Antologia da Espiritualidade

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Capítulo XXXIV

Bendita sejas sempre


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Bendita sejas sempre, mão fraterna,

Que distribuis, caminho afora,

A segurança, o teto, a proteção e a mesa

Para sanar a dor da penúria que chora.


Bendita sejas pelo pano amigo,

Que entreteces ou limpas, a contento,

Suprimindo a nudez de quem vai pela estrada,

Ante a injúria do pó, sob os golpes do vento.


Bendita sejas no desprendimento,

Com que dás a moeda, em, sentido profundo,

No louvor ao trabalho e no apoio à bondade,

Reduzindo a aflição e a tristeza do mundo.


Bendita sejas na abnegação,

Sem que louros quaisquer busques ou vises,

Quando estendes a bênção da esperança

Aos irmãos fatigados e infelizes.


Bendita sejas pelo reconforto

Na generosidade doce e franca,

Quando levas consolo e lenitivo

Àqueles que a doença humilha e espanca.


Bendita sejas na fidelidade

Com que te santificas no amor puro,

Em resguardando a infância desprezada,

Edificando as bases do futuro.


Bendita sejas pela ideia nobre,

Com que gravas o Bem, na frase que te encerra,

Iluminando o verbo, onde o verbo se inscreva

Para a sublimação de toda a Terra!…


Bendita sejas sempre, mão criadora,

Em ti, a caridade, atingindo apogeus,

Revela, em toda parte, o Sol do Entendimento,

A Grandeza da Vida e a Presença de Deus.




Maria Dolores
Francisco Cândido Xavier

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