Momentos De Consciência

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CAPÍTULO 13
Ilustração tribal

CONSCIÊNCIA E HÁBITOS


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São João da Cruz afirmava que "Deus é encontrado nas trevas " do ser humano.

Ínsito na criatura, permanece no seu lado escuro, aquele SI profundo da sua realidade ainda por detectar.

Enquanto essa área de sombras não seja clareada pala razão, a ignorância predomina e os instintos governam, mesmo que o raciocínio pareça comandar-lhe os hábitos e as ações. O tentame deve ser continuamente exercitado em todos os períodos da existência terrestre, porquanto as experiências realizadas elevam-no a patamares mais significativos, abrindo-lhe possibilidades mais amplas de autopenetração.

As raízes do ser são divinas, constituindo-lhe o corpo um instrumento ou solo fértil para a fecundação, o desabrochar dos tesouros latentes.

Naturalmente pesam-lhe sobre os ombros na larga jornada humana os fatores endógenos, como a hereditariedade, as glândulas de secreção endócrina e outros, e exógenos, quais os contributos da educação, da sociedade, da economia, geradores de hábitos.

É todavia, o espirito que herdeiro das próprias realizações, transfere de uma para outra existência as aquisições que o promovem, retêm ou aprisionam em estados perturbadores.

Face aos hábitos do imediatismo ocorreu, através dos tempos, nos seres humanos, uma fissura entre a consciência superficial e a profunda, desenvolvendo mais as áreas da personalidade, em detrimento daquelas que dizem respeito à individualidade.

Essa separação gerou neles o desinteresse pelas conquistas transcendentais, que lhes parecem difíceis de logradas ou se apresentam desmotivadoras, tal a preocupação com o lado concreto da vida.

Confirmando esta colocação, a ciência constatou que o hemisfério cerebral esquerdo dos seres humanos, encarregado dos reflexos no lado direito, é verbal, relativo, angular, individual, desenvolvido; enquanto o direito, que responde pelo lado esquerdo do corpo, é global, intuitivo, silencioso, seletivo, pouco utilizado, em consequência, sem desenvolvimento, aguardando que a mente, na sua função legítima, propicie-lhe o enriquecimento da faculdades e realizações.


A mente em si mesma, o espirito, através do cérebro, manifesta-se em duas formas diferentes: ora como razão - intuitiva, metafísica, abstrata

—ora como inteligência - concreta, analista, imediata.

O uso da razão proporciona o discernimento, que faculta a eleição dos hábitos saudáveis favoráveis à felicidade, emuladores à evolução.

A função da mente é pensar.

O hábito de pensar amplia as possibilidades de discernir.

A mente é capaz de reconhecer pela razão os próprios erros nos quais se apoia e corrigi-los.

A preguiça de pensar é a responsável pela limitação do discernimento, da razão.

Adaptando-se às análises estreitas e superficiais da vida e das suas manifestações, o ser permanece em estágio inferior, malbaratando o tempo e a oportunidade.


O empenho de manter a atenção - que observa - a concentração - que fixa

—e a meditação - que completa o equilíbrio psicofísico - tornam-se a ponte de união entre a consciência superficial e o Eu profundo, unificando, desse modo, a ação dos dois hemisférios cerebrais que se harmonizarão e se desenvolverão em equilíbrio.

A repetição dos atos gera hábitos e estes tornam-se memórias, que passam a funcionar automaticamente.

Se eleges hábitos mentais de discernimento para o correto, agirás com segurança, e essas memórias funcionarão automaticamente, amadurecendo-te entelectiva e afetivamente, com este comportamento oferecendo-te consciência de ti mesmo, identificação com o teu Eu profundo.

O reino dos Céus está dentro de vós - acentuou Jesus com infinita sabedoria, em um tempo de grande ignorância e com um conteúdo de extraordinária atualidade.

A psicologia profunda de hoje desvela este lado escuro da criatura, iluminado-o com a presença do espirito no corpo, qual a contribuição proposta por Viktor Frankl, na sua constatação noética, palavra derivado do termo grego nous ou espirito.


E ALLAN KARDEC, o missionário da Era Nova, aclarando os escuros patamares humanos da consciência adormecida, após interrogar os instrutores da humanidade, a respeito do progresso, deles recebeu a confortadora e segura resposta, conforme a questão numero 779 - -, de O Livro dos Espíritos:

— O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente.

Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo.

Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.




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