Cartilha Da Natureza. A Criação

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CAPÍTULO 96

O TRONCO E A FONTE

Casimiro Cunha

Um tronco frondoso e verde Erguia-se além da fonte.

Perto, o solo pobre e seco, Longe, as luzes do horizonte.


Certo dia, disse a fonte:

—Dá-me a sombra de teu galho, O duro chão me consome, Dá-me teu brando agasalho!. . .


Respondeu-lhe o tronco antigo:

—Vem a mim! Serei feliz!. . .

Serás a seiva da seiva Que me alimenta a raiz.

Desde então, o tronco e a fonte Uniram-se a plena luz Da grandeza que dimana Da bondade de Jesus.

O tronco reconheceu, Vibrando de terno amor, Que a fonte era a mãe bondosa De sua seiva interior.

E a fonte viu nele o pai De sua imensa alegria, Repousando em sua paz Nas lutas de cada dia.

Desde então, cantaram hinos De hosanas ao criador, Entre frutos dadivosos Na estrada cheirando à flor.

À raiz, a água da vida Levava consolação;

E o tronco elevou-se ao Céu Com a fonte no coração.

Houve sol e sombra amiga, Flor e frutos na ramagem;

Cantigas de passarinho, Harmonizando a paisagem.


* * *

Duas almas que se irmanam Na luz dos afetos seus, São esse tronco e essa fonte Guardados no amor de Deus.








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