Cartilha da Natureza

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Capítulo XCIX

O silêncio


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Quem procura no silêncio

A inspiração e a beleza,

Penetra o templo invisível

Das forças da Natureza.


Jamais sentiste o cansaço

No excesso de burburinho?

O silêncio é o companheiro

Que conhece o bom caminho.


Em seu campo generoso,

Há tréguas ao pensamento,

Recebe-se luz sublime

De verdade e entendimento.


O homem que se mergulha

Nas vozes do turbilhão,

Condena-se, muita vez,

Aos cárceres da aflição.


É preciso, quase sempre,

Procurar na soledade

A solução dos problemas

A luz da serenidade.


Se possível, vai ao plano

Das árvores carinhosas,

Onde as coisas falam sempre

Em notas harmoniosas.


Mas se não podes fugir

Às zonas de inquietação,

Procura o silêncio amigo

Na paz da meditação.


Todos temos em nós mesmos

Os vales da experiência

E as montanhas solitárias

Nos cimos da consciência.


Não te dês todo aos rumores

Das lutas de cada hora;

Que a palavra seja em tudo

Tua serva e não senhora.


Quando achares no silêncio

Os segredos da energia,

Terás penetrado a esfera

De paz e sabedoria.




Casimiro Cunha
Francisco Cândido Xavier


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