Cartilha da Natureza

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Capítulo LXXXVII

A refeição


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Das horas do lar terrestre,

Que falam ao coração,

Destacamos com justiça

A hora da refeição.


Há muita gente no mundo

Que se assenta junto à mesa

E recebe o bem divino

Sem ponderar-lhe a grandeza.


Supõem muitos, mostrando

Juízo ao sabor do vento,

Que a refeição se resume

A despesa e pagamento.


Raros pensam no trabalho

Da Eterna Sabedoria

Que espalha, por toda a terra,

Esse pão de cada dia.


A maior parte dos homens,

Estranha à luz da oferenda,

Aproveita a refeição

Por dar pasto à gula horrenda.


Muitos outros, igualmente,

Dominados de cegueira,

A transformam em campo largo

De excessos de bebedeira.


Não poucos, menosprezando

O corpo sadio e forte,

Em vez de atender a vida,

Procuram moléstia e morte.


Finalmente, em toda a parte,

Pelo método confuso,

O dom do Senhor se torna

Em pastagem para o abuso.


Ouve amigo: não te esqueças,

Nas mais ínfimas estradas,

Que o prato das refeições

É bênção das mais sagradas.


Não olvides que o “pão nosso”

É dom sublime e perfeito;

Se não tens a luz da fé,

Não te esquives ao respeito.




Casimiro Cunha
Francisco Cândido Xavier


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