Antologia Mediúnica do Natal

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Capítulo XXII

Petições de Natal


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Senhor!…

Quando criança,

Se surgia o Natal,

Eu te enfeitava o nome em flores de papel

E te rogava em oração,

Tomada de esperança,

Que me mandasses por Papai Noel

Uma boneca diferente,

Que caminhasse à minha f rente

Ou falasse em minha mão…


Noutro tempo, Senhor,

Jovem pisando alfombras cor-de-rosa,

De cada vez que ouvia

Anúncios de Natal,

Deslumbrada de sonho, eu te pedia

Um castelo de amor e fantasia

Para o meu ideal.


Depois… Mulher cansada,

Quando via o Natal, brilhando à porta,

Minha pobre ansiedade quase morta

Multiplicava preces

E suplicava que me desses,

Na velha angústia minha,

A ilusão de ser amada,

Embora, ao fim da estrada

Fosse triste e sozinha.


Hoje, Senhor,

Alma livre, no Além, onde o consolo me refaz,

Ante a luz do Natal, novamente acendida,

Agradeço-te, em paz,

Contente e enternecida,

As surpresas da morte e as lágrimas da vida!…

E, se posso implorar-te algo à bondade,

Nunca me dês aquilo que eu mais queira,

Dá-me a tua vontade

E o dom da compreensão,

Entre a humildade verdadeira

E a serena alegria,

A fim de que eu te busque, dia a dia,

Mestre do coração!…



Maria Dolores
Francisco Cândido Xavier


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