Samaritano

Dicionário Comum

Fonte: Priberam

Samaritano: adjetivo Que é natural da Samaria, cidade ou região da Palestina, antiga capital do reino de Israel.
Figurado De coração bom; que está repleto de caridade; caridoso.
substantivo masculino Indivíduo que é natural da Samaria.
Figurado Quem tem um bom coração; pessoa muito caridosa; salvador.
Etimologia (origem da palavra samaritano). Do latim samaritanus.

Dicionário Bíblico

Fonte: Dicionário Adventista

Samaritanos:
masc. pl. de samaritano

sa·ma·ri·ta·no
(latim tardio samaritanus)
adjectivo
adjetivo

1. Relativo à Samaria, região da Palestina.

nome masculino

2. Natural ou habitante da Samaria.

3. Língua aramaica falada na Samaria.

adjectivo e nome masculino
adjetivo e nome masculino

4. Que ou quem é bondoso ou caridoso.


bom samaritano
Modelo de bondade e caridade, a partir de uma parábola bíblica de Jesus Cristo.


Quem é quem na Bíblia?

Autor: Paul Gardner

Bom samaritano:

A parábola do Bom Samaritano é exclusiva do evangelho de Lucas (10:25-37). Para apreciar sua profundidade, é importante considerar que, para uma audiência composta por judeus, um samaritano era um réprobo da fé, um tipo de “mestiço” racial, pois tinha um mistura de sangue judeu com gentio e representava uma defecção do Judaísmo (veja Samaritanos). O fato de que tal “mestiço” pudesse demonstrar compaixão era uma surpresa na parábola. Quando o doutor da lei respondeu à pergunta de Jesus sobre qual dos três, o sacerdote, o levita ou o samaritano, fora o próximo do homem atacado pelos ladrões, não pôde nem mesmo mencionar o samaritano (v.37). A parábola ensina duas verdades. Primeiro, devemos ser o “próximo” que se preocupa com os outros, como o samaritano procedeu. Em vez de perguntarmos: “E quem é o meu próximo?”, Jesus disse que simplesmente devemos “ser o próximo”. Segundo, nosso próximo às vezes surge de lugares surpreendentes. O doutor da lei jamais esperava que um samaritano seria um exemplo, como de fato foi. Jesus ensinou que não devemos discriminar uma pessoa simplesmente por causa de sua raça. Às vezes um bom próximo pode ter raízes surpreendentes. D.B.


Samaritano, samaritanos:

Geralmente este termo refere-se a uma pessoa que pertencia a um grupo israelita que se localizava no território de Samaria, entre a Judéia e a Galiléia. Eles edificaram um templo no monte Gerizim (veja Jo 4:20-21) durante o período entre os dois testamentos. Sua origem normalmente está relacionada com o relato da conquista da Palestina pela Assíria em II Reis 17:24-41, onde a Bíblia menciona como os assírios colonizaram a região conquistada, ao enviar para lá povos da Mesopotâmia, os quais se associaram, por meio de casamento, com os israelitas deixados na região. Josefo considerou-os judeus apóstatas e registra como o sacerdote Manassés foi expulso de Jerusalém, ocasião em que seu sogro Sambalate edificou um santuário para ele no monte Gerizim, logo no início do período helênico.

Atualmente existe um consenso acadêmico de que quase a totalidade das afirmações anteriores quanto à origem dos samaritanos não tem sustentação histórica. Enquanto há considerável desacordo sobre como e onde eles surgiram, as situações refletidas nas referências do

Novo Testamento aos samaritanos aparentemente se desenvolveram muito mais recentemente do que se pensava antes. O relato de II Reis 17 provavelmente não se refere a eles conforme são descritos no Novo Testamento. O vocábulo no
v. 29 traduzido como “samaritanos” relaciona-se simplesmente aos habitantes de suas cidades. Não existe uma evidência que ligue seus moradores posteriores com Samaria; as referências mais recentes os localizam em Siquém (o que seria coerente com a literatura deles, cf. Siraque 50:26; 2 Macabeus 5:22-23; eus 6:2). Uma das fontes de Josefo de fato refere-se a eles como “siquemitas”. Não se sabe com certeza quem repovoou Siquém (e possivelmente o próprio monte Gerizim) no início do período helênico, mas é razoável pensar que isso foi feito por um grupo de descendentes da população israelita original do reino do Norte, que não foi exilada pelos assírios. Isso estaria de acordo com a literatura samaritana, a qual não mostra nenhuma influência pagã, o que era de se esperar se fossem descendentes de povos que se mesclaram com outros colonos assírios.

No período do Novo Testamento, os samaritanos eram rejeitados pelos judeus. Siraque 50:25-26 fala que “não eram uma nação” e refere-se a eles como “o povo tolo que habita em Siquém”. O Testamento de Levi 7:2 chama os samaritanos de “cidade das pessoas sem sentido” (isto é, tolos). Essa designação esclarece João 8:48, onde os líderes judeus chamaram Jesus de samaritano. Eles aceitavam apenas a autoridade do Pentateuco. Por isso, tinham muito em comum com a literatura judaica: eram monoteístas e aceitavam Moisés como profeta. Diferentemente dos judeus, entretanto, consideravam o monte Gerizim o local sagrado, indicado por Deus para a oferta dos sacrifícios (cf. Jo 4:20).

Nos evangelhos sinópticos há referências aos samaritanos em Mateus 10:5; Lucas 9:52; cas 10:33; cas 17:16. Tais passagens não são compreendidas à luz dos antecedentes mencionados antes, mas mediante a lembrança de que tal descrição dos samaritanos é feita do ponto de vista judaico. Assim, em Mateus 10:5 eles são considerados uma terceira categoria, distinta de judeus e gentios. Lucas 9:52 retrata a animosidade típica entre samaritanos e judeus, mas é interessante notar que Jesus mesmo não se alinhou com a atitude geral de seu povo de evitar o território samaritano nas viagens da Galiléia para Jerusalém (veja também Jo 4:4). A parábola do Bom Samaritano (Lc 10:25-37) é significativa porque mostra um samaritano num papel positivo (especialmente em contraste com as figuras dos religiosos judeus) e causa um “choque de valores”, quando reverte as expectativas que seriam esperadas. Algo similar ocorre em Lucas 17:16, onde apenas o samaritano voltou para agradecer a Jesus, ao receber a cura da lepra.

O tratamento mais extensivo dado aos samaritanos no Novo Testamento ocorre em João 4:4-42 (há outra referência em João 8:48, mencionada anteriormente). A surpresa demonstrada pela mulher por Jesus ter-lhe pedido água (Jo 4:9) e a observação do evangelista de que “os judeus não se dão com os samaritanos” (lit., “não usam o mesmo vaso”) são típicas das relações entre judeus e samaritanos na época. Assim, foi a pergunta da mulher sobre o local apropriado para a adoração (Jo 4:20) que formou a base para a identidade religiosa dos samaritanos (veja Mulher Samaritana). Eles são retratados positivamente no modo como responderam a Jesus (Jo 4:42); para o evangelista, isso serve de base para a abrangência do escopo da missão de Cristo. É surpreendente como os samaritanos são descritos positivamente nos evangelhos de Lucas e João, dada a avaliação negativa que os judeus faziam deles no primeiro século. Ambos deixaram claro que Jesus e sua mensagem não estavam presos a estereótipos culturais, religiosos ou étnicos. W.H.H.

Dicionário da FEB

Fonte: febnet.org.br

Samaritanos: Após o cisma das dez tribos, Samaria se constituiu a capital do reino dissidente de Israel. Destruída e reconstruída várias vezes, tornou-se, sob os romanos, a cabeça da Samaria, uma das quatro divisões da Palestina. Herodes, chamado o Grande, a embelezou de suntuosos monumentos e, para lisonjear Augusto, lhe deu o nome de Augusta, em grego Sebaste. Os samaritanos estiveram quase constantemente em guerra com os reis de Judá. Aversão profunda, datando da época da separação, perpetuou-se entre os dois povos, que evitavam todas as relações recíprocas. Aqueles, para tornarem maior a cisão e não terem de vir a Jerusalém pela celebração das festas religiosas, construíram para si um templo particular e adotaram algumas reformas. Somente admitiam o Pentateuco, que continha a lei de Moisés, e rejeitavam todos os outros livros que a esse foram posteriormente anexados. Seus livros sagrados eram escritos em caracteres hebraicos da mais alta Antigüidade. Para os judeus ortodoxos, eles eram heréticos e, portanto, desprezados, anatematizados e perseguidos. O an786 tagonismo das duas nações tinha, pois, por fundamento único a divergência das opiniões religiosas, se bem fosse a mesma a origem das crenças de uma e outra. Eram os protestantes desse tempo.
Referencia: KARDEC, Allan • O Evangelho segundo o Espiritismo • Trad• de Guillon Ribeiro da 3a ed• francesa rev•, corrig• e modif• pelo autor em 1866• 124a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - Introd•

Organização de espíritos benfeitores em Nosso Lar.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Nosso Lar • Pelo Espírito André Luiz• 56a ed• Rio de Janeiro: FEB• 2006• - cap• 27


Dicionário da Bíblia de Almeida

Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Pentateuco samaritano: Pentateuco Samaritano Os primeiros cinco livros do AT copiados em letras hebraicas antigas (fenícias). Esse texto começou a ser usado em Samaria a partir de mais ou menos 500 a.C.
Samaritano: Samaritano Pessoa nascida em SAMARIA. Israelitas e samaritanos não se davam por causa de diferenças de raça, religião e costumes (2Rs 17:29; Jo 4:9).

Dicionário de Jesus e Evangelhos

Autor: César Vidal Manzanares

Bom samaritano: Bom Samaritano Parábola encontrada em Lc 10:29ss., na qual Jesus — em discrepância com o judaísmo de sua época — estendeu o sentido de próximo a todas as pessoas e não apenas às que pertenciam à mesma fé. Historicamente, alguns Padres da Igreja (como Agostinho de Hipona) interpretaram a narração em termos simbólicos (o ferido é o ser humano, o samaritano é Cristo, a hospedaria é a Igreja, as moedas, os sacramentos do Batismo e da Eucaristia etc.); contudo, é inadmissível essa exegese.

D. Marguerat, Parábola, Estella 21994; J. Jeremias, Lãs parábolas de Jesús, Estella 121992; Idem, Interpretación de las parábolas, Estella 51994; A. George, o. c.

Samaritanos: Samaritanos Descendentes dos antigos israelitas, possivelmente unidos a povos não-hebreus (2Rs 17:29), formando um grupo com características religiosas próprias. Negavam a legitimidade do Templo de Jerusalém e consideravam válido apenas o seu próprio templo, situado sobre o monte Garizim. Aceitavam unicamente a Torá como escritura. Era notória sua inimizade com os judeus do período do Segundo Templo, a ponto de constituir grave insulto ser chamado de samaritano (Jo 8:48). Jesus chegou a pregar na Samaria (Jo
4) e curou — entre os dez leprosos — um samaritano (Lc 17:11). O protagonista de uma das mais conhecidas de suas parábolas pertencia também a esse grupo étnico (Lc 10:25-37).

C. Vidal Manzanares, El judeo-cristianismo...; Schürer, o. c.; E. P. Sanders, Judaism...; f. f. Bruce, New Testament...; A. Montgomery, The Samaritans, Filadélfia 1907; H. G. Kippenberg, Garizim und Synagogue, Berlim 1971; L. Poliakov, Los samaritanos, Madri 1992.

Pequeno Abc do Pensamento Judaico

Berit milá (ri): Ato de circuncisão onde o menino varão é circuncidado e se incorpora à comunidade. Além de ser uma necessidade higiênica, a prática da circuncisão tem para o israelita um sentido religioso muito elevado. Ela é o símbolo, a prova e a condição para entrar na aliança que o Eterno estabeleceu com o primeiro patriarca Abraão. Assim está comprometido tim pacto indissolúvel com seu Deus, a virtude e o dever (MMM). O ato da Tailá é cercado por um ambiente de extremo respeito e é assistido somente pelo homens presentes à festa. A criança é introductionduzida na sala de cerimônia carregada pelo Quater (Padrinho) sob as exclamações "Baruch Habá") (Bendito seja quem chegou), é então passada de mão em mão até o pai, o Sandic (Síndico) em cujas mãos se realiza a operação. Terminada a mesma, recita o pai a oração de graças por ter cumprido essa mistvá e a criança e os pais são então saudados por toda uma série de bênçãos características, que é realmente enorme e que a tradição judaica acumulou por séculos. A cerimônia termina com o ato de molhar os lábios de bebê com vinho ou cerveja, após o que é servida a Seudat mitsvá, o banqtiete do Mandamento Cumprido. O nome do menino é dado durante a cerimônia. (Gerson Herszkowicz). Sob aspecto médico higiênico - conforme Dr. José KNOPLICH a circuncisão, o ato cirúrgico realizado durante o "berit", é a realização da operação de fimose com um ritual religioso. Desde a antiguidade, os cirurgiões se impressionavam com a destreza do "motel" em realizar a "operação". Modernamente, a cerimônia é realizada com os cuidados de antissepsia e o emprego de medicamentos anti-hemorrágicos e anti-bióticos. A vantagem para o nenê é nítida pois a operação da fimose, evita o aparecimento de pertubações inflamatórias locais e inchaços decorrentes da própria fimose. O menino, no futuro terá melhores condições de higiene local, a tal ponto que há médicos que acreditam haver nítida vantagem na circuncisão sistemática, ou seja a realização desse ato, sem relação com a religião, em todas as crianças, como já faz o Hospital Samaritano em S. Paulo e a Maternidade Carmela Dutra no Rio. Vários hospitais americanos consideram a circuncisão tão rotineira como a vacinação. Esse procedimento começou, quando por dados estatísticos ficou comprovado que as mulheres judias de todos os países apresentaram uma menor incidência de câncer do útero, quando comparado com as mulheres em geral. Os cancerologistas admitem que isso é decorrente do fato dos maridos serem circuncidados, portanto a operação da fimose, sistematicamente feita nesses hospitais, tem a finalidade de prevenir o câncer em maior número de mulheres.
Samaritanos: Seita Judaica que habita a cidade de Napluse, perto do Monte Garizim. Os samaritanos consideram essa região, e não Jerusalém, como seu centro religioso, desde os tempos do segundo Templo. Essa seita ainda realiza seu sacrifício pascoal no altar da montanha.

Strongs


Σαμαρείτης
(G4541)
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Samareítēs (sam-ar-i'-tace)

4541 σαμαρειτης Samareites

de 4540; TDNT - 7:88,999; n pr m

  1. samaritano,
    1. habitante da cidade de Samaria
    2. habitante da região de Samaria

Σίμων
(G4613)
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Símōn (see'-mone)

4613 σιμων Simon

de origem hebraica 8095 שמעון; n pr m

Pedro = “rocha ou pedra”

Pedro era um dos apóstolos

Simão, chamado Zelote ou Kanaites

Simão, pai de Judas, o traidor de Jesus

Simão Mago, o mágico samaritano

Simão, o curtidor, At 10

Simão, o fariseu, Lc 7:40-44

Simão de Cirene, que carregou a cruz de Cristo

Simão, o primo de Jesus, o filho de Cleopas

Simão, o leproso, assim chamado para distingui-lo dos outros do mesmo nome


Ἀρχέλαος
(G745)
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Archélaos (ar-khel'-ah-os)

745 Αρχελαος Archelaos

de 757 e 2994; n pr m

Arquelau = “príncipe do povo”

  1. Um filho de Herodes, o grande, com Maltace, uma samaritana. Ele e seu irmão Antipas foram educados por um tutor privado em Roma. Depois da morte de seu pai, ele governou como etnarca sobre a Judéia, Samaria e Iduméia, (com exceção das cidades de Gaza, Gadara e Hipo). Quando os judeus e samaritanos o acusaram, em Roma, de tirania, ele foi banido pelo imperador Augusto para Viena dos Alobrogues e morreu lá.

גְּרִזִים
(H1630)
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Gᵉrizîym (gher-ee-zeem')

01630 גרזים G eriziym̂

plural de um substantivo não utilizado procedente de 1629; n pr loc Gerizim = “cortes”

  1. uma montanha do norte de Israel, em Efraim, próxima a Siquém, da qual foram lidas as bênçãos para os israelitas ao entrarem em Canaã; local do templo samaritano construído depois do cativeiro

שֹׁמרֹנִי
(H8118)
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Shômrônîy (sho-mer-o-nee')

08118 שמרני Shom eroniŷ

nome pátrio ou gentílico procedente de 8111; n. pr. m.

samaritanos = “de Samaria”

  1. moradores de Samaria