Momentos de Alegria
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O TEU DEUS INTERNO
Periodicamente, o tresvario humano, cansado de desgastar aquele que lhe tomba nas malhas, investe, furioso, contra Deus, em uma forma doentia de afirmar-se na paisagem torpe onde predomina.
Logo após a Revolução Francesa, o cidadão Jacques Duport, entusiasmado com a derrocada da Casa dos Bourbons, pretendeu destronar Deus do Universo, proclamando: — "Natureza e Razão, são esses os meus deuses. " Acompanhado por outros cérebros e vozes apaixonadas, viu a decadência dos seus postulados e, à semelhança de Heine, que também O negara antes, morreu "adorando a Deus".
Mais tarde, Nietzsche, colocava nos lábios da sua personagem central, retratando a sua própria aflição: "Acabo de matar Deus, pela Sua desnecessidade no mundo", repetindo a façanha daqueles que se arvoravam a destruí-lO com as armas do materialismo que os decepcionou amargamente.
Mais recentemente, Challemel Lacour, substituto de Renan, na Academia Francesa de Letras, repetiu o estertor dos antepassados, declarando: "Ciência e Razão, eis os meus deuses", acompanhando, logo depois, as conquistas do Conhecimento, que lograva defrontá-lO na raiz das suas descobertas.
E, não há muito, teólogos holandeses inquietos, participando do coral aflitivo das alucinações dos anos sessenta, insistiram: — "Cremos em Jesus, mas não em Deus", constatando, de imediato, a inatingibilidade d’Ele, pelos pesquisadores da Física Nuclear, da Astrofísica, da Astronomia e de outros ramos da Ciência como da Tecnologia, que apenas Lhe vislumbram a existência.
Por mais que o homem fuja de Deus, arranjando substitutivos transitórios, mediante explicações sofistas umas e estapafúrdias outras, Ele ressurge e mantém-se impenetrável na Sua realidade invencível.
Alguns avançados cientistas apresentam equações complexas que parecem dispensar Deus no ato da criação do Universo e falam sobre a Grande Explosão, para elucidar-lhe o aparecimento. E não elucidam os fenômenos precedentes.
Diversos estudiosos denominam-nO como a "Força que agita o elétron" e, penetrando no mundo subatômico, procuram demonstrá-lO como efeito da ignorância cultural daqueles que não estudaram as partículas elementares que se perdem na área de concepções audaciosas.
Há quem O desdenhe, por descobrir as imperfeições que detecta no Cosmo e na 5ida.
A todos, porém, Deus sobrevive, e comanda a Sua Obra.
Jesus O chamou, sem qualquer atavio, Pai.
Outros mestres O denominaram "Criador Incriado". Einstein concluiu pelo "Poder pensante e atuante fora do Universo".
João Evangelista nomeou-O como "Amor".
Chamemo-lO, porém, "Alma da Natureza" ou "Acaso", "Matemática Transcendente" ou "Força Cósmica Imanente-Transcendente", Deus é a Fonte Eterna Geradora de Vida, que nos criou e aguarda por nós.
Interrogando os Guias da Humanidade, a respeito do "que é Deus", aqueles Mentores nobres responderam a Allan Kardec: — "Deus é a Inteligência Suprema do Universo, causa primária de todas as coisas. " Medita sobre a tua pequenez e fragilidade.
Considera a tua mente e os teus sentimentos.
Interroga as tuas aspirações e necessidades.
Questiona a transitoriedade da tua vida física.
Reflexiona quanto à celeridade com que o tempo se esvai no relógio das horas.
Raciocina sobre o amor e busca senti-lo.
Dá-te ao bem, ao próximo e, inevitavelmente, encontrarás Deus dentro de ti, pulsando, amando e conduzindo-te no rumo da plenitude. Acalma-te e deixa-te por Ele conduzir.
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