Enciclopédia de Josué 3:17-17

Tradução (ARC) - 2009 - Almeida Revisada e Corrigida

Índice

Perícope

js 3: 17

Versão Versículo
ARA Porém os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do Senhor pararam firmes no meio do Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão.
ARC Porém os sacerdotes, que levavam a arca do concerto do Senhor, pararam firmes em seco no meio do Jordão: e todo o Israel passou em seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão.
TB Os sacerdotes que levavam a arca da Aliança de Jeová conservaram-se firmes sobre a terra seca no meio do Jordão, e todo o Israel ia passando a pé enxuto, até acabar de passar a nação toda.
HSB וַיַּעַמְד֣וּ הַכֹּהֲנִ֡ים נֹ֠שְׂאֵי הָאָר֨וֹן בְּרִית־ יְהוָ֜ה בֶּחָֽרָבָ֛ה בְּת֥וֹךְ הַיַּרְדֵּ֖ן הָכֵ֑ן וְכָל־ יִשְׂרָאֵ֗ל עֹֽבְרִים֙ בֶּחָ֣רָבָ֔ה עַ֤ד אֲשֶׁר־ תַּ֙מּוּ֙ כָּל־ הַגּ֔וֹי לַעֲבֹ֖ר אֶת־ הַיַּרְדֵּֽן׃
BKJ E os sacerdotes que carregavam a arca do pacto do -SENHOR permaneceram firmes em terra seca no meio do Jordão, e todos os israelitas atravessaram em terra seca, até que todo o povo terminou de passar pelo Jordão.
LTT Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do SENHOR, postaram-se firmes, sobre terra seca, no meio do Jordão, e todo o Israel o atravessaram sobre terra seca, até que todo o povo acabou de cruzar o Jordão.
BJ2 Os sacerdotes que transportavam a Arca da Aliança de Iahweh detiveram-se no seco, no meio do Jordão, enquanto todo o Israel passava pelo seco, até que toda a nação acabou de atravessar o Jordão.
VULG Populus autem incedebat contra Jericho : et sacerdotes qui portabant arcam fœderis Domini, stabant super siccam humum in medio Jordanis accincti, omnisque populus per arentem alveum transibat.

Referências Cruzadas

As referências cruzadas da Bíblia são uma ferramenta de estudo que ajuda a conectar diferentes partes da Bíblia que compartilham temas, palavras-chave, histórias ou ideias semelhantes. Elas são compostas por um conjunto de referências bíblicas que apontam para outros versículos ou capítulos da Bíblia que têm relação com o texto que está sendo estudado. Essa ferramenta é usada para aprofundar a compreensão do significado da Escritura e para ajudar na interpretação e aplicação dos ensinamentos bíblicos na vida diária. Abaixo, temos as referências cruzadas do texto bíblico de Josué 3:17

Êxodo 14:22 E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram como muro à sua direita e à sua esquerda.
Êxodo 14:29 Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar em seco: e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda.
Josué 4:3 e mandai-lhes, dizendo: Tomai daqui, do meio do Jordão, do lugar do assento dos pés dos sacerdotes, doze pedras; e levai-as convosco à outra banda e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite.
II Reis 2:8 Então Elias tomou a sua capa, e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas; e passaram ambos em seco.
Salmos 66:6 Converteu o mar em terra seca; passaram o rio a pé; ali nos alegramos nele.
Isaías 25:8 Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Jeová as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o Senhor o disse.
Hebreus 11:29 Pela fé, passaram o mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram.

Mapas Históricos

Os mapas históricos bíblicos são representações cartográficas que mostram as diferentes regiões geográficas mencionadas na Bíblia, bem como os eventos históricos que ocorreram nesses lugares. Esses mapas são usados ​​para contextualizar a história e a geografia das narrativas bíblicas, tornando-as mais compreensíveis e acessíveis aos leitores. Eles também podem fornecer informações adicionais sobre as culturas, as tradições e as dinâmicas políticas e religiosas das regiões retratadas na Bíblia, ajudando a enriquecer a compreensão dos eventos narrados nas Escrituras Sagradas. Os mapas históricos bíblicos são uma ferramenta valiosa para estudiosos da Bíblia e para qualquer pessoa que queira se aprofundar no estudo das Escrituras.

Região da Sefalá

VALE DO RIFTE DO JORDÃO
As forças geológicas dominantes que esculpiram as características mais proeminentes do Levante são mais visíveis no Vale do Rifte do Jordão. Estendendo-se para além do Levante, a fissura geológica é conhecida como Vale do Rifte Afro-Árabe. Um bloco rebaixado confinado por duas falhas geológicas paralelas começa no sudeste da Turquia e se estende para o sul, atravessando o Levante e chegando até o golfo de Ácaba. A partir daí, a fratura avança para o sul, numa linha que corre paralela ao mar Vermelho, até a Etiópia, resultando na separação entre a península Árabe e a África. Na base do mar Vermelho, a própria falha geológica se divide: um braço oriental faz separação entre, de um lado, a placa Árabe e, de outro, a placa Somali e o "Chifre da África" e se estende até as profundezas do oceano Indico; um braço ocidental começa a penetrar diagonalmente na Etiópia, Quênia, Uganda, Tanzânia, Malaui e Moçambique. Conhecida naqueles segmentos como o "Grande Vale do Rifte Africano", essa rachadura geológica é a responsável pela criação dos lagos mais alongados da África Oriental (Turkana, Alberto, Eduardo, Kivu, Tanganica, Malaui), pela formação do lago Vitória e por fazer a ilha de Madagascar se separar do continente africano, Aqui, entalhada na crosta terrestre, há uma falha geológica que, sozinha, estende-se continuamente por mais de 6.400 quilômetros - 60 graus de latitude ou cerca de um sexto da circunferência da Terra. Pelo que se sabe, essa falha representa também a mais profunda fissura na superfície da Terra, e o ponto mais profundo ao longo do corte continental fica às margens do mar Morto. Aí, ao lado da margem ocidental, uma sucessão de falhas secundárias, bem próximas umas das outras e que correm em paralelo com a falha principal, tem dado aos cientistas oportunidade de estudar e avaliar a profundidade de deslocamento. Perfurações demonstraram ocorrência de deslocamentos verticais que chegam 3:580 metros e testes geofísicos realizados na região têm levado a estimativas de até 7 mil metros de espessura. A região ao redor do mar Morto iá fica numa altitude extremamente baixa (420 metros abaixo do nível do mar), o que leva a se estimar que depósitos não consolidados sobre o leito cheguem abaixo do nível do Mediterrâneo, alcançando quase 7.600 metros. Em outras palavras, se alguém escavasse em certos lugares ao longo do mar Morto, encontraria apenas aluvião sedimentar descendo até aproximadamente 7.560 metros, antes de, finalmente, encontrar estratificação rochosa." Espalhando-se em todas as direções a partir desta "fissura-mãe", existem dezenas de fraturas secundárias que tornam a região ao redor um mosaico geológico; algumas dessas ramificações criaram, elas mesmas, vales laterais (Harode, Far'ah, Jezreel). De acordo com registros sismográficos, cerca de 200 a 300 "microterremotos" são atualmente registrados todos os dias em Israel. É claro que a imensa maioria desses abalos é humanamente indetectável. Às vezes, no entanto, um terremoto devastador atinge essa terra, como é o caso de alguns mencionados a seguir.


1) Há relatos de que, em 7 e 8 de dezembro de 1267, um abalo desmoronou o rochedo íngreme existente ao lado do rio Jordão, em Damiya, o que causou o represamento do Jordão durante cerca de 10 horas.

2) Por volta do meio-dia de 14 de janeiro de 1546, ocorreu um terremoto cujo epicentro foi perto da cidade samaritana de Nablus (Siquém), de novo interrompendo a vazão do rio Jordão - desta vez durante cerca de dois dias.

3) Em 1.° de janeiro de 1837, um forte terremoto, com múltiplos epicentros, atingiu Israel e Jordânia. Na Galileia, quatro mil moradores da cidade de Safed foram mortos, bem como outros mil nas regiões ao redor. Toda a aldeia de Gush Halav foi destruída. No centro de Israel, duas ruas residenciais desapareceram completamente em Nablus, e um hotel desabou em Jericó, provocando ainda mais mortes. Os dois lados do que atualmente é conhecido como ponte Allenby foram deslocados.

Até mesmo em Amã, a mais de 160 quilômetros de distância, há registros de muitos danos causados por esse tremor.
4) Em 11 de julho de 1927, houve um terremoto no início da tarde, seu epicentro parece ter sido em algum ponto do lado norte do mar MortoS Há informações de que esse tremor provocou o desabamento de um paredão de terra de 45 metros, próximo de Damiya. Esse desabamento destruiu uma estrada e represou o Jordão durante 21 horas e meia (embora esta seja uma informação de segunda mão que, em anos recentes, tem sido questionada). Não se pode excluir a possibilidade de que um acontecimento semelhante tenha ocorrido quando Israel atravessou o Jordão "a seco" (Js 3:7-17).
Depois de fazer um levantamento do Vale do Rifte do Jordão como um todo, examinemos suas várias partes.
Primeiro, a uma altitude de 2.814 metros, o monte Hermom tem uma precipitação anual de 1.520 milímetros de chuva e permanece coberto de neve o ano todo (cp. Jr 18:14).
Descendo pelas encostas ou borbulhando em seu sopé, existem centenas de fontes e regatos que se juntam para formar os quatro principais cursos d'água que dão origem ao Jordão. O curso d'água mais a oeste - Ayun (n. Bareighit) - surge perto da moderna Metulla, cidade fronteiriça israelense, e segue quase diretamente para o sul. Não longe dali, fica o curso maior, o rio Senir (n. Habani), que tem origem no lado ocidental do Hermom, em frente à aldeia libanesa de Hasbiyya. O rio Da/Leda nasce no sopé do sítio bíblico de Dá (n. Qadi), e o rio Hermom (n. Banias) aflora das cavernas próximas ao local da moderna Banyas. Quando, por fim, juntam-se para formar um único curso d'água perto do lago Hula, as águas já desceram a uma altitude aproximada de apenas 90 metros acima do nível do mar.
Prosseguindo seu fluxo descendente, as águas chegam ao mar da Galileia (Mt 4:18-15.29; Mc 1:16-7.31; Jo 6:1), que também é conhecido por outros nomes: Quinerete (Nm 34:11; Dt 3:17; Js 12:3-13.27), Genesaré (Lc 5:1), Tiberíades (Jo 6:1-21.
1) ou simplesmente "o mar" (Mt 9:1; Jo 6:16). O mar da Galileia é um lago interior de água doce com medidas aproximadas de 21 quilômetros de norte a sul, 13 quilômetros de leste a oeste e cerca de 46 metros de profundidade. A superfície desse lago fica aproximadamente 212 metros abaixo do nível do mar, o que faz com ele seja a mais baixa massa de água doce no planeta.
Flanqueado pela região montanhosa da Baixa Galileia a oeste e pelo Gola a leste, no mar da Galileia deve ter havido intensa atividade ao longo de todo o período bíblico.
Cafarnaum, próxima de onde passa a Grande Estrada Principal, revela indícios de ocupação já em 8000 a.C. e pelo menos 25 outros locais na Baixa Galileia foram ocupados já na 1dade do Bronze Inicial. Mas foi no período romano que a atividade humana na região alcançou o ápice. Os rabinos afirmavam: "O Senhor criou sete mares, mas o mar de Genesaré é seu deleite.
O mar da Galileia também deleitou Herodes Antipas, que, as suas margens, construiu a cidade de Tiberíades, com seus inúmeros adornos arquitetônicos de grandeza romana.
Nas proximidades, foram construídos banhos romanos em Hamate, um hipódromo em Magdala (Tariqueia), bem como muitas aldeias, casas suntuosas, muitas ruas pavimentadas e numerosas arcadas. Desse modo, na época do Novo Testamento, o mar estava experimentando tempos de relativa prosperidade, em grande parte relacionada com uma florescente indústria pesqueira que, estima-se, chegava a apanhar 2 mil toneladas de peixe. Em meados da década de 1980, quando o nível da água ficou bem baixo, descobriu-se mais de uma dúzia de portos romanos circundando o mar da Galileia. Essa prosperidade se reflete em vários incidentes narrados nos Evangelhos e que aconteceram perto do Mar. Por exemplo, a parábola de Jesus sobre um rico tolo que achou recomendável derrubar seus celeiros e construir outros ainda maiores foi proferida às margens do Mar (Lc 12:16-21). Sua parábola sobre o joio e o trigo gira em torno da prosperidade de um chefe de família que possuía celeiros e servos (Mt 13:24- 43). Como parte do Sermão do Monte - que, de acordo com a tradição, foi pregado na área logo ao norte de Tabga -, Jesus tratou dos assuntos: dar esmolas e acumular bens terrenos (Mt 6:1-4,19-34). E sua famosa pergunta nas proximidades de Cesareia de Filipe - "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?" - foi dirigida a ouvintes galileus, alguns dos quais, sem dúvida alguma, possuíam grandes riquezas ou conheciam alguém que possuía (Mc 8:27-37; Lc 9:23-25).
Há uma distância em linha reta de apenas 120 quilômetros separando o mar da Galileia e o mar Morto. No entanto, entre um e outro, o rio Jordão serpenteia por cerca de 240 quilômetros (observe-se, que é possível que, da Antiguidade bíblica para cá, tenha ocorrido uma mudanca no ponto em que o Jordão entra no mar da Galileia e no ponto em que dele sai). Aí o rebaixado Vale do Rifte, às vezes chamado de "o Ghor" ("depressão"), varia de largura, entre 3,2 e 6,4 quilômetros, embora alargue nas bacias de Bete-Sea e Jericó. O próprio Jordão corre ao longo do leito sinuoso mais baixo do Ghor - atravessando uma mata fechada, baixa e emaranhada de tamargueiras, álamos e oleandros, espinheiros pontudos e toras espalhadas e podres trazidas pela água (2Rs 6:2-7). Esse leito às vezes é chamado de "floresta do Jordão" (Jr 12:5-49.19; 50.44; Zc 11:3).
Alguns textos bíblicos dão a entender que, na Antiguidade, animais selvagens habitavam essa mata fechada (1Sm 17:34-36 (implicitamente]; 2Rs 2:24; Mc 1:13). Restos de esqueletos de várias espécies de animais selvagens foram exumados do leito do vale e, em tempos modernos, viajantes relataram terem avistado, na região, leões, ursos, leopardos, lobos, chacais, hienas e uma ampla variedade de aves aquáticas.? Além disso, muitas cidades árabes modernas no vale ou nas proximidades parecem ter o nome de animais selvagens e o mapa de Medeba (um mosaico de chão, do sexto século d.C., com o desenho de um mapa - a mais antiga representação conhecida da região) mostra um leão rondando, à espreita, no vale.2 Não há nenhum indício de que, antes do sexto século d.C., tenham existido pontes cruzando o Jordão, de modo que é preciso imaginar que, durante o período bíblico, a maneira normal de atravessar o rio era a nado, algo que exigia grande esforço e era potencialmente perigoso (Jz6.33; 1Sm 13:7-31:11-13; 2Sm 2:29-10.17; 17.22; 24.5), o que provavelmente acontecia com mais frequência nos inúmeros vaus ao longo do rio (Js 2:7; Jz 3:28-12.5,6).
No fim de seu curso, o rio Jordão desaguava no mar Morto ou, tal como é chamado na Bíblia, mar Salgado (Gn 14:3; Nm 34:3-12; Dt 3:17; Js 3:16-12.3; 15.2,5; 18.9), mar da Arabá (Dt 3:17-4.49; Js 3:16-12.3; 2Rs 14:25) ou mar do Oriente (Ez 47:18: I1 2.20; Zc 14:8). O nome "mar Morto" aparece em textos gregos a partir do início do século primeiro,3 e aparentemente foi introduzido na tradição crista por meio da obra de São Jerônimo." Com a superfície da água a 420 metros abaixo do nível do mar (e baixando ainda mais ano a ano!), o mar Morto é, de longe, a depressão continental mais baixa do planeta. À guisa de comparação, a grande depressão de Turfan - que, com exceção do mar Morto, é o ponto mais baixo da Ásia continental - fica 150 metros abaixo do nível do mar. Na África, o ponto mais baixo (a depressão de Qattara, situada no Saara) está 156 metros abaixo do nível do mar. O ponto mais baixo da América do Norte (o vale da Morte, na Califórnia) se encontra 86 metros abaixo do nível do mar.
O mar Morto é um lago sem saída (sem acesso para os oceanos) que mede cerca de 16 quilômetros de largura, aproximadamente 80 quilômetros de comprimento e alcança uma profundidade de pouco mais de 300 metros em um ponto de sua bacia norte. Contrastando fortemente com isso, nos dias atuais a bacia rasa no sul não tem água, mas é quase certo que teve um mínimo de 3 a 9 metros de água durante toda a era bíblica. A altitude extremamente baixa do mar Morto cria uma imensa e extensa bacia de captação de aproximadamente 70 mil quilômetros quadrados, o que faz dele o maior sistema hidrológico do Levante em área. Antes da construção de açudes e da escavação de canais de drenagem nessa área de captação, durante o século 20.9 calcula-se que o mar Morto recebia um total de 2,757 bilhões de metros cúbicos anuais de água, o que teria exigido uma média diária de evaporação na ordem de 5,47 milhões de metros cúbicos a fim de manter um equilíbrio no nível da água. Antes que houvesse esses modernos esforços de conservação, o despejo de água apenas do sistema do rio Jordão era de cerca de 1,335 bilhão de metros cúbicos por ano, o que significa que, durante a maior parte da Antiguidade bíblica, o Baixo Jordão deve ter tido uma vazão com o volume aproximado de rios como o Colorado ou o Susquehanna, ao passo que, hoje, sua vazão é de apenas uma fração disso. O mar Morto também é o lago mais hipersalino do mundo.
A salinidade média dos oceanos é de 3,5%. O Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, tem aproximadamente 18% de sal, e a baía Shark, na Austrália, tem um índice de salinidade pouco superior a 20%. Mas vários fatores combinam para criar, no mar Morto, uma salinidade hídrica que vai de 26 a 35%: (1) ele é alimentado por alguns cursos d'água que têm uma salinidade incomum, passando por solo nitroso e fontes sulfurosas; (2) é contaminado pela adição de sais químicos encontrados na falha geológica que existe embaixo dele (cloreto de sódio, cloreto de cálcio. cloreto de potássio. brometo de magnésio); (3) é exposto à contaminação resultante da erosão do monte Sedom, que é um plugue de rocha salina muito profundo e massivamente poroso que se estende por 8 quilômetros ao longo de sua margem sudoeste. O elevado teor de sal impede a vida aquática no mar Morto.com exceção de uns poucos micro-organismos (bactérias simples, algas verdes e vermelhas, protozoários) descobertos recentemente  Contudo, ao longo da história, os minerais do mar Morto às vezes levaram a um aumento do valor das propriedades ao redor. Pelo menos desde o período neolítico um produto primário bastante valorizado é o betume. uma forma de petróleo endurecido por meio da evaporação e oxidação. utilizado para vedar e colar, confeccionar cestos, na medicina e na fabricação de tijolos de barro. Betume do mar Morto foi empregado como conservante em múmias do Egito antigo. Durante o período do Novo Testamento, os nabateus controlavam o comércio do betume do mar Morto, e há uma teoria de que a ânsia de Cleópatra em controlar o comércio de betume estimulou seu desejo de governar a região ao redor do mar Morto.
Também havia grande procura pelo bálsamo do mar Morto, o perfume e medicamento mais apreciado no mundo clássico.  Dizem que Galeno, o eminente médico do segundo século d.C. ligado ao famoso Asclépio, em Pérgamo, viajou de sua cidade na Ásia Menor até o mar Morto com o propósito específico de voltar com o "bálsamo verdadeiro" O cloreto de potássio, outro mineral do mar Morto, tornou-se popular no século 20 devido ao emprego na fabricação de fertilizantes químicos. Ao mesmo tempo, banhos nas fontes termominerais ao longo das margens do mar Morto tornaram-se um tratamento popular para vários problemas de pele, especialmente a psoríase. Com isso, talvez se possa dizer que, em tempos recentes, o mar Morto passou a viver. Na Antiguidade, porém, a descrição sinistra do precipício do mar Morto se reflete nas páginas das Escrituras. A destruição de Sodoma e Gomorra (Gn
19) ocorreu bem próximo desse mar. Embora haja interpretações diferentes sobre a natureza exata da destruição que caiu sobre as duas cidades, seja como erupção vulcânica seja como explosão espontânea de bolsões de betume abaixo da superfície do solo, colunas cársticas de sal (conhecidas como "mulher de L6") são um fenômeno frequente na região do mar Morto. Pode-se quase adivinhar que o deserto uivante ao redor do mar Morto deve ter proporcionado um refúgio apropriado para o fugitivo Davi (1Sm 21:31), bem como para os essênios de Qumran e os marginalizados judeus insurgentes da Primeira Revolta Judaica. Foi num lugar estéril e árido assim que Jesus enfrentou suas tentações (Mt 4:1-11); talvez esse tipo de ambiente sombrio tenha contribuído para a angústia que sofreu.
Por outro lado, o profeta Ezequiel (47.1-12; Zc
148) vislumbrou um tempo quando até mesmo as águas salgadas do mar Morto passarão por uma recriação total e não serão mais sombrias e sem vida, mas estarão plenas de vitalidade. Começando com o Sebkha (pântanos salgados) ao sul do mar Morto, o Grande Vale do Rifte forma uma espécie de vala arredondada que se estreita até chegar ao golfo de Ácaba. Ali começa a se alargar de novo, na direção do mar Vermelho, e o golfo é flanqueado por encostas escarpadas e penhascos altos que superam os 750 metros de altura. Por sua vez, no golfo de Ácaba, a apenas 1,6 quilômetro de distância desses penhascos, há abismos cuja profundidade da água ultrapassa os 1:800 metros.

PLANALTO DA TRANSJORDÂNIA
A quarta zona fisiográfica, a que fica mais a leste, é conhecida como Planalto da Transjordânia. A região do planalto ladeia imediatamente a Arabá, e é chamada na Bíblia de "além do Jordão" (Gn 50:10; Nm 22:1; Dt 1:5; Js 1:14-1Sm 31.7; 1Cr 12:37). No geral, a topografia da Transjordânia é de natureza mais uniforme do que a da Cisjordânia. A elevada chapada da Transjordânia tem cerca de 400 quilômetros de comprimento (do monte Hermom até o mar Vermelho), de 50 a 130 quilômetros de largura e alcança altitudes de 1.500 metros acima do nível do mar. A sua significativa precipitação escavou quatro desfiladeiros profundos e, em grande parte, laterais, ao longo dos quais correm os rios Yarmuk, Jaboque, Arnom e Zerede. Cobrindo uma base de arenito que fica exposta nessas quatro ravinas cavernosas e em uns poucos segmentos no sul, no norte a superfície da Transjordânia é composta basicamente de calcário, com uma fina camada de basalto cobrindo a área ao norte do Yarmuk. A região elevada prossegue na direção sul com afloramentos de granito que formam o muro oriental da Arabá. Por esse motivo, na época de atividade agrícola, as regiões do norte da Transjordânia são férteis, pois o solo mais bem irrigado consegue produzir grandes quantidades de diferentes cereais, especialmente trigo (cp. Am 4:1-3). Durante o periodo romano. essa região produziu e forneceu cereais para toda a província siro-palestina. A leste do principal divisor de águas, que fica a uma altitude de cerca de 1.800 metros e a uma distância entre 25 e 65 quilômetros do Rifte do Jordão, há uma transicão repentina da estepe para o deserto Oriental. Por exemplo, muitas partes do domo de Gileade têm grande quantidade de fontes e ribeiros com boa; agua potável, ao passo que a leste do divisor de águas há necessidade de cisternas. A abundância sazonal das plantações de cereais cede lugar para a pastagem superficial e intermitente de que se alimentam os animais pertencentes aos nomades migrantes.

UMA TERRA SEM RECURSOS
A terra designada para o Israel bíblico possui bem poucos recursos físicos e econômicos. Ela não contem praticamente nenhum metal precioso (pequenas quantidades de minério de cobre de baixo valor e um pouco de ferro e manganês) e uma gama bem limitada de minerais (alguns da área do mar Morto tendem a evaporar). Descobriu-se gás natural no Neguebe. Apesar de repetidas afirmações em contrário, ali não foram encontrados campos significativos de petróleo. A terra tem escassos recursos de madeira de lei e não tem suprimento suficiente de água doce (v. seções seguintes sobre hidrologia e arborização).
Região da Defalá
Região da Defalá
A falha Geológica afro-árabe
A falha Geológica afro-árabe
O Mar da Galileia
O Mar da Galileia
O Mar Morto
O Mar Morto

A conquista de Canaã: Jericó e Ai

século XV ou XIII a.C.
O SUCESSOR DE MOISÉS
Josué era o assistente fiel de Moisés. Havia lutado contra os amalequitas logo depois de Israel sair do Egito e foi um dos doze espias enviados para explorar Canaà.' Pouco antes de sua morte, Moisés apresentou Josué como seu sucessor?

JOSUÉ ASSUME A LIDERANÇA
Depois da morte de Moisés, coube a Josué a tarefa de conduzir os israelitas a Canaâ, a terra prometida. O Senhor deu a Josué as palavras de garantia de que precisava: "Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão-somente sê forte e mui corajoso" (Js 1:5b-7a).

A TRAVESSIA DO JORDÃO
Do outro lado do Jordão ficava a cidade murada de Jerico. Josué enviou dois homens para espiar a cidade, onde se hospedaram na casa de Raabe. Essa mulher cananéia é considerada, tradicionalmente, uma prostituta, mas talvez fosse a dona de uma hospedaria. Raabe confirmou que os habitantes de Canaã estavam aterrorizados com a presença dos israelitas. Depois de prometerem poupar Rabe e sua família quando conquistassem a cidade, os homens voltaram ao acampamento de Israel com um relatório extremamente favorável. Entre o povo de Israel e Jericó eslava o rio Jordão na estação das cheias. Era época de colheita, ou seja, abril ou maio. Por meio de uma intervenção miraculosa, Josué conduziu os israelitas ao outro lado do leito seco do rio até Canaã, a terra prometida. De acordo com o livro de Josué, as águas do Jordão pararam em Adà (atual ed-Damieh), cerca de 30 km rio acima. Ocorrências desse tipo form registradas em pelos menos outras duas ocasiões desde então. O historiador árabe an-Nawairi afirma que na noite de 7 de dezembro de 1267 d.C.o Jordão ficou represado em ed-Damieh durante dezesseis horas. Um represamento semelhante com duração de 21 horas e 30 minutos foi registrado em 11 de julho de 1927. Uma possível causa proposta é o desmoronamento das ribanceiras íngremes e pouco resistentes provocado por uma enchente ou terremoto.

A CONQUISTA DE JERICÓ
Sem dúvida, o episódio mais famoso de toda a campanha militar de Israel em Canaã é a conquista de Jericó, a primeira cidade a ser tomada pelos israelitas na terra prometida. O livro de Josué registra esse acontecimento de um ponto de vista claramente israelita. Seguindo as ordens de Deus, Josué e seu exército marcharam ao redor da cidade uma vez por dia durante seis dias. Sete sacerdotes tocando sete trombetas marchavam diante da arca da aliança. Homens armados iam à frente deles e na retaguarda, depois da arca, enquanto as trombetas tocavam. Terminado esse procedimento, todos voltavam para o acampamento de Israel. No sétimo dia, esse mesmo grupo se levantou ao amanhecer e marchou ao redor da cidade sete vezes. Na sétima vez, quando as trombetas soaram, o povo gritou e as muralhas ruíram, talvez devido a outro terremoto. Os homens atacaram, cada qual do lugar onde estava, e tomaram a cidade. O Senhor tinha dito que o povo da cidade, como todos os cananeus, era idólatra e, portanto, devia ser destruído. Essa ordem incluía todos os seres vivos da cidade: homens, mulheres, crianças e idosos, gado, ovelhas e jumentos. Os israelitas queimaram a cidade, poupando apenas Raabe e sua família.

REVÉS E VITÓRIA EM AI
Em seguida, Josué deslocou seu exército do vale do Jordão para a região montanhosa, numa distância de cerca de 24 km. Chegou a uma cidade chamada Ai, um termo hebraico que significa "ruína". De acordo com o relato bíblico, Josué escolheu três mil homens para atacar a cidade, mas sofreu um revés, perdeu uns 36 homens e foi obrigado a bater em retirada. O motivo da derrota é fornecido: um homem chamado Acá havia tomado espólios de Jerico, desobedecendo às ordens específicas do Senhor para destruir tudo daquela cidade perversa. Para que Israel pudesse readquirir o favor do Senhor, Acã e sua família foram apedrejados e queimados' e Josué tentou um novo ataque contra Ai, desta vez, usando uma tática diferente. À noite, Josué armou emboscada por trás da cidade a oeste, entre Betel e Ai e, ao amanhecer, posicionou seu exército principal ao norte de Ai. Os homens de Ai atacaram o exército israelita que recuou propositadamente a fim de atraí-los para longe da cidade. Então, os soldados da emboscada capturaram a cidade e a incendiaram. Na sequência, o exército de Josué se virou e atacou os homens de Ai que ficaram presos entre os soldados da emboscada e o exército principal de Israel. A cidade foi totalmente queimada, seus doze mil habitantes foram mortos e seu rei foi enforcado numa árvore.
Josué conquista Jericó e Ai - A campanha militar contra as cidades cananéias de Jericó e Ai.
Josué conquista Jericó e Ai - A campanha militar contra as cidades cananéias de Jericó e Ai.
Jericó (Tell esSultan) do Antigo Testamento e seus arredores.
Jericó (Tell esSultan) do Antigo Testamento e seus arredores.
Provável reconstituição da batalha de Ai
Provável reconstituição da batalha de Ai
Neve Kedem - uma vila samaritana no monte Gerizim. Monte Ebal ao fundo. Séquem (atual Nablus) fica no vale, entre os dois montes.
Neve Kedem - uma vila samaritana no monte Gerizim. Monte Ebal ao fundo. Séquem (atual Nablus) fica no vale, entre os dois montes.

Livros

Livros citados como referências bíblicas, que citam versículos bíblicos, são obras que se baseiam na Bíblia para apresentar um argumento ou discutir um tema específico. Esses livros geralmente contêm referências bíblicas que são usadas para apoiar as afirmações feitas pelo autor. Eles podem incluir explicações adicionais e insights sobre os versículos bíblicos citados, fornecendo uma compreensão mais profunda do texto sagrado.

Referências em Livro Espírita

Não foram encontradas referências em Livro Espírita.

Referências em Outras Obras

Não foram encontradas referências em Outras Obras.

Locais

Estes lugares estão apresentados aqui porque foram citados no texto Bíblico, contendo uma breve apresentação desses lugares.

ISRAEL

Atualmente: ISRAEL
País com área atual de 20.770 km2 . Localiza-se no leste do mar Mediterrâneo e apresenta paisagem muito variada: uma planície costeira limitada por colinas ao sul, e o planalto Galileu ao norte; uma grande depressão que margeia o rio Jordão até o mar Morto, e o Neguev, uma região desértica ao sul, que se estende até o golfo de Ácaba. O desenvolvimento econômico em Israel é o mais avançado do Oriente Médio. As indústrias manufatureiras, particularmente de lapidação de diamantes, produtos eletrônicos e mineração são as atividades mais importantes do setor industrial. O país também possui uma próspera agroindústria que exporta frutas, flores e verduras para a Europa Ocidental. Israel está localizado numa posição estratégica, no encontro da Ásia com a África. A criação do Estado de Israel, gerou uma das mais intrincadas disputas territoriais da atualidade. A criação do Estado de Israel em 1948, representou a realização de um sonho, nascido do desejo de um povo, de retornar à sua pátria depois de mil oitocentos e setenta e oito anos de diáspora. Esta terra que serviu de berço aos patriarcas, juízes, reis, profetas, sábios e justos, recebeu, Jesus o Senhor e Salvador da humanidade. O atual Estado de Israel teve sua origem no sionismo- movimento surgido na Europa, no século XIX, que pregava a criação de um país onde os judeus pudessem viver livres de perseguições. Theodor Herzl organizou o primeiro Congresso sionista em Basiléia, na Suíça, que aprovou a formação de um Estado judeu na Palestina. Colonos judeus da Europa Oriental – onde o anti-semitismo era mais intenso, começaram a se instalar na região, de população majoritariamente árabe. Em 1909, foi fundado na Palestina o primeiro Kibutz, fazenda coletiva onde os colonos judeus aplicavam princípios socialistas. Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor da divisão da Palestina em dois Estados: um para os judeus e outro para os árabes palestinos. Porém, o plano de partilha não foi bem aceito pelos países árabes e pelos líderes palestinos. O Reino Unido que continuava sofrer a oposição armada dos colonos judeus, decidiu então, encerrar seu mandato na Palestina. Em 14 de maio de 1948, véspera do fim do mandato britânico, os líderes judeus proclamaram o Estado de Israel, com David Bem-Gurion como primeiro-ministro. Os países árabes (Egito, Iraque, Síria e Jordânia) enviaram tropas para impedir a criação de Israel, numa guerra que terminou somente em janeiro de 1949, com a vitória de Israel, que ficou com o controle de 75% do território da Palestina, cerca de um terço a mais do que a área destinada ao Estado judeu no plano de partilha da ONU.
Mapa Bíblico de ISRAEL


JORDÃO

Atualmente: ISRAEL
Constitui a grande fenda geológica O Rift Valley, que se limita no sentido norte-sul, pela costa mediterrânea ao ocidente, e pela presença do grande deserto ao oriente, divide a região em duas zonas distintas: a Cisjordânia, entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo, onde se localiza o atual Estado de ISRAEL e a Transjordânia entre o rio Jordão e o deserto Arábico, que corresponde a atual Jordânia. Neste vale, ocorre um sistema hidrográfico que desemboca no Mar Morto. As nascentes principais do rio Jordão são três. A primeira nasce em Bânias, no monte Hermom (2814 m), que é a última elevação da cordilheira do Antilíbano e serve de marco divisório entre Israel e Líbano. Neste vale ficava a cidade de Cesaréia de Filipe, capital da tetrarquia deste principe herodiano. A segunda nascente do Jordão, mais a oeste, é Ain Led dan, próximo às ruinas de Dâ (Tel Dan), hoje, um Parque Nacional. E a terceira é o Hasbani, arroio que desce de Begaa no Líbano. Os três formavam o lago Hule – hoje seco e com suas águas canalizadas. A seus lados emergem colinas verdes que dão início aos sistemas montanhosos da Galiléia e de Basã na Cisjordânia e na Transjordânia, respectivamente. A partir daí o Jordão se estreita numa paisagem de basaltos em plena fossa tectônica, e desce em corredeiras desde o nível do Mediterrâneo, até o Mar da Galiléia, a 211 metros abaixo do nível do mar. Fatos citados: a travessia para entrar em Canaâ no tempo de Josué, a cura de Naamã, a vida de João Batista, que nesse rio batizou Jesus.
Mapa Bíblico de JORDÃO



Comentários Bíblicos

Este capítulo é uma coletânea de interpretações abrangentes da Bíblia por diversos teólogos renomados. Cada um deles apresenta sua perspectiva única sobre a interpretação do texto sagrado, abordando diferentes aspectos como a história, a cultura, a teologia e a espiritualidade. O capítulo oferece uma visão panorâmica da diversidade de abordagens teológicas para a interpretação da Bíblia, permitindo que o leitor compreenda melhor a complexidade do texto sagrado e suas implicações em diferentes contextos e tradições religiosas. Além disso, o capítulo fornece uma oportunidade para reflexão e debate sobre a natureza da interpretação bíblica e sua relevância para a vida religiosa e espiritual.

Beacon

Comentário Bíblico de Beacon - Interpretação abrangente da Bíblia por 40 teólogos evangélicos conservadores
Beacon - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 1 até o 17
B. O EXÉRCITO TOMA POSIÇÃO A OESTE DO JORDÃO, Js 3:1-6.27

A travessia do Jordão foi precedida por uma completa preparação espiritual e por cuidadosa avaliação militar. A atmosfera geral parecia ser a de um "poder sobrenatural" que estava "aguardando para ser exercido". 16

1. O Rio Jordão é Atravessado (3:1-5,1)

Assim que recebeu o relatório dos dois espias, Josué ordenou que o acampamento de Sitim fosse desmontado (1). Esta foi a primeira mudança de local que o povo fez desde a morte de Moisés. A resposta do povo às instruções de Josué seriam uma clara indicação a ele de que todos seguiriam sua liderança. Do mesmo modo, a resposta de Deus em ajudá-los a cruzar o Jordão revelaria se Israel tinha algum futuro.

a. O avanço na direção do rio Jordão (3:1-6). Levantou-se, pois, Josué de madru-gada (1). Esta estratégia foi usada várias vezes (cf. 6.12,15; 7.16; 8.10). Este movimento revelou alguns fatos importantes sobre ele. Primeiramente, Josué descobriu que poderia contar com a cooperação de todos os escalões. O segundo fato foi que o povo estava de prontidão para marchar a qualquer momento. O terceiro ponto é que o povo preferiria suportar as durezas de uma vida disciplinada a permanecer na margem oriental do Jordão. No final do primeiro dia Josué já tinha certeza de que liderava um povo que acreditava nas promessas de Deus e que estava determinado a pagar o preço para transformar essas promessas em realidade em suas vidas. A obra de Deus sempre avança quando Ele está com os que acreditam nele e que estão dispostos a agir de acordo com vontade dele.

Nos três dias seguintes, Josué ficou satisfeito em perceber que tinha uma organiza-ção em funcionamento capaz de comunicar as ordens do comando central e de ser respei-tada pelas massas (cf. 2-6). Não havia qualquer indicação de desunião; em vez disso, uma condição de unidade ou "singularidade" parecia prevalecer entre o povo. Sem esse espírito, Israel não poderia fazer qualquer avanço e nenhuma conquista pode ser feita pelos cristãos (cf. Jo 17:11-21-23).

Mesmo debaixo do regime de Josué o povo era conduzido pelo Senhor, mas de uma maneira diferente daquela por meio da qual eles foram libertados durante a administra-ção de Moisés. Anteriormente, eram guiados pela coluna de nuvem de dia e pela coluna de fogo à noite (cf. Nm 10:33-34).

Agora, a arca, na qual eram carregados os Dez Mandamentos (Dt 10:1-6), era o objeto visível que demonstrava a presença de Deus (3,4). 17 No final de tudo, a liderança divina deveria ser acompanhada pela presença da lei escrita "nas tábuas de carne do coração" (2 Co 3,3) ; mas, para os israelitas, estes sinais visíveis ainda eram necessários.

Antes de a orientação divina se efetivar, o povo deveria se santificar (5). Embora o Antigo Testamento não use com freqüência o termo "santificar" no pleno significado espi-ritual do Novo Testamento, é lançado aqui um princípio eterno: Deus pode levar à "terra da promessa" somente aqueles que se santificarem no sentido de se separarem de tudo aquilo que os corrompe (cf. Êx. 19.10). O Senhor pode fazer pouco pelo povo que se recusa a apresentar uma vida totalmente dedicada a Ele. Somente depois de o homem "santifi-car a si mesmo" é que Deus pode enchê-lo com o Espírito Santo.

Assim que os sacerdotes tomaram a arca e dirigiram-se ao Jordão transbordante (6), o povo ficou em estado de grande ansiedade. Eles sabiam que o Senhor faria maravi-lhas no meio de vós (5). Quando tem um povo santificado, com líderes santificados, Deus pode "fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensa-mos, segundo o poder que em nós opera" (Ef 3:20).

b. Josué é empossado e encarregado (3.7,8). Este dia começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel (7) Josué precisava ser empossado enquanto executava a tarefa de fazer com que os israelitas atravessassem o Jordão (cf. Js 4:14). A realização dessa tarefa lhe traria honra. Contudo, ser engrandecido perante os olhos do povo foi algo planejado não apenas para o próprio Josué. Ele seria exaltado para que o povo pudesse saber que Deus o conduzia diligentemente. Ele deveria servir como um refletor aumentado e melhorado da graça de Deus. Deste modo, sua promoção foi, na verdade, planejada para aumentar sua capacidade de servir aos outros. É isso o que fazem os avanços.

Um dos primeiros empecilhos para essa tarefa era levar o povo à beira do impossível e, então, fazer com que eles ficassem parados à margem do Jordão (8) ! Qualquer líder que fosse capaz de manter alto o moral de seu povo debaixo da pressão tal como o retardamento de uma ação, ele estaria capacitado a receber a exaltação diante de seus liderados. O Senhor exaltou seu servo, operou por meio dele e realizou o milagre de fazer parar o fluxo das águas. Todos reconheceriam rapidamente que Deus estava com Josué. Sua fé, no modo de Deus operar, seria fortalecida.

  • Josué dá ao povo uma visão dos acontecimentos (3:9-13). Este novo líder acredita-va fielmente na informação e na organização representativa de seu povo. Ele queria que o povo soubesse que recebera instruções de Deus, de modo que convida a todos a ouvir as palavras do Senhor (9). Ele explica que o Senhor lhes dava razões suficientes para que tivessem fé nele. Josué inicia seu relato da visão dos acontecimentos, ao dizer: Nisto conhecereis (10). O que ele disse depois dessa afirmação indicou que Deus controlaria tanto a história como a natureza (cf. 10,13). Não fez menção de meios secundários pelos quais as nações seriam expulsas nem quanto à maneira pela qual as águas do Jordão seriam contidas. Josué queria que o povo ficasse interessado no Senhor. Eles deveriam ter em mente a idéia de que o Deus vivo está no meio de vós (10).
  • As sete nações listadas no v. 10 também são apresentadas, ainda que em outra or-dem, em Deuteronômio 7:1; Josué 9:1-11.3 e 24.11. Os cananeus ou "habitantes das planícies" ocupavam a parte costeira desde o norte, perto de Dã (veja mapa), a região de Esdrelon e também estavam no vale do Jordão (Nm 13:29). Não se deve confundir os heteus com os hititas, povo que habitava a região a norte e a leste da Palestina. Os heteus de Canaã são descritos como os "filhos de Hete" (Gn 23:3), o segundo filho de Canaã. Já no tempo de Abraão eles estavam estabelecidos em Hebrom e na região tam-bém chamada de Quiriate-Arba (Gn 23:19-24.9). No início, eles eram muito poucos para serem listados juntamente com os cananeus e os ferezeus; mas, no tempo de Josué, já tinham obtido força suficiente para serem citados em pé de igualdade com os outros povos palestinos.

    Os heveus são mencionados pela primeira vez em Gênesis 34:2. Na sua maioria, eles eram um povo pacífico, voltados ao comércio, e viviam em Hermom, no território de Mispa (Js 11:3) e "nas montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermom até à entrada de Hamate" (Jz 3:3), na faixa das colinas do Líbano e de Hermom até o norte. Os ferezeus, cujo nome talvez signifique "aldeões" ou "rústicos" — aqueles que habitam ao ar livre ou em cidades não muradas — viviam parte no sul (Jz 1:4-5) e parte nas florestas do interior, nos declives do monte Carmelo.

    Acredita-se que os girgaseus eram uma ramificação dos heveus ou estavam ligados a eles de maneira bem próxima. Ao que parece, eles viviam na região a leste da Galiléia. Os amorreus ou "montanheses" viviam nas terras altas a oeste do mar Morto, até Hebrom (Gn 13:18-14.7, 13). Mais tarde eles ocuparam o planalto a leste do Jordão, desde Arnom até o Jaboque (Nm 21:13-27). Os jebuseus sempre aparecem em último nas referências às tribos da Palestina, talvez porque eles, até o tempo de Davi, tinham o controle da fortaleza que ficava na região alta onde, mais tarde, localizou-se Jerusalém (2 Sm 5.6). Aparentemente eles eram o menor grupo, e receberam este nome por causa de sua cida-de principal e sua fortaleza, Jebus, cujo nome foi mudado para Jerusalém após ela ser conquistada pelas forças de Davi. 18

    A arca do concerto (11) seria a certeza visível da presença de Deus. Ela passaria diante de vós (11). Desse modo, o Senhor era o centro de tudo o que aquele povo fazia. Sua força vinha de Deus e sua honra era dada a Ele. 19 O Senhor é que faria com que as águas do Jordão fossem retidas (13).

  • A travessia (3:14-17). E aconteceu (14). A fé transformou-se em ação. Como líder, Josué confiava em Deus e inspirava fé. O povo respondeu com confiança inabalável. O Senhor não desapontou aqueles que esperavam grandes coisas dele. Esta travessia foi ainda mais notável porque aconteceu numa época em que o Jordão estava transbordan-te. Estima-se que o rio tivesse uma largura em torno de 27 a 30 metros, tendo de 1 a 4 metros de profundidade. 20
  • Que meios Deus usou para realizar este milagre de interromper o fluxo do rio Jordão? A resposta para esta pergunta tem atormentado muito mais os homens moder-nos do que aquele que registrou estes eventos. L. Thomas Holdcroft sugeriu adequada-mente que "quer o milagre tenha sido causado pelo deslizamento das encostas do rio, como ocorreu em 1927, ou se Deus congelou as águas instantaneamente, de uma ma-neira não conhecida por nós, o fato não é de muita importância — o fato de o milagre ter acontecido é que importa". 21

    O Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega (15). Esta seria a época da colheita da cevada e do linho, que acontecia no início de abril no vale do Jordão, de clima semitropical. Nesse momento o rio era abastecido pela neve derretida das montanhas do Líbano e pelas chuvas da primavera. Nenhuma tra-vessia por meios naturais seria possível nessa época, particularmente com um grande número de pessoas e seus pertences, como era o caso dos israelitas. Mui longe da cida-de de Adã. Adã ou Adamá foi identificada com Tell ed-Damiyeh, próxima da junção do Jaboque com o Jordão, cerca de 30 quilômetros ao norte do vau costumeiro. Sartã tem sido identificada de várias maneiras como um lugar próximo da confluência do Jaboque e do Jordão, ou localizada alguns quilômetros rio acima. Se esta última localização for a correta, o significado do texto pode ser o de que o rio foi bloqueado em Adamá e refluiu 19 quilômetros até Sartã. O mar das Campinas, que é o mar Salgado, é o mar Morto. A travessia aconteceu bem defronte de Jericó.

    O que foi prometido foi literalmente cumprido com o objetivo de fortalecer a fé do povo. Com o apoio de uma oração respondida, os israelitas dariam prosseguimento ao processo de estabelecer suas posições. Eles esperavam coisas ainda maiores vindas de Deus. O versículo 17 enfatiza que todo o povo passou pelo Jordão. Cf. também em Js 4:1-11.


    Genebra

    Comentários da Bíblia de Estudos de Genebra pela Sociedade Bíblica do Brasil para versão Almeida Revista e Atualizada (ARA)
    Genebra - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 1 até o 17
    *

    3.1—4.24

    A travessia do rio Jordão, o rio que assinalava a fronteira da Terra Prometida, foi uma ocasião de admiração comparável à travessia do mar Vermelho (4.23; conforme 3.7; 4.14). A grande significação dessas maravilhas é indicada em 4.24. Essas maravilhas deviam permanecer como um testemunho para todos os povos de todos os séculos de que a mão do Senhor é poderosa. A proeminência da arca da aliança (3.3, nota) relaciona o poder de Deus às promessas Deus que são o âmago da aliança. O cap.3 apresenta os eventos em ordem; o cap.4 retorna e elabora diversas questões, especialmente as pedras memoriais em Gilgal.

    * 3:2

    três dias. Ver nota em 1.11.

    * 3:3

    a arca da Aliança do SENHOR, vosso Deus. Ver Êx 25:10-22; Dt 10:5. A arca da aliança desempenha um papel proeminente nos caps. 3, 4, 6 e 8. Ela representava não somente a presença do Senhor (Nm 10:33-36), mas especificamente a sua aliança, que implica em seu compromisso diante de suas promessas, bem como as obrigações conseqüentes de Israel. Ver notas em 1.5 e 24.25.

    os levitas sacerdotes. Ver Dt 10:8.

    * 3:4

    Haja a distância... entre vós e ela. O propósito dessa separação pode ter sido para assegurar que a arca estivesse visível para o maior número possível de israelitas. Ver 4.11.

    * 3:5

    Santificai-vos. Ver 5.15 e nota. Provavelmente refere-se a atos físicos como lavar-se, que simbolizava a santidade do povo. Houve um requisito semelhante quando Deus desceu para o povo, no monte Sinai (Êx 19:10,14,15).

    maravilhas. A mesma palavra foi usada para indicar as pragas do Egito (Êx 3:20; Jz 6:13; Sl 78:11 e Mq 7:15), bem como por ocasião da conquista da terra de Canaã (Êx 34:10; 13 16:9-13.16.24'>1Cr 16:9-24; conforme Jr 21:2).

    * 3:7

    começarei a engrandecer-te. O Senhor validaria a liderança de Josué repetindo as maravilhas que ele fizera às margens do mar Vermelho através de Moisés. O Deus de Josué era o Deus de Moisés. Ver nota em 4.14.

    para que saibam. Os atos de Deus com frequência têm o propósito de esclarecer e dar conhecimento (Êx 8:10; Dt 4:35; 2Rs 19:19; Is 45:6). Tal conhecimento nunca é meramente intelectual. Entretanto, é atingível mediante o ouvir acerca dos atos de Deus, bem como de contemplá-los (2.9,10; 4.24). Aqui, o objeto do conhecimento é a presença de Deus com Josué (1.5, nota; conforme Êx 14:31), que o povo de Israel experimentaria através da fidelidade de Deus às suas promessas. Ver notas no v. 10; 4.24.

    * 3:9

    ouvi as palavras do SENHOR, vosso Deus. Esse é um dever fundamental do povo de Deus. Ver 1.8; 24.2.

    * 3:10

    Nisto. A referência provável é ao milagre inteiro da travessia do rio Jordão, embora a atenção se enfoque sobre o papel da arca (v. 11).

    conhecereis. Ou seja: "conhecer por experiência". Conforme o v. 7. O que eles conheceriam era a presença de Deus no meio deles, no cumprir sua promessa a eles até um certo ponto. Notavelmente, esse conhecimento já havia sido assimilado por Raabe, em 2.9.

    o Deus vivo. O Deus de Israel se opunha aos ídolos sem vida e era contrastado com eles (Dt 32:21).

    cananeus... jebuseus. Temos aqui uma das diversas maneiras de mencionar os habitantes da terra de Canaã (Gn 15:18-21; Dt 7:1). Ver nota em 2.10.

    * 3:11

    a arca da Aliança do Senhor de toda a terra. Lit., "a arca da Aliança, o Senhor de toda a terra". Não somente o símbolo da aliança, mas o próprio Senhor iria à frente de seu povo. O lembrete de que ele é o Senhor de toda a terra, sugere que os eventos que se seguem teriam um propósito que ultrapassaria as fronteiras de Israel (4.24; conforme 2.11; Gn 12:3; Êx 19:5,6).

    * 3.12

    doze homens. Isso antecipa o principal assunto do cap.4; ver 4.2.

    * 3:13

    se amontoarão. Essa linguagem tem similaridades com Êx 15:8 e Sl 78:13, que descrevem a travessia do mar Vermelho (4.23). O Deus do êxodo é o Deus da conquista.

    * 3:14

    Tendo partido o povo. Este versículo retoma as ações a partir do v. 6.

    * 3:15

    o Jordão transbordava... todos os dias da sega. Essa informação vital toma o leitor de surpresa. A travessia seria ainda mais notável do que o v. 13 tinha indicado.

    * 3:17

    a arca. Sendo instrumental no milagre, a arca transmitiu a poderosa mensagem da fidelidade de Deus às suas promessas da aliança.


    Matthew Henry

    Comentário Bíblico de Matthew Henry, um pastor presbiteriano e comentarista bíblico inglês.
    Matthew Henry - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 1 até o 17
    3.2-4 O arca do pacto era o tesouro mais sagrado do Israel. Era símbolo da presença e o poder de Deus. O arca era uma caixa retangular dourada, com dois querubins (anjos) frente a frente sobre a tampa. Dentro do arca estavam as pranchas dos Dez Mandamentos que Moisés tinha recebido de Deus, um recipiente com maná (o pão que Deus enviou milagrosamente do céu durante a peregrinação no deserto), e a vara do Arão (símbolo de autoridade do supremo sacerdote). De acordo com a lei de Deus, só os levita podiam transportar o arca. O arca foi construída ao mesmo tempo que o tabernáculo (Ex 37:1-9) e colocado no Lugar Muito santo do santuário.

    RAHAB

    Rahab era prostituta no Jericó. Como tal vivia à margem da sociedade, quase totalmente rechaçada. Sua casa, construída como parte dos muros da cidade, proporcionava alojamento e favores aos viajantes. Era um lugar natural para que os espiões israelitas se alojassem, já que seriam confundidos com clientes do Rahab.

    As histórias a respeito dos israelitas tinham estado circulando por algum tempo, mas já era evidente que estavam por invadir a cidade. Como vivia sobre o muro, Rahab se sentia especialmente vulnerável. Entretanto, enquanto tinha o mesmo estado de ânimo geral de temor do resto da população, só ela se voltou para Senhor em busca de salvação. Sua fé lhe deu a coragem de esconder aos espiões e mentir às autoridades. Rahab sabia que sua posição era perigosa. Ao dar asilo aos espiões, corria o risco de que a descobrissem e matassem. Entretanto, Rahab se arriscou porque percebeu que os israelitas dependiam de um Deus digno de confiança. Deus recompensou ao Rahab lhe prometendo segurança para ela e sua família.

    Deus obra através de pessoas como Rahab, a quem nós facilmente rechaçaríamos. Deus a recorda por causa de sua fé, não de sua profissão. Se às vezes se sentir que é um fracasso, recorde que Rahab superou sua situação por meio de sua fé em Deus. Você pode fazer o mesmo!

    Pontos fortes e lucros:

    -- Antepassada do Booz, e portanto do Davi e Jesus

    -- Uma das únicas duas mulheres mencionadas na lista dos Heróis da Fé de Hebreus 11

    -- Engenhosa, disposta a ajudar a outros, a pesar do grande risco que corria.

    Debilidades e enganos:

    -- Era prostituta

    Lição de sua vida:

    -- Não deixou que o temor afetasse sua fé no poder de Deus para dar a vitória

    Dados gerais:

    -- Onde: Jericó

    -- Ocupação: Prostituta/estalajadeira, depois se converteu em esposa

    -- Familiares: Antepassada do Davi e Jesus

    -- Contemporâneos: Josué

    Versículo chave:

    "Pela fé Rahab a rameira não pereceu junto com os desobedientes, tendo recebido aos espiões em paz" (Hb_11:31).

    A história do Rahab se narra no Josué 2:6-22, 23. Também se menciona em Mt 1:5, Hb 11:31 e Jc 2:25.

    3:5 antes de entrar na terra prometida, os israelitas deviam santificar-se, fazer uma cerimônia de purificação. Isto se fazia muitas vezes antes de fazer um sacrifício ou, como neste caso, antes de presenciar um grande ato de Deus. A lei de Deus declarava que muitas coisas podiam fazer que uma pessoa se voltasse imunda: ingerir certos mantimentos (Levítico 11), o parto (Levítico 12), a enfermidade (Levítico 13:14), tocar um cadáver (Nu 19:11-22). Deus se valeu destas diferentes assinale externas de imundície para ilustrar a imundície interna do homem como resultado do pecado. A cerimônia de purificação ilustrava a importância de nos aproximar de Deus com um coração puro. Como os israelitas, ao nos aproximar de Deus devemos resolver o problema do pecado em nossa vida.

    3:9 Pouco antes de passar à terra prometida, Josué reuniu às pessoas para ouvir as palavras do Senhor. A gente estava muito emocionada. Sem dúvida queriam entrar imediatamente, mas Josué lhes obrigou a deter-se e escutar. Vivemos em uma época de muita agitação onde todo mundo corre simplesmente para manter-se ao dia. É fácil estar tão absortos em nosso trabalho, que nos criamos muito ocupados para o que Deus diz que é o mais importante: tirar tempo para ouvi-lo o. antes de planejar suas atividades do dia, concentre-se no que Deus quer de todas elas. Saber o que Deus diz antes de começar apressadamente o dia poderia lhe ajudar a evitar enganos tolos.

    3:10 por que ajudou Deus aos israelitas a jogar naquelas nações de sua terra natal? Deus tinha castigado primeiro ao Israel por sua desobediência; agora lhe chegava o turno às outras nações. Gn 15:13-16 diz que os povos do Canaán eram malvados e mereciam ser castigados por seus múltiplos pecados. Israel devia ser instrumento desse castigo. Mais importante ainda, Israel, como nação Santa, não podia viver entre pessoas más e idólatras. Fazê-lo significaria dar entrada ao pecado em suas próprias vidas. A única maneira de evitar que o Israel fora infectada pelas más religiões era jogar da terra aos que as praticavam. Israel, entretanto, não jogou fora a todos como Deus lhes tinha mandado. Não passou muito tempo antes de que o Israel adotasse as práticas perversas dos cananeos.

    3.13, 14 Os israelitas estavam ansiosos por entrar na terra prometida, conquistar nações e viver em paz. Mas primeiro tinham que cruzar as águas do Jordão que estavam a ponto de transbordar-se. Deus lhes deu instruções precisas: primeiro, os sacerdotes tinham que meter-se à água. O que se tivessem tido medo de dar o primeiro passo? Muitas vezes Deus não proporciona nenhuma solução a nosso problema até que confiemos no e avancemos com o que sabemos que devemos fazer. Quais são os rios ou obstáculos em sua vida? Em obediência a Deus, tome esse primeiro passo dentro da água.

    3.13-17 Deus dividiu as águas do Mar Vermelho para tirar os do Egito (Exodo 14), e depois dividiu o Jordão para que entrassem no Canaán. Estes milagres demonstraram ao Israel que Deus cumpre suas promessas. A presença de Deus entre seu povo e sua fidelidade para eles fizeram possível que terminassem toda a trajetória do Egito à terra prometida. O estava com eles ao final de sua peregrinação ao igual a no princípio.

    3.15, 16 Os israelitas cruzaram o rio Jordão na primavera, quando se estava transbordando. Deus escolheu o tempo em que o rio estava ao nível mais alto para demonstrar seu poder dividindo as águas para que toda a nação pudesse passar em seco. Alguns dizem que Deus utilizou um acontecimento natural (como um deslizamento de terra) para deter as águas do Jordão. Outros dizem que o fez por meio de um ato sobrenatural. Em todo caso, Deus demonstrou seu grande poder através de um milagre no tempo e o espaço permitindo que seu povo cruzasse o rio em seco. Este testemunho do poder sobrenatural de Deus serve para aumentar a esperança dos israelitas em Deus e lhes dar uma grande reputação com seus inimigos, embora estes últimos eram mais numerosos que eles.


    Wesley

    Comentário bíblico John Wesley - Metodista - Clérigo Anglicano
    Wesley - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 1 até o 17
    III. Passando o Jordão (Js 3:1)

    Divinamente dadas instruções foram transmitidas para todo o Israel por Josué. Enquanto isso, o Senhor prometeu fazer maravilhas em favor de Israel como eles passaram para a terra prometida.

    1. As instruções dadas por Josué (3: 1-6 , 9-13)

    1 Josué levantou-se cedo pela manhã; e eles removido da acácia, e veio para o Jordão, ele e todos os filhos de Israel; e eles pousaram ali, antes de atravessá- Lv 2:1 E sucedeu que, depois de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial, 3 e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e os sacerdotes levitas a levam, partireis vós também do vosso lugar, e ir atrás dela. 4 No entanto, haverá um espaço entre você e ele, cerca de dois mil côvados, não vos chegueis a ela, para que vos saibais o caminho pelo qual haveis de ir; . porquanto não passaram por este caminho até aqui 5 Josué disse ao povo, santificai-vos; porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós. 6 E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da aliança, e passai adiante do povo. E eles levaram a arca da aliança, e foram andando adiante do povo.

    9 E disse Josué aos filhos de Israel: Aproximai-vos, e ouvi as palavras do Senhor vosso Dt 10:1)

    O milagre fenomenal de travessia de Israel da Jordânia foi realizada pelo Senhor enquanto Israel obedeceu Suas instruções.

    1. A Arca da Aliança Posicionado (Js 3:14 , 15)

    14 E sucedeu que, quando o povo das suas tendas, para passar o Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança de ser diante do povo; 15 e quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os pés dos sacerdotes que levavam a arca se mergulharam na beira das águas (porque o Jordão transbordava todas as suas ribanceiras durante todos os dias da sega),

    Como os sacerdotes levavam a arca da aliança para a frente para o rio Jordão, sobre a fluir porque o tempo quente estava derretendo a neve das montanhas do Líbano, todo o Israel avançou com expectativa. Era a arca da aliança, que era fazer um caminho para Israel, pois indicaram a presença de Jeová estava conduzindo Seu povo.

    2. A Águas de Jericó Bloqueado (Js 3:16 , 17)

    16 que as águas que vinham de cima, parando, levantaram-se num montão, uma ótima maneira off, em Adão, cidade que está junto a Zaretã; e as que desciam ao mar da Arabá, o Mar Salgado, foram de todo cortadas; e as pessoas passaram em frente de Jericó. 17 E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor pararam firmes em seco no o meio do Jordão; e todo o Israel passou a pé enxuto, até que toda a nação acabou de passar o Jordão.

    Enquanto Israel reconheceu que Deus havia providenciado a passagem através da Jordânia, aparentemente, não era de conhecimento de um desmoronamento das margens do rio alguma distância até o rio (v. Js 3:16 ). Era a época de colheita. Este chegou no vale do Jordão no mês de abril, quando as chuvas de primavera e derretimento da neve das montanhas do Líbano foram fazendo com que o rio para coroar a fase de inundação.

    Fording normal do rio era impossível. No entanto, como os sacerdotes que levavam a arca da aliança entraram nas águas de roda da torrente do rio começou a recuar, até que fosse possível para os israelitas de atravessar. O rio foi verificada em um local chamado Adão, identificado como Tell ed-Damiyeh, perto da junção de Jaboque e Jordão quinze a vinte quilômetros de Jericó (v. Js 3:16 ). Garstang cita um choque terremoto em 1927 que bloqueou completamente a Jordan por mais de 21 horas. É possível que partes dos bancos altos de barro do rio caiu no rio em Adão coincidente com cruzamento de Israel. Qualquer que tenha sido a causa "natural" para o represamento do rio, a explicação "religioso", reconhece a intervenção divina.


    Wiersbe

    Comentário bíblico expositivo por Warren Wendel Wiersbe, pastor Calvinista
    Wiersbe - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 1 até o 17
    1. O milagre da travessia (3)
    2. O povo santificado (vv. 1-5)

    Josué, como nosso Jesus do Novo Testamento (Mc 1:35), levantou-se de madrugada para meditar sobre a Palavra (1:8; 3:
    1) e preparar-se para as tarefas do dia. Não coube-ra a Josué inventar um método para atravessar o transbordante Jordão, pois Deus dera-lhe todas as instru-ções necessárias. Nesse capítulo, a palavra-chave é arca, usada 25 ve-zes. A arca simbolizava a presença de Deus. A arca ia à frente do povo a fim de guiá-lo, mas ela foi mantida no meio do rio até que toda a nação o atravessasse. Cristo sempre vai adiante de seu povo e abre o cami-nho, mas o povo deve santificar-se (veja 2Co 7:1) e estar pronto para a liderança de Deus. O Senhor estava para levar os judeus por um novo caminho (v. 4), e eles tinham de es-tar prontos para isso.

    1. Josué engrandecido (vv. 6-8)

    Claro, deve-se toda a glória a Deus, mas ele acha apropriado engran-decer seus servos a fim de que as pessoas os honrem (1 Cr 29:25; 2Cr 1:1; veja Js 4:14). Era Josué quem comandava os sacerdotes e dava orientação aos líderes em relação ao povo. O povo de Deus deve en-grandecer Cristo (Fp 1:20-50), mas o Senhor também se alegra em en-grandecer seu povo quando este obedece a ele (At 5:12-44).

    1. O Senhor glorificado (vv. 9-13)

    Em Êxodo, Deus provou ser o Se-nhor e o verdadeiro Deus, e, ao lado dele, os deuses do Egito não passavam de ídolos inofensivos. Agora Deus prova ser o "o Senhor de toda a terra" (vv. 11,13; veja SI 97:5; Mq 4:13). Todos os deuses das nações pagãs cairiam diante dele! O Senhor prova seu poder ao reter as águas do transbordante Jordão e permitir que seu povo atravesse em terra seca.

    1. A Palavra cumprida (vv. 14-17)

    Aconteceu exatamente como Deus dissera que seria! Os sacerdotes fo-ram na frente, carregando a arca, e, quando molharam os pés na água, o Senhor represou a correnteza! (Às vezes, o povo de Deus tem de "molhar os pés" pela fé antes de o Senhor operar! Veja Js 1:2-6.) Os sa-cerdotes pararam no meio do rio e permaneceram lá, enquanto todo o Israel atravessava para o outro lado. Depois, eles mesmos foram para o outro lado. Que imagem perfeita de Cristo! Ele vai à nossa frente para abrir o caminho, ele permanece conosco até atravessarmos e segue atrás a fim de nos proteger! Deus cumpre sua Palavra quando seu povo crê nele e lhe obedece.

    É instrutivo comparar a travessia do mar Vermelho (Êx 14—
    15) com a do rio Jordão. A primeira travessia representa a separação do passado (Egito, o mundo), e a segunda retra-ta a tomada de posse pela fé de nos-sa herança espiritual em Cristo. O inimigo foi vencido de uma vez por todas quando o exército egípcio foi coberto pelo mar Vermelho, mas os judeus tinham de vencer, vez após vez, depois de atravessar o Jordão e entrar em Canaã. Jesus, na cruz, derrotou nossos inimigos, mas, se quisermos vencer todos os dias, temos de caminhar e lutar pela fé. Nós "atravessamos o Jordão" quan-do vivenciamos em fé a experiência de vitória de Romanos 6—8.


    Russell Shedd

    Comentários da Bíblia por Russell Shedd, teólogo evangélico e missionário da Missão Batista Conservadora.
    Russell Shedd - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 1 até o 17
    3.1 Sitim, ou "Abel-Sitim, nas campinas de Moabe" era a localização do acampamento de Israel a leste do rio Jordão, defronte de Jericó (conforme Nu 33:49).

    3.3 4rca da aliança. A arca simbolizava a presença de Deus em poder no meio do seu povo. Era tão sagrada que, pelo fato de nela tocar, Uzá teve morte instantânea (2 Sm 6.69). Só podia ser levada por sacerdotes descendentes de Levi. A palavra "aliança" (heb "berith") significa "concerto", "pacto", "testamento", "contrato". A arca era o símbolo do concerto feito entre Deus e Israel (conforme Êx 2:25; Dt 4:6-5; Dt 8:17, Dt 8:18).

    3.4 Dois mil côvados, i.e., pouco mais que um quilômetro, ou a distância do caminho de um sábado (At 1:12).

    3.5 Santificai-vos. Santificação, na Bíblia, significa separação para uso exclusivo de Deus (conforme Gn 2:3; Êx 28:2, 3, etc.). Esta separação implicava uma purificação tanto da alma como do corpo. • N. Hom. "Santificação, a necessidade de distinguir-se entre Deus e as coisas que Ele criou":
    1) Deus demanda nossa afeição a Ele, acima de tudo (conforme Dt 6:15);
    2) Deus demanda nossa separação para Ele, feita numa entrega total (conforme Sl 51:17; Rm 12:1);
    3) Deus demanda purificação (simbolizada pelas abluções do AT e pelo batismo, 1Pe 3:21; He 10:22) moral e espiritual (1Pe 1:13-60, 1Pe 1:22).

    3.10 Lançará de diante de vós... cananeus. Veja a corrupção destes povos (Gn 15:16; Dt 12:31). A morte de Cristo será eficaz para todo o povo de Deus chegar até a glória.


    NVI F. F. Bruce

    Comentário Bíblico da versão NVI por Frederick Fyvie Bruce, um dos fundadores da moderna compreensão evangélica da Bíblia
    NVI F. F. Bruce - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 1 até o 17
    d) Os espiões escapam ilesos (2.22—3.1)

    três dias: i.e., alguns (v.comentário Dt 1:10). o caminho: a partir de Jericó ao longo de um dos uádis do Jordão (v. 7). Os espiões poderiam ter coletado algumas informações táticas, mas o relato acerca do moral do inimigo é o que interessa para a história. Josué agora avança da região em que estavam acampados para uma “área de assembléia”.


    3) Atravessando o Jordão; “o Deus vivo está no meio de vocês” (3.2—5.1)
    a) Preparativos (3:2-13)
    Essa seção conduz à profecia do v. 13, cumprida no parágrafo seguinte. A expectativa é produzida com muita habilidade por meio de uma série de sinais, e.g., nos v. 5,
    8,12. v. 2. três dias: v.comentário Dt 1:10. v. 3. A arca teve papel fundamental na travessia do Jordão e na tomada de Jericó, os episódios críticos (e descritos em mais detalhes) da história da invasão. Aqui Deus abre a porta para o seu povo. Assim, em nove Dt 16:0). Os ferezeus provavelmente não eram um grupo étnico (NBD, no verbete). Não sabemos onde localizar os girgaseus, embora o nome ocorra no ugarítico e possivelmente no hitita. v. 12. Esse versículo prevê 4:2-4; embora o episódio das pedras seja contado novamente em 4:1-10, é adequado fazer menção aqui da “ordem do dia” de Josué e serve para unir todo o relato, v. 13. represada'. refere-se à água, e não a uma represa (“muralha”); só aparece em outro lugar no AT nos relatos poéticos da travessia do mar Vermelho (Êx 15:8; Sl 33:7; Sl 78:13).

    b) O Jordão é represado (3:14-17)
    v. 15. transborda em ambas as margens', melhor do que “as águas do rio haviam coberto as margens” (NTLH); conforme Is 8:7. O transborda-mento (descrito por Baly, Geography, p. 199) se deve ao derretimento da neve do Hermom no início do verão. v. 16. uma muralha', v. comentário do v. 13. perto de [...] Adã (“até Adã”, NTLH) talvez reflita o hebraico (nota marginal Qrê) “de”; “em” parece original e dá melhor sentido, parou de correr, a água escoou. O colapso das margens em Adã, a 25 quilômetros rio acima, não era nem anormal nem um acontecimento único; o extraordinário foi o tempo. Em escala maior, o tempo da travessia também a caracteriza como um ato de Deus. Era possível atravessar o Jordão a vau em outras épocas (lCr 19.17). Em época de enchente, podia ser atravessado por homens fortes (lCr 12.15); mas não por um povo com bagagem, nem pelos levitas carregando a arca. Os habitantes de Jericó provavelmente se sentiram seguros até que isso aconteceu.


    Moody

    Comentários bíblicos por Charles F. Pfeiffer, Batista
    Moody - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 14 até o 17


    2) A Passagem de Todo o Povo. Js 3:14-17.

    No dia seguinte de manhã cedo toda a nação atravessou, todos em um só dia, apressadamente (Js 4:10), sem dúvida centenas de milhares, ombro a ombro. Não há necessidade que procuremos duas diferentes narrativas da travessia, quando diversas declarações do capítulo 4 são devidamente interpretadas. Pararam-se as águas que vinham de cima (v. Js 3:16). Este difícil versículo pode ser explicado melhor traduzindo-o literalmente: As águas que vinham de cima pararam; amontoaram-se muito longe em Adão, a cidade que fica ao lado de (isto é, do lado do Jordão onde se localiza) Zaretã. E aquelas que desciam (para o Jordão de outras correntes ao sul de Adão) para o mar de Arabá, que é o Mar Salgado, foram de todo cortadas. Adão pode ser identificada como Tell ed-Damiê bem ao sul da junção do Jaboque com o Jordão, cerca de 24 quilômetros rio acima do ponto onde se deu a travessia. As águas poderiam ter tido represadas até bretã (Tell es-Saidiê), 19 quilômetros mais para o norte. Um deslizamento de terra calcária, misturada com argila, existente no Zor pode ter formado uma barreira de 45,72ms de altura nas vizinhanças de Adão, bloqueando o rio (o que já aconteceu em cerca de 1266 A.D., e mais recentemente; de acordo com Garstang, em 1927, o rio ficou assim bloqueado por mais de vinte e uma horas). De qualquer forma, Deus operou um grande milagre: outras correntes de água também tiveram de ser bloqueadas; as águas pararam e depois voltaram (4: 18) quase imediatamente,- e o macio leito do rio secou no mesmo instante; mais ainda, a interrupção das águas se deu no período das enchentes.


    Dúvidas

    Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia, por Norman Geisler e Thomas Howe
    Dúvidas - Comentários de Josué Capítulo 3 versículo 17
    Js 3:17 - Israel atravessou o Jordão no tempo em que esta passagem foi escrita, ou não?

    PROBLEMA:
    De acordo com Js 3:17, o povo atravessou o Jordão a pé enxuto. Entretanto, os versículos Js 4:5, Js 4:10-11 dão a entender que eles não tinham ainda atravessado o rio. Como conciliar isso?

    SOLUÇÃO: Josué registra que os sacerdotes que estavam levando a arca da aliança pararam no meio do rio enquanto o povo atravessava a pé enxuto (Js 3:17). O capítulo 4 começa com a afirmação: "Tendo, pois, todo o povo passado o Jordão, falou o Senhor a Josué". A passagem então continua a descrever como Josué, seguindo o mandamento do Senhor, ordenou que doze homens, um de cada tribo, voltasse até o lugar onde os sacerdotes ainda permaneciam com a arca para tomar doze pedras do meio do leito do rio.

    Os versículos 10:11 descrevem como os sacerdotes, que carregavam a arca da aliança, finalmente deixaram o lugar em que se encontravam no meio do leito do rio, depois de cumprido tudo o que o Senhor havia ordenado a Josué.


    Francis Davidson

    O Novo Comentário da Bíblia, por Francis Davidson
    Francis Davidson - Comentários de Josué Capítulo 3 do versículo 14 até o 17
    d) A travessia do Jordão (Js 3:14-6; Js 4:1 depreendemos que o povo já tinha passado o rio. Mas Js 4:5 pode ser traduzido: "passai até onde a arca do Senhor vosso Deus está no meio do Jordão", e assim é possível reconstruir a história sem discrepância. A seqüência dos acontecimentos pode ser vista da seguinte maneira:

    1. AS DOZE TRIBOS PASSAM O JORDÃO (Js 3:14-6). Transportando a arca, os sacerdotes chegaram à margem do Jordão, que nessa altura do ano transbordava devido às cheias provocadas pela fusão das neves (15). Logo que entraram na água, o leito do rio secou e as águas pararam, formando um "montão", muito longe da cidade de Adã (16). Este acontecimento registou-se a cerca de 30 quilômetros a norte da cidade de Jericó, ficando seco o leito do rio numa extensão de 40 ou 50 quilômetros. Caso idêntico ao relatado neste capítulo é descrito por um historiador árabe que faz alusão a um desmoronamento verificado no ano 1266 A.D. perto de Tell-Damieh, talvez a cidade de Adã, e que durante dez horas deixou enxuto o rio Jordão. Garstang cita outros paralelos nos anos 1906:1927. São acontecimentos que podem explicar "naturalmente" o que sucedera séculos antes, mas apesar disso é necessário reconhecer a intervenção divina precisamente na altura em que os israelitas necessitavam de atravessar o rio. O fato de os sacerdotes pararem no leito seco do rio, até que todo o povo passasse, era sinal de que os acontecimentos dependiam do Senhor.


    Dicionário

    Acabar

    verbo transitivo Levar a seu termo, perfazer, concluir, terminar: acabar uma tarefa.
    Estar no fim: no latim o verbo acaba a frase.
    Dar cabo, matar: o trabalho acabou com ele.
    verbo intransitivo Ter fim: aqui acaba a terra.
    Morrer: ele acabou na miséria.
    verbo pronominal Ter fim: acabou-se o que era doce.

    concluir, cessar, descontinuar, interromper, suspender, finalizar, findar, ultimar, terminar, rematar, fechar, intermitir, parar. – Segundo Roq., “acabar representa a ação de chegar ao termo ou fim de uma operação; concluir representa a ação no deixar a coisa completa. Hoje se acaba minha fadiga. Ontem se concluiu o negócio. Como as ações destes dois verbos são em geral inseparáveis, é pouco perceptível sua diferença; para distingui-la, porém, basta buscá-la num exemplo, no qual o que se acaba seja precisamente a ação de outro verbo: Amanhã acabarei de escrever; não acaba de chegar; ao meio-dia acabou de correr; acaba de sair, de chegar, de entrar, etc. Em nenhum destes exemplos se pode usar sem impropriedade do verbo concluir, porque não se trata diretamente de uma coisa finalizada e completa por meio da conclusão, senão puramente de uma ação que cessa, do termo e fim a que chega, não a coisa concluída, mas a operação com que se conclui”. – “Cessar – diz ainda Roq. – é um termo geral, que a toda suspensão de trabalho ou ação pode aplicar-se, sem indicar diferença alguma. Cessa-se por um instante, por muito tempo, para sempre. – Descontinuar é suspender o trabalho, ainda que não seja por muito tempo; é romper a continuação ou seguida do fato com o que fica por fazer”. – Acabar e findar têm muito íntima conexão; devendo notar-se, no entanto, que findar enuncia simples fato em muitos casos em que acabar enuncia ação. Findar é “ter fim”; acabar é, além de “ter fim” – chegar, levar ao fim (ao cabo); e é nesta última acepção, que se distingue de findar. “Acabamos a nossa tarefa” (e não – findamos). Segue-se que em todos os casos em que se aplica findar pode aplicar-se acabar; mas a inversa não seria exata. – Entre findar e finalizar dáse uma diferença análoga. Finalizar enuncia ação, esforço “para chegar ao fim”. “Findou o sofrimento da triste criatura” (e não – finalizou), “Finalizamos o trabalho com muita fortuna” (e não – findamos). – Finalizar, ultimar, terminar, rematar, fechar podem confundir-se. Quem diz ultimar indica a ação de “chegar ao termo de uma coisa deixando supor que se havia começado e que se vai ou pode dar princípio a outra; e, portanto, como que estabelecendo uma certa relação de ordem ou de seguimento entre a coisa que se ultima, o princípio que teve essa coisa, e às vezes alguma outra coisa que se lhe pode seguir”. Dizemos rematar quando queremos exprimir que se “pôs fim ou conclusão a uma coisa com um sinal próprio ou de um modo completo”. Um exemplo: “Quando ouvimos aquela apóstrofe vibrante supusemos que o orador ia ultimar as graves acusações; mas ele continuou no mesmo tom veemente; e parecia terminar ou concluir já mais calmo, quando a um aparte do ministro, rematou a tremenda objurgatória com uma invetiva ultrajante”. – Rematar, portanto, e fechar, neste caso, seriam sinônimos perfeitos se não fosse a nuança assinalada na predicação daquele primeiro verbo: o que se fecha fica “resolvido definitivamente, concluído, ultimado”: o que se remata “tem termo preciso, formal, bem marcado, e até pode ser que solene”. – Terminar é “ir ao termo, 60 Rocha Pombo levar ao termo, ter fim, chegar ao limite”. – Interromper e suspender, como descontinuar, enunciam ação de “cessar, ou deixar de exercer por algum tempo função própria ou alheia”. Descontinua-se quando “se deixa de prosseguir aquilo que é contínuo ou sucessivo”; interrompe-se alguma coisa quando “se lhe corta ou suspende bruscamente a ação ou o modo de ser”; suspende-se alguma coisa quando “se a interrompe por algum tempo e a deixa pendente”. – Intermitir é “suspender ou interromper de momento a momento, cessar de agir, de atuar, ou de se fazer sentir por intervalos”. – Parar significa “cessar, acabar, tratando-se de movimento ou de função”. “Para o relógio quando se lhe acaba a corda”. “Intermite-se a aplicação de um medicamento quando sobrevêm acessos do mal que se combate”.

    perecer, falecer, morrer, fenecer, finar-se, extinguir-se, expirar. – Todos estes verbos significam “chegar ao fim”, quer se trate de duração ou de espaço. – “Acabar – escreve Roq. – significa chegar ao cabo ou fim de uma operação sem indicar a conclusão, e de um modo mui genérico. – Fenecer é chegar ao fim do prazo ou extensão própria da coisa que fenece. – Perecer é chegar ao fim da existência, cessar de todo, e às vezes por desastre ou infortúnio. – Finar- -se exprime propriamente o acabamento progressivo do ser vivente. – Falecer é fazer falta acabando. – Morrer é acabar de viver, perder a vida. Depressa se acaba o dinheiro a quem gasta perdulariamente. Muitas vezes se acaba a vida antes que tenhamos acabado a mocidade. Fenecem as serras nas planícies, e às vezes no mar. – Fenece a vida do homem muitas vezes quando ele menos o espera. Perece, ou há de perecer tudo quanto existe. Quantos têm perecido de fome, de sede, à míngua, nos cárceres, nos suplícios, nos incêndios, nos terremotos, nos naufrágios?! Todos os seres animados finam-se quando, extenuadas as forças, pagam o tributo à lei da morte. Falece o homem quando passa da presente a melhor vida. Morre tudo quanto é vivente; e porque as plantas têm uma espécie de vida, também as plantas morrem. O homem não morre só quando o prazo dos seus dias está cheio, mas morre muitas vezes às mãos de assassinos, de inimigos ou de rivais. Acaba ou fenece a serra, e não perece, nem morre7 , nem se fina, nem falece. Perece um edifício, uma cidade, etc., e não morre, nem se fina, nem falece (nem fenece). Morre o vivente, mas o irracional não falece. Morre, acaba, falece, fina- -se o homem, e por sua desventura também muitas vezes perece. Diz-se mui urbanamente, e por uma espécie de eufemismo, que um homem faleceu quando acabou seus dias naturalmente, do mesmo modo que diziam os latinos vita functus est; mas não se dirá que faleceu aquele que morreu na guerra ou às mãos do algoz”. – Expirar é “render o último alento, dar o último suspiro, acabar de existir no mesmo instante”. – Extinguir- -se significa “fenecer, acabar de ser”; e sugere a ideia do desaparecimento da coisa que se extingue.

    Arca

    substantivo feminino Caixa grande com tampa e fechadura; baú; cofre; burra.
    Figurado Tesouro.
    Reservatório, tanque.
    Marinha Cesto da gávea.
    Arcabouço do navio.
    Zoologia Gênero de moluscos lamelibrânquios.
    Arca de Noé, embarcação em que, segundo a Bíblia, Noé se salvou do dilúvio com sua família e um casal de cada espécie de animais.

    substantivo feminino Caixa grande com tampa e fechadura; baú; cofre; burra.
    Figurado Tesouro.
    Reservatório, tanque.
    Marinha Cesto da gávea.
    Arcabouço do navio.
    Zoologia Gênero de moluscos lamelibrânquios.
    Arca de Noé, embarcação em que, segundo a Bíblia, Noé se salvou do dilúvio com sua família e um casal de cada espécie de animais.

    Uma caixa, ou qualquer vaso de forma semelhante. Há três arcas, que pedem especial menção. l. A arca de Noé (Gn 6:14-8.19). Noé, por mandado de Deus, construiu uma embarcação na qual ele, sua família e uma grande variedade de animais foram salvos do dilúvio. As dimensões da arca eram: 300 côvados de comprimento, 50 de largura, e 30 de altura. Foi feita de madeira de cipreste, sendo muito bem betumadas as juntas por dentro e por fora para torná-la impermeável à água. Tinha três andares e uma janela que, provavelmente, se prolongava em volta de toda a arca com pequenas interrupções. (*veja Noé.) 2. A arca de Moisés. Era uma arca feita de juncos (Êx 2:3-6), na qual o menino Moisés foi colocado, quando exposto à beira do rio Nilo. Como a arca de Noé, foi feita impermeável por meio de betume e pez. (*veja Moisés.) 3. A arca da Aliança ou do Testemunho: esta, com a sua cobertura, o propiciatório, achava-se realmente revestida de santidade e mistério. Em Êx 25 vem uma completa descrição da sua estrutura. o propiciatório, que servia de apoio aos querubins, era considerado como o símbolo da presença de Deus (*veja Propiciatório). Por vezes se manifestava a divindade por uma luminosa nuvem, chamada Shequiná. Quem tinha o cuidado da arca eram os levitas da casa de Coate, que a levaram pelo deserto. Mas, antes de ser transportada, era toda coberta pelos sacerdotes, e já não era vista. Continha a arca as duas tábuas da Lei, chamando-se por isso a arca da Aliança, e provavelmente também uma urna com maná, e a vara de Arão (Hb 9:4). A arca, que ocupava o lugar mais santo do tabernáculo, o Santo dos Santos, nunca era vista senão pelo sumo sacerdote, e isso somente em determinadas ocasiões. A arca realiza um papel eminente na história do povo escolhido. Foi levada pelos sacerdotes até ao leito do Jordão, cujas águas se separaram, para poder passar o povo israelita (Js 4:9-11). Por sete dias andou aos ombros dos sacerdotes em volta de Jericó, antes de caírem os muros da cidade (Js 6:1-20). Depois de fixar-se na Palestina o povo de israel, a arca permaneceu por algum tempo no tabernáculo em Gilgal, sendo depois removida para Silo até ao tempo de Eli, quando foi levada para o campo de batalha, porque os israelitas supunham que pela presença dela podiam alcançar completa vitória. Mas não foi assim, e a arca ficou em poder dos filisteus (1 Sm 4.3 a 11). A santidade da arca, enquanto estiveram de posse dela os pagãos, foi manifestada por milagres, sendo grandes as tribulações nas terras dos filisteus para onde era levada (1 Sm 4 e 6). Depois de seis meses foi devolvida a arca para território hebreu. Primeiramente, esteve em Bete-Semes, onde a curiosidade do povo foi terrivelmente castigada (1 Sm 6.11 a
    20) – depois disto foi transportada para Quiriate Jearim (1 Sm 7.1), donde seguiu mais tarde, por ordem de Davi, para a cidade de Jerusalém, com grande cerimonial. Mas antes disso esteve por algum tempo em Perez-Uzá, onde foi ferido de morte Uzá, quando estendia a mão à arca que parecia tombar (2 Sm 6.1 a 19). Mais tarde foi colocada por Salomão no templo (1 Rs 8.6 a 9). Quando os babilônios destruíram a cidade de Jerusalém e saquearam o templo, provavelmente foi a arca tirada dali por Nabucodonosor e destruída, visto como não se achou mais vestígio dela. Não é mencionada entre as coisas sagradas que foram expostas na cidade santa (Ed 1:7-11). Tácito, historiador romano, dá testemunho do estado vazio do Santo dos Santos, quando Pompeu ali entrou. A ausência da arca, no segundo templo, foi uma das notas de inferioridade deste com respeito ao edificado por Salomão.

    Concerto

    substantivo masculino Apresentação pública de música; show.
    [Música] Audição de composições musicais que, feita de maneira pública, pode ser representada por cantores: concerto de rock.
    [Música] Obra ou peça musical composta para instrumentos Conformidade harmônica de sons ou vozes; consonância.
    Acordo entre pessoas ou empresas que possuem uma meta em comum.
    Que se apresenta de maneira arrumada; com ordem; arrumação.
    Por Extensão Sons ou ruídos que se combinam: um concerto de pássaros.
    Ação de se reunir ou de participar; reunião: concerto entre culturas.
    Etimologia (origem da palavra concerto). Do italiano concerto.

    Concerto ALIANÇA (He 8:6), RC).

    Firmes

    masc. e fem. pl. de firme
    2ª pess. sing. pres. conj. de firmar

    fir·me
    adjectivo de dois géneros
    adjetivo de dois géneros

    1. Que não se move; fixo.

    2. Estável; sólido.

    3. Que não treme, que não vacila.

    4. Constante; inabalável.

    5. Que tem prazo fixo (falando-se da compra de fundos públicos).

    nome masculino

    6. [Brasil] Terreno elevado, em meio de igapós ou de terras alagadiças.

    7. Ponto de apoio.


    fir·mar -
    verbo transitivo e pronominal

    1. Tornar ou ficar firme.

    2. Colocar ou colocar-se com firmeza. = APOIAR, SEGURAR

    verbo transitivo

    3. Colocar assinatura em. = ASSINAR, RATIFICAR

    4. Confirmar, assegurar.

    5. Fixar (ex.: firmar a atenção).

    6. Estribar.

    verbo pronominal

    7. Fazer finca-pé.


    Israel

    substantivo masculino Designação do Estado de Israel, localizado no Oriente Médio, reconhecido oficialmente em 1948, sendo também conhecido como Estado Judeu e Democrático.
    Por Extensão Significado do nome em hebraico: "o homem que vê Deus".
    Etimologia (origem da palavra Israel). Do latim Isráél; do grego Israêl; pelo hebraico Yisraél.

    substantivo masculino Designação do Estado de Israel, localizado no Oriente Médio, reconhecido oficialmente em 1948, sendo também conhecido como Estado Judeu e Democrático.
    Por Extensão Significado do nome em hebraico: "o homem que vê Deus".
    Etimologia (origem da palavra Israel). Do latim Isráél; do grego Israêl; pelo hebraico Yisraél.

    Luta com Deus. Foi este o novo nome dado a Jacó, quando ele pedia uma bênção depois de ter lutado com o Anjo do Senhor em Maanaim (Gn 32:28os 12:4). Depois é usado alternadamente com Jacó, embora menos freqüentemente. o nome era, primeiramente, empregado para designar a família deste patriarca, mas depois, libertando-se os hebreus da escravidão egípcia, aplicava-se de modo genérico ao povo das doze tribos (Êx 3:16). Mais tarde, porém, achamos a tribo de Judá excluída da nação de israel (1 Sm 11.8 – 1 Rs 12,16) a qual, desde que as tribos se revoltaram contra Roboão, se tornou o reino do Norte, constituindo o reino do Sul as tribos de Judá e Benjamim, com partes de Dã e Simeão. E isto foi assim até à volta do cativeiro. os que voltaram à sua pátria tomaram de novo o nome de israel, embora fosse um fato serem judeus a maior parte deles. Nos tempos do N.T. o povo de todas as tribos era geralmente conhecido pelo nome de judeus.

    Nome dado a Jacó depois que “lutou com Deus” em Peniel (Gn 32:28-31). Veja Jacó.


    Israel [O Que Luta com Deus] -

    1) Nome dado por Deus a Jacó (Gn 32:28)

    2) Nome do povo composto das 12 tribos descendentes de Jacó (Ex 3:16).

    3) Nome das dez tribos que compuseram o Reino do Norte, em contraposição ao Reino do Sul, chamado de Judá (1Rs 14:19);
    v. o mapa OS REINOS DE ISRAEL E DE JUDÁ).

    4) Designação de todo o povo de Deus, a Igreja (Gl 6:16).

    Israel Nome que Jacó recebeu após lutar com Deus — como hipóstase — em Jaboc (Gn 32:29). Derivado da raiz “sará” (lutar, governar), contém o significado de vitória e pode ser traduzido como “aquele que lutou com Deus” ou “o adversário de Deus”. Mais tarde o nome se estenderia aos descendentes de Jacó (Ex 1:9) e, com a divisão do povo de Israel após a morte de Salomão, passou a designar a monarquia do Reino do Norte, formada pela totalidade das tribos exceto a de Judá e Levi, e destruída pela Assíria em 721 a.C. A palavra designa também o território que Deus prometeu aos patriarcas e aos seus descendentes (Gn 13:14-17; 15,18; 17,18; 26,3-4; 28,13 35:12-48,3-4; 1Sm 13:19).

    Após a derrota de Bar Kojba em 135 d.C., os romanos passaram a chamar esse território de Palestina, com a intenção de ridicularizar os judeus, recordando-lhes os filisteus, desaparecidos há muito tempo. Pelos evangelhos, compreende-se que a Igreja, formada por judeus e gentios que creram em Jesus, é o Novo Israel.

    Y. Kaufmann, o. c.; m. Noth, Historia...; J. Bright, o. c.; S. Hermann, o. c.; f. f. Bruce, Israel y las naciones, Madri 1979; C. Vidal Manzanares, El judeo-cristianismo...


    Jordão

    Jordão O rio mais importante da Palestina, embora não-navegável. Nasce na confluência dos rios das montanhas do Antilíbano, a 43 m acima do nível do mar, e flui para o sul, pelo lago Merom (2 m acima do nível do mar). Depois de percorrer 16 km, chega ao lago de Genesaré (212 m abaixo do nível do mar) e prossegue por 350 km (392 m abaixo do nível do mar) até a desembocadura no Mar Morto. Nas proximidades desse rio, João Batista pregou e batizou.

    E. Hoare, o. c.; f. Díez, o. c.


    o Jordão é essencialmente o rioda Palestina e o limite natural do país ao oriente. Caracteriza-se pela sua profundidade abaixo da superfície geral da região que atravessa, pela sua rápida descida e força da corrente em muitos sítios, e pela sua grande sinuosidade. Nasce nas montanhas da Síria, e corre pelo lago Merom, e pelo mar da Galiléia, desaguando, por fim, no mar Morto, depois de um percurso de quase 320 km. Nas suas margens não existe cidade alguma notável, havendo duas pontes e um considerável número de vaus, o mais importante dos quais é o Bete-Seã. Não é rio para movimento comercial ou para pesca. No seu curso encontram-se vinte e sete cachoeiras, e muitas vezes transbordam as suas águas. o Jordão é, pela primeira vez, nomeado em Gn 13:10. Ainda que não há referência ao fato, deve Abraão ter atravessado o rio, como Jacó, no vau de Sucote (Gn 32:10). A notável travessia dos filhos de israel, sob o comando de Josué, efetuou-se perto de Jericó (Js 3:15-16, 4.12,13). A miraculosa separação das águas pela influência de Elias e de Eliseu (2 Rs 2.8 a
    14) deve também ter sido por esses sítios. Dois outros milagres se acham em relação com o rio e são eles: a cura de Naamã (2 Rs 5.14), e o ter vindo à superfície das águas o machado (2 Rs 6.5,6). João Batista, durante o seu ministério, batizou ali Jesus Cristo (Mc 1:9 e refs.) e as multidões (Mt 3:6). A ‘campina do Jordão’ (Gn 13:10) é aquela região baixa, de um e de outro lado do Jordão, que fica para a parte do sul.

    Jordão Rio principal da Palestina, que nasce no monte Hermom, atravessa os lagos Hulé e da Galiléia e desemboca no mar Morto. O Jordão faz muitas curvas, estendendo-se por mais de 200 km numa distância de 112 km, entre o lago da Galiléia e o mar Morto. O rio tem a profundidade de um a três m e a largura média de 30 m. Na maior parte de seu curso, o rio encontra-se abaixo do nível do mar, chegando a 390 m abaixo deste nível ao desembocar no mar Morto. O povo de Israel atravessou o rio a seco (Js 3); João Batista batizava nele, e ali Jesus foi batizado (Mat 3:6-13).

    -

    Meio

    numeral A metade de uma unidade: dois meios valem um inteiro.
    substantivo masculino Ponto médio no espaço ou no tempo: o meio da praça.
    O ambiente onde se vive: o meio influencia as pessoas.
    Modo para se chegar a um fim; recurso: usou de meios desonestos.
    Figurado Local onde se vive ou se exerce uma atividade: meio acadêmico.
    Mais ou menos; nem muito, nem pouco: estou meio chateada hoje.
    O que tende a ser possível; possibilidade: não há meio de obter isso!
    Corpo ou ambiente em que se passam fenômenos especiais ou se desenvolvem microrganismos: um meio ácido.
    substantivo masculino plural Bens, haveres, recursos: os fins justificam os meios.
    adjetivo Que é a exata metade de um todo: meio litro; meia hora.
    advérbio Pela metade, um tanto: porta meio aberta; era meio estranho.
    Por meio de. Mediante, graças a:obteve o emprego por meio de fraude.
    Etimologia (origem da palavra meio). Do latim medius.ii.

    numeral A metade de uma unidade: dois meios valem um inteiro.
    substantivo masculino Ponto médio no espaço ou no tempo: o meio da praça.
    O ambiente onde se vive: o meio influencia as pessoas.
    Modo para se chegar a um fim; recurso: usou de meios desonestos.
    Figurado Local onde se vive ou se exerce uma atividade: meio acadêmico.
    Mais ou menos; nem muito, nem pouco: estou meio chateada hoje.
    O que tende a ser possível; possibilidade: não há meio de obter isso!
    Corpo ou ambiente em que se passam fenômenos especiais ou se desenvolvem microrganismos: um meio ácido.
    substantivo masculino plural Bens, haveres, recursos: os fins justificam os meios.
    adjetivo Que é a exata metade de um todo: meio litro; meia hora.
    advérbio Pela metade, um tanto: porta meio aberta; era meio estranho.
    Por meio de. Mediante, graças a:obteve o emprego por meio de fraude.
    Etimologia (origem da palavra meio). Do latim medius.ii.

    Passar

    verbo transitivo direto Ir de um local para outro; atravessar: passamos a cerca para entrar no prédio.
    Ir através de: passar a água pela peneira.
    verbo transitivo direto e transitivo indireto Ultrapassar ou transpor algo; exceder um limite: o caminhão passou o carro; ela passou pela criança.
    verbo bitransitivo Fazer o transporte de: o barco passa as mercadorias pelo rio.
    Espalhar algo sobre: passou a geleia no pão.
    Obstruir a passagem de; fechar: passou o cadeado na porta.
    verbo transitivo direto e bitransitivo Fazer com que algo ou alguém chegue a algum lugar: eles passaram pela fronteira; não conseguiu passar sobre a ponte.
    Causar movimento: passou as páginas da Bíblia; passou os livros para a estante.
    Fazer com que chegue ao destino: não consegue passar o jogo; passou a bola ao adversário.
    verbo transitivo indireto e pronominal Deixar de ser uma coisa para se tornar outra: passou da música para a dança; passei-me de história para medicina.
    verbo transitivo indireto Ir a um local sem permanecer por lá: passaram pelo bairro.
    Seguir para o interior de; penetrar: o vento passou pela roupa; a cadeira não passa pela porta.
    verbo pronominal Ter razão de ser; correr: não sei o que se passa com ela.
    verbo intransitivo Deixar de existir; acabar: a tempestade passou.
    Sobreviver a: o doente não passa desta semana.
    Etimologia (origem da palavra passar). Do latim passare; passus.us.

    Povo

    substantivo masculino Conjunto das pessoas que vivem em sociedade, compartilham a mesma língua, possuem os mesmos hábitos, tradições, e estão sujeitas às mesmas leis.
    Conjunto de indivíduos que constituem uma nação.
    Reunião das pessoas que habitam uma região, cidade, vila ou aldeia.
    Conjunto de pessoas que, embora não habitem o mesmo lugar, possuem características em comum (origem, religião etc.).
    Conjunto dos cidadãos de um país em relação aos governantes.
    Conjunto de pessoas que compõem a classe mais pobre de uma sociedade; plebe.
    Pequena aldeia; lugarejo, aldeia, vila: um povo.
    Público, considerado em seu conjunto.
    Quantidade excessiva de gente; multidão.
    [Popular] Quem faz parte da família ou é considerado dessa forma: cheguei e trouxe meu povo!
    substantivo masculino plural Conjunto de países, falando em relação à maioria deles: os povos sul-americanos sofreram com as invasões europeias.
    Designação da raça humana, de todas as pessoas: esperamos que os povos se juntem para melhorar o planeta.
    Etimologia (origem da palavra povo). Do latim populus, i “povo”.

    Sacerdotes

    masc. pl. de sacerdote

    sa·cer·do·te
    (latim sacerdos, -otis)
    nome masculino

    1. Religião Pessoa que fazia sacrifícios às divindades.

    2. Religião Pessoa que ministra os sacramentos de uma igreja. = PADRE

    3. Figurado O que exerce profissão muito honrosa e elevada.


    sumo sacerdote
    Religião Pessoa que está no topo da hierarquia de uma igreja.

    Feminino: sacerdotisa.

    Veja Levitas.


    Seco

    adjetivo Privado ou desprovido de umidade; que não tem água ou outros líquidos; enxuto.
    Diz-se dos objetos ou dos alimentos a que, por certos processos, se extraiu a umidade para os conservar ou para exportá-los nesse estado.
    Botânica Que não tem verdura, falando-se das plantas: flor seca.
    Sem gordura; magro, descarnado: indivíduo seco como um varapau.
    Requeimado pelo calor; ressequido: as árvores secas pelo sol do sertão.
    Que não tem vegetação, infecundo; árido: encostas secas.
    Figurado Que demonstra frieza; de poucas palavras; frio, insensível, severo; rude: um sujeito seco.
    Figurado Que é descortês; incivil, ríspido, grosseiro.
    Figurado Muito desejoso; sequioso, sedento: estar seco por um cigarro.
    Desprovido de ornatos ou pompas; simples, breve: carta objetiva e seca.
    [Medicina] Sem expectoração, muco: tosse seca.
    substantivo masculino plural Gêneros secos que se vendem por medida, como trigo, feijão, grãos em geral etc.: armazém de secos e molhados.
    locução adjetiva A seco. Diz-se dos salários que se pagam ou se recebem sem obrigação de comida.
    locução adjetiva Em seco. Fora de água ou lugar úmido: nadar em seco é impossível.
    Engolir em seco. Ser obrigado a se conformar com uma expectativa frustrada; aguentar firme.
    Secos e molhados. Ramo de comércio que abrange armazéns e lojas de artigos comestíveis.
    Etimologia (origem da palavra seco). Do latim siccu, “sem água”.

    seco (ê), adj. 1. Livre de umidade; enxuto. 2. Di-Zse dos alimentos a que se extraiu a umidade para os conservar. 3. Murcho, ressecado, sem seiva: Folhas secas. 4. Descarnado, magro. 5. Requeimado pelo calor. 6. Di-Zse do tempo ou quadra em que não chove. 7. Áspero, duro, sem ressonância (falando do som). 8. Di-Zse da ama que trata das crianças sem lhes dar de mamar. 9. Di-Zse do vinho forte e pouco açucarado. 10. Frio, insensível, indiferente, falto de emoção, de entusiasmo. 11. Que não tem sentimentos delicados; insensível aos afetos; rude, ríspido. 12. Árido, infecundo, sem ornatos: Estilo s. 13. Di-Zse do riso fingido, sardônico. 14. Pop. Ansioso, desejoso, sequioso. S. .M Baixio de areia, deixado a descoberto pela vazante. S. .M pl. Gêneros alimentícios sólidos em oposição aos molhados ou gêneros líquidos.

    Senhor

    substantivo masculino Proprietário, dono absoluto, possuidor de algum Estado, território ou objeto.
    História Aquele que tinha autoridade feudal sobre certas pessoas ou propriedades; proprietário feudal.
    Pessoa nobre, de alta consideração.
    Gramática Forma de tratamento cerimoniosa entre pessoas que não têm intimidade e não se tratam por você.
    Soberano, chefe; título honorífico de alguns monarcas.
    Figurado Quem domina algo, alguém ou si mesmo: senhor de si.
    Dono de casa; proprietário: nenhum senhor manda aqui.
    Pessoa distinta: senhor da sociedade.
    Antigo Título conferido a pessoas distintas, por posição ou dignidade de que estavam investidas.
    Antigo Título de nobreza de alguns fidalgos.
    Antigo O marido em relação à esposa.
    adjetivo Sugere a ideia de grande, perfeito, admirável: ele tem um senhor automóvel!
    Etimologia (origem da palavra senhor). Do latim senior.onis.

    o termo ‘Senhor’, no A.T., paraexprimir Jeová, está suficientemente compreendido nesta última palavra – e, como tradução de ãdôn, não precisa de explicação. Em Js 13:3, e freqüentemente em Juizes e Samuel, representa um título nativo dos governadores dos filisteus, não se sabendo coisa alguma a respeito do seu poder. o uso de ‘Senhor’ (kurios), no N.T., é interessante, embora seja muitas vezes de caráter ambíguo. Nas citações do A.T., significa geralmente Jeová, e é também clara a significaçãoem outros lugares (*vejag. Mt 1:20). Mas, fora estas citações, há muitas vezes dúvidas sobre se a referência é a Deus como tal (certamente Mc 5:19), ou ao Salvador, como Senhor e Mestre. Neste último caso há exemplos do seu emprego, passando por todas as gradações: porquanto é reconhecido Jesus, ou como Senhor e Mestre no mais alto sentido (Mt 15:22 – e geralmente nas epístolas – *veja 1 Co 12.3), ou como doutrinador de grande distinção (Mt 8:21 – 21.3), ou ainda como pessoa digna de todo o respeito (Mt 8:6). Deve-se observar que kurios, termo grego equivalente ao latim “dominus”, era o título dado ao imperador romano em todas as terras orientais, em volta do Mediterrâneo. E isto serve para explicar o fato de aplicarem os cristãos ao Salvador esse título, querendo eles, com isso, acentuar na sua mente e na das pessoas que os rodeavam a existência de um império maior mesmo que o de César. Com efeito, o contraste entre o chefe supremo do império romano e Aquele que é o Senhor de todos, parece apoiar muitos dos ensinamentos do N.T. Algumas vezes se usa o termo ‘Senhor’ (Lc 2:29At 4:24, etc.) como tradução de despõtes, que significa ‘dono, amo’, sugerindo, quando se emprega a respeito dos homens, que ao absoluto direito de propriedade no mundo antigo estava inerente uma verdadeira irresponsabilidade. (*veja Escravidão.)

    [...] o Senhor é a luz do mundo e a misericórdia para todos os corações.
    Referencia: LIMA, Antônio• Vida de Jesus: baseada no Espiritismo: estudo psicológico• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - Pelo Evangelho


    Senhor
    1) (Propriamente dito: hebr. ADON; gr. KYRIOS.) Título de Deus como dono de tudo o que existe, especialmente daqueles que são seus servos ou escravos (Sl 97:5; Rm 14:4-8). No NT, “Senhor” é usado tanto para Deus, o Pai, como para Deus, o Filho, sendo às vezes impossível afirmar com certeza de qual dos dois se está falando.


    2) (hebr. ????, YHVH, JAVÉ.) Nome de Deus, cuja tradução mais provável é “o Eterno” ou “o Deus Eterno”. Javé é o Deus que existe por si mesmo, que não tem princípio nem fim (Ex 3:14; 6.3). Seguindo o costume que começou com a SEPTUAGINTA, a grande maioria das traduções modernas usa “Senhor” como equivalente de ????, YHVH (JAVÉ). A RA e a NTLH hoje escrevem “SENHOR”. A forma JAVÉ é a mais aceita entre os eruditos. A forma JEOVÁ (JEHOVAH), que só aparece a partir de 1518, não é recomendável por ser híbrida, isto é, consta da mistura das consoantes de ????, YHVH, (o Eterno) com as vogais de ???????, ADONAI (Senhor).


    Senhor Termo para referir-se a YHVH que, vários séculos antes do nascimento de Jesus, havia substituído este nome. Sua forma aramaica “mar” já aparecia aplicada a Deus nas partes do Antigo Testamento redigidas nesta língua (Dn 2:47; 5,23). Em ambos os casos, a Septuaginta traduziu “mar” por “kyrios” (Senhor, em grego). Nos textos de Elefantina, “mar” volta a aparecer como título divino (pp. 30 e 37). A. Vincent ressaltou que este conteúdo conceitual já se verificava no séc. IX a.C. Em escritos mais tardios, “mar” continua sendo uma designação de Deus, como se vê em Rosh ha-shanah 4a; Ber 6a; Git 88a; Sanh 38a; Eruv 75a; Sab 22a; Ket 2a; Baba Bat 134a etc.

    Em algumas ocasiões, Jesus foi chamado de “senhor”, como simples fórmula de cortesia. Ao atribuir a si mesmo esse título, Jesus vai além (Mt 7:21-23; Jo 13:13) e nele insere referências à sua preexistência e divindade (Mt 22:43-45; Mc 12:35-37; Lc 20:41-44 com o Sl 110:1). Assim foi também no cristianismo posterior, em que o título “Kyrios” (Senhor) aplicado a Jesus é idêntico ao empregado para referir-se a Deus (At 2:39; 3,22; 4,26 etc.); vai além de um simples título honorífico (At 4:33; 8,16; 10,36; 11,16-17; Jc 1:1 etc.); supõe uma fórmula cúltica própria da divindade (At 7:59-60; Jc 2:1); assim Estêvão se dirige ao Senhor Jesus no momento de sua morte, o autor do Apocalipse dirige a ele suas súplicas e Tiago acrescenta-lhe o qualificativo “de glória” que, na verdade, era aplicado somente ao próprio YHVH (Is 42:8). Tudo isso permite ver como se atribuíam sistematicamente a Jesus citações veterotestamentárias que originalmente se referiam a YHVH (At 2:20ss.com Jl 3:1-5).

    Finalmente, a fórmula composta “Senhor dos Senhores” (tomada de Dt 10:17 e referente a YHVH) é aplicada a Jesus e implica uma clara identificação do mesmo com o Deus do Antigo Testamento (Ap 7:14; 19,16). Tanto as fontes judeu-cristãs (1Pe 1:25; 2Pe 1:1; 3,10; Hc 1:10 etc.) como as paulinas (Rm 5:1; 8,39; 14,4-8; 1Co 4:5; 8,5-6; 1Ts 4:5; 2Ts 2:1ss. etc.) confirmam essas assertivas.

    W. Bousset, Kyrios Christos, Nashville 1970; J. A. Fitzmyer, “New Testament Kyrios and Maranatha and Their Aramaic Background” em To Advance the Gospel, Nova York 1981, pp. 218-235; L. W. Hurtado, One God, One Lord: Early Christian Devotion and Ancient Jewish Monotheism, Filadélfia 1988; B. Witherington III, “Lord” em DJG, pp. 484-492; O. Cullmann, o. c.; C. Vidal Manzanares, “Nombres de Dios” en Diccionario de las tres...; Idem, El judeo-cristianismo...; Idem, El Primer Evangelio...


    Strongs

    Este capítulo contém uma lista de palavras em hebraico e grego presentes na Bíblia, acompanhadas de sua tradução baseada nos termos de James Strong. Strong foi um teólogo e lexicógrafo que desenvolveu um sistema de numeração que permite identificar as palavras em hebraico e grego usadas na Bíblia e seus significados originais. A lista apresentada neste capítulo é organizada por ordem alfabética e permite que os leitores possam ter acesso rápido e fácil aos significados das palavras originais do texto bíblico. A tradução baseada nos termos de Strong pode ajudar os leitores a ter uma compreensão mais precisa e profunda da mensagem bíblica, permitindo que ela seja aplicada de maneira mais eficaz em suas vidas. James Strong
    Josué 3: 17 - Texto em Hebraico - (HSB) Hebrew Study Bible

    Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do SENHOR, postaram-se firmes, sobre terra seca, no meio do Jordão, e todo o Israel o atravessaram sobre terra seca, até que todo o povo acabou de cruzar o Jordão.
    Josué 3: 17 - (ARAi) Almeida Revista e Atualizada Interlinear

    1406 a.C.
    H1285
    bᵉrîyth
    בְּרִית
    Minha aliança
    (my covenant)
    Substantivo
    H1471
    gôwy
    גֹּוי
    nação, povo
    (of the Gentiles)
    Substantivo
    H2724
    chârâbâh
    חָרָבָה
    acusação
    (accusation)
    Substantivo - feminino acusativo singular
    H3068
    Yᵉhôvâh
    יְהֹוָה
    o Senhor
    (the LORD)
    Substantivo
    H3383
    Yardên
    יַרְדֵּן
    o rio da Palestina que corre desde as origens no Anti-Líbano até o mar Morto, uma
    (of Jordan)
    Substantivo
    H3478
    Yisrâʼêl
    יִשְׂרָאֵל
    Israel
    (Israel)
    Substantivo
    H3548
    kôhên
    כֹּהֵן
    sacerdote, oficiante principal ou governante principal
    ([was] priest)
    Substantivo
    H3559
    kûwn
    כּוּן
    ser firme, ser estável, ser estabelecido
    (has been established)
    Verbo
    H3605
    kôl
    כֹּל
    cada / todo
    (every)
    Substantivo
    H5375
    nâsâʼ
    נָשָׂא
    levantar, erguer, carregar, tomar
    (to bear)
    Verbo
    H5674
    ʻâbar
    עָבַר
    ultrapassar, passar por, atravessar, alienar, trazer, carregar, desfazer, tomar, levar embora,
    (and to pass)
    Verbo
    H5704
    ʻad
    עַד
    até
    (until)
    Prepostos
    H5975
    ʻâmad
    עָמַד
    ficou
    (stood)
    Verbo
    H727
    ʼârôwn
    אָרֹון
    baú, arca
    (in a coffin)
    Substantivo
    H834
    ʼăsher
    אֲשֶׁר
    que
    (which)
    Partícula
    H8432
    tâvek
    תָּוֶךְ
    no meio
    (in the midst)
    Substantivo
    H853
    ʼêth
    אֵת
    -
    ( - )
    Acusativo
    H8552
    tâmam
    תָּמַם
    ser completo, estar terminado, acabar
    (And failed)
    Verbo


    בְּרִית


    (H1285)
    bᵉrîyth (ber-eeth')

    01285 ברית b eriytĥ

    procedente de 1262 (no sentido de cortar [como 1254]); DITAT - 282a; n f

    1. acordo, aliança, compromisso
      1. entre homens
        1. tratado, aliança, associação (homem a homem)
        2. constituição, ordenança (do monarca para os súditos)
        3. acordo, compromisso (de homem para homem)
        4. aliança (referindo-se à amizade)
        5. aliança (referindo-se ao casamento)
      2. entre Deus e o homem
        1. aliança (referindo-se à amizade)
        2. aliança (ordenação divina com sinais ou promessas)
    2. (expressões)
      1. fazer uma aliança
      2. manter a aliança
      3. violação da aliança

    גֹּוי


    (H1471)
    gôwy (go'-ee)

    01471 גוי gowy raramente (forma contrata) גי goy

    aparentemente procedente da mesma raiz que 1465; DITAT - 326e n m

    1. nação, povo
      1. nação, povo
        1. noralmente referindo-se a não judeus
        2. referindo-se aos descendentes de Abraão
        3. referindo-se a Israel
      2. referindo-se a um enxame de gafanhotos, outros animais (fig.) n pr m
      3. Goim? = “nações”

    חָרָבָה


    (H2724)
    chârâbâh (khaw-raw-baw')

    02724 חרבה charabah

    procedente de 2720; DITAT - 731e; n f

    1. terra seca, solo seco

    יְהֹוָה


    (H3068)
    Yᵉhôvâh (yeh-ho-vaw')

    03068 יהוה Y ehovaĥ

    procedente de 1961; DITAT - 484a; n pr de divindade Javé = “Aquele que existe”

    1. o nome próprio do único Deus verdadeiro
      1. nome impronunciável, a não ser com a vocalização de 136

    יַרְדֵּן


    (H3383)
    Yardên (yar-dane')

    03383 ירדן Yarden

    procedente de 3381, grego 2446 Ιορδανης; n pr rio

    Jordão = “aquele que desce”

    1. o rio da Palestina que corre desde as origens no Anti-Líbano até o mar Morto, uma distância de aproximadamente 320 km (200 milhas)

    יִשְׂרָאֵל


    (H3478)
    Yisrâʼêl (yis-raw-ale')

    03478 ישראל Yisra’el

    procedente de 8280 e 410, grego 2474 Ισραηλ; n pr m

    Israel = “Deus prevalece”

    1. o segundo nome dado a Jacó por Deus depois de sua luta com o anjo em Peniel
    2. o nome dos descendentes e a nação dos descendentes de Jacó
      1. o nome da nação até a morte de Salomão e a divisão
      2. o nome usado e dado ao reino do norte que consistia das 10 tribos sob Jeroboão; o reino do sul era conhecido como Judá
      3. o nome da nação depois do retorno do exílio

    כֹּהֵן


    (H3548)
    kôhên (ko-hane')

    03548 כהן kohen

    particípio ativo de 3547; DITAT - 959a; n m

    1. sacerdote, oficiante principal ou governante principal
      1. rei-sacerdote (Melquisedeque, Messias)
      2. sacerdotes pagãos
      3. sacerdotes de Javé
      4. sacerdotes levíticos
      5. sacerdotes aadoquitas
      6. sacerdotes araônicos
      7. o sumo sacerdote

    כּוּן


    (H3559)
    kûwn (koon)

    03559 כון kuwn

    uma raiz primitiva; DITAT - 964; v

    1. ser firme, ser estável, ser estabelecido
      1. (Nifal)
        1. estar estabelecido, ser fixado
          1. estar firmemente estabelecido
          2. ser estabelecido, ser estável, ser seguro, ser durável
          3. estar fixo, estar firmemente determinado
        2. ser guiado corretamente, ser fixado corretamente, ser firme (sentido moral)
        3. preparar, estar pronto
        4. ser preparado, ser arranjado, estar estabelecido
      2. (Hifil)
        1. estabelecer, preparar, consolidar, fazer, fazer firme
        2. fixar, aprontar, preparar, providenciar, prover, fornecer
        3. direcionar para (sentido moral)
        4. arranjar, organizar
      3. (Hofal)
        1. estar estabelecido, estar firme
        2. estar preparado, estar pronto
      4. (Polel)
        1. preparar, estabelecer
        2. constituir, fazer
        3. fixar
        4. direcionarr
      5. (Pulal) estar estabelecido, estar preparado
      6. (Hitpolel) ser estabelecido, ser restaurado

    כֹּל


    (H3605)
    kôl (kole)

    03605 כל kol ou (Jr 33:8) כול kowl

    procedente de 3634; DITAT - 985a; n m

    1. todo, a totalidade
      1. todo, a totalidade de
      2. qualquer, cada, tudo, todo
      3. totalidade, tudo

    נָשָׂא


    (H5375)
    nâsâʼ (naw-saw')

    05375 נשא nasa’ ou נסה nacah (Sl 4:6)

    uma raiz primitiva; DITAT - 1421; v

    1. levantar, erguer, carregar, tomar
      1. (Qal)
        1. levantar, erguer
        2. levar, carregar, suportar, sustentar, agüentar
        3. tomar, levar embora, carregar embora, perdoar
      2. (Nifal)
        1. ser levantado, ser exaltado
        2. levantar-se, erguer-se
        3. ser levado, ser carregado
        4. ser levado embora, ser carregado, ser arrastado
      3. (Piel)
        1. levantar, exaltar, suportar, ajudar, auxiliar
        2. desejar, anelar (fig.)
        3. carregar, suportar continuamente
        4. tomar, levar embora
      4. (Hitpael) levantar-se, exaltar-se
      5. (Hifil)
        1. fazer carregar (iniqüidade)
        2. fazer trazer, ter trazido

    עָבַר


    (H5674)
    ʻâbar (aw-bar')

    05674 עבר ̀abar

    uma raiz primitiva; DITAT - 1556; v

    1. ultrapassar, passar por, atravessar, alienar, trazer, carregar, desfazer, tomar, levar embora, transgredir
      1. (Qal)
        1. ultrapassar, cruzar, cruzar sobre, passar, marchar sobre, transbordar, passar por cima
        2. ir além de
        3. cruzar, atravessar
          1. os que atravessam (particípio)
          2. passar através (referindo-se às partes da vítima em aliança)
        4. passar ao longo de, passar por, ultrapassar e passar
          1. o que passa por (particípio)
          2. ser passado, estar concluído
        5. passar adiante, seguir, passar antes, ir antes de, passar para frente, viajar, avançar
        6. morrer
          1. emigrar, deixar (o território de alguém)
          2. desaparecer
          3. perecer, cessar de existir
          4. tornar-se inválido, tornar-se obsoleto (referindo-se à lei, decreto)
          5. ser alienado, passar para outras mãos
      2. (Nifal) ser atravessado
      3. (Piel) impregnar, fazer passar
      4. (Hifil)
        1. levar a ultrapassar, fazer trazer, fazer atravessar, transpor, dedicar, devotar
        2. levar a atravessar
        3. fazer passar por ou além de ou sob, deixar passar por
        4. levar a morrer, fazer levar embora
      5. (Hitpael) ultrapassar

    עַד


    (H5704)
    ʻad (ad)

    05704 עד ̀ad

    propriamente, o mesmo que 5703 (usado como prep, adv ou conj); DITAT - 1565c prep

    1. até onde, até, até que, enquanto, durante
      1. referindo-se a espaço
        1. até onde, até que, mesmo até
      2. em combinação
        1. de...até onde, ambos...e (com ’de’, no sentido de origem)
      3. referindo-se ao tempo
        1. até a, até, durante, fim
      4. referindo-se a grau
        1. mesmo a, ao ponto de, até mesmo como conj
    2. até, enquanto, ao ponto de, mesmo que

    עָמַד


    (H5975)
    ʻâmad (aw-mad')

    05975 עמד ̀amad

    uma raiz primitiva; DITAT - 1637; v

    1. estar de pé, permanecer, resistir, tomar o lugar de alguém
      1. (Qal)
        1. ficar de pé, tomar o lugar de alguém, estar em atitude de permanência, manter-se, tomar posição, apresentar-se, atender, ser ou tornar-se servo de
        2. permanecer parado, parar (de mover ou agir), cessar
        3. demorar, atrasar, permanecer, continuar, morar, resistir, persistir, estar firme
        4. tomar posição, manter a posição de alguém
        5. manter-se de pé, permanecer de pé, ficar de pé, levantar-se, estar ereto, estar de pé
        6. surgir, aparecer, entrar em cena, mostrar-se, erguer-se contra
        7. permanecer com, tomar a posição de alguém, ser designado, tornar-se liso, tornar-se insípido
      2. (Hifil)
        1. posicionar, estabelecer
        2. fazer permanecer firme, manter
        3. levar a ficar de pé, fazer estabelecer-se, erigir
        4. apresentar (alguém) diante (do rei)
        5. designar, ordenar, estabelecer
      3. (Hofal) ser apresentado, ser levado a ficar de pé, ser colocado diante

    אָרֹון


    (H727)
    ʼârôwn (aw-rone')

    0727 ארון ’arown ou ארן ’aron

    procedente de 717 (no sentido de ajuntar); DITAT - 166a; n m

    1. baú, arca
      1. baú de dinheiro
      2. arca da aliança
    2. (DITAT) caixão

    אֲשֶׁר


    (H834)
    ʼăsher (ash-er')

    0834 אשר ’aher

    um pronome relativo primitivo (de cada gênero e número); DITAT - 184

    1. (part. relativa)
      1. o qual, a qual, os quais, as quais, quem
      2. aquilo que
    2. (conj)
      1. que (em orações objetivas)
      2. quando
      3. desde que
      4. como
      5. se (condicional)

    תָּוֶךְ


    (H8432)
    tâvek (taw'-vek)

    08432 תוך tavek

    procedente de uma raiz não utilizada significando partir ao meio; DITAT - 2498; n. m.

    1. meio
      1. meio
      2. para dentro, pelo meio de (depois de verbos de movimento)
      3. entre (referindo-se a um grupo de pessoas)
      4. entre (referindo-se a objetos dispostos em pares)
      5. dentre (quando para tirar, separar, etc.)

    אֵת


    (H853)
    ʼêth (ayth)

    0853 את ’eth

    aparentemente uma forma contrata de 226 no sentido demonstrativo de entidade; DITAT - 186; partícula não traduzida

    1. sinal do objeto direto definido, não traduzido em português mas geralmente precedendo e indicando o acusativo

    תָּמַם


    (H8552)
    tâmam (taw-mam')

    08552 תמם tamam

    uma raiz primitiva; DITAT - 2522; v.

    1. ser completo, estar terminado, acabar
      1. (Qal)
        1. estar terminado, estar completo
          1. completamente, totalmente, inteiramente (como auxiliar de outro verbo)
        2. estar terminado, acabar, cessar
        3. estar completo (referindo-se a número)
        4. ser consumido, estar exausto, estar esgotado
        5. estar terminado, ser consumido, ser destruído
        6. ser íntegro, ser idôneo, ser sem defeito, ser justo (eticamente)
        7. completar, terminar
        8. ser atravessado completamente
      2. (Nifal) ser consumido
      3. (Hifil)
        1. terminar, completar, aperfeiçoar
        2. terminar, cessar de fazer, deixar de fazer
        3. completar, resumir, tornar íntegro
        4. destruir (impureza)
        5. tornar perfeito
      4. (Hitpael) agir com integridade, agir honestamente