Falou e Disse

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Apresentação

Invariavelmente, recolhemos da mitologia Grega belas lições que, repassadas ao nosso conhecimento e às nossas convicções cristãs, dão-nos conta da profunda sabedoria dos povos que ergueram a civilização helênica.

Amantes da cultura, viviam os gregos entre os deuses, a quem conferiam ao mesmo tempo poderes ilimitados e restrições humanas que os tomavam por vezes mais falíveis que os próprios mortais…

Embora eivada do fantástico que sempre nascia à luz do pensamento mitológico da Grécia Antiga, a história de Teseu é uma das passagens mitológicas a merecerem nossa consideração.

Teseu que, desde criança, inspirado pela mãe Etra, através dos longos diálogos, sonhara em reencontrar o pai, o poderoso Rei Egeu, conseguiu o intento no vigor de sua juventude, após arrostar dificuldades enormes, percorrendo o sinuoso caminho que ligava a sua Trezena a Atenas, onde vivia o Rei.

Quando se sentia realizado, convivendo com o pai, eis que o soberano grego lhe confidencia doloroso segredo: havia na ilha de Creta o terrível Minotauro que exigia anualmente a imolação de jovens rapazes e moças gregas, para que as pazes entre os reis de Creta e da Grécia permanecessem vivas.

Disposto a imolar-se, a contragosto do pai, Teseu, junto de outros jovens, partiu para Creta, acalentando a remota esperança de vencer o Minotauro e devolver a alegria às famílias gregas que se viam sempre despojadas dos filhos queridos.

Com o socorro da bela Ariadna, conseguiu penetrar o labirinto de Dédalo, onde se encontrava o temido Minotauro e, após luta ciclópica, derrotá-lo, levando de volta para Atenas todos os jovens que com ele partiram de seus lares para atenuar a fúria do monstro. Estava destruído o Minotauro…


Igualmente podemos considerar o Augusto, jovem autor deste livro, juntamente com outros valorosos jovens, o Teseu de nossos dias.

Ao alcançar os plenos valores da juventude, quando a vida lhe sorria de todas as formas, ele, estuante de saúde e de júbilo, foi convidado a deixar a alegria do lar e os entretenimentos dos jovens da classe média paulistana: o namoro, os bailes, o cinema, os esportes, as festas, tudo enfim, para vencer o Minotauro dos tempos modernos: a Morte, temida por todos, tentacular e irreversível em suas atuações, impiedosa, quer a concebamos sob a contemplação asceta do medievalismo, quer a analisemos, sob o brilho das civilizações cibernéticas.

Mostrando-nos que a vida continua no Além, Augusto volta do Plano Espiritual, qual Teseu que retoma, após destruir o Minotauro de Creta, e traz-nos, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, este precioso documentário.

Augusto Cezar Netto, que já conhecemos de outros dois livros, Jovens no Além e Somos seis, volta agora com um recado direcionado aos jovens. Falando em sua linguagem, procura discutir com os jovens da Terra problemas que afligem a nossa mocidade, discutindo com os companheiros encarnados que podem compreender sua linguagem, de igual para igual, com a experiência de quem foi antes para o Plano Espiritual.

Longe de valorizar a morte, Augusto vem dizer-nos que a destruiu, junto de outros jovens, evidenciando a absoluta necessidade de respeitarmos a vida, justamente porque a morte não existe, sendo muito grande as nossas responsabilidades aqui na Terra, de modo a não devemos desbaratar as oportunidades de trabalho e de modo a não se envolverem os jovens em estágios enganosos, distantes do respeito à própria vida e que muitas vezes precipitam a partida para o outro lado da vida de valores preciosos que, lá chegando, vão compreender que não deveriam partir…

Perguntamos a um jovem de 19 anos, voltado às preocupações próprias da idade, sem vinculações religiosas mais aprofundadas, sobre o que achou das mensagens do Augusto que submetemos à sua apreciação, justamente para ouvirmos a opinião média dos rapazes e moças a quem, em verdade, é dirigido este livro. Eis a resposta:


“O livro é muito bem escrito e possui uma linguagem de fácil compreensão. Acho que atingiu em cheio as metas, constituindo-se num livro jovem e especialmente feito para jovens.

“Os termos são atuais e atingem a faixa etária pós-adolescência, uma idade onde a força da pessoa se toma cada vez maior, necessitando de conselhos certos para que não caia em erros comuns ou muito graves.

“No que toca a gíria, também não nos é difícil entender, pois geralmente ele usa gírias habituais e, mesmo as desconhecidas, são compreendidas com o sentido da frase. É lógico que há algumas palavras impossíveis de entender, sendo que a gíria depende muito do local e ambiente que a pessoa frequenta.

“Mas o livro é de ótimo nível para as pessoas da nossa idade que aceitam com mais facilidade um conselho de um jovem que vive os mesmos problemas nossos ao de um velho que geralmente se fecha em recordações passadas, negando-se a acompanhar as evoluções sociais de uma época.”


O leitor encontrará neste livro evidentemente na linguagem própria dos jovens, considerações a respeito de tópicos muito atuais, abordados por Augusto com respeitosa descontração.

O singular modo com que o nosso autor conversa com Jesus, na página “”, diz bem da singularidade com que Augusto e porque não dizer os jovens entendem o nosso relacionamento com o Mestre, colocando-o na condição de um amigo mais experiente, muito mais preocupado com o nosso esclarecimento, com a compreensão de nossas faltas do que com a punição, com o castigo, palavras desmitificadas pelo Augusto.



São Bernardo do Campo, 27 de setembro de 1978.



Caio Ramacciotti
Francisco Cândido Xavier


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