Evangelho por Emmanuel, O – Comentários às Cartas de Paulo

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Capítulo CXXVII

O amor tudo sofre

“Tudo sofre…” — PAULO (1co 13:7)


O noticiário terrestre reporta-se diariamente a desvarios cometidos em nome do amor.

Homicídios são perpetrados publicamente.

Suicídios sulcam de pranto e desolação a rota de lares esperançosos.

Furto, contenda, injúria e perversidade aparecem todos os dias invocando a inspiração do sentimento sublime.

Mulheres indefesas, homens dignos, jovens promissores e infelizes crianças, em toda a parte, sofrem abandono e aflição sob a legenda celeste.

Entretanto, só o egoísmo, traduzindo apego da alma ao bem próprio, é que patrocina os golpes da delinquência, os enganos da posse, os erros da impulsividade e os desacertos da pressa… Apenas o egoísmo gera ciúme e despeito, vingança e discórdia, acusação e cegueira.

O amor, longe disso, sabe rejubilar-se com a alegria dos corações amados, esposando-lhes as lições e as dificuldades, as dores e os compromissos.

Não se atropela, nem se desmanda.

Abraça no sacrifício próprio, em favor da felicidade da criatura a quem ama, a razão da própria felicidade.

Por esse motivo, no amor verdadeiro não há sinal de qualquer precipitação conclamando à imoderação ou à loucura.

O apóstolo Paulo afirmou divinamente inspirado: — “O amor tudo sofre…”

E, de nossa parte, acrescentaremos: — O amor genuíno jamais se desregra ou se cansa, porque realmente sabe esperar.




(Reformador, abril 1958, página 74)



Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


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I Coríntios 13:7

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1co 13:7
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