Capítulo XXVI

Grupo espírita

A embarcação prossegue.

Outro símbolo não encontramos mais seguro para expressar a imagem de nosso trabalho em grupo, de vez que uma nave no mar permanece entre perigos constantes.

Se não vara a tormenta, despenha-se no fundo; se para, retarda a viagem; se não se defende, é ameaçada pelos monstros marinhos; se não usa orientação segura, se destina a perder rumo arrostando as consequências.

Sim, um grupo espírita a serviço do Cristo é uma embarcação assim preciosa e batida sempre, iluminada e perseguida pelos elementos desencadeados da natureza, quando o desequilíbrio sobrevém.

É por isso que pedimos ao coração e ao ânimo de nossos companheiros muita segurança na fé.

Ainda que a marcha se faça vagarosa, sigamos com firmeza. O obra é d’Aquele que nos designou para a viagem e o porto resplende, farto de luz e bênçãos. Que as sugestões menos felizes não nos seduzam. Nem queixas diante da tempestade, nem alegrias de ilusão nas ilhas em que poeira dourada entretece fantasias.

Trabalhar sempre, guardando união e confiança no cerne de nossas atividades. Nem sempre é o vento que derriba as naus que velejam corajosas; muitas vezes é a ausência da bússola. E a bússola é a segurança de atitude para com os deveres a que fomos chamados.

Haja o que houver, usemos a oração para reajustar brechas que surjam. Seja a prece o nosso clima de apaziguamento interior, porque a prece dispõe a criatura a refletir a vida mais alta.




Batuíra
Francisco Cândido Xavier


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