava envolvido. Um tipo menos grave da doença causada toda a pele fique branco, caso em que a pessoa afectada pode ser considerado limpo. Essa doença foi, provavelmente, uma forma de psoríase, eczema, vitiligo, hanseníase tuberculóide, ou talvez uma condição que Heródoto e o grande médico grego Hipócrates chamado leukodermia. Quando uma pessoa foi encontrado para ter a forma grave da hanseníase, suas roupas eram para ser rasgado, a cabeça descoberta, a boca coberta (para evitar a propagação da doença), e ele estava a chorar, "Imundo! Imundo!" onde quer que fosse para alertar outras pessoas para ficar longe dele. Os leprosos eram legalmente ostracismo e proibidos de viver em qualquer comunidade com os seus irmãos israelitas (Nu 5:2; Ap 4:10; Ap 19:10). Da natureza reverencial do seu pedido, parece que o leproso dirigiu a Jesus como Senhor e não apenas no sentido de "Sir", mas como um reconhecimento da divindade. Ele sentiu que estava na presença de Deus e que, portanto, Jesus poderia curá-lo de sua doença terrível. É ao mesmo tempo interessante e instrutivo observar que os escribas e fariseus que estavam, sem dúvida, por causa da multidão naquele dia foram lindamente e ricamente vestida, ainda eram interiormente corrupto, orgulhoso, e aos incrédulos. Em contrapartida, o leproso apareceu repugnante e repulsivo do lado de fora, mas por dentro ele era reverente e acreditando.

    Em terceiro lugar, o leproso veio a Jesus com humildade. Ele veio com expectativa, mas não demandingly, dizendo: Senhor, se você estiver disposto . Ele pediu para ser curado apenas se fosse a vontade do Senhor. Ele não pretendem ser digno ou merecedor, mas se deixou nas mãos do Senhor para fazer o que Ele faria. A implicação parece ser que o leproso estava muito disposto a permanecer leproso se isso fosse a vontade do Senhor. Obviamente, ele queria ser curado, mas ele não explicitamente pedir a Jesus para a cura, quase como se isso fosse demais para presumir. Ele simplesmente reconheceu a capacidade de Jesus para curá-lo. Quão longe que humilde espírito é a partir das demandas de muitos cristãos de hoje que fazem alegações sobre a cura, bênção e favor de Deus, como se aqueles eram seus direitos inerentes. Este homem alegou nenhum direito, e sua primeira preocupação não era o seu próprio bem-estar a todos, mas a vontade do Senhor e da glória.

    Em quarto lugar, o leproso veio com fé, declarando: Você pode limpar-me. Ele disse literalmente: "Você tem o poder de tornar-me limpo." Essa é a fé no seu mais elevado-a convicção absoluta de que Deus é capaz, juntamente com humilde submissão à Sua soberania no exercício do seu poder. O homem sabia que Jesus não era obrigado a curá-lo, mas ele também sabia que Ele era perfeitamente capaz de fazê-lo. Ele tinha a fé de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que declarou a Nabucodonosor: "Se é assim, o nosso Deus a quem nós servimos pode nos livrar da fornalha de fogo ardente, e Ele nos livrará de sua mão, ó rei. Mas, mesmo se Ele não, deixá-lo ser conhecido a ti, ó rei, que não vão serviremos a teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que você configurou "Dan. 3: 17-18.

    O leproso veio com confiança, porque ele acreditava que Jesus era compassivo, com reverência, porque ele acreditava que Jesus era Deus, com humildade, porque ele acreditava que Jesus era soberano, e com fé, porque ele acreditava que Jesus tinha o poder para curá-lo.
    Em resposta a essa fé, Jesus estendeu a mão, tocou-o, dizendo:; "Estou disposto a limpar." Os judeus foram proibidos pela lei mosaica para tocar um leproso, porque ele estava imundo (Lv 5:3; João 9:6-7). Quando ele tocou profanação ele foi embora. A cena, nesta ocasião, deve ter sido surpreendente para ver um deformado, enrugado, escamoso, dolorido-coberto, abandonado de repente, ficar de pé, com os braços e pernas perfeitas, com o rosto liso e sem cicatrizes, seu cabelo restaurado, com a voz normal, e os olhos brilhantes. As maravilhas da ciência médica moderna empalidecem diante tal recuperação milagrosa.

    A primeira exigência da fé é a obediência, e assim que o leproso foi purificado, Jesus disse-lhe: "Veja que você não contar a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou, para testemunho para eles. " Antes de ele comemorou seu novo sopro de vida, e até mesmo antes que ele testemunhou a outros sobre a sua purificação milagrosa, o homem foi para cumprir as exigências da lei mosaica por ter os sacerdotes do templo atestar a sua cura.

    Este processo, descrito em Levítico 14, tendo envolvido dois pássaros e matando um deles sobre águas vivas. A ave viva, juntamente com madeira de cedro, um fio de escarlate, e alguns hissopo, foi então mergulhado no sangue da ave imolada. O ex-leproso foi então aspergido sete vezes e declarado limpo pelo sacerdote, e a ave viva foi libertado. A pessoa limpa foi então para lavar suas roupas, raspar todo o cabelo, e se banhará. Ele poderia, então, se reintegrar à sociedade israelita, embora ele teve que permanecer fora da sua tenda por sete dias. O ato final no oitavo dia era trazer a culpa exigido, pecado e ofertas de acordo com grãos para o que poderia ser proporcionado e de ser ungido pelo sacerdote em várias partes do corpo.

    Jesus pode ter dito o homem não dizer nada sobre sua cura, a fim de não aumentar a adulação do público Dele simplesmente como um fazedor de milagres, ou talvez Ele queria desencorajar o seu olhar para Ele como um libertador político. Pode ter sido que o Senhor ainda estava em seu período de humilhação e que sua exaltação pela multidão neste momento teria sido prematuro no plano divino.
    Todas essas razões poderiam ter sido envolvidos, mas a instrução de Jesus para ir, mostrar-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, especificamente foi dada para que o testemunho deles, isto é, para a multidão e, especialmente, para os judeus líderes. Embora Jesus devastou as normas e práticas dos escribas e fariseus hipócritas, superficiais, e não bíblicas, Ele não queria que as pessoas a pensar que ele estava violando as exigências de leis que de Deus Ele tinha acabado declarou Ele veio para cumprir, não destruir (5 : 17). Além disso, quando o padre declarou o homem limpo, como ele teria que fazer por causa do milagre o óbvio cura-de Jesus seria confirmada oficialmente pelo estabelecimento judaico. É provável também por esta razão que Jesus disse ao homem para não contar a ninguém antes de ele se apresentou ao sacerdote para exame. Se a palavra que sua cura foi feito por Jesus chegou a Jerusalém à frente do homem, os sacerdotes, sem dúvida, têm sido relutantes para verificar a limpeza.

    Infelizmente, o homem que tinha mostrado essa fé confiante e humilde em sua exuberância alegre não mostram também obediência imediata. Aprendemos com Marcos que ele se tornou tão animado que "ele saiu e começou a proclamá-la livremente e de espalhar a notícia sobre, a tal ponto que Jesus já não podia entrar publicamente mais de uma cidade, mas ficou de fora das zonas pouco, e eles vinham a Ele de todo o lado "Mc 1:45.

    Como Jesus comentou várias vezes em várias palavras ", que é mais fácil, dizer: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda?" (Mt 9:5). Maior propósito do Senhor era para limpar o pecado, não a doença, e até mesmo sua cleansings físicas tornou-se ilustrações da limpeza espiritual Ele ofereceu. A cura da lepra era especialmente poderoso, a este respeito, porque a sua grande destruição física, abrangência feiúra, e incurableness representam a maior destrutividade, abrangência feiúra, e incurableness do pecado. Assim como a lepra destrói a saúde física e torna a pessoa um pária com outros homens, então o pecado destrói a saúde espiritual e torna a pessoa um pária com Deus. Mas, assim como Cristo pode curar a lepra, ele também pode curar o pecado; e assim como sua purificação da lepra restaurado homens à comunhão humana, Sua purificação do pecado restaura-los à vontade de Deus.

    Evangelismo moderno muito e testemunho pessoal é enfraquecida pela falta de confrontar os homens com o espanto e perigo de seu pecado. Vir a Cristo não está recebendo em um movimento popular de sentimentalismo religioso. Ele está enfrentando e confessando o próprio pecado e trazê-lo ao Senhor para a limpeza. A verdadeira conversão ocorre quando, como o leproso, pessoas desesperadas vir a Cristo humildemente confessando sua necessidade e com reverência buscando Sua restauração. A pessoa verdadeiramente arrependido, como este leproso, vem sem orgulho, sem vontade própria, sem direitos e sem a pretensão de merecimento. Ele se vê como um pecador repulsivo que não tem absolutamente nenhuma pretensão de salvação à parte da graça abundante de Deus. Ele vem acreditando que Deus pode e vai salvá-lo apenas como ele coloca sua confiança em Jesus Cristo.
    Depois que uma pessoa é salva do pecado, primeiro requisito de Jesus é que ele doravante obedecer à Palavra de Deus. Apenas um estilo de vida de uma vida santa pode dar testemunho adequado para o que Jesus Cristo fez para nos salvar. É melhor não dizer nada de nossa relação com Jesus Cristo, a menos que nossa vida reflita algo da Sua santidade e da vontade. Quando um cristão vive obediente, então ambos os seus atos e suas palavras testemunhar a bondade e poder de Cristo.

    O homem respeitado: A Gentil

    E quando Ele havia entrado em Cafarnaum, um centurião veio a Ele, suplicando-lhe, dizendo: "Senhor, meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo muita dor." E disse-lhe: "Eu irei curá-lo". Mas o centurião, respondendo, disse: "Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas apenas dizer uma palavra, eo meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e com soldados sob o meu ; e digo a este: 'Vai!' e ele vai; a outro: 'Vem!' e ele vem, e ao meu servo: 'Faça isso!' e ele o faz. " Agora, quando Jesus ouviu isto, admirou, e disse aos que o seguiam: "Em verdade eu vos digo, eu não encontrei tão grande fé com ninguém em Israel E eu digo-vos que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus, mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; naquele lugar haverá choro e ranger de dentes ". E Jesus disse ao centurião: "Siga o seu caminho;. Deixá-lo ser feito para você como você ter acreditado" E o servo ficou curado na mesma hora. (8: 5-13)

    Muitos comentaristas acreditam que os três primeiros milagres de Mateus 8 ocorreram no mesmo dia. Se assim for, Jesus entrou em Cafarnaum, pouco tempo após a cura do leproso. Porque Jesus pronunciou uma maldição sobre ele (Mt 11:23), a cidade antiga já não existe, a não ser sob a forma de as ruínas de uma sinagoga e de algumas casas, incluindo, de acordo com a tradição, o de Pedro. Foi uma linda cidade nos dias de Jesus e Ele passou um tempo considerável lá, muito do que, talvez, em casa de Pedro (Ver 8:14).

    centurião que veio a Ele não só era um gentio, mas um oficial do exército de ocupação romana, um homem que normalmente teria sido muito odiado pelos judeus. Esses soldados eram muitas vezes odiado ainda mais porque os romanos geralmente escolheu estrangeiros residentes de uma região para compensar a sua ocupação força de tomada aqueles soldados não só opressores mas traidores aos olhos da população.

    Aprendemos com Lucas que este centurião , na verdade, veio a Jesus através de intermediários judeus, porque ele sentia espiritualmente indigno de se aproximar de Jesus pessoalmente e talvez também porque ele pensou que seria rejeitado por causa de sua posição militar. Ele foi, provavelmente, nas tropas dos ímpios Antipas e foi, possivelmente, até mesmo um samaritano, um judeu mestiço que era tradicionalmente odiavam ainda mais do que os gentios por "puros" judeus. No entanto, este homem foi realizada em grande estima pelos judeus de Cafarnaum, porque, como disseram a Jesus: "Ele é digno de que conceder isso para ele, porque ele ama a nossa nação, e foi ele quem nos edificou a sinagoga" (Lucas 7:2-5). Como Cornélio (At 10:2;. Mt 24:51), mas Ele declarou-los totalmente errado sobre a identidade desses pecadores condenados.

    O inferno é um lugar tanto de trevas e de fogo, uma combinação não foi encontrado em nosso mundo atual. Parte da qualidade sobrenatural do inferno é que ele vai ser um lugar de fogo, dor e tormento que continuará por toda a eternidade na escuridão total.

    Sendo um descendente físico de Abraão era um grande privilégio e vantagem (Rom. 3: 1-2), mas, apesar de que a maioria dos judeus acreditavam, não garante a salvação. São os filhos da fé espiritual de Abraão, e não os filhos de seu corpo físico, a quem Deus adota como seus próprios filhos (Rom. 8: 14-17; Gl 3:7-9, 26-29; conforme Rm 4:11). Aqueles que rejeitam a Cristo, mesmo que eles são descendentes físicos de Abraão, não terão lugar à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus. Por sua rejeição do Filho de Deus, especialmente à luz do prova irrefutável de seus milagres, eles provar que são realmente filhos de Satanás (João 8:42-44). Porque eles são falsos filhos do reino , eles anular a promessa divina, perde a bênção divina, e são para sempre impedido de o divino reino . Essa foi a substância da breve, mas sóbria mensagem de Jesus aos judeus incrédulos pouco antes de ele pronunciou a cura do servo do centurião.

    Jesus novamente reafirmou a grandeza da fé do centurião como Ele lhe disse: "Siga o seu caminho; faça-se a você como você acreditou." E o servo ficou curado na mesma hora. Que o servo foi curadofoi a afirmação de Jesus de que o centurião realmente acreditava , porque, caso contrário, seu servo teria ficado doente e provavelmente logo morreu. Cura do servo era de acordo com a fé do centurião (como você ter acreditado ), e porque a cura foi completa por isso teve de ter sido a fé. E se o centurião tinha tanta fé antes do milagre, quanto maior deve ter sido quando ele viu o seu jovem amigo querido se levantar de seu leito de morte e ir sobre seu trabalho com a saúde perfeita e sem dor?

    Jesus não deu a princípio como você ter acreditado como uma promessa universal a todos os crentes. O princípio de cura em proporção à fé foi soberanamente aplicado como o Senhor achou por bem (ver também, por exemplo, Mt 9:29). Paulo tinha fé absoluta na capacidade de Deus para curá-lo, e ele experimentou pessoalmente, e foi muitas vezes utilizado como instrumento de, a cura milagrosa de Deus.Mas quando ele orou três vezes em grande seriedade para seu "espinho na carne" para ser removido, a resposta do Senhor a ele foi: "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza" 2 Cor.12: 7-9.

    O Relativa: A Woman

    E quando Jesus tinha chegado à casa de Pedro, viu a sua mãe-de-lei que encontra-se doente, de cama, com febre. E tocou-lhe a mão, ea febre a deixou; e ela se levantou, e esperou-Lo. (8: 14-15)

    A primeira coisa que muitos judeus do sexo masculino fazia todas as manhãs foi a orar: "Senhor, eu Te agradeço que eu não nasceu escravo, um gentio, ou uma mulher." Nos dois primeiros milagres de Mateus 8, Jesus mostrou misericórdia e compaixão, não só para um leproso pária, mas para um pária Gentil e seu escravo. Agora Ele mostra misericórdia e compaixão para com uma mulher. Os orgulhosos, os homens judeus hipócritas não poderia ter perdido o ponto de Jesus: saúde física, raça, condição social ou sexo não fez diferença para ele. Nenhuma dessas coisas em si foi uma vantagem ou desvantagem, na medida do seu ministério e mensagem estavam preocupados. Que a desvantagem mais vezes recebeu a Sua bênção era devido ao seu mais frequentemente ser humilde e consciente de sua necessidade. Da mesma forma, que a vantagem mais frequentemente não conseguiu receber a Sua bênção era devido ao seu mais frequentemente ter orgulho e auto-satisfeito.

    Marcos diz-nos que, quando Jesus, Pedro, André, Tiago e João chegou à casa de Pedro , alguns do grupo descobriu que a de Pedro A sogra estava doente ", e imediatamente eles lhe falavam sobre ela" (Mc 1:30 ). Lucas acrescenta a informação de que a febre é alta e que os amigos não identificados ou parentes "fez pedido daquele em seu nome" (Lc 4:38). Em resposta ao seu pedido, Jesus, em seguida, foi para o quarto e viu seu doente deitado na cama com uma febre.

    Nós não sabemos a causa da febre, mas os fatos de que era alta e que a mulher estava doente demais para chegar até sugerir uma doença extremamente grave e, provavelmente, com risco de vida. As exigências da vida cotidiana não permitiu que a maioria das pessoas em que dia o luxo de ir para a cama sempre que se sentia mal. A dor física e desconforto eram uma parte normal da vida, e, a menos que eles foram graves, não interferem com as responsabilidades de uma pessoa.
    Mais uma vez a resposta e cura de Jesus foram imediatos . E tocou-lhe a mão, ea febre a deixou; e ela se levantou e esperou Ele. Sabemos de Marcos e Lucas, que ela também atuou as outras pessoas lá (Mc 1:31; Lc 4:39), mas Mateus enfatiza seu ministério especial para Jesus: ela esperou nele . Seu toque de cura tinha removido imediatamente a febre e dor, e muito provavelmente salvou sua vida. Podemos ter certeza de que ela serviu-lhe Senhor misericordioso com especial atenção e cuidado.

    Embora a mãe-de-lei de Pedro, obviamente, era uma mulher, ela também era judeu. Portanto, pode ser que, depois de sua forte palavras de versículos 11:12, Jesus não queria deixar a impressão de que Deus havia abandonado o seu povo escolhido, embora a maioria deles havia abandonado. Que o reino estava aberto para os gentios fiéis certamente não significa que ele foi fechado para os judeus fiéis. Como Paulo deixa claro em sua carta aos Romanos, "Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu ... Há também passou a ser no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça ... Porque, se você [gentios] foram cortadas a partir do que é, por natureza, zambujeiro, e foram enxertados contrário à natureza em boa oliveira, quanto mais esses, que são os ramos naturais serão enxertados na sua própria oliveira? " (Rm 11:2, Rm 11:24).

    46. O que impede os homens de Cristo? (Mateus 8:16-22)

    E, quando já era tarde, trouxeram-lhe muitos que estavam possuídos pelo demônio; e Ele expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os que estavam doentes, a fim de que o que foi dito pelo profeta Isaías que se cumprisse, dizendo: "Ele mesmo tomou as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças."
    Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordens para partir para o outro lado. E se um escriba, disse-lhe: "Mestre, eu te seguirei aonde quer que vá." E Jesus disse-lhe: "As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos;. Mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça" E outro de seus discípulos lhe disse: "Senhor, permita-me ir primeiro enterrar meu pai." Mas Jesus disse-lhe: "Segue-me,. E permitir que os mortos sepultem os seus próprios mortos" (8: 16-22)

    Depois que Jesus curou o leproso, menino escravo do centurião, e mãe-de-lei de Pedro, Mateus relata que a multidão O trouxe inúmeras outras pessoas para ser curado. Porque estes foram trazidos a elequando já era tarde , é possível que as três primeiras curas tinha sido feito no sábado. Por causa de seus líderes religiosos, muitos judeus tinham medo de perguntar a Jesus para curar no sábado, e uma vez que terminou no pôr do sol, eles agora se sentia à vontade para trazer muitos que estavam possuídos pelo demônio; e Ele expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os que estavam doentes.

    Como tinha feito antes (ver 4: 23-24) e muitas vezes depois (ver 14:14; Lc 5:17; Lc 9:6;. Mt 15:32; Mc 1:41; Lc 10:33). Tão certo como então, Ele agora sabe as agonias de Seus filhos ", pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas" (He 4:15). Não era que Jesus levado nossas doenças através da contratação, mas pela experiência vicária a dor que elas trazem.

    Em segundo lugar, Jesus tomou as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças , no sentido de que Ele viu e sentiu o poder destrutivo de sua causa raiz, que é o pecado. Jesus não chorou sobre o túmulo de Lázaro em remorso pela morte de um amigo querido, porque ele sabia que seu amigo seria logo ressuscitou dentre os mortos. Ele chorou por causa do mal, o poder pecaminoso que trouxe sofrimento e morte para cada homem. Ele não podia ver a dor da doença e da morte, sem sentir a dor do pecado. O pecado, a doença ea morte estão todos intrinsecamente ligada à maldição. É por isso que Jesus perguntou retoricamente: "Que é mais fácil dizer: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, e anda?" (Mt 9:5).

    Mas antes que ele estabeleceu Seu reino terreno que estaria livre do sofrimento e da morte, o próprio Messias teria de sofrer e morrer para redimir os homens do pecado. Ele estaria "ferido por causa das nossas transgressões, e ... moído pelas nossas iniqüidades; o castigo para o nosso bem-estar [cairia] sobre ele, e por Sua flagelação nós [seria] sarados" (Is 53:5; Rm 13:11). Cristo morreu pelos pecados dos homens, mas os cristãos ainda caem em pecado; Ele venceu a morte, mas seus seguidores continuam a morrer; e Ele venceu a dor ea doença, mas o seu povo ainda sofrem e adoecem. Não há cura física na expiação, assim como há uma libertação total do pecado e da morte na expiação; mas ainda aguardam o cumprimento dessa libertação no dia em que o Senhor traz o fim do sofrimento, do pecado e da morte.

    Aqueles que afirmam que os cristãos nunca devem estar doente, porque não é a cura na expiação também deve afirmar que os cristãos nunca deve morrer, porque Jesus também venceu a morte na expiação.A mensagem central do evangelho é a libertação do pecado. É a boa notícia sobre o perdão, não a saúde. Cristo foi feito pecado, não a doença, e Ele morreu na cruz pelos nossos pecados, e não nossa doença.Como Pedro deixa claro, as chagas de Cristo curar-nos do pecado, não de doença. "Ele mesmo levou os nossos pecados em Seu corpo na cruz, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça" 1Pe 2:24). Desde o começo Jesus sabia que a rejeição seria superior a aceitação, e Ele disse aos que o procuravam matá-lo, "Você não tem a sua palavra permanece em vós, para que você não acredita que ele enviou. Examinais as Escrituras, porque você acho que neles você tem a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim, e não estão dispostos a vir a mim, que você pode ter a vida "(João 5:38-40). Como os cidadãos rebeldes em uma das parábolas de Jesus sobre o Reino, aqueles que rejeitaram a Cristo disse, com efeito, "Nós não queremos que este homem reine sobre nós" Lc 19:14.

    Aqueles que rejeitaram a Jesus Cristo, mesmo depois de testemunhar seus milagres eram como um juiz ou júri que, depois de ouvir um caso em tribunal aberto e fechado, toma uma decisão que é exatamente o oposto do que a prova exige. A autoridade de Jesus era evidente, como o povo reconheceu desde o início de seu ministério (Mt 7:29). Seu ensino era único, como os oficiais contaram aos chefes dos sacerdotes e os fariseus, que lhes tinha enviado para prender Jesus. "Nunca um homem falar a maneira que este homem fala", disseram eles (Jo 7:46). Para os líderes judeus incrédulos que o questionaram sobre sua cura por Jesus, o ex-cego disse: "Bem, aqui está uma coisa incrível, que você não sabe de onde ele é, e ainda Ele abriu meus olhos ... Uma vez que o começando de tempo que nunca foi ouvido que alguém abrisse os olhos de um cego de nascença. Se esse homem não fosse de Deus, Ele não podia fazer nada "(Jo 9:30, 32-33). Quando os representantes dos fariseus e herodianos tentou prender Jesus com uma pergunta sobre o pagamento de impostos a César, ele respondeu: "Dai a César o que é de César, ea Deus o que é de Deus." Sua resposta foi tão astuto que Suas perguntas "maravilhou-se, e deixá-lo, eles foram embora" (Mat. 22: 21-22). Os judeus estavam maravilhados com o seu ensino no templo, dizendo: "Como é que este homem tornar-se aprendeu, nunca ter sido educado?" (Jo 7:15). Apesar de muitas acusações foram feitas contra Jesus, ninguém poderia condená-lo por falsidade ou qualquer outro pecado (Jo 8:46). Quando Jesus curou o paralítico, a multidão estava "cheio de temor," (Mt 9:8). Compostura de Jesus também foi além do humano. Quando Ele estava diante de Pilatos, que tinha o poder de libertá-lo ou pedir a Ele crucificado, Jesus não iria dar uma única palavra em sua própria defesa ", de modo que o governador ficou espantado" Mt 27:14). Outros são atraídos ao carisma e poder de Jesus.Eles se maravilhar com as coisas maravilhosas que ele diz e faz, mas eles levam nada a sério. Eles seguem Jesus de longe, querendo ser feliz, mas não mudou, entretidos, mas não salva. Muitas vezes, eles estão dispostos a ser identificado como um seguidor de Jesus Cristo, mas seu compromisso é superficial e não têm poder de permanência.

    Em 9: conforto pessoal e riquezas pessoais 18:22 Mateus nos duas das coisas que muitas vezes mantêm essas pessoas de conversão genuína mostra.

    A Barreira de Conforto Pessoal

    Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordens para partir para o outro lado. E se um escriba, disse-lhe: "Mestre, eu te seguirei aonde quer que vá." E Jesus disse-lhe: "As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos;. Mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça" (8: 18-22)

    Jesus e seus discípulos foram, na margem ocidental do Mar da Galiléia, e a multidão tornou-se tão grande que Ele deu ordens para partir para o outro lado. Embora Ele era completamente Deus, Jesus também era completamente humano. Ele precisava de descanso ocasional e descanso das exigências intermináveis ​​daqueles que vieram a Ele por ajuda.

    Quando Jesus decidiu atravessar o lago, a questão do compromisso foi pressionado por vários homens que aparentemente estavam reavaliando sua relação com Ele. De Marcos aprendemos que alguns da multidão entrou em outros barcos, a fim de ir em frente ao lago, com Jesus (04:36), mas três homens (um terço é mencionado em Lucas 9), obviamente, não queria sair e eles se aproximaram de Jesus pouco antes de ele partiu.

    O primeiro homem era um escriba, que lhe disse: "Mestre, eu te seguirei aonde quer que vá." Uma vez que ele não perguntou Jesus a uma pergunta ou um favor, só podemos adivinhar o motivo do homem para fazer essa declaração a Jesus. Como um escriba que ele teria rompido com a maioria de seus colegas escribas tinha ele se tornou um discípulo dedicado de Jesus. Ele sabia que uma tal decisão seria caro, e talvez ele queria ver como Jesus reagiu à sua declaração de lealdade.

    Os escribas eram autoridades em lei judaica e estavam intimamente associados com os fariseus. Eles eram altamente educados e eram a classe acadêmica da sociedade judaica. Eles eram ferozmente leal ao sistema de tradições religiosas que muitos de seus antecessores tinham sido instrumental na concepção. Normalmente os escribas eram professores, e não seguidores de professores, e eles foram especialmente relutantes em seguir um professor, como Cristo, que não só não foi educado em uma escola rabínica, mas, na verdade, denunciou as tradições que mantinham sacrossanto.
    Para um escriba para tratar Jesus como didaskalos ( Professor ) foi, portanto, uma concessão considerável em si mesmo, e sem dúvida a multidão, assim como o círculo interno dos doze discípulos, ficamos impressionados que o Senhor foi falado tão favoravelmente por um dos líderes judeus. Em sua própria mente do homem, sem dúvida, acreditava que ele disse para Jesus era verdade, assim como Pedro foi mais tarde convicto em sua própria mente que ele nunca abandonaria Jesus (Mt 26:33, Mt 26:35). Mas nem o homem conhecia a si mesmo, assim como ele pensava. O escriba pode ter sinceramente pensava que Jesus foi o maior professor que já tinha ouvido e o maior fazedor de milagres que o mundo já viu. Ele provavelmente sinceramente reconhecido que o ensino e poder de Jesus eram de Deus e que Ele era, de alguma forma excepcionalmente especial homem de Deus para a hora. Ele encontrou Jesus atraente e queria ser associado com Ele. Eu seguirei aonde quer que vá, ele disse a Jesus.

    Ao contrário de muitas igrejas e organizações cristãs hoje, que estão ansiosos para abraçar qualquer personalidade famosa que faz uma profissão de Cristo, Jesus sabia que uma profissão forte não necessariamente reflete um forte compromisso. Mesmo sem conhecer o coração dos homens, como o fez, os cristãos hoje podem beneficiar de tomar essa verdade em conta.
    Jesus respondeu a declaração do escriba, fazendo uma declaração de Sua própria. Ele não verbalmente questionar a sinceridade do homem, mas simplesmente mencionou algumas exigências do verdadeiro discipulado o homem nunca tinha considerado. Jesus disse-lhe: "As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. " À primeira vista, as palavras de Jesus parecem alheios a afirmação do escriba. Ele estava dizendo, em forma proverbial, que, apesar de sua autoridade divina e poder milagroso, auto-indulgência não estava em seu plano, e Ele tinha menos conforto físico do que muitos animais. As raposas têm covis eles podem chamar de seu, e as aves do céu têm ninhos para que eles possam voltar e descansar.

    O Messias é convocado pela primeira vez como o Filho do Homem em Dn 7:13. Jesus é chamado por esse título mais de oitenta vezes nos Evangelhos e foi o nome mais comum que Ele usou para si próprio. Era um termo de Sua humilhação, e foi especialmente apropriado na figura de Sua ter onde reclinar a cabeça . Em sua humilhação não têm sequer os confortos básicos da vida. Jesus não tinha um lugar de sua própria não-casa ou propriedade, nem mesmo uma barraca. Após a disputa sobre a cura do cego de Jesus, "todo mundo foi para a sua casa", João nos diz: "Mas Jesus foi para o Monte das Oliveiras" (João 7:53-8: 1). Enquanto outros foram para casa para passar a noite, Jesus passou sozinho, sob as estrelas, na oração com o Pai. Somos informados de seus gastos muitas vezes o tempo na casa de Pedro em Cafarnaum e de Maria, Marta e Lázaro, em Betânia, mas nunca são informados de seus gastos até mesmo uma hora em sua própria casa, porque Ele não tinha nenhuma.

    O propósito de Jesus em fazer tal declaração era, obviamente, para fazer o escriba fazer um balanço da autenticidade de seu compromisso. Impressionantes palavras de afirmação são fáceis de fazer, especialmente quando não se sabe o custo de compromisso envolvido. O Senhor sabia que a fé declarou inicial de muitos de seus seguidores era rasa e superficial. Quando Jesus estava em Jerusalém durante a primeira Páscoa depois de começar o seu ministério ", muitos crêem no seu nome, vendo os sinais que ele estava fazendo." No entanto, João continua a dizer, "Jesus de Sua parte, não estava confiando-se a eles, pois Ele sabia que todos os homens, e porque Ele não precisa de ninguém para testemunho do homem porque ele bem sabia o que havia no homem" (João 2:23-25). O Senhor não tinha fé em sua fé, porque Ele sabia que não era genuíno. Essas pessoas só foram comprometidos com a maravilha e emoção que acompanhou o seu trabalho, e não a Ele como Senhor ou para o trabalho do próprio evangelho.Jesus repetidamente recusou-se a tirar proveito da popularidade temporária, que Ele sabia que logo iria voltar para a rejeição permanente.

    Na parábola do semeador, Jesus dá uma ilustração vívida de tais pessoas. Eles são os lugares rochosos que não têm muita terra. A semente molas imediatamente acima e dá a aparência de uma planta forte e saudável. Mas porque não tem raiz logo é queimada pelo sol e cernelha. "Este é o homem", diz Jesus ", que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raízes firmes em si mesmo, mas é apenas temporária, e quando tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se cai fora "13 5:40-13:6'>Matt. 13 5:6, 13 20:40-13:21'>20-21.

    Jesus sabia que a natureza humana é inconstante, instável e egocêntrico, e que muitas pessoas são atraídas a Ele pela emoção, glamour, ou a esperança de benefícios pessoais, como ser curado ou alimentados. Eles são rápidos para saltar no movimento, quando as coisas estão indo bem, mas assim que a causa se ​​torna impopular ou demandas sacrificar eles querem pular. No início, eles olham como se eles estão vivos para Cristo e muitas vezes dão testemunhos brilhantes, mas quando sua associação com Ele começa a custar mais do que esperava para eles perdem o interesse e nunca são vistos novamente na igreja ou no trabalho cristão. Como o comentarista da Bíblia RCH Lenski observa, essa pessoa "vê os soldados em desfile, os uniformes finos, e os braços brilhantes e está ansioso para se juntar, esquecendo as marchas extenuantes, as batalhas sangrentas, as sepulturas, talvez não marcados" A Interpretação dos Evangelho de São Mateus [Minneapolis: Augsburg, 1961], pp 338-39..

    Jesus sabia que o escriba estava muito ansioso para declarar sua lealdade. Ele não contar o custo do discipulado, que envolve abnegação, sacrifício e muito possivelmente sofrendo. Provérbio de Jesus sobre as raposas e aves representou o sacrifício relativamente mínima de ser sem-teto-entanto, mesmo que o custo era, obviamente, muito alta, porque o escriba simplesmente desaparece sem dizer uma palavra dita por ou sobre ele. As palavras do Senhor acertá-lo onde ele era fraco e sem vontade, e sua verdadeira lealdade apenas para o seu próprio conforto foi rápido para mostrar-se.

    Sugarcoating a mensagem do evangelho, tentando fazer com que pareça ser menos exigente do que é, ou mesmo não exigindo a todos, não só compromete a Palavra de Deus e faz desserviço ao Senhor, mas também faz desserviço para aqueles a quem assiste. Jesus não fez tal coisa. Ele advertiu Seus discípulos com candidness preocupante: "Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos" (Mt 10:16).Em seguida, ele continuou a dizer-lhes: "E o irmão entregará à morte o irmão, e um pai a seu filho; e filhos se levantarão contra os pais e levá-los a ser condenado à morte E sereis odiados por todos por causa de. Meu nome, mas é o único que resistiu até o fim quem será salvo ... O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. É o suficiente para o discípulo que ele tornar-se como o seu mestre, e o escravo como o seu mestre. Se chamaram o chefe da casa Belzebu, quanto mais os membros de sua família! " (Vv. 21-22, 24-25).

    Perto do fim do Seu ministério, o Senhor disse a seus discípulos: "Eles vão fazer você párias da sinagoga, mas uma hora está chegando para todos que mata-lo a pensar que ele está oferecendo o serviço a Deus" (Jo 16:2). Após a apresentação do longa lista de santos do Antigo Testamento fiéis, o escritor de Hebreus diz que alguns deles "foram torturados, não aceitando o seu lançamento, a fim de que eles possam obter uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, sim, também correntes . e prisão Eles foram apedrejados, serrados ao meio, eles foram tentados, eles foram condenados à morte com a espada; andaram de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (homens dos quais o mundo foi não é digno), errantes pelos desertos e montanhas e cavernas e buracos no chão "11: 35-38.

    escriba que veio para Jesus na costa do Mar da Galiléia, não estava disposto a pagar qualquer preço para a sua fé. Ele apenas queria acrescentar emoção à sua vida, ter o prestígio de ser identificado com um líder popular, ou algum outro objectivo igualmente egocêntrica.

    Um explorador pode ter muitos voluntários para ir com ele em uma expedição, até que ele explica que a equipe estará trabalhando em um calor abrasador, de zero sub pântanos frios, ou sufocantes, com apenas rações de subsistência, poucas chances de tomar um banho, e pouco entre em contato com o mundo exterior por meses em um tempo. A jovem atleta pode sonhar em ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, até que ele aprende sobre o treinamento rigoroso, dieta rigorosa, a vida social limitada e concorrência feroz que ele teria de enfrentar por muitos anos.

    Não há emoção como a alegria de conhecer e seguir a Cristo, mas não é uma emoção que o mundo pode compreender ou apreciar. Jesus Cristo dá grande paz para aqueles que pertencem a Ele, mas a Sua paz não é o tipo do mundo dá ou procura (Jo 14:27). Sua alegria e paz vir pelo caminho do ridículo, do sofrimento e da cruz, que os discípulos devem tomar-se quando segui-Lo. "Se alguém quer vir após mim," ele disse, "negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mt 16:24). A vida cristã não é a adição de Jesus ao seu próprio modo de vida, mas renunciando dessa forma pessoal de vida para o Seu e estar disposto a pagar qualquer preço que pode exigir.

    A Barreira de riquezas pessoais

    E outro de seus discípulos lhe disse: "Senhor, permita-me ir primeiro enterrar meu pai." (08:21)

    Este homem, como o escriba do versículo 19, foi um dos de Jesus os discípulos , no sentido de ser um seguidor que foi oficialmente identificado com Ele. Ele não era um dos doze, mas um cabide-on que talvez tivesse seguido Jesus sobre o campo por algumas semanas ou meses.

    Como o escriba, ele assumiu que seu relacionamento com Jesus era tudo o que deveria ser, e ele fez o que parece ter sido um pedido razoável: . Senhor, permita-me ir primeiro enterrar meu pai Uma vez que os judeus não praticar embalsamamento, uma cadáver teve de ser rapidamente preparados e enterrado. Não só isso, mas a tradição judaica exigia que uma pessoa chorar por seu falecido pai ou mãe por um período de trinta dias. O ato final da devoção aos pais foi vendo que eles foram devidamente enterrado. Uma vez que Jesus estava prestes a ir para o outro lado do mar da Galiléia, um enterro, obviamente, não podia esperar até o seu retorno.

    Pedindo ao homem permissão para enterrar [seu] pai, no entanto, não quis dizer que seu pai já estava morto. A frase era uma figura comum do Oriente Próximo de discurso que se refere à responsabilidade de um filho para ajudar seu pai no negócio da família até que o pai morreu ea herança foi distribuído. Obviamente tal compromisso poderia envolver um longo período de tempo, trinta ou quarenta anos ou mais, se o pai era relativamente jovem.

    A expressão é usada ainda em partes do Oriente Médio de hoje. Há alguns anos, um missionário perguntou a um homem turco jovem rico para ir com ele em uma viagem à Europa, durante o qual o missionário esperava discipular o homem. Quando o jovem respondeu que ele deve enterrar seu pai, o missionário ofereceu a sua simpatia e expressou surpresa que o pai tinha morrido. O homem explicou, porém, que seu pai estava vivo e saudável e que a expressão "enterrar meu pai" significava simplesmente ficar em casa e cumprir suas responsabilidades familiares, até que seu pai morreu e ele recebeu a sua parte da herança.
    Como a herança de um homem foi habitualmente perdido ou reduzido, se ele não cumprir suas responsabilidades esperadas para a família, a frase "I deve sepultar meu pai" era frequentemente equivalente ao "Quero esperar até que eu receber a minha herança."
    Este segundo discípulo superficial não queria correr o risco de perder a sua herança, comprometendo-se totalmente a Jesus. Ele queria ser associado com Jesus no nome, mas o foco de sua vida estava em sua prosperidade e no bem-estar, e não em servir ao Senhor. Portanto, Jesus disse-lhe: "Segue-me, e permitir que os mortos sepultem os seus próprios mortos." Like "raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos", a expressão aparentemente sem sentido (v 20). permitir que os mortos sepultar os seus próprios mortos era uma figura de expressão proverbial. Isso significava, "Deixe o mundo cuidar das coisas do mundo." Os mortos espiritualmente pode cuidar de suas próprias coisas.

    Em seu relato paralelo desta história, Lucas acrescenta ainda a instrução de Jesus "Quanto a você, vá em todos os lugares e proclamar o reino de Deus" (9:60). Responsabilidade primária do homem como um discípulo de Jesus Cristo seria a proclamar o evangelho, para trazer as boas novas da vida eterna ao espiritualmente mortos . A responsabilidade do cristão não é seguir e imitar o mundo, mas para ser um testemunho para o mundo em nome e no poder de Cristo. Sua cidadania está na vida, reino eterno de Deus, não no reino morta e apodrecida deste mundo.

    Novamente, como o escriba, este segundo dos discípulos que se aproximaram de Jesus, nesta ocasião, também desaparece sem mais menção. Aparentemente, nem o homem queria discutir o assunto.Exigências de Jesus eram muito alto, eo apelo do discipulado desapareceu. Como o jovem rico que perguntou a Jesus o bom coisa que ele deve fazer para herdar a vida eterna (Mt 19:16-22.), Quando este discípulo professa ouviu a resposta de Cristo, ele perdeu seu entusiasmo pelas coisas do Senhor.

    Para Jesus a dizer, Siga-me , é que ele dissesse, "negar a si mesmo, tome a sua cruz" (Mt 16:24). Não é que qualquer quantidade de abnegação ou sacrifício pode ganhar a salvação, mas qualquer coisa que está mais caro do que o Cristo é uma barreira para Cristo e vai ficar entre a pessoa não salva e salvação.

    Lucas diz-nos de um terceiro homem que veio a Jesus nesta ocasião e fez uma profissão de discipulado. "Eu te seguirei, Senhor", disse ele; "Mas em primeiro lugar, permita-me dizer adeus para os que estão em casa" (9:61). Tal como acontece com os outros dois homens, a declaração deste homem parece perfeitamente razoável. Levaria apenas alguns dias ou algumas semanas, no máximo, para ele pagar seus pais a simples cortesia de dizer adeus.
    Mas Jesus conhecia o coração do homem e que sua motivação era fraco e sua lealdade dividida. Ele ainda não estava pronto para entregar-se de todo o coração a Jesus como Senhor. Ele ainda foi amarrado a barra da saia da sua mãe e estava sob seu domínio e controle. A decisão de seguir a Jesus Cristo é a decisão mais exclusivamente pessoal que podem ser feitas. É maravilhoso quando amigos e parentes encorajar alguém a decidir por Cristo, e é trágico quando eles aconselham contra Cristo. Mas o que quer que as influências externas podem ser, o compromisso é o indivíduo de fazer sozinho. Portanto, Jesus respondeu: "Ninguém, depois de colocar a mão no arado e olha para trás é apto para o reino de Deus" (v. 62). Estas palavras, talvez, foram adaptados de um provérbio atribuído ao famoso poeta grego Hesíodo, que viveu por volta de 800 AC — ". Você não pode arar um sulco reto quando se olha para trás" Uma pessoa não pode fazer o trabalho de forma satisfatória à mão se ele está continuamente à procura de volta para o seu trabalho passado e lealdades Uma pessoa não pode seguir a Jesus Cristo, se ele ainda anseia por caminhos da vida antiga.

    Destes três homens que vieram a Jesus e depois desapareceu, William MacDonald diz acertAdãoente: "Eles deixaram Cristo para fazer um lugar confortável para si no mundo e passar o resto de suas vidas abraçando o subordinado".

    Jesus deixou claro que compromisso com Ele é total e sem reservas ou não é compromisso de todo. "Não penseis que vim trazer paz à terra", disse Ele. "Eu não vim trazer paz, mas espada Porque eu vim para colocar um homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e uma filha-de-lei contra a mãe-de-lei;. E os inimigos do homem serão os membros de sua família Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim não é digno de mim;. e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim E quem não toma a sua cruz e siga depois. a mim não é digno de mim "(Mt 10:1). Aqueles homens veio pessoalmente a Cristo, e eles pareciam vir de forma positiva, falar bem dele e proclamando seu desejo de segui-Lo. Mas outras palavras de Jesus em João 6 explicar por que tantas pessoas que professam a vir a Cristo realmente não vir a Ele em tudo. Ele disse: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (v. 54).Em outras palavras, a crença em Jesus Cristo é total identidade com Ele. Não existe tal coisa como a crença parcial ou salvação parcial. Uma pessoa que não totalmente comprometer-se com Cristo não acredita nele, não importa quantas coisas positivas que ele pode ter a dizer sobre ele. Jesus, portanto, passou a dizer: "Há alguns de vocês que não crêem" e, logo depois que nos é dito que "como resultado desta [isto é, de todos os ditos difíceis Jesus tinha acabado de dar], muitos dos Seus discípulos se retiraram e não andavam com Ele mais "vv. 64, 66.

    Vindo de Jesus Cristo está vindo em Seus termos, não a nossa. A pessoa que vem a Cristo vem em humildade, mansidão, um mendigo carente de espírito que tem fome e sede de justiça de Deus, que chora por misericórdia, e está disposto a ser odiado, injuriados, e perseguidos por causa de seu Senhor (Matt. 5: 3-12). O Senhor não pode tirar confortos, dinheiro ou relações com os outros, mas todas essas coisas, e tudo o mais além-deve ser dada a Ele, para fazer o que lhe agrada. Caso contrário, ele não é o Senhor, não importa o quanto a fidelidade a Ele é professada.

    47. poder de Jesus sobre o Natural (Mateus 8:23-27)

    E quando Ele entrou no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que se levantou uma grande tempestade no mar, de modo que o barco era coberto pelas ondas; mas Ele mesmo estava dormindo. E eles vieram a ele, o despertaram, dizendo: "Salva-nos, Senhor;! Estamos perecendo" E Ele lhes disse: "Por que você tímidos, homens de pouca fé?" Então Ele se levantou e repreendeu os ventos eo mar; e tornou-se perfeitamente calmo. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: "Que tipo de homem é este, que até os ventos eo mar lhe obedecem?" (8: 23-27)

    Na criação, Deus ordenou o homem para ser o rei da terra, a "regra sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre o gado e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra" (Gn 1:26). Mas quando o homem caiu no pecado, ele foi destronado e perdeu a soberania sobre a terra. Ele perdeu a majestade dado por Deus, juntamente com a sua inocência. Com o resto do homem terra foi amaldiçoada e corrompido. Ele perdeu o seu domínio, e tanto o homem ea terra perdeu sua glória. O controle da terra caiu nas mãos do usurpador, Satanás, que agora reina como príncipe deste mundo e idade (Jo 12:31; Jo 14:30). O pecado do homem, a corrupção da Terra, e governo de Satanás trouxeram doença, dor, morte, sofrimento, tristeza, a guerra, a injustiça, a mentira, a fome, desastre natural, a atividade demoníaca, e todos os outros males que assola o mundo.

    Mas desde o início, e até mesmo antes do início, Deus planejou a redenção do homem e da terra, revertendo a maldição. De acordo com Seu plano divino, o próprio Filho de Deus viria à Terra duas vezes no processo de que-o resgate primeira vez para redimir o homem e pela segunda vez para resgatar a terra. Em sua primeira vinda de Jesus Cristo veio na humildade, indo para a cruz e ressurreição do túmulo para redimir o homem do pecado. Em sua segunda vinda Ele virá na glória de ardência e estabelecer Seu reino de mil anos, o Milênio, e depois que um completamente novo céu e terra-redimir toda a criação por toda a eternidade
    Na vinda do reino de Deus, Seu plano final para a terra será restaurada, sem pecado, dor, doença, ódio, sofrimento, tristeza, desastre, ou demônios. Haverá apenas santidade, a justiça, a verdade, a paz, o amor ea beleza. Tudo o que agora destrói a felicidade do homem, que quebra seu coração, que frustra as esperanças, que perturba e perverte o seu domínio será removido para sempre. Por todo o tempo e eternidade do universo serão resgatadas.
    Quando olhamos para a humanidade e do presente da terra, no entanto, é muito óbvio que o próprio homem nunca poderia efetuar essas mudanças. O homem não pode resolver os problemas naturais do ambiente, o clima, as secas, fome, doença, e doença. Alguém já disse que para cada problema resolve ciência, seis outros são criados em seu lugar. Quanto maior os nossos avanços, mais grave das complicações.
    Muito menos o homem pode resolver os seus problemas morais e espirituais. À medida que se tornam mais avançados em psicologia, sociologia, criminologia e diplomacia, nós também tornar-se mais envolvido em distúrbios psicológicos, problemas sociológicos, e no crime e guerra.
    O poder de reverter a maldição e trazer um novo céu e uma nova terra, não só é infinitamente além do homem, mas é inconcebível para o homem. Não podemos imaginar o poder necessário para fazer uma recriação tão radical do universo, não mais do que podemos imaginar o poder que levou a criá-lo em primeiro lugar e para sustentá-la. O homem tem a capacidade de destruir o seu mundo, mas não o poder de aperfeiçoá-lo.

    O salmista nos diz que "o poder pertence a Deus" (Sl 62:11). Ele fala de "a grandeza do Teu poder" (79:
    11) e de "aquele que fazes estabelecer as montanhas por Sua força, que cingia poder." (65:
    6) Davi gritou: "Ó Deus, Tu és o meu Deus; eu te buscam sinceramente, a minha alma tem sede de ti, minha carne anseia por ti, numa terra seca e cansada, onde não há água Assim eu. Te vi no santuário, para ver a tua força e tua glória "(Sl. 63: 1-2). Paulo nos lembra que, "desde a criação do mundo os atributos invisíveis, o seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo percebidos por meio do que tem sido feito" Rm 1:20). . Como Ele ensinou na sinagoga de Cafarnaum um sábado, o povo "foram surpreendidos com sua doutrina, porque a Sua mensagem era com autoridade" (Lc 4:32). Quando Ele expulsou um demônio de um homem em que sinagoga, eles ainda mais espantado foram e exclamou: "Com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem." (V.
    36) Nas palavras de sua carta aos Romanos, Paulo fala de ser de Jesus de abertura ", declarou o Filho de Deus em poder," (1:
    4) e na Primeira Carta aos Coríntios fala de Deus como "Cristo, o poder de Deus e sabedoria de Deus "(1:24). A prova suprema da divindade e da messianidade de Jesus era a Sua autoridade absoluta e poder sobre tudo na terra.

    Em Mateus 8:23-27 Jesus demonstra Seu poder ilimitado sobre o mundo natural. Sua acalmar a tempestade é o primeiro milagre do segundo grupo de três milagres apresentados nos capítulos 8:9.

    As indicações

    E quando Ele entrou no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que se levantou uma grande tempestade no mar, de modo que o barco era coberto pelas ondas; mas Ele mesmo estava dormindo. (8: 23-24)

    Depois de enfrentar os três seguidores superficiais com o verdadeiro custo do discipulado (8: 18-22; Lucas 9:61-62), Jesus entrou no barco para ir para o outro lado do mar da Galiléia, que é cerca de 13 quilômetros de comprimento e tanto quanto 8 quilômetros de largura.

    Os discípulos que O seguiam incluídos os doze, alguns dos quais estavam no mesmo barco que Jesus, junto com outros seguidores que entraram em barcos separados (Mc 4:36). Porque Jesus curou muitas pessoas e conversou com os três discípulos que professam depois de "cair da tarde," (v. 16) foi, provavelmente, até a noite, quando a pequena flotilha partiu.

    Mathetes ( discípulo ) significa simplesmente um seguidor, aluno ou aluna. A palavra em si não tem nenhuma conotação espiritual, e é usado de seguidores superficiais de Jesus, bem como de crentes genuínos. Porque o Sermão da Montanha é essencialmente uma mensagem sobre a salvação, os discípulos que se reuniram na montanha para ouvir Jesus (Mt 5:1;.. Conforme v 19), mas sua saída Ele provou que eles estavam a ser discípulos falsos. Os homens do círculo íntimo de Jesus são muitas vezes referidos como discípulos (Mt 10:1, Jo 6:60, Jo 6:66.

    A segunda categoria de discípulo incluídos aqueles que foram intelectualmente convencido da mensagem e poder divino de Jesus. Quando Nicodemos foi ter com Jesus de noite, ele disse: "Rabi, sabemos que Você veio de Deus, como um professor, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele" (Jo 3:2).

    Na quarta categoria de discípulos eram os verdadeiros crentes e abertos, aqueles que eram publicamente e permanentemente empenhada em Jesus Cristo. O pequeno grupo de discípulos que seguiam era mais do que apenas os doze e, sem dúvida, incluídos todos os quatro tipos.

    barco foi, provavelmente, uma pequena e aberta embarcações de pesca do tipo comumente usado pelos pescadores como Pedro, Tiago e João. O Mar da Galiléia se encontra pouco mais de 600 metros abaixo do nível do mar, perto da extremidade norte do Rio Jordão. Mt. Hermon sobe 9.200 pés para o norte, e fortes ventos do norte, muitas vezes despencar para baixo do vale do Jordão superior com muita força. Quando eles se encontram o ar mais quente sobre a Bacia Galilee, a intensidade é maior. Bater as falésias da costa oriental, os ventos rodam e torção, fazendo com que as águas debaixo deles para agitar violentamente. O fato de que eles vêm de forma rápida e com pouco aviso faz com que as tempestades ainda mais perigosa e assustadora.

    Seismos ( tempestade ) significa, literalmente, um tremendo e é o termo da qual nós temos sísmica, sismógrafo, e termos relacionados. A tempestade foi tão violento que sacudiu a água do lago, como se fosse um copo de água nas mãos de um grande gigante. A exclamação eis que intensifica a forma rápida e surpreendente, em que houve uma grande tempestade no mar. A tempestade se tornou tão forte que o barco era coberto pelas ondas, e Marcos explica que "as ondas estavam quebrando sobre o barco tanto que o barco já estava enchendo "Mc 4:37.

    No entanto, Jesus Ele mesmo estava dormindo, sem dúvida, a ser esgotada a longo dia de trabalho de cura e ensino. Pouco antes de ver uma de Suas manifestações mais terríveis da divindade, vemos uma imagem comovente de sua humanidade. O Senhor era osso cansado, e ele dormiu tão profundamente que nem mesmo a jogar do barco, o barulho do vento, ou a água soprando no seu rosto despertou Ele. Ele estava molhado até os ossos enquanto estava deitado em tábuas duras com apenas uma almofada para a cabeça (Mc 4:38).

    No entanto, isso era tudo parte do plano divino. A tempestade estava uivando, o vento e as ondas estavam prestes a inundar o barco, uma vez que jogou sobre a água como uma rolha e o Criador do mundo dormia profundamente no meio de tudo isso. Embora em Sua divindade Ele era onisciente, na Sua humanidade Ele estava neste momento alheio ao tumulto que o rodeava.

    O Panico

    E eles vieram a ele, o despertaram, dizendo: "Salva-nos, Senhor;! Estamos perecendo" E Ele lhes disse: "Por que você tímidos, homens de pouca fé?" (8: 25-26)

    Vários dos doze discípulos eram pescadores, e podemos estar certos de que eles tinham feito todo o possível para salvar-se. Eles eram provavelmente tão cansado como Jesus era, mas eram muito medo de dormir. Eles tinham a quem recorrer, mas para Jesus e foram exatamente onde Deus queria que eles fossem. Às vezes, o Senhor tem para nos levar a um ponto de desespero absoluto antes que Ele pode chamar nossa atenção, e é isso que Ele fez com aqueles discípulos cujo barco estava prestes a ser inundado ou rasgado em pedaços. Eles tinham acabado de soluções humanas e tinha apenas Jesus a quem recorrer. Talvez o único que poderia purificai os leprosos, restaurar a vista aos cegos, e curar qualquer outro tipo de doença também tinha poder sobre o vento e do mar. Seu grande medo foi misturado com um lampejo de fé como eles vieram a ele, o despertaram, dizendo: "Salva-nos, Senhor;! estamos perecendo" Se eles tivessem tido a confiança em Jesus que Ele tinha em Seu Pai, eles teriam sido tão calmo e indiferente como Ele.

    A história é contada de um endurecido capitão de mar de idade que foi bastante vocal sobre seu ateísmo. Uma noite, durante uma tempestade, ele foi lavado ao mar e os seus homens ouviu clamando a Deus por ajuda. Quando ele finalmente foi resgatado um dos homens perguntou-lhe: "Eu pensei que você não acredita em Deus." Ele respondeu: "Bem, se não há um Deus, deve haver um para momentos como este." Muitas pessoas recorrem ao Senhor somente quando todos os outros recursos foi esgotado. Quando a doença, a morte, a perda do emprego, ou alguma outra tragédia vem, eles clamam a Deus tanto quanto os discípulos fizeram a Jesus.
    Deus está sempre satisfeito quando os homens se voltam para Ele, especialmente para a salvação. As pessoas podem ser curadas, consolado, salvou da ruína financeira, e ajudou em muitas outras maneiras, sem intervenção direta de Deus, mas a pessoa que não é salva não tem absolutamente nenhum recurso, mas o Senhor. Deus ama ouvir o choro de um pecador de desespero, porque percebendo sua própria incapacidade é o primeiro passo para transformar a Ele. Ele também gosta de ouvir seu próprio povo clamar a Ele, mesmo em desespero, porque isso é um sinal de que se lembra a quem pertencem.

    Mesmo os maiores santos de Deus têm, por vezes esquecido seu Pai celestial e tornar-se inundado por circunstâncias. Exclamou o salmista: "Por que tu de longe, ó Senhor? Por que tu te escondas em tempos de angústia?" (Sl 10:1).

    Mas Jesus, voltando a repreensão de volta em cima deles. Por que você é tímido, ele perguntou, e, em seguida, deu a resposta, como parte da pergunta: vocês, homens de pouca fé? Eles estavam com medo porque eles eram infiéis, tímida , porque eles tinham pouca  . "Você não acredita em mim e em meu poder?" Ele perguntou, com efeito. "Você não viu o suficiente do meu poder e experiente o suficiente do Meu amor saber que você está perfeitamente seguro comigo? Você viu Me realizar milagre após milagre, mesmo em nome daqueles que nunca confiou em mim ou sequer se preocupou em agradecer Me . Você viu meu poder e minha compaixão, e você deve saber que, por causa do Meu poder que posso ajudá-lo e que, por causa da Minha compaixão eu vou ajudá-lo. Mesmo que você deve se afogar, você não sabe que isso significaria o céu instant ? O que, então, você tem que estar preocupado? "

    Os discípulos sabiam os Salmos. Muitas vezes o que tinham ouvido e repetiu as palavras do Salmo 89: "O Senhor Deus dos Exércitos, que é semelhante a ti, ó Senhor poderoso tua fidelidade também envolve Ti Tu és governar o inchaço do mar; quando as suas ondas se levantam, Thou?. Dost ainda eles "(vv. 8-9). Eles haviam cantado, "Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente em apuros Portanto, não temeremos, ainda que a terra deve mudar, e ainda que os montes escorregar para o coração do mar.: Ainda que as águas rujam e espuma, embora o terremoto montanhas no seu orgulho inchaço "(Sl. 46: 1-3). Eles sabiam muito bem o majestoso e consoladoras palavras do Salmo 107:

    Os que descem ao mar em navios, que fazem negócios com os grandes águas; eles têm visto as obras do Senhor, e as suas maravilhas no profundo. Pois ele falou e levantou-se um vento tempestuoso, que eleva as ondas do mar. Eles levantaram-se para os céus, desceram às profundezas; sua alma derreteu em sua miséria. Eles cambaleou e cambaleou como um homem embriagado, e foram no final o tino.Então clamaram ao Senhor na sua angústia, e os tirou de suas angústias. Ele causou a tempestade a ser ainda, para que as ondas do mar foram abafado. Em seguida, eles estavam contentes porque eles ficaram quietos; por isso Ele guiou ao porto desejado. (Sl. 107: 23-30)

    Foi um cumprimento literal desses versos que Jesus estava prestes a realizar, no Mar da Galiléia.
    O crente que está ciente do poder e do amor de Deus não tem nenhuma razão para ter medo de nada. Porque Deus tanto pode e vai cuidar de seus filhos, não há nenhuma dificuldade ou perigo através do qual Ele não pode ou não levá-los. Poder e do amor de Deus nos ajudará a vencer qualquer tempestade, e que é a essência do que precisamos saber e considerar quando estamos em apuros.
    No entanto, todo o crente percebe a partir de sua própria experiência que saber sobre o poder eo amor de Deus e confiando neles nem sempre andam juntos. Nossas fraquezas e fragilidades são tanto uma parte de nós que, mesmo depois de ter testemunhado a Deus fazendo coisas maravilhosas, ainda ficamos em dúvida e medo. Na verdade, como Elias após o grande milagre em Mt. Carmel e os discípulos após os grandes milagres em Cafarnaum, que às vezes são mais medo apenas depois de ter sido esmagada com a grandeza de Deus. Estamos maravilhados com a sua grandeza, mas assim que o problema vem nos esquecemos de Sua grandeza e ver apenas o problema.

    A fé precisa de reforço constante, como os discípulos, eventualmente, veio a perceber. "Aumenta a nossa fé!" rogaram de Jesus (Lc 17:5). Sabemos que Deus pode proporcionar, mas também sabemos quão facilmente podemos deixar de confiar em Sua disposição. Sabemos que Deus nos ama, mas também sabemos quão facilmente podemos esquecer Seu amor. Sabemos que Ele dá a paz que excede todo o entendimento, mas também sabemos quão facilmente podemos cair na preocupação e desespero. Quando ele é acoplado com pouca fé , mesmo muito conhecimento a respeito de Deus nos deixa tímido e com medo quando o problema vem.

    O Poder

    Então Ele se levantou e repreendeu os ventos eo mar; e tornou-se perfeitamente calmo. (8: 26b)

    Jesus se levantou e repreendeu os ventos eo mar, dizendo: "Silêncio, ser ainda" (Mc 4:39). Ao ouvir a palavra do Criador a tempestade poderia fazer nada, mas tornam-se perfeitamente calmo . Os ventos parou, as ondas cessaram, o ar clareou e a água tornou-se como o vidro. Storms normalmente diminuem gradualmente, com ventos e ondas diminuindo pouco a pouco até que a calma seja restaurada.Mas esta tempestade amainou mais rápido até do que ele tinha vindo; ele veio de repente e deixou instantaneamente. Embora pequeno em comparação com furacões e tufões, que tempestade no Mar da Galiléia tinha gerado multiplicado milhões de unidades de potência. No entanto, Jesus parou com uma palavra-uma tarefa fácil em comparação com Sua trazendo todo o mundo à existência com uma palavra.

    Aquele que tinha o controle sobre doenças e demônios também tinha controle sobre a natureza. E, como Mateus iria proceder para mostrar, Ele também tinha o poder de perdoar os pecados e ressuscitar os mortos.

    O Portent

    E aqueles homens se maravilharam, dizendo: "Que tipo de homem é este, que até os ventos eo mar lhe obedecem?" (8:27)

    Thaumazō ( maravilhou ) refere-se ao extremo espanto e pode levar a idéia de presságio. Os homens não podiam imaginar que tipo de homem era Jesus, que até os ventos eo mar lhe obedecem. Marcos relata que, junto com seu grande espanto, o os homens também eram "muito medo" (04:41). Eles estavam agora mais medo do que tinha acalmou a tempestade do que tinham sido da própria tempestade.Muitos deles tinham encontrado tempestades perigosas, mas nenhum havia encontrado tal poder sobrenatural como Jesus aqui apresentado.

    Depois que Deus havia declarado seu grande poder e majestade, Job, exclamou: "Tenho ouvido falar de ti pela audição do ouvido, mas agora os meus olhos vê-Te, por isso eu retrair, e eu me arrependo no pó e na cinza" (42:5 —6). Quando Isaías "viu o Senhor sentado num trono, elevado e exaltado, com o trem de seu manto enchiam o templo", ele declarou: "Ai de mim, porque estou arruinado! Porque eu sou um homem de lábios impuros, e eu viver entre um povo de lábios impuros, porque os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos "(Is 6:1).. Depois de Daniel viu o Senhor, ele testemunhou: "Não ficou força em mim, para a minha cor natural virou-se para uma palidez mortal, e não retive força Mas eu ouvi o som das suas palavras; e, logo que ouvi o som. das suas palavras, eu caí em um sono profundo em meu rosto, com o meu rosto em terra "(Dan. 10: 8-9). Quando Pedro viu Jesus milagrosamente fornecer a grande captura de peixe ", prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo:" Apartai-vos de mim, porque sou um homem pecador, Senhor! '"(Lc 5:8.).

    Isaque Watts escreveu:
    Nós cantamos o poder de Deus, 
    que ordenou a montanhas ascensão.

    Quem espalhou os mares fluindo no exterior, 
    e construiu o céu elevados.

    Cantamos a sabedoria que ordenou 
    o sol para governar o dia.

    A lua brilha completa no seu comando, 
    e todas as estrelas obedecer.

    Senhor, como as tuas maravilhas são exibidos 
    Onde e'er voltamos nossos olhos,

    Quando e'er vemos o chão que pisamos, 
    Ou contemplar os céus.

    Não há uma planta nem flor abaixo 
    Mas faz tuas glórias conhecido,

    E surgem nuvens e tempestades golpe 
    Por despacho do teu trono.

    Ele fecha com as belas linhas:
    Em Ti cada momento nós dependemos, 
    Se Tu retirar morremos.

    O que possamos ne'er que Deus ofender, 
    que está sempre próximo.

    O mesmo Cristo, que acalmou o mar da Galiléia é o Cristo que mantém cada átomo e cada estrela em sua órbita. Ele mantém o universo em equilíbrio e fornece para cada planta e animal. Um dia, Ele está vindo para restaurar o mundo de que o pecado contaminou, para tornar completamente nova dos céus e da terra. Mesmo agora, Ele é o Deus que dá a vida eterna para aqueles que confiam nEle, e que vai acalmar a sua tempestade cada e dar força para todos os seus tragédia.

    48. poder de Jesus sobre a Sobrenatural (Mateus 8:28-34)

    E quando Ele veio para o outro lado para o país dos gadarenos, dois homens que estavam possuídos por demônios O encontrou como eles estavam saindo dos sepulcros; eles eram tão excessivamente violento que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que gritaram, dizendo: "O que nós temos a ver com você, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" E havia em uma distância deles uma manada de muitos porcos. E os demônios começaram a suplicar-lhe, dizendo: "Se você estiver indo para nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos." E Ele lhes disse: "Vá embora!" E eles saíram, e entraram no suína, e eis que toda a manada precipitou-se o banco despenhadeiro no mar e morreram nas águas. E os pastores fugiu, e foi para a cidade, e contaram tudo, inclusive o incidente dos endemoninhados. E eis que toda a cidade saiu ao encontro de Jesus; e quando o viram, rogaram-lhe que se a partir de sua região. (8: 28-34)

    Mateus adiciona à evidência convincente de messianismo e divindade de Jesus, mostrando o Seu poder sobre o sobrenatural, bem como sobre a doença, deformidade e do mundo natural. Para Jesus para redimir a terra e reverter a maldição, ele teria que ter total poder sobre Satanás e suas hostes demoníacas. A fim de resgatar a humanidade decaída Ele teria que ser capaz de dominar as forças do mal que mantêm os homens em escravidão física, mental e espiritual. Durante todo o registro do evangelho, portanto, encontramos repetidamente contas da habilidade de Jesus para expulsar demônios daqueles sob seu controle o mal. Ele exerceu seu poder instantaneamente, com autoridade, e com sucesso total, muitas vezes com o uso de uma única palavra, mas, como no caso em apreço.

    Nas tentações do deserto Jesus demonstrou seu poder de resistir a Satanás; agora Ele demonstra Seu poder para vencer e subjugar completamente Satanás. Em Seu trato com o reino das trevas Ele não só não iria dobrar a Satanás, mas fez Satanás curva a Ele. Como o apóstolo João nos diz: "O Filho de Deus se manifestou: para este fim, para que pudesse destruir as obras do diabo" (Jo 3:8.

    Quando os discípulos tentaram expulsar os demônios que eles descobriram como extremamente difícil que é. Embora Jesus lhes tinha dado "poder e autoridade sobre todos os demônios" (Lc 9:1). Porque Jesus expulsava os demônios com tanta facilidade, algumas das pessoas concluiu que Ele deve, portanto, estar em conluio com o diabo, e declararam: "Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios" (Lc 11:15). Quando os sete filhos de Ceva tentaram expulsar um espírito maligno de um homem com o poder de "Jesus a quem Paulo prega, ... o espírito maligno, respondendo, disse-lhes:" Eu reconheço Jesus, e sei quem é Paulo, mas quem é você? ' E o homem, no qual estava o espírito maligno, saltando sobre eles e subjugado todos eles e dominou-los, para que eles fugiram daquela casa nus e feridos "13 44:19-16'>Atos 19:13-16.

    Na conta dos dois homens possuídos por demônios, Mateus primeiro descreve a posse pelos demônios, então o poder de Cristo sobre os demônios, e, finalmente, a perspectiva das pessoas em relação a Jesus.

    O Possession pelos Demons

    E quando Ele veio para o outro lado para o país dos gadarenos, dois homens que estavam possuídos por demônios O encontrou como eles estavam saindo dos sepulcros; eles eram tão excessivamente violento que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que gritaram, dizendo: "o que nós temos a ver com você, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" E havia em uma distância deles uma manada de muitos porcos. E os demônios começaram a suplicar-lhe, dizendo: "Se você estiver indo para nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos." (8: 28-31)

    Depois de o silenciar milagrosa da tempestade, Jesus e seus discípulos continuaram através do Mar da Galiléia para o outro lado . Até agora era a luz do dia e do grupo de barcos (ver Mc 4:36) desembarcou no país dos gadarenos. Aqueles a quem chama Mateus Gadarenes também foram chamados Gerasenes (Mc 5:1) ou Gergesenes, como encontrado em alguns textos gregos.A pequena cidade de Gerasa, ou Gergesa (de onde vêm Gerasenes e Gergesenes, respectivamente) foi na costa nordeste do Mar da Galiléia, cerca de seis milhas através da água de Cafarnaum, e os penhascos íngremes perto caber a configuração geográfica descrita aqui. A cidade de Gadara (de onde vem Gadarenes ) está localizada mais ao sul e é interior; mas a região em geral, incluindo Gerasa, foi muitas vezes referido como o país dos gadarenos.

    A recepção pelos Demons

    dois homens que estavam possuídos pelo demônio O encontrou como eles estavam saindo dos sepulcros; eles eram tão excessivamente violento que ninguém podia passar por aquele caminho. (8: 28b)

    Em seus relatos sobre este incidente, Marcos (5:
    2) e Lucas (8:
    27) mencionar apenas um homem possuído pelo demônio, mas não indica que apenas um estava presente. Para seus propósitos particulares que eles escolheram para se concentrar no mais dominante dos dois homens. daimonizomai ( -endemoninhado ) significa simplesmente a ser demonizado, estar sob o controle de um espírito demoníaco, sem levar em conta o tipo ou grau de controle. Apesar de suas contas das pessoas demonizadas refletir muitas condições e graus diferentes de controle, a Escritura não distingue claramente entre ser possuído, obcecado, ou oprimidos por demônios.

    Demonização pode ser definida como uma condição na qual um ou mais demons habita e ganhos de controlar ao longo de um ser humano. Demons pode atacar os homens espiritualmente, mentalmente e fisicamente. No reino espiritual que promovem falsas religiões, culto ao demônio, o oculto, e inúmeros tipos de imoralidade, incluindo assassinato (Ap 9:20-21; 18: 23-24). Na esfera intelectual e psicológica eles promovem tais coisas como falsas doutrinas; insanidade e masoquismo, como neste endemoninhado homem, que se cortou com pedras (Mc 5:5).

    Dominação Demônio era uma aflição comum nos tempos do Novo Testamento, mesmo entre o povo escolhido de Deus, os judeus. Na igreja apostólica, o dom dos milagres, ou poderes, foi a capacidade de expulsar os demônios. É interessante, no entanto, que lemos de nenhuma conta de possessão demoníaca, na cidade de Jerusalém. Ao longo da história, incluindo tempos modernos, esse aspecto particular da atividade de Satanás parece surgir mais frequentemente em áreas rurais e pouco sofisticados do que na sociedade urbana sofisticada. Ele também é mais comum onde a religião animista e seu medo de acompanhamento e de culto dos espíritos malignos são fortes. Em sociedades mais avançadas, uma pessoa que está seriamente perturbado por demônios é susceptível de ser considerado louco e colocado em uma instituição mental, e parece certo que muitas pessoas que são diagnosticadas como doentes mentais são realmente demonizado.
    É significativo que Jesus nunca culpou uma pessoa por ser ou doente ou demônio controlado. Ele reconheceu-os como vítimas de poderes além de seu próprio controle e, como na necessidade de libertação, não exortação ou condenação.
    Como podemos ver com esses dois homens que estavam possuídos pelo demônio, a personalidade ea voz de um demônio pode à vontade, e, por vezes, de forma contínua, eclipsar a personalidade e voz da pessoa ocupada. Quando Jesus perguntou a um dos homens: "Qual é seu nome?" o demônio respondeu através da boca do homem, dizendo: "Meu nome é Legião, porque somos muitos" Mc 5:9Lucas 8:27-29.

    O reconhecimento por parte das Demons

    E eis que gritaram, dizendo: "O que nós temos a ver com você, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" (8:29)

    O que temos a ver com Você quis dizer: "O que você está fazendo aqui e por que você está nos incomodando?" Ao tratar de Jesus como Filho de Deus os demônios mostrou que eles imediatamente reconhecido quem Ele era. Marcos relata que um dos homens "correu e prostrou-se diante dele" (5: 6). A palavra da qual "inclinou-se" vem ( proskuneo ) é geralmente traduzida como "adoração", porque representa o ato mais comum do Oriente Próximo de adoração e reverência. O termo carrega a idéia de profunda admiração e respeito. Demons ódio e nojo de tudo sobre Deus, mas são impotentes para fazer qualquer coisa, mas curvar-se diante dele, quando na Sua presença, assim como um dia de seu nome todo joelho se "curva dos que estão nos céus e na terra, e sob a terra "Fp 2:10).

    Eles sabiam que Jesus era o seu antagonista divina e que Ele tinha plenos poderes e autoridade para destruí-los à vontade. Por sua causa, Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? reconheceram que eles sabiam que havia um divinamente tempo, ainda não chegou, quando ele seria de fato julgá-los e puni-los com a condenação eterna. Sua escatologia, como o resto de sua teologia, era factualmente correctas. Como Tiago nós ", os demônios o crêem, e estremecem" conta (Jc 2:19). Eles tremer porque sua crença é a de reconhecimento, mas não aceitação, e eles percebem plenamente a consequência da rejeição de Deus.

    À luz do seu conhecimento sobre o seu poder divino e planejar parece estranho que Satanás e suas hostes caídas preocupou em tentar e atacar Jesus. Mas os enganadores supremos são também extremamente auto-enganados, e em seus delírios do mal que de alguma forma a esperança de frustrar Cristo em sua humanidade. Ao induzir a Ele para o pecado, talvez eles poderiam arrastá-lo para o lago de fogo com eles quando veio o juízo. Talvez eles pensaram que ele era de alguma forma menos poderoso e justo sobre a terra que eles sabiam que ele foi no céu. Em qualquer caso, é a natureza de Satanás e dos que pertencem a ele se opor a Deus, não importa o que as consequências ou perspectiva de sucesso.

    Os demônios entendido muito mais sobre a identidade de Jesus e sobre o plano divino de redenção e julgamento do que os doze discípulos naquela época. Foi muito mais tarde que Pedro confessou antes de Jesus: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", uma verdade que ele veio a saber apenas pela revelação divina (Matt. 16: 16-17).

    Os demônios sabiam que não eram destinados a julgamento até depois do Milênio e que, consequentemente, se perguntou por que Cristo já tinha relações com eles. Era muito cedo para a sua agendadotempo de tormento , e ainda assim eles perceberam que Jesus estava prestes a interromper e destruir o seu presente trabalho mal.

    A pedido do Demons

    E havia em uma distância deles uma manada de muitos porcos. E os demônios começaram a suplicar-lhe, dizendo: "Se você estiver indo para nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos." (8: 30-31)

    Em desespero, os demônios olhei em torno de um meio de escape, e eles avistaram uma manada de muitos porcos em um pasto. O grande tamanho do rebanho, que somava 2.000 animais (Mc 5:13), indica que o número de demônios também foi grande (ver também Mc 5:9;. Mc 9:29). Mas Jesus expulsou toda a legião de demônios para fora dos dois homens com mas uma palavra: Begone! Ele deu permissão para os demônios (Lc 8:32), na forma de um comando que eles não tinham poder para desobedecer, e imediatamente eles vieram para fora, e entrou na suína.

    Mais uma vez, só podemos admirar a "razão demônios para fazer o que eles fizeram. Se eles dirigida toda a manada se apressar para baixo do banco despenhadeiro no mar , onde eles morreram nas águas, ou se aquilo era simplesmente a resposta frenética dos animais para ser habitado pelos espíritos malignos, parece provável que os demônios sabia o resultado com antecedência . Mas não sei por que eles fizeram o que fizeram ou o que aconteceu com eles depois que os porcos se afogou.

    Como os anjos caídos, demônios são seres extremamente poderosos (ver 2Rs 19:35; Sl 103:1:.. Sl 103:20; 2Pe 2:112Pe 2:11). Quando um anjo foi enviado com uma mensagem para o profeta Daniel, ele foi adiado por um demônio (chamado de "o príncipe do reino da Pérsia") durante três semanas, e que o Senhor teve que enviar o arcanjo Miguel em seu auxílio (Dn 10:13). É, portanto, surpreendente que Paulo nos adverte que, mesmo como filhos de Deus, não podemos resistir aos ataques de demônios para além da armadura do Senhor, sobretudo o escudo da fé (Ef 6:16).

    Os demônios têm inteligência superior (. Ez 28:3-4), a força superior (Mc 5:4), poderes sobrenaturais superiores para executar "sinais e prodígios de mentira" (2Ts 2:9).

    As pessoas da cidade, provavelmente incluindo os donos dos porcos, foram tão impressionado com o relatório que toda a cidade saiu ao encontro de Jesus. Que eles vieram especificamente para atender Jesus mostra que Ele era o foco de atenção. Ele era do maior interesse para eles do que tanto os suínos ou os dois homens possuíam anteriormente. Ao contrário do que a sugestão de muitos intérpretes através dos séculos, não há nenhuma indicação no texto de que a resposta do povo foi devido a sua preocupação materialista sobre a perda de tantos porcos. Embora fossem possivelmente presentes, os proprietários dos porcos não são mencionadas em nenhum dos três relatos evangélicos. A questão não era os demônios, os porcos, ou os dois homens, mas Jesus.

    As pessoas da cidade (provavelmente Gerasa) nem sequer dar-Lhe a reverência relutantes mostrado pelos demônios. Eles não parecem menos interessados ​​em descobrir quem ele era ou por que Ele veio para a sua área. Eles não queriam nada a ver com Ele, e suplicou-lhe afastar-se da sua região. Eles tinham a princípio simplesmente sair "para ver o que era o que tinha acontecido", mas quando "eles chegaram a Jesus e observou o homem que tinha sido demônio —possessed sentado, vestido e em perfeito juízo, o homem que teve a 'legião' ... eles ficaram assustados "(Marcos 5:14-15). Eles não estavam com raiva ou ressentimento, mas com medo.

    Quando os homens profanos ficar cara-a-cara com o santo Deus, eles estão apavorados. Mais uma vez somos lembrados de que quando Isaías "viu o Senhor sentado num trono, elevado e exaltado", ele exclamou: "Ai de mim, porque estou arruinado! Porque eu sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos "(Is 6:1).. Depois que Pedro testemunhou Jesus 'milagrosa provisão de peixes que quase inundado dois barcos de pesca ", prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo:" Apartai-vos de mim, porque sou um homem pecador, ó Senhor "(Lc 5:8). Eles eram mais medo de Jesus do que a tempestade, porque perceberam que o próprio Deus estava no barco com eles. O pecador que ele sabe enfrenta Deus só pode ver seu pecado, e o resultado é o medo.

    Não nos é dito exatamente o que as pessoas da cidade pensou em Jesus. Sabemos apenas que eles tinham uma visão do sobrenatural e isso os levou a entrar em pânico. Eles viram que podia controlar demônios, que podia controlar os animais, e que poderia restaurar mentes despedaçadas à sanidade-e eles não queria nada com ele.

    Aqui encontramos o primeiro oposição a Jesus registradas nos evangelhos. O povo não ridicularizar ou perseguir Jesus; eles simplesmente pedimos a Ele que deixá-los sozinhos. Talvez eles se ressentiam Sua justiça expondo seu pecado, seu poder expor suas fraquezas, ou Sua compaixão expondo sua dureza de coração. Talvez eles não podiam tolerar Jesus por causa de Sua perfeição. Mas, ao contrário dos escribas e fariseus, essas pessoas não mostrou nenhum interesse em tudo em que Jesus era ou em Seu ensino ou trabalho. Eles pareciam totalmente indiferentes à Sua pessoa e ministério. Eles não se importavam se Ele era o Messias. Eles não parecem se importar se seus poderes eram bons ou se ele era de Deus. Eles não se importavam nada sobre ele, exceto que ele iria embora. Sua rejeição de Jesus estava na forma de grande indiferença, a mesma indiferença a Deus demonstrado pela maioria dos homens ao longo da história, a indiferença que quer deixar que Deus sozinho e de ser deixado sozinho por Deus. O Senhor foi uma intrusão com quem não quer ser incomodado.

    Em grande contraste com a atitude dessas pessoas, um dos homens que tinham sido possuído por um demônio implorou Jesus "para que pudesse acompanhá-Lo" (Mc 5:18). Ele era tão grato a Jesus por libertação e assim atraída por ele em amor e adoração que ele não podia suportar a ser separados de Deus. Mas Jesus tinha outros planos para o homem, e "Ele não deixá-lo, mas ele disse-lhe: 'Vá para casa para o seu povo e que lhes transmitam as grandes coisas que o Senhor tem feito por você, e como teve misericórdia de você . '"(v. 19) Jesus mandou o homem de volta para o seu próprio povo, muito provavelmente, as mesmas pessoas que tinham pedido Jesus a deixar-a testemunhar-lhes do amor e da misericórdia do Senhor. O homem era para ser um evangelista e missionário para o seu próprio povo, testemunho de que aquele a quem eles tinham rejeitado, no entanto, amado e procurado para redimi-los vivos. Mesmo para aqueles que rogar -lhe que se, Jesus estende a Sua graça.


    Barclay

    O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay, pastor da Igreja da Escócia
    Barclay - Comentários de Mateus Capítulo 8 do versículo 1 até o 34

    Mateus 8

    O amor em ação

    O morto em vida — Mat. 8:1-4

    Uma compaixão que vai além da lei — Mat. 8:1-4 (cont.) A verdadeira prudência — Mat. 8:1-4 (cont.)

    A súplica de um homem bom — Mat. 8:5-13

    A fé como passaporte — Mat. 8:5-13 (cont.)

    Um poder capaz de vencer as distâncias — Mat. 8:5-13 (cont.)

    Um milagre em um lar humilde — Mat. 8:14-15 Milagres na multidão — Mat. 8:16-17

    A exortação a calcular o custo do discipulado — Mat. 8:18-22 A tragédia do momento desperdiçado — Mat. 8:18-22 (cont.)

    A paz de sua presença — Mat. 8:23-27

    A calma em meio à tormenta — Mat. 8:23-27 (cont.) Um universo possuído por demônios — Mat. 8:28-34 A derrota dos demônios — Mat. 8:28-34 (cont.)

    O AMOR EM AÇÃO

    Entre todos os evangelistas, Mateus é o mais organizado. Nunca distribui seus materiais ao acaso. Se em Mateus há uma ordem particular das distintas passagens que compõem o relato, essa ordem ou seqüência obedece a uma razão bem fundada. Assim ocorre neste lugar.

    Nos capítulos Mt 5:1, Mt 6:1 e 7 Mateus nos deu o Sermão da Montanha. Quer dizer, em três capítulos nos ofereceu seu relato de palavras pronunciadas

    por Jesus. Agora, no capítulo 8, nos oferecerá o relato dos fatos de Jesus.

    Os capítulos Mt 5:1, Mt 6:1 e 7 nos mostram a sabedoria divina em palavras. O capítulo 8 nos mostra o amor divino em ação. O capítulo 8 é um capítulo de milagres. Vejamos o conjunto destes milagres, antes de entrar em seu estudo detalhado.

    Neste capítulo há sete ações milagrosas.

    1. A cura do leproso (vs. Mt 8:1-4). Aqui vemos a Jesus tocando o intocável. Os leprosos eram expulsos da sociedade humana; tocá-los, e até aproximar-se deles, era quebrantar a Lei.

    Aqui vemos o homem que sempre devia manter-se à distância dos homens, sendo abraçado, envolto pela piedade e a compaixão de Deus.

    1. A cura do servo do centurião (vs. Mt 8:5-13). O centurião era um

    gentio, e portanto o judeu estritamente ortodoxo teria opinado que somente servia para alimentar os fogos do inferno; era servo de uma potência inimiga e membro do exército de ocupação que oprimia os judeus, e portanto um judeu nacionalista o teria considerado candidato a ser assassinado, não a ser ajudado. O servo do centurião, por outro lado, era um escravo, e os escravos naquela época não eram senão ferramentas animadas.

    Aqui vemos o amor de Deus indo em auxílio de um homem a quem todos odiavam e de um escravo, a quem todos desprezavam.

    1. A cura da sogra do Pedro (vs. Mt 8:14 e 15). Este milagre aconteceu em um humilde lar da Palestina, em uma casa despretensiosa. Não esteve rodeado de publicidade nem de público. Encontravam-se presentes só Jesus e o círculo familiar mais íntimo. Aqui vemos o infinito amor do

    Deus de todo o Universo, desdobrando todo seu poder quando só um pequeno círculo íntimo de pessoas podia vê-lo.

    1. A cura de todos os doentes que foram levados à porta da casa ao

    pôr-do-sol (versículos 16:17). Aqui vemos em ação a universalidade do amor de Deus. Ninguém jamais incomodou a Jesus; não tinha horas de atendimento aos necessitados e horas em estivesse "fora de serviço". Qualquer um podia chegar até Ele em qualquer momento e receber a ajuda da graça e o amor divinos.

    1. A reação do escriba (vs. Mt 8:18-22). À primeira vista se poderia pensar que esta passagem está fora de lugar em um capítulo dedicado a milagres. Mas este é também milagre operado sobre a personalidade de um homem. Que possa ter havido um escriba disposto a seguir a Jesus não é um fato comum, antes um verdadeiro milagre. De algum modo teve que esquecer sua devoção à lei dos escribas. Apesar de que Jesus contradizia todas as coisas às quais ele tinha dedicado sua vida, não viu nele um inimigo, mas um amigo; não um opositor, mas um mestre. Deve ter sido uma reação instintiva.

    Negley Farson recorda uma história de seu ancião avô. Quando menino, Farson não conhecia a história de seu avô, e todas as coisas que tinha feito, mas, conforme diz, "Tudo o que sabia era que só com sua presença fazia com que todos os outros homens se sentissem diminuídos, fora de lugar." O escriba viu em Jesus um esplendor e magnificência que nunca tinha visto em nenhum outro homem. Aconteceu então o milagre e o coração do escriba correu para Jesus.

    1. O milagre do sujeição da tempestade (vs. Mt 8:23-27). Aqui vemos Jesus enfrentando as ondas e os redemoinhos que podem afogar a qualquer um. Como recorda Pusey, quando morreu sua esposa, "todo esse tempo foi como se alguém me tivesse estado sustentando a cabeça no alto". Aqui temos ao amor de Deus produzindo paz e serenidade no meio do tumulto e da confusão.
    2. A cura do endemoninhado gadareno (vs. Mt 8:28-34). Na antiguidade se acreditava que todas as enfermidades se deviam à ação dos demônios. Aqui vemos o poder de Deus frente a frente com o poder do demônio. Vemos a bondade de Deus invadindo a maldade do mundo. O amor de Deus travando batalha contra a malignidade e a malevolência. Aqui vemos em ação a bondade e o amor que salvam os homens, triunfando sobre o mal e o ódio que arruínam o homem.

    O MORTO EM VIDA

    Mateus 8:1-4

    Na antiguidade a lepra era a mais terrível de todas as enfermidades.

    1. W. G. Masterman escreve: "Nenhuma outra enfermidade converte o ser humano em uma ruína tão total e horrível à vista, e durante tanto

    tempo." A princípio são pequenos nódulos que terminam ulcerando-se. Estas úlceras produzem um líquido de aspecto desagradável e vão

    aumentando. Caem as sobrancelhas. Os olhos assumem um aspecto fantasmagórico, como se nunca deixassem de olhar fixamente a outros. Ulceram-se as cordas vocais e a voz se torna afônica e a respiração

    sibilante. Pouco a pouco o doente se converte em uma só massa de excrescências ulcerosas. Este tipo de lepra, termina com o doente em uns nove anos, ao final dos quais se perde a razão, o paciente entra em coma e finalmente morre.

    A lepra pode começar com a perda da sensibilidade em qualquer parte do corpo. Neste caso a afecção atacou os nervos. Pouco a pouco os músculos do corpo se desintegram, os tendões se contraem até que as

    mãos adquirem o aspecto de garras. Seguem as ulcerações nas mãos e nos pés e a perda progressiva dos dedos de ambos. Por último se vão perdendo as mãos e os pés inteiros, até que sobrevém a morte. A duração

    desta classe de lepra, é entre vinte e trinta anos. É uma espécie de morte horrenda, na qual o homem morre polegada a polegada.

    (É importante esclarecer que hoje tudo isto, graças à medicina moderna, virtualmente desapareceu, e é perfeitamente possível controlar e até curar a lepra. Mas nos tempos de Jesus não se conheciam os tratamentos que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa.)

    A condição física do leproso era terrível. Mas havia algo que a fazia pior ainda. Josefo diz que os leprosos eram tratados "como se fossem mortos". Quando se diagnosticava lepra, o doente era instantânea e

    automaticamente excluído de toda sociedade humana. "Todo o tempo que a chaga estiver nele será imundo; estará impuro e habitará sozinho; fora do acampamento será sua morada" (Lv 13:46). O leproso devia vestir-se com farrapos, usar o cabelo despenteado, com o lábio superior coberto por uma bandagem, e enquanto caminhava devia gritar todo o tempo "Imundo! Imundo!" (Lv 13:45).

    Durante a Idade Média quando alguém contraía a lepra, o sacerdote devia colocar-se a estola, tomar seu crucifixo, introduzi-lo na igreja e ler

    o serviço de defuntos. Para todo propósito humano esse homem tinha morrido.

    Na Palestina, nos tempos de Jesus, ao leproso era proibida a entrada

    a Jerusalém e a todas as cidades muradas. Nas sinagogas havia uma pequena habitação isolada, de três metros de altura por dois de lado, chamada mechitsah, na qual podia ouvir o culto. A lei enumerava sessenta e um contatos que podiam tornar o judeu em impuro, e o segundo em importância, depois do contato direto com um morto era o contato com leprosos. Pelo fato de um leproso apenas introduzir a cabeça em uma casa, esta ficava poluída dos alicerces até as vigas do teto. Até em um lugar aberto era ilegal saudar um leproso, e ninguém podia aproximar-se de mais de quatro cotovelos –uns dois metros do leproso; mas se o vento soprava do lado onde estava o leproso, este devia manter— se a não menos de cem côvados de distância. Um rabino nem sequer teria comido um ovo comprado em uma rua por onde tinha passado um leproso. Outro rabino se gabava de que atirava pedras nos leprosos para que não se aproximassem dele. Outros se escondiam ou saíam correndo cada vez que viam um leproso mesmo à distância.

    Nunca houve uma enfermidade que separasse um homem de seus semelhantes como a lepra. E este homem foi o que Jesus tocou. Para um judeu a frase mais extraordinária de todo o Novo Testamento provavelmente seja: "Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe (ao leproso)"

    UMA COMPAIXÃO QUE VAI ALÉM DA LEI

    Mateus 8:1-4 (continuação)

    Nesta história devemos notar duas coisas – o leproso se aproxima e Jesus responde. Na aproximação do leproso há três elementos que

    convém destacar.

    1. O leproso se aproximou com confiança. Não duvidava de que se Jesus quisesse, podia curá-lo. Isto é fé. Nenhum leproso se aproximou de

    um rabino ortodoxo ou de um escriba. Sabia perfeitamente que eles lhe jogariam pedras para afastá-lo. Mas este homem se aproxima de Jesus. Tinha perfeita confiança que Jesus daria as boas-vindas ao homem que

    todos tinham rechaçado. Ninguém deve sentir-se muito impuro para aproximar-se de Jesus. O leproso, além disso, tinha perfeita confiança no poder de Jesus. A lepra era o único mal para o qual a medicina rabínica não prescrevia remédio algum. Mas este homem tinha a segurança de

    que Jesus podia fazer o que ninguém podia fazer. Ninguém deve sentir que sua enfermidade, do corpo ou da alma, é incurável, enquanto Jesus Cristo siga existindo.

    1. O leproso acudiu a Jesus humildemente. Não exigiu a cura; limitou-se a dizer: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me." Era como se houvesse dito: "Eu sei que sou um lixo, sei que qualquer outro homem

    fugiria de mim; sei que não tenho direito algum, mas possivelmente você, na misericórdia divina, comunicará seu poder a alguém como eu." Somente o coração humilde, consciente apenas de sua necessidade, é o

    que encontra seu caminho para Cristo.

    1. O leproso se aproximou com reverência. Em nossa versão da Bíblia diz que o leproso se prostrou diante de Jesus. O verbo grego é

    proskuein, que só se usa com relação à adoração dos deuses; sempre descreve os sentimentos e a atitude de um homem frente à divindade. O leproso não poderia dizer a ninguém o que pensava sobre Jesus, mas sabia que na presença de Jesus estava na presença de Deus. Não é

    necessário que traduzamos isto a uma terminologia filosófica ou

    teológica. É suficiente que saibamos que ao estar na presença de Jesus nos encontramos ante o amor e o poder do Deus Todo-poderoso.

    Sendo esta a atitude com que o leproso se aproximou de Jesus, produz-se, então, a resposta de Jesus. Em primeiro lugar, sua reação foi a

    compaixão. A Lei dizia que Jesus não devia tocar nesse homem; ameaçava-o com uma terrível impureza se permitia que o leproso se aproximasse dele de menos de dois metros de distância. Mas Jesus estendeu sua mão e tocou o leproso. A medicina da época teria advertido

    a Jesus que corria o risco de uma severa infecção; mas Jesus estendeu a mão e tocou o leproso. Para Jesus a vida impunha somente uma obrigação – a de ajudar. Havia somente uma lei – a lei do amor. O dever

    da compaixão, a obrigação do amor, tinham precedência sobre todas as outras regras, mandamentos e leis; esta obrigação o fazia desafiar todos os riscos físicos.

    Para um bom médico um doente de uma enfermidade repugnante não é um espetáculo asqueroso, mas um ser humano que necessita de sua habilidade para curar. Para o médico o menino atacado de uma

    enfermidade contagiosa não é uma ameaça, mas um ser tenro que necessita ajuda. Assim era Jesus. Deus é assim e nós devemos ser assim. O verdadeiro cristão rompe todas as convenções e assume todos os riscos

    quando se trata de ajudar ao próximo necessitado.

    A VERDADEIRA PRUDÊNCIA

    Mateus 8:1-4 (continuação)

    Mas há outros dois detalhes do incidente que demonstram como, embora Jesus estava disposto a desafiar a Lei e expor-se a qualquer

    contágio para ajudar, não era um ser desatento e rebelde sem sentido, nem esquecia as exigências da verdadeira prudência.

    1. Ordenou ao homem que guardasse silêncio e não publicasse a todo mundo o que Jesus fez com ele. Esta ordem de guardar silêncio é

    freqüente nos lábios de Jesus (Mt 9:30; Mt 12:16; Mt 17:9; Mc 1:34;

    Mc 5:43; Mc 7:36; Mc 8:26). Por que Jesus ordenaria este silêncio? Palestina era um país ocupado, e os judeus eram uma raça orgulhosa. Nunca esqueciam que eram o povo eleito de Deus. Sonhavam com o dia quando viria seu divino libertador. Mas a maioria pensava que esse seria um dia de conquista militar e poder político. Por isso, Palestina era a região mais inflamável do mundo antigo. Líder após líder se levantou entre os judeus, teve seu dia de glória, e foi esmagado pelo poder de Roma.

    Se o leproso tivesse divulgado o que Jesus fez com ele, iria produzir-se um movimento popular para colocar um homem com os

    poderes de Jesus à frente de um movimento de libertação militar e política. Antes que Jesus tivesse podido fazer algo para deter o

    movimento, teria estalado mais outra sangrenta rebelião na história da Palestina. Jesus tinha como alvo educar as mentes dos homens e transformar suas idéias; devia levá-los a ver de algum modo que seu

    poder era o amor e não a força das armas. Viu-se obrigado a trabalhar virtualmente em segredo até que os homens o conhecessem bem e soubessem que o motivo de sua vida e liderança não era a destruição da

    vida, mas sim o amor. Jesus ordenava aos que ajudava que guardassem silêncio a fim de que não pretendessem utilizá-lo para fazer com que seus sonhos se convertessem em realidade, em vez de esperar o

    cumprimento do sonho de Deus. Deviam guardar silêncio até não ter aprendido a dizer com respeito a ele o que era correto.

    1. Jesus enviou o leproso aos sacerdotes, para que fizesse a

    oferenda correspondente segundo a Lei, e recebesse assim o certificado de saúde. Os judeus tinham tal terror da lepra, que até havia um ritual

    prescrito para o caso pouco provável de uma cura. O ritual aparece em Levítico 14.

    O leproso era examinado por um sacerdote. Levava duas aves, uma das quais era morta sobre água corrente. Além disso se tomava cedro, hissopo e grão. Estas três substâncias junto com a ave viva, umedeciam-

    se no sangue da ave morta, e então ficava em liberdade a ave viva. O ex— doente se lavava, lavava sua roupa e se barbeava. Depois de sete dias era

    novamente revisado. Então devia barbear-se a cabeça e as sobrancelhas. Nessa ocasião se fazia o sacrifício de dois cordeiros machos sem mancha nem defeito algum, e um cordeiro fêmea, certa quantidade de farinha mesclada com azeite e uma medida de azeite. O leproso curado era aspergido com o sangue dos animais e o azeite no lóbulo da orelha direita, no polegar da mão direita e no dedo gordo do pé direito. Ele voltava a ser examinado, e se a cura demonstrava ser autêntica, podia ir embora, com um certificado que estabelecia sua cura.

    Jesus ordenou ao leproso que se submetesse a todo esse processo. Esta ordem de Jesus também nos ensina algo. Recomendou-lhe que não descuidasse o único tratamento que se conhecia naqueles dias. Não recebemos milagres descuidando o tratamento que a medicina e a ciência põem a nosso alcance. Devemos fazer tudo o que possamos antes de esperar que Deus coopere com nossos esforços. Os milagres não acontecem se esperarmos de braços cruzados que Deus faça tudo, antes são o resultado do esforço cheio de fé do homem e da graça ilimitada de Deus.

    A SÚPLICA DE UM HOMEM BOM

    Mateus 8:5-13

    Apesar de sua muito breve aparição na cena do relato evangélico, este centurião é um dos personagens mais simpáticos de toda a história. Os centuriões eram a espinha dorsal do exército romano. Cada legião

    romana constava de 6:000 homens divididos em sessenta centúrias de cem homens cada uma. À frente de cada centúria se encontrava um centurião. Estes centuriões, os verdadeiros soldados profissionais,

    veteranos do exército, eram os responsáveis pela disciplina do regimento, e os que davam coesão ao exército romano. Tanto na guerra como na paz a moral das tropas dependia deles.

    Em

    sua

    descrição

    do

    exército

    romano,

    Políbio

    enumera

    as

    condições que devia reunir um centurião: "Não devem ser tanto atrevidos

    que buscam o risco inútil, como homens capazes de dar ordens, firmes na ação e dignos de confiança; não devem estar ansiosos por lançar-se ao combate, mas quando a pressão é muito grande, devem estar dispostos a manter o terreno, e morrer em seu posto." Os centuriões eram os melhores homens do exército romano.

    É interessante assinalar que todos os centuriões que se mencionam no Novo Testamento são pessoas respeitáveis. Menciona o centurião que reconheceu a Jesus como Filho de Deus quando estava na cruz;

    menciona Cornélio, o primeiro pagão convertido ao cristianismo; menciona o centurião que reconheceu ao Paulo como cidadão romano e o resgatou da multidão avivada; menciona o centurião que se inteirou do

    plano dos judeus de assassinar a Paulo no caminho entre Jerusalém e Cesaréia e deu os passos necessários para frustrar esse plano homicida; menciona o centurião a quem Félix encomendou a vigilância de Paulo, e

    o que o acompanhou em sua última viagem a Roma, tratando-o com suma cortesia e aceitando-o como líder quando o navio em que navegavam foi surpreendido por uma tormenta (Mt 27:34; At 10:22,

    26; At 23:17, At 23:24; At 24:23 e At 27:43).

    Mas há algo muito particular com respeito a este centurião da Cesaréia, e é sua atitude para com seu servo. Este servo deve ter sido um

    escravo, mas o centurião estava preocupado pela enfermidade que o afligia, e estava disposto a fazer tudo o que estivesse em suas mãos para curá-lo. Esta não era a atitude comum entre senhores e escravos naquela época. No Império Romano os escravos não contavam. Ninguém se

    importava se ficavam doentes, se morriam ou viviam.

    Aristóteles fala sobre as amizades possíveis na vida, e diz: "Não pode haver justiça nem amizade com as coisas inanimadas, nem sequer

    com um cavalo, ou com um boi, ou com um escravo, enquanto escravo. Porque o senhor e o escravo não têm nada em comum. Um escravo é uma ferramenta dotada de vida, assim como uma ferramenta é um

    escravo sem vida." O escravo não era melhor que uma coisa; carecia de direitos legais; o senhor tinha plena liberdade para tratá-lo bem ou

    maltratá-lo, como quisesse. Gayo, o maior especialista em leis que Roma já teve, estabelece em seu Institutos: "Temos que saber que é um princípio aceito universalmente que o senhor tem poder de vida e morte sobre

    seus escravos." Varrón, o escritor romano especialista em agricultura, tem em suas obras uma passagem muito desagradável, na qual divide os instrumentos agrícolas em três classes – os invertebrados, os inarticulados e os mudos, "os invertebrados incluem os escravos, os inarticulados os animais de lavoura e os mudos os veículos". A única diferença entre um escravo, um animal ou um carro era que o primeiro podia falar.

    Catão, outro autor romano que escreveu sobre agricultura, tem uma passagem que demonstra até que ponto a atitude do centurião era pouco

    comum. Está dando conselhos a um homem que comprou uma granja. "Examina o gado e realiza uma venda. Vende o azeite, se o preço nesse

    momento é satisfatório, e vende o restante do vinho e os cereais. Vende os bois muito velhos, o gado com defeitos, as ovelhas com defeitos, a lã, os couros, os carros velhos, as ferramentas velhas, os escravos velhos e

    os doentes, e tudo é desfazer-se do escravo doente.

    Pedro Crisólogo resume aquilo que possa ser supérfluo. A recomendação de Carrón coloca a questão na seguinte passagem: "Tudo

    o que um senhor faça com um escravo, consciente ou inconscientemente, tendo previsto as conseqüências ou improvisadamente, depois de havê-lo pensado ou de modo irrefletido, voluntária e involuntariamente, é juízo, justiça e lei."

    É evidente que este centurião era um homem pouco comum, porque amava a seu escravo. É possível que tenha sido este sentimento tão totalmente incomum e inesperado o que tenha movido a Jesus quando o

    centurião foi a ele pela primeira vez. O amor sempre cobre uma multidão de pecados; o homem que se preocupa com outros homens sempre está perto do coração de Jesus.

    A FÉ COMO PASSAPORTE

    Mateus 8:5-13 (continuação)

    O centurião não somente era um homem extraordinário pela atitude que manifestou com respeito a seu escravo. Além disso, era um homem

    de extraordinária fé. Queria que o poder de Jesus ajudasse e curasse a seu escravo; mas havia um problema. Ele era gentio, e Jesus judeu, e segundo a lei judia, um judeu não podia entrar na casa de um gentio,

    porque os lugares onde viviam os gentios eram considerados imundos.

    A Mishná o estabelece da seguinte maneira: "As moradas dos gentios são imundas." Jesus se refere a esta proibição quando pergunta:

    "Tenho que ir e curá-lo?" (Barclay). Não é que a lei da impureza significasse algo para Jesus, não é que se negasse a entrar na casa de alguém porque não fosse judeu. Simplesmente está pondo à prova a fé do centurião. E é precisamente nesse momento quando essa fé chega à sua

    culminância.

    Como soldado, sabia perfeitamente bem o que significava dar ordens e que suas ordens se cumpriram de maneira indiscutida e

    instantânea. Por isso responde: "Não é necessário que venhas a minha casa. Não sou digno de que entres nela; tudo o que precisas fazer é dar a ordem, e essa ordem será obedecida." Nestas palavras fala a voz da fé, e

    Jesus afirma, continuando, que a fé é o passaporte que pode nos fazer ingressar na bem-aventurança e felicidade de Deus.

    Jesus usa aqui uma famosa imagem judia muito vívida. Os judeus acreditavam que quando viesse o Messias todos se sentariam a um grande banquete para celebrar o acontecimento. O Beemote, a maior das bestas terrestres, e o "Leviatã", o maior dos monstros marinhos, seriam os manjares que se comeriam nesse banquete. "Tu os reservaste para serem comidos por quem escolheres, e no momento em que tu o decidas" (4 Ed 6:52). "Beemote sairá de sua toca, e Leviatã subirá do fundo do mar, esses dois grandes monstros que criei no quinto dia da criação, e

    que guardei até o grande dia, e servirão de alimento para todos os que fiquem" (2 Baruque 29:4). Os judeus esperavam este banquete com uma inflamada expectativa, mas nunca imaginariam que a ele poderiam sentar-se gentios. Quando o banquete tivesse lugar, os gentios teriam sido destruídos. "Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas" (Is 60:12).

    Mas Jesus, nesta passagem, afirma que muitos virão do oriente e do ocidente, e se sentarão à mesa daquele banquete. O que é ainda pior, diz

    que muitos dos filhos do reino ficarão de fora. O filho é herdeiro, portanto o filho do reino é aquele a quem corresponde herdar o reino. Mas os judeus, segundo Jesus, perderão sua herança. Ficando sempre

    dentro do marco do pensamento judeu, convém recordar que "a herança dos pecadores são as trevas" (Salmos de Salomão Mt 15:1). Os rabinos afirmavam: "Os pecadores, no Geena, estarão cobertos de trevas." Para

    um judeu o mais extraordinário e inaudito de toda esta passagem é que um gentio, a quem segundo seu pensamento só esperava as trevas de fora, fosse mencionado como possível candidato a participar do banquete

    messiânico, e que com respeito aos judeus, que ele esperava ver recebidos com os braços abertos, fosse arrojado às trevas exteriores. Evidentemente segundo Jesus as coisas seriam à inversa do esperado, e

    todas as concepções sustentadas pelo judaísmo eram transtornadas.

    O judeu devia aprender que o passaporte para chegar à presença de Deus não é o pertencer a uma nação determinada, mas sim a fé. O judeu acreditava que por pertencer ao povo eleito Deus o amava. Pertencia ao povo do Senhor, e isso bastava para ser salvo. Jesus ensinou que a única aristocracia no reino de Deus é a aristocracia da fé. Jesus Cristo não é posse de raça alguma; pode ser possuído por qualquer homem, de qualquer raça, em cujo coração haja fé.

    UM PODER CAPAZ DE VENCER AS DISTÂNCIAS

    Mateus 8:5-13 (continuação)

    De maneira que Jesus disse as palavras necessárias, e deu a ordem, e o escravo do centurião foi curado. Até há pouco tempo este milagre

    teria maravilhado grandemente aos homens. Não é difícil imaginar-se a Jesus capaz de curar a alguém que estivesse diante dEle; mas que pudesse curar um homem a quem jamais tinha visto nem tocado, que

    estava longe dele, parecia ser algo quase completamente incrível. A ciência mais recente, enquanto isso, tem descoberto que existem forças muito pouco conhecidas, mas cuja existência é agora inegável, que

    podem agir desta maneira.

    Em repetidas ocasiões os homens foram confrontados por poderes que não transitam os canais ordinários de comunicação, as rotas ou os canais mais evidentes.

    Um dois exemplos clássicos mais notáveis da operação positiva destes poderes é oferecido pela vida de Emanuel Swedenborg. Em 1759 Swedenborg estava em Gotenburgo e descreveu um incêndio que ocorria

    nesse momento em Estocolmo, a 500 quilômetros de distância. Fez um relato muito detalhado do sinistro às autoridades da cidade, dizendo onde tinha começado, quando, qual era ou nome dos donos da casa, e quando

    e como se conseguiu apagar o incêndio. As investigações ulteriores demonstraram que Swedenborg tinha comunicado a informação correta até nos mais mínimos detalhes. A visão destes fatos lhe tinha chegado

    por uma rota que não está entre as que são conhecidas pelos homens.

    W. B. Yeats, o famoso poeta irlandês, tinha experiências desta natureza. Tinha elaborado um código de símbolos que era capaz de

    transmitir a outras pessoas pelo poder de seu pensamento. Nunca estudou este fenômeno cientificamente, mas a freqüência de suas demonstrações não permite duvidar da veracidade dos testemunhos. Tinha um tio em Sligo, que não era um homem de inclinações particularmente místicas ou

    espirituais, ou religiosas. Quase todos os verões costumava visitá-lo em

    sua casa. Perto dali havia uma praia rodeada por dunas e escarpados, e Yeats adotou o costume de caminhar pela costa enquanto seu tio o fazia pelos escarpados. "Sem dizer uma palavra, eu imaginava um símbolo e ele, à distância, percebia-o com os olhos de sua mente. Depois de pouco tempo chegou a não equivocar-se. Praticamente nunca e recebia todas as minhas mensagens."

    O próprio Yeats nos conta um incidente sucedido em Londres, durante um jantar na qual todos os participantes eram amigos íntimos.

    “Eu tinha escrito em um papel – diz Yeats – ‘dentro de cinco minutos York Powell falará de uma casa que se está queimando', e pus o papel debaixo do prato de meu vizinho de mesa. Pus-me a imaginar meu

    símbolo de fogo e esperei em silêncio. Powell foi mudando o tema da conversação, e dentro de cinco minutos se pôs a descrever um incêndio de uma casa da qual tinha sido testemunha quando era jovem.”

    Sempre houve testemunhos desta natureza, mas na atualidade há um cientista que experimentou com rigoroso critério o que ele denomina "percepção extra-sensorial". Refiro-me ao Dr. J. B. Rhine. Na

    Universidade Duke, dos Estados Unidos, o Dr. Rhine realizou milhares de experimentos que demonstram que os homens são capazes de perceber certas coisas por meios diferentes dos sentidos comuns.

    Rhine usa um maço de cartas que têm certos símbolos especiais impressos. Pede-se ao sujeito que vá identificando as cartas à medida que as põe sobre a mesa, voltadas para baixo, de tal modo que ele não pode vê-las. Um dos estudantes que participou destes experimentos,

    Hubert Pearce, obteve uma média de dez acertos (entre vinte e cinco possibilidades), durante as mil primeiras tiragens de cartas. A média estatística estabelece que os acertos atribuíveis à casualidade são de

    apenas quatro em vinte e cinco. Em uma ocasião, quando as circunstâncias se prestavam particularmente à concentração no jogo, pôde acertar corretamente os símbolos de vinte e cinco cartas. A

    probabilidade matemática de que isto se pode atribuir à casualidade é de 298.023.223.876.953.125 para 1.

    Outro experimentador, chamado Bruman, efetuou uma prova diferente. Escolheu dois temas. Colocou o "remetente" da mensagem em uma habitação, no piso superior da casa, e o "destinatário" em outro, na piso inferior. Entre as duas habitações havia um painel de vidro duplo que tornava absolutamente impossível a transmissão de nenhuma mensagem mediante o som. Através do painel de vidro, o remetente podia ver as mãos do destinatário. Frente ao destinatário havia uma mesa, e sobre ela quarenta e oito quadrados. O destinatário tinha os olhos tampados. Entre ele e a mesa com os quadrados havia uma grossa cortina. Na mão tinha um ponteiro, com o que podia assinalar os quadrados que havia na mesa. O experimento consistia em que o remetente pensasse em um dos quadrados da mesa, que ele queria que o destinatário assinalasse. Segundo as leis da probabilidade o destinatário podia acertar uma em cada cento e oitenta ordens. De fato, acertou em sessenta. É muito difícil chegar a outra conclusão que não seja que a mente do remetente estava influindo na do destinatário.

    É um fato demonstrado que um tal Dr. Jante era capaz de hipnotizar à distância a dezoito de vinte e cinco pessoas, e tinha êxito parcial em

    outros quatro casos.

    Não há dúvida de que as mentes podem agir entre si apesar das distâncias, em uma forma que na atualidade só agora estamos

    começando a compreender, embora falta muito para que possamos explicá-lo totalmente. Se as mentes humanas podem fazer tanto como isto, quanto mais não terá podido fazer a mente de Jesus? O mais

    estranho deste milagre é que a ciência moderna em vez de tornar mais difícil tornou mais fácil acreditar nele.

    UM MILAGRE EM UM LAR HUMILDE

    Mateus 8:14-15

    Comparando a narração de Marcos com a de Mateus, vemos que

    este episódio aconteceu em Cafarnaum, no sábado, depois do culto na

    sinagoga. Quando estava em Cafarnaum, Jesus se hospedava em casa de Pedro, porque nunca teve casa própria. Pedro estava casado, e segundo a lenda, mais tarde sua esposa colaborou com ele na proclamação do evangelho.

    Clemente de Alexandria (Strómateis Mt 7:6) afirma que Pedro e sua esposa foram martirizados juntos. Pedro, segundo a lenda, viu a sua esposa sofrer antes de ser ele mesmo vítima do martírio. “Vendo como sua esposa era levada até a morte, regozijou-se pelo chamado a dar testemunho desta maneira que ela tinha recebido, e falou estimulando-a e dando-lhe coragem, chamando-a por seu nome e lhe dizendo: ‘Lembre— se do Senhor’.”

    Nesta ocasião a sogra de Pedro estava doente, com uma febre. Na Palestina havia três classes de febre muito comuns. Havia a febre de Malta, acompanhada por grande fraqueza, anemia e um declínio geral das energias que, depois de muitos anos de sofrimento, podia terminar com a morte do doente. Havia o que poderia denominar-se "febre intermitente", algo muito similar ao que hoje conhecemos como febre tifóide. Mas, sobretudo, havia a malária. Nas regiões em que o rio Jordão entrava e saía do mar da Galiléia, havia zonas pantanosas onde se criavam e multiplicavam os mosquitos da malária. Cafarnaum e Tiberíades eram cidades onde abundavam os casos desta enfermidade. Em geral era acompanhada de icterícia e o doente experimentava acessos de febre com calafrios que o faziam sentir-se muito mal. O mais provável é que a sogra do Pedro sofresse de malária

    Este milagre diz muito sobre Jesus, e não pouco sobre a mulher que ele curou.

    1. Jesus acabava de chegar da sinagoga. Ali Ele havia enfrentado o

    endemoninhado, e o tinha curado (Marcos 1:21-28). Se tomarmos a seqüência de Mateus, acabava de curar o escravo do centurião, enquanto se dirigia à casa. Jesus não fazia milagres sem esforço algum. Com cada milagre saía dele "virtude". Sem dúvida, a esta altura do dia, Jesus devia estar cansado. Ao chegar à casa do Pedro seu propósito era descansar,

    mas não havia sequer transposto a soleira da porta quando novamente foi-lhe requerida sua ajuda frente à enfermidade. Aqui não havia publicidade alguma; não havia uma multidão que admirasse a cura e contasse o fato a outros. Só havia um lar humilde, onde uma pobre mulher do povo se agitava presa de uma febre muito comum. E entretanto, nessas circunstâncias, Jesus exerceu todo seu poder.

    Jesus nunca estava muito cansado para ajudar. As demandas da necessidade humana nunca o incomodaram. Não foi uma dessas pessoas

    que mostram sua melhor cara em público, mas que em particular são insuportáveis. Nenhuma situação era muito humilde para que ele ajudasse. Não necessitava a presença de um público admirador para

    exercer sua compaixão. Tanto em meio à multidão como em um lar humilde, seu poder estava à disposição de todos os que pudessem requerer sua ajuda.

    1. Mas este milagre também nos diz algo a respeito da mulher a quem Jesus curou. Logo que foi curada ela se pôs a atender o Mestre e aqueles que estavam com Ele. Evidentemente se considerava "salva para

    servir". Ele a tinha curado, e seu único desejo, agora que se sentia bem, era ser de utilidade para ele e os outros. Que uso fazemos nós dos dons de Cristo?

    Oscar Wilde escreveu o que ele mesmo denominava "o melhor e mais breve conto do mundo". W. B. Yeats o cita, em sua autobiografia, fazendo especial menção do que para ele é "sua terrível beleza". A versão de Yeats é a mais simples, e carece das ornamentações que depois

    lhe acrescentariam arruinando sua simplicidade original:

    “Cristo desceu de uma planície branca a uma cidade púrpura, e ao atravessar a primeira rua estreita escutou gritos, e viu um homem jovem, bêbado, reclinado sobre uma janela. Perguntou-lhe: ‘Por que você esbanja a sua alma embebedando-se?’. ‘Senhor’, respondeu o bêbado, ‘eu era leproso e me curaste; que outra coisa posso fazer?’ Tendo entrado mais na cidade, viu outro homem jovem, que seguia uma prostituta, e lhe disse: ‘Por que você destrói sua alma em uma vida perdida?’ E o jovem lhe respondeu:

    ‘Senhor, eu era cego, e me deste a visão; que outra coisa posso fazer?’ E por fim, já no centro da cidade, viu um ancião, deitado em um canto, que chorava amargamente. Quando Jesus lhe perguntou por que chorava, o ancião lhe disse: ‘Senhor, eu tinha morrido, e Tu me ressuscitaste; que outra coisa posso fazer a não ser chorar?’ ”

    Esta é uma terrível parábola da forma em que os homens usam os dons de Cristo e a misericórdia de Deus. A sogra do Pedro usou o dom de sua saúde restabelecida para servir a Jesus e a outros. Essa é a forma em que deveríamos usar todos os dons de Deus.

    MILAGRES NA MULTIDÃO

    Mateus 8:16-17

    Como já vimos, o relato que Marcos faz destes acontecimentos estabelece claramente que ocorreram na tarde de um sábado (Marcos 1:21-34). Isso nos explica por que esta cena tem lugar pela tarde, depois

    do pôr-do-sol. Segundo a lei do Sábado, que proibia todo trabalho, era ilegal curar no sábado. Nesse dia podia fazer-se o necessário para impedir que uma pessoa piorasse de sua enfermidade, mas não podia

    fazer-se nada para melhorá-la. A disposição geral era que durante o sábado só podiam ser atendidos aqueles doentes cujas vidas corressem perigo. Além disso, estava proibido levar cargas no sábado, e uma carga

    era algo que pesasse mais que dois figos secos. Portanto, estava proibido levar um doente de um lugar a outro, quer em uma maca, entre duas pessoas, ou carregando-o sobre as próprias costas, ou nos braços, porque

    isso era levar uma carga. O sábado terminava oficialmente quando podiam ver-se duas estrelas no céu, pois naqueles dias não havia relógios. É por isso que a multidão de Cafarnaum aguardou o entardecer

    para levar até Jesus os doentes necessitados da cura que ele podia lhes oferecer.

    Mas devemos pensar no que Jesus tinha estado fazendo durante aquele sábado. Esteve na sinagoga e tinha curado o endemoninhado.

    Tinha enviado a saúde ao escravo do centurião. Tinha curado a sogra de Pedro. Sem dúvida, tinha ensinado e pregado, e certamente se teria encontrado com seus acérrimos adversários. Agora tinha chegado a tarde. Deus deu aos homens o dia para trabalhar e a noite para o descanso. A tarde é o momento quando se deixa de lado o trabalho e começa o repouso. Mas não era assim para Jesus. No momento em que ele também necessitava o descanso, viu-se rodeado das clamorosas necessidades humanas e sem egoísmo, sem protestar, com uma generosidade divina, saiu ao encontro dos homens. Enquanto houvesse uma alma necessitada, não haveria descanso para Jesus.

    Esta cena traz à mente de Mateus certas palavras de Isaías (Is 53:4) onde se diz que o Servo de Deus levou nossas enfermidades e

    sofreu nossas dores.

    O discípulo de Cristo não pode procurar descanso quando ainda há quem necessita ajuda e saúde; e o mais estranho é que seu cansaço

    desaparecerá e sua fraqueza se fortalecerá quando usar suas energias para ajudar a outros. De algum modo, quando chegarem as demandas,

    também virá o poder. E sentirá que pode seguir adiante por amor dos outros quando por si mesmo não daria mais nenhum passo.

    A EXORTAÇÃO A CALCULAR O CUSTO DO DISCIPULADO

    Mateus 8:18-22

    À primeira vista esta passagem parece estar fora de lugar neste

    capítulo. Ele inclui vários milagres e a primeira impressão é que esta passagem não encaixa bem em um capítulo onde se narram somente feitos milagrosos. Por que Mateus o inclui aqui?

    Sugeriu-se que Mateus inclui esta passagem porque estava pensando em Jesus como o "Servo Sofredor". Acaba de citar Is 53:4: "Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças" (Mt 8:17). De maneira muito natural, afirma-se, esta

    imagem leva o pensamento de Mateus à imagem seguinte, a de alguém que não tem um lugar onde repousar sua cabeça.

    Como diz Plummer: "A vida de Jesus começou em um estábulo emprestado, e terminou em uma tumba emprestada". Sugere-se, pois,

    que Mateus inseriu esta passagem aqui porque tanto esta como a anterior, mostram a Jesus como o Servo Sofredor de Deus.

    É possível. Mas muito mais possível é que Mateus tenha incluído esta passagem em um capítulo sobre milagres porque entendia que nela

    se relatava um milagre. Deve-se levar em conta que quem queria seguir a Jesus era um escriba. Dirigiu-se a Jesus usando o título mais alto que conhecia: "Mestre". A palavra grega é didaskalos, que equivale ao

    hebreu rabbi. Para este escriba Jesus era o maior mestre que tinha ouvido ou visto em sua vida. Era verdadeiramente um milagre que um escriba outorgasse a Jesus esse título, e que queria segui-lo. Jesus propugnava a

    destruição e o fim do estreito legalismo sobre o qual estava construída a religião dos escribas. Era realmente um milagre que um escriba visse algo de atrativo e apetecível em Jesus. Trata-se do milagre do impacto da

    personalidade de Jesus Cristo sobre os homens.

    O impacto de uma personalidade sobre outra pode certamente produzir os efeitos mais maravilhosos. Muitos grandes eruditos foram

    lançados à sua carreira de estudo pela personalidade de algum de seus professores ou mestres, durante os anos formativos. Muitos são cristãos e servem como cristãos a seus semelhantes graças ao impacto que alguma grande personalidade cristã fez sobre sua vida. A própria pregação foi

    definida e descrita por alguém como "a verdade através de uma pessoa".

    W. H. Elliot, em sua autobiografia Undiscovered Ends, conta algo muito interessante com respeito à grande atriz Edith Evans: "Quando

    morreu seu marido, veio até nós, angustiada pela dor... Em nossa sala da casa em Chester Square derramou seus sentimentos e falou de sua perda durante mais ou menos uma hora. Eram sentimentos que surgiam das

    fontes mais profundas de sua alma. Sua personalidade enchia totalmente a habitação. Que devo dizer, a habitação não era o suficientemente

    grande para contê-la!... Durante vários dias a sala de nossa casa ficou como 'eletrizada', segundo eu disse então. As potentes vibrações emitidas por aquela mulher ainda não tinham desaparecido."

    Esta história é similar a do impacto que produziu a personalidade de Jesus sobre o escriba. Até nossos dias segue sendo verdade que o mais

    necessário não é tanto falar com os homens sobre Jesus, como confrontá— los com Ele, e deixar que sua personalidade se ocupe do resto.

    Mas há muito mais que isto. Não termina o escriba de manifestar

    sua devoção quando Jesus lhe diz que as raposas têm covis, e as aves têm lugares para descansar nos ramos das árvores, mas o Filho do Homem não tem onde repousar sua cabeça. É como se Jesus dissesse: "Antes de me seguir, pensa muito bem o que vais fazer; antes de me seguir, calcula o custo." Jesus não queria seguidores arrastados por um momento de emoção que tão logo se acende como se apaga. Não queria homens que fossem arrastados por um mero sentimentalismo, que com a mesma facilidade que podia levá-los a ele, podia apartá-los.

    Queria seguidores que soubessem o que estavam fazendo. Falou de carregar uma cruz (Mt 10:38). Falou até de ficar acima das relações

    mais tenras e potentes da vida (Lc 14:26). Falou de dar tudo aos pobres (Mt 19:21). Sempre dizia aos homens: sim, já sei que seu

    coração corre para mim, e quer me seguir, mas, ama-me o suficiente para isso?"

    Em qualquer esfera da vida os homens devem confrontar-se com a realidade. Se um jovem expressa o desejo de cultivar a erudição,

    devemos lhe dizer: "Muito bem, mas está preparado para deixar de lado os prazeres e viver dedicado ao trabalho intelectual?" Quando um explorador está formando sua equipe, muitas pessoas se oferecem para

    acompanhá-lo, mas deve separar os românticos dos realistas, dizendo: "Bem, mas está preparado para o gelo e a neve, para os pântanos e o calor tropical, para a fadiga e o esgotamento de dias e dias de marcha?"

    Quando um jovem quer chegar a ser um atleta, o treinador deve lhe dizer: "Muito bem, mas estás preparado para a abnegação e a auto-

    disciplina que são as únicas coisas capazes de te dar a eminência a que aspiras?"

    Não se trata de apagar o entusiasmo, mas sim de reconhecer que o entusiasmo que não enfrenta a realidade muito em breve se consome, e

    somente ficam cinzas no lugar da chama. Ninguém poderá jamais dizer que seguiu a Jesus enganado. Jesus é absolutamente franco.

    Não estamos servindo a Jesus Cristo como ele quer que o façamos se levamos os homens a pensarem que o cristianismo é um caminho fácil

    de transitar. Não há coisa mais maravilhosa que seguir a Cristo, e não há glória como a que espera aos que chegam ao final do caminho; mas Jesus Cristo nunca disse que era um caminho fácil. O caminho para a glória

    sempre passa pela cruz.

    A TRAGÉDIA DO MOMENTO DESPERDIÇADO

    Mateus 8:18-22 (continuação)

    Mas havia outro homem que também queria seguir a Jesus. Este disse que seguiria o Mestre se Ele lhe permitisse primeiro ir e enterrar a

    seu pai. A resposta de Jesus foi: "Segue-me, e deixa que os mortos enterrem a seus mortos." As palavras de Jesus, à primeira vista, parecem tremendamente duras. Para o judeu enterrar de maneira decente a seu

    progenitor era um dever dos mais sagrados.

    Quando morreu Jacó, José pediu permissão a faraó para ir enterrar a seu pai. "Meu pai me fez jurar, declarando: Eis que eu morro; no meu

    sepulcro que abri para mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, desejo subir e sepultar meu pai, depois voltarei" (Gn 50:5). Devido ao caráter aparentemente severo e até ofensivo desta passagem,

    deram-se muitas interpretações de seu significado.

    Sugeriu-se que na tradução do aramaico, que Jesus falava, ao grego do Novo Testamento, houve um engano de termos, e que Jesus em realidade lhe disse que bem podia deixar a tarefa de enterrar a seu pai

    aos coveiros profissionais.

    Há um versículo muito estranho em Ez 39:15, que diz: "Os que percorrem a terra, a percorrerão e quando algum deles vir um osso de homem, por-lhe-á ao pé um sinal, até que os enterradores o tenham enterrado no vale de Hamom-Gogue." (TB) Este texto sugere que haveria entre os judeus uma classe de funcionários chamados enterradores. Sugeriu-se que Jesus recomendou ao homem cujo pai tinha morrido, que deixasse em mãos desses coveiros a tarefa de enterrar o defunto. Esta é uma explicação muito pouco provável.

    Sugeriu-se, por outro lado, que Jesus quis dizer exatamente o que lemos, acusando a sociedade de estar morta no pecado, e que recomenda a seu seguidor potencial abandoná-la logo que puder, embora fazê-lo signifique deixar sem enterro a seu pai; nada, nem sequer um dever tão sagrado, devia tardar a decisão de embarcar-se no seguimento de Cristo.

    Mas a verdadeira explicação, reside indubitavelmente na forma em que os judeus usavam esta frase, que ainda segue sendo comum, com o

    mesmo significado, no Oriente Médio.

    Wendt relata um incidente no qual teria participado um missionário sírio, M. Waldmeier. Este missionário era muito amigo de um turco

    jovem, inteligente e rico. Em uma conversação, recomendou-lhe que ao terminar seus estudos universitários fizesse uma viagem por distintos

    países da Europa, o que podia ajudá-lo a ampliar suas perspectivas. Mas o turco replicou: "Acima de tudo preciso enterrar o meu pai." O missionário, muito triste, deu seus pêsames ao jovem, desculpando-se por não ter-se informado da morte de seu pai. Mas o jovem turco sorriu e

    lhe explicou que seu pai estava bem vivo e gozava de boa saúde, e que sua expressão na linguagem local significava que estava obrigado a cumprir todos os seus deveres para com seus pais e parentes antes de

    poder fazer a viagem sugerida; que, em realidade não poderia abandonar seu lar até depois da morte de seu pai, que poderia não ocorrer até depois de passados muitos anos.

    Isto, muito provavelmente, é o que quis dizer o homem que aparece no evangelho. Ao dirigir-se a Jesus disse: "Vou seguir-te algum dia,

    depois que meu pai tenha morrido e esteja livre para dispor de mim mesmo." De fato, então, estava adiando sua decisão possivelmente por um lapso de muitos anos.

    Jesus era sábio. Conhecia o coração humano e sabia perfeitamente que se esse homem não se decidia a segui-lo ali mesmo, jamais o faria.

    Uma e outra vez atravessamos por momentos de entusiasmo em que nos sentimos impulsionados às ações mais nobres; e uma e outra vez também, deixamos que esses momentos passem de lado, sem agir de

    acordo com sua inspiração suprema. A tragédia da vida com muita freqüência é a do momento desperdiçado. Sentimo-nos movidos a uma determinada ação criativa, sentimo-nos movidos a abandonar uma

    fraqueza ou um hábito maligno, sentimo-nos movidos a dizer uma palavra a alguém, de simpatia, de advertência, de estímulo. Mas deixamos que passe o momento, que se desvaneça a inspiração, e nunca

    fazemos o que poderíamos ter feito, nunca dizemos essa palavra. Até nos melhores de entre nós há certa inércia e letargia, o hábito de adiar as coisas, de deixá-las para amanhã; e o momento nunca volta, e nunca

    passamos aos fatos.

    Jesus recomendou àquele homem: "Neste momento você sente que deve sair da sociedade morta em que você se move. Você diz que a

    abandonará quando tiver passado alguns anos e seu pai tenha morrido. Saia agora, abandone tudo hoje, porque de outro modo jamais o fará."

    Em sua autobiografia H. G. Wells conta um dos momentos cruciais de sua vida. Era aprendiz de lojista, com um comerciante que traficava com tecidos e a vida parecia carecer de toda perspectiva para ele. Então, um dia, sentiu o que ele denomina "uma voz interior e profética": "Saia imediatamente deste ofício, antes que seja muito tarde, abandone-o, deixe-o para trás." E não esperou voltar a ouvir outra vez a mesma voz. Imediatamente deixou o seu trabalho e começou a procurar outra coisa. A decisão desse instante fez com que houvesse um H. G. Wells. Que

    Deus nos dê esse poder de decisão para nos salvar de arruinar nossas melhores oportunidades!

    A PAZ DE SUA PRESENÇA

    Mateus 8:23-27

    Esta cena é muito freqüente no Mar da Galiléia. O Mar da Galiléia é pequeno; mede somente uns vinte e um quilômetros do norte ao sul, e

    treze do leste ao oeste, em sua parte mais larga. O vale do Jordão segue a linha de um profunda falha na crosta terrestre, e o Mar da Galiléia é parte dessa depressão. Está a 210 metros abaixo de nível do mar. Isto faz que

    seu clima seja quente e agradável, mas também tem seus perigos. Sobre o oeste, há montanhas com quebradas e vales; quando sopram os ventos frios do oeste, estes vales e quebradas atuam como gigantescos ventiladores. Neles o vento se comprime, por assim dizer, e baixa sobre

    o lago com uma violência inusitada, selvagem, fazendo-o, além disso, repentinamente. Em um instante a calma pode converter-se em pavorosa tempestade. As tormentas do Mar da Galiléia combinam, como em

    nenhum outro lugar, tanto a violência como o caráter repentino.

    W. M. Thompson, em Land and the Book, descreve suas experiências à beira do Mar da Galiléia:

    "Na ocasião a que me refiro, levantamos nossas carpas sobre a margem, e ficamos nesse lugar durante três dias e três noites, açoitado por esses terríveis vendavais. Tivemos que pôr dupla estaca em cada um dos ventos das carpas, e mais de uma vez, quando aumentava a tempestade, nos víamos obrigados a ajudar com todo nosso peso, nos apoiando sobre as sogas, para que o vento não levasse pelos ares nossas fracas moradas... O lago inteiro, ante nossos olhos, desatava-se em uma fúria incrível; as ondas chegavam às vezes até a porta de nossas carpas, batendo com tanta força contra as estacas, que nos infundia o temor de ser arrastados por sua força. Mais ainda, estes ventos não só são muito violentos, mas também sopram quando menos se espera, até com o céu claro e limpo. Em certa oportunidade tinha ido banhar-me nas águas termais e repentinamente

    começou a soprar um desses vendavais, tão inusitado em seu furor que com muita dificuldade consegui retornar ao acampamento."

    O Dr. W. M. Christie, que passou vários anos na Galiléia, descreve suas experiências. Diz que durante essas tormentas o vento parece soprar de todas as direções ao mesmo tempo, porque ao descer pelas estreitas gargantas das montanhas, tocam a superfície da água quase perpendicularmente. Conta de uma ocasião quando:

    Um grupo de visitantes se encontrava na margem do mar, em Tiberíades, e vendo a tranqüilidade transparente das águas e as reduzidas dimensões do lago, alguns expressaram dúvidas em relação à fidelidade do relato evangélico em que se menciona uma tormenta. Quase imediatamente o vento começou a soprar. Em vinte minutos o mar se via branco pela espuma das ondas. Grandes massas de água rompiam contra os muros da cidade, e os visitantes precisaram buscar refúgio para que não os molhasse a garoa que vinha como resultado desses abrolhos, embora se encontravam a mais de duzentos metros da margem.

    Em menos de meia hora a plácida superfície do lago se converteu em uma selvagem tormenta marinha.

    Isso é o que aconteceu a Jesus e seus discípulos. As palavras do relato em grego são muito vívidas. A tormenta se denomina seismós, termo que usualmente designa um terremoto. As ondas eram tão altas que o navio ficava oculto entre elas. Jesus, por outro lado, estava dormindo. Se lermos a narração de Mc 4:1, Mc 4:35 veremos que antes de sair para essa travessia, tinham estado usando a mesma embarcação como púlpito, de onde Jesus tinha ensinado a uma enorme multidão. Sem dúvida deve ter ficado exausto. E então, no momento do terror, os discípulos despertam, e a tormenta se calma.

    A CALMA EM MEIO À TORMENTA

    Mateus 8:23-27 (continuação)

    Nesta história há muito mais que o simples aquietar do mar e a tormenta. Suponhamos que Jesus verdadeiramente tenha acalmado uma

    tempestade marinha ao redor do ano 28 de nossa era. Isto seria algo maravilhoso. Entretanto, teria muito pouco a ver conosco. Seria a história de um milagre isolado, sem relação alguma conosco, homens do

    século

    XX. Se este fosse o significado da história, estaríamos autorizados a nos perguntar, por que Ele não repete o milagre em nossos tempos? Por que permite que muitos, crentes nEle, a quem Ele ama,

    sejam tragados pelo mar em meio de similares cataclismos naturais? Por que não intervém hoje para salvá-los? Se interpretarmos esta história simplesmente como o apaziguamento de uma tormenta meteorológica, apresentam-se problemas que, para alguns de nós, podem chegar a

    significar uma profunda tristeza.

    Mas o significado desta passagem vai muito além de tudo isto. O significado que devemos procurar nela não é que Jesus tenha sido capaz

    de acalmar uma tormenta na Galiléia, mas sim, quando Jesus está presente, todas as tormentas da vida se acalmam. Significa, em outras palavras, que quando Ele está presente há paz, seja qual for o tipo de

    tormenta que nos acosse. Quando sopra o vento frio, gélido da tristeza, podemos encontrar calma e consolo na presença de Jesus Cristo. Quando sopra o ardente vento da paixão, temos paz e segurança na presença de

    Jesus Cristo. Quando a tormenta da dúvida ameaça desarraigar os mais profundos fundamentos de nossa fé, há segurança e firmeza na presença de Jesus Cristo. Em todas as tormentas que sacodem o coração do

    homem, Jesus Cristo nos oferece a paz.

    Margaret Avery conta uma história maravilhosa. Em uma pequena escola rural, em uma zona montanhosa, a professora tinha contado a seus alunos a história da sujeição da tempestade. Muito pouco tempo depois

    se desatou uma tremenda nevasca, acompanhada de fortes ventos. A

    professora teve virtualmente que arrastar a seus alunos, no meio do vendaval, para deixá-los seguros em suas casas. O perigo que corria o grupo de meninos não era imaginário, mas muito real. Em meio de tudo isto, ouviu a voz de um dos meninos que dizia, como se estivesse falando consigo mesmo: "Esse Jesus poderia vir e nos dar uma mão agora."

    Esse menino tinha entendido perfeitamente bem a história; a professora deve ter sido uma excelente docente. A lição desta história, o significado que podemos extrair dela, o que nos ensina, é que quando as

    tormentas da vida sacodem nossa alma, Jesus Cristo está ali conosco, e que graças à sua presença o furor da tormenta se transforma em uma paz que nenhum cataclismo poderá nos roubar.

    UM UNIVERSO POSSUÍDO POR DEMÔNIOS

    Mateus 8:28-34

    Antes de começarmos o estudo detalhado desta passagem, possivelmente convenha que nos detenhamos para esclarecer uma dificuldade que o estudioso dos evangelhos enfrenta. Evidentemente os

    autores evangélicos tinham dúvidas sobre o lugar onde tinha acontecido este incidente. O desconhecimento exato deste dado se reflete nas diferenças que encontramos nos distintos evangelhos com respeito ao

    nome da região. Na Nova Versão Internacional lemos que Jesus chega à "região dos gadarenos". Mas há diferenças consideráveis entre os diversos manuscritos. A mesma versão, como também a Almeida

    Revista e Atualizada, que seguem os melhores manuscritos, dizem em Marcos e Lucas "gerasenos" (Mc 5:1; Lc 8:26).

    A dificuldade está em que ninguém conseguiu identificar o lugar

    exato. Gerasa não pode ser, pois a única Gerasa de que se tem conhecimento estava a mais de cinqüenta quilômetros da costa do mar, para o sudeste, em Gileade. E é evidente que Jesus não viajou, pelo menos naquela oportunidade, uma distância tão longa. Gadara pode ser a cidade de referência, porque está somente a uns dez quilômetros do

    Mar da Galiléia, e é perfeitamente possível que o cemitério e as pastagens para o gado de Gadara estivessem a alguma distância do centro povoado.

    Orígenes duvidava das duas possibilidades anteriores, e conhecendo a existência de uma aldeia chamada Gerasa; situada na margem a leste

    do lago, supôs que este fosse o lugar. As diferenças se devem ao fato de que os copistas dos manuscritos gregos não conheciam a Palestina o suficientemente bem para poder localizar exatamente o lugar real.

    Este milagre expõe o conceito da posse demoníaca, que é tão comum nos evangelhos. Na antiguidade se acreditava firmemente e sem vacilação alguma na existência de demônios e espíritos malignos. O ar

    estava tão cheio destas criaturas que, conforme diziam alguns, era impossível mover um alfinete pelo vazio sem cravar algum. Outros opinavam que havia sete milhões e meio; ou que havia dez mil à direita e

    dez mil à esquerda de cada ser humano. E todos estes espíritos a única coisa que faziam era esperar para ver que mal podiam fazer ao homem. Viviam habitualmente em lugares impuros, como por exemplo nas

    tumbas ou nos lugares onde era impossível conseguir água para lavar-se, ou nos desertos onde se podia ouvir seus uivos. Eram especialmente perigosos para o viajante solitário, para a mulher no transe de dar à luz,

    os recém casados, para os meninos que ficavam fora de suas casas quando já era escuro, e para todos os que viajavam durante a noite. Eram especialmente perigosos na hora de mais calor, ao meio dia, e entre o pôr-do-sol e a alvorada. Os demônios masculinos se chamavam shedim e

    os femininos lilin. Os demônios femininos tinham cabelo comprido e atacavam preferentemente os meninos: por isso é que os meninos tinham anjos da guarda que os protegiam (conforme Mt 18:10).

    Com respeito à origem dos demônios, sustentavam-se diversos pontos de vista. Alguns afirmavam que existiam desde a criação do mundo; outros afirmavam que eram os espíritos das pessoas más, que

    depois da morte seguiam praticando suas más obras. A opinião mais corrente os relacionava com a estranha história que encontramos em

    Gênesis 6:1-8. Nesta antiga passagem lemos como os anjos pecadores desceram à Terra e seduziram as filhas dos homens. Os demônios, sustentava-se, eram os descendentes dos filhos nascidos dessa maligna união.

    Todas as enfermidades se atribuem à ação desses demônios. Não somente eram responsáveis por enfermidades como a epilepsia ou a loucura, mas também pelas enfermidades especificamente físicas. Os egípcios sustentavam que o corpo estava formado por trinta e seis partes, e que cada uma delas podia estar habitada por um demônio. Um dos métodos que usavam para introduzir-se no corpo era rondar a sua vítima enquanto comia, entrando com os mantimentos.

    Tudo isto pode nos parecer fantástico; mas na antiguidade se acreditava nos demônios com convicção. Se alguém se convencia de que um demônio tinha penetrado em seu corpo, não era muito difícil que começassem a manifestar-se nele todos os sintomas da posse demoníaca. Estava genuinamente convencido que era habitava por um espírito maligno. Sabemos que qualquer um pode adoecer fisicamente se está convencido de que possui uma doença; isto era muito mais fácil em uma época quando havia muito do que hoje nós chamaríamos superstição, e os conhecimentos científicos eram muito mais primitivos que na atualidade. Embora não existam os demônios, só era possível curar agindo a partir do suposto do doente de que para ele os demônios eram a coisa mais real.

    A DERROTA DOS DEMÔNIOS

    Mateus 8:28-34 (continuação)

    Quando Jesus chegou ao outro lado do lago, saíram a seu encontro dois endemoninhados que viviam nos sepulcros, porque os sepulcros eram um lugar muito adequado para a habitação dos demônios. Estes dois homens chegavam a enfurecer-se tanto que constituíam um perigo

    para os transeuntes, e em geral ninguém se atrevia a aproximar-se muito deles.

    W. M. Thompson, no Land and the Book, relata sua experiência de ter conhecido, em pleno século XIX, ao viajar pela Terra Santa, homens

    em similar condição à que se descreve no relato evangélico:

    "Até hoje há casos muito similares – maníacos furiosos, de grande perigo, que vagam pelas montanhas e dormem em cavernas e em sepulcros. Em seus piores paroxismos é impossível controlá-los e têm uma força incrível... Uma das características destes doentes é que se negam a pôr roupa. Vi-os, absolutamente nus, nas ruas cheias de transeuntes de Beirute ou Sidom. Há casos em que se põem a correr desvairadamente pelo campo, assustando a todos os habitantes da região."

    Além de tudo o mais que se pode fazer, Jesus começou demonstrando uma coragem fora do comum ao deter-se para falar com estes dois homens.

    Se seriamente queremos conhecer os detalhes desta história, devemos nos remeter a Marcos (Mc 5:1-19), onde a narração é bem mais longa. O que Mateus nos oferece é um resumo da outra. Esta história

    milagrosa deu lugar a muitas discussões, e estas em geral se concentram em torno da destruição da manada de porcos Muitos consideraram um tanto estranho e desumano que Jesus destruir assim uma piara de

    animais. Mas é caso seguro que Ele não destruiu deliberadamente os porcos. Devemos buscar visualizar o que aconteceu.

    Os homens gritavam em alta voz (Mc 5:7; Lc 8:28). Devemos recordar que esses dois homens acreditavam firmemente que estavam

    possuídos por demônios. Uma das crenças ortodoxas do judaísmo era que com a vinda do Messias todos os demônios seriam aniquilados e destruídos. É por isso que os dois homens perguntam a Jesus por que

    tinha vindo a torturá-los antes de que fosse sua hora. Estes homens estavam tão convencidos de que os demônios habitavam em seus corpos, que nada teria podido "curá-los" a menos que vissem com seus próprios

    olhos como os demônios saíam deles e eram destruídos. Devia ocorrer algo que fosse para eles uma prova irrebatível de sua liberação. É

    provável que seus gritos em alta voz tenham espantado os porcos, que se lançaram ao lago. A água era fatal para os demônios. Jesus aproveitou a oportunidade. "Olhem", disse-lhes, "seus demônios saíram de vocês e se colocaram nesses porcos, que agora se precipitam no lago, e ficam destruídos para sempre jamais."

    Jesus sabia que não se poderia convencer a esses pobres miseráveis de que estavam curados sem que eles o vissem com seus próprios olhos. Se as coisas ocorreram deste modo, não se pode dizer que Jesus tenha

    destruído deliberadamente os porcos. Valeu-se dessa imagem como um recurso útil para convencer a esses dois pobres homens da realidade de sua cura.

    Mas embora Jesus tivesse ocasionado deliberadamente a destruição dos porcos, não se pode culpá-lo de ter feito algo improcedente. É possível chegar a ser excessivamente melindroso.

    T. R. Glover diz que muitas pessoas acreditam que são muito piedosas, quando em realidade o que fazem é ser melindrosas. Evidentemente não se pode comparar o valor de um montão de porcos

    com o de dois seres humanos, cujas almas são imortais. Bem poucos entre nós se negarão a comer presunto, ou costelas de porco. Nossa simpatia para com os porcos não nos impede de comer isso. Podemos

    então nos queixar de que Jesus tenha devolvido a saúde a dois seres humanos à custa de uma vara de porcos? Ninguém diria que esta ação significa estimular a crueldade para com os animais. Apenas significa que devemos manter certa proporção em nossa atitude diante da vida.

    A suprema tragédia desta história está na forma como que termina. Os que cuidavam dos porcos correram à cidade e contaram o ocorrido aos habitantes desta. O resultado foi que os gadarenos acudiram a Jesus e lhe pediram que abandonasse essa região. Aqui vemos o egoísmo humano em sua expressão concreta. Não se importavam com o fato de que dois semelhantes tivessem recuperado a razão. Tudo o que lhes importava era que tinham perdido seus porcos.

    Com muita freqüência encontramos quem opina: "Não me importa o resto do mundo enquanto conserve meus lucros e meus bens e minha comodidade." Possivelmente nos surpreenda a dureza do coração daqueles gadarenos, mas é necessário que mantenhamos uma atitude vigilante para não cairmos também na atitude dos muitos que se negam a ajudar a outros quando a ajuda implica renunciar a algum privilégio.


    Notas de Estudos jw.org

    Disponível no site oficial das Testemunhas de Jeová
    Notas de Estudos jw.org - Comentários de Mateus Capítulo 8 versículo 21
    enterrar meu pai: Veja a nota de estudo em Lc 9:59.


    Dicionário

    Discípulos

    Discípulos O conceito de discípulo — aquele que aprende de um mestre — surgiu no judaísmo do Segundo Templo. De fato, no Antigo Testamento a palavra só aparece uma vez (1Cr 25:8).

    Nos evangelhos, o termo indica a pessoa chamada por Jesus (Mc 3:13 Lc 6:13; 10,1), para segui-lo (Lc 9:57-62), fazendo a vontade de Deus a ponto de aceitar a possibilidade de enfrentar uma morte vergonhosa como era a condenação à cruz (Mt 10:25.37; 16,24; Lc 14:25ss.).

    Os discípulos de Jesus são conhecidos pelo amor existente entre eles (Jo 13:35; 15,13). A fidelidade ao chamado do discípulo exige uma humildade confiante em Deus e uma disposição total para renunciar a tudo que impeça seu pleno seguimento (Mt 18:1-4; 19,23ss.; 23,7).

    Mesmo que tanto os apóstolos como o grupo dos setenta e dois (Mt 10:1; 11,1; Lc 12:1) tenham recebido a designação de discípulos, o certo é que não pode restringir-se somente a esses grupos. Discípulo é todo aquele que crê em Jesus como Senhor e Messias e segue-o (At 6:1; 9,19).

    E. Best, Disciples and Discipleship, Edimburgo 1986; m. Hengel, The Charismatic Leader and His Followers, Nova York 1981; J. J. Vicent, Disciple and Lord, Sheffield 1976; C. Vidal Manzanares, El judeo-cristianismo...; Idem, El Primer Evangelio...; J. Dupont, El Mensaje de las Bienaventuranzas, Estella 81993; J. Zumstein, Mateo, el teólogo, Estella 31993.


    Dissê

    1ª pess. sing. pret. perf. ind. de dizer
    3ª pess. sing. pret. perf. ind. de dizer

    di·zer |ê| |ê| -
    (latim dico, -ere)
    verbo transitivo

    1. Exprimir por meio de palavra, por escrito ou por sinais (ex.: dizer olá).

    2. Referir, contar.

    3. Depor.

    4. Recitar; declamar (ex.: dizer poemas).

    5. Afirmar (ex.: eu digo que isso é mentira).

    6. Ser voz pública (ex.: dizem que ele é muito honesto).

    7. Exprimir por música, tocando ou cantando.

    verbo intransitivo

    8. Condizer, corresponder.

    9. Explicar-se; falar.

    10. Estar (bem ou mal) à feição ou ao corpo (ex.: essa cor não diz bem). = CONVIR, QUADRAR

    verbo pronominal

    11. Intitular-se; afirmar ser.

    12. Chamar-se.

    13. Declarar o jogo que se tem ou se faz.

    nome masculino

    14. Expressão, dito (ex.: leu os dizeres do muro).

    15. Estilo.

    16. Maneira de se exprimir.

    17. Rifão.

    18. Alegação, razão.


    quer dizer
    Expressão usada para iniciar uma explicação adicional em relação a algo que foi dito anteriormente. = ISTO É, OU SEJA

    tenho dito
    Fórmula com que se dá por concluído um discurso, um arrazoado, etc.


    Pai

    substantivo masculino Aquele que tem ou teve filho(s); genitor, progenitor.
    Indivíduo em relação aos seus filhos.
    Responsável pela criação de; criador: Corneille é o pai da tragédia francesa.
    Quem funda uma instituição, cidade, templo; fundador.
    [Zoologia] Animal macho que teve filhotes.
    Figurado Algo ou alguém que dá origem a outra coisa ou pessoa: o desconhecimento é o pai da ignorância.
    Indivíduo que pratica o bem, que realiza ou possui boas ações; benfeitor.
    Religião Primeira pessoa que, juntamente com o Filho e com o Espírito Santo, compõe a Santíssima Trindade.
    Religião Título dado aos membros padres de uma congregação religiosa.
    substantivo masculino plural Os progenitores de alguém ou os seus antepassados.
    expressão Pai Eterno. Deus.
    Pai espiritual. Aquele que dirige a consciência de alguém.
    Etimologia (origem da palavra pai). Talvez do latim patre-, padre, pade, pai.

    substantivo masculino Aquele que tem ou teve filho(s); genitor, progenitor.
    Indivíduo em relação aos seus filhos.
    Responsável pela criação de; criador: Corneille é o pai da tragédia francesa.
    Quem funda uma instituição, cidade, templo; fundador.
    [Zoologia] Animal macho que teve filhotes.
    Figurado Algo ou alguém que dá origem a outra coisa ou pessoa: o desconhecimento é o pai da ignorância.
    Indivíduo que pratica o bem, que realiza ou possui boas ações; benfeitor.
    Religião Primeira pessoa que, juntamente com o Filho e com o Espírito Santo, compõe a Santíssima Trindade.
    Religião Título dado aos membros padres de uma congregação religiosa.
    substantivo masculino plural Os progenitores de alguém ou os seus antepassados.
    expressão Pai Eterno. Deus.
    Pai espiritual. Aquele que dirige a consciência de alguém.
    Etimologia (origem da palavra pai). Talvez do latim patre-, padre, pade, pai.

    substantivo masculino Aquele que tem ou teve filho(s); genitor, progenitor.
    Indivíduo em relação aos seus filhos.
    Responsável pela criação de; criador: Corneille é o pai da tragédia francesa.
    Quem funda uma instituição, cidade, templo; fundador.
    [Zoologia] Animal macho que teve filhotes.
    Figurado Algo ou alguém que dá origem a outra coisa ou pessoa: o desconhecimento é o pai da ignorância.
    Indivíduo que pratica o bem, que realiza ou possui boas ações; benfeitor.
    Religião Primeira pessoa que, juntamente com o Filho e com o Espírito Santo, compõe a Santíssima Trindade.
    Religião Título dado aos membros padres de uma congregação religiosa.
    substantivo masculino plural Os progenitores de alguém ou os seus antepassados.
    expressão Pai Eterno. Deus.
    Pai espiritual. Aquele que dirige a consciência de alguém.
    Etimologia (origem da palavra pai). Talvez do latim patre-, padre, pade, pai.

    Esta palavra, além da sua significação geral, toma-se também na Escritura no sentido de avô, bisavô, ou fundador de uma família, embora remota. Por isso os judeus no tempo de Jesus Cristo chamavam pais a Abraão, isaque e Jacó. Jesus Cristo é chamado o Filho de Davi, embora este rei estivesse distante dele muitas gerações. Pela palavra ‘pai’ também se compreende o instituidor, o mestre, o primeiro de uma certa profissão. Jabal ‘foi o pai dos que habitam nas tendas e possuem gado’. E Jubal ‘foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta’ (Gn 4:20-21). Também se emprega o termo no sentido de parentesco espiritual bom ou mau – assim, Deus é o Pai da Humanidade. o diabo é cognominado o pai da mentira (Jo 8:44). Abraão é o pai dos crentes. É igualmente chamado ‘o pai de muitas nações’, porque muitos povos tiveram nele a sua origem. Na idade patriarcal a autoridade do pai na família era absoluta, embora não tivesse o poder de dar a morte a seus filhos (Dt 21:18-21).

    Os pais não são os construtores da vida, porém, os médiuns dela, plasmando-a, sob a divina diretriz do Senhor. Tornam-se instrumentos da oportunidade para os que sucumbiram nas lutas ou se perderam nos tentames da evolução, algumas vezes se transformando em veículos para os embaixadores da verdade descerem ao mundo em agonia demorada.
    Referencia: FRANCO, Divaldo P• Lampadário espírita• Pelo Espírito Joanna de Ângelis• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 17

    Os pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso P de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Caminho, verdade e vida• Pelo Espírito Emmanuel• 26a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 12

    Os pais da Terra não são criadores, são zeladores das almas, que Deus lhes confia, no sagrado instituto da família.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Dicionário da alma• Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

    Ser pai é ser colaborador efetivo de Deus, na Criação.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Luz no lar: seleta para uso no culto do Evangelho no lar• Por diversos Espíritos• 10a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 46

    [...] [Os pais são os] primeiros professores [...].
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo• O Espírito da Verdade: estudos e dissertações em torno de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec• Por diversos Espíritos• 8a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1992• - cap• 16


    Pai Maneira de falar de Deus e com Deus. No AT Deus tratava o povo de Israel como seu filho (Ex 4:22); (Dt 1:31); 8.5; (Os 11:1). Jesus chamava Deus de “Pai” (Jo 5:17). Ele ensinou que todos aqueles que crêem nele são filhos de Deus (Jo 20:17). Ver também (Mt 6:9) e Rm

    Pai Ver Abba, Deus, Família, Jesus, Trindade.

    Senhor

    Senhor
    1) (Propriamente dito: hebr. ADON; gr. KYRIOS.) Título de Deus como dono de tudo o que existe, especialmente daqueles que são seus servos ou escravos (Sl 97:5; Rm 14:4-8). No NT, “Senhor” é usado tanto para Deus, o Pai, como para Deus, o Filho, sendo às vezes impossível afirmar com certeza de qual dos dois se está falando.


    2) (hebr. ????, YHVH, JAVÉ.) Nome de Deus, cuja tradução mais provável é “o Eterno” ou “o Deus Eterno”. Javé é o Deus que existe por si mesmo, que não tem princípio nem fim (Ex 3:14; 6.3). Seguindo o costume que começou com a SEPTUAGINTA, a grande maioria das traduções modernas usa “Senhor” como equivalente de ????, YHVH (JAVÉ). A RA e a NTLH hoje escrevem “SENHOR”. A forma JAVÉ é a mais aceita entre os eruditos. A forma JEOVÁ (JEHOVAH), que só aparece a partir de 1518, não é recomendável por ser híbrida, isto é, consta da mistura das consoantes de ????, YHVH, (o Eterno) com as vogais de ???????, ADONAI (Senhor).


    Senhor Termo para referir-se a YHVH que, vários séculos antes do nascimento de Jesus, havia substituído este nome. Sua forma aramaica “mar” já aparecia aplicada a Deus nas partes do Antigo Testamento redigidas nesta língua (Dn 2:47; 5,23). Em ambos os casos, a Septuaginta traduziu “mar” por “kyrios” (Senhor, em grego). Nos textos de Elefantina, “mar” volta a aparecer como título divino (pp. 30 e 37). A. Vincent ressaltou que este conteúdo conceitual já se verificava no séc. IX a.C. Em escritos mais tardios, “mar” continua sendo uma designação de Deus, como se vê em Rosh ha-shanah 4a; Ber 6a; Git 88a; Sanh 38a; Eruv 75a; Sab 22a; Ket 2a; Baba Bat 134a etc.

    Em algumas ocasiões, Jesus foi chamado de “senhor”, como simples fórmula de cortesia. Ao atribuir a si mesmo esse título, Jesus vai além (Mt 7:21-23; Jo 13:13) e nele insere referências à sua preexistência e divindade (Mt 22:43-45; Mc 12:35-37; Lc 20:41-44 com o Sl 110:1). Assim foi também no cristianismo posterior, em que o título “Kyrios” (Senhor) aplicado a Jesus é idêntico ao empregado para referir-se a Deus (At 2:39; 3,22; 4,26 etc.); vai além de um simples título honorífico (At 4:33; 8,16; 10,36; 11,16-17; Jc 1:1 etc.); supõe uma fórmula cúltica própria da divindade (At 7:59-60; Jc 2:1); assim Estêvão se dirige ao Senhor Jesus no momento de sua morte, o autor do Apocalipse dirige a ele suas súplicas e Tiago acrescenta-lhe o qualificativo “de glória” que, na verdade, era aplicado somente ao próprio YHVH (Is 42:8). Tudo isso permite ver como se atribuíam sistematicamente a Jesus citações veterotestamentárias que originalmente se referiam a YHVH (At 2:20ss.com Jl 3:1-5).

    Finalmente, a fórmula composta “Senhor dos Senhores” (tomada de Dt 10:17 e referente a YHVH) é aplicada a Jesus e implica uma clara identificação do mesmo com o Deus do Antigo Testamento (Ap 7:14; 19,16). Tanto as fontes judeu-cristãs (1Pe 1:25; 2Pe 1:1; 3,10; Hc 1:10 etc.) como as paulinas (Rm 5:1; 8,39; 14,4-8; 1Co 4:5; 8,5-6; 1Ts 4:5; 2Ts 2:1ss. etc.) confirmam essas assertivas.

    W. Bousset, Kyrios Christos, Nashville 1970; J. A. Fitzmyer, “New Testament Kyrios and Maranatha and Their Aramaic Background” em To Advance the Gospel, Nova York 1981, pp. 218-235; L. W. Hurtado, One God, One Lord: Early Christian Devotion and Ancient Jewish Monotheism, Filadélfia 1988; B. Witherington III, “Lord” em DJG, pp. 484-492; O. Cullmann, o. c.; C. Vidal Manzanares, “Nombres de Dios” en Diccionario de las tres...; Idem, El judeo-cristianismo...; Idem, El Primer Evangelio...


    substantivo masculino Proprietário, dono absoluto, possuidor de algum Estado, território ou objeto.
    História Aquele que tinha autoridade feudal sobre certas pessoas ou propriedades; proprietário feudal.
    Pessoa nobre, de alta consideração.
    Gramática Forma de tratamento cerimoniosa entre pessoas que não têm intimidade e não se tratam por você.
    Soberano, chefe; título honorífico de alguns monarcas.
    Figurado Quem domina algo, alguém ou si mesmo: senhor de si.
    Dono de casa; proprietário: nenhum senhor manda aqui.
    Pessoa distinta: senhor da sociedade.
    Antigo Título conferido a pessoas distintas, por posição ou dignidade de que estavam investidas.
    Antigo Título de nobreza de alguns fidalgos.
    Antigo O marido em relação à esposa.
    adjetivo Sugere a ideia de grande, perfeito, admirável: ele tem um senhor automóvel!
    Etimologia (origem da palavra senhor). Do latim senior.onis.

    [...] o Senhor é a luz do mundo e a misericórdia para todos os corações.
    Referencia: LIMA, Antônio• Vida de Jesus: baseada no Espiritismo: estudo psicológico• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - Pelo Evangelho


    o termo ‘Senhor’, no A.T., paraexprimir Jeová, está suficientemente compreendido nesta última palavra – e, como tradução de ãdôn, não precisa de explicação. Em Js 13:3, e freqüentemente em Juizes e Samuel, representa um título nativo dos governadores dos filisteus, não se sabendo coisa alguma a respeito do seu poder. o uso de ‘Senhor’ (kurios), no N.T., é interessante, embora seja muitas vezes de caráter ambíguo. Nas citações do A.T., significa geralmente Jeová, e é também clara a significaçãoem outros lugares (*vejag. Mt 1:20). Mas, fora estas citações, há muitas vezes dúvidas sobre se a referência é a Deus como tal (certamente Mc 5:19), ou ao Salvador, como Senhor e Mestre. Neste último caso há exemplos do seu emprego, passando por todas as gradações: porquanto é reconhecido Jesus, ou como Senhor e Mestre no mais alto sentido (Mt 15:22 – e geralmente nas epístolas – *veja 1 Co 12.3), ou como doutrinador de grande distinção (Mt 8:21 – 21.3), ou ainda como pessoa digna de todo o respeito (Mt 8:6). Deve-se observar que kurios, termo grego equivalente ao latim “dominus”, era o título dado ao imperador romano em todas as terras orientais, em volta do Mediterrâneo. E isto serve para explicar o fato de aplicarem os cristãos ao Salvador esse título, querendo eles, com isso, acentuar na sua mente e na das pessoas que os rodeavam a existência de um império maior mesmo que o de César. Com efeito, o contraste entre o chefe supremo do império romano e Aquele que é o Senhor de todos, parece apoiar muitos dos ensinamentos do N.T. Algumas vezes se usa o termo ‘Senhor’ (Lc 2:29At 4:24, etc.) como tradução de despõtes, que significa ‘dono, amo’, sugerindo, quando se emprega a respeito dos homens, que ao absoluto direito de propriedade no mundo antigo estava inerente uma verdadeira irresponsabilidade. (*veja Escravidão.)

    Sepultar

    Dicionário Comum
    verbo transitivo Enterrar: sepultar os mortos no cemitério.
    Fazer desaparecer sob um amontoamento: aldeia sepultada sob a neve.
    Figurado Guardar, levar: ele sepultou consigo seu segredo.
    Fonte: Priberam

    Dicionário Comum
    sepultar
    v. 1. tr. dir. e pron. Encerrar(-se) em sepultura; enterrar(-se), inumar(-se). 2. tr. dir. Aterrar, soterrar. 3. tr. dir. Lançar em lugar profundo (abismo, poço, oceano etc.). 4. tr. dir. Enclausurar, prender. 5. tr. dir. Afundar, meter. 6. pron. Fugir à vida mundana; recolher-se, retrair-se. 7. tr. dir. Pôr fim a .
    Fonte: Priberam

    | adj. f.
    | interj.
    Será que queria dizer ou ?


    adjectivo feminino
    adjetivo feminino

    de vão.



    (forma do verbo ir)
    interjeição

    Exclamação usada para encorajamento ou incentivo (ex.: vá, vamos embora).


    | adj. f.
    | interj.
    Será que queria dizer ou ?


    adjectivo feminino
    adjetivo feminino

    de vão.



    (forma do verbo ir)
    interjeição

    Exclamação usada para encorajamento ou incentivo (ex.: vá, vamos embora).


    Strongs

    Este capítulo contém uma lista de palavras em hebraico e grego presentes na Bíblia, acompanhadas de sua tradução baseada nos termos de James Strong. Strong foi um teólogo e lexicógrafo que desenvolveu um sistema de numeração que permite identificar as palavras em hebraico e grego usadas na Bíblia e seus significados originais. A lista apresentada neste capítulo é organizada por ordem alfabética e permite que os leitores possam ter acesso rápido e fácil aos significados das palavras originais do texto bíblico. A tradução baseada nos termos de Strong pode ajudar os leitores a ter uma compreensão mais precisa e profunda da mensagem bíblica, permitindo que ela seja aplicada de maneira mais eficaz em suas vidas. James Strong
    δέ ἕτερος μαθητής αὐτός ἔπω κύριος ἐπιτρέπω μοί ἀπέρχομαι πρῶτον θάπτω μοῦ πατήρ
    Mateus 8: 21 - Texto em Grego - (BGB) - Bíblia Grega Bereana

    E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai.
    Mateus 8: 21 - (ARAi) Almeida Revista e Atualizada Interlinear

    Outubro de 29
    G1161
    δέ
    e / mas / alem do mais / além disso
    (moreover)
    Conjunção
    G1473
    egṓ
    ἐγώ
    exilados, exílio, cativeiro
    (captive)
    Substantivo
    G2010
    epitrépō
    ἐπιτρέπω
    passar para, transferir, comprometer, instruir
    (allow)
    Verbo - Imperativo aorista (pretérito não qualificado de um verbo sem referência à duração ou conclusão da ação) Ativo - 2ª pessoa do singular
    G2087
    héteros
    ἕτερος
    o outro, próximo, diferente
    (other)
    Adjetivo - Masculino no Singular acusativo
    G2290
    tháptō
    θάπτω
    cinturão, cinto
    (loincloths)
    Substantivo
    G2532
    kaí
    καί
    desejo, aquilo que é desejável adj
    (goodly)
    Substantivo
    G2962
    kýrios
    κύριος
    antes
    (before)
    Prepostos
    G3004
    légō
    λέγω
    terra seca, solo seco
    (the dry land)
    Substantivo
    G3101
    mathētḗs
    μαθητής
    filho do rei Acazias e o oitavo rei de Judá
    ([pertained] to Joash)
    Substantivo
    G3588
    ho
    para que
    (that)
    Conjunção
    G3962
    patḗr
    πατήρ
    um lugar no sudeste da Palestina junto ao limite do território dos cananeus, próximo a
    (unto Lasha)
    Substantivo
    G4412
    prōton
    πρῶτον
    primeiro
    (first)
    Advérbio - superlativo
    G565
    apérchomai
    ἀπέρχομαι
    declaração, discurso, palavra
    (to my speech)
    Substantivo
    G846
    autós
    αὐτός
    dele
    (of him)
    Pronome Pessoal / Possessivo - Genitivo Masculino 3ª pessoa do singular


    δέ


    (G1161)
    (deh)

    1161 δε de

    partícula primária (adversativa ou aditiva); conj

    1. mas, além do mais, e, etc.

    ἐγώ


    (G1473)
    egṓ (eg-o')

    1473 εγω ego

    um pronome primário da primeira pessoa “Eu” (apenas expresso quando enfático); TDNT - 2:343,196; pron

    1. Eu, me, minha, meu

    ἐπιτρέπω


    (G2010)
    epitrépō (ep-ee-trep'-o)

    2010 επιτρεπω epitrepo

    de 1909 e a raiz de 5157; v

    passar para, transferir, comprometer, instruir

    permitir, consentir, dar permissão


    ἕτερος


    (G2087)
    héteros (het'-er-os)

    2087 ετερος heteros

    de afinidade incerta TDNT - 2:702,265; adj

    1. o outro, próximo, diferente
      1. para número
        1. usado para diferenciar de alguma pessoa ou coisa anterior
        2. o outro de dois
      2. para qualidade
        1. outro: i.e. alguém que não é da mesma natureza, forma, classe, tipo, diferente

    Sinônimos ver verbete 5806


    θάπτω


    (G2290)
    tháptō (thap'-to)

    2290 θαπτω thapto

    raíz; v

    1. sepultar, enterrar

    καί


    (G2532)
    kaí (kahee)

    2532 και kai

    aparentemente, uma partícula primária, que tem uma ação aditiva e algumas vezes também uma força acumulativa; conj

    1. e, também, até mesmo, realmente, mas

    κύριος


    (G2962)
    kýrios (koo'-ree-os)

    2962 κυριος kurios

    de kuros (supremacia); TDNT - 3:1039,486; n m

    1. aquele a quem uma pessoa ou coisas pertence, sobre o qual ele tem o poder de decisão; mestre, senhor
      1. o que possue e dispõe de algo
        1. proprietário; alguém que tem o controle da pessoa, o mestre
        2. no estado: o soberano, príncipe, chefe, o imperador romano
      2. é um título de honra, que expressa respeito e reverência e com o qual servos tratavam seus senhores
      3. título dado: a Deus, ao Messias

    Sinônimos ver verbete 5830


    λέγω


    (G3004)
    légō (leg'-o)

    3004 λεγω lego

    palavra raiz; TDNT - 4:69,505; v

    1. dizer, falar
      1. afirmar sobre, manter
      2. ensinar
      3. exortar, aconselhar, comandar, dirigir
      4. apontar com palavras, intentar, significar, querer dizer
      5. chamar pelo nome, chamar, nomear
      6. gritar, falar de, mencionar

    μαθητής


    (G3101)
    mathētḗs (math-ay-tes')

    3101 μαθητης mathetes

    de 3129; TDNT - 4:415,552; n m

    1. aprendiz, pupilo, aluno, discípulo


    (G3588)
    ho (ho)

    3588 ο ho

    que inclue o feminino η he, e o neutro το to

    em todos as suas inflexões, o artigo definido; artigo

    1. este, aquela, estes, etc.

      Exceto “o” ou “a”, apenas casos especiais são levados em consideração.


    πατήρ


    (G3962)
    patḗr (pat-ayr')

    3962 πατηρ pater

    aparentemente, palavra raiz; TDNT - 5:945,805; n m

    1. gerador ou antepassado masculino
      1. antepassado mais próximo: pai da natureza corporal, pais naturais, tanto pai quanto mãe
      2. antepassado mais remoto, fundador de uma família ou tribo, progenitor de um povo, patriarca: assim Abraão é chamado, Jacó e Davi
        1. pais, i.e., ancestrais, patriarcas, fundadores de uma nação
      3. alguém avançado em anos, o mais velho
    2. metáf.
      1. o originador e transmissor de algo
        1. os autores de uma família ou sociedade de pessoas animadas pelo mesmo espírito do fundador
        2. alguém que tem infundido seu próprio espírito nos outros, que atua e governa suas mentes
      2. alguém que está numa posição de pai e que cuida do outro de um modo paternal
      3. um título de honra
        1. mestres, como aqueles a quem os alunos seguem o conhecimento e treinamento que eles receberam
        2. membros do Sinédrio, cuja prerrogativa era pela virtude da sabedoria e experiência na qual se sobressaíam; cuidar dos interesses dos outros
    3. Deus é chamado o Pai
      1. das estrelas, luminares celeste, porque ele é seu criador, que as mantém e governa
      2. de todos os seres inteligentes e racionais, sejam anjos ou homens, porque ele é seu criador, guardião e protetor
        1. de seres espirituais de todos os homens
      3. de cristãos, como aqueles que através de Cristo tem sido exaltados a uma relação íntima e especialmente familiar com Deus, e que não mais o temem como a um juiz severo de pecadores, mas o respeitam como seu reconciliado e amado Pai
      4. o Pai de Jesus Cristo, aquele a quem Deus uniu a si mesmo com os laços mais estreitos de amor e intimidade, fez conhecer seus propósitos, designou para explicar e propagar entre os homens o plano da salvação, e com quem também compartilhou sua própria natureza divina
        1. por Jesus Cristo mesmo
        2. pelos apóstolos

    πρῶτον


    (G4412)
    prōton (pro'-ton)

    4412 πρωτον proton

    neutro de 4413 como advérbio (com ou sem 3588); TDNT - 6:868,965; adv

    1. primeiro em tempo ou lugar
      1. em qualquer sucessão de coisas ou pessoas
    2. primeiro em posição
      1. influência, honra
      2. chefe
      3. principal

        primeiro, no primeiro


    ἀπέρχομαι


    (G565)
    apérchomai (ap-erkh'-om-ahee)

    565 απερχομαι aperchomai

    de 575 e 2064; TDNT - 2:675,257; v

    1. ir embora, partir
      1. partir a fim de seguir alguém, ir após ele, seguir seu partido, segui-lo como um líder
    2. passar, terminar, abandonar
      1. de deixar maldades e sofrimentos
      2. de coisas boas roubadas de alguém
      3. de um estado transitório das coisas

    αὐτός


    (G846)
    autós (ow-tos')

    846 αυτος autos

    da partícula au [talvez semelhante a raiz de 109 pela idéia de um vento instável] (para trás); pron

    1. ele próprio, ela mesma, eles mesmos, de si mesmo
    2. ele, ela, isto
    3. o mesmo