Antologia Mediúnica do Natal

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Capítulo XI

Jesus I

Divino Senhor — fez-se humilde servo da humanidade.

Pastor Supremo — nasceu na manjedoura singela.

Ungido da Providência — preferiu chegar ao planeta, no espesso manto da noite, para que o mundo lhe não visse a corte celestial.

Orientador nas Esferas Resplandecentes — rejubilou-se na casinha rústica de Nazaré.

Construtor do Orbe Terrestre — manejou serrotes anônimos de uma carpintaria desconhecida.

Prometido dos Profetas — escolheu a simplicidade para instituir o Reino de Deus.

Enviado às Nações — preferiu conversar com os doutores na condição de criança.

Luzeiro das Almas — consagrou longos anos à preparação e à meditação, a fim de ensinar às criaturas o caminho da redenção.

Verbo Sagrado do Princípio — submeteu-se à limitação da palavra humana para iluminar o mundo.

Sábio dos Sábios — valeu-se de pescadores pobres e simples para transmitir aos homens a divina mensagem.

Mestre dos Mestres — utilizou-se da cátedra da Natureza, entre árvores acolhedoras e barcos rudes, disseminando as primeiras lições do Evangelho Renovador.

Majestade Celeste — conviveu com infelizes e desalentados da sorte.

Príncipe do Bem — não desdenhou as vítimas do mal, amparando mulheres desventuradas e sentando-se à mesa de pecadores envilecidos.

Instrutor de Entidades Angélicas — andou com a multidão de leprosos, estropiados e cegos de todos os matizes.

Administrador da Terra — ensinou o respeito a César, consagrando a ordem e santificando a hierarquia.

Benfeitor das Criaturas — recebeu a calúnia, o ridículo, a ironia, o desprezo público, a prisão dolorosa e o inquérito descabido.

Amigo Fiel — viu-se sozinho, no extremo testemunho.

Juiz Incorruptível — não reclamou contra os falsos julgamentos de sua obra.

Advogado do Mundo — acolheu a cruz injuriosa.

Ministro Divino da Palavra — adotou o silêncio, ante a ignorância de seus perseguidores.

Dono do Poder — rogou perdão para os próprios algozes.

Médico Sublime — suportou chagas sanguinolentas.

Jardineiro de Flores Eternas — foi coroado de espinhos cruéis.

Companheiro Generoso — recebeu açoites e bofetadas.

Condutor da Vida — aceitou a crucificação entre ladrões.

Emissário do Pai — manteve-se fiel a Deus até o fim.

Mensageiro da Luz Imortal — escolheu o coração amoroso e renovado de Madalena para espalhar na Terra as primeiras alegrias da ressurreição.

Mordomo dos Bens Eternos — em precisando de alguém para colaborar com os seus seguidores sinceros, busca Saulo de Tarso, o perseguidor, e transforma-o no amigo incondicional.

Coordenador da Evolução Terrestre — necessitando de trabalhadores para as missões especializadas, procura os Ananias da fé, os Estêvãos do trabalho e os Barnabés anônimos da cooperação.

Missionário Infatigável da Redenção Humana — foi sempre e ainda é o maior servidor dos homens de todos os tempos e civilizações da Terra.


Recordando o Mestre Divino, convertamo-nos ao seu Evangelho de Amor, para que a sua luz nasça na manjedoura de nossos corações pobres e humildes! E, edificados no seu exemplo, abracemos a cruz de nossos preciosos testemunhos, marchando ao encontro do Senhor, no iluminado País da Ressurreição Eterna!




Vide:

Essa é a 11ª lição do livro “Antologia Mediúnica do Natal”, editado pela FEB em 1966.



André Luiz
Francisco Cândido Xavier


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