Cartas do Alto

Versão para cópia
Capítulo XXXVI

Reencontro


Temas Relacionados:

Ouço o choro do lar, no adeus, enquanto fito
O jasmineiro em flor que me acena à janela…
E além, no mais além, a noite clara e bela
Recamando de prata os orbes do Infinito…


Pressinto a morte, o fim… Mas, debalde, me excito.
O corpo desatende e, aos poucos, se enregela;
Sofro, no extremo instante, a indômita procela
De anseio, sombra e dor no peito inerme e aflito.


Ergo-me. Torno à luz. E encontro, às despedidas,
Antigas afeições que supunha esquecidas…
E pensava, por fim, nem de leve entrevê-las!…


O amor transpõe o abismo, a vida se renova.
E parto jubiloso, ao término da prova,
Em busca de outro lar na floresta de estrelas.




Reformador — Janeiro de 1968.


Segundo consta do original, o soneto foi recebido em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 12/08/1967, em Uberaba, Minas Gerais.



A. Amaral
Francisco Cândido Xavier


Acima, está sendo listado apenas o item do capítulo 36.
Para visualizar o capítulo 36 completo, clique no botão abaixo:

Ver 36 Capítulo Completo
Este texto está incorreto?