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Capítulo XXII

Ao caminheiro da redenção


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Peregrino da dor que regenera,

Humilhado nas pedras do caminho,

Ergue teus olhos ao celeste ninho

E arrimado no amor confia e espera…


Além da poda que é flagelo à vida,

Fulgem messes divinas de fartura.

E além das aflições da noite escura

Surge a aurora de paz indefinida.


Toda vitória sobre a natureza

Reclama sacrifício, mágoa e luta…

Aos golpes do buril, a pedra bruta

Conquista a glória e o brilho da beleza.


Assim, pois, o obstáculo e o problema,

O infortúnio, a miséria, a angústia e a prova

São recursos de acesso à vida nova,

Portas abertas para a luz suprema.


Segue, assim, tua senda áspera e fria,

Louvando a cruz que te lacera os ombros,

Depois do fel de todos os escombros,

Penetrarás o templo da alegria.



(Psicografada em 28/6/1950 no Centro Espírita Amor ao Próximo, na cidade de Leopoldina, M. G.)



Carmen Cinira
Francisco Cândido Xavier


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