Poetas Redivivos

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Capítulo CXVI
Ilustração tribal

Deus te vê


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Deus te vê, alma querida,

Quando te pões na trilha escura,

Para ajudar aos filhos da amargura

Que tanta vez se vão

Como sombras errantes no caminho

— Chagas pensantes ao relento —,

Entre as nuvens do pó e as pancadas do vento,

Com saudades do pão…


Deus te vê a mensagem de bondade

Com que suprimes ou reduzes

As provações, as lágrimas e as cruzes

Dos que vagam na rua sem ninguém,

E te agradece as posses que desprendes,

No auxílio ao companheiro em desamparo,

Seja um tesouro inesperado e raro,

Seja um simples vintém!…


Deus te vê quando estendes braço amigo

Aos que carregam lenhos de tristeza,

Doando-lhes o afeto, o abrigo, a mesa,

O remédio, a camisa, o cobertor…

E, por altos recursos sem que o saibas,

Manda que a Lei te aumente os dons divinos,

Em mais belos destinos,

Para a glória do amor.


Deus te vê na palavra com que ensinas

A senda clara, e boa

Da verdade que alenta e que abençoa

Sem perturbar e sem ferir…

E determina aos homens que teu verbo

Seja apoiado, aceito

E ouvido com respeito,

Na construção excelsa do porvir.


Deus te vê quando acolhes sem revide

O golpe da pedrada que te insulta,

O braseiro da ofensa, a dor oculta

Em ferida mortal…

E te louva o perdão espontâneo e sincero

Com que ajudas o Céu no trabalho fecundo

De extinguir sem alarde, entre as sombras do mundo,

A presença do mal!…


Deus te vê, através da caridade!…

Mas não só isso… Em paz calada e santa,

Pede alguém que te siga e te garanta

Na jornada de luz!…

E, por isso, onde estás, rujam trevas em torno,

Sofras humilhação, injúria, cativeiro,

Tens contigo um sublime companheiro:

— Nosso Amado Jesus!…




Maria Dolores
Francisco Cândido Xavier


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