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CAPÍTULO 58

POEMA DE CORAGEM

Não procures, amigo, Muito conforto no caminho humano E persiste em lutar...

Sem a nossa vitória no perigo, Sem a rude lição do desengano, É difícil marchar.

Há muita gente pelo mundo afora Formosos corações, Na fé indiferente Que louva a Paz, cantando de hora em hora, Parecendo gozar consolações, Mas dorme simplesmente.

Enquanto houver na Terra alma ferida, Em sombra espessa que nos desagrade, Ao fel da mágoa ultriz, Não há céu verdadeiro para a vida, Ninguém conhecerá tranquilidade, Nem pode ser feliz.

Se te sentes na areia do deserto, Não te abrigues no oásis mentiroso Onde a ilusão tem fim...

Segue enxugando o pranto que vai perto E ainda que os pés te sangrem sem repouso.

Prossegue mesmo assim.

O herói vive de anseios incessantes Agindo atormentado;

Sob o peso da cruz, Alça, em serviço a bem dos semelhantes, O próprio coração ensanguentado E parte para a Luz!


Carmem Cinira




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