Enciclopédia de Números 21:12-12

Tradução (ARC) - 2009 - Almeida Revisada e Corrigida

Índice

Perícope

nm 21: 12

Versão Versículo
ARA Dali, partiram e se acamparam no vale de Zerede.
ARC Dali partiram, e alojaram-se junto ao ribeiro de Zerede.
TB Dali, partiram e se acamparam no vale de Zerede.
HSB מִשָּׁ֖ם נָסָ֑עוּ וַֽיַּחֲנ֖וּ בְּנַ֥חַל זָֽרֶד׃
BKJ Dali partiram, e acamparam no vale de Zerede.
LTT Dali partiram, e acamparam no vale de Zerede ‹Ribeiro de Árvores Luxuriantes›.
BJ2 Partiram dali e acamparam na torrente de Zared.
VULG Et inde moventes, venerunt ad torrentem Zared.

Referências Cruzadas

As referências cruzadas da Bíblia são uma ferramenta de estudo que ajuda a conectar diferentes partes da Bíblia que compartilham temas, palavras-chave, histórias ou ideias semelhantes. Elas são compostas por um conjunto de referências bíblicas que apontam para outros versículos ou capítulos da Bíblia que têm relação com o texto que está sendo estudado. Essa ferramenta é usada para aprofundar a compreensão do significado da Escritura e para ajudar na interpretação e aplicação dos ensinamentos bíblicos na vida diária. Abaixo, temos as referências cruzadas do texto bíblico de Números 21:12

Deuteronômio 2:13 Levantai-vos agora e passai o ribeiro de Zerede; assim, passamos o ribeiro de Zerede.

Livros

Livros citados como referências bíblicas, que citam versículos bíblicos, são obras que se baseiam na Bíblia para apresentar um argumento ou discutir um tema específico. Esses livros geralmente contêm referências bíblicas que são usadas para apoiar as afirmações feitas pelo autor. Eles podem incluir explicações adicionais e insights sobre os versículos bíblicos citados, fornecendo uma compreensão mais profunda do texto sagrado.

Referências em Livro Espírita

Não foram encontradas referências em Livro Espírita.

Referências em Outras Obras

Não foram encontradas referências em Outras Obras.

Locais

Estes lugares estão apresentados aqui porque foram citados no texto Bíblico, contendo uma breve apresentação desses lugares.

ZEREDE

Atualmente: JORDÂNIA
Rio que constitui o limite meridional de Moabe. Deuteronômio 2:13
Mapa Bíblico de ZEREDE



Comentários Bíblicos

Este capítulo é uma coletânea de interpretações abrangentes da Bíblia por diversos teólogos renomados. Cada um deles apresenta sua perspectiva única sobre a interpretação do texto sagrado, abordando diferentes aspectos como a história, a cultura, a teologia e a espiritualidade. O capítulo oferece uma visão panorâmica da diversidade de abordagens teológicas para a interpretação da Bíblia, permitindo que o leitor compreenda melhor a complexidade do texto sagrado e suas implicações em diferentes contextos e tradições religiosas. Além disso, o capítulo fornece uma oportunidade para reflexão e debate sobre a natureza da interpretação bíblica e sua relevância para a vida religiosa e espiritual.

Beacon

Comentário Bíblico de Beacon - Interpretação abrangente da Bíblia por 40 teólogos evangélicos conservadores
Beacon - Comentários de Números Capítulo 21 do versículo 1 até o 35
  1. A Derrota e a Vitória (21:1-3)

A significação exata deste incidente não está clara. Talvez Moisés tivesse feito planos para entrar em Canaã pela rota sul, como fora originalmente planejado. Esta ação seria natural, em vista de Edom ter recusado a passagem dos israelitas para o leste. Porém, o cananeu, o rei de Arade8 (1), ficou sabendo deste intento. Teve medo desse grande grupo de pessoas indo em sua direção, e atacou os israelitas com certo sucesso.

Em conseqüência disso, Israel fez um voto ao SENHOR (2) : se Deus entregasse os cananeus nas mãos dos israelitas, estes destruiriam totalmente as suas cidades. Deus lhes deu notável vitória em Horma (3). Este talvez seja um determinado local (ver Mapa

3) ou significa, tão-somente, que os cananeus foram reduzidos a um estado de absoluta destruição (hb., hormah; cf. 14.45). Há indicação de que este relato, além de descrever uma única batalha ou grupo de batalhas, possa fazer parte de um trecho de profecia geral sobre a vitória última de Israel na conquista de Canaã (Jz 1:16-17).

  1. A Rota para Moabe (21.
    - 4a)

Pelo que deduzimos, os israelitas, depois de não receberem permissão para passar por Edom, investigaram a possibilidade de entrar em Canaã pela rota sul. Depois, em face da resistência que encontraram ou por razões não registradas, desistiram da idéia de ir para Canaã por esta rota. Foi então que giraram em direção sul pelo caminho do mar Vermelho (4). Para evitar a fronteira sul de Edom, tiveram de viajar para o extre-mo norte do golfo de Áqaba, quase metade da distância de volta em direção ao monte Sinai. Em seguida, viraram em direção leste, passando perto do que hoje é o porto de Eilat (Eziom-Geber) para ficar a leste da terra de Edom.

Certos estudiosos sugerem uma rota alternativa por ser mais lógica. Ela teria leva-do os israelitas ao sul do monte Hor, a um ponto a meio caminho entre o mar Morto e o golfo de Áqaba. De lá, teriam virado abruptamente para nordeste em direção a Purom, que se localizava dentro de Edom. Desse lugar, a rota seria a Obote, que eles localizam em direção à porção norte-central do Arabá. Percorreriam então a extremidade sul do mar Morto, onde o ribeiro de Zerede deságua do leste. Virando para leste, teriam seguido o ribeiro de Zerede, movendo-se entre os países de Edom e Moabe, circulando Moabe a leste e, daí, para o rio Arnom (ver os nomes dos lugares nos vv. 11-13).

C. A SERPENTE DE BRONZE, 21:4-9

1. A Praga das Serpentes (21:4-6)

Enquanto os israelitas se dirigiam para o sul, encontraram condições de viagem tediosas semelhantes às que seus pais experimentaram no passado. Em face destas con-dições desérticas, a murmuração do povo atingiu nova intensidade. Aqui, nem pão nem água há (5), reclamaram. Tinham razão, claro, pois não havia provisão natural de pão ou água da terra pela qual passavam. Estavam errados no que tange ao fato de que Deus suprira e estava suprindo milagrosamente as suas necessidades básicas. A reclamação levantou a questão da suficiência do que Ele estava lhes suprindo. Foi basicamente esta falta de fé que fez com que Deus se desgostasse deles.

Por causa desta murmuração, o Senhor enviou uma praga de serpentes ardentes (6). Esta descrição se deve, provavelmente, à natureza do veneno tóxico e à coloração, que era cor de cobre brilhante.'

  1. A Serpente de Bronze'° (21:7-9)

Em face das mortes pela praga, as pessoas se conscientizaram do erro da reclama-ção e foram a Moisés. Disseram: Havemos pecado, porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti (7). Imploraram que Moisés orasse ao SENHOR para que tirasse as serpentes. É digno de nota que a petição do povo a Moisés nesta ocasião, mais que em outras, requeresse a intercessão ao Senhor.

A instrução de Deus era que Moisés fizesse uma serpente de metal que seria coloca-da sobre uma haste (8).11 Tinha de ser erguida bem alto sobre o acampamento, de forma que fosse vista por todas as pessoas. Quem fora mordido por uma serpente evita-ria a morte simplesmente olhando para a serpente de metal (9).

Este relato é desacreditado por alguns críticos, mas os estudiosos conservadores percebem que tem de ser um dos grandes milagres do pré-Calvário do Antigo Testa-mento. A autoridade suprema para esta idéia é o próprio Cristo, que disse: "E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3:14-15).

A serpente de bronze era tipo de Jesus Cristo que, quando erguido na cruz, trouxe salvação e vida espiritual a todos que olham pela fé. Há também neste relato do Antigo Testamento a verdade de que "o semelhante cura o semelhante". Deus providenciou uma serpente milagrosa de metal para curar a infecção mortal causada pelo veneno das ser-pentes ardentes. A Escritura fala sobre Jesus: "Pelas suas pisaduras, fomos sarados. [...] O SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53:5-6). Também diz: "Àquele que não conheceu pecado, [Deus] o fez [Cristo] pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Co 5.21; cf. Rm 8:3).

Nos versículos 4:9, G. B. Williamson prega sobre a verdade de "A Serpente de Bronze".

1) O pecado é racial e pessoal, 4-7;

2) A serpente e o Salvador foram erguidos, 8 (cf. Jo 3:14) ;

3) Há vida para quem olhar voluntariamente, com arrependimento e fé, 9 (cf. Jo 3:14-15).

  1. De Onde Veio o Milagre?

Em todo este episódio deve haver a compreensão clara de que a salvação e a vida não vieram da serpente de metal em si. Estas bênçãos vieram do poder de Deus que foi liberado pela fé e pela aceitação pessoal do plano que Ele delineara. Mesmo naqueles dias havia o poder de uma cruz que ainda seria erguida para dar cura.

Deve ser firmado para sempre que não é o símbolo que redime, mas o Cristo por trás do símbolo. Mais tarde, os hebreus caíram no erro de adorar esta serpente de bronze (2 Rs 18.4). Por causa deste uso inadequado, Ezequias mandou tirar a serpente do Templo e despedaçá-la. Embora a serpente de bronze tivesse tido seu lugar no plano de Deus no cenário do deserto e, talvez, tivesse posição entre os itens de reverência nos arquivos de Israel, não era para se tornar objeto de adoração, nem devia ser venerado como algo que possuísse poder sobrenatural inerente em si.

D. OS 1NCIDENTES NA MARCHA, 21:10-22.1

  1. Alguns Pontos de Parada na Rota (21:10-13 16:19-20)

O capítulo 33 apresenta a lista dos lugares onde os israelitas acamparam na viagem do Egito para Canaã. Aqui, neste texto, são indicados apenas os principais pontos de parada no trecho da viagem entre o monte Hor e Moabe. É como se o historiador quisesse pôr o leitor em movimento acelerado do deserto de Parã à bacia fértil das planícies de Moabe.'
Os lugares mencionados não são passíveis de determinação em mapas dos dias atuais. Obote (10) foi meramente identificado por "o planalto pedregoso a leste de Edom",13 mas não há como localizá-lo com mais exatidão. O nome "Ijé-Abarim" (11, ARA; outeiros de Abarim) significa "as ruínas do outro lado" (cf. NTLH; NVI), e é tudo que temos sobre a identificação do lugar." O ribeiro de Zerede (12) é o "vádi de Zerede que deságua no mar Morto, em sua extremidade sul".' Dali, partiram e alojaram-se ao lado norte do rio Arnom, que é a fronteira entre Moabe e os amorreus (13). É impossível localizar Beer (16, "o poço"), Matana, Naaliel e Bamote (19). Pisga diz respeito a um ou mais dos altos cumes do planalto moabita que se sobressai em relação ao mar Morto. É deste cume que "se avista o deserto" (20, NTLH; à vista do deserto) e se vê nitidamente os montes de Canaã.' O mais alto destes era o monte Nebo, no qual Moisés morreu (Dt 34:1).

  1. Trechos de História de Canção Folclórica (21:14- - 18a)

Estes versículos apresentam fragmentos de registros típicos deste período da história. O livro das Guerras do SENHOR (14) não é mencionado em outro lugar da Bíblia. Mas o fato de estar aludido aqui, mesmo de maneira incompleta, indica que tais relatos foram guardados. São trechos de baladas populares ou canções folclóricas, registros de façanhas de pessoas ou acontecimentos importantes que eram cantados em redor de fogueiras ou em reuniões formais. Não são diferentes de registros descobertos que narram as proezas de reis e líderes militares deste período histórico. Em vez de desacreditar a validade da narrativa, a inclusão de tais registros, ainda que fragmentários, a confirma.

A primeira canção narra as vitórias de Israel contra Vaebe em Sufa, e contra os ribeiros de Arnom (14). A segunda conta os incidentes em Beer, onde cavaram um poço e cantaram uma canção (16). Ao longo dos séculos, esta canção antiga tem sido fonte rica de bênçãos para judeus e cristãos. Fala da combinação singular dos milagres de Deus com o trabalho do homem. Deus prometeu: E lhe darei água (16). Mas os príncipes cavaram o poço e o escavaram os nobres do povo...com os seus bor-dões (18). Talvez a alegria especial inerente na canção provenha exatamente desta com-binação. Marcava uma transição na forma em que Deus lidava com seus filhos. Antes, vez ou outra, Deus lhes dava água milagrosamente. Agora, o povo tinha uma parte a fazer. Tratava-se, indubitavelmente, de uma transição em seu novo modo de vida e res-ponsabilidade na conquista de Canaã.

  1. O Destino dos Amorreus (21:21-32)

Os amorreus (21) estavam entre as principais tribos dos cananeus (Gn 10:16). O nome é freqüentemente usado de modo geral quando se quer aludir mais amplamente às nações cananéias (cf. Dt 1:7-19,
27) Também é usado para denotar todos "os habitantes da Síria antes do tempo do Êxodo"» Fazia pouquíssimo tempo que uma tribo dos amorreus, sob a liderança de Seom, se mudara vindo do norte da Palestina. Este povo tinha con-quistado e tomado posse das cidades dos moabitas, parando no rio Arnom.

O território que Seom ocupava não estava incluído na promessa original de Deus a Abraão (34:2-12). Mas o fato de estar na posse de um povo cananeu agora o incluía (Gn 15:18-21; Dt 2:24).18 Por conseguinte, Moisés não hesitou em estabelecer contato com Seom. Mandou-lhe mensageiros pedindo permissão para atravessar as terras e che-gar aos vaus do Jordão, do outro lado de Jericó. Seom recusou o pedido e saiu com seus exércitos, fazendo com que Israel se defendesse. Embora os israelitas não fossem exérci-to experiente, mostraram coragem, força e confiança. Deus lhes deu vitória e eles ocupa-ram todas estas cidades (25), as quais tiraram dos amorreus (cf. Dt 2:30-37).

Era acerca desta vitória total sobre os amorreus que cantavam os que falam em provérbios (27). A canção é uma combinação de regozijo na vitória e escárnio dos derro-tados. Começa com a vitória de Seom (28) sobre os moabitas e chama a atenção à queda de Quemos (29), o deus de Moabe. Termina com o resumo simples da vitória dos israelitas sobre Seom (30). A canção coloca Hesbom,' a principal cidade dos amorreus, em lugar proeminente.

4. A Derrota de Oguem (Nm 21:33-22.
1)

Ainda que o relato contenha poucas palavras, a vitória sobre Ogue (33) é importan-te.' De certo modo, Ogue seria classificado como cananeu, mas se distinguia no ponto em que era um dos últimos de uma tribo de gigantes. Além de serem guerreiros formidáveis, os partidários de Ogue tinham cidades que eram quase inexpugnáveis. Os israelitas não as teriam conquistado caso estes exércitos tivessem permanecido atrás dos muros da cidade. Ao invés disso, Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, e foi derrotado.

Além dos feitos vitoriosos, é importante notar que o território que Ogue controlava ia, no norte, a um ponto oposto ao mar da Galiléia. O fato de este território ter sido conquistado por Israel desencadeou o pedido das tribos de Rúben, Gade e a meia tribo de Manasses ficarem com esta região como herança, no lugar do que teriam recebido segun-do a promessa original (Nm 32; Dt 3:15-17).


Genebra

Comentários da Bíblia de Estudos de Genebra pela Sociedade Bíblica do Brasil para versão Almeida Revista e Atualizada (ARA)
Genebra - Comentários de Números Capítulo 21 do versículo 1 até o 35

*

21.1-3

A primeira vitória dos israelitas sobre os cananeus foi contra Arade, em Hormá, onde Israel havia sofrido uma derrota contundente muitos anos antes (14.45). Esta vitória assinala uma mudança de enfoque da geração do êxodo, condenada a morrer no deserto (14.29-35) para a geração que nasceu no deserto.

* 21.4-9

Este evento tipifica tanto o sacrifício de Cristo quanto a fé de seu povo. Assim como a representação em bronze da serpente venenosa foi levantada, assim também Cristo, nascido "na semelhança de carne pecaminosa" (Rm 8:3), foi levantado (Jo 3:14). Os aflitos israelitas não tinham outro meio de salvar-se do que olhar para a serpente de metal, assim como os pecadores não têm esperança de salvação exceto mediante a fé no Cristo crucificado (Jo 3:15,16). Infelizmente, essa serpente de bronze, mais tarde, tornou-se objeto de uma adoração idólatra (2Rs 18:4).

* 21:14

livro das Guerras do SENHOR. Essa é a única referência bíblica a um livro de cânticos de vitória, não-inspirado, que aparentemente era corrente na terra de Israel, nos dias de Davi ou mesmo antes. Uma obra semelhante, o livro dos Justos, é citado em Js 10:12,13 e 2Sm 1:19-27.

Arnom. Esse riacho perene fluía para o mar Morto, vindo do leste, atravessando um profundo desfiladeiro. Formava a fronteira entre o território de Moabe e o reino amorreu de Seom (21.21-31).

* 21.21-35

Moisés narra aqui a conquista de Israel de Hesbom e Basã. Ambos esses reinos ficavam na Palestina oriental, atravessando o Jordão, vindo de Canaã (a Transjordânia).

* 21:33

Basã. Ver nota em Dt 3:1.


Matthew Henry

Comentário Bíblico de Matthew Henry, um pastor presbiteriano e comentarista bíblico inglês.
Matthew Henry - Comentários de Números Capítulo 21 do versículo 1 até o 35
21:5 O Salmo 78 nos diz por que se queixava o Israel: (1) seus espíritos não eram fiéis a Deus (Sl 78:8); (2) não quiseram obedecer a lei de Deus (Sl 78:10); (3) esqueciam os milagres que Deus os fazia (Sl 78:11). Nossas queixa freqüentemente têm suas raízes em algumas destas ações e atitudes néscias. Se podemos erradicar a fonte de nossa queixa, não se aninhará nem crescerá em nossa vida.

21:6 Deus utilizou serpentes venenosas para castigar ao povo por sua incredulidade e seus queixa. O deserto do Sinaí conta com uma grande variedade de serpentes. Algumas se escondem sob a areia e atacam sem prévio aviso. Os israelitas e os egípcios as temiam muito. A mordida de uma serpente venenosa significava, pelo general, uma morte lenta com um sofrimento intenso.

21:8, 9 Quando penduraram no haste a serpente de bronze, os israelitas não conheciam o significado total que Jesucristo daria a aquele fato (veja-se Jo 3:14-15). Jesus explicou que assim como os israelitas tinham sanado ao olhar a serpente do haste, os crentes podiam ser salvos da enfermidade do pecado ao olhar ao Jesus na cruz. Não era a serpente o que curava a aquela gente, a não ser a fé em que Deus podia curá-los. Demonstravam essa fé ao seguir as instruções de Deus. Da mesma maneira, nós devemos continuar olhando a Cristo (veja-se Hb 12:2).

21:14 Não existe registro algum do livro das batalhas do Jeová. O mais provável é que fosse uma coleção de cantos ou poemas de vitória.

21.27-30 Quemos, o deus nacional do Moab, era adorado como deus da guerra. Entretanto, este deus falso não foi de nenhuma ajuda a esta nação quando brigou contra Israel. O Deus do Israel era mais forte que qualquer dos deuses de guerra do Canaán.

21:34 Deus assegurou ao Israel que seu inimigo já estava conquistado ainda desde antes que começasse a batalha! Deus quer nos dar a vitória sobre nossos inimigos (que, pelo general, são problemas relacionados com o pecado e não soldados armados). Mas primeiro, temos que acreditar que O nos pode ajudar. Em segundo lugar, devemos ter a confiança que O nos ajudará. Por último, devemos seguir os passos que nos indica.

BATALHA CONTRA SEHON E OG: O rei Sehón negou aos israelitas o passo por sua terra, e os atacou na Jahaza, Israel o derrotou, ocupando a terra que se encontra se localizada entre os rios Arnón e Jaboc, incluindo-a cidade capital do Hesbón. Quando partiram para o norte, derrotaram ao rei Og de Apóiam no Edrei.

A SERPENTE NO DESERTO

você compare mesmo os textos: Nu 21:7-9 e Jo 3:14-15

Israelitas Cristãos

Mordidos por serpentes Mordidos pelo pecado

Pouca dor inicial, logo intenso sofrimento Pouca dor inicial, logo intenso sofrimento

Morte física pelo veneno das serpentes Morte espiritual pelo veneno do pecado

A serpente de bronze é levantada no deserto Cristo é levantado na cruz

Olhar à serpente salvava a vida Olhar a Cristo salva da morte eterna


Wesley

Comentário bíblico John Wesley - Metodista - Clérigo Anglicano
Wesley - Comentários de Números Capítulo 21 do versículo 1 até o 35
VI. A marcha para MOAB (Nu 21:1)

1 E o cananeu, rei de Arade, que habitava no Sul, ouvi dizer que Israel vinha pelo caminho de Atarim; e ele lutou contra Israel, e levou alguns prisioneiros. 2 Então Israel fez um voto ao Senhor, e disse: Se queres na verdade entregares este povo nas minhas mãos, então eu destruirei totalmente as suas cidades. 3 E o Senhor ouviu a voz de Israel e entregou os cananeus; e destruíram totalmente eles e às suas cidades; e o nome do lugar foi chamado Horma. 4 Então partiram do monte Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; ea alma do povo estava muito desanimado devido à forma.

Israel está em marcha novamente e já viajou para um ponto na margem leste de Edom sob o controle do rei cananeu Arad. Notícias viera a ele de conquistas de Israel.

Vinha pelo caminho de Atarim (v. Nu 21:1 ). Os israelitas foram dedicados à destruição do inimigo, mas muitas vezes ele não foi feito no momento, mas sim em um momento posterior.

Os israelitas tinham tomado uma rota circular ao redor do extremo sul de Edom e agora encontrar-se em uma área de deserto desolado na fronteira oriental de Edom no que é hoje a comunidade Maan. O visitante moderno para Maan encontra o lugar infestado de moscas e outros insetos e calor insuportável, especialmente nos meses de verão. Há pouca ou nenhuma vegetação natural nesta área. Somente a ardente sol do deserto e areia estão lá para acolher o estrangeiro.

B. a serpente de bronze (21: 5-22)

5 E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que tendes nos tirou do Egito para morrermos no deserto? pois não há pão e não há água; . E a nossa alma tem fastio deste miserável pão leve 6 E o Senhor enviou serpentes entre as pessoas, que picaram o povo; E muita gente de Israel morreu. 7 E o povo veio a Moisés, e disse: Pecamos, porquanto temos falado contra o Senhor e contra ti; rezar ao Senhor, para que ele tire as serpentes de nós. Então Moisés orou pelo Pv 8:1 E disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre um padrão:. e ela deve vir a passar, que todo aquele que for mordido, quando ele vir, devem viver 9 E Moisés fez uma serpente de bronze, e põe-na sobre a norma: e aconteceu que, se uma serpente mordido a alguém, quando olharam para a serpente de bronze, vivia.

10 E os filhos de Israel partiam, e acamparam-se em Obote. 11 E eles partiram de Obote, e acamparam-se em Ije-Abarim, no deserto que está defronte de Moabe, para o nascente. 12 A partir daí, eles viajaram, e acamparam no vale . de Zered 13 Dali partiam, e acamparam-se no outro lado do Arnon, que está no deserto, que sai do território dos amorreus, porque o Arnon é a fronteira de Moabe, entre Moab e os amorreus. 14 Pelo que se diz no livro das guerras do Senhor,

Vaheb em Sufa,

E os vales do Arnon,

15 E o declive dos vales

Que se inclina em direção à habitação do Ar.

E se apoiar sobre o limite de Moabe.

16 E, a partir daí, eles viajaram para Beer; este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Ajunta o povo, e eu lhe darei água.

17 Então Israel cantou esta canção:

Brota, ó poço! cantar-vos para ele:

18 O bem, que os príncipes cavaram,

Quais os nobres do povo mergulhou,

Com o cetro, e com os seus bordões.

Do deserto eles viajaram a Matana; 19 e de Matana para Naaliel; e de Naaliel para Bamote; 20 e de Bamote para o vale que está no campo de Moabe, ao cume de Pisga, que olha para baixo em cima do deserto.

21 E Israel enviou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, dizendo: 22 Deixa-me passar pela tua terra; não nos retiraremos campo, ou para a vinha; não vamos beber da água dos poços; iremos pela estrada real, até que tenhamos passado os teus termos.

Mais uma vez o ambiente natural desencoraja as pessoas e faz com que eles se queixam sobre suas dificuldades. Mais uma vez eles lamentam o fato de que eles foram tirados do Egito para morrermos no deserto . Não há pão nem água, e eles estão doentes e cansados ​​de maná, ou pão de luz . Outra tradução para pão luz é "pão vil." Esse termo vem da palavra hebraica hakkelokel , que significa "sem substância ou de luz."

Os israelitas estão agora em apuros real (v. Nu 21:6 ). Não só eles se encontram em um ambiente naturalmente hostil, mas seu acampamento fica infestada de cobras. Seria difícil imaginar o que a vida seria como se nossas casas deve tornar-se subitamente infestada de cobras venenosas. Muitas das pessoas que foram mordidas e morreu. Obviamente as serpentes tinham sido no deserto o tempo todo, mas agora o Senhor libera sua contenção e transforma-los soltos. As pessoas mostram alguma evidência de arrependimento (v. Nu 21:7 ). Eles imploram Moisés para pedir ao Senhor que as serpentes ser tirado.

Faze-te uma serpente de bronze (v. Nu 21:8 ). Moisés é moldar uma serpente de bronze e colocá-lo em um poste no acampamento de Israel. É bastante provável que o pólo tinha um pedaço cruz perto do topo para que a serpente poderia ser feito para ficar na pole e não deslize para baixo. A serpente de bronze teria uma aparência brilhante e seria facilmente perceptível no acampamento. A KJV torna verso Nu 21:8 , NVI). Dizem-nos que o nosso Senhor foi feito pecado por nós, nossos pecados foram realmente colocados sobre ele, e, neste sentido, Ele se tornou nosso Sin-portador. Clarke diz:

De palavras de nosso Senhor podemos aprender, um que, como a serpente foi levantada no poste ou estandarte, então Jesus Cristo foi pregado na cruz. 2 que, assim como os israelitas estavam a olhar para a serpente de bronze, tão pecadores devem olhar para Cristo para a salvação. 3 que, como Deus desde que nenhum outro remédio do que este olhar , para os israelitas feridos, de modo que ele não forneceu qualquer outra forma de salvação do que a fé no sangue de seu Filho. 4 que, como ele, que olhou para a serpente de bronze foi curado e fez ao vivo, então aquele que crê no Senhor Jesus Cristo não pereça, mas tenha a vida eterna. 5 que, como nem a serpente, nem olhar para ele, mas o poder invisível de Deus curou as pessoas, então, nem a cruz de Cristo, nem a sua meramente sendo crucificado, mas o perdão que ele comprou com o seu sangue, comunicada pela poderosa energia do seu Espírito, salva as almas dos homens.

Os israelitas avançaram a um ritmo bastante rápido. Eles descansaram em Obote, em Ije-Abarim (v. Nu 21:11 ), e (v., no vale de Zerede 12 ). Depois de um pouco mais de tempo permanência perto do rio Arnon, que é a fronteira entre Moab e os amorreus (v. Nu 21:13 ), eles continuaram em seu caminho para a cerveja, o lugar do bem (v. Nu 21:16 ). Aqui Israel tinha uma música fest (v. Nu 21:17 ), e seguiu para Pisga, com várias paradas entre elas (v. Nu 21:20 ).

Israel enviou mensageiros a Siom, (v. Nu 21:21 ). Mais uma vez 1srael enfrenta um inimigo formidável no rei dos amorreus.

Deixe-me passar por (v. Nu 21:22 ). Eles asseguram Siom, que eles não vão incomodar os campos ou vinhas, mas vai para a direita através da "auto-estrada do Rei", que, aparentemente, era uma via pública.

C. A derrota do Siom (21: 23-35)

23 E Siom não deixou Israel passar pelos seus termos; antes Siom congregou todo o seu povo, saiu ao encontro de Israel no deserto, e veio a Jaza; e ele lutou contra Israel. 24 E Israel o feriu ao fio da espada, e possuía sua terra, desde o Arnom até o Jaboque, até os filhos de Amã; para o termo dos filhos de Amom era forte. 25 E Israel tomou todas estas cidades:. e Israel habitou em todas as cidades dos amorreus, em Hesbom e em todas as cidades destes 26 Porque Hesbom era cidade de Siom, rei dos amorreus, que lutou contra o ex-rei de Moab, e levado a sua terra, de sua mão, até o Arnon. 27 Pelo que dizem os que falam em provérbios dizer:

Vinde a Hesbom;

Deixe a cidade de Siom ser construído e estabelecido:

28 Porque fogo saiu de Hesbom,

A chama da cidade de Siom;

Ele devorou ​​a Ar de Moabe,

Os senhores dos altos do Arnom.

29 Ai de ti, Moab!

Perdido és, ó povo de Camos:

Ele deu a seus filhos como fugitivos,

E suas filhas para o cativeiro,

A Siom, rei dos amorreus.

30 Temos asseteamos; Hesbom está destruída até Dibom,

E nós temos devastadas até a Nophah,

Qual estende até Medeba.

31 . Assim habitou Israel na terra dos amorreus 32 E Moisés mandou espiar-out Jazer; e tomaram as aldeias dela, e expulsaram os amorreus que ali estavam.

33 E eles voltaram e subiram pelo caminho de Basã. E Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, à peleja em Edrei 34 E disse o SENHOR a Moisés: Não o temas, porque eu o entreguei dar na tua mão, e todo o seu povo, ea sua terra; e tu deverás fazer a ele como fizeste a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom. 35 Assim o feriram, e seus filhos e todo o seu povo, até que nenhum lhe ficou restando; também se apoderaram da terra dele.

Siom marshalled suas forças e atacou Israel, mas seu ataque não teve sucesso. Israel, por sua vez, atacou e conquistou os amorreus e passou por sua terra, desde o Arnom até o rio Jaboque (v. Nu 21:24 ), o direito à fronteira de Amom. Parece que Israel permaneceu nesta área por vários meses, ou até mais (vv. Nu 21:25-32 ). Finalmente, eles novamente começou sua jornada e foram confrontados com Og, rei de Basã.

Senhor disse a Moisés (v. Nu 21:34 ). O Senhor garante a Moisés que ele terá vitória sobre Og, da mesma forma que ele conquistou Siom.

Assim o feriram (v. Nu 21:35 ). Parece que a conquista de Moisés estava completo e que toda a aparência de governo do rei Og foi destruída.


Russell Shedd

Comentários da Bíblia por Russell Shedd, teólogo evangélico e missionário da Missão Batista Conservadora.
Russell Shedd - Comentários de Números Capítulo 21 do versículo 1 até o 35
21:1-3 A vitória dos israelitas sobre o rei de Arade, um cananeu.

21:4-9 A serpente de bronze que tipifica Jesus Cristo, feito pecado por nós, para nos salvar (Jo 3:14-43). Olhar e viver era a mais simples representação da fé singela. "Ver" aqui é esperar dele, depender dele, crer nele. Como ilustração, podemos dizer que a serpente é o pecado que requer o juízo de Deus. A haste lembra a Cruz de Cristo, onde foi oferecido substitutivamente para nos salvar: todos os que olharem para Ele com fé receberão dele a salvação e a vida (Rm 8:3; 2Co 5:21). Esta serpente de bronze, que tinha que ser guardada como lembrança da misericórdia de Deus, foi usada mais tarde como objeto de idolatria, pelo que o Rei Ezequias a despedaçou e a chamou Neustã, isto é, "pecado de bronze" (2Rs 18:4). • N. Nom. O olhar que salva, descrito no v. 9:
1) É o olhar que vê o pecado a ser curado;
2) É o olhar que vê o Salvador;
3) É o olhar que espera somente no Filho de Deus, seu substituto, na cruz.

21.14 O livro dos Guerras do Senhor. Deveria ser um livro antiquíssimo de grande valor político e histórico, possivelmente da autoria de Moisés, cheio de baladas históricas e religiosas. O livro já não existe há milhares de anos. • N. Hom. O vigésimo primeiro capítulo nos ensina:
1) O segredo da vitória, que aqui foi tríplice: vv. 1-3; 21-32, 33-35. Tais vitórias são possíveis, mesmo depois de muitas derrotas, na condição de haver fidelidade a Deus, e são ganhas pela coragem e pela fé, v. 34;
2) O desânimo, muitas vezes, surge devido à severidade dos caminhos da vida, e pela sua duração, mas nem por isso deixa de ser uma constante brecha para o pecado;
3) Essa história das serpentes nos dá ilustrações: a) do pecado; b) do sofrimento; c) da tristeza; d) da súplica; e) da salvação, Jo 3:14; 2Co 5:21. O olhar da fé é singelo, porém salvador.

21.17 Este cântico. É, talvez, mais um fragmento poético do livro das Guerras do Senhor, v. 14.

21.18 Com o cetro, Talvez queira dizer: "pela sua autoridade"; o incidente explica o nome Beer, que quer dizer "Poço".
21:21-30 A vitória do povo de Deus sobre Seom, rei dos amorreus. Os amorreus não formavam uma nação, mas eram nômades que, às vezes, conseguiram obter certos territórios. Seom seria apenas um entre os muitos líderes amorreus, e sua moradia na época da invasão deve ter sido as montanhas pelas quais o rio Jordão passava. É a porção que Gade e Rúben mais tarde pediram (32:1-32). Este território consta nos mapas como território de Moabe, porque era dos moabitas, dos quais os amorreus tinham tomado esse trecho de terra (26), que logo depois caiu na mão dos israelitas.
21.27 Os poetas. Devem ser os poetas amorreus, que falavam uma língua semelhante ao hebraico dos israelitas. As cidades mencionadas mostram os termos e as capitais da terra de Moabe, e a palavra Camos no v. 29 é o nome da divindade local, Quemós. Embora este território fizesse parte da Terra Prometida, Moisés apenas quis atravessá-lo pacificamente (22), querendo prosseguir a travessia do Jordão para manter a nação unida (32.7, 14-15).

21:31-35 A vitória sobre o rei de Basã. Basã é o nome do território que fica ao norte do dos amorreus que veio a ser conquistado pelos israelitas e que mais tarde seria a parte mais preciosa da porção da tribo de Gade e da tribo de Rúben. Pertencia aos amonitas, descendentes de Ló, sobrinho de Abraão (Gn 19:36-38). Forma a mais rica parte do território chamado Gileade, bom para o gado. Este rei nem quis saber de mensageiros e já saiu à batalha. • N. Hom. As tentativas de barrar o caminho do Povo de Deus para a Terra Prometida são sugestões das ciladas que Satanás lança contra os crentes para que não entrem no gozo do Senhor, engendrando aflições aos crentes para que não sintam a plenitude da vida que Cristo deseja lhes dar aqui na terra, e pelas insinuações ao pecado, esforço inútil para lançar o crente no castigo eterno.


NVI F. F. Bruce

Comentário Bíblico da versão NVI por Frederick Fyvie Bruce, um dos fundadores da moderna compreensão evangélica da Bíblia
NVI F. F. Bruce - Comentários de Números Capítulo 21 do versículo 1 até o 35

6)    Vitória sobre o rei de Arade (21:1-3)
Não sabemos exatamente quando ocorreu essa operação militar. H. M. Wiener é enfático na sua argumentação de que essa seção foi deslocada; é verdade que ficaria melhor antes do cap. 13. Acerca de Arade, conforme 33.40; Js 12:14; Jz 1:16. Parece ter se situado próximo da divisa entre Judá e Simeão. Acerca de Neguebe, conforme 13.17. Atarim é o nome de um lugar em ou próximo de Hazazom-Tamar. v. 3. Horrná'. da mesma raiz de que vem “destruir” nos v. 2,3 (i.e., completamente “consagrado” a Deus). Conforme 14.45; Dt 1:44Js 12:14. A vitória aqui contrasta com a derrota de 14.45. V.comentários de Jz 1:17 ad loc. ICC, no entanto, sugere com boa base que a palavra é usada aqui para se referir ao distrito.


7)    As serpentes venenosas (21:4-9)
v. 4. o povo ficou impaciente no caminho'. Essa era uma das partes mais difíceis e quentes da peregrinação; além disso, tinham dado as costas para Canaã e talvez estivessem ressentidos porque não podiam atravessar a terra de Edom. A nova geração não era muito diferente da velha e se queixou contra Deus e contra Moisés, descrevendo o maná como comida miserável (v. 5; conforme 11.6). v. 6. Então o Senhor enviou serpentes venenosas contra o povo. Foram assim chamadas em virtude da inflamação que causaram pela sua picada. Sabe-se que a Arabá está repleta de serpentes mortais. A palavra hebraica é s‘rãphim, “as que queimam” (conforme Is 6:2; Is 14:29; Is 30:6). O v. 7 contém a primeira confissão verdadeira do livro. Mas, em vez de se remover as serpentes, é dado um meio de cura em forma de serpente de bronze (v. 9) semelhante às serpentes que os haviam picado (conforme 1Sm 6:5; Jo 3:14,Jo 3:15). Olhar para a serpente de bronze é um retrato da fé (v. 8,9). Mais tarde, a serpente de bronze tornou-se um amuleto e foi destruída por Ezequias (conforme 2Rs 18:4). Em Sabedoria 16.6,7 a serpente de bronze é chamada de “símbolo da libertação [...] pois todo o que se voltava para ela era salvo, não por aquilo que via, mas por ti, Salvador de todos”.


8)    Vários locais de acampamento (21:10-15)
Em 33:41-43, são mencionados dois estágios intermediários, “Zalmona” e “Punom”. v. 10. Obote-, a identificação do local é incerta. v. 12. o vale de Zerede\ geralmente identificado com o uádi El-Hesa, que corre para o mar Morto a partir do sudeste. Com base em Dt 2:14ss, fica claro que este foi um estágio importante da jornada deles, pois agora tinham deixado o deserto na sua peregrinação. v. 13. Amom\ um rio que desemboca na margem leste do mar Morto do outro lado de En-Gedi (conforme Dt 3:12,Dt 3:16; Jz 11:18, Jz 11:22,Jz 11:26). “A importância do rio é confirmada pelo número de fortes e pontes que se encontram aí, sendo estas mencionadas em Isaías (16.2)” (R. J. Way, NBD). Nada mais se sabe do Livro das Guerras do Senhor (v. 14); evidentemente era uma coletânea de hinos de vitória. Vaebe (“divisor de águas”) aparentemente é o nome de uma vila ou forte, e Sufá, o distrito. v. 15. Ar: conforme v. 28; e provavelmente Dt 2:36,Dt 2:9,Dt 2:19), mas dessa vez recebe a seguinte ordem: “Comecem a ocupação, entrem em guerra contra ele” (conforme Dt 2:24-5). v. 23. Jaza: local desconhecido; conforme Js 13:18Js 21:36. Nessa batalha, Israel foi vitorioso, ocupou a terra dele e se estabeleceu em todas as cidades dos amorreus (v. 24,25). v. 24. Jazar. A NVI (também a BJ) aqui segue a LXX e a Vulgata (diferentemente de RA: “cuja fronteira era fortificada” e NTLH: “na qual [fronteira] havia muralhas”). “A afirmação no v. 25 de que Israel capturou todas as cidades dos amorreus traz um pouco da antecipação da própria história, visto que a ocupação não ocorreu antes de Moisés dar a terra conquistada às tribos de Rúben e de Gade como posse” (Keil). A capital de Seom era Hesbom (v. 25), a cerca Dt 25:0. Seom havia ocupado o território dos moabitas ao sul até o rio Amom (v. 26). Ao norte, o seu território estendia-se até o Jaboque (v. 24; conforme Gn 32:22). Cinco príncipes dos midianitas estavam sujeitos a ele (conforme Js 13:21). v. 24. com a espada: conforme Êx 17:13; Dt 13:15; Dt 20:13. No hebraico, essa frase é lit. “à boca da espada”, da qual às vezes se tem deduzido que a ponta da lâmina da espada era considerada um tipo de “boca”. Mas a idéia é “de acordo com a capacidade da espada”, v. 25,26. “A referência a cidades nessa região é importante na determinação da data do êxodo. Houve muito poucos assentamentos urbanos na Transjordânia durante vários séculos antes de 1350—1300 a.C.” (J. A. Thompson, NBC, 3. ed.).


12)    Uma canção popular (21:27-30)
v. 27. poetas: “cantores de canções populares” (RSV); “trovadores” (NEB). A canção parece celebrar, em primeiro lugar, a vitória dos amorreus sobre os moabitas e depois a dos israelitas sobre os amorreus. “Os filhos de israelitas convidam os amorreus a voltar e fortificar a fortaleza demolida do seu rei, Seom (v. 27), enaltecendo a proeza do monarca na luta contra Moabe (v. 28,29), a fim de destacar mais ainda o valor de Israel, diante do qual o invencível amorreu e sua fortaleza haviam caído para sempre (v. 30)” (W. R. Smith, citado em ICC, p. 300). v. 2%. fogo: a deflagração da guerra, v. 29. Camos: o principal deus dos moabitas (conforme lRs 11.7,33), adorado também pelos amonitas (conforme Jz 11:24). v. 30. Dibom: a seis quilômetros ao norte do rio Arnom (cf.

32.3, 34 etc.). Medeba ficava a seis quilômetros ao sul de Hesbom (conforme Js 13:9,Js 13:16).


13)    Os amorreus e Ogue, rei de Basã (21:31-35)
Enquanto Israel estava acampado, Moisés enviou espiões (conforme 13,2) para Jazar, e os israelitas capturaram os povoados e cidades ao redor (conforme v. 25) e expulsaram os amorreus. Com base em 32.35, sabemos que Jazar deve ter sido destruída. Toda a região em volta era muito fértil e apropriada para a criação de gado e assim atraiu as tribos de Rúben e Gade

(32.1). Depois se voltaram para o norte e derrotaram Ogue, rei dos amorreus em Basã, em Edrei, e tomaram posse da terra dele (v. 33-35).

Ele pertencia à raça dos gigantes dos refains; Edrei era uma das suas cidades reais (conforme Dt 3:11). Houve outra Edrei no território de Naftali (conforme Js 19:37). O reino de Ogue tinha 60 cidades fortificadas (conforme Dt 3:4,Dt 3:5). O seu território foi dado à metade da tribo de Manasses (conforme Dt 3:13), embora pareça ter sido ocupado gradualmente. Nessa época, Israel conquistou a terra dos amorreus “desde o ribeiro do Arnom até o monte Hermom” (conforme Dt 3:8). Basã é citada com freqüência na Bíblia como um lugar extremamente fértil (conforme Dt 32:14 etc.). No seu artigo “Bashan” (HDB), G. A. Smith escreveu que o nome era atribuído ao território ao norte de Gileade e parece ter sido usado geralmente para se referir a toda a divisão norte das três grandes divisões da Palestina Oriental. Ele também destacou que as chamadas “cidades gigantes de Basã”, de que J. L. Porter escreveu (1877), não são mais antigas que a civilização grega nessa região.


Francis Davidson

O Novo Comentário da Bíblia, por Francis Davidson
Francis Davidson - Comentários de Números Capítulo 21 do versículo 10 até o 20
g) A viagem em torno de Moabe (Nm 21:10-20).

Depois de ter contornado a sul e a nascente o país de Edom, o Povo eleito dirigiu-se para o norte para contornar Moabe (11), situada a sudeste do Mar Morto. Como se tratava duma região muito seca, constituía um acontecimento notável o encontro dum rio, muito embora não passasse de ligeiro regato (14-15). O livro das guerras do Senhor (14). Devia ser uma obra poética de louvor a Deus pela proteção concedida ao Seu Povo na travessia do deserto e até à entrada da terra de Canaã. Nada mais se sabe a respeito de tal obra, possivelmente da autoria do próprio Moisés.

>Nm 21:16

Os vers. 16-18 aludem a outro acontecimento destinado a sensibilizar o povo, fazendo-lhe ver que, à medida que se aproximava do fim da jornada, ia aparecendo a água subterrânea a pouca profundidade com mais abundância. Aqui o Senhor ordenou a Moisés que juntasse o povo, para receberem o que tanto esperavam-a água (16). Cavaram então os chefes das tribos e o precioso líquido brotou com abundância. A Deus foram rendidas ações de graças sob a forma de um cântico (17-18). Legislador (18). A palavra hebraica mehoqeq é traduzida umas vezes por "cetro", outras por "bastão do chefe", em qualquer dos casos sem justificação filológica. Sendo assim, como serviria tal instrumento para cavar? Não seria antes que o portador desse cetro vigiava os trabalhos, que prosseguiam sempre sob a sua orientação? Podia ainda admitir-se que, após a descoberta do poço, ficasse a cobri-lo uma espécie de tampa formada de areia, facilmente removível numa abertura formal. Era penetrável com o auxílio dos bastões dos chefes. Diz-se que ainda hoje os beduínos do deserto utilizam por vezes um processo idêntico. Os vers. 18-20 descrevem a viagem às províncias do norte de Moabe, ocupadas pelos amorreus, sob a regência de Seom.


Dicionário

Alojar

verbo transitivo direto , pronominal e intransitivo Acomodar alguém por algum tempo ou permanentemente; dar abrigo; hospedar, instalar: alojar visitas; queria me alojar aqui; chegou e foi alojando.
verbo transitivo direto Guardar num armazém, loja, estabelecimento: alojar mercadorias.
Instalar de determinada forma; acomodar: alojar desabrigados.
verbo transitivo direto e bitransitivo Acondicionar cuidadosamente: alojar alimentos nas prateleiras.
Etimologia (origem da palavra alojar). A + loja + ar.
verbo transitivo direto [Regionalismo: Minas Gerais] Lançar pela boca; vomitar.
Etimologia (origem da palavra alojar). De origem questionável.

Alojar
1) Acampar; aquartelar (Js 8:11)

2) Hospedar-se (Sf 2:14).

Dali

contração De um determinado lugar, momento, ponto, geralmente distante da pessoa que fala, ou anterior no tempo: este livro é dali? Não me recordo de nada dali; saíram dali e foram embora.
A partir de determinado momento, normalmente acompanhado de locuções de lugar ou de tempo (dali em cima, dali para trás, dali em diante).
Gramática Combinação da preposição de com o advérbio ali.
Etimologia (origem da palavra dali). Contração formada por de + ali.

Junto

junto adj. 1. Posto em contato; chegado, unido. 2. Reunido. 3. Adido: Embaixador brasileiro junto ao Vaticano. 4. Chegado, contíguo, muito próximo. Adv. 1. Ao pé, ao lado. 2. Juntamente.

Ribeiro

substantivo masculino Pequeno curso de água; riacho, regato, arroio.
adjetivo Diz-se de certa espécie de trigo.

Pequena corrente de água, secano verão, e abundante no inverno. os principais ribeiros mencionados nas Escrituras são Arnom, Besor, Querite, Escol, Cedrom, Quisom, Zerede.

Zerede

É o nome daquele ribeiro junto ao qual acamparam os israelitas, antes de passarem para a terra dos amorreus (Nm 21:12Dt 2:13-14) – supõe-se identificado com o Wady el-Hesi, que entra no mar Morto, a sueste, ou melhor, com o Wady Kerak, um pouco mais ao norte.

Strongs

Este capítulo contém uma lista de palavras em hebraico e grego presentes na Bíblia, acompanhadas de sua tradução baseada nos termos de James Strong. Strong foi um teólogo e lexicógrafo que desenvolveu um sistema de numeração que permite identificar as palavras em hebraico e grego usadas na Bíblia e seus significados originais. A lista apresentada neste capítulo é organizada por ordem alfabética e permite que os leitores possam ter acesso rápido e fácil aos significados das palavras originais do texto bíblico. A tradução baseada nos termos de Strong pode ajudar os leitores a ter uma compreensão mais precisa e profunda da mensagem bíblica, permitindo que ela seja aplicada de maneira mais eficaz em suas vidas. James Strong
נָסַע חָנָה נַחַל זֶרֶד
Números 21: 12 - Texto em Hebraico - (HSB) Hebrew Study Bible

Dali, partiramH5265 נָסַעH5265 H8804 e se acamparamH2583 חָנָהH2583 H8799 no valeH5158 נַחַלH5158 de ZeredeH2218 זֶרֶדH2218.
Números 21: 12 - (ARAi) Almeida Revista e Atualizada Interlinear

1407 a.C.
H2218
Zered
זֶרֶד
jugo
(yoke)
Substantivo - acusativo masculino singular
H2583
chânâh
חָנָה
declinar, inclinar, acampar, curvar-se, pôr cerco a
(and pitched his tent)
Verbo
H5158
nachal
נַחַל
no Vale
(in the valley)
Substantivo
H5265
nâçaʻ
נָסַע
arrancar, puxar para cima, partir, pôr-se a caminho, remover, ir em frente, partir
(as they journeyed)
Verbo
H8033
shâm
שָׁם
lá / ali
(there)
Advérbio


זֶרֶד


(H2218)
Zered (zeh'-red)

02218 זרד Zered

procedente de uma raiz não utilizada significando ser exuberante em crescimento; n pr loc

Zerede = “riacho do salgueiro”

  1. um rio ao leste do Jordão, na região de Moabe e Edom, uma fonte do rio Arnom

חָנָה


(H2583)
chânâh (khaw-naw')

02583 חנה chanah

uma raiz primitiva [veja 2603]; DITAT- 690; v

  1. declinar, inclinar, acampar, curvar-se, pôr cerco a
    1. (Qal)
      1. declinar
      2. acampar

נַחַל


(H5158)
nachal (nakh'-al)

05158 נחל nachal ou (fem.) נחלה nachlah (Sl 124:4) ou נחלה nachalah (Ez 47:19; 48.28)

procedente de 5157 no seu sentido original; DITAT - 1343a,1343b; n m

  1. torrente, vale, vau, vale de torrente
    1. torrente
    2. vale de torrente, vau (como leito de um curso de água)
    3. poço (de mina)
  2. palmeira
    1. sentido incerto

נָסַע


(H5265)
nâçaʻ (naw-sah')

05265 נסע naca ̀

uma raiz primitiva; DITAT - 1380; v

  1. arrancar, puxar para cima, partir, pôr-se a caminho, remover, ir em frente, partir
    1. (Qal)
      1. arrancar ou puxar para cima
      2. pôr-se a caminho, partir
      3. pôr-se a caminho, marchar
      4. ir em frente (referindo-se ao vento)
    2. (Nifal) ser arrancado, ser removido, ser tirado
    3. (Hifil)
      1. fazer partir, levar embora, levar a mover-se bruscamente
      2. remover, extrair

שָׁם


(H8033)
shâm (shawm)

08033 שם sham

uma partícula primitiva [procedente do pronome relativo, 834]; lá (transferindo para tempo) então; DITAT - 2404; adv

  1. lá, para lá
    1. para lá (depois de verbos de movimento)
    2. daquele lugar, de lá
    3. então (como um advérbio de tempo)