Correio Fraterno

Versão para cópia
Capítulo LVII

Fala contigo

Quando as nuvens do sofrimento

Invadirem teu céu mental,

Não desfaças a sombra em trovões e coriscos,

Fulminando corações em derredor…

Poderias aniquilar

Muitos germes da fé,

Muitas flores tenras da esperança.


Busca o refúgio do silêncio e medita…

E quando a serenidade acolher-te em seu manto,

Fala contigo mesmo,

Conversa com a tua própria ira,

Põe diante dos olhos sua figura sombria,

Dize-lhe que talvez teu irmão

Sinta fome de pão ou sede de carinho

Sem que ninguém lhe conheça o heroísmo obscuro!

Talvez esteja exausto

À procura das oportunidades que te sorriem desde muito,

Incapaz de suportar, por mais tempo, as lutas que lhe parecem

[intermináveis…

Possivelmente,

Não iniciou a existência com os recursos felizes de teu começo

E viverá revoltado, entre os espinhos da ignorância.

Quem sabe?

Dize à tua cólera

Que o pobrezinho é desfavorecido e infeliz,

Provavelmente, nunca recebeu

Um beijo de mãe, um carinho de esposa, a ternura de um filho,

Um abraço de irmão, o afeto de um amigo,

Talvez

Esteja perseguido em si mesmo

Pelos demônios da inconformação!

Comunica-lhe tuas impressões fraternais no grande silêncio…

Tua cólera ouvirá, chorando de dor

E as lagrimas benditas

Lavar-lhe-ão a túnica negra

Que resplandecerá de alvura e de beleza…


Em seguida,

Voltará ao teu coração,

Plenamente transformada.

Deixará seus títulos, seus direitos e honrarias,

Esquecerá toda ofensa, toda injúria, toda dor…

Mudará o próprio nome

E chamar-se-á Compreensão,

Compreensão gloriosa e sublime,

Filha de Deus,

Irmã da Humanidade e Serva da Natureza,

Para a Vida Imortal…




Esta mensagem foi publicada originalmente em 1945 pela FEESP e é a 27ª lição do livro “”



Alma Eros
Francisco Cândido Xavier


Acima, está sendo listado apenas o item do capítulo 57.
Para visualizar o capítulo 57 completo, clique no botão abaixo:

Ver 57 Capítulo Completo
Este texto está incorreto?