Cartilha da Natureza

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Capítulo LXVIII

O oásis


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Em torno, o despovoado,

Os lençóis de areia ardente…

O viajor vive o seu drama

Doloroso e comovente.


Nenhuma vegetação,

Nem a bênção de uma fonte,

O quadro é desolador,

Embora a luz do horizonte.


Cansado de sede e fome,

Sofre e sua, sonha e chora,

Desde a aurora rutilante

As promessas de outra aurora.


Pede em vão, suplica a esmo,

No auge das aflições,

Guardando nalma ansiedades,

Angústias, recordações.


O vento levanta a areia,

Desfigurando as paisagens,

E o pobre sorri chorando

Na carícia das miragens.


Concentra-se, avança mais,

Quase morto de alegria;

Contudo, desfaz-se a tela

Dos planos da fantasia.


Arrasta-se amargamente,

Ralado de desventura,

Mas, na última esperança,

Surge um canto de verdura.


É o oásis que o Senhor,

Atento à nossa viagem,

Mandou para os caminheiros

Que persistam na coragem.


Nos trabalhos deste mundo,

Em rumo obscuro, incerto,

Muita vez encontrarás

Inclemências do deserto.


Deus vela. Prossegue a luta,

Sem lamento, sem gemido…

Atingirás, talvez hoje,

O oásis desconhecido.




Casimiro Cunha
Francisco Cândido Xavier


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