Enciclopédia de Êxodo 33:22-22

Tradução (ARC) - 2009 - Almeida Revisada e Corrigida

Índice

Perícope

ex 33: 22

Versão Versículo
ARA Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado.
ARC E acontecerá que, quando a minha glória passar, te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado.
TB Quando passar a minha glória, te porei numa fenda da penha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado.
HSB וְהָיָה֙ בַּעֲבֹ֣ר כְּבֹדִ֔י וְשַׂמְתִּ֖יךָ בְּנִקְרַ֣ת הַצּ֑וּר וְשַׂכֹּתִ֥י כַפִּ֛י עָלֶ֖יךָ עַד־ עָבְרִֽי׃
BKJ E acontecerá, quando a minha glória passar, que eu te porei em uma fenda da rocha, e te cobrirei com a minha mão enquanto eu passar,
LTT E acontecerá que, quando a Minha glória passar, pôr-te-ei em uma fenda da rocha- saliente, e te cobrirei com a Minha mão, até que Eu haja passado.
BJ2 Quando passar a minha glória, colocar-te-ei na fenda da rocha e cobrir-te-ei com a palma da mão até que eu tenha passado.
VULG Cumque transibit gloria mea, ponam te in foramine petræ, et protegam dextera mea, donec transeam :

Referências Cruzadas

As referências cruzadas da Bíblia são uma ferramenta de estudo que ajuda a conectar diferentes partes da Bíblia que compartilham temas, palavras-chave, histórias ou ideias semelhantes. Elas são compostas por um conjunto de referências bíblicas que apontam para outros versículos ou capítulos da Bíblia que têm relação com o texto que está sendo estudado. Essa ferramenta é usada para aprofundar a compreensão do significado da Escritura e para ajudar na interpretação e aplicação dos ensinamentos bíblicos na vida diária. Abaixo, temos as referências cruzadas do texto bíblico de Êxodo 33:22

Deuteronômio 33:12 E de Benjamim disse: O amado do Senhor habitará seguro com ele; todo o dia o Senhor o protegerá, e ele morará entre os seus ombros.
Salmos 18:2 O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação e o meu alto refúgio.
Salmos 91:1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Salmos 91:4 Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.
Cântico dos Cânticos 2:3 Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar.
Isaías 2:21 E meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas, por causa da presença espantosa do Senhor e por causa da glória da sua majestade, quando ele se levantar para assombrar a terra.
Isaías 32:2 E será aquele varão como um esconderijo contra o vento, e como um refúgio contra a tempestade, e como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.
I Coríntios 10:4 e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
II Coríntios 5:19 isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.

Livros

Livros citados como referências bíblicas, que citam versículos bíblicos, são obras que se baseiam na Bíblia para apresentar um argumento ou discutir um tema específico. Esses livros geralmente contêm referências bíblicas que são usadas para apoiar as afirmações feitas pelo autor. Eles podem incluir explicações adicionais e insights sobre os versículos bíblicos citados, fornecendo uma compreensão mais profunda do texto sagrado.

Referências em Livro Espírita

Não foram encontradas referências em Livro Espírita.

Referências em Outras Obras

Não foram encontradas referências em Outras Obras.

Comentários Bíblicos

Este capítulo é uma coletânea de interpretações abrangentes da Bíblia por diversos teólogos renomados. Cada um deles apresenta sua perspectiva única sobre a interpretação do texto sagrado, abordando diferentes aspectos como a história, a cultura, a teologia e a espiritualidade. O capítulo oferece uma visão panorâmica da diversidade de abordagens teológicas para a interpretação da Bíblia, permitindo que o leitor compreenda melhor a complexidade do texto sagrado e suas implicações em diferentes contextos e tradições religiosas. Além disso, o capítulo fornece uma oportunidade para reflexão e debate sobre a natureza da interpretação bíblica e sua relevância para a vida religiosa e espiritual.

Beacon

Comentário Bíblico de Beacon - Interpretação abrangente da Bíblia por 40 teólogos evangélicos conservadores
Beacon - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
6. O Arrependimento e a Reconciliação de Israel (33:1-23)

a) A oferta de justiça moderada (33:1-3). Deus disse a Moisés que levasse o povo à terra prometida a Abraão, a Isaque e a Jacó (1). Achou-se um meio pelo qual a pro-messa de Deus seria cumprida. O anjo (2) de Deus expulsaria os inimigos, e a terra seria fecunda em leite e mel (3). O Senhor assegurou bênçãos materiais ao povo.

Entretanto, um importante aspecto da promessa anterior foi omitido. Embora prometesse enviar um anjo, Deus em pessoa não iria com o povo. Os israelitas eram obstinados e, se Deus os conduzisse, correriam o risco de ser fulminados pela ira divina. O Anjo mencionado em 23.20,23 tem de ser o Filho de Deus, pois era o próprio Deus que conduzia o povo sem intermediários. Aqui, o anjo era um ser que representaria Deus apropriadamente, mas Deus em sua presença pessoal mais imediata esta-ria ausente.6° Contudo, é possível que a última parte do versículo 3 fosse um aviso. A presença de arrependimento ocasionaria, mais tarde, a renovação da promessa da presença de Deus (14-17).

  • O lamento de Israel (33:4-6). Para os israelitas, esta era má notícia (4). Esta ameaça despertou neles a conscientização do que perderam. Eles se lembravam da colu-na de nuvem (13.21), da deliberação de Deus quando necessária (15.25), da ajuda na batalha (17:8-13) e da presença próxima (13.22). As pessoas do mundo passam muito bem sem Deus, mas quem experimenta a presença divina sabe que não há como se dar bem sem Ele. Esta realidade trouxe a Deus muitos que tinham se afastado.
  • Quando nos damos conta do pecado e do vazio que ele traz, ficamos propensos a nos arrepender em pano de saco e cinzas. Deus ordenou que Israel tirasse os atavios (5; "jóias", NTLH; "enfeites", NVI) como sinal de arrependimento, mas a prontidão em obe-decer se deu com a tristeza segundo Deus antes mesmo da ordem (4). Estes atavios "eram braceletes, pulseiras e, talvez, presilhas ou argolas usadas no tornozelo, as quais eram usadas pelos homens no Egito deste período".61Foram tirados como prova de obedi-ência "desde o monte Horebe em diante" (6, ARA) e, mais tarde, empregados na constru-ção do Tabernáculo (35.22).

  • O encontro de Deus com Moisés (33:7-11). E tomou Moisés a tenda, e a esten-deu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação (7). Esta tenda era a tenda do próprio Moisés (ATA), onde ele se encon-trava com Deus e aconselhava o povo.' Depois do pecado da idolatria, Moisés colocou sua tenda fora do acampamento, porque Deus já não podia habitar entre o povo (3). A presen-ça da tenda fora do acampamento lembrava Israel do pecado cometido. O povo tinha de sair do acampamento para consultar o Senhor.
  • Saindo Moisés à tenda (8) da congregação, todo o povo se colocava cada um à frente da porta de sua tenda e ficava olhando até Moisés entrar na tenda. Quando entra-va, descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta da tenda, enquanto o SENHOR falava com ele (9). Visto que estavam arrependidos, os israelitas se levantaram e ado-raram (10), enquanto Deus falava face a face com Moisés, como alguém que fala com o seu amigo (11). Quando Moisés retornava ao arraial, Josué permanecia nesta tenda, possível indicação prévia do favor a ser mostrado a Josué como sucessor de Moisés.

    Aprendemos três grandes lições neste relato.
    1) Deus sofre com o pecado dos seus filhos e, por causa disso, a presença divina se retira deles. O crente sente um vazio sempre que desobedece a Deus, entristecendo o Espírito Santo. Esta narrativa ou o teor do Novo Testamento não ensina uma restauração fácil e pronta ao favor de Deus (cf. 1 Co 5:1-5; 2 Co 7:6-13).

    2) Mas os que se arrependem ainda podem, se desejarem, aproximar-se de Deus (Hb 13:13). Ali, podem ver a Presença divina e ouvir sua palavra.

    3) Para aquele cujo coração é puro há comunhão face a face com Deus. O encontro de Moisés com Deus garante que todo o crente tem alegria jubilosa quando não há nada entre a alma e o Salvador.

    Hoje, a igreja precisa recuperar este senso de temor e respeito pela presença santa de Deus. Não é raro as pessoas verem Deus como alguém que tolera o pecado, deixa passar as faltas e facilita o caminho de volta ao favor divino. Consideram o arrependi-mento um simples pedido de desculpas. Mas Deus sofre profundamente com o pecado; o Calvário é prova disso. O pecado livre hoje com a esperança de perdão fácil amanhã desconsidera a natureza santa de Deus e toma por certo a misericórdia barata. O verda-deiro arrependimento é caro, mas é o único meio de chegar à fé e à presença redentora de Deus. O povo de Israel viu que estava custando muito a ele e a Deus para que a restau-ração fosse plena.

    d) A promessa da presença de Deus (33:12-17). Estes versículos pintam a terceira vez que Moisés intercedeu pelo povo. Na primeira vez (32:11-14), ele obteve a moderação da ira de Deus sobre o povo. Na segunda vez (32:30-35), obteve o perdão para os israelitas e uma promessa modificada de levá-los a Canaã. Desta vez, Moisés recebeu a garantia da plena restauração dos filhos de Israel ao favor de Deus e do restabelecimento total da presença de Deus com eles.

    Moisés sabia que Deus renovara a ordem para ele fazer subir a este povo (12) a Canaã; também sabia que Deus o favorecera com graça pessoal. Todavia, estava confuso quanto ao modo ou com quem seria feita a viagem. Rogou uma revelação do teu cami-nho (13), de forma que conhecesse Deus ainda com mais clareza e nitidez e encontrasse graça aos olhos divinos. Moisés não era espiritualmente egoísta; não estava pedindo a bênção de Deus somente por prazer pessoal. Assim, acrescentou: Atenta que esta na-ção é o teu povo; sentia-se inadequado para conduzir o povo sem a garantia de que Deus iria com ele.

    Na verdade, Moisés não queria conduzir o povo a menos que Deus estivesse com eles: Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui (15). Esta presença de Deus em sua plenitude demonstraria que Moisés e o povo foram totalmente restaurados à graça (16), e seria a verdadeira marca de supremacia entre as nações. A única justificativa para a existência de Israel como nação era ser inteiramente do Se-nhor. Quando a igreja perde a plenitude do Espírito de Deus, ela deixa de ser diferente como instrumento de Deus.

    As súplicas de Moisés prevaleceram. Deus afirmou: Irá a minha presença conti-go para te fazer descansar (14). Que garantia esplendorosa! O espírito intranqüilo de Moisés suplicara que Deus poupasse o povo. Ele quebrara as tábuas de pedra, destruíra o ídolo e dirigira a execução dos transgressores; contudo, não descansou até que lhe fosse garantido que a graça de Deus seria completamente restabelecida ao povo. Os servos de Deus não conseguem ter paz até que saibam que Ele respondeu as orações. Quando responde e a presença divina é certeza, há grande tranqüilidade.

    Deus condescende em responder o clamor do homem. Declarou a Moisés: Farei tam-bém isto, que tens dito (17). Há coisas que Deus faz porque os crentes oram, caso contrário, ele não faria. A integridade pessoal do intercessor é vital; Deus acrescentou: Porquanto achaste graça aos meus olhos; e te conheço por nome. Quem suplica a Deus deve ser o primeiro a se certificar se tem uma relação certa com Deus. "A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5:16).

    Identificamos "A Presença Divina" nos versículos 1:17-1) É sujeita à provocação, 1-6;

    2) Honra a separação, 7-11;

    3) Responde a intercessão, 12,13 15:16;

    4) Concede a restauração, 14,17.

    e) O pedido de Moisés para ver a glória de Deus (33:18-23). A maioria dos crentes se satisfaz com a experiência da presença de Deus com muito menos que Moisés. Eis um homem a quem Deus dera mais que a qualquer outro, e ainda queria mais. Quanto mais perto nos aproximamos do céu, mais do céu queremos; quanto mais experimentamos de Deus, mais de Deus queremos. Moisés implorou: Rogo-te que me mostres a tua gló-ria (18). "A glória de Deus se manifesta na mente mortal pelas evidências de sua bonda-de. Contudo, esta revelação a Moisés foi — de certo modo incompreensível por nós que não a vimos — uma visão direta da bondade divina não turbada pelas limitações de suas manifestações habituais através das formas terrenas."" "O que Moisés desejava era uma visão da glória ou do ser essencial de Deus, sem qualquer figura e sem véu."' Tratava-se de pedido ousado.

    Deus prometeu a Moisés concessão parcial da petição. Toda a sua bondade (19) pas-saria por diante de Moisés. A ira de Deus arrefecera e suas ameaças foram postas de lado. Ele estava pronto para revelar sua grande misericórdia e compaixão àqueles que, embora indignos, experimentariam sua graça. A proclamação do nome do SENHOR era anúncio de compaixão, demência, longanimidade, misericórdia e fidelidade (cf. 34.6, ARA).

    O Senhor disse a Moisés que ele não podia ver a face de Deus e viver (20). Só no mundo vindouro poderemos ter totalmente a visão beatífica. Moisés tinha de se satisfazer, en-quanto fosse mortal, com algo menos que desejava. Por ora, não nos é permitido alcançar e possuir tudo que nos espera no futuro. Mas naquele dia "veremos face a face" 1Co 13:12).

    Deus prenunciou a teofania (a manifestação visível de si mesmo) a Moisés, que mais tarde a veria (cf. 34:5-7). Deus prometeu colocá-lo sobre a penha (21) e sua glória pas-saria. Quando acontecesse isso, Deus cobriria Moisés com a mão (22) enquanto Ele passasse, mas retiraria a mão para que Moisés o visse pelas costas (23). Desta forma, Moisés veria "o reflexo do resplendor que Ele deixaria atrás de si, mas que, ao mesmo tempo, indicaria palidamente o que seria a plena magnificência da sua presença"." Para esta experiência, a linguagem humana seria inadequada, como se deu com Paulo quando foi levado ao "terceiro céu" (2 Co 12.2). Os filhos de Deus que têm coração puro recebem visões de Deus que são enigmas para a mente mundana e incompreensíveis para o cora-ção carnal. Mas para os santos em Cristo estas visões trazem o céu à terra, ao mesmo tempo que ainda arde neles o desejo de ver as glórias do céu.


    Genebra

    Comentários da Bíblia de Estudos de Genebra pela Sociedade Bíblica do Brasil para versão Almeida Revista e Atualizada (ARA)
    Genebra - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
    *

    33.1

    o povo que tiraste. "Tiraste" sugere que Deus se absolve da responsabilidade por Israel já que a aliança foi quebrada (32.7, nota).

    *

    33.2

    Enviarei o Anjo adiante de ti. Não existe nenhum verdadeiro contraste entre o Senhor e o Anjo nesta passagem, já que o Anjo que deveria ir adiante de Israel já foi identificado com o próprio Senhor (23.20-23; Gn 16:7 e notas). A chave para entender a proposta de Deus se encontra no v. 3 ("eu não subirei no meio de ti"). A questão era a moradia graciosa de Deus entre o povo (29.44-46). Se Deus não habitasse no meio de Israel, então não fazia sentido construir o tabernáculo; na verdade, Israel poderia "subir" imediatamente sem construí-lo (v. 1). Em vez disso, outro acordo, já em operação (descrito nos vs. 7-11), seria continuado. Deus se encontraria com Moisés e com os israelitas que o procurariam numa tenda "fora do arraial, longe do arraial" (v. 7). Esta nova "tenda da congregação" não era a habitação de Deus; Josué viveu lá (v. 11). Deus só vinha em certos momentos até à entrada da tenda numa coluna de nuvem para falar com Moisés (vs. 9, 10).

    *

    33.4

    pôs-se a prantear. Poderia até se pensar que Israel se alegraria na possibilidade de receber a sua herança na terra sem a ameaça da constante presença de Deus. Ao invés disso, prantearam, pois 1srael não seria mais uma nação de sacerdotes, desfrutando de comunhão imediata com Deus (19.3-6; 29.45,46). Este episódio é uma das grandes crises da história do êxodo.

    *

    33.5

    tira... de ti os atavios. Eles tiraram as vestes festivas associadas com a idolatria (conforme Gn 35:4) e assumiram a postura de pranteadores. Mas isto era remorso, e não arrependimento genuíno. Eles eram e continuariam a ser um povo endurecido e teimoso. Ainda assim, havia uma nota de esperança nas palavras de Deus, "para que eu saiba o que te hei de fazer."

    *

    33.7

    tomar... armá-la. As formas verbais hebraicas usadas aqui indicam que esta foi a prática normal durante o período no Sinai. Esta "tenda da congregação" era uma estrutura temporária que servia como um lugar de encontro para Deus e Moisés até que o verdadeiro tabernáculo pudesse ser construído (v. 2, nota).

    fora, bem longe. A ausência da presença de Deus no arraial é enfatizada.

    *

    33.12

    Disse Moisés ao SENHOR. Moisés responde à ameaça espantosa dos vs. 1-3. Ele não podia argumentar que o povo de Israel não era teimoso, ou que o bezerro de ouro tenha sido uma aberração particular. Ele só podia pedir pela graça de Deus e pela sua misericórdia segundo a aliança. Isso ele fez, repetidamente, pedindo exatamente por aquilo que o Senhor estava ameaçando retirar: a revelação de sua própria presença (vs. 13-18). A persistência fiel de Moisés na sua intercessão estava fundamentada na promessa da aliança de Deus de comunhão divina-humana (6.7; 19.5,6; Gn 17:7, nota), e nos lembra a luta persistente de Jacó com Deus na busca pela bênção divina (Gn 32:24-30).

    quem hás de enviar comigo. Moisés expressa a sua objeção à presença ocasional do Anjo do Senhor (uma forma de manifestação divina misteriosa e temporária, Gn 16:7, nota; 32.29; Jz 13:17,18) agindo como um substituto para a presença imediata da glória de Deus no meio do arraial (v.2, nota), um relacionamento cujo ápice era a revelação, da parte de Deus, do seu Nome da aliança (3.15, nota).

    Conheço-te pelo teu nome. Deus havia declarado o seu conhecimento da eleição de Moisés (32.10; 33,11) e repetiria essa garantia expressamente (v.17). Já que o Senhor conhecia a Moisés pelo nome, pessoalmente e intimamente, Moisés conheceria ao Senhor (Nm 12:6-8).

    *

    33.13

    o teu caminho. Moisés iria conhecer ao Senhor e os seus propósitos para Israel.

    *

    33.14

    presença. Lit. "face". O próprio Deus iria com Moisés.

    te darei descanso. O uso do pronome singular "tu" significa que a promessa 13 5:3-15'>de 3:13-15 para todo Israel é agora repetida a Moisés, individualmente.

    *

    33.15

    comigo. Moisés engloba o povo em sua prece. O tratamento no plural (“não nos faça”) faz a conexão entre Moisés e Israel. Se Deus escolhesse não ir com o seu povo habitando entre eles, não haveria sentido ir à Terra Prometida. O objetivo não era somente o leite e mel em Canaã, mas uma terra santa onde Deus iria habitar no meio do seu povo.

    *

    33.16

    separados. A distinção de Israel estava baseada na presença graciosa do próprio Deus.

    *

    33.17

    achaste graça aos meus olhos. Deus inclui Israel em favor de Moisés; Israel dependia de Moisés como mediador. A intercessão de Moisés é um tipo da obra de Cristo como o Mediador da nova aliança (conforme Hb 3; 9.16-22).

    *

    33.18

    me mostres a tua glória. O Senhor havia selado o seu pacto com Israel, revelando-se (24.9-11), e Moisés, agora, busca uma revelação maior de Deus em sua glória. Sua única esperança pela misericórdia contínua de Deus para com Israel estava no próprio Deus. Tendo experimentado a misericórdia de Deus, Moisés ansiava pela revelação completa. Ver "A Transfiguração de Jesus", índice.

    *

    33.19

    Minha bondade... proclamarei o nome. Ainda que a magnificência visível desta teofania seja aparente no texto, a ênfase recai sobre a revelação à Moisés da natureza soberana, graciosa, e compassiva de Deus (conforme 34:5-7). Em Jesus Cristo, a glória do Deus compassivo e gracioso que foi velada até de Moisés é revelada aos que crêem através do Espírito Santo (Jo 1:14; 2Co 3:18).

    de quem... de quem. O Senhor é soberano nos seus propósitos de misericórdia (Rm 9:14-16). Ver "O Propósito de Deus: Predestinação e Pré-Conhecimento", índice.

    *

    33.22 Ver "A Glória de Deus", índice.

    *

    33.23

    costas. A bondade do Senhor velou o que Moisés não podia suportar e revelou tudo o que podia suportar.


    Matthew Henry

    Comentário Bíblico de Matthew Henry, um pastor presbiteriano e comentarista bíblico inglês.
    Matthew Henry - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
    33:5, 6 Esta proibição a respeito dos atavios não foi uma lei permanente, a não ser um símbolo de arrependimento e de duelo. Em Ex 35:22 o povo seguia usando sua joalheria.

    33:11 Deus falou com o Moisés cara a cara no tabernáculo de reunião, como o faríamos com um amigo. por que Moisés encontrou este favor com Deus? Uma coisa é segura, que não foi por causa de sua perfeição, seus dons ou seu poder. Mas bem foi porque Deus escolheu ao Moisés, e este em resposta pôs sua plena confiança na sabedoria e direção de Deus. A relação íntima com Deus foi um verdadeiro privilégio para o Moisés, fora do alcance para outros hebreus dessa época. Mas esta relação especial não está fora de nosso alcance atualmente. Jesus chamou a seus discípulos -e por extensão, a todos seus seguidores- seus amigos (Jo 15:15). Também o chama a você a ser seu amigo. Confiará como o fez Moisés?

    33:11 Josué, o ajudante do Moisés, não abandonou a loja, provavelmente porque a estava cuidando. Sem dúvida, havia gente curiosa que se atreveu a entrar.

    33.18-23 A oração do Moisés era ver a glória de Deus manifestada. Desejava ter a segurança de que ele, Arão e Josué estavam acompanhados da presença de Deus, e também queria conhecer essa presencia por experiência própria. Por ser nós finitos e moralmente imperfeitos, não é possível que existamos e vejamos deus tal qual é. Ver as costas de Deus significa que só podemos olhar por onde passou. Só podemos conhecê-lo pelo que faz e por sua maneira de atuar. Não é possível que compreendamos como é Deus verdadeiramente exceto pelo Jesucristo (Jo 14:9). Jesus prometeu que se manifestaria aos que acreditassem (Jo 14:21).


    Wesley

    Comentário bíblico John Wesley - Metodista - Clérigo Anglicano
    Wesley - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
    c. Julgamento Divino e Intercessão (33: 1-23)

    1 E falou o SENHOR a Moisés, Depart, vá subir daqui, tu eo povo que fizeste subir da terra do Egito, para a terra de que jurei a Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: À tua semente darei isso: 2 e enviarei um anjo diante de ti; e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, os heveus, e os jebuseus: 3 para uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti; pois tu és povo de dura cerviz; . para que eu não te consuma da maneira 4 E quando o povo ouviu esta má notícia, pranteou-se e ninguém pôs sobre si os seus atavios. 5 E disse o SENHOR a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És um povo de dura cerviz ; se eu subir no meio de ti por um momento, vou te consumirei; porém agora tira os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer. 6 E os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, desde o monte Horebe em diante.

    7 Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la fora do arraial, bem longe do arraial; e ele a chamava, que a tenda de reunião. E sucedeu que, para que todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. 8 E aconteceu que, quando Moisés saiu para o tabernáculo, que todas as pessoas se levantou, e pôs-se , cada um à porta da sua tenda, e olhava a Moisés, até ele entrar na tenda. 9 E aconteceu que, quando Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à porta da tenda; e Jeová . falou com Moisés 10 E todo o povo via a coluna de nuvem que estava à porta da tenda:. e todo o povo se levantou e adorava, cada um à porta da sua tenda 11 E falou o SENHOR a Moisés face a face, como um homem fala com o seu amigo. E virou-se novamente para o arraial; mas o seu ministro Josué, filho de Nun, um jovem, não se apartava da tenda.

    12 Respondeu Moisés ao Senhor, Veja, me disseres, Faze subir a este povo; e tu não me deixe saber a quem hás de enviar comigo. E tu disseste, eu conheço pelo teu nome, e tu também achou graça aos meus olhos. 13 Agora, pois, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, me mostrar agora os teus caminhos, para que eu te conheça, a fim de que eu possa achar graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu Pv 14:1 E ele disse: A minha presença irá contigo , e eu te darei descanso. 15 E disse-lhe: Se tu mesmo ir não comigo , não nos faça subir daqui. 16 Para onde agora deve ser conhecido que tenho achado graça aos teus olhos, eu e teu povo? Não é em que vais tu conosco, de modo que estamos separados, eu eo teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra?

    17 E disse o SENHOR a Moisés, vou fazer também isto que tens dito; porque achaste graça aos meus olhos, e te conheço por nome. 18 E ele disse: Mostra-me, peço-te, a tua glória. 19 E ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e eu vou ter misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e vai mostrar misericórdia de quem me compadecer. 20 E ele disse: Tu não podes ver o meu rosto; . para o homem não deve me ver e viver 21 E o Senhor disse: Eis que há um lugar junto a mim, e tu hás de suporte sobre a rocha: 22 e ela deve vir a passar, quando a minha glória, passando, que eu te porei em uma fenda da rocha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu tenha passado: 23 e eu vou tirar minha mão, e verás minhas costas; mas a minha face não se verá.

    O Senhor já começou a explicar a Moisés as implicações claras de Sua observação em Ex 32:34 , "meu anjo irá adiante de ti." Ele diz que Moisés é partir com Israel para Canaã, a fim de que Ele possa cumprir sua promessa ao patriarcas. Um anjo vai preceder-los a expulsar os atuais habitantes da terra, mas o próprio Jeová não vai subir em seu meio, por Sua santidade iria destruí-los por causa de sua teimosia. Nas promessas do convênio, o Senhor também havia dito que Ele enviaria um anjo diante deles. Mas esse anjo era tão estreitamente identificado com Ele, com seu nome nele (Ex 23:21 ), para que ele deve ter sido o preincarnate Cristo (ver comentários sobre o 23: 20-33 ). O anjo agora mencionado era de uma ordem completamente diferente. Sin levou à retirada da presença divina.

    Quando Moisés transmitiu essa notícia para Israel, a nação inteira lamentou . Em obediência às instruções de Jeová de Moisés, eles se despojaram dos seus ornamentos e, aparentemente, nunca colocá-los novamente desde o monte Horebe em diante .Alguns dos seus ornamentos tinha sido utilizada na composição do idol. Os restantes eram uma lembrança dolorosa de que a apostasia. Eles foram mais tarde para ser usado na construção do tabernáculo (Ex 35:22 ). O povo tinha plena razão para lamentar a retirada da presença divina. Antes desta vez tinha sido costume de Moisés para montar uma tenda, chamada A tenda da congregação a uma certa distância do acampamento. Moisés foi regularmente para a tenda de comungar com o Senhor, e as pessoas muitas vezes o viu entrar na tenda, e também assistiram a coluna de nuvem descer sobre a tenda como Moisés conversou com o Senhor. Eles se curvaram em adoração em suas próprias portas da barraca. E quando eles precisavam de um advogado, que era a esta tenda que eles vieram de que Moisés poderia interpretar as leis de Deus para eles. Aqui o Senhor falou a Moisés diretamente como um homem fala com o seu amigo -no muletas como sonhos ou visões ou meras impressões. Moisés foi até a barraca e voltou, mas Josué parece ter sido há constantemente como assistente e assistente de Moisés. Agora, esta comunhão íntima era para ser levado a um fim. Estudiosos críticos alegaram que a tenda primitivo da reunião mencionada aqui é uma tradição conflitantes sobre um lugar de culto mais crua do que o templo portátil apenas descrito pelo Senhor a Moisés. Mas este é apenas um estágio de pré-tabernáculo, uma tenda Moisés reservou mais ou menos de sua própria vontade, nos meses entre o Êxodo ea construção do tabernáculo, em que a buscar a vontade divina. Embora possa ser mencionado no momento da visita de Jetro (Ex 18:7 ).

    Mas, agora, Moisés leva novamente até o escritório do intercessor. Ele ressalta que o Senhor ainda lhe deu a mesma responsabilidade pesada, mas deixou em completa confusão sobre seu ajudante angelical. O Senhor tinha falado com aprovação de Moisés, e se ele quis dizer isso, Moisés pediu para uma compreensão mais completa de seus caminhos para que ele possa achar graça aos seus olhos. Ele lembrou que o Senhor mais uma vez que esta nação é o teu povo . Moisés não estava disposto a se contentar com um menor nível de comunhão, para um mero cumprimento da aliança com os patriarcas. Ele estava querendo uma renovação da aliança tão recentemente estabelecido e tão tragicamente quebrado. Agora veio a resposta que ele tinha sido esperando. O Senhor declarou que Sua presença também vai, e ele daria Moisés descansar -o resto e segurança de Sua companhia. Moisés foi rápido para pegar ao menor sinal de consentimento da parte de Jeová, e ele disse que, se o Senhor não foi também para ir, que ele preferiria que Israel não se moveu do lugar. Não havia outra maneira de que a aprovação de Moisés de Jeová (e Moisés é rápido em acrescentar de teu povo ), seria evidente para o mundo em geral, exceto por meio de Sua presença que os separava de todos os outros povos. Mais uma vez o Senhor assegurou a Moisés que Ele iria conceder seu pedido.

    Então Moisés deu um novo pedido. Ele queria ver a glória de Deus. Ele tinha falado com o Senhor diretamente como um amigo. Ele havia permanecido em sua presença 40 dias e noites. Ele tinha sido mais perto Dele do que qualquer homem já tinha sido. E, no entanto Moisés sentiu-se afastados da plenitude da glória divina. O Senhor concedeu esta solicitação também, na medida em que Moisés poderia suportá-lo. Ele faria com que a Sua bondade passar diante de Moisés, proclamando o nome divino, revelando Sua graça e misericórdia, como antes ele tinha revelado a Sua justiça. Mas Moisés não podia ver seu rosto e viver. Em vez disso, ele estaria em uma pedra, e quando o Senhor passado, Ele iria colocar Moisés em uma fenda da rocha, cobrindo-o com a mão. Quando Ele tinha passado, Moisés podia ver suas costas, mas não seu rosto. Como Motorista coloca, Moises veria "só o brilho, que ele deixa atrás de si, mas que ainda pode sugerir vagamente o que o brilho cheio de Sua presença deve ser." O que Moisés experimentou realmente está além do conhecimento dos povos menos favorecidos. Talvez Paulo teria parcialmente compreendida (2 Cor. 12: 1 e ss. ). Mas a experiência teve de ser colocado em termos antropomórficos para fazê-lo em qualquer sentido inteligível.


    Wiersbe

    Comentário bíblico expositivo por Warren Wendel Wiersbe, pastor Calvinista
    Wiersbe - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
    1. Moisés, o mediador (Ex 33:1-17)

    Moisés, como intercessor, permanecia entre a nação e os pecados passados dela. Como mediador, ficava entre a nação e as bênçãos futuras que rece-bería. Moisés não se satisfazia com o fato de a nação ser perdoada; ele tam-bém queria certificar-se de que Deus seguiría com eles quando continuas-sem a marcha em direção à terra pro-metida. O povo, quando soube que Deus não iria com ele, humilhou-se e pranteou. Uma coisa é chorar em conseqüência da disciplina do Senhor por causa de nossos pecados, e outra, bem diferente, chorar por causa do afastamento de Deus como resultado de nosso orgulho. C. H. Macintosh escreveu: "A pessoa aflita é objeto de graça, mas a pessoa obstinada deve ser humilhada".

    A tenda descrita nos versícu-los 7:11 não é o tabernáculo, pois ele ainda não fora construído. Essa tenda é onde Deus encontrava-se com Moisés e compartilhava seus planos com ele (Nu 12:6-4; Dt 34:10). Moisés moveu a tenda para fora do acampamento como um gesto simbólico para mostrar a Isra-el como este tinha sido perverso. Al-guns foram encontrar-se com Deus, enquanto outros apenas olharam Moisés sair. Josué foi um dos que ficaram com Moisés em vigília na tenda do encontro. J. Oswald San- ders disse: "Cada um de nós fica tão próximo de Deus quanto escolhe fi-car", e isso é verdade.

    Moisés pediu a graça de Deus para abençoar o povo e que ele fos-se com o povo, e o Senhor atendeu a seu pedido. Afinal de contas, era a presença gloriosa de Deus que di-ferenciava Israel de todas as outras nações. As outras nações tinham leis, sacerdotes e sacrifícios. Apenas Israel tinha a presença de Deus en-tre ele.

    1. Moisés, o adorador (Ex 33:18— 34:35)
    2. A visão da glória (Ex 33:18—34:9)

    Moisés sabia o que muitos hoje, na igreja, esqueceram — a atividade mais importante do povo do Senhor é adorar a Deus. O Senhor garan-tiu a Moisés que estaria com seu povo, mas isso não era suficiente; ele queria uma nova visão da glória de Deus. A "bondade" (33:
    19) de Deus significa seu caráter e atribu-tos. A palavra "costas" (33:
    23) car-rega a idéia de "o que sobra", isto é, o arrebol da glória de Deus — o que "fica" depois da passagem do Senhor. Deus não tem um corpo como os seres humanos, pois ele é espírito. Essas são apenas represen-tações humanas das verdades divi-nas a respeito de Deus.


    Russell Shedd

    Comentários da Bíblia por Russell Shedd, teólogo evangélico e missionário da Missão Batista Conservadora.
    Russell Shedd - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
    33.1 Sobe daqui. As promessas de Deus não voltam atrás; é só avançar para entrar na plenitude do gozo do Senhor.

    33.2,3 Anjo. No anjo vemos claramente a presença de Jesus Cristo, que nos reconciliou com Deus (Ef 2:14-49). O pecador enfrentar a Deus seria a sua própria destruição (3; Hc 1:13 e 2:10-13).

    33.4 Atavios. Símbolos de um estado alegre, próspero, e de grande importância. Se o povo estava numa condição de arrependimento, não podia se vestir de uma maneira festiva. Os atavios do verdadeiro povo de Deus vêm do próprio Senhor (Ap 21:2; Mt 22:11-12).

    33.6 De Horebe em diante. Desde a chegada a este monte até ao fim da viagem, quarenta anos mais tarde, em Canaã.

    33.7 Tenda da congregação. Parece ser o "escritório da legislação cívica” guardado pelo chefe do exército, Josué (11). Depois de construído o Tabernáculo, este também recebeu o título de "Tenda da Congregação", acumulando a função cívica da tenda original de Moisés, que por simples que tenha sido, era o lugar da revelação da glória de Deus (910). Fora do arraial. Haveria perigo, se Deus manifestasse Sua glória no meio do povo (33.3).

    33.8 Pelas costas. Ficaram olhando para Moisés como quem olha com saudade para alguém que já vai se afastando.

    33.11 Face a face. "O segredo da comunhão com Deus". Nota-se que a iniciativa sempre está com Deus, que pela Sua graça nos abre o caminho da oração e nos manda buscar Sua face, até ao dia de hoje. A parte mais importante desta comunhão é escutar a voz de Deus. (Falava o SENHOR). Isto pode ser feito quando lemos a Bíblia com fé, meditamos naquilo que temos lido, e resolvemos, pela graça de Deus, pôr em prática tudo que ali aprendemos. Percebe-se que não há barreiras nesta comunhão face a face, e se, da nossa parte, há pecados que ofuscam a visão de Deus peçamos perdão em nome de Jesus Cristo (1Jo 1:9; 1Jo 2:1-62). Finalmente, compreendemos claramente que a oração verdadeira é como conversação entre Amigo e amigo. Jesus Cristo nos chama de amigos (Jo 15:15) e nos convida à pratica constante da oração em Seu nome (Jo 14:14; Jo 15:4; 1Ts 5:17).

    33:12-16 Moisés, apesar dos pecados do povo; suplica a presença revelada de Deus para acompanhar a marcha do Seu Povo. Baseia a oração sobre a comissão que Deus lhe dera: Faze subir este povo (12); baseia-a também na graça e na bondade que Deus já lhe tinha mostrado, achaste graça (12). Se há um favor que Deus lhe queira prestar, esse é o de Se revelar mais claramente ao Seu povo (13). Pela fé, Moisés já percebera a resposta à sua oração (14) e, como crente fiel, acata essa divina responsabilidade (15), mostrando ser a base de suas esperanças (16).

    33:17-23 Recebendo a Promessa de Deus: Farei também isto (17), que é a garantia e que o povo não vai ficar sem Guia (16), Moisés agora pleiteia alguma inspiração extraordinária para si mesmo, para fazer um bom profeta e líder. Sente que precisa de uma visão da glória de Deus, para lhe refrigerar a alma (18). A resposta de Deus é que lhe revelaria Sua bondade, e Seu nome (ou natureza), que se caracteriza pela misericórdia e compaixão (19).


    NVI F. F. Bruce

    Comentário Bíblico da versão NVI por Frederick Fyvie Bruce, um dos fundadores da moderna compreensão evangélica da Bíblia
    NVI F. F. Bruce - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
    Deus retira a sua presença (33:1-6)
    v. 1. você tirou: conforme comentário Dt 32:7. A reconciliação entre Deus e seu povo de forma alguma está completa, a terra que prometi com juramento: a força do argumento de Moisés em 32.13 é reconhecida, v. 2. Seis das “sete nações maiores e mais fortes do que vocês” de Dt 7:1 são citadas, v. 3. eu não irei com vocês: cf., com referência a uma situação posterior, Dt 1:42. eu poderia destrui-los: porque Deus tem “olhos tão puros que não suportam ver o mal” (Hc 1:13). v. 6. monte Horebe-. a remoção dos enfeites, que seriam um lembrete visível da aventura dos israelitas na idolatria, não era somente uma medida temporária. E, levando em conta a capacidade do povo de imitar os seus vizinhos cananeus, iria impedir qualquer tentação de tratar os enfeites como talismãs. Horebe é outro nome do Sinai (conforme 3.1; 17.6).

    A Tenda do Encontro (33:7-11)
    Acerca do ponto de vista de que essa seção preserva uma tradição mais autêntica a respeito do tabernáculo do que o restante de Ex 25—40, v. a introdução a Êxodo. v. 7. Agora que a presença de Deus foi removida, somos informados de um sistema provisório pelo qual os oráculos de Deus seriam transmitidos a Moisés. Essa tenda era diferente do tabernáculo pelo fato de que era montada do lado de fora do acampamento (conforme Nu 2:2,Nu 2:17), e a sua localização serviu para destacar o descontentamento de Deus com o seu povo. v. 9. a coluna de nuvem descia: embora o povo de Israel como um todo houvesse perdido o direito à presença de Deus, ela não foi negada a Moisés — uma razão de júbilo para o povo castigado (v. 10). v. W. face a face: conforme Nu 12:0. Na verdade, Moisés está perguntando como ele pode se comportar de maneira aceitável diante de Deus. Visto que Moisés é o líder dos israelitas, essa revelação vai trazer benefícios ao povo de Deus. v. 15,16. Mesmo depois de ser dada a certeza da presença divina (v. 14), Moisés insiste em que Israel não tem raison d'être se Deus não estiver entre eles.

    O pedido de uma teofania (33:17-23) v. 18. peço-te que me mostres a tua glória: conforme 16.10; 24.16. O pedido é por uma teofania; a revelação da glória divina iria assegurar a Moisés que suas orações haviam sido atendidas. v 19. toda a minha bondade, os atributos graciosos e os atos de Deus pelos quais o seu caráter (o meu nome) podem ser conhecidos. de quem eu quiser ter misericórdia: com a declaração dos atributos da graça, vem o lembrete de que o exercício deles é prerrogativa única e exclusiva de Deus. v. 20. a minha face: esse antropomorfismo significa a completa revelação de Deus. Mas está além da capacidade de homens mortais compreenderem essa visão; conforme Gn 16:13; 32:30; Jo 1:18. v. 21. Há semelhanças notáveis entre esses versículos e a experiência de Elias registrada em lRs 19:9-18. v. 23. as minhas costas significa a revelação parcial da glória divina. A seção é fortemente antropomórfica, sem comprometer de forma alguma a verdade da incor-poreidade de Deus.


    Moody

    Comentários bíblicos por Charles F. Pfeiffer, Batista
    Moody - Comentários de Êxodo Capítulo 19 do versículo 1 até o 38

    II. Israel no Sinai. 19:1 - 40:38.

    O ano da peregrinação ao Sinai teve dois resultados:
    1) Israel recebeu a Lei de Deus e foi instruída nos caminhos de Deus; e
    2) a multidão que escapou do Egito foi unificada, dando começo a uma nação. Este período é da maior importância para compreendermos a vontade e o propósito de Deus conforme revelado no restante do V.T. Este é o ponto central do que tão freqüentemente as Escrituras chamam de "a Lei". O registro da viagem ao Sinai e a doação da Lei ali, ocupam não só o restante do Êxodo, mas também o livro do Levítico e os primeiros capítulos de Números.

    A hipótese de Graf-Wellhausen, promulgada no século dezenove, que negou até mesmo a existência de um Tabernáculo, fez destas leis um simples reflexo dos costumes de séculos posteriores. Na primeira metade deste século temos um reverso desta filosofia, de modo que agora praticamente todos os mestres estão prontos a admitir que a estrutura e o coração da Lei são mosaicos. Críticos ainda insistem que a Lei, como nós a conhecemos aqui, foi modificada a partir do original e consideravelmente criticada em séculos posteriores. Embora não seja de todo impossível que conceitos e ordenanças fossem incluídos mais tarde, aqueles que consideram a Lei como uma revelação de Deus, aceitam-na na sua forma presente como sendo substancialmente aquilo que Moisés recebeu. Mesmo os críticos que negam isto teoricamente, acham que é difícil decidir qual das ordenanças teriam sido posteriormente acrescentadas.


    Moody - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 12 até o 23


    8) A Reconciliação de Israel com Jeová. Ex 33:12-23.

    Moisés expôs que, embora Deus tivesse declarado que Moisés achara graça diante dEle, não lhe concedera a certeza necessária para a execução desta difícil tarefa. Moisés também lembrou o Senhor de que, afinal, Israel era a nação de Deus.


    Francis Davidson

    O Novo Comentário da Bíblia, por Francis Davidson
    Francis Davidson - Comentários de Êxodo Capítulo 33 do versículo 1 até o 23
    Êx 33:1

    Vai, sobe daqui (Êx 33:1). A infidelidade do povo não destruiu a fidelidade de Deus. Ele tinha de cumprir a promessa feita aos seus pais, ainda que tivesse ameaçado alterar a maneira de fazê-lo; um anjo deveria agora liderar, em lugar do próprio Deus (2). O versículo 2 é semelhante a Êx 23:20, 23, mas com a seguinte diferença vital, que em Ex 23 o anjo era o próprio Deus, na segunda Pessoa da Santa Trindade (ver Êx 23:21, "Meu nome está nele"), enquanto que agora a própria pessoa de Deus se retirou (3, "Eu não subirei no meio de ti"). Para que te não consuma (3). Conf. He 12:29. Para o impenitente, a presença do Deus infinitamente santo é como o calor brando de uma fornalha. Portanto, foi movido por Sua misericórdia que Deus disse que não iria mais no meio deles. Conf. Ap 21:27.

    >Êx 33:4

    Ouvindo o povo... entristeceram-se (4). O povo ainda amava suficientemente a Deus para ficar verdadeiramente desanimado em vista dessa ameaça. Tiraram seus enfeites como sinal de sua piedosa tristeza, e nunca mais os colocaram (no versículo 6, ler: "do monte Horebe em diante"). Para que eu saiba (5). Esse era o teste pelo qual Deus saberia quão genuína era a tristeza deles. Fora do arraial (7). Moisés não podia mais encontrar-se com Deus dentro do acampamento, que havia sido conspurcado pela grosseira idolatria. O tabernáculo ainda não fora construído; pelo que Moisés tomou sua própria tenda e a armou fora do arraial, para que fosse o lugar onde ele, e outros (7), se encontrassem com Deus. A tenda da congregação (7). Mais tarde esse nome deveria ser dado ao grande tabernáculo. Cara a cara (11). Isso não pode significar que Moisés via o rosto de Deus (conf. versículo 20), mas expressa uma comunhão imediata e direta com Deus, num grau não outorgado a qualquer outro homem; ver Nu 12:8; Dt 34:10 nota. Aos outros a revelação vinha por meio de visões e enigmas, mas a Moisés a mente de Deus ficava tão clara como um homem falando a seu amigo.

    >Êx 33:13

    Rogo-te me faças saber o teu caminho (13). Moisés requereu uma certeza mais plena do apoio de Deus na liderança do povo até à terra prometida. Dizendo-lhe: Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos (12), Deus declarou o favor supremo com o qual considerava Seu servo escolhido (conf. Êx 31:2), mas, não obstante, não deu certeza explícita sobre a maneira em que demonstraria esse favor (13), pois a natureza do anjo foi deixada incerta (12). Moisés relembrou a Deus que Ele resolvera ser responsável por aquele povo (13), e que eles deveriam ser um reflexo de Sua glória. No versículo 14 a palavra, contigo, não se encontra no texto hebraico. Moisés apegou-se a essa primeira indicação da continuação da presença de Deus em alguma medida, e pressionou seu apelo para que fosse proporcionado esse favor em sua plenitude. Ele não podia suportar o pensamento de dar um passo sequer, com aquela grande nação, sem que Deus estivesse no meio deles (15). Essa presença era aquilo que, acima de tudo, testificava ao mundo que eles eram o povo terreno de Deus (16); portanto, contribuía para a honra do Senhor, aos olhos das nações, que Ele seguisse com os israelitas. A ousadia humilde e reverente com a qual Moisés pleiteou defronte de Deus, e o favor sem paralelo que ele recebeu da parte do Senhor (17), revelam algo da relação em que Cristo, nosso Intercessor, está defronte do Pai, e dos favores que Ele conquista para nós, por causa do favor que Deus mostra para com Ele. As orações de Moisés, em Êx 32:30-32; Êx 33:12-16 são as mais belas precursoras, no Antigo Testamento, das orações de nosso Salvador.

    >Êx 33:18

    Rogo-te que me mostres a tua glória (18). Moisés, encorajado pela resposta graciosa à sua oração, até ali, teve a ousadia de solicitar aquilo que nenhum outro homem se atreveu a pedir ou aspirou, isto é, ver a glória de Deus. Minha bondade (19). A glória da Deus é manifestada às mentes mortais pelas evidências de Sua bondade; não obstante, aquela revelação a Moisés deve ter sido, de alguma maneira incompreensível para nós, que não a vimos, uma visão direta de Sua bondade, não embaçada pelas limitações de suas manifestações usuais por intermédio de formas terrenas. O nome do Senhor (19). Ver 34.5 nota. Terei misericórdia (19). Palavras citadas em Rm 9:15, como exemplo de salvação exclusivamente pela graça, independentemente de qualquer mérito ou de mérito da parte da alma salva. O falecido rabino Hertz permitiu-se dizer a respeito deste versículo "Deus mostrará misericórdia àqueles que a merecem", o que é um surpreendente comentário. Minha face (20). Os olhos humanos não podem contemplar a essência divina, nem podem a mente e o espírito de um mortal suportar a luz desvelada da glória divina (conf. 24.10 nota; também Jo 1:18). As palavras de Jacó, em Gn 32:30, devem ser uma expressão metafórica; ele viu o anjo de Deus, mas não a face desvendada do Pai. Conf. Mt 11:27; 1Jo 3:2. Ali te porás sobre a penha (21). Uma inefável experiência espiritual é descrita em termos materiais adaptados ao nosso estado terreno; contudo, as lições espirituais da mesma são claras. Se considerarmos a penha (rocha) como Cristo, veremos como, em Cristo somente, estamos protegidos de ser devorados pelo fogo da glória de Deus, e como, exclusivamente por Ele, somos capacitados a contemplar aquela glória.


    Dicionário

    Acontecer

    suceder, ocorrer, dar-se, passar-se. – Quanto aos três primeiros, diz Bruns.: “Acontecer é termo genérico, aplicável a qualquer fato, previsto ou imprevisto, importante ou não. Geralmente, acontecer não relaciona o fato com outro anterior nem o atribui a determinada causa; não obstante, como termo genérico, não há dúvida que em tais casos seja bem empregado: aconteceu o que tínhamos previsto; aconteceu um desastre.” – Suceder é o mesmo que acontecer, mas encerra ideia de causa anterior. Dizendo – “aconteceu uma desgraça” – referimo-nos à desgraça em si, sem outra ideia acessória; dizendo “sucedeu uma desgraça” – apresentamos o fato como consequência de tal ou tal existência: “na perfuração dos túneis sucedem desgraças amiúde...” Ocorrer é o mesmo que suceder ou acontecer; emprega-se, porém, quando se quer dar a entender que do que sucede ou acontece se origina alguma consequência... – Dar-se é, aqui, um verbo que em todos os casos poderia substituir a qualquer dos três primeiros, significando o mesmo que acontecer, ou suceder, ou ocorrer. Dão-se às vezes desgraças que surpreendem os mais fortes ânimos. Deram-se acontecimentos extraordinários em Lisboa. Dizem que se deram naquele momento sucessos imprevistos. As ocorrências que se dão diariamente já não impressionam. – Passar-se está quase no mesmo caso: não é, porém, tão extensivo, e é de predicação mais precisa. Decerto que se não poderia dizer: “Passou-se uma catástrofe; passar-se-ia um desastre se não fora a nossa prudência”.

    verbo transitivo indireto e intransitivo Ocorrer; ser ou se tornar real (num tempo ou espaço), casualmente ou como efeito de uma ação, de modo a alterar o sentido e afetar algo ou alguém: o evento acontecia na varanda do prédio; o amor simplesmente aconteceu.
    verbo intransitivo Dar-se uma situação ruim ou imprevisível: vai bebendo deste jeito e nem imagina o que vai te acontecer!
    Figurado Chamar a atenção ou ser alvo da atenção alheia; inspirar admiração ou ter sucesso: ele vivia querendo acontecer, mas não conseguia.
    Etimologia (origem da palavra acontecer). Do latim contigescere; contingere.

    Cobrir

    verbo transitivo direto Ocultar ou proteger, estando ou pondo-se em cima, diante, ou em redor: as nuvens cobrem o sol; cobrir a cama com o cobertor.
    Fazer o reforço numa cobertura: cobrir os buracos do telhado com massa.
    [Agricultura] Colocar terra na raíz de uma planta: cobrir as raízes do quintal.
    Estar envolto por; envolver, vestir: o mendigo estava coberto de farrapos.
    Garantir que o pagamento seja efetuado: cobrir o valor do cheque.
    Ser o necessário: meu salário cobre metade das minhas despesas.
    No jornalismo, estar (o repórter) presente (a um acontecimento); dedicar espaço (o jornal, a revista) a (um acontecimento).
    Esporte. Cumprir um trajeto a uma certa distância: cobrir 100 metros rasos.
    [Biologia] Ter cópula com (falando-se de animais); fecundar: o touro cobriu a vaca.
    verbo transitivo direto e pronominal Defender algo, alguém ou si mesmo; proteger, defender, resguardar-se: cobrir a criança dos tiros; cobriu-se sob o telhado; cobria-se dos golpes com o escudo.
    Pôr o chapéu, o barrete ou o capuz na cabeça: cobrir a cabeça; cubra-se, está frio!
    Estender-se, alastrar-se por cima de; ocupar inteiramente; encher: os inimigos cobriam os montes e vales.
    verbo bitransitivo e pronominal Exceder em quantidade; ultrapassar: a receita cobriu a despesa; cobriu-se de problemas com a falência da empresa.
    Etimologia (origem da palavra cobrir). Do latim cooperire.

    Fenda

    Fenda BRECHA (Ct 2:14).

    fenda s. f. 1. Abertura estreita produzida por fendimento; racha, frincha, fresta, greta. 2. Ranhura, entalhe, como na cabeça dos parafusos.

    Glória

    substantivo feminino Honra, fama que se alcança pelas virtudes, talentos, boas ações e por características excepcionais.
    Religião Beatitude celeste; bem-aventurança, céu: a glória do reino de Deus.
    Louvor que se oferece a; homenagem, exaltação: glória a Deus.
    Excesso de grandeza; beleza, magnificência: o prêmio foi dedicado aos homens de honra e glória.
    Algo ou alguém muito conhecido, que é razão de orgulho, de louvor: ele foi a glória do time.
    [Artes] Auréola, halo, resplendor que simboliza a santidade na pintura, escultura ou decoração.
    Etimologia (origem da palavra glória). Do latim gloria.ae.

    Qualidade essencial do caráter de Deus (Sl. 63.2); sua glória é o sue valor, a sua dignidade. Tudo o que há nele comprova ser ele digno de receber louvor, honra e respeito. No NT, Jesus é revelado como o Senhor da glória (1Co 2:8). Na Bíblia, glória está muitas vezes associada a brilho ou esplendor (Lc 2:9).

    honra, celebridade, fama, renome, nomeada, reputação, crédito, conceito, lustre, distinção. – Destas duas palavras diz magistralmente Roq.: “A glória é, como disse Cícero, uma brilhante e mui extensa fama que o homem adquire por ter feito muitos e grandes serviços, ou aos particulares, ou à sua pátria, ou a todo o gênero humano. Honra, como aqui entendemos, é a demonstração exterior com que se venera a alguém por seu mérito e ações heroicas; no mesmo sentido em que disse Camões: O fraudulento gosto que se atiça. C’ uma aura popular, que honra se chama. (Lus., IV,
    95) Pela glória empreende o homem voluntariamente as coisas mais dificultosas; a esperança de alcançá-la o impele a arrostar os maiores perigos. Pela honra se empreendem 68 Isto parece demais: generosidade assim excederia à própria caridade cristã. O que está no uso corrente é que generoso é antônimo de somítico ou mesquinho, avarento, sovina: generosidade é a nobre qualidade de ser franco em distribuir com os outros os bens que estão a nosso alcance. O homem generoso não faz questão de ninharias; remunera largamente os que lhe prestam algum serviço; atende aos que precisam de sua solicitude, fortuna ou valimento; põe-se ao lado dos pequenos, ampara os desvalidos. 414 Rocha Pombo coisas não menos dificultosas, nem menos arriscadas; quão diferente é, no entanto, o objeto em cada uma destas paixões! A primeira é nobre e desinteressada, e obra para o bem público; a segunda é cobiçosa e egoísta, só por si e para si obra. Aquela é a glória verdadeira que faz os heróis; esta é a vã glória, ou glória falsa que instiga os ambiciosos; sua verdadeira pintura foi traçada por mão de mestre nesta estância dos Lusíadas: Dura inquietação d’alma e da vida, Fonte de desamparos e adulterios, Sagaz consumidora conhecida De fazendas, de reinos e de imperios; Chamam-te ilustre, chamam-te subida, Sendo digna de infames vituperios; Chamam-te fama e gloria soberana, Nomes com que se o povo necio engana! (Lus., IV,
    96) A honra pomposa e triunfal, que recebeu em Goa d. João de Castro depois da heroica defesa de Diu, deixaria mui obscurecida sua glória se ele não nos legara, no momento tremendo de ir dar contas ao Criador, aquelas memoráveis palavras, que são a medida de seu desinteresse e o exemplo de verdadeira glória nunca depois imitado: “Não terei, senhores, pejo de vos dizer que ao Viso-Rei da Índia faltam nesta doença as comodidades, que acha nos hospitais o mais pobre soldado. Vim a servir, não vim a comerciar ao Oriente; a vós mesmos quis empenhar os ossos de meu filho, e empenhei os cabelos da barba, porque para vos assegurar, não tinha outras tapeçarias nem baixelas. Hoje não houve nesta casa dinheiro com que se me comprasse uma galinha; porque, nas armadas que fiz, primeiro comiam os soldados os salários do Governador que os soldos de seu Rei; e não é de espantar que esteja pobre um pai de tantos filhos”. (Vida de d. João de Castro, 1. IV.) Considerada a palavra honra como representando a boa opinião e fama adquirida pelo mérito e virtude, diferença-se ainda da glória em que ela obriga ao homem a fazer sem repugnância e de bom grado tudo quanto pode exigir o mais imperioso dever. Podemos ser indiferentes à glória, porém de modo nenhum à honra. O desejo de adquirir glória arrasta muitas vezes o soldado até à temeridade; a honra o contém não poucas nos limites de sua obrigação. Pode a glória mal-entendida aconselhar empresas loucas e danosas; a honra, sempre refletida, não conhece outra estrada senão a do dever e da virtude. – Celebridade é “a fama que tem já a sanção do tempo; a fama ruidosa e universal”; podendo, como a simples fama, ser tomada a boa ou má parte: tanto se diz – a celebridade de um poeta, como – a celebridade de um bandido. – Fama é “a reputação em que alguém é tido geralmente”. Inclui ideia de atualidade, e pode ser também boa ou má, mesmo quando empregada sem restritivo. Advogado de fama (= de nomeada, de bom nome). Não lhe invejo a fama (= má fama, fama equívoca). – Renome é “a boa fama, a grande reputação que se conquistou por ações ou virtudes”; é a qualidade de “ser notável, de ter o nome repetido geralmente e com acatamento”. – Nomeada é “fama ligeira, que dura pouco, e nem sai de um pequeno círculo”. Tanta nomeada para acabar tão triste... Fugaz nomeada... – Reputação é menos que fama, é mais que nomeada; é “a conta em que alguém é tido no meio em que vive. Pode ser boa ou má, falsa ou duvidosa”. – Crédito é como se disséssemos “a qualidade que dá ideia do valor, do bom nome de alguém”. Diminui-se o crédito de F.; mas decerto que não se macula, nem se nega propriamente o crédito de uma pessoa. – Conceito é “a opinião que se forma de alguém”, podendo igualmente ser bom ou mau. – Lustre e distinção confundem-se: mas o primeiro dá melhor a ideia da evi- Dicionário de Sinônimos da Língua Portuguesa 415 dência brilhante em que fica a pessoa que se destacou do comum pela perícia, pela correção, pelo heroísmo.

    É que a glória maior de um Espírito é a perfeita identificação com o Pai Eterno, no cumprimento superior de Sua Divina 5ontade, na auto-entrega total pelo bem do próximo, na selagem final, com o próprio sangue, com as próprias lágrimas, com a própria vida, de uma exemplificação irretocável de amor soberano e incondicional, de trabalho sublime, de ensino levado às últimas conseqüências, em favor de todos.
    Referencia: SANT’ANNA, Hernani T• Correio entre dois mundos• Diversos Espíritos• Rio de Janeiro: FEB, 1990• - Glória Maior

    Tudo passa na Terra e a nossa glória, / Na alegria ou na dor, / É refletir na luta transitória / A sublime vontade do Senhor.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Correio fraterno• Por diversos Espíritos• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 8


    Glória
    1) Honra ou louvor dado a coisas (1Sm 4:21-22), a pessoas (Lc 2:32) ou a Deus (Sl 29:1); (Lc 2:14)

    2) A majestade e o brilho que acompanham a revelação da presença e do poder de Deus (Sl 19:1); (Is 6:3); (Mt 16:27); (Jo 1:14); (Rm 3:23). 3 O estado do novo corpo ressuscitado, espiritual e imortal, em que os salvos serão transformados e o lugar onde eles viverão (1Co 15:42-54); (Fhp 3)

    Glória No judaísmo, uma das hipóstases de Deus (Ex 16:10; 33,20; Lc 9:31-34). Para João, ela se encarnou em Jesus (Jo 1:14), o que confirma a afirmação de que este é Deus (Jo 1:1;20,28).

    Haja

    substantivo deverbal Ação de haver, de existir, de possuir uma existência real ou abstrata: que haja esperança para vencermos os obstáculos da vida.
    Gramática Na acepção acima citada, o verbo haver é impessoal e não possui sujeito.
    Etimologia (origem da palavra haja). Forma regressiva de haver.

    Mão

    Mão Símbolo do poder de Deus, digno de confiança (Mt 4:6). O Pai colocou tudo nas mãos de Jesus (Mt 3:12; Lc 3:17; Jo 3:45; 13,3), do qual provém a onipotência do Filho (Jo 10:28ss). Em Jesus, o uso das mãos está ligado à bênção (Mt 19:13-15; Mc 10:16; Lc 24:50) e à cura (Mc 6:5; 8,23-25; Lc 4:40; 13,13); o mesmo pode ser observado em seus discípulos (Mt 9:18; Mc 7:32; 16,18).

    As mãos eram empregadas tanto metaforicamente como cerimonialmente.
    (a): Beijar a mão de alguém era um ato de adoração (31:26-27): ‘Se olhei para o sol, quando resplandecia,…beijos Lhe atirei com a mão… ‘ *veja também 1 Rs 19.18.
    (b): Prestar juramento era acompanhado em todas as nações do ato de levantar a mão.
    (c): Dar a mão sempre significou paz, amizade e confiança (2 Rs 10.15).
    (d): Sentar-se alguém à mão direita era indicio de alta mercê (Sl 16:11 – 77.10), sendo o Filho de Deus muitas vezes representado como estando sentado à mão direita de Seu Pai (Hb 1:13 – *veja também Sl 110:1). Satanás estava à mão direita do sumo sacerdote Josué como acusador (Zc 3:1) – mas, sob outro ponto de vista, o Salmista diz: ‘o Senhor, tenho-o sempre à minha presença – estando ele à minha direita não serei abalado’ (Sl 16:8).
    (e): A imposição das mãos compreende-se de diferentes maneiras no Antigo e Novo Testamento. Muitas vezes se toma no sentido de ordenação e consagração de sacerdotes e ministros entre judeus e cristãos (Nm 8:10At 6:6 – 13.3 – 1 Tm 4.14). Deus designou Moisés para pôr as suas mãos sobre Josué, como seu sucessor (Nm 27:18). Jacó pôs as suas mãos sobre Efraim e Manassés, quando os abençoava (Gn 48:14). Quando o sumo sacerdote proferia a bênção, ele tinha a sua mão levantada sobre o povo (Lv 9:22). Semelhantemente, quando os israelitas apresentavam no tabernáculo ofertas pelos pecados, os sacerdotes punham as suas mãos sobre as vítimas, para expiação (Lv 1:4). Neste testemunho o ofertante reconhecia pelos seus pecados que era digno da morte, sendo compreendido que esses pecados apagavam-se no sacrifício, consagrando-se ele a Deus. A mão das testemunhas se levantava contra o idólatra para executar a sentença de morte (Dt 13:9 – 17.7). o nosso Salvador pôs as mãos sobre as cabeças das crianças, quando as abençoava (Mc 10:16) – e o Espirito Santo era conferido aos que eram batizados, pela imposição das mãos dos apóstolos (At 8:17 – 19.6). Pilatos lavou as mãos em sinal de inocência (Mt 27:24).

    Mão Medida de comprimento igual a 7,4 cm. É a medida da palma da mão na base dos dedos. É 1/3 do PALMO e 1/6 do CÔVADO (Ex 37:12), RC; RA, quatro dedos).

    Passado

    adjetivo Pretérito; que decorreu; que passou no tempo: momentos passados.
    Anterior; que vem antes: mês passado.
    Envelhecido; de aspecto velho: homem simpático, mas passado.
    Obsoleto; em desuso; que é obsoleto: gíria passada.
    Podre; excessivamente maduro: fruto passado.
    Exposto ao calor ou ao forno: uva passada.
    Que se cozeu, fritou ou assou: carne bem passada.
    Surpreso; que ficou espantado: estava passada com seu comportamento.
    Constrangido; que sentiu vergonha ou ficou encabulado: fiquei passada com ele!
    Diz-se do que foi alisado com a ajuda do ferro de passar: roupa passada.
    substantivo masculino O tempo decorrido: deixei a ofensa no passado.
    O tempo remoto, antigo: o passado da humanidade.
    substantivo masculino plural Passados. A ascendência; as gerações anteriores de alguém.
    Etimologia (origem da palavra passado). Part. de passar.

    [...] Passado não quer dizer ultrapassado ou obsoleto. Se assim fosse, a mensagem do Cristo já estaria há muito esquecida nos arquivos da História. E por que não está? Exatamente porque tem seiva espiritual, e o espírito não morre. Quais os livros novos que poderiam substituir as obras capitais da nossa Doutrina? E o Espiritismo, porventura, não traduz a mensagem do Cristo, à luz de um prisma inegavelmente mais condizente com a realidade humana e os tempos modernos? Os princípios sobre os quais se firma a Doutrina já foram desmentidos ou enfraquecidos em seus pontos cardeais? Não. O caso não é, portanto, de relegar Allan Kardec e os autores históricos do Espiritismo, mas de confrontar, testar, como se diz hoje, o pensamento novo (quando realmente é novo) com as lições que os homens do passado nos legaram.
    Referencia: AMORIM, Deolindo• Análises espíritas• Compilação de Celso Martins• 3a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 12

    [...] Passado, esse grande, esse ilimitado oceano que se contém em nossa alma e que se avoluma, cresce de segundo a segundo, mas do qual jamais transborda uma só gota.
    Referencia: GAMA, Zilda• Na sombra e na luz• Pelo Espírito Victor Hugo• 14a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1992• - L• 5, cap• 6

    O passado é uma forte raiz, que necessitamos reajustar no presente, a fim de que o futuro seja portador das bênçãos que reclamamos.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Dicionário da alma• Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

    O passado é sempre um credor ou um benfeitor nosso.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Dicionário da alma• Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

    O passado, porém, se guarda as virtudes da experiência, nem sempre é o melhor condutor da vida para o futuro.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Fonte viva• Pelo Espírito Emmanuel• 33a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 50

    [...] [É] subsolo da nossa existência [...].
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo• O Espírito da Verdade: estudos e dissertações em torno de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec• Por diversos Espíritos• 8a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1992• - cap• 82


    Passar

    verbo transitivo direto Ir de um local para outro; atravessar: passamos a cerca para entrar no prédio.
    Ir através de: passar a água pela peneira.
    verbo transitivo direto e transitivo indireto Ultrapassar ou transpor algo; exceder um limite: o caminhão passou o carro; ela passou pela criança.
    verbo bitransitivo Fazer o transporte de: o barco passa as mercadorias pelo rio.
    Espalhar algo sobre: passou a geleia no pão.
    Obstruir a passagem de; fechar: passou o cadeado na porta.
    verbo transitivo direto e bitransitivo Fazer com que algo ou alguém chegue a algum lugar: eles passaram pela fronteira; não conseguiu passar sobre a ponte.
    Causar movimento: passou as páginas da Bíblia; passou os livros para a estante.
    Fazer com que chegue ao destino: não consegue passar o jogo; passou a bola ao adversário.
    verbo transitivo indireto e pronominal Deixar de ser uma coisa para se tornar outra: passou da música para a dança; passei-me de história para medicina.
    verbo transitivo indireto Ir a um local sem permanecer por lá: passaram pelo bairro.
    Seguir para o interior de; penetrar: o vento passou pela roupa; a cadeira não passa pela porta.
    verbo pronominal Ter razão de ser; correr: não sei o que se passa com ela.
    verbo intransitivo Deixar de existir; acabar: a tempestade passou.
    Sobreviver a: o doente não passa desta semana.
    Etimologia (origem da palavra passar). Do latim passare; passus.us.

    Penha

    substantivo feminino Rochedo grande, saliente e de localização isolada, normalmente numa encosta ou serra; penedo, penhasco, rocha.
    Etimologia (origem da palavra penha). Do espanhol peña.

    Pedra grande

    Penha Grande pedra; rocha (Jr 23:29).

    Porei

    1ª pess. sing. fut. ind. de pôr

    pôr -
    (latim pono, ponere)
    verbo transitivo

    1. Deixar ficar algo num local ou levar algo até lá. = COLOCARRETIRAR, TIRAR

    2. Colocar, dispor.

    3. Depositar.

    4. Usar uma peça de vestuário ou de calçado. = CALÇAR, VESTIR

    5. Adornar com.

    6. Aplicar, assentar.

    7. Empregar.

    8. Colocar dentro (ex.: pôs a mão no bolso). = INTRODUZIR, METER

    9. Incutir.

    10. Fazer chegar a um sítio (ex.: o metro põe-nos lá rapidamente).

    11. Estabelecer.

    12. Fazer consistir.

    13. Cifrar.

    14. Imputar.

    15. Fixar.

    16. Lançar (em leilão).

    17. Apostar.

    18. Concorrer com.

    19. Gastar, demorar-se.

    20. Impor.

    21. Atribuir, notar.

    22. Mostrar, expor.

    23. Incluir.

    24. Intercalar.

    25. Escrever (ex.: ponha a frase no futuro).

    26. Supor.

    27. Propor; formular.

    28. Atribuir (ex.: já puseste nome ao gato?).

    29. Fazer ficar (ex.: o miúdo põe o avô bem-disposto). = DEIXAR

    verbo transitivo e intransitivo

    30. Expelir (o ovo).

    verbo pronominal

    31. Colocar-se.

    32. Dedicar-se.

    33. Aventurar-se.

    34. Exercitar-se.

    35. Pousar (a ave).

    36. Deslocar-se para.

    37. Chegar a (ex.: pões-te em casa num instante).

    38. Ficar (ex.: ponho-me boa depressa).

    39. Desaparecer na linha do horizonte (ex.: o sol hoje põe-se às 19h35).

    40. Dar início a determinada acção (ex.: pôs-se aos gritos).

    verbo auxiliar

    41. Usa-se, seguido de um verbo no infinitivo, precedido pela preposição a, para indicar início da acção (ex.: pôs-se a gritar).

    nome masculino

    42. Declínio de um astro no horizonte. = OCASO

    43. Aspecto do céu (no ocaso).

    44. Acto de pôr (a ave). = POSTURA

    45. Disposição.

    Confrontar: por.

    por
    preposição

    1. Designativa de várias relações: modo (ex.: por força), causa (ex.: por doença), meio (ex.: por terra ou por água), tempo (ex.: por um ano), etc.


    por que
    [Brasil] Usa-se para questionar a causa de algo (ex.: Por que você fez isso?).

    por quê
    [Brasil] Por que razão (ex.: você ficou furioso por quê?).

    Nota: no português europeu, as locuções "por que" e "por quê" escrevem-se aglutinadamente, "porque" e "porquê".
    Confrontar: pôr.


    Ver também dúvida linguística: porque / por que, porquê / por quê.

    Quando

    advérbio Denota ocasião temporal; em qual circunstância: disse que a encontraria, mas não disse quando.
    Numa interrogação; em que momento no tempo: quando será seu casamento? Preciso saber quando será seu casamento.
    Em qual época: quando partiram?
    advérbio Rel. Em que: era na quadra quando as cerejeiras floriam.
    conjunção Gramática Inicia orações subordinadas adverbiais denotando: tempo, proporção, condição e concessão.
    conjunção [Temporal] Logo que, assim que: irei quando puder.
    conjunção Prop. À medida que: quando chegaram ao hotel, tiveram muitos problemas.
    conjunção [Condicional] Se, no caso de; acaso: só a trata bem quando precisa de dinheiro.
    conjunção Conce. Embora, ainda que: vive reclamando quando deveria estar trabalhando.
    locução conjuntiva Quando quer que. Em qualquer tempo: estaremos preparados quando quer que venha.
    locução conjuntiva Quando mesmo. Ainda que, mesmo que, ainda quando: iria quando mesmo lho proibissem.
    Etimologia (origem da palavra quando). Do latim quando.

    quando adv. Em que época, em que ocasião, em que tempo. Conj. 1. Posto que. 2. Mas.

    Strongs

    Este capítulo contém uma lista de palavras em hebraico e grego presentes na Bíblia, acompanhadas de sua tradução baseada nos termos de James Strong. Strong foi um teólogo e lexicógrafo que desenvolveu um sistema de numeração que permite identificar as palavras em hebraico e grego usadas na Bíblia e seus significados originais. A lista apresentada neste capítulo é organizada por ordem alfabética e permite que os leitores possam ter acesso rápido e fácil aos significados das palavras originais do texto bíblico. A tradução baseada nos termos de Strong pode ajudar os leitores a ter uma compreensão mais precisa e profunda da mensagem bíblica, permitindo que ela seja aplicada de maneira mais eficaz em suas vidas. James Strong
    Êxodo 33: 22 - Texto em Hebraico - (HSB) Hebrew Study Bible

    E acontecerá que, quando a Minha glória passar, pôr-te-ei em uma fenda da rocha- saliente, e te cobrirei com a Minha mão, até que Eu haja passado.
    Êxodo 33: 22 - (ARAi) Almeida Revista e Atualizada Interlinear

    H1961
    hâyâh
    הָיָה
    era
    (was)
    Verbo
    H3519
    kâbôwd
    כָּבֹוד
    glória, honra, glorioso, abundância
    (wealth)
    Substantivo
    H3709
    kaph
    כַּף
    palma, mão, sola, palma da mão, cavidade ou palma da mão
    (for the sole)
    Substantivo
    H5366
    nᵉqârâh
    נְקָרָה
    ()
    H5526
    çâkak
    סָכַךְ
    (Qal) guardar, cercar, trancar
    (covering)
    Verbo
    H5674
    ʻâbar
    עָבַר
    ultrapassar, passar por, atravessar, alienar, trazer, carregar, desfazer, tomar, levar embora,
    (and to pass)
    Verbo
    H5704
    ʻad
    עַד
    até
    (until)
    Prepostos
    H5921
    ʻal
    עַל
    sobre, com base em, de acordo com, por causa de, em favor de, concernente a, ao lado de,
    ([was] on)
    Prepostos
    H6697
    tsûwr
    צוּר
    rocha, penhasco
    (the rock)
    Substantivo
    H7760
    sûwm
    שׂוּם
    pôr, colocar, estabelecer, nomear, dispor
    (and he put)
    Verbo


    הָיָה


    (H1961)
    hâyâh (haw-yaw)

    01961 היה hayah

    uma raiz primitiva [veja 1933]; DITAT - 491; v

    1. ser, tornar-se, vir a ser, existir, acontecer
      1. (Qal)
        1. ——
          1. acontecer, sair, ocorrer, tomar lugar, acontecer, vir a ser
          2. vir a acontecer, acontecer
        2. vir a existir, tornar-se
          1. erguer-se, aparecer, vir
          2. tornar-se
            1. tornar-se
            2. tornar-se como
            3. ser instituído, ser estabelecido
        3. ser, estar
          1. existir, estar em existência
          2. ficar, permanecer, continuar (com referência a lugar ou tempo)
          3. estar, ficar, estar em, estar situado (com referência a localidade)
          4. acompanhar, estar com
      2. (Nifal)
        1. ocorrer, vir a acontecer, ser feito, ser trazido
        2. estar pronto, estar concluído, ter ido

    כָּבֹוד


    (H3519)
    kâbôwd (kaw-bode')

    03519 כבוד kabowd raramente כבד kabod

    procedente de 3513; DITAT - 943d,943e; n m

    1. glória, honra, glorioso, abundância
      1. abundância, riqueza
      2. honra, esplendor, glória
      3. honra, dignidade
      4. honra, reputação
      5. honra, reverência, glória
      6. glória

    כַּף


    (H3709)
    kaph (kaf)

    03709 כף kaph

    procedente de 3721; DITAT - 1022a; n f

    1. palma, mão, sola, palma da mão, cavidade ou palma da mão
      1. palma, palma da mão
      2. poder
      3. sola (do pé)
      4. cavidade, objetos, objetos dobráveis, objetos curvados
        1. articulação da coxa
        2. panela, vaso (côncavo)
        3. cavidade (da funda)
        4. ramos no formato de mãos ou folhagem (de palmeiras)
        5. cabos (curvos)

    נְקָרָה


    (H5366)
    nᵉqârâh (nek-aw-raw')

    05366 נקרה n eqaraĥ

    procedente de 5365, uma fissura; DITAT - 1418a; n f

    1. buraco, fenda

    סָכַךְ


    (H5526)
    çâkak (saw-kak')

    05526 סכך cakak ou שׁכך sakak (Ex 33:22)

    uma raiz primitiva; DITAT - 1475,1492,2259,2260; v

    1. (Qal) guardar, cercar, trancar
    2. bloquear, obscurecer, proteger, parar a aproximação, fechar, cobrir
      1. (Qal)
        1. proteger, cobrir
        2. cobrir-se
        3. protetor (particípio)
      2. (Hifil)
        1. proteger, cobrir
        2. cobrir, defecar (eufemismo)
    3. (Qal) cobrir, colocar sobre
    4. tecer
      1. (Qal) tecer
      2. (Pilpel) tecer, entrelaçar

    עָבַר


    (H5674)
    ʻâbar (aw-bar')

    05674 עבר ̀abar

    uma raiz primitiva; DITAT - 1556; v

    1. ultrapassar, passar por, atravessar, alienar, trazer, carregar, desfazer, tomar, levar embora, transgredir
      1. (Qal)
        1. ultrapassar, cruzar, cruzar sobre, passar, marchar sobre, transbordar, passar por cima
        2. ir além de
        3. cruzar, atravessar
          1. os que atravessam (particípio)
          2. passar através (referindo-se às partes da vítima em aliança)
        4. passar ao longo de, passar por, ultrapassar e passar
          1. o que passa por (particípio)
          2. ser passado, estar concluído
        5. passar adiante, seguir, passar antes, ir antes de, passar para frente, viajar, avançar
        6. morrer
          1. emigrar, deixar (o território de alguém)
          2. desaparecer
          3. perecer, cessar de existir
          4. tornar-se inválido, tornar-se obsoleto (referindo-se à lei, decreto)
          5. ser alienado, passar para outras mãos
      2. (Nifal) ser atravessado
      3. (Piel) impregnar, fazer passar
      4. (Hifil)
        1. levar a ultrapassar, fazer trazer, fazer atravessar, transpor, dedicar, devotar
        2. levar a atravessar
        3. fazer passar por ou além de ou sob, deixar passar por
        4. levar a morrer, fazer levar embora
      5. (Hitpael) ultrapassar

    עַד


    (H5704)
    ʻad (ad)

    05704 עד ̀ad

    propriamente, o mesmo que 5703 (usado como prep, adv ou conj); DITAT - 1565c prep

    1. até onde, até, até que, enquanto, durante
      1. referindo-se a espaço
        1. até onde, até que, mesmo até
      2. em combinação
        1. de...até onde, ambos...e (com ’de’, no sentido de origem)
      3. referindo-se ao tempo
        1. até a, até, durante, fim
      4. referindo-se a grau
        1. mesmo a, ao ponto de, até mesmo como conj
    2. até, enquanto, ao ponto de, mesmo que

    עַל


    (H5921)
    ʻal (al)

    05921 על ̀al

    via de regra, o mesmo que 5920 usado como uma preposição (no sing. ou pl. freqüentemente com prefixo, ou como conjunção com uma partícula que lhe segue); DITAT - 1624p; prep

    1. sobre, com base em, de acordo com, por causa de, em favor de, concernente a, ao lado de, em adição a, junto com, além de, acima, por cima, por, em direção a, para, contra
      1. sobre, com base em, pela razão de, por causa de, de acordo com, portanto, em favor de, por isso, a respeito de, para, com, a despeito de, em oposição a, concernente a, quanto a, considerando
      2. acima, além, por cima (referindo-se a excesso)
      3. acima, por cima (referindo-se a elevação ou preeminência)
      4. sobre, para, acima de, em, em adição a, junto com, com (referindo-se a adição)
      5. sobre (referindo-se a suspensão ou extensão)
      6. por, adjacente, próximo, perto, sobre, ao redor (referindo-se a contiguidade ou proximidade)
      7. abaixo sobre, sobre, por cima, de, acima de, pronto a, em relacão a, para, contra (com verbos de movimento)
      8. para (como um dativo) conj
    2. por causa de, porque, enquanto não, embora

    צוּר


    (H6697)
    tsûwr (tsoor)

    06697 צור tsuwr ou צר tsur

    procedente de 6696; DITAT - 1901a; n. m.

    1. rocha, penhasco
      1. parede rochosa, penhasco
      2. pedra (com superfície plana)
      3. bloco de pedra
      4. rocha (específica)
      5. rocha (referindo-se a Deus)
      6. rocha (referindo-se a deuses pagãos) n. pr. (para Deus)
      7. Rocha

    שׂוּם


    (H7760)
    sûwm (soom)

    07760 שום suwm ou שׁים siym

    uma raiz primitiva; DITAT - 2243; v.

    1. pôr, colocar, estabelecer, nomear, dispor
      1. (Qal)
        1. pôr, colocar, depositar, pôr ou depositar sobre, deitar (violentamente) as mãos sobre
        2. estabelecer, direcionar, direcionar para
          1. estender (compaixão) (fig.)
        3. pôr, estabelecer, ordenar, fundar, designar, constituir, fazer, determinar, fixar
        4. colocar, estacionar, pôr, pôr no lugar, plantar, fixar
        5. pôr, pôr para, transformar em, constituir, moldar, trabalhar, fazer acontecer, designar, dar
      2. (Hifil) colocar ou fazer como sinal
      3. (Hofal) ser posto