Enciclopédia de Provérbios 9:5-5

Tradução (ARC) - 2009 - Almeida Revisada e Corrigida

Índice

Perícope

pv 9: 5

Versão Versículo
ARA Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei.
ARC Vinde, comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado.
TB Vinde, comei o meu pão
HSB לְ֭כוּ לַחֲמ֣וּ בְֽלַחֲמִ֑י וּ֝שְׁת֗וּ בְּיַ֣יִן מָסָֽכְתִּי׃
BKJ Vem, come do meu pão, e bebe do vinho que eu tenho misturado.
LTT "Vinde, comei do meu pão, e bebei do suco de uva ① que tenho misturado.
BJ2 Vinde comer do meu pão, e beber do vinho que misturei.
VULG Venite, comedite panem meum, et bibite vinum quod miscui vobis.

Referências Cruzadas

As referências cruzadas da Bíblia são uma ferramenta de estudo que ajuda a conectar diferentes partes da Bíblia que compartilham temas, palavras-chave, histórias ou ideias semelhantes. Elas são compostas por um conjunto de referências bíblicas que apontam para outros versículos ou capítulos da Bíblia que têm relação com o texto que está sendo estudado. Essa ferramenta é usada para aprofundar a compreensão do significado da Escritura e para ajudar na interpretação e aplicação dos ensinamentos bíblicos na vida diária. Abaixo, temos as referências cruzadas do texto bíblico de Provérbios 9:5

Salmos 22:26 Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao Senhor os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente.
Salmos 22:29 Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; como também os que não podem reter a sua vida.
Provérbios 9:2 Já sacrificou as suas vítimas, misturou o seu vinho e já preparou a sua mesa.
Provérbios 9:17 As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é suave.
Cântico dos Cânticos 5:1 Já vim para o meu jardim, irmã minha, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite. Comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.
Isaías 55:1 Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.
Jeremias 31:12 Hão de vir, e exultarão na altura de Sião, e correrão aos bens do Senhor: o trigo, e o mosto, e o azeite, e os cordeiros, e os bezerros; e a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais andarão tristes.
Mateus 26:26 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
João 6:27 Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque a este o Pai, Deus, o selou.
João 6:49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.

Notas de rodapé da LTT

As notas de rodapé presentes na Bíblia versão LTT, Bíblia Literal do Texto Tradicional, são explicações adicionais fornecidas pelos tradutores para ajudar os leitores a entender melhor o texto bíblico. Essas notas são baseadas em referências bíblicas, históricas e linguísticas, bem como em outros estudos teológicos e literários, a fim de fornecer um contexto mais preciso e uma interpretação mais fiel ao texto original. As notas de rodapé são uma ferramenta útil para estudiosos da Bíblia e para qualquer pessoa que queira compreender melhor o significado e a mensagem das Escrituras Sagradas.
 ①

Livros

Livros citados como referências bíblicas, que citam versículos bíblicos, são obras que se baseiam na Bíblia para apresentar um argumento ou discutir um tema específico. Esses livros geralmente contêm referências bíblicas que são usadas para apoiar as afirmações feitas pelo autor. Eles podem incluir explicações adicionais e insights sobre os versículos bíblicos citados, fornecendo uma compreensão mais profunda do texto sagrado.

Referências em Livro Espírita

Não foram encontradas referências em Livro Espírita.

Referências em Outras Obras

Não foram encontradas referências em Outras Obras.

Comentários Bíblicos

Este capítulo é uma coletânea de interpretações abrangentes da Bíblia por diversos teólogos renomados. Cada um deles apresenta sua perspectiva única sobre a interpretação do texto sagrado, abordando diferentes aspectos como a história, a cultura, a teologia e a espiritualidade. O capítulo oferece uma visão panorâmica da diversidade de abordagens teológicas para a interpretação da Bíblia, permitindo que o leitor compreenda melhor a complexidade do texto sagrado e suas implicações em diferentes contextos e tradições religiosas. Além disso, o capítulo fornece uma oportunidade para reflexão e debate sobre a natureza da interpretação bíblica e sua relevância para a vida religiosa e espiritual.

Beacon

Comentário Bíblico de Beacon - Interpretação abrangente da Bíblia por 40 teólogos evangélicos conservadores
Beacon - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
L. O CONTRASTE ENTRE A SABEDORIA E A LOUCURA, 9:1-18

Este capítulo que conclui a primeira seção de Provérbios apresenta as opções da vida nos dois convites contrastantes da sabedoria (1-6) e da loucura (13-18). Ambas são apresentadas como duas anfitriãs que oferecem as suas respectivas festas a todos. Os seus convites estão separados por um interlúdio interessante (7-12). Alguns estudiosos acreditam que esse interlúdio pertence à seção seguinte de Provérbios e foi colocado aqui por engano. Moffatt coloca esse trecho no final do capítulo. Kidner, no entanto, considera a inclusão dele aqui muito significativa. Ele diz: "A sua posição permite que o capítulo (a seção do livro) culmine com um clímax arrasador (18) ; o seu conteúdo corrige a impres-são segundo a qual os homens são salvos ou se perdem meramente por meio de uma decisão isolada e impulsiva. Vê-se aqui que a escolha amadurece e se transforma em caráter e assim em destino".54

  • O Convite da Sabedoria (9:1-6)
  • Anteriormente vimos a sabedoria personificada como um pregador profético (1.20-33; 8:1-21). Nesta passagem a vemos como uma anfitriã cortês. Ela construiu uma casa com sete colunas (1). Esta expressão pode significar simplesmente muitas colunas ou o número de colunas que sustentavam uma casa grande no Oriente. As interpretações alegóricas da expressão são numerosas.55 A sabedoria preparou a sua festa com generosi-dade. Ela até misturou o seu vinho (2). A mistura era o acréscimo de especiarias para tornar o vinho mais saboroso. A verdadeira festa desse texto é, sem dúvida, uma festa espiritual com o propósito de ajudar os convidados a tomar a decisão de trilhar o cami-nho certo em meio às opções da vida (veja comentário de 4:10-19).

    O convite para a festa é anunciado a todos — até aos simples e aos faltos de enten-dimento (4). Edgar Jones diz: "Os simples são as pessoas não-comprometidas, especial-mente jovens que estão sujeitos a tantas influências e pressões, mas ainda não tomaram decisões irrevogáveis"." Os faltos de entendimento, literalmente "de coração", são os que necessitam de força espiritual. A cena antevê a festa de casamento na parábola de Jesus (Mt 22:2-10). O convite: Vinde, comei [...] e bebei (5), nos lembra do chamado evangelístico de Isaías 55:1-5 e de João 6:35. Esta é a hora da decisão. Deixai os insensa-tos, e vivei (6). Renuncie ao caminho da loucura e do pecado e escolha o caminho da vida.

  • O Interlúdio Interessante (9:7-12)
  • Nos versículos 7:9, o autor trata do problema de lidar com aqueles que rejeitam o cami-nho da sabedoria, isto é, o caminho de Deus. Só porque alguém corre o risco de tomar afron-ta para si (7; "abuso", RSV), não está livre da obrigação de repreender o seu próximo por causa das transgressões deste. Este texto reconhece de forma realista as reações dos maus. O sábio, no entanto, aprecia a correção (9). Os que temem o Senhor são ensináveis (10).

    O conceito da responsabilidade individual é sublinhado no versículo 12. Kidner co-menta: "Talvez essa seja a expressão mais forte de individualismo na Bíblia".57 Expres-sões semelhantes dessa verdade podem ser encontradas em Deuteronômio 24:16; Jeremias 31:30; Ezequiel 18:4. O caráter é o resultado das escolhas pessoais de um homem, e ele precisa assumir responsabilidade completa por seu destino final. Esta verdade é ade-quadamente colocada entre os dois convites deste capítulo.

  • O Convite da Mulher Louca (9:13-18)
  • Em contraste com o convite para o banquete da vida, temos agora o convite para a festa da loucura. A mulher louca é alvoroçadora (13; "barulhenta e sedutora", Moffatt). Ela não sabe coisa alguma, ou "não tem senso de vergonha" (Moffatt) nos seus esfor-ços de seduzir os homens. Ela não tem respeito por valores eternos. O seu convite tem sido comparado ao apelo da serpente no Éden (Gn 3:4). Na expressão águas roubadas são doces (17; cf. 20.17; Is 5:20), Rylaarsdam vê "um convite ao adultério (veja 5.15), embora este pecado particular seja simbólico de todo o mal e, de maneira mais direta, do convite satânico que está em todo lugar desafiando o chamado de Deus na sabedoria"."

    Os loucos ou pecadores parecem ter prazer na vida (17), mas o resultado do seu cami-nho é morte (18). Dessa forma, esta seção de Provérbios conclui com um apelo dramático, lembrando-nos de que a única escolha satisfatória e completamente adequada é escolher o caminho de Deus. A alternativa é frustrante no final — sempre o caminho da morte.


    Champlin

    Antigo e Novo Testamento interpretado versículo por versículo por Russell Norman Champlin é cristão de cunho protestante
    Champlin - Comentários de Provérbios Capítulo 9 versículo 5
    Na primeira seção de Pv (caps. 1-9), a Sabedoria dá uma mensagem semelhante e convida as mesmas pessoas:
    Pv 1:20-22.

    Genebra

    Comentários da Bíblia de Estudos de Genebra pela Sociedade Bíblica do Brasil para versão Almeida Revista e Atualizada (ARA)
    Genebra - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
    *

    9.1-18 Esta seção consiste na disputa de dois convites, um da sabedoria, e o outro da insensatez. Ambas foram retratadas como mulheres que convidam as pessoas para entrarem em suas casas. A sabedoria convida os simples para comerem de seu alimento vivificante (vs. 1-12). Mas a insensatez oferece um alimento que conduz à morte (vs. 13-18).

    * 9:1

    as suas sete colunas. O sentido dessas "sete colunas" não é claro. Pode apenas indicar o esplendor arquitetônico da casa. Entretanto, "sete" com freqüência simboliza a perfeição ou o estado completo, pelo que aqui pode representar as perfeições da sabedoria divina.

    * 9:2

    misturou o seu vinho. É provável que essa mistura fosse de vinho e especiarias (Ct 8:2).

    * 9:3

    suas criadas. As servas da sabedoria são enviadas para recolher qualquer pessoa que ouça o convite dela para a vida.

    desde as alturas da cidade. O convite é aberto e universal (Is 52:7).

    * 9:4

    Quem é simples. Ver 1.4, e nota. Note a disputa da chamada por parte da insensatez, no v. 16.

    Aos faltos de senso. Lit., "aos que faltam o coração", ou seja, a vontade de pensar e de agir corretamente.

    * 9:5

    Vinde, comei. Um banquete era a ocasião própria a refeição distribuída pela sabedoria. A idéia do banquete foi usada mais tarde para retratar as bênçãos dos remidos (Is 55:1,2; Mt 22:1-13; 26:29; Ap 19).

    * 9:6

    Deixai os insensatos, e vivei. Ver 1.4,22; 2.19; 3.2,18; 8.35 e notas.

    * 9.7-12 Estes versículos contrastam os sábios com os insensatos, não somente quanto ao ponto da decisão de entrarem nas casas da sabedoria ou da insensatez, mas também quanto ao tipo de vida que resulta dessas decisões.

    * 9:7

    o escarnecedor. O escarnecedor além da falta de discernimento, toma uma decisão consciente para o mal.

    traz afronta sobre si. O esforço por corrigir tal pessoa fracassará e poderá ser um tiro pela culatra.

    o que censura. Essa frase paralela é sinônima, quanto ao significado, à primeira parte do versículo.

    * 9:8

    Aqui a estrutura paralela é antitética (isto é, as duas partes são postas em contraste).

    repreende o sábio. Enquanto que um insensato é fechado à sabedoria, um sábio alegra-se pela oportunidade de fechar-se à insensatez. A sabedoria percebe o lado positivo da correção; a sabedoria não vive na defensiva e nem se ofende facilmente, mas mostra-se humilde e responsiva.

    * 9.9 A sabedoria reconhece um importante princípio da natureza humana: não há ponto de parada; progredimos na direção de nossa escolha. A sabedoria acumula mais sabedoria (conforme Mt 13:12).

    * 9:10

    O temor do SENHOR. Ver 1.7 e nota: "A Sabedoria e a Vontade de Deus", em Dn 2:20.

    Santo. Lit., "dos santos". Esta tradução é baseada no paralelo com "o Senhor", na linha anterior (conforme 30.3, onde a mesma forma plural é usada).

    * 9:11 Ver 3.2 e nota.

    *

    9:12

    Se és sábio, para ti mesmo o és. Em outras palavras, tu mesmo te beneficiarás (3.13 18:4-9-13 8:34-35).

    * 9.13-18 A descrição da insensatez é o oposto direto da descrição da sabedoria, nos vs. 1-6.

    * 9:13

    apaixonada. Ver 7.11,12.

    é ignorante, e não sabe coisa alguma. O apelo sensual da insensatez contrasta com a sabedoria como mestra.

    * 9:14

    nas alturas da cidade. A insensatez falsifica os atos da sabedoria, a fim de parecer sábia (conforme o v. 3).

    * 9:15-16

    Os convites insistentes da insensatez imitam os convites da sabedoria (conforme o v. 4).

    * 9:17

    As águas roubadas. Qualquer coisa proibida, especialmente o sexo ilícito (5.3,15; 7:16-18).

    o pão comido às ocultas. Por haver sido furtado ou por ser proibido. Existe uma perversidade na natureza humana que é despertada pela proibição ou pela lei (Rm 7:7-11).

    * 9:18

    os mortos. No hebraico, rephaim, de derivação incerta. Essa palavra é usada por oito vezes na Bíblia, todas elas na poesia hebraica, referindo-se aos espíritos de pessoas que partiram.

    inferno. No hebraico, sheol, lit., "a sepultura". Ver 1.12; 5.5; 7.27 e notas. Em Provérbios, o sheol é o destino apropriado dos tolos, não por ser um lugar de tormento, conforme o inferno é posteriormente descrito (Ap 14:9-11), mas simplesmente porque aqueles que vão lá perderam a possibilidade de relacionamento com o Deus vivo. Ver também 2.18 e nota.



    Matthew Henry

    Comentário Bíblico de Matthew Henry, um pastor presbiteriano e comentarista bíblico inglês.
    Matthew Henry - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
    9:1 As sete colunas são em sentido figurado. Não se referem a sete princípios da sabedoria. Na Bíblia, o número sete representa totalidade e perfeição. Este versículo estabelece poeticamente que a sabedoria não carece de nada: é completa e perfeita.

    9.1ss A sabedoria e a insensatez (necedad) ilustram-se neste capítulo como umas jovens rivais, cada uma preparando uma festa e convidando às pessoas. Entretanto, a sabedoria é uma mulher de caráter responsável, enquanto que a insensatez é uma prostituta que serve comida roubada. A sabedoria apela primeiro à mente, a insensatez aos sentidos. É mais fácil estimular os sentidos, mas o gozo da insensatez é temporária. Em contraste, a satisfação que dá a sabedoria dura para sempre.

    9.1-5 O banquete descrito neste capítulo apresenta alguns paralelos importantes com o banquete que Jesus descreveu em uma de suas parábolas (Lc 14:15-24). Possivelmente muitos queriam ir, mas nunca o fizeram porque lhes desviou algo que nesse momento lhes pareceu importante. Não permita que nada se volte mais importante que sua busca de Deus.

    9.7-10 É você um escarnecedor (gozador) ou um sábio? Pode-o dizer pela forma em que responde à crítica. Em vez de responder rápida e agressivamente ou devolver com astúcia a crítica, escute o que lhe está dizendo. Aprenda de seus críticos, este é o caminho à sabedoria. A sabedoria começa quando conhecemos deus. Dá-lhe um propósito à vida porque O a criou. Conhecer deus não só é saber dados sobre sua pessoa, a não ser permanecer em temor reverente e ter comunhão com O. Quer na verdade ser sábio? Conheça cada vez mais a Deus. (se desejar mais informação sobre como chegar a ser sábio, vejam-se Jc 1:5; 2Pe 1:2.)

    9.14-17 Há algo hipnótico e tóxico na maldade. Um pecado nos leva a querer mais. Uma conduta pecaminosa parece ser mais lhe apaixonem que a vida cristã. Daí que muitos joguem a um lado todo pensamento sobre o suntuoso banquete da sabedoria (9.1-6) para comer a comida roubada da insensatez, a rameira. Não se engane: o pecado é perigoso. antes de desejar o fruto proibido, jogue uma boa olhada a quem o comeu e veja o que lhes aconteceu. (Veja o quadro no capítulo 22.)


    Wesley

    Comentário bíblico John Wesley - Metodista - Clérigo Anglicano
    Wesley - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
    V. a sabedoria ea loucura competir pela MAN (Pv 9:1)

    1 A sabedoria já edificou a sua casa;

    Já lavrou as suas sete colunas:

    2 Ela tiver matado seus animais, ela tem misturou o seu vinho;

    Ela tem também decorados sua mesa:

    3 Já enviou as suas donzelas;

    Ela clamar sobre os lugares mais altos da cidade:

    4 Quem é simples, volte-se para cá;

    Quanto a ele, que é falto de entendimento, ela diz-lhe:

    5 Vinde, comei do meu pão,

    E beber do vinho que tenho misturado.

    6 Deixe off, ó simples, e viver;

    E andar no caminho do entendimento.

    7 Aquele que corrige uma adquire escarnecedor para si mesmo injúria;

    E aquele que repreende o ímpio adquire a sua mancha.

    8 Não repreendas ao escarnecedor, para que não te odeie;

    Repreende ao sábio, e ele te amará.

    9 Dá instrução ao sábio, e ele será ainda mais sábio:

    Ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento.

    10 O temor do Senhor é o princípio da sabedoria;

    E o conhecimento do Santo é entendimento.

    11 Porque por mim os teus dias serão multiplicados,

    E os anos da tua vida será aumentado.

    12 Se tu és sábio, tu és sábio para ti mesmo;

    E se tu scoffest, só tu deverás suportar.

    Sabedoria nunca está disposto a dar aos homens nas mãos de loucura por padrão. Ela está constantemente à procura de maneiras de atraí-los para si mesma. Em suas primeiras e segundas esforços (Pv 1:20 ). misturado ("blended", Moffatt) Vinhos descrevem os esforços da sabedoria para fazer seu banquete tão atraente quanto possível, oferecendo a mais saborosa e potente vinhos. Este era para ser sem piquenique; foi uma refeição que o gourmet teria prazer! (3) A sabedoria torna certo de que todos ouvem o convite para a festa; ninguém deve ser capaz de dizer: "Eu não recebi o seu convite." O texto hebraico como nós temos, não é claro quanto ao facto de sabedoria "enviou as suas criadas para chorar as artérias da cidade" (McFadyen) sozinho, como seus embaixadores, ou se a sabedoria enviou as suas criadas para "as estradas e caminhos" e, em seguida, ela pessoalmente clamar sobre os lugares mais altos da cidade para ter certeza de todos receberem o convite. Parece mais razoável assumir esta última. (4) A sabedoria torna claro que só há uma qualificação necessária para a aceitação de seu convite, e que é necessário: "Quem é ignorante, venha cá!" (Scott). Como lembra dos outros convites dadas na Bíblia: "Ho, cada um que tem sede ... vinde, comprai, vinho e leite sem dinheiro e sem preço!" (Is 55:1. ); "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo "( Ap 3:20 ). No entanto, nestes convites e outros como eles, a sabedoria só pode chamar e implorar com aqueles que precisam. Se sua necessidade é sempre fornecido, será apenas como os mais necessitados aceitar o convite, mover-se para a mesa, e comer o seu preenchimento. Quanto Deus oferece que os homens em sua loucura, seu egoísmo e teimosia, negar a si mesmos! A escolha é sempre nossa para "abandonar [nosso] loucura, e viver" (v. Pv 9:6 , American trans.). Jones faz este comentário dizendo aqui: "O sentido é" crescer e tornar-se maduro ", conforme 1Co 13:11 ). Em outras palavras, "quando chegar a hora que as conseqüências do pecado que você escolheu parece muito difícil de suportar, lembre-se que só você é responsável por sua situação. Sabedoria chamado, mas você escolheu loucura vez ".

    Quão diferente é a reação da pessoa que escolhe o caminho de sabedoria! Porque ele é sábio, ele vai te amo para a repreensão que você dá a ele. Porque ele é sábio, ele vai aceitar instruções de boa vontade, e ele será ainda mais sábio (v. Pv 9:9 )! É de notar que, no versículo 9 o homem sábio parece ser equiparado com o homem justo , como é típico da abordagem de Israel para a sabedoria. O homem injusto, a pessoa sem religião, por seu próprio espírito e atitude nega a si mesmo o privilégio de verdadeira sabedoria, para o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (v. Pv 9:10 ). Na verdade, a negação de Deus é o resultado do espírito de loucura, e isso muito negação de envelopes Deus o escarnecedor em uma servidão cada vez maior à insensatez! Como incomensuravelmente importante é a nossa escolha de sabedoria ou da loucura, pois não importa o que nós escolhemos, podemos escolher um modo de vida, que, em seguida, determina em grande medida, todas as nossas escolhas futuras.

    O versículo 12 tem sido descrito como "talvez a mais forte expressão do individualismo na Bíblia." Como este versículo está no texto hebraico, que certamente não enfatizar as consequências pessoais da escolha de sabedoria ou da loucura. É interessante notar que a Septuaginta tem a leitura ampliada: "Se tu és sábio, tu és sábio para os vizinhos", o que certamente indica um motivo maior para a busca da sabedoria de vantagem pessoal seria. Pode-se argumentar que tanto a sabedoria ea loucura ter consequências muito além da única pessoa envolvida, e com razão. No entanto, enquanto nós, eventualmente, conceber uma pessoa carrega sozinho os resultados de sua loucura, é pouco provável que os benefícios de sua sabedoria poderia ser auto-suficiente.Na verdade, como poderia tal egoísmo realmente ser a sabedoria?

    B. A convite da Loucura (9: 13-18)

    13 A mulher tola é alvoroçadora;

    Ela é simples, e nada sabe.

    14 E ela está sentado à porta de sua casa,

    Em uma cadeira, nas alturas da cidade,

    15 Para chamar aos que passam,

    Quem vai para a direita em suas formas:

    16 Quem é simples, volte-se para cá;

    E, como para ele que é falto de entendimento diz-lhe:

    17 As águas roubadas são doces,

    E o pão comido às ocultas é agradável.

    18 Mas ele não sabe que ali estão os mortos;

    Que os seus convidados estão nas profundezas do Seol.

    É imediatamente evidente que a personalidade ou o poder descrito nesta seção é muito abaixo da grandeza que circunda a sabedoria como descrito nos versos Pv 9:1-6 . A mulher tola (v. Pv 9:13) é, obviamente, o contrário da sabedoria, para que ela não é qualquertolo mulher (como no RSV), mas é loucura personificada. O hebraico feminino forma, kesiluth , "loucura", é encontrado somente aqui no Antigo Testamento. A construção aqui não é, provavelmente, "uma mulher de loucura", mas uma forma de cananeu antigo que indica uma personificação da loucura. Talvez "a mulher Estupidez" está perto da intenção do homem sábio.

    O homem sábio novamente descreve loucura dentro dos contornos da prostituta típico. Sua aparência muito para fora e atos trair o vazio interior que seja sua situação, um vazio que se torna cada vez maior à medida que ela se vende para o uso daqueles cujo vazio interior encontra expressão no nível animal de seu relacionamento com eles. Assim também, a loucura é "violento, ignorante e sem vergonha" (v. Pv 9:13 , Scott), tolo o suficiente se a acreditar que é seus "encantos", que ela desfiles em lugares públicos que atraem os homens para ela, quando em vez disso, é a sua própria loucura que faz com que ceder a sua publicidade tolo e tentações fúteis! A loucura de quem deu a loucura é vividamente visto no fato de que, embora o convite de loucura é idêntico ao da sabedoria, loucura tem apenas pão e água para oferecer em contraste com a carne e vinho que a sabedoria se espalhou sobre a mesa. As águas roubadas pode ser uma frase estranha para aqueles de nós que estão acostumados a simplesmente ligar torneiras para aparentemente sempre presente água; mas em uma parte desértica do mundo, como aquele em que o sábio morava, a água era frequentemente vendidos e, portanto, estava sujeito a ser roubado. Em sua falsa alegação de que águas roubadas são doces, eo pão comido às ocultas é agradável (v. Pv 9:17 ), loucura tenta fazê-la oferenda atraente ao sugerir algo misterioso e, portanto, atraente sobre eles. Meias-verdades ainda são os materiais básicos utilizados em propagandas enganosas! A verdade completa o homem insensato não aprende até que ele cedeu o lugar a cortejar fatal da loucura, e então é tarde demais: "Mal ele sabe que os homens mortos estão dentro, os convidados de Death" (Moffatt, v. Pv 9:18 ).


    Wiersbe

    Comentário bíblico expositivo por Warren Wendel Wiersbe, pastor Calvinista
    Wiersbe - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
    1. O terceiro chamado da sabedoria — à vida (Pv 9:0), mas, no fim, ele leva à morte e ao inferno. Veja Tia-go 1:13-15.

      Esses são os convites que enca-ramos nesta vida. Podemos escutar a sabedoria e desfrutar salvação, prosperidade verdadeira e vida, ou dar ouvidos à insensatez (tentação e pecado) e vivenciar condenação, pobreza e morte. Antes de encerrar esse estudo, há várias lições práticas que devemos observar.

      1. As decisões não podem ser evitadas

      "A decisão determina o destino." Es-colhemos o caminho da sabedoria ou o da insensatez, não podemos adiar nem evitar essa decisão. Esco-lher um caminho significa rejeitar o outro e vice-versa. Qual deles você decidiu seguir?

      1. O pecado sempre é sedutor

      A insensatez faz tudo que pode para tornar o pecado sedutor. Ela nun-ca revela sua verdadeira natureza, nunca diz que sua casa é o cami-nho para o inferno. A única forma de perceber a insensatez é caminhar com sabedoria; leia com atençãoPv 2:10-20. É difícil a in-sensatez enganar os que caminham com sabedoria e obedecem à Pala-vra do Senhor.

      1. O julgamento demora

      O simples, o louco e o néscio pen-sam que estão seguros quando rejei-tam a sabedoria, porque nada desas-troso acontece de imediato. Todavia, no fim, o julgamento os alcançará. "Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6:7).

      1. Satanás apela para a carne

      Esses capítulos deixam claro que a "vil mulher" (ou "mulher estrangeira") apela para os apetites do jovem. Ela diz-lhe que ele pode usar seu corpo como quiser e não sofrerá por causa disso. No entanto, Pv 5:1-20 deixa claro que o pecado sexual tem resultados trágicos tanto para o cor-po como para a alma. Nesses dias de imoralidade flagrante (em filmes, televisão, música, propaganda, etc.), é importante que as pessoas, jovens e idosas, mantenham o coração e a mente puros.

      1. Deus continua a chamar

      O Espírito de Deus continua a cha-mar pelo tempo que as pessoas es-cutarem. Mas os pecadores ensurde-cem para a Palavra do Senhor quan-do se recusam a obedecer. "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração" (He 3:0,1Co 1:30) e recebe, por meio da Palavra dele, sabedoria para a vida diária. Nesses três capítulos, Salomão exorta os jovens (repete seis vezes a expressão "Filho meu") a agarrar-se à sabedoria divina por causa das bênçãos que ela trará para a vida deles. Claro que essa instru-ção aplica-se a qualquer pessoa que a escute e lhe obedeça.


    Russell Shedd

    Comentários da Bíblia por Russell Shedd, teólogo evangélico e missionário da Missão Batista Conservadora.
    Russell Shedd - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
    9.1 Sete. É o número da perfeição. A casa da sabedoria está bem fundamentada, pois se baseia na verdade eterna. Talvez as sete colunas são os sete conceitos que formam a sabedoria, todos os quais se mencionam neste livro. São a Instrução, o Conselho, e o Ensino (para espalhar a Sabedoria); o Entendimento, a Inteligência e o Conhecimento (para receber a Sabedoria); a Prudência (para aplicar a Sabedoria). Estas palavras, sendo chaves para entender este livro, receberão notas separadas.

    9.2 Arrumou a sua mesa. Conforme 23.5

    9.3 Convida. Não é estranha a ilustração do convite feito por Deus, ou Cristo, ou, em nosso caso, pela Sabedoria, para participação na sua mesa (conforme a parábola da grande ceia,Lc 14:15-42, e da bodas Mt 22:1-40). Quem aceita este convite são criados (conforme Mt

    22.3 "seus servos").

    9:7-9 O insensato fica ofendido ao receber a correção, mas o sábio sempre tem desejo de aprender e de se aperfeiçoar. "Ao que tem se lhe dará, ao que não tem, até a que tem lhe será tirado" (Mt 25:14-40). Cada um decide por si mesmo (12; Ap 22:11).

    9.10 O temor do Senhor. É repetido o tema geral (conforme 1.7).

    9:13-18 O convite da insensata. Esta parábola está em antítese com a anterior. Também há convite, mas para pecar, e os que aceitam está sedução verão a morte (18).
    9.17 Águas roubadas... pão comido às ocultas. Deleites proibidos apetecem.

    9.18 Inferno. Heb sheôl. Basicamente, no hebraico do Antigo Testamento, quer dizer a moradia dos mortos, nada se indagando sobre o seu futuro eterno, já que os hebreus eram mais interessados em conhecer Deus na terra e em obedecer-lhe, do que especular sobre os pormenores do Além. Só quando Jesus veio pregar a mensagem da salvação eterna, que também ficou clara a doutrina de castigo eterno dos que se rebelassem contra o amor de Deus, a qual inclui claramente o partido de Satanás (Jo 3:16-43; Mc 9:44-41; Ap 20:10-66).


    NVI F. F. Bruce

    Comentário Bíblico da versão NVI por Frederick Fyvie Bruce, um dos fundadores da moderna compreensão evangélica da Bíblia
    NVI F. F. Bruce - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
    f)    Dois convites e os seus resultados (9:1-18)

    v. 1-6. O apelo final da sabedoria é formulado em forma de um convite para uma festa, aberta a todos, em termos que lembram a parábola de Jesus (Lc 14:16-42). Em oposição a isso, há um apelo final da sua rival, a insensatez (“senhora Estupidez”, NEB) com exatamente o mesmo convite (v. 16) mas resultados totalmente pervertidos. Em vez da comunhão franca e aberta da refeição compartilhada com sabedoria (v. 5), há uma conspiração secreta do v. 17, roubada talvez sugerindo que o mal é parasítico do bem; até mesmo os prazeres do pecado dependem da boa criação de Deus para proporcionarem o prazer que possam dar.

    v. 13. sedução-, o termo hebraico é traduzido por diversas palavras nas diferentes versões. BJ: “ingênua”; ARA: “ignorante”;

    “libertina” (RSV) segue um texto emendado; “simples” (VA, ACF) segue o TM, usando a mesma palavra para as suas vítimas. Ela não é melhor do que elas.
    Entre esses dois convites, estão intercalados dois tipos de pessoas. O zombador] 1.22; 3,34) reaparece em toda a sua intolerância à correção, tendo como companheiro o ímpio (3.33), que reage a argumentos com violência. Ao contrário disso, está o homem sábio (v. 9) que aprende e prospera.

    O v. 12 é um lema sensato — você é o mais afetado pelas suas atitudes.


    Moody

    Comentários bíblicos por Charles F. Pfeiffer, Batista
    Moody - Comentários de Provérbios Capítulo 1 do versículo 1 até o 18

    INTRODUÇÃO

    A Doutrina dos Provérbios. A essência do Livro dos Provérbios é o ensino da moral e dos princípios éticos. A peculiaridade deste livro é que ele ensina principalmente por meio de contrastes. Especialmente dignos de nota são os capítulos 10-15, onde quase todo versículo distingue-se pela palavra "mas".

    Na primeira seção, os capítulos 1-9, também foram empregados contrastes entre o bem e o mal. O bem nesta seção está indicado por diversas palavras sabedoria, instrução, entendimento, justiça, juízo, eqüidade, conhecimento, discernimento, saber, conselhos – mas especialmente sabedoria, que aparece dezessete vezes nesta porção e vinte e duas vezes no restante do livro. A bem conhecida declaração de Pv 1:7, "o temor do Senhor é o princípio do saber", repetida no final da seção (Pv 9:10) pode ser considerada o tema do livro. Esta declaração reaparece ao pé da letra (com as cláusulas invertidas) no alfabético Sl 111:10, e em forma quase idêntica no clímax do capítulo 28 de Jó, o qual descreve em forma altamente poética a busca da sabedoria.

    Peculiar a esta seção de Provérbios é a personificação da sabedoria como se fosse uma mulher. Pela primeira vez aparece em Pv 3:15. Pv 7:4 abre o caminho à personificação: "Dize à sabedoria: Tu és minha irmã". Ela se completa nos capítulos Pv 8:1 e 9, onde a Sabedoria convida os tolos a participarem de sua festa. Só em Provérbios e só nesta primeira parte a sabedoria foi assim personificada.

    É essencial à compreensão desta primeira parte que se reconheça esta personificação. Considerando que "sabedoria" em hebraico é um substantivo feminino, é natural e prontamente personificada em uma mulher. Mais do que isto, o autor aqui contrasta a "sabedoria", uma mulher virtuosa, com a prostituta, a mulher estranha. E tal como a sabedoria representa todas as virtudes, provavelmente a mulher estranha tipifica e inclui todo o pecado.

    O contraste é estudado e artístico. A Sabedoria clama nas ruas (Pv 8:3). Seu convite é: "Quem é simples, volte-se para aqui" (Pv 9:4,Pv 9:18), faz um convite idêntico: "Quem é simples, volte-se para aqui" (Pv 9:16), na jurisprudência (1Rs 31:1, a doutrina é apresentada quase que exclusivamente através de versículos isolados. Através do capítulo 15, o ensino é feito por meio de contraste, indicado por um 'irias" no meio de quase todos os versículos. Subseqüentemente há paralelos de idéias mais freqüentes que os contrastes. Esta seção cobre uma larga escala de assuntos e torna difícil fazer um esboço. O ponto de vista, contudo, é bastante consistente. Salomão faz um contraste entre a sabedoria e a loucura. E, como na Seção l, não é a inteligência versus a estupidez; é a sabedoria moral versus o pecado. Nesta seção a sabedoria não está personificada, mas os mesmos sinônimos da Seção I foram usados aqui em se tratando dela – entendimento, justiça, instrução. O louco também tem o seu paralelo: o zombador, o preguiçoso, o obstinado.

    As seções seguintes (veja Esboço) continua nesta linha. Conforme Toy destaca (Crawford H. Toy, ICC sobre Proverbs, pág. xi), a ética do livro é muito alta. Honestidade, verdade, respeito pela vida e propriedade são os pontos nos quais se insiste. Os homens são aconselhados a exercerem a justiça, o amor, a misericórdia para com os outros. Uma boa vida familiar, com cuidadosa educação das crianças e um alto padrão feminino é o que se reflete.

    Quanto ao aspecto religioso, o Senhor se entende como o autor da moral e da justiça, e o monoteísmo é pressuposto. As referências à Lei e à profecia (Pv 29:18) ao sacerdócio e aos sacrifícios (Pv 15:8; Pv 21:3, Pv 21:27) são poucas, no entanto. O autor fala de si mesmo, inculcando princípios de boa conduta como vindos do Senhor.

    Autoria. O nome de Salomão aparece em três partes do livro - Pv 1:1;

    COMENTÁRIO

    1. O Tributo de Salomão à Sabedoria, o Temor do Senhor.

    2. 1:1 - 9:18.


    Francis Davidson

    O Novo Comentário da Bíblia, por Francis Davidson
    Francis Davidson - Comentários de Provérbios Capítulo 9 do versículo 1 até o 18
    o) Sumário das Treze lições (Pv 9:1-20). Uma vez mais personificada, a Sabedoria é vista agora como uma graciosa anfitriã. Tem havido muita especulação sobre as sete colunas (1). Têm-nas feito representar coisas tão diversas como os sete dias da criação, as sete artes liberais, e até mesmo os primeiros sete capítulos do livro de Provérbios (ver a lista em Toy, I. C. C., Proverbs, pág. 185). Toy e outros argúem que não existe significado especial no número sete, que talvez tivesse sido o número comum de colunas no estilo de casas daquele período. Tal casa, entretanto, só recentemente foi encontrada-casa do festival de Ano Novo de Senaqueribe. (Referência feita por A. Baumgartner, em The Old Testament and Modern Study, editado por H. H. Rowley, pág. 215 e segs.). Seguindo uma indicação dada por A. D. Power (Sidelights on the Book of Proverbs), possivelmente poderíamos pensar nas sete colunas como conhecimento, Discrição, Sabedoria Sã, Prudência, Conselho, Instrução e Entendimento. Cada um desses atributos ocorre freqüentemente no livro; cada qual é uma faceta ou manifestação da sabedoria, compreendida nela, mas não a exaurindo; cada qual uma coluna na qual a casa da Sabedoria se apóia.

    No interior de sua casa a Sabedoria preparou um magnificente banquete (2), e despachou suas criadas para que convidassem os hóspedes (3). Ela mesma sai a convidar quem queira vir a seu banquete (3-6). Há um lugar especial para o simples sem instrução e para o ignorante (4); ainda podem receber a vida e o entendimento (6). Deixai os insensatos (6) seria melhor traduzido como "Deixai, ó simples". Estes estão sendo chamados para fazer uma decisão definitiva. A Septuaginta, entretanto, se aproxima mais de certas versões: "Deixai a insensatez". Há uma evidente conexão entre esta Grande Ceia e a descrita em Lc 14:16 e segs.

    Segue-se um comentário, feito ainda pela própria Sabedoria, que é possível impressionar os zombadores mediante um convite tal como aquele que ela estava fazendo aos simples. O contraste, nos vers. 7-9, não é entre os convidados e os não convidados para o banquete mas entre as reações dos escarnecedores e dos homens que se deixam ensinar para com a santa disciplina proporcionada pela Sabedoria. Isso, igualmente, é um elemento no ensino de nosso Senhor (cfr. Mt 7:6). Ver também Pv 1:4-20 e Pv 1:22 e o comentário ali. O vers. 10, com sua repetição do lema do livro (Pv 1:7), apresenta a razão para essa diferença nas reações. A sabedoria principia com o temor de Deus; o cínico escarnecedor, portanto, nunca pode aprender.

    >Pv 9:13

    2. A FESTA DA LOUCURA (Pv 9:13-20). A loucura também é personificada -como uma meretriz. Desavergonhadamente, ela convida os simples para sua festa. Ela torna seu convite tão geralmente conhecido como faz a Sabedoria (cfr. vers. 14-15 com os vers. 3-4). Mas, enquanto que a Sabedoria oferece um verdadeiro banquete, preparado por ela mesma (5), a Loucura oferece uma pobre refeição, furtada, ilícita e clandestina (17), e seus hóspedes se encaminham para sua morte (18).

    A mulher louca (13); lit., "uma mulher de desatino". Em lugar de simples, ler "simplicidade". O desatino é a própria simplicidade em sua pior forma, sem qualquer senso moral. Quanto a não sabe cousa alguma (13) parece melhor seguir o prof. D. Winton Thomas (Journal of Theological Studies New Series, vol. 4, 1953, pág. 23 e segs.) e traduzir "e está sempre desassossegada". Ver 5.6 n. No vers. 18, inferno é, seol, ou "sepultura".

    Podemos notar que os convites, tanto da Sabedoria como da Loucura, são dirigidos aos simples e ignorantes (Pv 4:16). Os sábios, embora possam ainda crescer em Sabedoria (8-9), e os escarnecedores (7) não necessitam de convite.


    Dicionário

    Misturado

    adjetivo Que está confusamente ajuntado a outras coisas; misto.
    Adicionado.
    Associado.
    Etimologia (origem da palavra misturado). Particípio de misturar.

    adjetivo Que está confusamente ajuntado a outras coisas; misto.
    Adicionado.
    Associado.
    Etimologia (origem da palavra misturado). Particípio de misturar.

    Paô

    substantivo masculino [Brasil] Ave, do tamanho de pomba, negra, mas com o peito vermelho.

    substantivo masculino [Brasil] Ave, do tamanho de pomba, negra, mas com o peito vermelho.

    substantivo masculino [Brasil] Ave, do tamanho de pomba, negra, mas com o peito vermelho.

    Pão

    Em todos os tempos, mesmo nos maisremotos, foi o pão o principal alimento dos hebreus. Trigo e cevada, ou em separado, ou juntamente com outros grãos ou legumes, eram triturados ou pisados no pilão – misturava-se depois a farinha, com água, podendo deitar-se-lhe um pouco de sal, e por fim era cozida. Mais tarde começou a usar-se o fermento e substâncias aromáticas. Para fazer pão, amassava-se a farinha em gamelas, com as mãos ou com os pés, como os árabes ainda hoje fazem (Gn 18:6). A amassadura era, algumas vezes, feita numa peça circular de couro, que facilmente podia ser levantada e levada de terra em terra, como convinha a um povo nômade. Davam, às vezes, ao pão a forma de um bolo muito delgado, outras vezes tinha a espessura de um dedo. o processo de cozer o pão era rápido. Todas as manhãs era moído o trigo, e até se fazer o pão decorriam vinte minutos. Este era o pão asmo, que somente se usava em caso de necessidade (Gn 19:3), ou para fins cerimoniais. o pão fermentado requeria mais tempo, por causa da fermentação. Um pouco de massa do dia anterior era dissolvida em água, e com isto se misturava a farinha, sendo depois tudo bem amassado. Esperava-se, então, que a massa estivesse completamente levedada. o A.T. refere-se a três diferentes métodos de cozer o pão. Em 1 Rs 19.6 lê-se: ‘olhou ele e viu, junto à cabeceira um pão cozido sobre pedras em brasa.’ Este é, ainda hoje, o processo seguido pelos árabes. Sobre lajes acendia-se o lume com palha, ramos secos, e esterco de camelo. Quando a pedra estava bem quente, as cinzas eram removidas, sendo depois os bolos da massa postos sobre as pedras quentes, e as cinzas trazidas outra vez para o seu lugar. Passados alguns minutos, eram as cinzas novamente retiradas mas simplesmente pelo tempo necessário para se voltar o pão. Nas cidades havia padarias, havendo uma classe de padeiros profissionais. Mas geralmente possuía cada casa o seu próprio forno, que era um grande vaso de barro, no fundo do qual se acendia o lume. Quando estava aquecido, os pães era cozidos tanto na parte interior como na parte exterior daquele fogão. Nas pequenas povoações fazia-se uma cova no chão, revestindo-se o fundo e as paredes com uma camada de barro, a qual, com o fogo, se tornava dura e macia – a parte mais baixa oferecia boas condições de aquecimento para receber a massa para o pão. Em geral eram as mulheres que se ocupavam neste trabalho, mas os profissionais eram sempre homens. Em Jerusalém havia um bairro onde se fabricava o pão (Jr 37:21). (*veja Pão asmo.)

    Esse pão que, na prece do Pai Nosso, Jesus ensina-nos a pedir ao Criador, não é, pois, apenas o alimento destinado à mantença de nosso corpo físico, mas tudo quanto seja indispensável ao crescimento e perfectibilidade de nossa consciência espiritual, o que vale dizer, à realização do reino dos céus dentro de nós.
    Referencia: CALLIGARIS, Rodolfo• O Sermão da Montanha• 16a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - O Pai Nosso

    [...] O pão é o alimento do corpo e a prece é o alimento da alma.
    Referencia: PERALVA, Martins• Mediunidade e evolução• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1987• - cap• 15

    O pão do corpo significa amor, trabalho e sacrifício do lavrador. O pão do espírito constitui serviço, esforço e renúncia do missionário do bem.
    Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Dicionário da alma• Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -


    Pão
    1) Alimento feito de farinha, água e fermento e assado no forno (Jo 6:9)

    2) Alimento (Gn 3:19). 3 Alimento espiritual (Jo 6:31-35).

    Pão Alimento feito com farinha de cevada ou trigo e levedura. Às vezes, sua forma recordava a de uma pedra (Mt 4:3; 7,9; Lc 4:3; 11,11) e constituía o alimento básico da população judaica na época de Jesus (Mc 3:20; Lc 11:5; 14,15; 15,17).

    Compartilhar o pão significava a união dos que o comiam e, precisamente por isso, tinha conotações religiosas (Mt 14:19; 26,26; Mc 6:41; 14,22; Lc 9:16; 22,19; Jo 6:11; 13,18).

    Deus provê seus filhos do necessário pão cotidiano (Mt 6:11; Lc 11:3) e nesse sentido devem ser entendidos os milagres da multiplicação dos pães (Mt 14:13-21; 15,32-38). Também lhes proporciona o pão espiritual (Mt 14:20; Lc 22:16) — o próprio Jesus (Jo 6:35-47). A tendência é interpretar historicamente esta última passagem e à luz tanto da instituição da Nova Aliança (Mt 26:26 e par.) como da Eucaristia. O contexto parece indicar melhor que Jesus se refere a ele próprio e ao seu ensinamento que deve aceitar quem deseja ser seu discípulo (Jo 6:60ss.).


    Vinho

    substantivo masculino Bebida alcoólica resultante da fermentação da uva sob efeito de certas leveduras.
    Essa bebida feita pela fermentação do sumo de outras frutas.
    Licor análogo, que se extrai de certas plantas.
    Coloração da uva ou cor do vinho tinto.
    Copo, cálice ou garrafa de vinho: comprei dois vinhos ontem.
    Figurado O que causa embriaguez; bebedeira: o vinho do seu sorriso.
    adjetivo Que tem a cor do vinho; roxo, arroxeado: vestido vinho.
    Diz-se dessa cor: seu vestido era vinho.
    expressão Vinho de mesa. Vinho que se costuma beber às refeições.
    Vinho doce. Vinho feito de uva bem madura, e que possui qualidades muito sacarinas.
    Vinho rascante. Vinho adstringente, que deixa certo travo na garganta.
    Vinho seco. Vinho que não é doce e possui sabor firme e são.
    Vinho tinto. Vinho de cor avermelhada.
    Vinho verde. Vinho ácido, produzido com uvas pouco maduras e pouco doces.
    Etimologia (origem da palavra vinho). Do latim vinum.i.

    o sumo das uvas produzia diversas espécies de vinho. Pisadas as uvas no lagar, corria o sumo para uma cuba. A esse sumo chamavam ‘vinho novo’ – e os judeus bebiam-no nesse estado – mas passado pouco tempo, principiava a fermentação. o vinho fermentado tinha diversos nomes. Algum era pouco melhor do que o vinagre, e formava a bebida comum dos operários, ou dos trabalhadores do campo durante o calor da colheita (Rt 2:14). Foi este o vinho, fornecido em enormes quantidades por Salomão, para os rachadores de lenha no Líbano (2 Cr 2.10). o vinagre que deram ao Salvador, quando estava na cruz (Mc 15:36), era provavelmente a ‘posca’, uma mistura de vinho e água que costumavam dar aos soldados romanos – e o vinho com mirra era uma bebida estupefaciente (*veja 23). o vinho não era somente misturado com água, mas também o aromatizavam algumas vezes (Sl 75:8Pv 9:2-5 – 23.30). o A.T. alude muitas vezes ao vício em que caíram os hebreus e outros povos da antigüidade, bebendo excessivamente, e também faz muitas referências às vergonhosas cenas de orgia por ocasião das festas, no tempo da vindima. igualmente, Belsazar e Xerxes tinham os seus ‘banquetes de vinho’ – Neemias aparece como copeiro de Artaxerxes – e Naum e Habacuque acusaram os ninivitas e os caldeus de serem vergonhosamente desregrados (Na 1.10 – 2.1 – 3.11 – Dn 5:1-2Hc 2:15-16). Em conformidade com estas passagens acham-se muitas vezes exemplificados, nas esculturas assírias, o uso e o abuso do fruto da vide. os profetas do oitavo século antes de Cristo referem-se freqüentemente aos banquetes, nos quais bebiam demasiadamente as classes mais ricas da comunidade. Amós descreve com viveza aquelas orgias dos príncipes de Samaria, que se estendiam sobre as camas de marfim e bebiam vinho por taças (6.4 a 6). oséias escreve que no dia do aniversário natalício do rei, os príncipes se tornaram doentes com a excitação do vinho (os 7:5) – e isaías exclamava (28.1): ‘Ai da soberba coroa dos bêbados de Efraim.’ o mesmo profeta denuncia os habitantes de Jerusalém deste modo: ‘Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice, e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta’ (is 5:11). Jesus Cristo, em Caná da Galiléia, mudou a água em vinho (Jo 2:9-10). Acham-se indicações no N.T. de que o vinho era algumas vezes bebido em excesso: (Jo 2:10At 2:13 – 1 Co 5.11 e 6.10 – Ef 5:18). Paulo (Rm 14:21) sugere a lei da abstinência para o bem-estar dos outros, mas recomenda um pouco de vinho a Timóteo, em vista da sua fraqueza física (1 Tm 5.23). (*veja Videira, Lagar de Vinho.)

    Vinho Bebida alcoólica resultante da fermentação natural do suco de uvas (Pv 20:1); (Ef 5:18).

    Vinho Ver Álcool.

    Strongs

    Este capítulo contém uma lista de palavras em hebraico e grego presentes na Bíblia, acompanhadas de sua tradução baseada nos termos de James Strong. Strong foi um teólogo e lexicógrafo que desenvolveu um sistema de numeração que permite identificar as palavras em hebraico e grego usadas na Bíblia e seus significados originais. A lista apresentada neste capítulo é organizada por ordem alfabética e permite que os leitores possam ter acesso rápido e fácil aos significados das palavras originais do texto bíblico. A tradução baseada nos termos de Strong pode ajudar os leitores a ter uma compreensão mais precisa e profunda da mensagem bíblica, permitindo que ela seja aplicada de maneira mais eficaz em suas vidas. James Strong
    Provérbios 9: 5 - Texto em Hebraico - (HSB) Hebrew Study Bible

    "Vinde, comei do meu pão, e bebei do suco de uva ① que tenho misturado.
    Provérbios 9: 5 - (ARAi) Almeida Revista e Atualizada Interlinear

    950 a.C.
    H1980
    hâlak
    הָלַךְ
    ir, andar, vir
    (goes)
    Verbo
    H3196
    yayin
    יַיִן
    vinho
    (wine)
    Substantivo
    H3898
    lâcham
    לָחַם
    lutar, combater, guerrear
    (and fight)
    Verbo
    H3899
    lechem
    לֶחֶם
    pão
    (bread)
    Substantivo
    H4537
    mâçak
    מָסַךְ
    misturado
    (mixed)
    Verbo
    H8354
    shâthâh
    שָׁתָה
    beber
    (And he drank)
    Verbo


    הָלַךְ


    (H1980)
    hâlak (haw-lak')

    01980 הלך halak

    ligado a 3212, uma raiz primitiva; DITAT - 498; v

    1. ir, andar, vir
      1. (Qal)
        1. ir, andar, vir, partir, proceder, mover, ir embora
        2. morrer, viver, modo de vida (fig.)
      2. (Piel)
        1. andar
        2. andar (fig.)
      3. (Hitpael)
        1. percorrer
        2. andar ao redor
      4. (Nifal) liderar, trazer, levar embora, carregar, fazer andar

    יַיִן


    (H3196)
    yayin (yah'-yin)

    03196 יין yayin

    procedente de uma raiz não utilizada significando efervescer, grego 3631 οινος; DITAT - 864; n m

    1. vinho

    לָחַם


    (H3898)
    lâcham (law-kham')

    03898 לחם lacham

    uma raiz primitiva; DITAT - 1104,1105; v

    1. lutar, combater, guerrear
      1. (Qal) lutar, combater
      2. (Nifal) entrar em batalha, fazer guerra
    2. (Qal) comer, usar como alimento

    לֶחֶם


    (H3899)
    lechem (lekh'-em)

    03899 לחם lechem

    procedente de 3898; DITAT - 1105a; n m

    1. pão, alimento, cereal
      1. pão
        1. pão
        2. cereal usado para fazer pão
      2. alimento (em geral)

    מָסַךְ


    (H4537)
    mâçak (maw-sak')

    04537 מסך macak

    uma raiz primária; DITAT - 1220; v

    1. misturar, mesclar, produzir através da mistura
      1. (Qal) derramar, misturar

    שָׁתָה


    (H8354)
    shâthâh (shaw-thaw')

    08354 שתה shathah

    uma raiz primitiva; DITAT - 2477; v.

    1. beber
      1. (Qal)
        1. beber
          1. referindo-se a beber o cálice da ira de Deus, de massacre, de ações ímpias (fig.)
        2. festejar
      2. (Nifal) ser bebido