Antologia Mediúnica do Natal

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Capítulo LXXX

Jesus V


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Ele não era um conquistador armado e, de século a século, aumenta a multidão daqueles que o seguem, n’Ele reconhecendo o Modelo Divino, ao qual se oferece a vida;

surgiu na palha, ao calor dos animais que o hospedaram na estrebaria e recorda-se-lhe o nascimento assinalado pelo fulgor de uma estrela;

não dispunha de uma pedra em que repousar a cabeça e fundou o Reino de Deus, entre as nações;

conquanto se reportasse aos mundos da imensidade por diversas moradas da Casa Universal do Todo-Misericordioso, escolheu uma pátria que procurou conchegar ao coração;

referia-se aos homens na condição de filhos do Pai Celestial e devotou-se a um círculo íntimo de companheiros queridos, vinculando-se a uma abnegada mãe, a quem amou enternecidamente;

embora revelasse a vida imperecível, encontrou em si mesmo bastante sentimento humano para chorar a ausência de um amigo morto;

conversou mais detidamente apenas com alguns sofredores, entre os quais se destacaram pobres mulheres e crianças de lugarejos esquecidos e traçou os mais altos ensinamentos que regem a paz e a felicidade dos povos;

viveu em lares singelos e continua inspirando, até agora, na literatura e na arte, as mais belas obras-primas da Humanidade;

humilde, fez-se poderoso renovador de consciências;

discutido, sobreleva-se, ainda hoje, pela bondade, a todos os sofismas dos incrédulos que o desafiam;

perseguido pelo mal, triunfou e triunfa com o bem, esquecendo as afrontas e abençoando os inimigos;

crucificado, venceu a morte e ressurgiu entre os homens, junto dos quais permanece, sempre e cada vez mais vivo, em espírito, como sendo de todos os reformadores da Terra o mais digno e o mais querido, o mais contestado e o mais invencível!…


Mensageiro do Pai, erguido à posição de Mestre Divino, consagrado à nossa educação para a vida eterna, amou-nos antes que o amássemos e tudo nos dá de si próprio, sem nada pedir-nos!…


É por isso que todos nós, ano a ano, somos induzidos, sem distinção de credo e raça, a cultivar o poder da fraternidade, uns diante dos outros, pelo menos um dia — o Dia de Natal —, transformando o mundo, por algumas horas, em Reino de Amor, prelibando as alegrias do Bem Eterno que nos governará de futuro, a repetir com as vozes milenárias dos anjos: — Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!… (Lc 2:14)




Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

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Lucas 2:14

Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens.

lc 2:14
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Lucas 2:14

Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens.

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