Amar e Servir

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CAPÍTULO 39

CORRIGENDAS

Preocupados com a ventura de seus filhos, os pais terrenos não hesitam em dar-lhes corrigendas, sempre que ele cometem erros ou desvios suscetíveis de comprometer-lhes a felicidade.

Se assim é, seria ilógico supormos que o nosso Pai Celeste agisse menos sábia, vigilante e amorosamente para com as suas criaturas.

Em verdade, a Divina Providência segue cuidadosa e carinhosamente todos os nossos passos, e age em nosso favor a cada instante, com silenciosa eficiência.

Naturalmente, todo corretivo dói, constrange e desagrada, tanto mais quanto menos for compreendido e aceito. Será sempre, porém, o remédio ou o preventivo indispensável, para sanar ou evitar males reais, dos quais geralmente não temos nenhum aviso.

Muitas de nossas dificuldades, frustrações e desenganos, no caminho da vida, são verdadeiros atos de benemerência do Céu em nosso benefício, embora quase nunca tenhamos disso consciência.

O Doutor de Tarso, antes do seu encontro pessoal com Jesus, sofreu grandes angústias e decepções, a ponto de sentir crestados, em plena juventude, os melhores e mais belos anseios do seu coração.

O Senhor, porém, ao mostrar-se a ele na estrada de Damasco, advertiu-o para que não recalcitrasse contra os aguilhões, como a esclarecer-lhe que os chamamentos do Alto nem sempre são amenos e suaves, fáceis de esquecer. "O Senhor corrige os que são seus" – dizem as Escrituras. E o Mestre Divino reiterou, diversas vezes, aos seus apóstolos, que no mundo teriam tribulações.

Aos aprendizes do Espiritismo evangélico essa realidade toca de muito perto, porque a sua natural sintonia com os amigos espirituais que os assistem importa em intervenções de orientação e socorro, nem sempre bem entendidas pelos invigilantes tutelados.

Operários voluntários e conscientes, em serviço nesta Casa de Ismael, devemos, todos nós, encarnados e desencarnados, estar atentos a isso, porque os nossos Maiores do Altiplano não nos deixarão errar sem aviso, nem comprometer os frutos do nosso trabalho, senão em face de nossa irremissa teimosia.

Mesmo assim, seremos ainda, na pior das hipóteses, ovelhas desgarradas do aprisco, candidatos à condição de filhos pródigos da Misericórdia dos Céus. Nunca, porém, abandonados ou esquecidos, porque o amor verdadeiro não ascenderá sozinho a nenhum paraíso de felicidade, sem antes resgatar aqueles que ama, mesmo que, para isso, tenha de mergulhar em profundezas infernais.


Áureo




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