O Evangelho no Lar

O Evangelho no Lar, na doutrina espírita, é uma prática de estudo e reflexão sobre os ensinamentos de Jesus, com o objetivo de harmonizar o ambiente familiar e promover o desenvolvimento moral e espiritual.

Livro da Esperança - Capítulo III

NA CONSTRUÇÃO DO FUTURO

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo...” Jesus (João 18:36)
“Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futur a, mas a idéia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e por Isso mesmo, falsa em diversos pontos. Par a gr ande número, de pessoas, não, há, a tal respeito, mais de que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesma a incredulidade, O Espiritismo veio completar, nesse ponto, coma em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o, quando os homens já se mostr am madur os bastante par a apreender em a verdade.”
(ESE Capítulo 11, Item
3)


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“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo.” — JESUS (Jo 18:36)


“Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e por isso mesmo falsa em diversos pontos. Para grande número de pessoas não há a tal respeito, mais do que uma crença balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.

O Espiritismo veio completar nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreenderem o verdade.” — ()


Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor e quedas-te, muita vez, em amargoso desalento porque tardem a vir.


Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento te pacifique.

Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.


Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.

Choraram tanto que turvaram os olhos não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxílio nas vascas da aflição.


Contempla os que passam vaidosos sem saberem utilizar, construtivamente, os favores da fortuna.

Habituaram-se tanto às enganosas vantagens da moeda abundante que perderam o senso íntimo.


Enumera os que se embriagam de poder transitório.

Abusaram tanto da autoridade que caíram na exaltação da paranoia sem darem conta disso.


Relaciona os que asseveram amar, transformando a afetividade no egoísmo envolvente.

Apaixonaram-se tanto por criaturas e cousas, cultivando exigências, que deliram positivamente sem perceber.


Anota os que avançam, hipnotizados pelas dignidades que receberam do mundo.

Fascinaram-se tanto pelas honras exteriores que olvidaram os semelhantes a quem lhes compete o dever de servir.


Nenhum deles atrasou por maldade. Foram vítimas da ilusão que, frequentemente, se agiganta qual imenso nevoeiro na periferia da vida, mas regressarão depois à verdade triunfante para atenderem às tarefas que realizas.

Para todos eles que ainda não conseguiram chegar à grande renovação é compreensível o adiamento do trabalho a fazer.

Entretanto, nada nos justificará desânimo ou deserção na Obra do Cristo, porque embora estejamos consideravelmente distantes da sublimação necessária, transportamos conosco o raciocínio lúcido e libertado no sustento da fé.




Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

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O Evangelho Segundo o Espiritismo - CAPÍTULO XII

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Os inimigos desencarnados
• Item 5 •


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Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom, Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder. Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

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