Humorismo No Além
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Humorismo e afeição
Olhar trocado é conselho No amor, em marcha robusta; O beijo é o sinal vermelho Rogando parada justa. No amor, há muito caminho… Eis aqui a prova aberta: Duas tias e um sobrinho Somam três brigas na certa. Namoro — brasas em jogo, Pede lances naturais, Nem muito perto do fogo, Nem muito longe demais. Carinho, paixão, ardor? Ouve esta, meu amigo: Quando a questão é de amor Qualquer esmola é um perigo. Coração compromissado No amor, em anseio e drama, Que se lembre do ditado: “De longe também se ama.” Tratado de qualquer jeito, O amor não serve, a contento, E se há débito mal feito, É cuidar do casamento. Pessoa quando namora Nunca sente a alma tranquila; Não descansa — pensa e chora, Não dorme — apenas cochila. Quem ame, conserve jeito Na afeição de que se invoca; Já vi muito amor desfeito Nas jogadas da fofoca. Casamento feito às pressas, Com namoro sem amarra, Que a pessoa fique atenta E aguente o peso da barra. O homem desencarnado Se procura o seu amor, Logo, logo, é batizado Com o nome de obsessor. No amor, existe uma fase De anseio, alegria e choro; Não é amor, mas é quase… Tem o nome de namoro. Viúvo sofre até quando? No enterro da esposa, Altina, João chorava, mas olhando Para os lados de Ambrosina. Todo amor que se processa Vem da esperança sem fim… Namoro é apenas promessa; Todo amor começa assim… |
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