Roteiro de Libertação
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PROGRESSO DA TERRA
Atravessando o período de trânsito, em que se deve fixar uma psicosfera menos densa, portanto, infensa à assimilação de baciloses e de distúrbios de outra espécie, a sua população, ressalvadas as exceções compreensíveis, absorve como elimina vibrações perniciosas que a angustiam, respondendo os homens uns pelos desequilíbrios dos outros.
A fim de que se modifique a conjuntura penosa, cumpre-lhes transformar-se interiormente sob a aspiração do bom e do belo, que lhes devem constituir meta e meio de luta.
Identifica-se o grau de evolução de uma criatura pelos sentimentos que a mesma vive e através do grupo social ao qual se vincula.
Da mesma forma, o mundo terrestre experimenta a contingência espiritual dos seus residentes, que necessitam das condições de prova e de expiação para o burilamento de que são carentes.
A presença de Espíritos em desenvolvimento nas faixas primárias da barbárie e barbárie denota que o processo de evolução moral segue a penates de dor e de aflição.
A vigência da guerra, resultante do exacerbado egoísmo que alucina a criatura, transformando os homens em seres primitivos que se entredevoram, retrata a necessidade de o esforço de indivíduos e coletividades para apressarem a transformação desta demorada e escusa situação.
Algumas personalidades cômodas afirmam que, no báratro geral da violência, o qual tudo leva de roldão, a iniciativa individual é inútil, no sentido do bem, que a predominância da ação hostil é visível e que somente os maus triunfam.
Não têm razão, porém, os que assim se expressam.
Quando alguém se levanta do insucesso, influencia, automaticamente, outrem na mesma posição, que se sente estimulado a um esforço de que já desistira.
Qualquer ação inteligente deflui sempre dos estímulos que a provocam.
Assim, a transformação de uma pessoa para melhor cria um clima de perspectivas mais agradáveis para o seu grupo social, iniciando-se uma inesperada renovação em cadeia.
Uma observação, mesmo perfunctória, do desenvolvimento cultural e tecnológico comprova a assertiva.
A humanidade sempre marcha com os pés dos seus líderes, e estes haurem, no ideai que os empolga, o carisma para conduzir os grupos que o seguem. O esforço que empregam, a fim de lograrem o intento, torna-os respeitados, dignos de serem auxiliados.
Não veem, apenas, o lado negativo da situação vigente, mas o que podem fazer pela transformação dos que lhes sofrem as condições, arrancando das dificuldades os valores de que se utilizam para o êxito do cometimento.
Pessoa a pessoa, inicialmente, mimetizam com as suas aspirações, passando, depois, aos grupamentos, nos quais alargam os seus programas, na própria força da aglomeração.
De vital importância, portanto, o tentame pessoal, para a reformulação dos códigos de comportamento humano, resultando na promoção do próprio planeta, que ascenderá na escala moral dos mundos.
A condição espiritual renovada cria paz, que se irradia, benéfica, harmonizando os que compartem a convivência do lutador esforçado.
A inércia de quem crê num mundo melhor significa conspiração contra a própria forma ideal de ver a vida.
Todavia, para tal empresa, nunca será demais afirmá-lo, o homem necessita firmar-se na certeza da sobrevivência da alma e na reencarnação, reconhecendo que a tarefa não lograda numa etapa será continuada e concluída noutra, no mesmo mundo para onde volverá, pelo impositivo da sua necessidade de crescimento e progresso.
Pode-se apontar promotores da evolução, que acionaram as engrenagens do carro do desenvolvimento e, apesar disso, não eram espiritualistas. Quiçá, fossem reacionários, apenas, ao que conheceram como Espiritualismo, em termos absurdos e retrógrados, impeditivos da Ciência, do crescimento e da liberdade do homem.
Tivessem travado contato com a revelação espírita e experimentado a comunhão com os imortais, através do lídimo fenômeno mediúnico, e outra lhes seria a posição filosófico religiosa.
Assim sendo, a cada um e a todos os espiritualistas conscientes do prolongamento da vida túmulo-afora e da reencarnação cabe a tarefa nobre de promover-se em espírito, promovendo o progresso moral do planeta que habita, para a sua e a felicidade geral dos homens num Orbe ditoso.
VIANNA DE CARVALHO
Amsterdam, Holanda, 10/09/80
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