Momentos De Consciência

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CAPÍTULO 14
Ilustração tribal

CONSCIÊNCIA E DISCERNIMENTO


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Na antiguidade clássica os gregos elucidavam que o homem é um animal racional e que para alcançar o pleno desenvolvimento deve utilizar-se da razão.

A conquista da razão, no entanto, dá-se mediante o esforço desenvolvido pelo uso da mente, por um método ordenador.

A mente pode tornar-se o céu ou o inferno de cada criatura, conforme o direcionamento que dê ao seu pensamento.

O cultivo das ideias que se derivam das paixões, induz a distúrbios que alienam e brutalizam, dificultando o predomínio do discernimento.

O discernimento resulta do exercício da arte de pensar, que deve crescer de forma adequada, favorecendo o homem com a percepção do ser e do não-ser, do correto e do errado, do justo e do abominável.

Duas proposições surgem como metodologia correta para o desenvolvimento da razão, para o uso do discernimento: pensar sempre e o que se deve pensar.

No primeiro caso, educação através do pensar constante, já que a sua função desenvolve os próprios centros pelos quais se manifesta, dilatando a capacidade para fazê-lo sempre.

Indispensável lutar contra a preguiça mental, geradora da desatenção, da sonolência, da dificuldade de concentrar-se.

Eleger o tipo de pensamento a cultivar, constitui passo de alta importância para que o discernimento manifeste a consciência, na eleição dos códigos de comportamento que se incorporarão à existência...

Diz-se que ninguém vive sem pensar, e a afirmação é equivocada.

Todos os que transitam nas faixas primárias da evolução pensam pouco ou quase nada.

Vítimas dos impulsos da sua natureza animal, deixam-se arrastar pelas tendências e instintos até o momento compulsório em que lhes luz a razão, propelindo-os ao exame dos acontecimentos e da conduta.

Outros, que já alcançaram essa fase, por falta de hábito de pensar, deixam-se anestesiar e acomodam-se aos fatos e fenômenos existenciais, sem os estímulos inteligentes para galgarem patamares mais elevados.

O discernimento propicia ao ser pensante o amadurecimento psicológico e por extensão, de natureza afetiva.

Descobre, então, a própria importância no grupo social, no qual se movimenta, empenhando-se para dar conta dos deveres que lhe cumpre desenvolver.

Alarga-se-lhe o horizonte da compreensão humana e o amor abrangente por tudo e todos assoma-lhe e predomina nos seus sentimentos, responsável pela conduta saudável, promotora da felicidade.

Essa consciência que discerne, faculta a intuição da transcendência da vida, ampliando as possibilidades de desenvolvimento intelecto-moral, que se direcionam ao infinito da perfeição relativa.

Desse modo, a conquista do discernimento e da consciência brinda a criatura humana com a plenitude, que espera e tem sido decantada pelos mártires e apóstolos, pelos santos e sábios de todos os tempos, de todas as culturas, de todas as épocas.

Passando pela fieira das reencarnações, o espírito desenvolve os conteúdos superiores que nele jazem em germe e, ao contato com as experiências da razão faculta as condições para que se desenvolvam, dignificando o seu possuidor e promovendo-o à realização plenificadora, meta dos renascimentos, objetivo para o qual todos fomos criados.

ALLAN KARDEC reflexiona sobre o assunto, conforme a questão de número 189, que se encontra em O Livro dos Espíritos, a saber: Desde o início da sua formação, goza o espírito da plenitude de suas faculdades ?

Não, pois que para o espírito como para o homem, também há infância.

Em sua origem, a vida do espírito é apenas instintiva.

Ele mal tem consciência de si mesmo e de seus atos.

A inteligência só pouco a pouco se desenvolve.

O desenvolvimento da inteligência e do sentimento dá origem à consciência, ao discernimento.




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