Roteiro de Libertação

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CAPÍTULO 28
Ilustração tribal

PROGRESSO DA TERRA

Parte 28


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Não é de surpreender o estado das criaturas que ora habitam a Terra, considerando-se o estágio de evolução em que se encontra o planeta.

 

Atravessando o período de trânsito, em que se deve fixar uma psicosfera menos densa, portanto, infensa à assimilação de baciloses e de distúrbios de outra espécie, a sua população, ressalvadas as exceções compreensíveis, absorve como elimina vibrações perniciosas que a angustiam, respondendo os homens uns pelos desequilíbrios dos outros.

 

A fim de que se modifique a conjuntura penosa, cumpre-lhes transformar-se interiormente sob a aspiração do bom e do belo, que lhes devem constituir meta e meio de luta.

 

Identifica-se o grau de evolução de uma criatura pelos sentimentos que a mesma vive e através do grupo social ao qual se vincula.

 

Da mesma forma, o mundo terrestre experimenta a contingência espiritual dos seus residentes, que necessitam das condições de prova e de expiação para o burilamento de que são carentes.

 

A presença de Espíritos em desenvolvimento nas faixas primárias da barbárie e barbárie denota que o processo de evolução moral segue a penates de dor e de aflição.

 

A vigência da guerra, resultante do exacerbado egoísmo que alucina a criatura, transformando os homens em seres primitivos que se entredevoram, retrata a necessidade de o esforço de indivíduos e coletividades para apressarem a transformação desta demorada e escusa situação.

 

Algumas personalidades cômodas afirmam que, no báratro geral da violência, o qual tudo leva de roldão, a iniciativa individual é inútil, no sentido do bem, que a predominância da ação hostil é visível e que somente os maus triunfam.

 

Não têm razão, porém, os que assim se expressam.

 

Quando alguém se levanta do insucesso, influencia, automaticamente, outrem na mesma posição, que se sente estimulado a um esforço de que já desistira.

 

Qualquer ação inteligente deflui sempre dos estímulos que a provocam.

 

Assim, a transformação de uma pessoa para melhor cria um clima de perspectivas mais agradáveis para o seu grupo social, iniciando-se uma inesperada renovação em cadeia.

 

Uma observação, mesmo perfunctória, do desenvolvimento cultural e tecnológico comprova a assertiva.

 

A humanidade sempre marcha com os pés dos seus líderes, e estes haurem, no ideai que os empolga, o carisma para conduzir os grupos que o seguem. O esforço que empregam, a fim de lograrem o intento, torna-os respeitados, dignos de serem auxiliados.

 

Não veem, apenas, o lado negativo da situação vigente, mas o que podem fazer pela transformação dos que lhes sofrem as condições, arrancando das dificuldades os valores de que se utilizam para o êxito do cometimento.

 

Pessoa a pessoa, inicialmente, mimetizam com as suas aspirações, passando, depois, aos grupamentos, nos quais alargam os seus programas, na própria força da aglomeração.

 

De vital importância, portanto, o tentame pessoal, para a reformulação dos códigos de comportamento humano, resultando na promoção do próprio planeta, que ascenderá na escala moral dos mundos.

 

A condição espiritual renovada cria paz, que se irradia, benéfica, harmonizando os que compartem a convivência do lutador esforçado.

 

A inércia de quem crê num mundo melhor significa conspiração contra a própria forma ideal de ver a vida.

 

Todavia, para tal empresa, nunca será demais afirmá-lo, o homem necessita firmar-se na certeza da sobrevivência da alma e na reencarnação, reconhecendo que a tarefa não lograda numa etapa será continuada e concluída noutra, no mesmo mundo para onde volverá, pelo impositivo da sua necessidade de crescimento e progresso.

 

Pode-se apontar promotores da evolução, que acionaram as engrenagens do carro do desenvolvimento e, apesar disso, não eram espiritualistas. Quiçá, fossem reacionários, apenas, ao que conheceram como Espiritualismo, em termos absurdos e retrógrados, impeditivos da Ciência, do crescimento e da liberdade do homem.

 

Tivessem travado contato com a revelação espírita e experimentado a comunhão com os imortais, através do lídimo fenômeno mediúnico, e outra lhes seria a posição filosófico religiosa.

 

Assim sendo, a cada um e a todos os espiritualistas conscientes do prolongamento da vida túmulo-afora e da reencarnação cabe a tarefa nobre de promover-se em espírito, promovendo o progresso moral do planeta que habita, para a sua e a felicidade geral dos homens num Orbe ditoso.

 

VIANNA DE CARVALHO

 

Amsterdam, Holanda, 10/09/80

 


VIANNA DE CARVALHO
Divaldo Pereira Franco


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