Enciclopédia de Josué 21:17-17

Tradução (ARC) - 2009 - Almeida Revisada e Corrigida

Índice

Perícope

js 21: 17

Versão Versículo
ARA Da tribo de Benjamim, deram Gibeão com seus arredores, Gaba com seus arredores,
ARC E da tribo de Benjamim, Gibeom, e os seus arrabaldes, Geba, e os seus arrabaldes;
TB Da tribo de Benjamim, deram Gibeão, com seus arrabaldes; e Geba, com seus arrabaldes;
HSB וּמִמַּטֵּ֣ה בִנְיָמִ֔ן אֶת־ גִּבְע֖וֹן וְאֶת־ מִגְרָשֶׁ֑הָ אֶת־ גֶּ֖בַע וְאֶת־ מִגְרָשֶֽׁהָ׃
BKJ E da tribo de Benjamim, Gibeão com os seus arredores, Geba com os seus arredores,
LTT E da tribo de Benjamim, deram-lhes Gibeão e os seus arrabaldes, Geba e os seus arrabaldes;
BJ2 Da tribo de Benjamim, Gabaon e suas pastagens; Gaba e suas pastagens,
VULG De tribu autem filiorum Benjamin, Gabaon, et Gabæ,

Referências Cruzadas

As referências cruzadas da Bíblia são uma ferramenta de estudo que ajuda a conectar diferentes partes da Bíblia que compartilham temas, palavras-chave, histórias ou ideias semelhantes. Elas são compostas por um conjunto de referências bíblicas que apontam para outros versículos ou capítulos da Bíblia que têm relação com o texto que está sendo estudado. Essa ferramenta é usada para aprofundar a compreensão do significado da Escritura e para ajudar na interpretação e aplicação dos ensinamentos bíblicos na vida diária. Abaixo, temos as referências cruzadas do texto bíblico de Josué 21:17

Josué 9:3 E os moradores de Gibeão, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai,
Josué 18:24 e Quefar-Amonai, e Ofni, e Gaba: doze cidades e as suas aldeias.
I Crônicas 6:60 e da tribo de Benjamim, Geba, e os seus arrabaldes, e Alemete, e os seus arrabaldes, e Anatote, e os seus arrabaldes; todas as suas cidades, pelas suas famílias, foram treze cidades.

Mapas Históricos

Os mapas históricos bíblicos são representações cartográficas que mostram as diferentes regiões geográficas mencionadas na Bíblia, bem como os eventos históricos que ocorreram nesses lugares. Esses mapas são usados ​​para contextualizar a história e a geografia das narrativas bíblicas, tornando-as mais compreensíveis e acessíveis aos leitores. Eles também podem fornecer informações adicionais sobre as culturas, as tradições e as dinâmicas políticas e religiosas das regiões retratadas na Bíblia, ajudando a enriquecer a compreensão dos eventos narrados nas Escrituras Sagradas. Os mapas históricos bíblicos são uma ferramenta valiosa para estudiosos da Bíblia e para qualquer pessoa que queira se aprofundar no estudo das Escrituras.

AS CIDADES LEVÍTICAS E AS CIDADES DE REFÚGIO

Como parte do processo de distribuição territorial, membros da tribo de Levi viajaram a Siló, onde a questão de sua herança foi tratada à parte e detalhadamente. Levi não recebeu nenhuma porção determinada e independente de terra tribal (Js 13:14-33; 14.36,4; 18.7; cp. Js 21). Em vez disso, um total de 48 cidades e respectivas pastagens ao redor foram dadas aos levitas mediante sorteio e ocupadas de acordo com suas linhagens (Is 21:41; cp. Nm 35:7). As genealogias bíblicas atribuem três filhos a Levi: Gérson, Coate e Merari (Gn 46:11; Ex 6:16; Nm 3:17-26.57; 1Cr 6:16-23.6). Contudo, como a genealogia de Coate incluía Arão e Moisés, o registro bíblico se aprofundou na denominada "linhagem araônica" e lhe concedeu status sacerdotal mais elevado (1Cr 6:2-15). Como consequência, a narrativa de losué 21 e o texto sinótico de 1 Crônicas 6 dividiram os levitas em quatro famílias identificáveis, em vez de três, e a classificação das cidades foi feita basicamente no sentido horário, começando em Judá:

Uma análise do mapa deixa claro que algumas cidades levíticas estavam situadas em território que ficava fora da área controlada permanentemente por Israel e que só veio a ser dominado pelos israelitas na época de Davi e Salomão (e.g., Gezer, Taanaque, Ibleão, Naalal e Reobe [Jz 1]). Além disso, umas poucas cidades levíticas situadas dentro da área controlada permanentemente por Israel não revelam indícios arqueológicos claros de ocupação antes da época da monarquia israelita (e.g., Gola, Mefaate, Hesbom, Estemoa [?]) 16 Isso talvez indique uma propensão editorial por detalhes e por registro de dados do tipo que se vê claramente no período monárquico. Ou, à semelhança da distribuição territorial encontrada logo antes, nos capítulos 13:19, essa lista de cidades reflita talvez uma perspectiva ideal/ utópica daquilo que, em termos abstratos, foi atribuído às várias tribos e no devido tempo iria ocorrer na nação de Israel.161 Em vista do papel central e influente dos sacerdotes, em particular na história pré-monárquica de Israel, é talvez surpreendente que algumas cidades ligadas a atividades sacerdotais de uma época mais antiga não tenham sido identificadas como cidades levíticas e não tenham sido incluídas nessa lista. Lugares excluídos foram, por exemplo, Betel (Gn 12:8-35.
7) e Berseba (Gn 26:23), que são os primeiros lugares citados nos textos bíblicos em que os patriarcas de Israel erigiram altares em Canaa e adoraram lahweh. Gilgal (Js 4:19), Siló (Js 18:1-19.51; Jz 18:31-1Sm 2.14b; 4,4) e Betel (Jz 20:26), locais em que a arca da alianca esteve abrigada no Israel antigo, estão ausentes da lista. Também faltam Ramá e Mispá de Benjamim (1Sm 7:15-17), locais associados ao vidente Samuel, que ofereceu sacrifícios pelo povo de Israel (1Sm 9:9), ungiu Saul e Davi (1Sm 10:1-16.
13) e desempenhou um papel pioneiro na ordem eclesiástica pré-monárquica de Israel (1Sm 7:9-9.13 10:8-16:1-5). Por fim, seis cidades levíticas também foram separadas para serem "cidades de refúgio/asilo" (Is 20:2; Nm 35:6). Essa era uma terra em que a justiça era, em grande parte, ministrada no nível local. O derramamento de sangue "profanava a terra" e requeria vingança (Nm 35:33-34) - a qual era de responsabilidade do parente mais próximo ou então de um representante dos anciãos de determinada cidade, designado "vingador do sangue" (Nm 35:12; Dt 19:6-12; Js 20:3-5,9). 162 Por isso, era preciso também tratar da questão de proteger quem era realmente inocente. Começando já na legislação sinaítica, Israel mantinha uma clara distinção entre assassínio premeditado (Êx 21.12,14,15) e homicídio inocente (Èx 21.13). Como consequência, nesse aspecto a lei cuidou de criar um "espaço seguro" (Nm 35:6-9- 15; Dt 4:41-43; 19:1-10), que eram essas seis cidades que Josué separou para ministração da justiça no caso de homicídio acidental (bishgaga, "por engano") ou sem intenção (bli-daat, "sem conhecimento"). A pessoa responsável pelo homicídio tinha acesso à justiça. Uma vez que todos esses seis lugares eram cidades levíticas, ocupadas por aqueles incumbidos dos deveres sacerdotais de adoração e instrução na lei (Nm 1:47- 54; 3:5-10; Dt 10:8-33:8-10), é razoável supor que os ensinos da aliança sinaítica a respeito do assunto tenham sido conhecidos e praticados naqueles lugares. Três cidades de refúgio foram escolhidas em ambos os lados do rio Jordão, localizadas em pontos de fácil acesso. Os seis locais, dentro de regiões diferentes sob o controle de Israel (Js 20:7-9), propiciavam acesso razoavelmente igual para todas as tribos (v. a localização de Quedes (T. Qedesh), em Naftali; Siquém (T. el-Balata), em Manassés do Oeste; Hebrom (j. er-Rumeida), em Judá; Gola (Sahm el-Jaulan), em Manassés do Leste; Ramote-Gileade (T. ar-Ramith), em Gade; e Bezer (Umm al-'Amad), em Rúben].

AS CIDADES LEVÍTICAS E AS CIDADES DE REFÚGIO
AS CIDADES LEVÍTICAS E AS CIDADES DE REFÚGIO

PALESTINA - TERRA PREPARADA POR DEUS

FRONTEIRAS TEOLÓGICAS
Muito embora mais de um texto bíblico trate das fronteiras de Israel, continuam existindo perguntas importantes sobre a localização de três das quatro fronteiras. Talvez um ponto de partida adequado para uma análise dessas fronteiras seja o reconhecimento de que, com frequência, elas eram estabelecidas pelos acidentes topográficos naturais: o mar Morto, o mar da Galileia, o Mediterrâneo, as principais montanhas e rios etc. Isso sugere que, nas descrições de fronteiras, muitos segmentos menos conhecidos também poderiam estar situados em pontos geográficos naturais. A abordagem a seguir incluirá uma descrição de pontos definidos, uma análise de pontos de referência menos conhecidos, embora importantes, e algum exame das questões envolvidas. Cada segmento culminará com um sumário de para onde os dados parecem apontar.

FRONTEIRA OESTE
(Nm 34:6; Js 15:4-16.3,8; 17.9; 19.29; cf. Ez 47:20-48.
1) Felizmente a fronteira oeste não apresenta nenhum problema de identificação. Começando no extremo norte da tribo de Aser (Js 19:29) e indo até o extremo sul da tribo de Judá (s 15.4), ela se estende ao longo do Grande Mar, o Mediterrâneo.

FRONTEIRA NORTE
(Nm 34:7-9; cp. Ez 47:15-17;48.1-7) Vistos como um todo, os textos bíblicos indicam que, partindo do Mediterrâneo, a fronteira bíblica se estendia para o leste numa linha que ia até Zedade, passando pelo monte Hor e Lebo- -Hamate. Continuando por Zifrom, a linha ia até Hazar-Ena, de onde virava rumo à fronteira de Haurá. Desses lugares, é possível identificar apenas dois com segurança, e ambos estão situados na margem do deserto sírio/oriental. Zedade devia se localizar na atual Sadad, cerca de 65 quilômetros a leste do Orontes e 105 quilômetros a nordeste de Damasco, a leste da estrada que hoje liga Damasco a Homs. Sem dúvida, Haura se refere ao planalto que se estende para leste do mar da Galileia e é dominado pelo Jebel Druze (na Antiguidade clássica, o monte Haura era conhecido pelo nome Auranitis). O nome Haura, como designativo dessa região, é atestado com frequência em textos neoassírios já da época de Salmaneser III;° aliás, Haura se tornou o nome de uma província assíria? próxima do território de Damasco, conforme também se vê em textos de Ezequiel. Devido a essas duas identificações, é razoável procurar os locais intermediários de Zifrom e Hazar-Ena ao longo do perímetro da mesma área desértica. Com base no significado do nome hebraico ("aldeia de uma fonte"), o local de Hazar-Ena é com frequência identificado com Qaryatein, um oásis luxuriante e historicamente importante.21 Depois desse ponto, o curso exato da fronteira norte se torna questão incerta. Existem, no entanto, várias indicações que, combinadas, dão a entender que essa fronteira pode ter correspondido a um limite claramente estabelecido na Antiguidade. Primeiro, deve-se identificar o local de Lebo-Hamate22 com a moderna Lebweh, cidade situada na região florestal da bacia hidrográfica que separa os rios Orontes e Litani, cerca de 24 quilômetros a nordeste de Baalbek, junto à estrada Ribla-Baalbek. O local é atestado em textos egípcios, assírios e clássicos23 como uma cidade de certa proeminência. Situada entre Cades do Rio Orontes e Baalbek, Lebo-Hamate ficava num território geralmente reconhecido na Antiguidade como fronteira importante no vale de Bega (1Rs 8:65-1Cr 13 5:2Cr 7.8). Segundo, em vez de Lebo-Hamate, Ezequiel (Ez 47:16) faz referência a Berota, uma cidade que, em outros textos, está situada no centro do vale de Bega' (2Sm 8:8) e, conforme geralmente se pensa, deve ser identificada com a moderna Brital, localizada logo ao sul de Baalbek. Contudo, Ezequiel detalha que Berota fica "entre o território de Damasco e o território de Hamate", i.e., na fronteira entre os dois territórios (2Rs 23:33-25.21 afirmam que Ribla [Rablah] está localizada "na terra de Hamate"). Parece, então, razoável supor que Ezequiel estava descrevendo esse trecho da fronteira norte de Israel de uma maneira que correspondia bem de perto a uma zona tampão, internacionalmente reconhecida em sua época. O livro de Números situa a fronteira norte entre Lebo-Hamate e o Mediterrâneo, especificamente no monte Hor, um acidente geográfico que não é possível identificar definitivamente, mas que deve se referir a um dos montes mais altos do maciço do Líbano ao norte, entre Lebweh e o mar. Vários desses montes elevados, tanto no interior (Akkar, Makmel, Mneitri, Sannin) quanto junto ao litoral (Ras Shakkah), têm sido identificados com o monte Hor mencionado na Biblia. Embora, em última instância, qualquer sugestão seja especulação, é possível desenvolver fortes argumentos em favor da identificação do monte Hor com o moderno monte Akkar. Primeiro, conforme já mencionado, em outros pontos parece que a fronteira norte seguiu a linha de uma antiga divis natural. O trecho ocidental da mesma divisa se estendia de Homs para oeste, ao longo daquilo que é conhecido pelo nom de depressão Trípoli-Homs-Palmira . Correndo ao longo de boa parte dessa depressão, havia também o rio el-Kabir, que deságua no Mediterrâneo logo ao sul da atual Sumra/Simyra. Essa depressão ficava próxima de um limite estabelecido durante vários períodos da Antiguidade, e constitui hoje em dia a fronteira entre os países modernos da Síria e do Líbano.24 Justaposto a esse vale, na extremidade setentrional do maciço do Líbano, fica o altaneiro monte Akkar. Ao contrário de outros candidatos a monte Hor, o monte Akkar se ergue ao lado dessa divisa que existe desde a Antiguidade. Além do mais, chama a atenção que, em vez de relacionar c monte Hor entre o Mediterrâneo e Lebo-Hamate na fronteira norte, Ezequiel (47.15; 48,1) faz referência ao "caminho de Hetlom", localidade desconhecida, mas que talvez se revele no nome da moderna cidade de Heitela, situada cerca de 37 quilômetros a nordeste de Trípoli e a apenas cerca de 3 quilômetros do rio el-Kabir.25 Devido à localização certa de alguns lugares e à repetida sugestão de que outros lugares poderiam ser associados àquilo que foi uma inquestionável fronteira na Antiguidade, parece possível que a fronteira norte de Israel se estendesse ao longo da extremidade norte dos montes Líbano e Antilíbano, seguindo o curso do rio el-Kabir até as proximidades do lago de Homs e, então, rumasse para o sul pelo vale de Bega até as encostas externas da serra do Antilíbano (a região de Lebo-Hamate). Em seguida, margeando aquela serra, fosse na direção leste até o deserto Oriental (as adiacências de Sadad), de onde basicamente seguia as margens do deserto até a região do monte Haura. Numa primeira leitura, outros textos bíblicos parecem indicar que a fronteira de Israel se estendia até "o grande rio Eufrates" (e.g., Gn 15:18; )s 1.4; cp. Dt 11:24). Um dos problemas na decifração dessa expressão tem a ver com sua verdadeira aplicação: pode-se empregá-la para descrever a fronteira norte de Israel (e.g., Gn 15:18; cp. Ex 23:31) ou a fronteira leste de Israel (e.g., Dt 11:24). Essa ambiguidade tem levado alguns escritores a interpretar a terminologia desses textos não como uma descrição de fronteira, e sim como a idealização de limites territoriais, antecipando a grandeza do reino de Davi e Salomão, quando o controle israelita chegou tão longe quanto o Eufrates (1Rs 4:21-1Cr 18.3; 2Cr 9:26). E possível encontrar base para tal ideia na referência mais expansiva e conclusiva ao "rio do Egito (o braço mais oriental do delta do Nilo) no texto de Gênesis 15, ao passo que o texto de Números 34:5, sobre a fronteira territorial, e o texto de Josué 15.4, sobre a fronteira tribal (cp. Ez 47:19-48.28), mais especificamente limitam aquela fronteira sul ao "ribeiro/uádi do Egito" (u. el-Arish). Outros estudiosos consideram que a descrição mais ampliada de Gênesis 15 tem relação geográfica com o nome da província persa (assíria? "Além do Rio", que designava o território da Palestina e da Síria (cp. Ed 4:10-11,16,17,20; 5.3; 6.6,8; 8.36; Ne 2:7-9; 3.7),26 ao passo que os textos de Números 34 e Josué 15 teriam em mente apenas a geografia da terra de Canaã. Ainda outros estudiosos consideram que as palavras "o grande rio" se refere ao rio el-Kabir, mencionado acima, às quais mais tarde se acrescentou uma interpolação ("Eufrates")27 Afinal, o nome árabe moderno desse rio (nahr el-Kabir) significa "o grande rio" - um nome bem merecido, pois o el-Kabir drena a maior parte das águas das serras litorâneas do Líbano. Nesse cenário final, em meio à realidade política da Monarquia Unida, "o grande rio" pode ter assumido um duplo significado, referindo-se tanto à fronteira norte real de Israel no el-Kabir quanto à fronteira idealizada no Eufrates. De qualquer maneira, o nome Eufrates não consta de textos que descrevem as fronteiras específicas do Israel bíblico.

FRONTEIRA LESTE
(Nm 34:10-12; Js 13:8-23; cp. Ez 47:18) A identificação da fronteira leste ou oriental depende de dois assuntos relacionados: (1) a linha estabelecida para a fronteira norte; (2) a relevância atribuída às batalhas contra Siom e Ogue (Nm 21:21-35). Com relação à fronteira oriental, a localização de todos os lugares mencionados é conjectura, exceção feita ao mar da Galileia e ao rio Jordão. Mas é justamente em relação ao rio Jordão que surge uma questão importante: os territórios a leste do Jordão e no final ocupados pelas tribos de Rúben, Gade e Manassés Oriental ficavam fora ou dentro do território dado a Israel? Em outras palavras, Israel começou a ocupar sua terra quando atravessou o Jordão (Is
3) ou quando atravessou o rio Arnom (Nm 21:13; cp. Dt 2:16-37; Jz 11:13-26)? Muitos estudos recentes adotam a primeira opção, com o resultado de que a fronteira oriental de Israel tem sido traçada no rio Jordão, entre o mar da Galileia e o mar Morto. Entretanto, é possível que essa ideia tenha sofrido grande influência da hinologia crista28 e deva inerentemente abraçar a premissa de que a fronteira oriental do Israel bíblico corresponda à fronteira oriental da entidade conhecida como Canaã. Essa ideia conflita com Josué 22 (esp. v. 9-11,13,32), que é um claro pronunciamento de que as três tribos da Transiordânia fazem parte de Israel e de suas 12 tribos, mas assim mesmo lhes foram dados territórios além da fronteira oriental de Canaã (que termina de fato no rio Jordão). Fazendo nítida distinção com "terra de Canaa" (Js 22:9-10,32), aquelas tribos receberam terras em Basã (Is 13:11-12; 17.1; 20.7; 22.7), em Gileade (Is 13:31-17.
1) e no Mishor ("planalto", Is 13:9-20.8).29 O peso de certos dados bíblicos pode sugerir uma hipótese alternativa, de que a fronteira da terra dada a Israel deveria se estender na direção leste até as margens do deserto Oriental, ficando mais ou menos próxima de uma linha que se pode traçar desde a região do monte Haura (o final da fronteira norte) até o deserto de Quedemote (perto do Arnom), o lugar de onde Moisés enviou espias para Siom, rei de Hesbom (Dt 2:24-26), e que, mais tarde, foi dado à tribo de Rúben (Js 13:18). Três linhas de raciocínio dão apoio a essa hipótese.

1. Deuteronômio 2-3 recapitula as vitórias obtidas contra Siom e Ogue e a entrega do território deles às duas tribos e meia de Israel. Essa entrega incluiu terras desde o Arnom até o monte Hermom, abarcando as terras do Mishor, de Gileade e de Basa até Saleca e Edrei (Dt 3:8; cp. 4.48; Js 13:8-12). Ao mesmo tempo, Deuteronômio 2.12 declara que, assim como os edomitas haviam destruído os horeus a fim de possuir uma terra, Israel de igual maneira desapossou outros povos para ganhar sua herança. Aqui a escolha das palavras é inequívoca e logicamente há apenas duas possíveis interpretações para a passagem: ou é uma descrição histórica daquelas vitórias obtidas contra os dois reis amorreus - Siom e Ogue - ou é uma insercão bem posterior no texto, como uma retrospectiva histórica para descrever o que, por fim, ocorreu na conquista bíblica liderada por Josué. Ora, em Deuteronômio 2.12 a questão não é se expressões pós-mosaicas existem no texto bíblico, mas se esse versículo é uma dessas expressões. Parece que a totalidade desse capítulo apresenta uma defesa bem elaborada que gira em torno de uma clara distinção entre aqueles territórios excluídos da herança de Israel (Edom, Moabe, Amom) e aqueles incluídos em sua herança (Basã, Gileade, Mishor). Nesse aspecto, parece que o versículo 12 afirma que tanto Edom quanto Israel receberam seus respectivos territórios devido à prerrogativa soberana, não à habilidade militar. Por causa disso, identifica-se um claro motivo teológico de por que Israel não deve conquistar terras além de seu próprio perímetro (cp. Jz 11:13-28; 2Cr 20:10; v. tb. Dt 2:20-22 - um êxodo amonita e edomita?). Se esse é o caso, então o versículo 12 é parte da estrutura de toda a narrativa e não pode ser facilmente rejeitado sob a alegação de trabalho editorial. Mas, mesmo que o versículo 12 seja interpretado como inserção posterior, ainda continua havendo uma nítida afirmativa semelhante nos versículos 24:31, os quais normalmente não são considerados inserções posteriores.30 Se a interpretação correta desses versículos é que, no desenvolvimento do tema, os acontecimentos históricos em torno da derrota dos reis Siom e Ogue fazem parte integral da narrativa como um todo, então o versículo 12 é uma declaração totalmente lúcida e clara sobre a fronteira oriental de Israel (Js 12:6).

2. Por determinação de Deus, na designação das cidades de refúgio (Nm 35:9-34; Dt 4:41-43; 19:1-10; Js 20:1-9) e das cidades levíticas (Lv 25:32-33; Nm 35:1-8; Js 21:8-42; 1Cr 6:54-81) levou-se devidamente em conta o território a leste do rio Jordão; no caso das cidades levíticas, dez das 48 estavam situadas em território transjordaniano. Enquanto o território da tribo de Manassés foi dividido como consequência do pedido daquela própria tribo, a herança territorial de Levi foi repartida por ordem divina, uma ideia que parece ilógica e até mesmo absurda caso se devam excluir, da herança de Israel, os territórios a leste do Jordão.

3. As atitudes demonstradas por Moisés (Nm
32) e Josué (Is
22) são consistentes com essa tese. Embora no início Moisés tenha feito objeção quando confrontado com o pedido de herança na Transjordânia, é crucial entender a natureza de sua resposta. Ele destacou que havia sido um esforço nacional que levara ao controle israelita dos territórios orientais; qualquer diminuição de esforço poderia enfraquecer a resolução das tribos restantes e conduzir, em última instância, à condenação divina. Como resultado, Moisés estabeleceu uma pré-condição antes de as duas tribos e meia poderem receber a herança transiordaniana: seus homens armados deviam se juntar aos demais na luta para conquistar Canaã! A preocupação de Moisés não era que isso seria irreconciliável com o plano e propósitos de Deus, mas que houvesse justiça e se evitasse o desânimo. Mais tarde, quando as duas tribos e meia cumpriram o voto e a terra de Canaã foi conquistada, Josué, orientado por Deus, despachou aquelas tribos - com a bênção e a instrução do do Senhor - para a herança que tinham por direito.

E possível que se levante a objeção de que essa hipótese não se harmoniza com Números 34:10-12, em que o rio Jordão claramente demarca a fronteira oriental. Pode-se talvez tratar essa objeção tanto geopolítica quanto contextualmente. Por um lado, é possível argumentar que Números 34 está delineando as fronteiras da terra de Canaã (que no lado oriental se estendia até o Jordão) e não a totalidade da terra dada ao Israel bíblico (v. 2,29). Por outro lado, parece que o contexto de Números 34 se refere à terra que, naquela época, continuava não conquistada, mas que, por fim, seria ocupada pelas restantes nove tribos e meia (v. 2,13-15; cp. Dt 1:7-8). Sendo um objetivo territorial que ainda não tinha sido alcançado na narrativa, aquela área delimitada se contrapunha claramente aos territórios já conquistados e anteriormente controlados por Siom e Ogue (Nm 21), mas agora teoricamente dados às tribos de Rúben, Gade e Manassés Oriental (Nm 32). Por isso, parece que Números 34 descreve um território que ainda devia ser conquistado (Canaã), em contraste com a totalidade do território que Deus dividiu e destinou para ser a herança do Israel bíblico. À luz dessas considerações parece, então, que não há necessariamente nenhuma discrepância entre essa narrativa, outros textos bíblicos relacionados à posição da fronteira oriental e uma hipótese que situa a divisa oriental ao longo da fronteira do grande deserto Oriental.

FRONTEIRA SUL
(Nm 34:3-5; Js 15:1-4; cp. Ez 47:19-48.
28) À questão crucial a decidir sobre a fronteira sul de Israel é onde essa fronteira encostava no mar Mediterrâneo. Isso acontecia no "rio" do Egito (o trecho mais a leste do delta do Nilo) ou no "ribeiro/uádi" do Egito (o u. el-Arish)? Todos os quatro textos bíblicos que delineiam a fronteira sul de Israel empregam o lexema nahal ("ribeiro/uádi") e não nahar ("rio").31 A expressão "o uádi [da terra) do Egito" ocorre em textos cuneiformes já da época de Tiglate-Pileser III e Sargão II, textos esses que descrevem ações militares ao sul de Gaza, mas não dentro do Egito.32 Na descrição de como Nabucodonosor tentou formar um exército para guerrear contra os medos, o livro de Judite (1.7-11) fornece uma lista detalhada de lugares: Cilícia, Damasco, as montanhas do Líbano, Carmelo, Gileade, Alta Galileia, Esdraelom, Samaria, Jerusalém... Cades, o uádi do Egito, Tafnes, Ramessés, Goshen, Mênfis e Etiópia. A sequência geográfica desse texto está claramente prosseguindo para o sul, situando então o uádi do Egito entre Cades (ou Cades-Barneia ou Cades de Judá) e Tafnes (T. Defana, um posto militar avançado na principal estrada entre a Palestina e o delta do Nilo) [v. mapa 33]. Também se deve observar que, em Isaías 27.12, a Lxx traduz nahal misrayim ("ribeiro/uádi do Egito") como Rhinocorura, a palavra grega que designa a colônia do período clássico que, hoje em dia, é ocupada pela cidadezinha de El-Arish .33 O vasto sistema do uádi el-Arish é o aspecto geográfico mais proeminente ao sul das áreas povoadas da Palestina. Ele tem um curso de quase 240 quilômetros antes de desaguar no mar Mediterrâneo cerca de 80 quilômetros ao sul de Gaza, drenando a maior parte do norte do Sinai, as regiões ocidentais do moderno Neguebe e parte do sul da Filístia . Às vezes, na descrição feita por geógrafos modernos, o uádi el-Arish está situado numa fronteira geológica natural entre o planalto do Neguebe e o Sinai.3 Todos esses dados favorecem a identificação do "ribeiro/uádi do Egito" que aparece na Biblia com o uádi el-Arish.35 Relacionada a esses dados está a questão da localização de Cades-Barneia. Ao longo da margem ocidental do moderno planalto do Neguebe, existem três fontes importantes que têm sido associadas com esse local: Ain Qadeis, Ain Qudeirat (cerca de 11 quilômetros a noroeste) e Ain Quseima (6 quilômetros ainda mais a noroeste). Todas as três fontes estão localizadas ao longo do limite geológico do u. el-Arish, nenhuma é claramente eliminada com base em restos de artefatos de cerâmica e cada uma oferece dados próprios a considerar quando se procura determinar a localização de Cades-Barneia. A candidatura de Ain Oadeis se fundamenta em três considerações: (1) Cades-Barneia aparece antes de Hazar-Hadar e Azmom nas duas descrições biblicas de fronteira (Nm 34:4: Is 15:3-4) que apresentam uma sequência leste-oeste; (2) esse lugar tem o mesmo nome da cidade bíblica; (3) está localizado junto à margem de uma ampla planície aberta, capaz de acomodar um grande acampamento.
Agin Qudeirat tem a vantagem de um suprimento de água abundante, de longe o maior da região. E Ain Queima está localizada bem perto de um importante cruzamento de duas estradas que ligam o Neguebe ao Sinai e ao Egito . Por esse motivo, não é de surpreender que, num momento ou noutro, cada um dos três locais tenha sido identificado como Cades-Barneia. Com base nos textos bíblicos, infere-se que Israel acampou em Cades-Barneia a maior parte dos 40 anos (Dt 1:46-2.14). Em termos geográficos, toda essa área apresenta um ambiente em geral adverso e desolador para a ocupação humana, de modo que é possível que todos esses três lugares e também todo o território intermediário fossem necessários para acomodar o acampamento de Israel. De qualquer maneira, por razões de praticidade, o mapa situa Cades-Barneia em Ain Oadeis, Hazar-Hadar em Ain Oudeirat e Azmom em Ain Queima, embora essas identificações sejam bastante provisórias. Assim como aconteceu com as demais, é muito provável que a fronteira sul de Israel tenha sido estabelecida basicamente em função de aspectos geográficos naturais. Seguindo uma linha semicircular e saindo do mar Morto, essa fronteira provavelmente se estendia na direção sudoeste, passando pelo Vale do Rifte e por Tamar, e indo até as cercanias do uádi Murra. Daí prosseguia, passando pela serra de Hazera e chegava à subida de Acrabim ("subida dos escorpiões"), que em geral é associada a Negb Safa.3 Ali uma antiga estrada israelense vem de Berseba, atravessa lebel Hathira e chega, numa descida ingreme, até o uádi Murra A partir daí é razoável inferir que a fronteira continuava a seguir o contorno do uádi, num curso para o sudoeste, até que alcançava as proximidades de um corredor estreito e diagonal de calcário turoniano que se estende por cerca de 50 quilômetros, desde o monte Teref até o monte Kharif, e separa o pico de Rimom da área de terra eocena logo ao norte. Depois de atravessar até a outra extremidade desse corredor, fica-se a uma distância de apenas uns oito quilômetros do curso superior do uádi Kadesh (um tributário do sistema de drenagem el-Arish). Seguindo o tributário, passando por Ain Qadeis (Cades-Barneia), então por Ain Qudeirat e Ain Queima, parece que a fronteira meridional seguia ao longo de todo esse "ribeiro/uádi do Egito" até o Mediterrâneo.

PALESTINA - relevo e vegetação
PALESTINA - relevo e vegetação
PALESTINA - Fronteira
PALESTINA - Fronteira

A conquista de Canaã: A derrota dos reis

século XV ou XIII a.C.
O PACTO COM OS GIBEONITAS
Quando a notícia da vitória de Israel em Jerico e Ai se espalhou, todas as cidades cananéias ficaram apreensivas. Sem dúvida, tinham ouvido falar sobre a ordem de Deus a Moisés para exterminar todos os habitantes da terra. Assim, OS gibeonitas foram ao acampamento dos israelitas em Gilgal, próximo ao rio Jordão, usando roupas velhas e carregando pão bolorento, fingindo ter realizado uma longa jornada. Sem consultar o Senhor, Josué firmou um tratado de paz com eles, mas, três dias depois, descobriu que, na verdade, os gibeonitas eram vizinhos que viviam a cerca de 35 km de Gilgal. Uma vez que haviam feito um juramento, os israelitas não puderam atacar Gibeão e, portanto, tomaram seus habitantes para viver no meio de Israel como servos.

A DERROTA DOS REIS DO SUL
Ao ficar sabendo que Gibeão (atual el-Jib) havia feito um tratado de paz com Israel, Adoni- Zedeque, o rei de Jerusalém persuadiu seus aliados, os reis amorreus de Hebrom, Jarmute, Laquis e Eglom a atacar Gibeão. Os gibeonitas pediram socorro a Josué que se encontrava acampado em Cilgal. Josué e seus homens marcharam durante toda a note e percorreram 32 km até o alto dos montes, de one Josué atacou os exércitos dos cinco reis e obteve uma grande vitória. Uma tempestade de granizo caiu sobre os confederados em fuga e, como o livro de Josué registra misteriosamente: "O sol se deteve, e a lua parou [..] O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro" (s 10.13). Tomando por base apenas essa declaração, é perigoso conjeturar acerca do processo físico que ocasionou tal acontecimento, mas para o escritor do livro de Josué, tratou-se de uma ocorrência única que mostrou o Senhor lutando por Israel. Em seguida, Josué voltou ao acampamento em Gilgal. Ao saber que os cinco reis amorreus haviam fugido para uma caverna em Maquedá, Josué ordenou que sua entrada fosse fechada com pedras grandes. Posteriormente, tirou os reis da caverna e os executou, pendurando os corpos em árvores até o pôr-do-sol. Desejoso de prosseguir com sua campanha vitoriosa, Josué exterminou os habitantes de duas cidades vizinhas, Libna e Laquis. Também derrotou o rei de Gezer que havia socorrido Laquis e massacrou os habitantes de Eglom, Hebrom e Debir. Depois de conquistar um território amplo no sul da Palestina, obedecendo à ordem do Senhor para não deixar sobreviventes, Josué voltou mais uma vez ao acampamento em Gilgal.

A DERROTA DOS REIS DO NORTE
Jabim, o rei da cidade de Hazor, na região norte, enviou mensageiros aos seus aliados, os reis Sinrom e Acsafe, ao rei Jobabe de Madom e a outros reis do norte que se reuniram junto às águas de Merom, cuja localização exata é incerta. Josué realizou um ataque surpresa e os derrotou. Os israelitas perseguiram os soldados da coalizão em várias direções, jarretaram ou aleijaram seus cavalos e queimaram seus carros. Então, Josué tomou Hazor, o mais importante centro urbano do norte, com uma área de 71 hectares, massacrou seus habitantes, executou seu rei e queimou a cidade. Mais uma vez, Josué voltou a Gilgal, agora, para dividir a terra entre as doze tribos.

UMA CONQUISTA RÁPIDA?
Em Josué 14.10, Calebe está prestes a se apropriar de sua herança e fala da promessa feita pelo Senhor cerca de 45 anos antes de que ele herdaria a terra. Se descontarmos os 38 anos de jornada pelo deserto, temos como resultado um período de sete anos, dentro do qual a conquista de Canaã deve ser situada. À primeira vista, o livro de Josué - o texto-base para o nosso relato da conquista - parece sugerir que Josué varreu todos os povos de diante dele nesses sete anos de conquista rápida. O leitor pode se deixar levar pela retórica otimista e não detectar os indícios que põem nos ajudar a fazer uma avaliação correta dessa conquista. Depois de cada campanha, Josué e seu exército voltaram ao acampamento em Gilgal. Habitantes e reis foram mortos, mas não se observa nenhuma tentativa de ocupar os territórios. Estas campanhas foram, basicamente, ataques para incapacitar o inimigo, e não conquistas territoriais seguidas de ocupação imediata. Quando as tribos se separaram para tomar posse de sua herança, ainda havia cananeus nos territórios e alguns deles possuíam até carros de guerra reforçados com ferro. No final de sua vida, Josué advertiu o povo para não se casar com sobreviventes cananeus, pois estes se tornariam laços para eles, açoites às suas costas e espinhos em seus olhos. O livro de Juízes, subseqüente ao de Josué, começa com os israelitas lutando contra os cananeus em seu meio. O encrave inimigo mais conhecido, a saber, o dos jebuseus em Jerusalém, só foi conquistado por Davi.
Josué derrota os reis do norte
Josué derrota os reis do norte
a cidade de Hazor, com 71 hectares, era a maior cidade dos cananeus
a cidade de Hazor, com 71 hectares, era a maior cidade dos cananeus
Gibeão, Localização de uma antiga cidade Cananéia, 6km a noroeste de Jerusalém.
Gibeão, Localização de uma antiga cidade Cananéia, 6km a noroeste de Jerusalém.
Josué derrota os reis do Sul
Josué derrota os reis do Sul

As doze tribos de Israel

AS DOZE TRIBOS
O povo liderado por Josué em seu território recém- conquistado era constituído de doze trios, segundo os doze filhos de Jacó (também chamado de Israel):

Os filhos de Lia: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom.
Os filhos de Raquel: José e Benjamim.
Os filhos de Bila, serva de Raquel: Dà e Naftali.
Os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser.
Pouco antes de falecer, Jacó havia pronunciado uma bênção sobre cada uma das tribos, e Moisés, de modo semelhante, havia abençoado todas as tribos, exceto Simeão. Na verdade, havia treze tribos, pois a de José era dividida em duas tribos que levavam o nome de seus filhos, Efraim e Manassés. Conforme Deus havia prometido a Abraão, Jacó e Moisés os descendentes de Jacó haviam tomado posse da terra e poderiam dividi-la entre si.


AS DUAS TRIBOS E MEIA DO LADO LESTE DO JORDÃO
O livro de losué fornece um "mapa verbal" detalhado dos territórios entregues a cada tribo.' Antes dos israelitas atravessarem o rio Jordão para dar início à conquista de Canaã, as tribos de Rúben e Cade e a meia tribo de Manassés pediram e receberam territórios do lado leste do Jordão. As tribos de Rúben e Cade tomaram para si o antigo reino de Seom, rei dos amorreus, enquanto a meia tribo de Manassés ficou com reino de Ogue, rei de Basá, ao norte.

AS TRIBOS DO LADO OESTE DO JORDÃO
Judá recebeu um território amplo na extremidade sul da terra prometida entre o mar Morto e o mar mediterrâneo, e sua fronteira meridional se estendia do ribeiro do Egito (Wadi el-Arish) até a região ao sul de Cades-Barnéia. A tribo de Efraim e a outra metade da tribo de Manassés receberam terras mais ao norte, entre o Jordão e o Mediterrâneo. Outros sete territórios, em geral menores, foram distribuídos entre as sete tribos restantes pelo lançamento de sortes. O território entregue a Benjamim, interposto entre Judá e Efraim e, em algumas partes, com pouco mais de 10 km de largura, incluía um encrave jebuseu, a cidade conquistada posteriormente por Davi e chamada de Jerusalém. O território de Dá dava continuidade a essa faixa interposta e se estendia até o mar mediterrâneo a oeste. O território de Judá foi considerado extenso demais, de modo que a região ao redor de Berseba foi entregue a Simeão, uma tribo que acabou sendo assimilada por Juda. As tribos restastes receberam terras a norte de Manassés. O território de Aser se estendia ao longo da costa do Mediterrâneo até Sidom, o limite setentrional da terra prometida. Porém, os livros de Josué e Juízes mostram que essas tribos não conseguiram tomar posse de toda a sua herança devido à resistência de vários grupos cananeus na região.

OS LEVITAS E AS "CIDADES DE REFÚGIO"
A tribo de Levi já havia sido separada para o serviço sacerdotal e, portanto, ao invés de herdar um território, os levitas receberam 48 cidades espalhadas por toda a terra prometida e os pastos ao redor desses locais. Seis cidades entregues as levitas foram estabelecidas como "cidades de refúgio". Pessoas que tivessem cometido homicídio acidental (não-intencional) podiam fugir para estas cidades e se proteger de parentes da vítima decididos a vingá-la. Numa época em que as vinganças de sangue desse tipo eram comuns, o estabelecimento das cidades de refúgio constituiu uma medida importante. Os fugitivos podiam aguardar seu julgamento nessas cidades ou permanecer ali até a morte do sumo sacerdote, ocasião em que eram anistiados. As três cidades separadas para esse fim do lado leste do Jordão foram: Bezer, Ramote em Gileade e Golá em Basà. Do lado oeste foram separadas Cades, no território de Naftali, ao norte, Siquém, na região montanhosa de Efrain, e Hebrom, em Judá.

ENCRAVES CANANEUS
Os livros de Josué e Juízes sugerem que várias tribos não tomaram posse de todo seu território. Apesar de Gezer ter sido entregue aos efraimitas, eles não conseguiram expulsar us cananeus que viviam ali.' O texto bíblico também registra a presença de cananeus com carros em Bete-Seà, Megido e no vale de Jezreel. Diante da dificuldade de tomar posse de seu território, parte da tribo de Dà migrou para Laís, ao norte, e capturou esta cidade, mudando seu nome para Dá.° Apesar de ter realizado campanhas militares contra as cidades de Gaza, Asquelom e Ecrom, Judá nunca chegou a tomar posse de toda a sua herança que se estendia até o Mediterrâneo, pois, como as evidências arqueológicas mostram, essa região costeira foi ocupada posteriormente pelos filisteus. Depois da morte de Josué, as tribos de Judá e Simão lutaram contra os cananeus dentro de seus territórios. Os homens de Judá se apropriaram da região montanhosa, mas não conseguiram expulsar os cananeus da planície. Jabim, um rei cananeu da cidade de Hazor, se opôs aos israelitas. Ao que parece, os cananeus possuíam equipamentos militares superiores, como os carros de guerra parcialmente reforçados com ferro. Os encraves cananeus se tornaram espinhos nos olhos e ferrões nas costas dos israelitas, conforme Moisés havia predito.

A terra prometida
dividida entre as doze tribos de Israel Embora áreas extensas tenham sido designadas para as doze tribos, a presença continua dos cananeus mostrou que Israel não foi capaz de tomar posse da região em toda sua extensão.

Um dos "lugares altos" (locais de adoração e sacrificio) dos cananeus em Megido, construido no terceiro milênio a.C.
Um dos "lugares altos" (locais de adoração e sacrificio) dos cananeus em Megido, construido no terceiro milênio a.C.
A terra prometida
A terra prometida

Livros

Livros citados como referências bíblicas, que citam versículos bíblicos, são obras que se baseiam na Bíblia para apresentar um argumento ou discutir um tema específico. Esses livros geralmente contêm referências bíblicas que são usadas para apoiar as afirmações feitas pelo autor. Eles podem incluir explicações adicionais e insights sobre os versículos bíblicos citados, fornecendo uma compreensão mais profunda do texto sagrado.

Referências em Livro Espírita

Não foram encontradas referências em Livro Espírita.

Referências em Outras Obras

Não foram encontradas referências em Outras Obras.

Locais

Estes lugares estão apresentados aqui porque foram citados no texto Bíblico, contendo uma breve apresentação desses lugares.

GIBEÃO

Mapa Bíblico de GIBEÃO



Comentários Bíblicos

Este capítulo é uma coletânea de interpretações abrangentes da Bíblia por diversos teólogos renomados. Cada um deles apresenta sua perspectiva única sobre a interpretação do texto sagrado, abordando diferentes aspectos como a história, a cultura, a teologia e a espiritualidade. O capítulo oferece uma visão panorâmica da diversidade de abordagens teológicas para a interpretação da Bíblia, permitindo que o leitor compreenda melhor a complexidade do texto sagrado e suas implicações em diferentes contextos e tradições religiosas. Além disso, o capítulo fornece uma oportunidade para reflexão e debate sobre a natureza da interpretação bíblica e sua relevância para a vida religiosa e espiritual.

Beacon

Comentário Bíblico de Beacon - Interpretação abrangente da Bíblia por 40 teólogos evangélicos conservadores
Beacon - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 45
  1. As CIDADES LEVÍTICAS, 21:1-42

Os cabeças dos pais dos levitas... falaram-lhes (1,2). Estes homens aproxima-ram-se do "Comitê de Divisão de Terras" em nome de sua tribo e clamaram pela promes-sa que Deus lhes fizera. O resultado do seu pedido foi que os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, conforme o dito do Senhor, estas cidades (3). O significado de estas cidades e os seus arrabaldes é "estas cidades juntamente com suas pastagens para o nosso gado".

Moisés separou esta tribo para o sacerdócio e lhes encarregou o santuário e seus serviços de adoração (cf. Nm 1:47-53; 3:6-13 8:5-22). Por esta razão e porque eles deveriam servir como mestres e pastores para a nação, os levitas não receberam um simples pedaço de terra como as outras tribos, mas foram espalhados entre elas (cf. Nm 35:1-8).

Os três clãs levíticos que foram distribuídos entre as tribos do norte da Palestina e da Transjordânia foram: Coate (5), Gérson (6) e Merari (7). A família de Arão viveu entre Judá, Simeão e Benjamim (4).

Deste modo, desde o princípio da história desses povos, aqueles que serviam a Deus em tempo integral eram colocados à parte. Esperava-se que eles se mostrassem eficien-tes, se fossem aliviados das tradicionais preocupações econômicas e das ansiedades. Pe-los seus trabalhos eles recebiam uma contribuição das posses das outras tribos. Deus arranjou as coisas assim de modo que eles estivessem ao alcance de todos os povos. A expressão e saiu a sorte pelas famílias... (4) mostra de que maneira Deus planejou a habitação para os levitas, bem como para as outras tribos. Era de grande importância que o povo fosse instruído no conhecimento da lei divina e que lhe fossem mostrados exemplos piedosos. Os levitas deveriam ajudar nesse treinamento.

  1. RESUMO DA FIDELIDADE DE DEUS, 21:43-45

Palavra alguma falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel (45). Esta conclusão ficou óbvia depois que a terra foi repartida entre as tribos. Seus inimigos foram completamente subjugados de modo que nem um único exér-cito dos cananeus foi capaz de resistir-lhes. A maioria dos habitantes da terra que não foram mortos serviu com seus tributos. Os israelitas tiveram mais terra em verdadeira possessão do que poderiam ocupar. O Senhor cumpriu cada parte de seu compromisso. Ele deu ao seu povo tudo o que foi necessário para uma vida feliz e próspera. Deus não prometera a destruição imediata e total dos cananeus. Eles deveriam ser expulsos gra-dualmente (cf. Êx 23:29-30; Dt 7:22).

Podemos tirar algumas lições importantes a partir deste ponto de vista privilegiado da história de Israel. Uma das primeiras é o fato de que (1) Deus é fiel às suas promessas. Ele garantiu a este povo a vitória, a possessão e o descanso. Na fidelidade do Senhor o homem constrói sua fé. Sem ela, o homem não tem fundação nem confiança.

  1. Atraso não é fracasso. Abraão esperou muitos anos antes que lhe nascesse um filho. Um período de 400 anos passou-se entre a época na qual os israelitas se estabelece-ram no Egito até sua saída de lá. Foram necessários 40 anos no deserto antes de o Jordão ser atravessado. Durante esse tempo, Deus sempre foi fiel. Na plenitude dos tempos, o historiador pôde declarar que tudo se cumpriu (45).
  2. O Senhor tanto faz as promessas como as cumpre Nos versículos 43:45 é feita uma referência às promessas do Senhor quanto à terra, ao descanso, à vitória e às outras boas coisas. Todas essas certezas são declaradas como cumpridas. Israel deve se lembrar que o Deus da verdade e do amor é o Senhor de todas as eras. "E o Senhor os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele" (Sl 37:40).

Genebra

Comentários da Bíblia de Estudos de Genebra pela Sociedade Bíblica do Brasil para versão Almeida Revista e Atualizada (ARA)
Genebra - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 45
*

21.1-42

A última parte da divisão da terra é a atribuição de cidades aos levitas, cuja falta de uma herança na terra foi mencionada em 13.14 (nota), 33; 14.3,4; 18.7. Essas cidades continuavam a pertencer às tribos às quais elas tinham sido atribuídas, mas foram separadas, juntamente com as suas pastagens (v. 8), para servir de morada aos levitas.

* 21:2

O SENHOR ordenou, por intermédio de Moisés. Referem-se a Nm 35:1-8. O pedido dos levitas, tal como o pedido de Calebe, em 14:6-12, foi uma expressão de fé na promessa de Deus.

* 21:3

herança. Ver nota em 1.6.

* 21:4

sorte. Ver nota em 15.1.

coatitas. Coate foi o segundo filho de Levi (Êx 6:16; Nm 3:17), mas seus descendentes tiveram primazia, porque a linhagem sacerdotal através de Arão descendia dele (Êx 6:18,20). Arão e seus filhos tinham sido escolhidos por Deus para serem sacerdotes (Êx 28:1; Lv 8:1-36).

Judá... Simeão... Benjamim. As cidades destinadas a essas tribos ficavam perto de Jerusalém, onde, posteriormente, o templo seria edificado, embora a própria Jerusalém não seja mencionada neste capítulo.

* 21:6

Gérson. Esse foi o primeiro filho de Levi (Êx 6:16; Nm 3:17).

* 21:7

Merari. Esse é o terceiro filho de Levi (Êx 6:16; Nm 3:17).

* 21:10

primeira. A primazia da linhagem sacerdotal é enfatizada (v. 4).

* 21:12

Calebe. Ver nota em 14.6.

* 21:13

cidade de refúgio. Ver nota em 20.2.

* 21:17

Gibeom. Ver nota em 9.3. Os gibeonitas tiveram que servir na casa de Deus (9.23 e nota).

* 21.43-45

Este resumo passa em revista o livro inteiro, e não apenas os caps. 13-21. A idéia que domina o livro inteiro é a fidelidade de Deus às suas promessas (v. 45).

* 21:43

jurara dar a seus pais. A fidelidade de Deus, confirmada neste livro, é a sua fidelidade às promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó. No Novo Testamento, essas promessas são identificadas como o evangelho (Gl 3:8; Introdução: Características e Temas).

* 21:44

nenhum... resistiu. Estas palavras sintetizam os capítulos 1—12, cumprindo a promessa de 1.5.

inimigos. Ver nota em 23.1.

* 21:45

Nenhuma promessa falhou. O escritor fala da conquista como se tivesse sido completada (vs. 43-45, nota; 10:40-42;11.23; 23.1,14), enquanto continuava a descrever a ocupação como incompleta (13 1:7-15.63; 17.12,13 18:3-23.5). Um país pode ser oficialmente derrotado e ocupado antes que cada porção do mesmo cesse de oferecer resistência.

casa de Israel. Israel é considerado uma unidade (1.12-15; 13 8:33, notas).



Matthew Henry

Comentário Bíblico de Matthew Henry, um pastor presbiteriano e comentarista bíblico inglês.
Matthew Henry - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 45
21:2 Os levita deviam ministrar diante de Deus de parte de todo o povo. Por isso receberam cidades pulverizadas em toda a nação. Embora Jerusalém estava longe das casas de muitos israelitas, quase ninguém tinha que viajar por mais de um dia para chegar a uma cidade levítica.

21.43-45 Deus se mostrou fiel ao cumprir todas as promessas que lhe tinha dado ao Israel. O cumprimento de algumas delas tomou vários anos, mas "todo se cumpriu". Suas promessas serão cumpridas segundo seu calendário, não o nosso. Mas sabemos que sua Palavra é segura. Quanto mais aprendamos das promessas que Deus cumpriu, e segue cumprindo, será mais fácil esperar por aquelas que têm que vir. Algumas vezes nos voltamos impacientem, e queremos que Deus atue de uma determinada maneira agora. Em troca, devemos cumprir com fidelidade aquilo que sabemos que Deus quer que façamos e confiar no no que respeita ao futuro.


Wesley

Comentário bíblico John Wesley - Metodista - Clérigo Anglicano
Wesley - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 45
B. CIDADES para levitas (21: 1-45)

1 Depois veio perto das cabeças dos pais ' casas dos levitas, a Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num, e aos cabeças dos pais ' casas das tribos dos filhos de Israel; 2 e falaram-lhes a Siló, na terra de Canaã, dizendo: Senhor ordenara por Moisés que se nos dessem cidades para habitar, e os seus arrabaldes para os nossos animais. 3 E os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, de acordo com o mandamento do Senhor , estas cidades e seus arrabaldes.

4 E saiu a sorte para as famílias dos coatitas; e os filhos de Arão, o sacerdote, que eram dos levitas, caíram por sorte, da tribo de Judá e da tribo dos filhos de Simeão, e fora do tribo de Benjamim, treze cidades.

5 E o resto dos filhos de Coate caíram por sorte, das famílias da tribo de Efraim, e da tribo de Dã e da meia tribo de Manassés, dez cidades.

6 E os filhos de Gérson caíram por sorte, das famílias da tribo de Issacar, e da tribo de Aser, e da tribo de Naftali, e da meia tribo de Manassés em Basã, treze cidades.

7 Os filhos de Merari, segundo as suas famílias, da tribo de Rúben, e da tribo de Gade, e da tribo de Zebulom, doze cidades.

8 E os filhos de Israel deu por sorteio aos levitas estas cidades e seus campos, como o Senhor ordenara por intermédio de Moisés. E eles deram, da tribo dos filhos de Judá e da tribo dos filhos de Simeão, estas cidades que são aqui mencionados pelo nome: 10 e eles foram para os filhos de Arão, das famílias dos coatitas, que eram dos filhos de Levi; porque deles foi o primeiro lote. 11 E deram-lhes Quiriate-Arba, porque Arba era o pai de Anaque (esta é Hebrom), na região montanhosa de Judá, e os seus arrabaldes em redor dela. 12 Mas os campos da cidade, e as suas aldeias, deram a Calebe, filho de Jefoné, por sua possessão.

13 E aos filhos de Arão, o sacerdote, deram Hebron e seus arrabaldes, a cidade de refúgio do homicida, e Libna e os seus arrabaldes, 14 e Jatir e seus arrabaldes, Estemoa e seus arrabaldes, 15 e Holon e seus arrabaldes, e Debir e seus arrabaldes, 16 e Ain e seus arrabaldes, e Juttah e seus arrabaldes, e Bete-Semes e seus arrabaldes; nove cidades dessas duas tribos. 17 E da tribo de Benjamim, Gibeão e seus arrabaldes, Geba e seus arrabaldes, 18 Anatote e seus arrabaldes, Almon e seus arrabaldes; quatro cidades. 19 Todas as cidades dos filhos de Arão, os sacerdotes, foram treze cidades e seus arrabaldes.

20 E as famílias dos filhos de Coate, levitas, até mesmo o resto dos filhos de Coate, tiveram as cidades da sua sorte, da tribo de Efraim. 21 E deram-lhes Siquém com seus subúrbios na região montanhosa de Efraim, a cidade de refúgio do homicida, e Gezer e seus arrabaldes, 22 e Quibzaim seus arrabaldes, Bete-Horom e seus arrabaldes; quatro cidades. 23 E da tribo de Dã, Elteque e seus arrabaldes, Gibetom e seus arrabaldes, 24 Aijalom e seus arrabaldes, Gate-Rimon e seus arrabaldes; quatro cidades. 25 E da meia tribo de Manassés, Taanaque e seus arrabaldes, e Gate-Rimon e seus arrabaldes; duas cidades. 26 Todas as cidades das famílias dos demais filhos de Coate foram dez e os seus arrabaldes.

27 E aos filhos de Gérson, das famílias dos levitas, da meia tribo de Manassés , deram Golã, em Basã, e seus subúrbios, a cidade de refúgio do homicida, e Be-eshterah e seus arrabaldes; duas cidades. 28 E da tribo de Issacar, Quisiom e seus arrabaldes, Daberate e seus arrabaldes, 29 Jarmute e seus arrabaldes, En-Ganim e seus arrabaldes; quatro cidades. 30 E da tribo de Aser, Misal e seus subúrbios, Abdon e seus arrabaldes, 31 Helcate e seus subúrbios, e Reobe e seus arrabaldes; quatro cidades. 32 E da tribo de Naftali, Quedes na Galiléia com seus subúrbios, a cidade de refúgio do homicida, e Hamote-dor e seus arrabaldes, Cartã e os seus arrabaldes; três cidades. 33 Todas as cidades dos gersonitas, segundo as suas famílias, foram treze cidades e seus arrabaldes.

34 E às famílias dos filhos de Merari, o resto dos levitas, da tribo de Zebulom, Jocneão e seus subúrbios, e Cartá e seus arrabaldes, 35 Dimnah e seus arrabaldes, Nahalal e seus arrabaldes; quatro cidades. 36 E da tribo de Rúben, Bezer e seus arrabaldes, e Jahaz e seus arrabaldes, 37 Quedemote e seus subúrbios, Mefaate e seus arrabaldes; quatro cidades. 38 E da tribo de Gade, Ramote, em Gileade, e seus subúrbios, a cidade de refúgio do homicida, Maanaim e seus arrabaldes, 39 Hesbom e seus arrabaldes, Jazer e seus arrabaldes; todo, quatro cidades. 40 Todos estes foram as cidades dos filhos de Merari, segundo as suas famílias, até mesmo o resto das famílias dos levitas; e ao todo, doze cidades.

41 Todas as cidades dos levitas, no meio da herança dos filhos de Israel, foram quarenta e oito cidades e os seus arrabaldes. 42 Essas cidades estavam cada um com os seus arrabaldes em redor; assim foi com todas estas cidades.

43 Então o Senhor deu a Israel toda a terra que jurara dar a seus pais; ea possuíram e habitaram nela. 44 E o Senhor lhes deu repouso em redor, conforme tudo o que jurou a seus pais, e não estava um homem de todos os seus inimigos antes deles; Jeová libertou todos os seus inimigos em sua mão. 45 Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor prometera à casa de Israel; tudo se cumpriu.

Embora a tribo de Levi foi dada nenhuma herança, cidades especificadas foram reservados para os levitas. Um total de quarenta e oito cidades espalhadas por toda as tribos foram designados como cidades levíticas. "As cidades levíticas não parecem ter sido a posse exclusiva da tribo, mas sim os levitas tinham certos privilégios dentro deles ... Sua pastagens não pode ser vendido em tudo, mas manteve-se a sua posse permanente (. Lev. 25: 32- 34 ). "

Os levitas primeiro entrou em destaque na Mt. Sinai por ocasião da adoração do bezerro de ouro de Israel. Depois Arão, da tribo de Levi, levou Israel à apostasia e idolatria, os filhos de Levi exibido fidelidade a Deus, punindo muitos dos infiéis. "Esta demonstração de fidelidade a Deus pode parcialmente explicar as responsabilidades sinal dado à tribo na legislação do Pentateuco".

O levitas pode muito bem ter sido distribuído em todo Israel a ser testemunhas perpétuas para Deus entre o povo. Eles realizaram deveres religiosos, expôs a lei e preservou a história de Israel em crônicas e escritos. Eles mantiveram a religião de Israel relacionadas à vida cotidiana, pois eles habitou entre o povo.

Os versos finais de Js 21:1 ).


Russell Shedd

Comentários da Bíblia por Russell Shedd, teólogo evangélico e missionário da Missão Batista Conservadora.
Russell Shedd - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 45
21.2 Em Siló. É justamente esta cidade que veio a ser o centro de adoração, por alguns séculos, e o lugar da Arca e dos sacerdotes de mais influência, 18.1. O fato de os levitas não terem uma herança propriamente dita não lhes tolhia o direito da sobrevivência: tinham que viver espalhados entre as tribos, e cada tribo teria o dever de ser-lhes solidária em assuntos de guerra, política, comércio e indústria. Note-se, também, que as cidades de refúgio descritas no capítulo anterior ficaram sob os cuidados dos levitas, vv. 13 21:27-32 e 38. É a tribo sacerdotal que administra essa misericórdia prescrita pela lei de Deus. E o novo sacerdócio real dos crentes (1Pe 2:9) que revela o amor de Cristo aos homens,34:35; Mt 28:19.

21.3 Levitas... sua herança. Os levitas não receberam terras (13,33) mas somente cidades em que podiam habitar. Dependiam dos dízimos e ofertas do povo para seu sustento, e sofriam quando o povo se descuidava da vida espiritual (Ml 1:6-39; Ml 3:8, Ml 3:9).

21.17 Geba. "Morro" ou " Altura".

21.18 Anatote. "Respostas a orações" ou "orações respondidas". O nome moderno é Anata, e ficava a cerca Dt 5:0). Almom "escondido" ou "coisa escondida".

21.20 Coate. O segundo filho de Levi (Gn 46:11; Êx 6:16, 18) era o fundador da grande família dos coatitas que, além de servirem no tabernáculo (conforme Nu 3:27-4; Nu 4:6) e no templo, eram cantores dos cultos na casa do Senhor (1Cr 6:31-13).

21.22 Quibzaim. "Reunião dupla" ou "montão duplo". Bete-Horom. "Casa da cova" ou "casa das covas". É o nome de duas cidades, Bete-Horom baixa, à distância de mais ou menos 3 km uma da outra. Foram construídas por uma mulher chamada Sara (16.3, 5; 18.13; 1Cr 7:24). Uma dessas cidades foi habitada pelos levitas (21.22; 1Cr 6:68). O rei Salomão mandou cercá-las de muralhas, porque dominavam uma importante estrada (2Cr 8:5).

21.23 Elteque. "Deus é seu temor" ou "Deus é seu terror" (19,44) Gibetom. "Altura cônica". Nadabe, filho de Jeroboão foi ali assassinado quando a sitiava (1Rs 15:27).

21.24 Aijalom. "Lugar onde há gazelas ou veados". O nome indica:
1) Uma cidade designada para os levitas e um local de refúgio (19.42; Jz 1:35; 1Cr 6:69);
2) Um lugar na tribo de Zebulom (Jz 12:12); O vale de Aijalom (10.12; 2Cr 28:18), sobre o qual a lua se deteve quando Josué lutou contra os amorreus.

21.25 Taanaque. "Lugar arenoso". O rei da cidade foi derrotado e morto por Josué (12.21). Os israelitas não expulsaram os seus habitantes cananeus, mas fizeram-nos tributários (Jz 1:27). Teve grande importância no tempo de Salomão (1Rs 4:12). Gate-Rimom. "Prensa das romãs". É o nome de duas cidades, esta de Manassés e outra de Dã (19.45; 21.42; 1Cr 6:69).

2l.27 Golã. "Círculo" ou "circuito" (20.8; 1Cr 6:71; Dt 4:41). Beesterá. "Casa (templo) de Astarte", a construção de Bete-Asterá; é a mesma Astarote 1Cr 6:71.

21.33 Gersonitas No deserto, os gersonitas (que montaram em 7.500, com idade de um mês para cima) carregavam o tabernáculo entre os outros serviços indicados em Nu 3:17-4). O sinal exterior destas promessas era a possessão da terra santa (conforme Dt 6:18, Dt 6:23; Dt 7:13) e incluía tudo quanto à Aliança dizia respeito Dt 4:31). Nem a desobediência de Israel revogaria seu juramento (conforme Is 45:22, Is 45:23). No Novo Testamento as promessas de Deus são cumpridas em Cristo (Lc 1:68-42; Lc 2:0.6ss; conforme 2Co 1:19, 2Co 1:20). A garantia das bênçãos divinas tem sua fonte e fundamento no juramento feito a respeito do Rei-Sacerdote, i.e., o Messias (Sl 110:4; He 7:20-58) cumprido na pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo.

21.44 O Senhor lhes deu repouso. A Bíblia indica que Deus nunca dá as suas bênçãos sem a luta ou esforço da nossa parte para possuir tudo o que Ele nos oferece. He 4:11 enuncia este princípio: "Esforcemo-nos pois por entrar naquele descanso". Este esforço se baseia na fé (He 4:3), que nos leva a procurar, "com diligência cada vez maior, confirmar a nossa vocação e eleição" (2Pe 1:10).

21.45 Nenhuma promessa falhou. Deus prometeu a terra da Palestina a Israel, quando falou a Abraão (Gn 13:15; 5-18), a Isaque (Gn 26:3) e a Jacó (Gn 28:13). O povo recebeu tudo como Deus tinha prometido, o que também serve de estímulo para os crentes da Nova Aliança esperarem com fé o cumprimento de todas as promessas acerca do céu (2Co 3:11; 1Pe 1:3-60).


NVI F. F. Bruce

Comentário Bíblico da versão NVI por Frederick Fyvie Bruce, um dos fundadores da moderna compreensão evangélica da Bíblia
NVI F. F. Bruce - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 45

6)    As áreas dos levitas (21:1-42)
a)    Os levitas cobram o seu direito (21:1-3)

Essa é a contraparte Dt 13:14 etc. A lista de cidades data da monarquia unida (Albright, Archaeology and the Religion of Israel, 1946, p. 121-2), refletindo a organização e o assentamento dos levitas no tempo de Davi (lCr 23 e 24); o princípio remonta a Moisés (Nm

35), como lemos aqui. “Com a ajuda do grego [...] podemos eliminar praticamente todas as diferenças entre [...] Josué e Crônicas” (Albright, ibid.).
b)    Resumo da distribuição (21:4-7)

dos clãs (v. 5,6 heb.) é peculiar; a NEB aceita uma emenda que está em harmonia com o v. 7.

c)    Os assentamentos dos descendentes de Arão (21:8-19)
Em vista da posição especial de Hebrom como prêmio de Calebe (14.13ss), a sua localização como cidade dos levitas chama atenção especial. A estrutura desse parágrafo é preservada na versão abreviada em lCr 6.54ss.
d)    Os assentamentos dos coatitas (21:20-26)

Gezer era dos cananeus até os dias de Salomão; os filisteus reivindicaram Gibetom pouco tempo depois (lRs 9.16; 15.27). v. 25. No lugar de Gate-Rimom, leia Ibleã (lCr 6.70; Bileã).

e)    Os assentamentos dos gersonitas (21:27-33)

Golã e Beesterá (Astarote) foram perdidas para a Síria na época de Baasa, em torno de 900 a.C.

f)    Os assentamentos dos meraritas (21:34-42)
Messa ocupou Bezer (então em ruínas) e Jaza c. 850 a.C. (DOTT, A Pedra Moabita). Acerca de Ramote v. lRs 22.3.


7)    Conclusão (21:43-45)
Isso corresponde a 11.23 e amplia aquele texto, terra [...] antepassados ocorre 15 vezes em Deuteronômio, e frases semelhantes, mais cinco vezes, descanso de todos os lados'. conforme Dt 12:10; Dt 25:19; 2Sm 7:1. v. 44. Nenhum dos seus inimigos faz eco a Dt 2:36 e outros textos, mas é hebraico comum. v. 45. Conforme 23.14; acima de todos os detalhes e dificuldades, o nosso autor declara esse como o fato mais importante.


Moody

Comentários bíblicos por Charles F. Pfeiffer, Batista
Moody - Comentários de Josué Capítulo 13 do versículo 1 até o 34

III. Divisão da Terra Prometida. 13 1:22-34'>13 1:22-34.

Esta grande porção de Josué apresenta com detalhes geográficos a distribuição da terra feita entre as tribos, com os limites das futuras possessões das tribos e geralmente com uma enumeração das cidades nelas contidas. Conforme Kaufmann argumentou, a distribuição da terra foi um ato de política nacional feita pelas tribos que conquistaram Canaã, começada enquanto os israelitas ainda se encontravam em seu acampamento base em Gilgal (op. cit., pág. 25).

É importante reconhecer que as tribos ainda não tinham colonizado suas porções quando estas listas foram esboçadas, Na verdade os danitas não se estabeleceram permanentemente em seu território designado; Efraim não conquistou nem colonizou Gezer (Js 16:3, Js 16:10; Js 21:21); e os benjamitas jamais conquistaram ou desfrutaram da ocupação exclusiva de Jerusalém, embora esta cidade fosse destinada a Benjamim (Js 18:28). Além disso, o fato de Ofra e Ofni, cidades pertencentes a Benjamim (Js 18:23, Js 18:24), ficarem a 4,8kms ou 6,4kms ao norte da fronteira de Efraim, aponta para um período precoce antes de qualquer problema tribal. Assim as listas dos territórios tribais não podem ser listas de cidades e distritos dos reinos de Judá e Israel, quer do período de Josias (de acordo com Alt, Noth, Mowinckel) quer do período de Josafá (de acordo com Cross, Wright, considerando Is Js 15:21-62; Is 13:8-33). O retorno de seus soldados depois de ajudarem a conquistar Canaã foi descrito no capítulo 22. No cumprimento das bênçãos tribais pronunciadas por Jacó (Gn 49:1, Gn 48:22; Is 24:32), Siló, onde estava localizado o Tabernáculo (Js 18:1), ficava no território de Efraim, sendo escolhido este sítio estratégico na região montanhosa por causa de sua defensibilidade e sua localização central para todas as tribos.

Entre Judá e Efraim, mais tarde foi concedido um território a Benjamim (Js 18:11-28) e, na direção do Mediterrâneo, para Dã (18:40-48), As tribos restantes – Zebulom, Issacar, Aser e Naftali – tiraram sortes ao mesmo tempo pelos territórios ao norte de Manassés nas regiões de Jezreel e Galiléia (Js 19:10-39). Além das porções tribais, foram indicadas cidades de refúgio e as cidades dos levitas (20:1 - 21:42). O método de distribuição da terra para as sete últimas tribos foi o de lançar sortes diante do Senhor (Js 18:6; veja comentário sobre Js 7:16-18). As seções, com suas fronteiras, sem dúvida foram predeterminadas a seguirem ao longo de linhas naturais de defesa segundo uma comissão especial, escolhida para delinear a terra restante (Js 18:4-9).

A partilha da terra não foi tarefa fácil, mas complexa, que exigia orientação cuidadosa e considerável período de tempo.


Moody - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 42

Js 21:1, que só passou às mãos dos israelitas no reinado de Salomão; quarto a Taanaque, v. Js 21:25, e Naalal, v. Js 21:35, veja Jz 1:27-30), contudo na sua maioria os levitas já tinham tomado posse de suas cidades no tempo de Davi (1Cr 13:2,Gn 49:7) e por causa da atitude justa de Finéias em relação a Zinri (Nu 25:1). Mas a repetida apostasia de Israel no período dos Juízes não permitiu que a perfeita vontade de Deus fosse executada.


Francis Davidson

O Novo Comentário da Bíblia, por Francis Davidson
Francis Davidson - Comentários de Josué Capítulo 21 do versículo 1 até o 45
g) Cidades dos levitas (Js 21:1-6. Como representantes da religião hebraica e ministros do culto, convinha que se espalhassem por todo o país, mantendo sempre a sua posição. Por esse motivo lhes foram designadas 48 cidades com os respectivos arrabaldes e pastagens anexas. Este último pormenor deve recordar a vida simples que Israel levou através do deserto, símbolo também duma religião simples, de que eram guardas fiéis os levitas.

Três dos filhos de Levi deram os seus nomes a três grandes famílias de levitas: os coatitas, os gersonitas e os meraritas. Dos primeiros, uns eram sacerdotes (filhos de Arão), mas outros não exerciam qualquer função sacerdotal. Quatro grupos de levitas, portanto, pelos quais foram divididas as cidades, se bem que nem todas fossem ocupadas imediatamente. Termina o capítulo com palavras de exaltação à fidelidade de Deus: "Palavra alguma falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel, tudo se cumpriu" (45).


Dicionário

Benjamim

substantivo masculino O filho mais amado, em geral o caçula.
[Brasil] Dispositivo que serve para ligar vários aparelhos elétricos em uma só tomada.

Filho da mão direita. 1. Nomeque lhe foi dado por seu pai Jacó. A sua mãe moribunda tinha dado à recém-nascida criança o nome de Benoni, filho da minha aflição (Gn 35:18). Benjamim era dos doze filhos do patriarca Jacó o mais novo, e teve com o seu irmão José, filho da mesma mãe, a mais afetuosa estima da parte de seu pai. Benjamim era a grande consolação do seu idoso pai, e correspondia com igual afeto à grande amizade que lhe tinha o seu irmão José, mais velho do que ele (Gn 45:14). Nasceu na Palestina, entre Betel e Belém, e a sua vida, quando foi dado à luz, custou a vida de sua mãe (Gn 35:16 e seguintes). Nada mais se sabe de Benjamim até àquela ocasião em que seus irmãos tiveram de ir ao Egito para comprar trigo. Revela-se, então, o seu caráter como bem amado filho e querido irmão. É ele o favorito de toda a família, e ainda que pai de numerosa descendência, foi sempre considerado como aquele de quem o resto da família devia ter especial cuidado (Gn 46:21 – 44.20). A partir de então a sua vida se extingue na da tribo, a que deu o seu nome. Ele, que parece ter sido o menos varonil dos doze, foi o fundador de uma tribo de guerreiros temíveis. Mas a fortaleza e as qualidades guerreiras desta gente provinham do seu escabroso país que estava também exposto aos ataques dos seus inimigos de fora. Que isto havia de ser assim, foi anunciado por Jacó à hora da sua morte (Gn 49:27). 2. Um descendente de Harim (Ed 10:32). 3. Um daqueles que tomaram parte na reedificação dos muros de Jerusalém (Ne 3:23). Provavelmente o mesmo que o dos números 4:5. 4. (Ne 12:34). 5. (1 Cr 7.10).

1. Décimo segundo filho de Jacó. Sua mãe, Raquel, morreu logo após seu nascimento. Por isso, deu-lhe o nome de Benoni, que significa “filho da minha tristeza” (Gn 35:18-24; 1Cr 2:2), o qual Israel mais tarde mudou para Benjamim (“filho da minha mão direita”). Embora Jacó tivesse doze filhos, somente dois deles eram de Raquel — José e Benjamim. Isso, somado ao fato de que a mãe morrera enquanto ainda eram bem pequenos, ajudou a fortalecer a afeição especial que havia entre os dois irmãos. Após José ser vendido e levado como escravo para o Egito, Benjamim experimentou o favor especial do pai; numa época de grande fome em Canaã (Gn 42:4), Jacó hesitou em enviá-lo junto com os outros em busca de ajuda egípcia. Na segunda viagem deles ao Egito, José —promovido a governador por Faraó — os ajudou, embora sem se identificar. Ele fez de tudo para mostrar generosidade, principalmente para com o irmão Benjamim, a princípio sem permitir que soubessem quem era (Gn 45:22). A atitude peculiar de José, ao ordenar que seus servos escondessem presentes nas bagagens dos irmãos, deixou-os turbados e temerosos, até que finalmente ele se deu a conhecer e trouxe toda a família para o Egito. Essa mudança provou ser significativa para a futura realização dos planos redentores de Deus para seu povo (Gn 46:3s).

Em sua velhice, Jacó (Israel) abençoou todos os seus filhos, e profetizou que no futuro voltariam para Canaã. A Benjamim, progenitor dos benjamitas (veja adiante) Jacó pronunciou: “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devorará a presa, e à tarde repartirá o despojo” (Gn 49:27). Uma bênção mista, que marcaria os benjamitas como uma tribo impetuosa, mas, às vezes, também impiedosa. Benjamim teve dez filhos (veja Gn 46:21).

A tribo de Benjamim tinha reputação de bravura e muita habilidade militar. Eram adeptos do manuseio das armas com a mão esquerda, o que, no caso de Eúde, resultou no livramento de Israel das mãos dos moabitas (Jz 3:15ss; 1Sm 9:1), em cumprimento da profecia de Jacó. Moisés predisse que Deus abençoaria Benjamim e “descansaria em seus braços” (Dt 33:12). A presa seria devorada e o espólio, repartido.

Os benjamitas estabeleceram-se na faixa oriental de terra abaixo das colinas da Judéia — entre Efraim e Judá; incluía cidades importantes, como Jerusalém, Gibeá e Mizpa. Como a história da tribo, entretanto, isso também era uma bênção mista. Gibeá ficou conhecida pelo seu alto índice de homossexualismo (Jz 19:22), e as constantes batalhas sobre Jerusalém marcaram sua história. Durante o reinado de Saul, os benjamitas tiveram sua maior preeminência e a maior parte da tribo permaneceu leal ao rei (veja 1Cr 12:2-7).

As tribos de Benjamim e Judá mantiveram grande influência entre o povo de Israel depois do retorno da Babilônia, em 537 a.C. (veja Esdras 1:2). De acordo com Jeremias 33:12-26, Benjamim e Judá tiveram destaque particular como recipientes das “promessas da graça” de restauração e retorno feitas pelo Senhor.

O apóstolo Paulo era benjamita e usava a si mesmo como exemplo da teologia do “remanescente” (veja Romanos 11:1ss). Apesar da rejeição quase total ao Senhor, por parte de Israel, sempre haveria um remanescente; não por causa da justiça deles, mas porque foram escolhidos pela graça (Rm 11:5) e, como no caso do próprio Paulo, deviam sua continuidade à obra da graça de um Deus salvador (veja Fp 3:4s).

Para nós, hoje, a lição é que mesmo um grande passado, como o da tribo de Benjamim, não garante um excelente futuro, exceto pela misericórdia de Deus. A linhagem de Paulo não tinha nenhum valor para ele, a não ser para entender a maneira pela qual o Senhor conservou um remanescente e enxertou outros ramos (os cristãos gentios; veja Rm 11). Não foi, entretanto, sua herança que o salvou, mas sim a misericórdia de Deus e sua fidelidade em guardar as promessas da aliança (Gn 12:1-3). Em sua defesa diante do rei Agripa, Paulo explicou que Deus o resgatara do seu próprio povo e dos gentios, para depois enviá-lo de volta para abrir os olhos deles (At 26:15ss). Como a tribo de Benjamim, o apóstolo reconheceu que era a atividade redentora do Senhor, o próprio Deus que conservaria um testemunho para si, no meio de um mundo hostil.


2. Nome dado ao bisneto de Benjamim, filho de Bilã (1Cr 7:10).


3. Membro da tribo de Benjamim que se arrependeu de ter-se casado com uma mulher estrangeira (Ed 10:32). Esdras exortou os judeus que fizeram isso a se apresentar publicamente diante de toda a cidade, para demonstrar arrependimento pelo pecado. Esse pode ser o mesmo Benjamim citado em Neemias 3:23; ias 12:34, que ajudou na reconstrução do Templo.

S.V.


Benjamim [Filho da Mão Direita] -

1) Filho mais novo de JACÓ (Gn 35:18)

2) Tribo dos descendentes de BENJAMIM 1, (Js 21:17).

Geba

monte

Gibeão

-

pertence a um monte

Tribo

substantivo feminino Sociedade humana rudimentarmente organizada.
[Antropologia] Grupo das pessoas que descendem do mesmo povo, partilham a mesma língua, têm os mesmos costumes, tradições etc.
Por Extensão Divisão relativamente grande de uma família.
Figurado Grupo de pessoas que partilha interesses, gostos, relações de amizade: ele me entende, é da minha tribo!
História Na Antiguidade, divisão do povo: o povo romano se dividia em tribos.
História As doze tribos do povo de Israel, as correspondentes a cada um dos descendentes de Jacó.
[Biologia] Classificação sistemática e menor que a subfamília.
[Matemática] Agrupamento de subconjuntos cujas operações (complementação e união) são fechadas.
Etimologia (origem da palavra tribo). Do latim tribus.us, "grupo menor entre os romanos.

Tribo
1) Cada um dos grandes grupos dos descendentes dos 12 PATRIARCAS, os filhos de JACÓ, em que se dividia o povo de Israel. A leste do Jordão (TRANSJORDÂNIA) ficaram localizadas as tribos de Rúben, Gade e Manassés do Leste. As outras tribos ficaram do lado oeste do Jordão. A tribo de LEVI não recebeu terras, e a de José se dividiu entre seus filhos Manassés e Efraim (Js 13). V. Mapa AS DOZE TRIBOS.


2) Povo (Mt 24:30, RC; Ap 1:7).


Strongs

Este capítulo contém uma lista de palavras em hebraico e grego presentes na Bíblia, acompanhadas de sua tradução baseada nos termos de James Strong. Strong foi um teólogo e lexicógrafo que desenvolveu um sistema de numeração que permite identificar as palavras em hebraico e grego usadas na Bíblia e seus significados originais. A lista apresentada neste capítulo é organizada por ordem alfabética e permite que os leitores possam ter acesso rápido e fácil aos significados das palavras originais do texto bíblico. A tradução baseada nos termos de Strong pode ajudar os leitores a ter uma compreensão mais precisa e profunda da mensagem bíblica, permitindo que ela seja aplicada de maneira mais eficaz em suas vidas. James Strong
Josué 21: 17 - Texto em Hebraico - (HSB) Hebrew Study Bible

E da tribo de Benjamim, deram-lhes Gibeão e os seus arrabaldes, Geba e os seus arrabaldes;
Josué 21: 17 - (ARAi) Almeida Revista e Atualizada Interlinear

1399 a.C.
H1144
Binyâmîyn
בִּנְיָמִין
filho mais novo de Raquel e Jacó, irmão legítimo de José
(Benjamin)
Substantivo
H1387
Gebaʻ
גֶּבַע
uma cidade em Benjamim (atual ’Jeba’) que se encontra no topo de um monte íngreme e
(and Gaba)
Substantivo
H1391
Gibʻôwn
גִּבְעֹון
uma cidade levítica de Benjamim, atual ’El-Jib’, que se localiza a 8 quilômentros (ou 5
(of Gibeon)
Substantivo
H4054
migrâsh
מִגְרָשׁ
com o seu pasto
(with its pasture)
Substantivo
H4294
maṭṭeh
מַטֶּה
vara, ramo, tribo
(and your staff)
Substantivo
H853
ʼêth
אֵת
-
( - )
Acusativo


בִּנְיָמִין


(H1144)
Binyâmîyn (bin-yaw-mene')

01144 בנימין Binyamiyn

procedente de 1121 e 3225, grego 958 βενιαμιν; DITAT - 254a; n pr m

Benjamim = “filho da mão direita”

  1. filho mais novo de Raquel e Jacó, irmão legítimo de José
  2. filho de Bilã, bisneto de Benjamim
  3. um benjamita, um dos filhos de Harim, na época de Esdras que casara com esposa estrangeira
  4. a tribo descendente de Benjamim, o filho de Jacó

גֶּבַע


(H1387)
Gebaʻ (gheh'-bah)

01387 גבע Geba ̀

procedente do mesmo que 1375; n pr loc Gaba ou Geba ou Gibeá = “monte”

  1. uma cidade em Benjamim (atual ’Jeba’) que se encontra no topo de um monte íngreme e aplainado, distando dez quilômetros (ou seis milhas) ao nordeste de Jerusalém e cinco quilômetros (ou três milhas) de Gibeá, à beira do Wadi Suweinit no lado norte em direção à antiga vila de Micmás, atual ’Mukhmas’

גִּבְעֹון


(H1391)
Gibʻôwn (ghib-ohn')

01391 גבעון Gib ̀own

procedente do mesmo que 1387; n pr loc Gibeão = “cidade no monte”

  1. uma cidade levítica de Benjamim, atual ’El-Jib’, que se localiza a 8 quilômentros (ou 5 milhas) de Jerusalém

מִגְרָשׁ


(H4054)
migrâsh (mig-rawsh')

04054 מגרש migrash

também (no pl.) fem. (Ez 27:28) מגרשה migrashah

procedente de 1644; DITAT - 388c; n m

  1. comum, terreno público, terreno aberto, subúrbio

מַטֶּה


(H4294)
maṭṭeh (mat-teh')

04294 מטה matteh ou (fem.) מטה mattah

procedente de 5186; DITAT - 1352b; n m

  1. vara, ramo, tribo
    1. vara, bordão, cajado
    2. ramo (de vinha)
    3. tribo
      1. companhia liderada por um chefe com um bordão (originalmente)

אֵת


(H853)
ʼêth (ayth)

0853 את ’eth

aparentemente uma forma contrata de 226 no sentido demonstrativo de entidade; DITAT - 186; partícula não traduzida

  1. sinal do objeto direto definido, não traduzido em português mas geralmente precedendo e indicando o acusativo