Roteiro de Libertação
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SINTOMAS INEQUÍVOCOS
A rigor, nem sempre a obsessão se expressa na forma agigantada das conhecidas explosões da loucura, quando os centros do equilíbrio se desconectam, dando campo às patologias lamentáveis pelas altas cargas de alucinação com que se manifestam.
Sutilmente, a princípio, a obsessão, resultante da indução espiritual da entidade perturbadora, pode ser identificada por sintomas ora catalogados na vasta gama dos distúrbios ou mudanças de comportamento.
Por esta razão, não será demasiado que se volva, com frequência, ao estudo das obsessões.
Manifestações de tristeza que se acentuam, produzindo depressão injustificável, que se transforma em infeliz estado de angústia; arrebatamentos da emotividade que lavram incêndios de entusiasmo, em exaltações frequentes da personalidade, propiciando desvios da linha mediai do equilíbrio; suspeitas infundadas que se corporificam em imagens perturbadoras, afetando a tranqu
̈ilidde e gerando insegurança; medos e fobias, em começo sem importância, que assumem proporções de gravidade e turbam a lucidez, a lógica; insônias produzidas por inquietação mental que atormenta em crescente excitação do sistema nervoso; isolamento da comunicação com as pessoas, afastando da convivência cordial e facultando ilhamento, na família ou na comunidade; ansiedade crescente que domina os departamentos da emotividade, constituindo séria afecção que se agrava, são formas de obsessões simples, manipuladas com vigor e programadas para resultados irreversíveis com o suceder do tempo.
Sexualidade insatisfeita, por açulamento da libido, transformando-se em tormento de qualquer porte; viciação e dependência de barbitúricos e alucinógenos, estimulantes e depressivos são mecanismos de obsessão, a que recorrem as mentes enfermas do Mundo Espiritual, nos desforços pessoais a que se propõem com os seus desafetos do passado, ou por divertimento e prazer a que se afeiçoam e encontram respaldo nos débitos do pretérito como nas leviandades do presente a que se vinculam quantos se lhes tombam nas urdiduras do maquiavelismo interior.
Não negamos que fatores psicológicos e genéticos, fisiológicos e sócio-econômicos contribuem para os desvios de comportamento; não obstante, deles os Espíritos perversos ou enlouquecidos, sobreviventes à morte, se utilizam para dar corpo às paixões inferiores que cultivam, tornando-se, sem o perceberem, instrumentos dos soberanos códigos da incorruptível justiça da Vida, que convoca, dessa maneira, os delinquentes à reeducação, os calcetas ao equilíbrio e os infratores à ordem.
Os quadros da Sabedoria Divina prevem recursos educativos, não necessariamente pela utilização de outrem que a seu turno cairia na infração...
A vingança, porém, a que muitos se permitem, leva-os a comprometer-se, por sua vez, pelo desrespeito ao código de amor que em tudo vige, em cujos itens estão estabelecidos todos os processos que facultam ou não a felicidade.
Os ensinos evangélicos em torno da higiene mental*
mediante o exercício das virtudes cristãs, constituem as psicoterapias valiosas para todas as insidiosas alienações obsessivas.
A vigilância na prática dos atos morais; o exercício da prece como recurso otimista para a paz; o trabalho fraternal da assistência de qualquer espécie ao próximo em necessidade; as leituras edificantes e educativas que desenvolvem as aptidões e os sentimentos nobres; o cultivo das ideias superiores com esforço pela superação das mágoas, desarmando-se emocionalmente, contra quem. quer que seja; o passe e a água fluidificada; a participação nas reuniões de estudos espíritas e nas mediúnicas são os preciosos recursos antiobsessivos de que todos ora dispomos, necessitando do esforço pessoal e da vontade pelo dedicar-se à sua aplicação, que será sempre realizada pelo paciente, por extensão, por aqueles que com ele convivem.
Nos mecanismos das obsessões sutis, os que cercam os portadores da enfermidade espiritual encontram-se, também, envolvidos nos dramas passados e nas suas consequências atribuladoras.
Quando não ocorre a cooperação dos familiares ou aderentes dos portadores de alienações obsessivas, a terapêutica desalienante faz-se mais penosa, mais difícil.
De certo modo, a avalanche das distonias por obsessão é muito mais expressiva do que acreditam as criaturas, inclusive, os que estão informados do intercâmbio vb gente entre eles e os Espíritos...
É lógico que não relacionamos aqui todas as síndromas das obsessões nos seus começos...
A maledicência, que é modo gerador de distonias; a ira, propiciadora da intoxicação sanguínea e de distúrbio: da emoção; a inveja, promotora de males intoleráveis; a ambição desgovernada, veiculadora de fluidos tóxicos para o sistema emocional; a perversidade e a violência
* que derramam ácidos nos setores mentais da razão e da lógica, destruindo-lhes os registros, expressam, também, faixas predisponentes, nas quais sincronizam os perturbadores desencarnados, apropriando-se a pouco e pouco dos demais departamentos psíquicos, até culminarem nas torpes subjugações de liberação difícil.
A oportunidade da vida física é concessão de alto porte, que se deve valorizar em toda a sua extensão, gerando recursos para a felicidade, produzindo para a paz e, por fim, reunindo reservas para a liberdade futura.
Cumpre ao homem vigilante anotar os sintomas de desalinho e reagir contra eles, caso não consiga, pela utilização das terapias anti-alienantes, preservar-se dessa enfermidade que pode ser hoje considerada como grave patologia para a regeneração do homem e da humanidade, ao lado das demais doenças e calamidades que visitam a Terra neste momento de crescimento e transformação dos seus valores vibratórios e espirituais.
MANOEL P. DE MIRANDA
Salvador, 22/09/80
Vide "Luz do Mundo", "0 legado da tolerância" "Dementes de Vida Eterna", "Fermento de paixões", nos quais abordamos o mesmo tem a — Nota da Autora espiritual.
FIM
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