Cartilha da Natureza

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Capítulo XCV

A lã

Em todas as latitudes

Da Terra que aperfeiçoa,

É sempre meiga e benvinda

A lã carinhosa e boa.


Conserva a saúde e a vida,

Nos invernos, nos trabalhos,

É mãe delicada e nobre

Dos mais puros agasalhos.


Faz frio? desceu a noite

Em borrascas escarninhas?

A lã protetora e santa

Vai vestir as criancinhas.


Há velhice amargurada

Movendo-se quase morta?

A divina benfeitora

Vem de leve e reconforta.


Enfermos entristecidos

Atados a grandes dores?

Recolhe-os bondosamente

Em ninhos de cobertores.


Presta aos homens neste mundo

Auxílio amoroso e forte,

Desde o berço da chegada,

Ao leito de dor na morte.


Heroína afetuosa

De serviço e de bondade,

Preserva no mundo inteiro

O corpo da Humanidade.


Quem a veste, conservando-a,

Encontra incessantemente

A couraça que resiste

Ao frio mais inclemente.


Lembremos, vendo-a servir

Sem recompensa e sem palmas,

O Cordeiro que dá lã

Necessária a nossas almas.


Não te doa nos caminhos

O inverno de angústia e pranto:

Vistamos os sentimentos

Em lã do Cordeiro Santo.




Casimiro Cunha
Francisco Cândido Xavier


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