Ponto de Encontro [Geem]
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Traíras
É uma estória de ficção, Que atiro hoje no ar, Um simples caso de peixes E uma lição de pensar. Traíra bastante idosa Nadava forte e serena, Fazendo-se acompanhar Por uma filha pequena. A mãe-traíra dissera Para a traíra-menina: — “Filha, é preciso aprender As lições que a vida ensina. Hoje, vamos rio abaixo, Evite lixo e barrela, Siga sempre junto a mim, No máximo de cautela.” Depois, falou das lembranças De queridas companheiras, De excursões em dias claros, De flores e cachoeiras. O passeio ia tranquilo E eis que a dupla se apoquenta, Vendo um pedaço vermelho De carne sanguinolenta. A traíra mais idosa Mostrou-se muito assustada, Pedindo, porém, à filha Que ficasse acomodada. Em seguida, lhe falou: — “Ouça, calma e fique arisca!… A carne que estamos vendo Tem nome: chama-se isca. “Dentro dela, existe um chuço Que tem o nome de anzol. Um punhal curvo e cruel Que se vê, à luz do sol. “Atrás dele fica um homem Que o governa com mão forte, Espalhando em nossa águas Terríveis quadros da morte. “Já vi muitos companheiros Pelo anzol, sendo arrancados E há quem diga que depois São eles estraçalhados. “Agora, fuja, filhinha, Cheiro de carne extravasa… Seja traíra correta, Vivendo dentro de casa.” Em seguida, foi à isca… Disse à filha: “Saiba disto: Esta carne em sangue é linda!… Sou traíra e não resisto.” Passou a comer a isca, Bocada para bocada, Mas quando caiu no anzol Logo, logo, foi pescada. A filha voltou a sós, A recordar mãe-traíra, Pensando no que escutara E meditando o que vira. |
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