Vida

Dicionário Comum

Fonte: Priberam

Abrasividade: abrasividade s. f. Qualidade do que é abrasivo.
Acometividade: substantivo feminino Disposição para acometer.
Agressividade.
Etimologia (origem da palavra acometividade). Acometer + ivo + i + dade.
Afetividade: afetividade s. f. Qualidade de quem é afetivo.
Agressividade: agressividade s. f. 1. Disposição para agredir. 2. Co.M Ação dinâmica na oferta de mercadorias.
Alimentatividade: substantivo feminino Variação de alimentividade.
Etimologia (origem da palavra alimentatividade). Alimentar + ivo + i + dade.
Alvidar:
alvidar | v. pron.

al·vi·dar
(alteração de olvidar)
verbo pronominal

[Portugal: Beira, Trás-os-Montes] Perder de memória, deixar cair no esquecimento. = ESQUECER, OLVIDAR

Nota: usa-se apenas como verbo pronominal .

Antigravidade:
antigravidade | s. f.

an·ti·gra·vi·da·de
(anti- + gravidade)
nome feminino

[Física] Força de gravidade hipotética que resultaria na repulsão entre massas negativas e positivas.


Árvore-da-vida:
árvore | s. f.

ár·vo·re
(latim arbor, -oris)
nome feminino

1. Botânica Vegetal de tronco lenhoso cujos ramos só saem a certa altura do solo.

2. Qualquer representação ou esquematização que, pelas suas ramificações, lembre uma árvore. = DENDROGRAMA

3. [Mecânica] Peça ou elemento de uma máquina que tem montados sobre si outros elementos para a transmissão de potência ou de movimento.

4. [Marinha] Mastro completo de navio.

5. [Linguagem poética] Navio.


árvore da cruz
A Cruz de Cristo.

árvore da Liberdade
A Liberdade (considerada como garantia do cidadão).

árvore da vida
Ramificação do cerebelo.

árvore de fogo
Peça de pirotecnia.

árvore de Natal
Arbusto, natural ou artificial, que no Natal se ornamenta com enfeites.

árvore genealógica
Desenho em forma de árvore, que representa a descendência de uma família.


Atividade: substantivo feminino Ação; capacidade ou tendência para agir, para se movimentar, para realizar alguma coisa: atividade física; atividade do espírito.
Movimentação; vivacidade e energia na ação: dar prova de atividade.
Desenvolvimento normal de alguma coisa: atividade gástrica.
Ocupação de uma pessoa: dedicar-se a atividades diversificadas.
[Psicologia] Conjunto das manifestações psicomotoras de um sujeito, consideradas sob o ângulo da capacidade, da cadência e da eficácia.
[Física] Esfera de atividade. Espaço em que um agente exerce sua ação.
locução adverbial Em atividade. Que está atualmente em ação: vulcão em atividade; em serviço: funcionário em atividade.
Etimologia (origem da palavra atividade). Do latim activitas.atis.
Atividades:
fem. plu. de actividadeatividade

ac·ti·vi·da·de |ât| a·ti·vi·da·de |ât|
(latim activitas, -atis, significação activa [do verbo])
nome feminino

1. Qualidade do que é activo.INACTIVIDADE

2. Faculdade de exercer a acção.

3. Exercício ou aplicação dessa capacidade (ex.: actividade física).

4. Figurado Prontidão, rapidez.

5. Figurado Vigor, energia.INACTIVIDADE, INÉRCIA

6. Ocupação profissional. = PROFISSÃO

7. Realização de uma função ou operação específica (ex.: actividade industrial).

8. Funcionamento, laboração (ex.: a fábrica já não está em actividade).

9. Fenómeno ou processo natural (ex.: actividade sísmica).


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: atividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: actividade.


• Grafia no Brasil: atividade.

Atrevidaço: adjetivo [Popular] Muito atrevido.
Atrevidamente: advérbio De modo atrevido.
Com atrevimento.
Avidamente: advérbio De maneira ávida; em que há avidez; insaciável: no jantar comia avidamente.
Etimologia (origem da palavra avidamente). ávido + mente.
Boa-vida:
boa-vida | s. 2 g.

bo·a·-vi·da
nome de dois géneros

[Informal, Depreciativo] Pessoa pouco amiga do trabalho, que procura viver de maneira mais agradável com o mínimo de esforço.

Plural: boas-vidas.

Bóvidas:
bóvidas | s. m. pl.

bó·vi·das
nome masculino plural

O mesmo que bovídeos.


Brevidade: brevidade s. f. Qualidade do que é breve.
Busca-vida:
busca-vida | s. m.

bus·ca·-vi·da
nome masculino

1. Espécie de fateixa com quatro pontas, usada para procurar e recolher objectos do fundo do mar.

2. Pessoa activa, diligente.


Catividade: substantivo feminino Desuso. O mesmo que cativeiro.
Cavidade: substantivo feminino Parte cavada ou vazia de um corpo sólido; concavidade, depressão; buraco.
Porção oca do corpo humano ou de um dos seus órgãos: cavidade bucal.
Cavidade articular, vazio entre as superfícies ósseas que se correspondem numa articulação.
Cavidar: verbo transitivo direto Acautelar.
Prever.
Etimologia (origem da palavra cavidar). Do latim cavitare.
Citodrávida: adjetivo masculino e feminino Etnologia 1 Relativo a um tipo racial misto, encontrado principalmente na província de Bombaim, na Índia, e caracterizado por braquicefalia, estatura média, barba escassa e nariz bem formado.
Que constitui esse tipo.
Etimologia (origem da palavra citodrávida). Cito + drávida.
Cividade: feminino Antigo Cidade.
Etimologia (origem da palavra cividade). Do latim civitas.
Coletividade: coletividade s. f. 1. Qualidade ou estado de coletivo. 2. Conjunto, agremiação. 3. O povo, coletivamente.
Combatividade: combatividade s. f. 1. Qualidade de combativo. 2. Tendência do homem e dos animais para combater.
Concavidade: substantivo feminino Estado do que é côncavo.
Lado côncavo de um corpo; cavidade; depressão num terreno: as concavidades de um rochedo.
Convidado: substantivo masculino Pessoa que recebeu um convite, uma solicitação de presença ou de participação: os convidados ainda não chegaram.
Aquele que passa a participar de alguma coisa que, anteriormente, não participava.
adjetivo Que recebeu um convite: professor convidado.
Etimologia (origem da palavra convidado). Part. de convidar.
Convidar: verbo transitivo Pedir o comparecimento de alguém a algum lugar, algum ato: convidar para um jantar.
Instar, solicitar: convidar alguém a calar-se.
Figurado Atrair, despertar o desejo de: o bom tempo convida a passear.
verbo pronominal Dar-se por convidado, não o tendo sido.
Convidativo: adjetivo Atraente; que exerce influência sobre algo ou alguém; capaz de convidar, instigar, atrair ou seduzir: salário convidativo; ambiente convidativo a prática de esportes.
Etimologia (origem da palavra convidativo). Convidar + tivo.
Declividade: declividade s. f. Qualidade daquilo que apresenta declive.
Desafetividade: substantivo feminino Diminuição do afeto.
Etimologia (origem da palavra desafetividade). Des + afetivo + i + dade.
Desconvidar: desconvidar
v. tr. dir. Revogar um convite.
Desendividar: desendividar
v. 1. tr. dir. Pagar a dívida de. 2. pron. Desobrigar-se, desonerar-se.
Desgravidado:
masc. sing. part. pass. de desgravidar

des·gra·vi·dar -
(des- + gravidar)
verbo transitivo

1. Tirar a gravidez a.

verbo intransitivo

2. Dar à luz. = PARIR


Devidamente: advérbio De modo correto; que se encontra em conformidade com o dever, com as leis; adequadamente: formulário preenchido devidamente.
Etimologia (origem da palavra devidamente). Devid
(o): + mente.

Dívida: substantivo feminino O valor (em dinheiro) que se deve pagar a alguém.
Tipo de dever (obrigação) moral adquirido pelo recebimento de um bem e/ou favor: dívida para com os avós.
Dívida Externa. Economia. O valor total da dívida de um país com seus credores estrangeiros.
Dívida Certa. Jurídico. O valor que se deve regulamentado em documento.
Dívida Ativa. Jurídico. O valor em dinheiro que se tem a receber de alguém.
Dívida de Gratidão. Obrigação moral em relação à pessoa para quem se deve favores.
Etimologia (origem da palavra dívida). Do latim debita.
Dívidas:
2ª pess. sing. pres. conj. de dividir
Será que queria dizer dívidas?

di·vi·dir -
(latim divido, -ere, separar, dividir, distribuir, repartir)
verbo transitivo

1. Partir em determinado número de partes iguais.

2. Separar, desunir.

3. Repartir.

4. Demarcar, deparar, limitar.

5. Estabelecer divisões; separar em partes.

6. Sulcar.

7. Efectuar a operação da divisão.

8. Figurado Desavir, pôr em discórdia.

verbo pronominal

9. Ramificar-se.

10. Tomar (cada qual) direcções ou partidos diferentes.

11. Separar-se em diferentes partes.

12. Figurado Discordar, divergir, dissentir.


Dúvida: substantivo feminino Falta de certeza em relação a; incerteza sobre a veracidade de um fato; confusão ao afirmar ou negar algo: o valor da herança provocou dúvidas na família.
Ausência de convicção diante de muitas opiniões ou possibilidades: tinha dúvida entre o carro e a casa.
Ausência de fé, de crença; ceticismo: o juiz demonstrou sua dúvida sobre a inocência do réu.
Condição em que há falta de confiança; suspeita: sobre ele ainda tenho minhas dúvidas!
Dificuldade para entender, para admitir como verdadeiro; objeção: ter muitas dúvidas sobre um assunto.
expressão Sem dúvida. De maneira certa: vou sem dúvida à festa!
Etimologia (origem da palavra dúvida). Forma regressiva de duvidar.
Duvidança: substantivo feminino Dúvida, incerteza.
Etimologia (origem da palavra duvidança). Duvidar + ança.
Duvidar: verbo transitivo e intransitivo Ter dúvida, não saber ao certo.
Não acreditar, não admitir.
Descrer, não confiar.
Ter suspeitas, desconfiar.
Dúvidas:
2ª pess. sing. pres. ind. de duvidar
Será que queria dizer dúvidas?

du·vi·dar -
(latim dubito, -are)
verbo transitivo

1. Ter (alguma coisa) em dúvida.

2. Não estar convencido de.

verbo intransitivo

3. Estar em dúvida.

4. Temer, recear.

5. Desconfiar, nutrir suspeitas.

6. Não ter confiança em.

7. Questionar.


Duvidável: adjetivo Que pode ser colocado em dúvida; de que se pode duvidar; duvidoso.
Etimologia (origem da palavra duvidável). Duvidar + vel.
Efetividade: efetividade s. f. Qualidade do que é efetivo.
Electronegatividade:
electronegatividadeeletronegatividade | s. f.

e·lec·tro·ne·ga·ti·vi·da·de |lèt| e·le·tro·ne·ga·ti·vi·da·de |lè| |lè|
(electronegativo + -idade)
nome feminino

[Física, Química] Propriedade do que é electronegativo.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: eletronegatividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: electronegatividade.


• Grafia no Brasil: eletronegatividade.

Emotividade: emotividade s. f. Qualidade ou estado de emotivo.
Endividar: verbo transitivo direto e pronominal Fazer com que (algo ou alguém) fique repleto de dívidas; passar a ser devedor: endividou a empresa com compras desnecessárias; endividava-se facilmente.
verbo pronominal Começar a possuir deveres e/ou obrigações; ficar obrigado a: endividou-se com o marido pelos excessivos presentes oferecidos.
Etimologia (origem da palavra endividar). En + dívida + ar.
Engravidar: verbo transitivo e intransitivo Ficar ou tornar grávida; emprenhar.
Entredúvida: substantivo feminino Estado de espírito entre a certeza e a dúvida; hesitação.
Etimologia (origem da palavra entredúvida). Entre + dúvida.
Envidar: verbo transitivo direto Empregar; aplicar com obstinação, com zelo (recursos, métodos, providências, diligências etc.): envidaram esforços para ultrapassar a crise.
verbo pronominal Empenhar-se; aplicar-se com empenho: envidou-se em validar seu diploma.
verbo bitransitivo Oferecer por gentileza, sem muitos esforços: envidou-lhe o apartamento para as férias dos filhos.
verbo transitivo direto e bitransitivo Apostar; fazer com que alguém aceite um desafio: envidou os oponentes; envidou o time adversário a cumprir exigências.
Etimologia (origem da palavra envidar). Do latim invitare.
Escravidão: substantivo feminino Circunstância em que se encontra o escravo; condição da pessoa que serve; servidão: a escravidão é inconstitucional.
Governo ou sistema que se baseia na escravização de indivíduos; escravismo.
Que se sujeita ou tende a se sujeitar a um poder arbitrário (déspota); sujeição: a escravidão no Brasil.
P.met. Estado da pessoa que está completamente dependente de um amor, de uma paixão, de um hábito ou vício: a escravidão do álcool.
Por Extensão Tudo aquilo que pode estar relacionado com o que causa certo constrangimento (vergonha): seu trabalho sempre foi uma escravidão.
Etimologia (origem da palavra escravidão). Escravo + (i)dão.
Esportividade: esportividade s. f. Qualidade ou procedimento de esportivo.
Esvidar: verbo transitivo direto Variação de esvidigar.
Etimologia (origem da palavra esvidar). Es + vide + ar.
Exclusividade: exclusividade s. f. Qualidade de exclusivo.
Expressividade: expressividade s. f. 1. Qualidade de expressivo. 2. Energia de expressão.
Festividade: festividade s. f. 1. Festa religiosa, festa de igreja. 2. Demonstração de alegria; regozijo.
Foguetividade: substantivo feminino Qualidade daquilo ou daquele que é fogueteiro.
Etimologia (origem da palavra foguetividade). Foguete + ivo + i + dade.
Fura-vidas:
fura-vidas | s. 2 g. 2 núm.

fu·ra·-vi·das
(forma do verbo furar + vida)
nome de dois géneros e de dois números

[Informal] Pessoa agenciadora ou empreendedora, que procura conseguir os seus intentos. = FURA-BOLOS, FURA-PAREDES


Gelividade: substantivo feminino Geologia Propriedade de gelível.
Etimologia (origem da palavra gelividade). Gelível + i + dade.
Gosto-da-vida:
gosto-da-vida | s. m.

gos·to·-da·-vi·da |gô| |gô|
nome masculino

[Agricultura] Espécie de ameixa grande, comprida e amarelada, muito saborosa.

Plural: gostos-da-vida |ô|.

Gravidação: substantivo feminino Condição daquela (mulher ou fêmea) cujo óvulo foi fecundado por um espermatozoide, fazendo com que um feto se desenvolva, em seu útero; gestação ou prenhez.
Etimologia (origem da palavra gravidação). Gravidar + ção.
Gravidade: gravidade s. f. 1. Qualidade de grave. 2. Circunspeção, seriedade, compostura, sisudez. 3. Fís. Força que atrai para o centro da Terra todos os corpos.
Gravidar: verbo transitivo Tornar grávida ou prenhe; engravidar, emprenhar.
verbo intransitivo Ficar grávida.
Hiperatividade: substantivo feminino Característica ou condição de hiperativo, de quem apresenta atividade em excesso: a hiperatividade pode prejudicar a aprendizagem.
Psicopatologia. Excesso de atividade que se manifesta de variadas formas; comportamento fora do comum que se caracteriza pelo excesso de atividade motora, déficit de atenção, descontrole, sendo muito frequente na criança ou no adolescente em idade escolar.
Etimologia (origem da palavra hiperatividade). Hiper + atividade.
Impavidamente: advérbio De modo impávido.
Improdutividade: improdutividade s. f. Qualidade de improdutivo.
Improgressividade: substantivo feminino Particularidade, característica ou condição de improgressivo; que não possui progressividade.
Etimologia (origem da palavra improgressividade). Improgressivo + /i/dade.
Impulsividade: impulsividade s. f. Qualidade ou caráter de impulsivo.
Inatividade: inatividade s. f. 1. Qualidade de inativo. 2. Falta de atividade; inércia. 3. Situação de funcionários afastados do serviço ativo.
Inobjetividade: substantivo feminino Falta de objetividade.
Etimologia (origem da palavra inobjetividade). In + objetividade.
Inolvidável: adjetivo Que não se pode olvidar; impossível de se esquecer; que fica na lembrança; inesquecível: amor inolvidável.
Etimologia (origem da palavra inolvidável). In + olvidável.
Inoperatividade:
inoperatividade | s. f.

i·no·pe·ra·ti·vi·da·de
(inoperativo + -idade)
nome feminino

Qualidade do que é inoperativo (ex.: inoperatividade da justiça).OPERATIVIDADE


Instintividade: instintividade s. f. Qualidade de instintivo.
Insuavidade: substantivo feminino Falta de suavidade.
Etimologia (origem da palavra insuavidade). Do latim insuavitate.
Intempestividade: intempestividade s. f. Qualidade de intempestivo.
Interconectividade:
interconectividadeinterconectividade ou interconetividade | s. f.

in·ter·co·nec·ti·vi·da·de |èct| ou |èt| in·ter·co·nec·ti·vi·da·de |èct| ou in·ter·co·ne·ti·vi·da·de |èt| |èct|
(interconectivo + -idade)
nome feminino

Qualidade do que é interconectivo ou do que une ou liga duas ou mais coisas.


• Dupla grafia pelo Acordo Ortográfico de 1990: interconetividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: interconectividade.


• Grafia no Brasil: interconectividade.

Inventividade: inventividade s. f. Qualidade de inventivo.
Invidadoiro: substantivo masculino [Portugal] Grande baraço, para segurar rêdes.
Etimologia (origem da palavra invidadoiro). De invidar.
Invidadouro: substantivo masculino [Portugal] Grande baraço, para segurar rêdes.
Etimologia (origem da palavra invidadouro). De invidar.
Irretroatividade: irretroatividade s. f. Qualidade do que não é retroativo.
Levidade: substantivo feminino Falta de peso de um corpo ou objeto; ausência de peso de um corpo; levidão.
Figurado Característica ou atributo do que ou de quem possui agilidade; leveza.
Etimologia (origem da palavra levidade). Do latim leevitas.atis.
Levidão: feminino O mesmo que levidade.
Figurado Leviandade.
Etimologia (origem da palavra levidão). De leve.
Lividamente:
lividamente | adv.
derivação de lívido

li·vi·da·men·te
(lívido + -mente)
advérbio

De modo lívido.


lí·vi·do
(latim livìdus, -a, -um)
adjectivo
adjetivo

1. Que é da cor do chumbo, entre negro e azul. = ARROXEADO

2. Que tem cor cadavérica.

3. Que mostra grande palidez. = PÁLIDO

4. Que não tem vivacidade.VÍVIDO


Locomotividade: locomotividade s. f. Capacidade de locomoção, inerente aos animais.
Longevidade: longevidade s. f. 1. Longa duração de vida. 2. Qualidade de quem é longevo. 3. Tempo que duram as espécies nas épocas geológicas.
Meia-vida:
meia-vida | s. f.

mei·a·-vi·da
(feminino de meio + vida)
nome feminino

1. [Farmácia] Tempo necessário para que a concentração de uma substância no organismo seja reduzida para metade (ex.: meia-vida do fármaco; meia-vida longa).

2. [Física, Química] Tempo necessário, numa reacção física ou química, para que os átomos radioactivos de um reagente se reduzam a metade por desintegração. = PERÍODO


Sinónimo Geral: SEMIVIDA

Plural: meias-vidas.

Multigrávida: adjetivo, substantivo feminino [Medicina] Que, ou mulher que está na segunda gravidez ou numa das subsequentes.
Etimologia (origem da palavra multigrávida). Multi + grávida.
Natividade: substantivo feminino Festa do nascimento de Jesus Cristo, da Virgem Maria, de alguns santos.
Aniversário em que se celebra um desses acontecimentos.
A festa de Natal. (Neste caso, usa-se inicial maiúscula.).
Negatividade: negatividade s. f. Fís. Estado de um corpo que revela eletrização negativa.
Nocividade: nocividade s. f. Qualidade de nocivo.
Novidade: substantivo feminino Qualidade do que é novo; condição do que existe há pouco tempo.
Coisa nova, recente, extraordinária: novidades da moda.
Estado do que ocorre, aparece, se desenvolve pela primeira vez.
Resultado da criatividade, da invenção; originalidade: as novidades dos computadores portáteis.
Circunstância recente, boa ou má; notícia: já sabem da novidade?
[Pejorativo] Conversa cheia de maldade; fofoca, mexerico.
Quaisquer consequências de uma produção ou composição artística.
Situação inesperada, imprevista, geralmente ruim; contrariedade.
expressão Artigos de novidade. Artigos com as características da última moda.
Cheio de novidades. Cheio de luxos, de exigências ou manias.
Etimologia (origem da palavra novidade). Do latim nouidade.
Novidadeiro: substantivo masculino Amigo de novidades; mexeriqueiro.
Novidades:
fem. pl. de novidade

no·vi·da·de
(latim novitas, -atis)
nome feminino

1. Qualidade de novo.

2. Informação recente (ex.: quero saber as novidades). = NOTÍCIA

3. O que se vê pela primeira vez.

4. Alteração inesperada no andamento regular das coisas.

5. Coisa rara. = RARIDADEBANALIDADE

6. [Agricultura] Primeira colheita ou conjunto dos primeiros frutos do ano. (Mais usado no plural.)


cheio de novidade
[Brasil, Informal] Muito melindroso ou muito rebuscado. = CHEIO DE NOVE-HORAS

sem novidade
Sem alteração (ex.: sem novidade nos negócios).


Objectividade:
objectividadeobjetividade | s. f.

ob·jec·ti·vi·da·de |èt| ob·je·ti·vi·da·de |èt| |èt|
(objectivo + -idade)
nome feminino

1. Qualidade de objectivo.

2. Existência real (da coisa que se concebeu no espírito).

3. Perfeição devida ao assunto se ter imposto ao talento do artista ou do literato.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: objetividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: objectividade.


• Grafia no Brasil: objetividade.

Objetividade: objetividade s. f. Qualidade de objetivo.
Olvidar: verbo transitivo direto e pronominal Deixar de lembrar de; não se conseguir recordar de; esquecer.
Perder as lembranças de algo, de alguém ou de si mesmo: olvidou as memórias daquele episódio trágico; olvidou-se de suas mágoas.
Etimologia (origem da palavra olvidar). Do latim oblitare.
Olvidável: adjetivo masculino e feminino Que se consegue olvidar; que pode ser olvidado; suscetível ao esquecimento; esquecível.
Etimologia (origem da palavra olvidável). Olvidar + vel.
Passividade: passividade s. f. 1. Qualidade de passivo. 2. Filos. Qualidade ou estado de paciente.
Primitividade: substantivo feminino Característica ou particularidade do que é primitivo: a primitividade de uma sociedade selvagem.
Que não possui civilidade; selvageria.
Etimologia (origem da palavra primitividade). Primitiv
(o): + idade.

Privatividade: privatividade s. f. Privacidade.
Pró-vida:
fem. sing. part. pass. de prover
fem. sing. de provido
Será que queria dizer próvida?

pro·ver |ê| |ê| -
verbo transitivo

1. Abastecer, fornecer, munir.

2. Dotar.

3. Nomear.

verbo intransitivo

4. Providenciar.

verbo pronominal

5. Abastecer-se.


pro·vi·do
(particípio de prover)
adjectivo
adjetivo

1. Que se proveu. = MUNIDO

2. Que tem algo em abundância. = CHEIO

3. Fornecido.

4. Despachado; nomeado.

Confrontar: próvido.

pró·vi·do
(latim providus, -a, -um)
adjectivo
adjetivo

1. Que provê.

2. Que mostra providência ou prudência. = ACAUTELADO, CAUTELOSO, CUIDADOSO, PRUDENTE


Sinónimo Geral: PROVIDENTE
Antónimo Geral: IMPROVIDENTE, IMPRÓVIDO

Superlativo: providentíssimo.
Confrontar: provido.

Proclividade: substantivo feminino Qualidade ou estado de proclive.
Produtividade: produtividade s. f. 1. Qualidade ou estado de produtivo. 2. Faculdade de produzir.
Radiatividade: radiatividade s. f. Radioatividade.
Reatividade: substantivo feminino Qualidade do que é reativo.
A propriedade de reagir.
Receptividade: receptividade s. f. Faculdade de receber impressões do mundo exterior.
Recidividade: substantivo feminino Particularidade ou característica de recidivo.
Inclinação para a recidiva.
Etimologia (origem da palavra recidividade). Recidiv/o/ + i + dade.
Reflectividade:
reflectividaderefletividade | s. f.

re·flec·ti·vi·da·de |èt| re·fle·ti·vi·da·de |èt| |èt|
(reflectivo + -idade)
nome feminino

Qualidade do que é reflectivo.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: refletividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: reflectividade.


• Grafia no Brasil: refletividade.

Reinvidar: verbo transitivo direto Invidar novamente: Reinvidar o parceiro (no jogo).
verbo intransitivo Compensar um agravo com outro maior; desforrar-se.
verbo transitivo direto Revidar, replicar: Reinvidar insolências.
Etimologia (origem da palavra reinvidar). Re + invidar.
Relatividade: relatividade s. f. 1. Caráter, estado ou qualidade de relativo. 2. Fís. Teoria segundo a qual o tempo e o espaço são grandezas inter-relativas.
Retroatividade: retroatividade s. f. Condição, estado ou qualidade de retroativo.
Retrocavidade: substantivo feminino [Anatomia] Cavidade posterior a outra, ou parte posterior de uma cavidade.
Etimologia (origem da palavra retrocavidade). Retro + cavidade.
Revidação: substantivo feminino Ato de revidar.
Etimologia (origem da palavra revidação). Revidar + ção.
Rotatividade: rotatividade s. f. 1. Qualidade de rotativo. 2. Alternância.
Ruividão: substantivo feminino [Desuso] 1 Qualidade de ruivo.
Cor ruiva.
Etimologia (origem da palavra ruividão). Ruivo + sufixo do latim itudine.
Salva-vidas: salva-vidas s. .M, sing. e pl. Qualquer dispositivo ou aparelho próprio para salvar a vida dos que estão em perigo de afogamento.
Sega-vidas:
sega-vidas | adj. 2 g. 2 núm. s. 2 g. 2 núm.

se·ga·-vi·das
adjectivo de dois géneros e dois números e nome de dois géneros e dois números
adjetivo de dois géneros e dois números e nome de dois géneros e dois números

1. [Linguagem poética] Que ou o que põe termo a muitas vidas.

2. Homicida.


Semivida:
semivida | s. f.

se·mi·vi·da
(semi- + vida)
nome feminino

1. [Farmácia] Tempo necessário para que a concentração de uma substância no organismo seja reduzida para metade (ex.: a dose tem acção de 8 horas, mas semivida de 36 horas).

2. [Física, Química] Tempo necessário, numa reacção física ou química, para que os átomos radioactivos de um reagente se reduzam a metade por desintegração. = PERÍODO


Sinónimo Geral: MEIA-VIDA


Servidão: servidão s. f. 1. Estado ou condição do servo ou escravo; escravidão, serventia. 2. Dependência, sujeição. 3. dir. Encargo, gravame sobre qualquer prédio para passagem, proveito ou serviço de outro prédio pertencente a dono diferente.
Suavidade: suavidade s. f. 1. Qualidade daquilo que proporciona aos sentidos um prazer brando e delicado; brandura, doçura. 2. Grande doçura moral. 3. Alegria da alma, graça celeste cheia de doçura.
Subjetividade: subjetividade s. f. Caráter ou qualidade de subjetivo.
Supracondutividade: substantivo feminino [Física] Fenômeno apresentado por alguns metais, cuja resistência elétrica se torna praticamente nula abaixo de certa temperatura.
Tira-dúvidas:
tira-dúvidas | s. m. 2 núm.

ti·ra·-dú·vi·das
nome masculino de dois números

Aquilo ou aquele que tira dúvidas ou resolve uma questão.


Ultra-atividade:
ultra-actividadeultra-atividade | s. f.

ul·tra·-ac·ti·vi·da·de ul·tra·-a·ti·vi·da·de
(ultra-activo + -idade)
nome feminino

[Direito] Qualidade do que é ultra-activo.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: ultra-atividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: ultra-actividade.


• Grafia no Brasil: ultra-atividade.

Ultratividade: substantivo feminino [Jurídico] Fenômeno previsto no Código Civil para os casos em que a lei produz efeitos posteriores, após o término da sua vigência; opõe se à retroatividade, em que a lei retroage (volta no tempo) para os casos anteriores à sua vigência.
Etimologia (origem da palavra ultratividade). Ultra, com sentido de "além de" + atividade.
Ultravida: substantivo feminino O que vem depois da morte; a eternidade, o além-túmulo.
Etimologia (origem da palavra ultravida). Ultra + vida.
Unigrávida: adjetivo F (uni+grávida) Que é gestante pela primeira vez; que se engravidou uma só vez.
Vida: substantivo feminino Conjunto dos hábitos e costumes de alguém; maneira de viver: tinha uma vida de milionário.
Reunião daquilo que diferencia um corpo vivo do morto: encontrou o acidentado sem vida; a planta amanheceu sem vida.
O que define um organismo do seu nascimento até a morte: a vida dos animais.
Por Extensão Tempo que um ser existe, entre o seu nascimento e a sua morte; existência: já tinha alguns anos de vida.
Por Extensão Fase específica dentro dessa existência: vida adulta.
Figurado Tempo de duração de alguma coisa: a vida de um carro.
Por Extensão Reunião dos seres caracterizados tendo em conta sua espécie, ambiente, época: vida terrestre; vida marítima.
Figurado Aquilo que dá vigor ou sentido à existência de alguém; espírito: a música é minha vida!
Reunião dos fatos e acontecimentos mais relevantes na existência de alguém; biografia: descrevia a vida do cantor.
O que uma pessoa faz para sobreviver: precisava trabalhar para ganhar a vida.
Figurado O que se realiza; prática: vida rural.
Etimologia (origem da palavra vida). Do latim vita.ae.
Vidalita: substantivo feminino Canção popular argentina, lenta e de caráter melancólico, cantada, de ordinário, com acompanhamento de violão.
Etimologia (origem da palavra vidalita). Do castelhano vidalita.
Vidama: substantivo masculino Indivíduo, que governava temporalmente terras de um bispado, ou que as possuía como feudo hereditário.
Etimologia (origem da palavra vidama). Do francês vidame.
Vidamia: substantivo feminino Dignidade ou qualidade de vidama.
Etimologia (origem da palavra vidamia). Vidama + ia.
Vidar: verbo transitivo Plantar vides ou vinha em; plantar (vinha).
Etimologia (origem da palavra vidar). De vide.
substantivo masculino Instrumento, com que se formavam os dentes dos pentes.
Etimologia (origem da palavra vidar). Do francês vider.
Vidas:
fem. pl. de vida

vi·da
nome feminino

1. O período de tempo que decorre desde o nascimento até à morte dos seres. = EXISTÊNCIA

2. Determinada fase desse período.

3. Modo de viver.

4. Comportamento.

5. Ocupação, profissão, carreira.

6. Princípio de existência, de força, de entusiasmo, de actividade (diz-se das pessoas e das coisas).

7. Fundamento, essência; causa, origem.

8. Biografia.


ir à vida
[Portugal, Informal] Ficar destruído ou estragado (ex.: os óculos foram à vida).

[Portugal, Informal] Deixar de existir (ex.: o dinheiro já foi à vida). = DESAPARECER

má vida
Vida de ócio ou de vadiagem.

[Depreciativo] Prostituição.

passar a vida
Usa-se seguido da preposição a e infinitivo, de gerúndio ou de preposição e sintagma nominal, para indicar continuidade da acção (ex.: passam a vida a reclamar; passam a vida jogando golfe; passas a vida na farra; passa a vida de baixa).

puxa vida
[Brasil, Informal] Expressão designativa de espanto, irritação ou impaciência. = POÇA, POXA, PUXA

vida airada
[Informal] Vida desregrada de estroina ou vagabundo. = VAGABUNDAGEM, VIDAIRADA

vida civil
Os direitos civis.

vida de relação
[Biologia] Funções que põem o ser vivo em comunicação com o mundo exterior.

vida eterna
Vida futura, a outra vida, a existência espiritual depois da morte.

A bem-aventurança, a glória eterna.

vida flauteada
Vida simplificada, sem preocupações nem trabalhos.


Viuvidade: substantivo feminino Antigo Variação de viuvez.
Etimologia (origem da palavra viuvidade). Viúvo + i + dade.

Dicionário Bíblico

Fonte: Dicionário Adventista

Escravidão, escravo: Quase sempre o termo servo é que se encontra na Bíblia para exprimir o que queremos dizer com a palavra escravo. A escravidão, como instituição, aparece nos mais antigos anais da Humanidade. os escravos do tempo do A.T. eram obtidos de vários modos. Muitos eram prisioneiros de guerra (Gn 14:14Dt 20:14 – 2 Cr 28.8 – Dn 1:4). os ladrões, e todos aqueles que faziam grande mal ao próximo eram vendidos como escravos (Êx 22:3). Se um homem devia dinheiro e não podia pagar, ficava escravo do seu credor, e podia por este ser vendido (2 Rs 4.1 – Ne 5:4-5Mt 18:25). Havia, também, escravos que eram filhos de escravos, e que tinham nascido na família do senhor (Gn 14:14 – 15.3 – 17.23 – 21.10 – Jr 2:14 – *veja também Sl 86:16-116.16). os escravos desta última classe eram, geralmente, tratados com mais humanidade do que os outros – mas havia, contudo, grande diferença entre aqueles e os filhos da família (Rm 8:15Gl 4:6). Todavia, os seus senhores punham grande confiança neles, e mesmo os armavam quando se tratava da defesa geral (Gn 14:14 – 32.6 – 33.1). A vida de José e a de Daniel mostram que os escravos eram, algumas vezes, elevados a posições de grande autoridade. A lei mosaica era de compaixão para com os escravos (Êx 20:10 – 21.20, 26, 27 – Dt 5:14 – 12.18 – 16. 11 – etc.). Todos os hebreus que haviam sido obrigados a servir como escravos, deviam obter a sua liberdade no fim do sétimo ano, a não ser que preferissem continuar no serviço do seu senhor (Dt 15:12). Foi, em parte, por se ter desprezado esta compassiva determinação, que o Senhor entregou a nação aos inimigos de israel (Jr 34:9-20). (*veja Servo.)
Eterna, vida: l. Ensino do Antigo Testamento. A comunhão entre Deus e a alma individual do homem, se for bem entendida, envolve um futuro para essa alma – e as anomalias da vida que não têm aqui a sua explicação requerem, para serem explicadas, a vida além da campa. Mas o A.T. é apenas comparativamente pouco explícito sobre o assunto, porquanto os escritores dessa parte da Bíblia falam-nos de Sheol, a palavra que geralmente se traduz por ‘inferno’. o termo, porém, significa ‘concavidade’ ou ‘vácuo’. os mortos ainda ali vivem, mas privados de tudo o que realmente pertence à vida. É lugar de trevas, de esquecimento, de sono, de ignorância – lá não há esperança, nem louvor – é lugar de corrupção, um poço horrível – e dali não se volta (*veja 7:9 – 14.7 a 12 – Sl 88:115Ec 9:5is 14:11). Este aspecto do ensino, no A.T., já pode explicar a existência futura, considerando principalmente tudo aquilo que cerca a morte. Mas não é este o único aspecto. Conhecemos a vida de Enoque e o ter andado sempre com Deus, a triunfante passagem de Elias, a misteriosa visão de Samuel em Tecoa, esclarecendo todos estes fatos esta grande verdade: que, visto como o homem vive em comunhão com Deus, não há morte que possa realmente quebrar essa comunhão. A expressão tantas vezes repetida: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de isaque, o Deus de Jacó’ explica aquela comunhão de uma forma concreta, e devia ter produzido no espírito dos judeus a compreensão do que Jesus lhes queria ensinar. Nos Salmos, e também em alguns dos profetas, mas especialmente nos Salmos, o fato de que o piedoso judeu vive numa estreita união com o Espirito do Criador é para ele uma segurança, mesmo na morte – ele pouco sabe da vida além da sepultura, mas pode confiar no seu Deus. ‘Não deixarás a minha alma na morte’ – ‘Quando acordar eu me satisfarei com a tua semelhança’ – ‘Tu me guias com o teu conselho, e depois me recebes na gloria.’ A visão dos ossos secos no cap. 37 de Ez ensina-nos uma lição semelhante (vede também is 26:19 e Dn 12:2). Ao lado destes ensinamentos existia na alma israelita a idéia de uma relação entre a morte e o pecado – mas nunca o judeu pôde penetrar inteiramente o mistério dessa ligação. Na literatura da Sabedoria, como o Eclesiastes, os Provérbios, Jó, e alguns dos Salmos, era ao judeu ensinada a verdade da vida futura por outro processo de argumentação. As necessidades da vida, a sua aparente injustiça, a sua inexata retribuição, o óbvio fato de que nem sempre é o sofrimento o resultado de pecado, tudo isto se avolumava numa questão que só poderia ser resolvida pela realidade da vida futura. 2. Ensino do Novo Testamento. É no N.T. que está perfeitamente definida a doutrina da vida eterna. A palavra grega, que indiscriminadamente se traduz por ‘eterno’ ou ‘perpétuo’ (aionios ), é derivada de um nome que significa uma idade, ou um período de tempo. o adjetivo toma amplamente a sua característica significação do nome a que se aplica. Quando se aplica a Deus ou à vida deve significar ‘eterno’, no sentido mais lato. Aplicado ao serviço de um escravo, significa a duração da vida: ‘ele o servirá para sempre’ (Êx 21:6). A vida de Deus é a eternidade – a vida dos que hão de estar sempre com Ele deve ser igualmente eterna, e também, sendo usada a mesma palavra, parece ser eterna a vida dos que hão de estar separados Dele. Acerca da eternidade da vida não há, e nunca houve, entre os cristãos, qualquer dúvida.
Livro da vida: Registos judaicos. Quando alguém morria, o seu nome era riscado da lista, que as autoridades guardavam, e que se supunha compreender somente os nomes dos vivos (is 4:3 e Ap 21:27).
Longevidade: Vida longa
Oferta movida: Aquelas porções dos sacrifícios que eram movidas na direção do altar em vez de serem queimadas, e que depois eram comidas pelos sacerdotes e pelo oferente. Esta oferta era agitada pelo oferente, da direita para a esquerda, e era movida para cima e para baixo (Êx 29:24-26Lv 7:30-34Nm 18:11-18). (*vejaoferta de manjares, Sacrifícios pacíficos.)
Vida eterna: l. Ensino do Antigo Testamento. A comunhão entre Deus e a alma individual do homem, se for bem entendida, envolve um futuro para essa alma – e as anomalias da vida que não têm aqui a sua explicação requerem, para serem explicadas, a vida além da campa. Mas o A.T. é apenas comparativamente pouco explícito sobre o assunto, porquanto os escritores dessa parte da Bíblia falam-nos de Sheol, a palavra que geralmente se traduz por ‘inferno’. o termo, porém, significa ‘concavidade’ ou ‘vácuo’. os mortos ainda ali vivem, mas privados de tudo o que realmente pertence à vida. É lugar de trevas, de esquecimento, de sono, de ignorância – lá não há esperança, nem louvor – é lugar de corrupção, um poço horrível – e dali não se volta (*veja 7:9 – 14.7 a 12 – Sl 88:115Ec 9:5is 14:11). Este aspecto do ensino, no A.T., já pode explicar a existência futura, considerando principalmente tudo aquilo que cerca a morte. Mas não é este o único aspecto. Conhecemos a vida de Enoque e o ter andado sempre com Deus, a triunfante passagem de Elias, a misteriosa visão de Samuel em Tecoa, esclarecendo todos estes fatos esta grande verdade: que, visto como o homem vive em comunhão com Deus, não há morte que possa realmente quebrar essa comunhão. A expressão tantas vezes repetida: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de isaque, o Deus de Jacó’ explica aquela comunhão de uma forma concreta, e devia ter produzido no espírito dos judeus a compreensão do que Jesus lhes queria ensinar. Nos Salmos, e também em alguns dos profetas, mas especialmente nos Salmos, o fato de que o piedoso judeu vive numa estreita união com o Espirito do Criador é para ele uma segurança, mesmo na morte – ele pouco sabe da vida além da sepultura, mas pode confiar no seu Deus. ‘Não deixarás a minha alma na morte’ – ‘Quando acordar eu me satisfarei com a tua semelhança’ – ‘Tu me guias com o teu conselho, e depois me recebes na gloria.’ A visão dos ossos secos no cap. 37 de Ez ensina-nos uma lição semelhante (vede também is 26:19 e Dn 12:2). Ao lado destes ensinamentos existia na alma israelita a idéia de uma relação entre a morte e o pecado – mas nunca o judeu pôde penetrar inteiramente o mistério dessa ligação. Na literatura da Sabedoria, como o Eclesiastes, os Provérbios, Jó, e alguns dos Salmos, era ao judeu ensinada a verdade da vida futura por outro processo de argumentação. As necessidades da vida, a sua aparente injustiça, a sua inexata retribuição, o óbvio fato de que nem sempre é o sofrimento o resultado de pecado, tudo isto se avolumava numa questão que só poderia ser resolvida pela realidade da vida futura. 2. Ensino do Novo Testamento. É no N.T. que está perfeitamente definida a doutrina da vida eterna. A palavra grega, que indiscriminadamente se traduz por ‘eterno’ ou ‘perpétuo’ (aionios ), é derivada de um nome que significa uma idade, ou um período de tempo. o adjetivo toma amplamente a sua característica significação do nome a que se aplica. Quando se aplica a Deus ou à vida deve significar ‘eterno’, no sentido mais lato. Aplicado ao serviço de um escravo, significa a duração da vida: ‘ele o servirá para sempre’ (Êx 21:6). A vida de Deus é a eternidade – a vida dos que hão de estar sempre com Ele deve ser igualmente eterna, e também, sendo usada a mesma palavra, parece ser eterna a vida dos que hão de estar separados Dele. Acerca da eternidade da vida não há, e nunca houve, entre os cristãos, qualquer dúvida.

Dicionário de Sinônimos

Fonte: Dicio

Pravidade: perversidade, perversão, maldade, malignidade. – Pravidade (do latim pravitas, de pravus “torto”) é propriamente “deformidade moral”. Praticou, deu provas de enormes, incríveis pravidades. – Perversidade e perversão não se confundem: o primeiro enuncia uma qualidade, a de ser perverso; a segunda, perversão, significa o “ato de perverter”, ou “o estado daquele que se vai pervertendo”. A perversidade daquele bandido chegou a exceder a perversão geral em que está ou em que vai aquela terra. – Maldade designa a qualidade de ser mau, ou também a própria ação do mau. Pode-se dizer que este vocábulo abrange todas as qualidades e propensões cruéis, contrárias à natureza legitimamente humana. Substitui perfeitamente todos os do grupo. – Malignidade é uma certa maldade, mais propriamente maliciosa que cruel; que mostra intento, trabalho, esforço, e mesmo inteligência em ser malvado. Em coisas de espírito, por exemplo, uma maldade pode bem não ser verdadeira malignidade, desde que seja uma maldade estúpida ou grosseira.

Quem é quem na Bíblia?

Autor: Paul Gardner

A vida de jesus:

Existem poucas evidências da vida de Jesus fora do registro bíblico. O historiador romano Tácito menciona os cristãos que foram chamados desta maneira por seguirem a Cristo, o qual foi morto por Pôncio Pilatos, na época do imperador Tibério (veja Lc 3:1). Seutonio mencionou alguns judeus que discutiam e criavam tumulto em Roma, instigados por um certo Crestos. Sua referência muito provavelmente era sobre Cristo e os cristãos. Essas discussões, segundo ele, ocasionaram a expulsão dos judeus de Roma (veja At 18:2). Existem numerosas alusões a Jesus feitas por rabinos que viveram em períodos posteriores, alguns dos quais dizem que se tratava de um mágico ou feiticeiro. Uma referência feita por Josefo, o historiador judeu que escreveu para os romanos, fala que Jesus realizou “obras maravilhosas” e que era “o Cristo”; foi morto por Pilatos e apareceu no terceiro dia depois de sua morte para os que o amavam. Josefo vai além e diz que até agora, “a raça dos cristãos” ainda não morreu. Alguns suscitam dúvidas se esta seção dos escritos de Josefo é realmente genuína ou se foi acrescentada depois por historiadores cristãos. Qualquer que seja a conclusão, entretanto, sobre quais partes são ou não genuínas, certamente existem evidências suficientes em outras fontes que comprovam ser Jesus realmente o Cristo e que os efeitos de seu ministério se espalharam, desagradaram seus oponentes e foi morto por ordem de Pôncio Pilatos. O Novo Testamento, todavia, é sem dúvida a principal fonte de informação. Os autores dos evangelhos dão muita ênfase aos eventos concernentes à vida de Jesus, na forma de uma explicação cuidadosa, dirigida aos que desejam conhecer melhor o Filho de Deus.

O nascimento e a infância de Jesus

Os evangelhos falam muito pouco sobre a infância de Jesus. Mateus e Lucas relatam certos eventos sobrenaturais que anunciaram e acompanharam seu nascimento. Um anjo apareceu a Maria e ao seu esposo em diferentes ocasiões. Foi dito a José para que continuasse com sua esposa, embora ela estivesse grávida e ele não fosse o pai. O menino Jesus nasceria da virgem Maria, “porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Mt 1:20). Lucas relaciona essa concepção ao poder do Espírito, pelo fato de Jesus ser chamado de “Filho de Deus” (Lc 1:35). Por meio de Jesus, o Senhor fazia algo novo para a salvação do mundo. A humanidade era incapaz de alcançar a própria redenção. Todos pecaram e aguardavam o juízo, mas a intervenção divina proporcionou perdão e salvação. Maria demonstrou captar essa verdade, ao proferir palavras as quais enfatizavam que a salvação em Jesus era inteiramente obra de Deus. A salvação de Jesus era “misericórdia” para os pecadores e não um direito há muito merecido pelas pessoas justas (Lc 1:46-50,68,71,72; 2:29-32).

O fato de que Jesus era também o Messias esperado ou o filho de Davi “ungido”, o qual herdaria o trono, é enfatizado em todos os registros de sua infância, principalmente no evangelho de Mateus. Os reis magos, ou “sábios”, vieram do Oriente para encontrar “aquele que é nascido rei dos judeus”. Aqueles homens, os quais não eram israelitas, foram visitá-lo, dirigidos por Deus por meio de uma estrela, a fim de mostrar que a salvação de Jesus e seu reinado teriam um alcance muito além das fronteiras do povo judeu. O fato de Herodes ter ordenado a morte de todos as crianças na área de Belém, numa tentativa de evitar a competição pelo trono, demonstra como as autoridades levaram a sério o nascimento de Jesus (Mt 2:1-17; também Lc 1:32-33; 2.11).

O anjo também indicou a divindade de Jesus, quando disse que Ele seria chamado “Emanuel” — que significa “Deus conosco” (Mt 1:23). João 1:1-4,14 mostra que Jesus era verdadeiramente humano e ainda assim preexistente e divino.

De acordo com a tradição, Jesus foi apresentado no Templo quando era bebê. Novamente é importante notar que este incidente é narrado não simplesmente como a história de uma infância agradável, mas devido ao seu significado para a identificação de Jesus como Salvador e Redentor e devido ao que foi falado na ocasião sobre seu chamado e sua missão. Simeão identificou Jesus como a “salvação” de Deus e “luz para iluminar os gentios”, enquanto a idosa Ana viu o menino e falou da redenção que tinha chegado a Jerusalém (Lc 2:29-32,36-38). Quando Jesus cresceu, a Bíblia diz que “se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (v. 40).

O único evento mencionado sobre a infância de Jesus refere-se à visita anual que seus pais faziam a Jerusalém e ao Templo e a uma clara indicação da consciência que Ele tinha de que era “o Filho de Deus”, com uma missão específica. Quando estava com doze anos de idade, Jesus foi com seus pais ao Templo, mas na volta eles o perderam. Encontraram-no no Templo, dias depois, diante dos líderes religiosos, surpreendendo a todos com sua sabedoria e as perguntas que fazia. Ao responder às interrogações preocupadas dos pais, disse: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lc 2:41-51).

A vida adulta de Jesus

Podemos especular que Jesus cresceu e trabalhou como carpinteiro junto com seu pai adotivo (Mc 6:3). Os escritores dos evangelhos demonstram maior interesse em seu ministério público, que começou quando foi batizado por João Batista (na verdade é onde Marcos inicia seu evangelho). Ao submeter-se ao batismo, Jesus identificou-se com os homens e mulheres pecadores e comprometeu-se publicamente numa aliança de fidelidade e obediência ao Pai. Foi ungido publicamente pelo Espírito Santo, o qual desceu sobre ele como uma pomba, acompanhado de um pronunciamento público do céu: “Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo” (Mc 1:10-11). Aqui, um verso sobre o Messias, no Salmo 2:7, une-se com uma parte de Isaías 42:1, que é uma profecia sobre o servo de Deus que viria. Assim, exatamente no início de seu ministério, a missão de Jesus foi enfatizada pelo Pai, pois seria o caminho do rei e também a trilha da obediência e do serviço a Deus que culminaria com a morte na cruz pelo pecado da humanidade.

“Imediatamente” depois do batismo, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, onde foi tentado por Satanás, de uma maneira semelhante à tentação dos israelitas no deserto, na época de Moisés. Onde os hebreus fracassaram tantas vezes, Jesus, que acabara de se identificar com seu povo, venceu, pois não pecou. Rejeitou a tentação de aceitar o reino do Messias nos termos definidos por Satanás. Anulou a tentação de fazer as coisas “da maneira mais fácil”. Para Jesus, ser o Messias significava seguir a vontade do Pai e foi a palavra de Deus na Bíblia que Ele usou para refutar Satanás (Mt 4:1-11 etc.). Sua total submissão às palavras e à vontade do Pai seria o caminho escolhido por Ele, mesmo que no final o levasse à cruz.

Após a tentação, o ministério de Jesus inicia-se. Primeiramente, com uma breve manifestação na Judéia, mas, depois da prisão de João Batista, Mateus, Marcos e Lucas registram que Ele se dirigiu ao Norte, para a região da Galiléia. Marcos resumiu a mensagem de Jesus: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1:15). Durante esse período de proclamação, os evangelistas construíram um quadro das atividades de Jesus. Envolvia uma seqüência quase incessante de pregações, conversas, curas e expulsões de demônios. Foi também durante esse período que Ele escolheu seus discípulos, os quais o acompanhariam durante todo seu ministério (Mc 1:16-45; Lc 5; etc.). Uma vez que o número de discípulos estava completo, ou seja, doze, Jesus os designou “apóstolos” (Lc 6:12-16). No meio de tanta atividade, era muito difícil não se encontrar sempre cercado de pessoas, mas Ele insistia em ter um tempo a sós com o Pai, para orar. Muitas vezes só podia fazer isso quando saía no meio da noite para algum lugar onde não fosse perturbado. Mesmo assim, freqüentemente os discípulos saiam à sua procura e o traziam de volta ao trabalho, pois afirmavam que muitos o esperavam por causa de suas obras miraculosas (Mc 1:35-37).

As obras e as palavras de Jesus provocavam uma resposta imediata por parte de muitos, onde quer que Ele fosse. As pessoas ficavam maravilhadas e mesmo assim muitas vezes não sabiam como responder. O povo de Nazaré, a cidade onde Jesus fora criado, rapidamente o rejeitou quando Ele leu um texto de Isaías e declarou que aquela profecia se cumpria diante deles (Lc 4:16-30). Enquanto viajava, as multidões o acompanhavam, ansiosas pela realização de muitos milagres. Os líderes religiosos ficavam cada vez mais preocupados, pois viam o povo seguir Jesus em número cada vez maior e percebiam o desafio fundamental que o Filho de Deus fazia às tradições defendidas por eles. Por exemplo, perguntavam por que Ele curava as pessoas no sábado (Mc 3:1-6, 20-30; Mt 12:1-8). Os discípulos e até mesmo a própria família de Jesus demonstravam o quão pouco entendiam sobre tudo o que acontecia (Mc 3:3134-4:10-20; 7:17-23; 7:1-13).

O empenho de Jesus, nessa época, não se limitava apenas ao povo judeu. No evangelho de João, observamos um incidente ocorrido bem no início de seu ministério, provavelmente quando se dirigiu ao Norte, para a Galiléia, depois do batismo, ocasião em que pregou para os samaritanos. Depois de ouvir a mensagem de Jesus, muitos deles ficaram maravilhados com seu ensino e responderam com um entendimento que não era visto entre os próprios judeus: “Agora nós mesmos o ouvimos falar, e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (Jo 4:42; veja Mulher Samaritana). Mais tarde, durante o ministério na Galiléia, quando cresceram as pressões contra ele por parte dos líderes religiosos, Jesus partiu para a região de Tiro, no território dos gentios. Seu encontro com a mulher siro-fenícia, durante essa curta viagem, é especialmente significativo. Ela tinha uma filha possuída por demônios. Embora fosse gentia, implorou para que Jesus expelisse os espíritos imundos daquela criança. A resposta de Jesus deu a entender que sua missão era exclusiva ao povo de Israel. A mulher, entretanto, insistiu, e demonstrou um notável nível de fé e de entendimento sobre a missão e o poder de Jesus. Ele curou sua filha e revelou novamente que, embora sua atual missão fosse com o povo de Israel, as boas novas do Reino de Deus e da salvação de fato seriam para todas as pessoas, e não somente para uma raça. Enquanto sua vida prosseguia, Mateus, Marcos e Lucas registram o próximo ponto importante no ministério de Jesus. Em suas viagens, Ele chegou também à cidade de Cesaréia de Filipe. Nessas alturas, os discípulos já tinham recebido uma boa dosagem de ensino e visto muitos sinais operados por Ele. Assim, Jesus lhes perguntou: “Quem dizem os homens que eu sou? Responderam eles: João Batista; outros: Elias; e ainda outros: Um dos profetas. Então lhes perguntou: Mas vós quem dizeis que eu sou? Respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo” (Mc 8:27-29). Mateus 16:17 registra a resposta de Jesus a Pedro: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus”. Os discípulos pelo menos entenderam algo sobre a verdadeira posição de Jesus. Daquele momento em diante, os escritores dos evangelhos nos dizem que Ele começou a caminhar em direção a Jerusalém e a ensinar que era necessário sofrer e morrer. Em outras palavras, após ouvir a resposta certa de Pedro (Jesus é o Cristo ou o Messias), tratou de redefinir aquele entendimento contemporâneo sobre como deveria ser o Messias. Pedro foi totalmente incapaz de aceitar a explicação e objetou fortemente. Sofreu uma repreensão extremamente severa do Senhor: “Para trás de mim, Satanás! Tu me serves de pedra de tropeço; não compreendes as coisas que são de Deus, e, sim, as que são dos homens” (Mt 16:23).

A diferença entre o entendimento que Jesus tinha sobre seu chamado para ser o Messias e a opinião geral, tornou-se mais e mais pronunciada à medida que Ele se dirigia a Jerusalém. Ao entrar na capital, foi saudado como o Messias pela mesma multidão que poucos dias depois desejava a sua morte. Os discípulos fiéis fugiram e o abandonaram, quando o sofrimento e a perseguição atingiram o grande clímax durante suas últimas horas de vida. No final, Jesus cumpriria sua missão — todo o propósito de sua vida adulta — totalmente sozinho na cruz, e carregaria sobre si todo o castigo dos homens pecadores, quando até mesmo seu Pai celestial pareceu abandoná-lo.

O ensino de Jesus

O ensino de Jesus cobriu quase todas as áreas da existência humana. Alguns deles foram dirigidos somente aos discípulos e outros, ao povo em geral. Alguns foram proferidos num ambiente de confronto com os líderes religiosos da época e outros foram ministrados a título de interpretação dos milagres que operava. Jesus ensinou por meio de palavras e de ações. A seguir, citamos brevemente quatro das áreas mais importantes de seu ensino e mencionamos o uso que fazia das parábolas.

Sobre si mesmo

O ensino de Jesus sobre si mesmo era dado por meio de palavras e ações. Desde o início, Ele estava consciente de sua missão e seu propósito na vida e na morte. Rapidamente demonstrou um relacionamento único com Deus. Do incidente aos doze anos de idade, onde revelou muita sabedoria e a necessidade de estar “na casa do seu Pai”, até a insistência em que as palavras que proferia e as obras que fazia eram as palavras e obras do Pai (Jo 14:10; etc.), tudo o que disse apontava para sua posição única como “o Filho de Deus”. O Senhor era seu Pai celestial, de quem tinha um conhecimento íntimo e pessoal. Sua grande oração pelos discípulos e por todos os que posteriormente creriam nele, registrada em João 17, novamente demonstra a profundidade de seu relacionamento com o Pai e a unidade de propósito e de vontade entre ambos. A posição de Jesus como Filho de Deus também é vista na grande autoridade que revelava. Tinha poder para expelir demônios e tratar com o mundo dos espíritos malignos simplesmente mediante a fala. Antes que as multidões entendessem, os demônios reconheceram que Jesus era o Filho de Deus, com poder sobre eles (Mc 3:11-5.7). Ele também controlou a tempestade violenta com um simples comando e mostrou sua autoridade sobre o mundo da criação (Mt 8:24-27).

Enquanto revelava esse relacionamento com o Pai, Jesus ensinou seus discípulos mais profundamente sobre quem Ele era. Os apóstolos precisavam aprender que em Cristo podiam conhecer Deus. Em uma ocasião, Ele se voltou para Filipe e disse: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14:9). Depois continuou e disse: “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo. Antes, é o Pai que está em mim quem faz as obras” (v. 10).

Jesus nunca demonstrou orgulho pelo fato de ser Deus; mas quando seu ensino sobre si mesmo é examinado e os versículos como os mencionados acima são vistos no contexto, a conclusão de que Ele ensinou ser o próprio Deus em suas palavras e obras parece inevitável (pelo menos para os que confiam nele e aceitam a palavra dos apóstolos e a interpretação deles sobre esses eventos). A ênfase sobre ser o “Filho de Deus”, “enviado” por Deus e possuidor da autoridade como “filho de Davi”, sua aceitação do título de “Cristo” dado por Pedro, seu ensino em João 14:17 sobre seu relacionamento íntimo (e preexistente; Jo 17:5-24) com o Pai, tudo isso proporciona um acúmulo de evidências de que Jesus ensinava sobre sua divindade, pelo menos no círculo mais íntimo de amigos e discípulos.

A reação dos líderes religiosos, entretanto, indicava que também começavam a assimilar algo das extraordinárias alegações de Jesus sobre si mesmo, quando em várias ocasiões o acusaram de blasfêmia. Por exemplo, João relata o seguinte confronto: “Jesus lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por este motivo, os judeus ainda mais procuravam matá-lo; não só quebrava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 5:17-18). A resposta de Jesus tinha o objetivo de levar o ensino sobre si mesmo mais adiante. Ao referir-se a si mesmo como “o Filho”, disse que nada fazia por conta própria, “mas somente o que via o Pai fazendo”. Falou sobre o amor do Pai pelo Filho e como Deus podia ressuscitá-lo dos mortos e que o Filho também podia dar a vida a quem quisesse (vv. 12-21). Jesus atribuía a si mesmo prerrogativas divinas e prosseguiu, incluindo junto com elas o fato de que o Pai lhe dera o direito do julgamento: “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (v. 23).

Uma das expressões mais claras dessa alegação da divindade são as assim chamadas declarações “Eu Sou”. Quando Jesus declarou que existia antes de Abraão e disse “antes que Abraão nascesse, eu sou!”, referia-se a si mesmo como Yahweh (“EU SOU O QUE SOU”, Êx 3:14). Os líderes religiosos novamente viram isso como uma blasfêmia e tentaram apedrejá-lo.

Jesus também fez com que as pessoas pensassem nele como o Messias. Desde sua pregação sobre o cumprimento da profecia de Isaías, na sinagoga, até a realização de milagres maravilhosos, tudo fazia com que o povo judeu comum o encarasse como uma figura messiânica; entretanto, passo a passo, Ele também ensinou que o entendimento geral de que o Messias seria um guerreiro político que derrotaria os romanos e governaria em Jerusalém não era parte de seu chamado. Em suas conversas com os discípulos, concentrou-se em revelar-se como o servo sofredor de seu povo. Alguns estudiosos sugerem que sua preferência por referir-se a si mesmo como “o Filho do homem” foi deliberada, pois podia usá-la como sua própria definição de seu papel como o Messias que sofreria e morreria. Depois da confissão de Pedro, de ser Jesus o Cristo, lemos em Marcos 8:31: “Então começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que depois de três dias ressurgisse” (veja também 10.45). O uso da expressão “Filho do homem” por Jesus, contudo, também carregava em si a grande autoridade celestial que nos faz lembrar do Filho do homem que esteve na presença de Deus na profecia de Daniel (Dn 7:13). Talvez fosse aquele quadro que Jesus tinha em mente quando disse aos líderes judeus, no seu julgamento: “Mas de agora em diante o Filho do homem se assentará à direita do Deus Todo-poderoso” (Lc 22:69).

Quando Jesus demonstrava e falava sobre sua autoridade, sempre era a do tipo mais elevado possível. Seja falando sobre a autoridade que o Pai lhe dera para julgar o mundo (Jo 5:27), seja tratando de sua autoridade sobre os demônios (Mc 1:27) e a criação (Lc 7:8) que demonstrava possuir nas obras miraculosas que operava entre o povo, Ele claramente provava que nenhum outro homem a possuía, pois originava-se apenas no céu.

Quanto mais o ensino de Jesus sobre si é examinado, mais inevitável se torna a conclusão de que se tratava de um homem perfeito que também era Deus. A fé e a confiança em Jesus, Deus e Homem, em suas palavras, obras e ensinamentos, tornam-se a base do cristianismo.

Sobre Deus, o Pai

Temos visto como Jesus falou sobre sua comunhão íntima com o Pai; mas Ele ensinou muito mais sobre o próprio Deus. O Pai é o criador do mundo (Mc 13:19), o qual continua, em sua Providência, a sustentar e cuidar de todas as coisas (Mt 10:29). A vontade do Pai é soberana e deve ser obedecida por todos, inclusive pelo próprio Jesus (Mt 26:39). Somente o Pai conhece o dia do retorno de Cristo (Mt 24:36). Jesus, porém, ensinou sobre a paternidade de Deus sobre indivíduos e não somente em um sentido geral como o Pai do povo de Israel. Os hebreus certamente entenderam a paternidade de Deus neste último sentido, mas a insistência de Jesus sobre a possibilidade de uma comunhão individual com o Pai foi bem enfatizada. Isso, claro, é bem expresso na primeira frase da oração do Senhor: “Pai nosso que estás nos céus” (Mt 6:9).

Mediante o que Jesus ensinou foi possível conhecer o Pai, por meio do conhecimento de Cristo (Jo 14:6-7). Quando falou com Maria, depois da ressurreição, Ele se referiu ao “meu Pai e vosso Pai” (Jo 20:17). O cuidado direto de Deus pelo crente individualmente foi ensinado por Jesus em várias ocasiões. O Pai tem tanto interesse pelas necessidades de seus filhos, até mesmo na questão de comida e bebida, que Jesus os incentivou a não se preocupar com o dia de amanhã (Mt 6:31-34).

Jesus também ensinou que existe uma relação especial entre o Senhor como “Pai” e o reinado de Deus. O Pai, que preparou o reino para os discípulos de Jesus “desde a criação do mundo”, cumprirá esta promessa. Os justos entrarão nesse reinado e herdarão suas bênçãos (Mt 13:43-25.34; Lc 12:31-32).

Sobre o Reino

O ensino de Jesus sobre o reino de seu Pai, o reino de Deus, tem provocado debates consideráveis entre os estudiosos, embora ninguém duvide da extrema importância do assunto (Mt 4:17; Mc 1:15; Lc 4:43). Os referir-se tanto ao “reino dos céus” (no evangelho de Mateus) como ao “reino de Deus”, Jesus ensinou que esse reinado estava presente, “próximo” e diretamente relacionado com o seu advento: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado a vós o reino de Deus” (Mt 4:7-12.28; 21.31; Mc 1:14-15; Lc 11:20-17.20,21; etc.); entretanto, Jesus também ensinou que seria um evento futuro e que o reino seria herdado pelos seus discípulos (Mt 25:34; Lc 11:2-22.18).

O “reino de Deus” é primariamente uma descrição do governo dinâmico de Deus sobre este mundo, visto especialmente nas boas novas do advento do Redentor, isto é, Jesus. Na vida e no ministério de Cristo, esse governo foi diretamente experimentado e revelado para os que tiveram olhos para ver quem era Jesus. Nem todas as pessoas foram capazes de ver a verdade do reino. De fato, o uso que Cristo fez das parábolas para ensinar sobre o reino deixa claro que o entendimento veio por meio da revelação (Mc 4:10-12). Jesus, o rei, esteve presente entre os judeus e gentios e ensinou que tinha toda autoridade e poder até mesmo sobre os demônios.

A entrada e a possessão do reino, entretanto, e o direito a todas as suas bênçãos são limitados aos que reconhecem Jesus como Senhor, pedem perdão a Deus pelos pecados e se comprometem a servi-lo de todo o coração. Cristo deixou isso bem claro para os líderes religiosos da época, quando lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Pois João veio a vós a fim de vos mostrar o caminho da justiça, e não crestes nele, mas os cobradores de impostos e as meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto não vos arrependestes para crerdes nele” (Mt 21:31-32). Então transmite uma parábola a qual mostra como os líderes rejeitavam o Rei que havia chegado, exatamente como seus ancestrais tinham rejeitado os profetas.

A natureza “presente” do reino é tal que opera em silêncio entre os homens, quando as pessoas chegam a reconhecer o Redentor. Ao mesmo tempo, entretanto, Jesus olhava adiante em seu ensino. Um dia, esse governo de Deus seria revelado a todos os homens.

É importante notar aqui que Jesus nunca reduz a soberania plena de Deus sobre todas as pessoas, quer reconheçam a Cristo como Senhor quer não; entretanto, a “participação” no reino e a oportunidade de experimentar a bênção de ser membro dele, por meio da fé em Cristo, é limitada ao povo de Deus. No começo da “era vindoura”, entretanto, que começará quando Cristo voltar, como diz o apóstolo Paulo: “Ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra” (Fp 2:10). Naquele tempo, quando Cristo se revelar totalmente para todas as pessoas, será visto como um Rei fiel ao seu povo e julgará os ímpios com a condenação eterna. Os que tiverem rejeitado a oferta do reino por meio do advento de Jesus Cristo e virado as costas para o amor de Deus que lhes foi oferecido ficarão debaixo do juízo do Rei.

Repetidamente, quando Jesus ensinava sobre o reino, advertia quanto ao dia do futuro julgamento e à diferença entre a experiência do justo, naquele dia, e a daqueles que nunca se voltaram para Cristo (Mt 13:37-43; 25.34, 41; etc.). O Antigo Testamento olhava para a frente, para o tempo em que Deus estabeleceria seu governo sobre a Terra. Seria um governo perfeito, que determinaria uma ordem totalmente nova. O Senhor redimiria seu povo Israel e castigaria toda a maldade. Jesus ensinou que o Todo-poderoso agia como o Deus Salvador e Redentor, pois a era messiânica havia chegado para eles. Ele era o Messias. Jesus convidou as pessoas a aceitar o Rei e seu reino, quando as chamou ao arrependimento dos pecados e à volta para Deus. A consumação final daquele reino e a herança plena de todas as suas bênçãos estariam reservadas somente para o retorno de Cristo em glória (Mt 24:30-31). Os seguidores de Cristo orarão: “Venha o teu reino” (Mt 6:10), pois olham adiante, para o retorno do Rei, para o dia em que Ele se revelará totalmente a todas as pessoas. Anseiam pela revelação plena da glória de Cristo, pela herança das promessas da vida eterna, mas também pela total libertação do mal e do pecado.

O ensino de Jesus sobre o reino de Deus não se limitou apenas a longas sessões didáticas ou parábolas onde essa frase era utilizada, mas também evidenciava-se nas obras que fazia, em seus milagres, na maneira como expelia demônios e, acima de tudo, em sua autoridade para perdoar pecados (Lc 7:48-8.1; 6.20,24-26; etc.).

Sobre o Espírito Santo

A obra do Espírito Santo é claramente vista por toda a vida de Jesus. Foi concebido pelo Espírito (Lc 1:15); o Espírito veio sobre Ele publicamente no batismo (Lc 3:22); o Espírito o levou ao deserto, onde foi tentado pelo diabo (Lc 4:1); o Espírito ungiu-o para pregar as boas novas (Lc 4:18); e o Espírito deu-lhe poder para expelir os demônios (Mt 12:28). Jesus, porém, ensinou mais sobre o Espírito Santo.

Três dos Evangelhos relatam uma ocasião em que Jesus foi acusado de expelir demônios pelo poder de Belzebu (Mt 12:22-32; Mc 3:22-30; Lc 11:14-23). A seguir Cristo declarou que a blasfêmia contra o Espírito Santo era um pecado imperdoável. O pronunciamento específico de Jesus está diretamente ligado à expulsão dos demônios. Sua obra de estabelecer o governo de Deus, vista tão claramente no poder que tinha sobre os demônios, é mostrada aqui como a manifestação do Espírito Santo (“Se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado a vós o reino de Deus”, Mt 12:28). De fato, a obra do Espírito é essencial para o reino de Deus. É pelo poder do Espírito Santo que os espíritos malignos e os demônios são derrotados e a obra de Cristo segue adiante.

Jesus também ensinou que o Espírito Santo opera a regeneração na vida do crente, a fim de que possa entrar no reino de Deus (Jo 3:5). Ensinou que o Espírito ajuda o cristão a adorar adequadamente, em espírito e em verdade (Jo 4:24). O Espírito também inspira as Escrituras (Mc 12:36) e capacita o cristão a falar ousadamente sobre sua fé (Mt 10:19-20). Jesus também ensinou que os crentes receberiam o Espírito Santo individualmente, depois que Ele fosse glorificado (Jo 7:38-39). Havia, portanto, uma distinção entre a maneira como o Espírito Santo estava presente no ministério de Jesus e na proclamação do reino de Deus e como estaria presente depois que Cristo voltasse para a glória. Em João 14:16, Jesus refere-se a Ele como “o Espírito da verdade” e o “Consolador”. O Espírito é o “outro Consolador” e vive para sempre (cf. Jo 14:15-17). Desta maneira, o Espírito é o que convence o mundo dia após dia e ainda permanece com o cristão, na liderança e na proteção da verdade e interpretando as Escrituras (Jo 16:8-13). Jesus ensina que será prerrogativa do Espírito Santo glorificar a Cristo e fazê-lo conhecido nas futuras gerações das pessoas que não terão visto Jesus em carne e osso (Jo 16:12-16).

Fica claro, pelo ensino de Jesus, que em todas as suas várias obras o Espírito Santo testemunhará sobre Jesus e glorificá-lo-á. Fará isso por meio do novo nascimento, a fim de testificar e explicar sobre a verdade de Cristo (Jo 14:26) e conceder poder aos cristãos para testemunhar de Jesus (15.26,27). O Espírito Santo seria concedido pelo Filho (15.26; 16,7) e pelo Pai (14.16,26).

O uso das parábolas por Jesus

Jesus usou as parábolas em aproximadamente um terço de seu ensino nos evangelhos. Fosse diante das multidões, com seus discípulos ou com os líderes religiosos, esta forma de instrução era utilizada regularmente (Mt 13:34). Trata-se de histórias tiradas da vida normal, as quais eram aplicadas para apresentar verdades espirituais. Muitas parábolas que Jesus contou mencionavam aspectos da vida local que atraíam a atenção de sua audiência. Por exemplo, quando Jesus contou a parábola do semeador, a figura seria um lugar comum; de fato talvez houvesse algum agricultor que trabalhasse num campo próximo ao local onde estavam (Mt 13:3-13). As parábolas raramente eram alegorias. Os detalhes das histórias não eram significativos, pois elas enfatizavam apenas um ou dois pontos principais. Embora sem dúvida a intenção fosse captar o interesse das pessoas no que era dito, as parábolas de Jesus não serviam para que todos entendessem imediatamente o que Ele ensinava.

Em Mateus 1:3-17 (também Mc 4:10-12; Lc 8:9-10) Jesus faz alguns comentários notáveis sobre a inteligibilidade de seu ensino. Depois da Parábola do Semeador, ficou claro que a mensagem não fora captada nem mesmo pelos discípulos. Perguntaram-lhe por que usava parábolas e Jesus respondeu: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado. Ao que tem, se lhe dará, e terá em abundância. Ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas: Porque eles, vendo, não vêem: ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías: Certamente ouvireis, mas não compreendereis. Certamente vereis, mas não percebereis. Pois o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos, para que não vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, compreendam com o coração, se convertam e eu os cure”.

Esses estranhos comentários devem ser vistos à luz do ensino de Jesus sobre o reino de Deus. Muitas parábolas na verdade eram usadas para ensinar sobre um aspecto da natureza desse reinado. O problema com a compreensão das parábolas não estava tanto no caso de as histórias serem ilustrações boas ou ruins, mas sim na verdade que Jesus ensinava. Os segredos do reino de Deus, agora revelados pela própria pessoa de Cristo, por seus ensinamentos e suas obras, exigiam uma resposta e uma mente aberta para ver, crer e comprometer-se com este “mistério” revelado. Para os que não respondiam adequadamente, as parábolas serviam apenas para obscurecer ainda mais a natureza do reino de Deus.

Desta maneira, existe um senso de urgência nas parábolas, que requer uma resposta da audiência. Os ouvintes precisam decidir e abraçar esse reinado com sua alegria e suas bênçãos, pois o reino de Deus é como um tesouro enterrado ou como uma pérola de grande valor, a qual é tão valiosa que vale a pena vender tudo o que se tem para obtê-la (Mt 13:44-46). Mais do que isto, entretanto, o reino breve virá em toda a sua plenitude, no “final dos tempos”. Quando isso ocorrer, será como uma rede de pesca, que apanha toda espécie de peixes, quando é trazida à superfície; os bons serão separados dos maus e uma “fornalha de fogo” aguarda os perversos (Mt 13:4750). Assim, Jesus apresenta uma situação de crise. O governo de Deus, manifestado em Cristo e em seu ministério, aparentemente é pequeno no momento, mas crescerá dramaticamente, como indicou a Parábola da Semente de Mostarda (Mt 13:31-32; etc.). Em parábolas como essas, Jesus revela sua convicção pessoal no sucesso de seu ministério, apesar de o caminho para a realização total necessariamente passar pela cruz.

A maior dificuldade para os judeus dos dias de Jesus não era compreender que o reino de Deus viria em poder. Há muito tempo acreditavam nisso e esperavam. Pelo contrário, o problema deles residia nesta revelação do “mistério” do reino: era a vontade de Deus que esse reinado se manifestasse no advento do Senhor Jesus Cristo, não em poder, mas para servir e sacrificar sua vida. A obra de Cristo, com um começo aparentemente tão pequeno e insignificante, que parecia terminar no sofrimento e na vergonha da cruz, era, na verdade, a precursora essencial da revelação completa do reino em todo o seu poder e plenitude, que ocorreria numa data posterior (o dia da volta de Cristo).

Abraçar o reino, portanto, significava adotar um entendimento totalmente novo dos propósitos do Senhor para este mundo. O governo de Deus não seria imposto sobre ninguém, mas era oferecido ao mundo, na pessoa de Cristo. Tornar-se “filho do reino” (Mt 13:38) envolve crer na revelação de Deus em Jesus e receber a direção do seu reinado em humildade e confiança, “como uma criança” (Mc 10:15; veja também Mt 5:3-10).

As obras de Jesus

Os milagres

Os milagres de Jesus também revelavam muito sobre quem Ele era e a natureza de seu reinado. Podemos ver o operador de maravilhas, o homem de grande amor e compaixão, o homem que veio de Deus e cumpriu o desejo de seu Pai. Aqui também é revelada a autoridade e o senhorio de Jesus: sua autoridade sobre as enfermidades, nos milagres de cura (Mt 8:1-4); sua autoridade sobre os gentios (Mt 8:5-13); sua autoridade sobre o restante da criação, como, por exemplo, sua capacidade para acalmar a tempestade (Mt 8:23-27); sua autoridade sobre o mundo espiritual, na maneira como era capaz de expelir demônios com apenas uma palavra (Mt 8:28-34); e, mais surpreendente de tudo, sua autoridade sobre a vida e a morte (Mt 9:18-26).

Tal autoridade não deixa dúvidas sobre a divindade de Jesus, mas também demonstra novamente que o reino de Deus havia chegado. Os que presenciaram e experimentaram os milagres estavam diante do que “é maior do que Jonas” (Lc 11:32) e, como no caso das parábolas, encontravam-se diante da necessidade de dar uma resposta. Eles viram a mão de Deus no que era feito e responderam com fé? Contemplaram a “glória” de Jesus? Perceberam que os milagres eram “sinais” (uma palavra usada especialmente no evangelho de João), que apontavam para o reino e o Rei? Praticamente em todas as manifestações vemos exemplos de diferentes respostas. Depois do primeiro milagre, quando as águas se transformaram em vinho, no casamento em Caná, a Bíblia diz que o sinal revelou a glória de Jesus “e seus discípulos creram nele” (Jo 2:11).

Alguns indivíduos demonstravam fé em Jesus antes da realização do milagre (Mt 8:5-13); em algumas ocasiões, mostravam depois (Jo 2:11); outras vezes simplesmente não demonstravam qualquer tipo de fé (Mt 13:53-58). Muitos consideravam Jesus como um operador de milagres, mas mesmo assim não procuravam olhar mais profundamente, para aprender sobre Ele e crer nele. É interessante que mesmo os próprios irmãos de Jesus gostavam da ideia de que fosse um operador de milagres (Jo 7:3-4), embora a Bíblia diga que “até os seus irmãos não criam nele” (Jo 7:5).

A resposta de fé e confiança aos milagres era, na verdade, uma aceitação do reino de Deus entre eles. Os milagres eram uma parte do advento do reinado, e representavam as obras do Rei, o próprio Messias. Daí a revelação da “glória” mencionada em João 2:11 e o relato sobre os milagres feitos por Cristo, a fim de que “creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20:31). Quando Pedro creu em Jesus e andou em sua direção sobre a água, mesmo com uma fé muito deficiente, reconheceu no andar do próprio Cristo sobre a água que estava na presença do “Filho de Deus” (Mt 14:33).

A resposta oposta era uma indicação direta da relação entre os milagres e o reino. Quando Jesus olhou para cidades como Corazim e Betsaida, nas quais realizara muitos milagres, viu a falta de arrependimento. Então comparou-as com Sodoma e as advertiu sobre o horror que as esperava no dia do juízo (Mt 11:20-24).

A obediência de Jesus ao Pai

Enviado pelo Pai (Jo 3:34; etc.), amado pelo Pai (5.20; etc.) e dependente do Pai (14,28) — os evangelhos mostram que a obra de Cristo envolveu a revelação da mente e da vontade do Pai que estava no céu. Somente o próprio Jesus conhecia perfeitamente a mente do Pai e cumpria perfeitamente a vontade dele (Mt 11:25-27; Mc 1:11; Jo 5:30-10.18). As mensagens que proferiu eram somente as palavras que o Pai lhe dera e estavam diretamente ligadas às obras que fazia, as quais também lhe foram dadas para realizar pelo Pai: “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo. Antes, é o Pai que está em mim quem faz as obras” (Jo 14:10).

As obras que Jesus fez e as palavras proferidas por Ele eram aquelas que cumpriam os propósitos do Pai (Jo 15:15); por isso suas mensagens podiam ser identificadas com as palavras do Pai (Jo 14:24). Mesmo quando estava no Jardim Getsêmani, pouco antes de ser preso e crucificado, Jesus orou: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26:39). Jesus, o Filho eterno, sabia que sua missão fora dada pelo Pai e entendia que sua tarefa era cumprir esta missão, que envolvia sua vinda para “buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19:10) e o levaria à cruz.

A caminhada de Jesus em direção à cruz

Jesus revelou muito sobre si mesmo por meio de seu ensino, suas obras miraculosas e sua obediência ao Pai. Seu ministério, entretanto, bem como suas obras, revelaram muitas vezes como Ele entendia qual seria o final, desde o princípio. Ele viera “para salvar o seu povo dos pecados deles” (Mt 1:21). Todas as pessoas precisam da salvação, ou enfrentarão a ira de Deus, no julgamento do pecado. Em muitas ocasiões, Jesus chamou a atenção do povo para a necessidade do perdão. Perdoou o pecado com autoridade (Lc 7:47-48); Mt 16:24-25). Advertiu os que não respondiam aos milagres e ao seu ensino. A maior, porém, de todas as suas obras, a da salvação, aconteceria quando Ele sofresse e morresse na cruz. Tudo o que fez de uma maneira ou outra ajudou em sua caminhada em direção à cruz.

Jesus considerava esta missão como o cumprimento das Escrituras (Mc 9:12; Mt 26:24; Lc 24:25-27). Gentilmente, e diante de alguma oposição, mesmo por parte dos discípulos, Ele ensinou que aquele que reconheciam como o Messias teria de sofrer e morrer (Mc 8:29-33). Seis dias depois de Pedro ter confessado que Jesus era o Cristo, aconteceu a Transfiguração. O Filho de Deus foi revelado em sua glória, conversando com Elias e Moisés (Mc 9:2-12). Lucas registrou que o assunto da conversa, na presença de Pedro, Tiago e João, foi a morte iminente de Jesus em Jerusalém (Lc 9:31). Quando Cristo soube que já era o tempo, de acordo com a vontade do Pai, encaminhou-se resolutamente para Jerusalém, onde sabia que o aguardavam muitas provações (Lc 9:51-17.11). Explicou essa jornada aos discípulos em termos de cumprimento das Escrituras (Lc 18:31-33). Quando chegou perto da cidade santa, novamente a natureza deliberada da missão de Jesus foi vista, quando mandou trazer um jumentinho, sobre o qual entrou em Jerusalém (Lc 19:28-44). Mateus 21:5 mostra esse evento como o cumprimento das Escrituras. O ato de expulsar os cambistas e outros vendedores do Templo também era uma ação destinada a determinar a diferença entre o Evangelho de Cristo e as práticas dos judeus, consideradas aceitáveis naqueles dias. Nada mais provocaria uma reação tão clara (Mt 21:12-17, 23-27).

A obra de Jesus Cristo só estaria completa quando ele fosse levantado na cruz, o peso do pecado, lançado sobre seus ombros, o preço, pago e a salvação, efetivada. Assim, suas palavras “está consumado” eram mais do que uma simples aceitação da morte; eram também um reconhecimento de que aquela parte do trabalho estava concluída e Ele realizara a vontade do Pai até o final (Jo 19:30).

A morte de Jesus

A grande obra de Jesus na cruz precisa ser examinada, se desejamos saber mais sobre quem é Ele e o que tem feito pelos que confiam nele. Conforme disse o apóstolo Paulo: “mas nós pregamos a Cristo crucificado”1Co 1:23). E essa obra permanece como o coração do compromisso cristão e da fé em Jesus; é na cruz que os propósitos de Deus para a salvação são realizados e onde verdadeiramente vemos Jesus como o “Salvador”.

A crucificação

Os romanos condenaram Jesus a morrer crucificado, um evento registrado em todos os evangelhos (Mt 27:35-37; etc.). Esta morte extremamente desagradável e dolorosa era amplamente usada naqueles dias e foi executada após Jesus ser severamente espancado e torturado (Mt 27:28-31). Os procedimentos iniciais contra ele foram conduzidos pelos judeus. Estavam com medo de seu poder e autoridade sobre o povo e também temerosos de seus ensinamentos, os quais desafiavam totalmente a abordagem deles sobre Deus, em praticamente todos os pontos. Depois de uma audiência diante do Sinédrio, na qual a acusação principal era a de blasfêmia, que exigia a pena de morte (Mt 26:57-68), Jesus foi levado diante da corte romana, presidida pelo governador Pôncio Pilatos (Mt 27:11-31). Ali, as acusações mudaram. Sem dúvida, para conseguir a pena de morte, os judeus acusaram Jesus de ter-se proclamado “rei dos judeus”, em nítida rebelião contra Roma. Jesus não negou essa acusação (vv. 11-14). Finalmente, devido à enorme pressão feita pelos líderes religiosos e pela multidão que se juntara a eles para apoiá-los, e aparentemente contra a julgamento pessoal de Pilatos, Jesus foi condenado à morte.

Como já vimos anteriormente, Jesus sabia que iria morrer. O relato dos evangelhos sobre a crucificação enfatiza a voluntariedade da morte de Cristo (Ele foi para a cruz por vontade própria e deu sua vida por seu amigos, Jo 10:18-15.
13) e a necessidade de seu padecimento, dentro dos planos de Deus. Por exemplo, quando Pedro sacou a espada e feriu um dos homens que foram prendê-lo, Jesus o lembrou de que, se quisesse, teria pedido ao Pai celestial que enviasse legiões de anjos em sua defesa; mas as Escrituras precisavam cumprir-se, mediante a sua morte (Mt 26:53-54; veja também Jo 19:28; etc.).

Jesus morreu entre dois criminosos. Durante todo o longo e doloroso tempo em que permaneceu na cruz, até sua morte, a multidão o insultava (Mt 27:41-44); ainda assim, Cristo demonstrou sua prerrogativa divina, ao conceder o perdão a um dos ladrões ao seu lado, que demonstrou sincero arrependimento (Lc 23:39-43).

Um sacrifício pelos pecados

A morte de Jesus na cruz foi sacrificial, um fato que ficou evidente, de acordo com o evangelista João, logo no começo do ministério de Cristo, quando o Batista referiu-se a Ele como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). A evidência mais clara de que Jesus encarava sua própria morte com naturalidade está no relato da última Ceia. Ali, Cristo estabeleceu um pano de fundo do Antigo Testamento, quando passou o pão e o vinho ao redor: “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. Então ele tomou a cálice, e, tendo dado graças, deu-o aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos. Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados” (Mt 26:26-28). No AT, o sangue dos animais sacrificados era derramado quando se faziam alianças entre Deus e o seu povo ou quando eram renovadas (Gn 15; Êx 24; etc.). Na morte de Jesus, para a qual o pão e o vinho apontavam, uma nova aliança foi estabelecida entre o Senhor e seu povo, pela qual todos conheceriam a Lei interiormente e experimentariam a presença de Deus com eles de uma maneira nova e mais pessoal (Jr 31:31; Hb 8).

A relação entre a morte de Jesus e a remoção dos pecados leva a um entendimento de um sistema sacrificial do AT, no qual diferentes sacrifícios eram feitos para diversas necessidades; os escritos apostólicos consideravam a obra redentora de Cristo na cruz como o cumprimento de todo esse sistema sacrificial (Rm 6:10; Hb 7:27-9.12; 1 Pe 3.18; etc.). Jesus morreu como um sacrifício de expiação, feito de uma vez por todas (Rm 3:25). Trouxe reconciliação entre o homem pecador e o Pai (Rm 5:11-2 Co 5.18,19). Na cruz, o Rei Jesus, como representante de seu povo, morreu para trazer salvação (Gl 2:20). Em sua morte, Cristo colocou-se no lugar do homem pecador, como Redentor (Mc 10:45). Cumpriu o julgamento legal sobre o pecado para todos os que têm fé nele. Devemos notar aqui que Lucas refere-se a Jesus morrendo “num madeiro”. Provavelmente usou essa palavra deliberadamente, para lembrar aos leitores que Jesus, dessa maneira, morrera sob a maldição da lei (At 5:30-10.39; 13.29; veja Dt 21:23). Esse argumento também é usado por Paulo, o qual ensinou que, sobre a cruz, Jesus morreu “fazendo-se maldição por nós”, para nos “resgatar da maldição da Lei” (Gl 3:13).

Para considerar o sacrifício de Cristo o cumprimento de toda a lei sacrificial do Antigo Testamento, o tempo de sua morte não deve ser ignorado. Jesus morreu durante a Páscoa, sugerindo que Ele também é considerado a realização do sacrifício pascoal (Lc 22:15). Provavelmente era isso que João Batista tinha em mente (Jo 1:29) e também, com certeza, o que Paulo pensava em I Coríntios 5:7: “Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”.

Vitória sobre a morte e Satanás

A vitória sobre Satanás e suas forças demoníacas é claramente demonstrada na paixão e morte de Cristo. Ele reconheceu isso quando se dirigiu aos que foram enviados para prendê-lo e disse: “Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas” (Lc 22:53). Jesus, porém, também sabia que sua crucificação ocasionaria a queda de Satanás: “Agora é o tempo do juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo” (Jo 12:31). Ao tomar sobre si mesmo o juízo de Deus sobre o pecado, Cristo removeu o medo do julgamento e da condenação eterna de todo o que se submete à sua autoridade. Essas pessoas estão assim livres da “escravidão” causada pelo “medo da morte” (Hb 2:15). De fato, como ser humano, Jesus compartilhou as experiências de todos nós, “para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (v. 14).

A morte entrou no mundo como castigo de Deus sobre os que seguem a Satanás. Desta maneira, ela é a evidência mais clara da pecaminosidade do homem e também torna-se uma clara evidência do poder do diabo. A remoção do juízo da morte e do medo que a acompanha nos dá uma prova clara da derrota de Satanás. Ao tomar a morte sobre si, em seu auto-sacrifício, Jesus morreu no lugar dos que mereciam a condenação. Porém, os que confiam nele e o servem não precisam mais temer a morte, pois reconhecem que o poder de Satanás foi quebrado de uma vez por todas na cruz. A morte não podia reter Jesus. Por isso, o Pai o ressuscitou dentre os mortos e o exaltou em glória. Como diz o apóstolo Paulo: “E, tendo despojado os principados e as potestades, os expôs publicamente ao desprezo, e deles triunfou na cruz” (Cl 2:15). Para todo o que crê em Cristo, ocorreu uma transferência: “(O pai) nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1:13).

A ressurreição de Jesus

A Bíblia também ensina que Jesus ressuscitou dentre os mortos por Deus Pai. Os evangelhos nos dizem que o milagre da ressurreição aconteceu “no terceiro dia”, isto é, depois da crucificação, cedo, na manhã do primeiro dia da semana, que agora chamamos de domingo. Não há nenhuma descrição da maneira como Jesus ressuscitou. De fato, embora a pedra que fechava o túmulo tenha sido removida por um anjo do Senhor (Mt 28:2), ele apenas revelou que a ressurreição já havia ocorrido. Os soldados romanos que guardavam o sepulcro, para que o corpo não fosse roubado, “tremeram de medo dele, e ficaram como mortos” (v. 4). Às mulheres que foram ao sepulcro, logo ao amanhecer do dia, simplesmente foi dito: “Ele não está aqui; já ressurgiu... e vai adiante de vós para a Galiléia” (v. 6). Quando retornavam, para contar aos discípulos, Jesus saiu-lhes ao encontro e elas o adoraram (Mt 28:4-9). Cada um dos evangelhos relata eventos diferentes ocorridos naquela manhã. Muitas tentativas foram feitas para reuni-los e explicar a ordem exata dos acontecimentos. Não se sabe, porém, se isso seria possível ou não, com as informações limitadas dadas pelos escritores. Cada um deles, entretanto, conta o fato da ressurreição. Jesus fora sepultado, mas depois foi visto vivo novamente (veja também Mc 16; Lc 24; Jo 20).

O assombroso fato da ressurreição deixou muitas dúvidas na mente dos discípulos. O próprio Jesus explicou a dois deles, que se dirigiam para Emaús, que sua morte fora necessária. Cristo explicou que tudo ocorrera daquela maneira para que as Escrituras se cumprissem. Ao que parece, os olhos deles estavam deliberadamente fechados; por isso, não reconheceram o Senhor até que este orou com eles e partiu o pão; naquele momento, então, “ele desapareceu de diante deles” (Lc 24:13-35).

O corpo de Jesus, após a ressurreição, era suficientemente real; mas, mesmo assim, era diferente daquele que fora tirado da cruz. As marcas dos pregos ainda estavam lá e o Cristo ressurreto movimentava-se à vontade, aparentemente por todas as partes, sem ser visto, pois andava de um lugar para outro (Jo 20:27). João sugere isso, ao descrever que no cenáculo onde os temerosos discípulos estavam escondidos, com medo dos judeus, Jesus simplesmente chegou e pôs-se no meio deles (v. 19). Talvez seja a mesma ocasião em que Lucas descreveu: “Jesus se apresentou no meio deles, e...eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam um espírito” (Lc 24:36-37). Cristo mostrou-lhes suas cicatrizes, para que entendessem ser Ele mesmo, o Mestre que eles tanto estimavam. A natureza extraordinária deste milagre também é vista nas dúvidas demonstradas por Tomé, o qual recusou-se a acreditar até que viu por si mesmo as cicatrizes. Quando contemplou Jesus e o reconheceu, a resposta dele manifestou o enorme impacto que tivera em toda a sua maneira de pensar. Simplesmente olhou para Cristo, atribuiu-lhe a divindade e disse: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20:28).

Embora estivesse noutro estágio, a ponto de ser reconhecido como Deus, Jesus ainda era humano e possuía um corpo material, pois podia ser tocado (Lc 24:39-1 Jo 1:1-3), ouvido, e comeu junto com eles (Lc 24:41-42; Jo 21:12). Em várias ocasiões Cristo aparece, para enfatizar que a ressurreição aconteceu segundo as Escrituras.

As testemunhas da ressurreição

Os escritores dos evangelhos demonstram claramente o interesse que têm em estabelecer a veracidade histórica da ressurreição. Falam sobre muitas testemunhas. O testemunho das mulheres que primeiro foram ao túmulo, cedo de manhã, é relatado com pouquíssimas variações nos detalhes nos quatro evangelhos. Havia testemunhas de que o túmulo estava vazio entre os discípulos, como Pedro e João, e entre os soldados romanos que ficaram aterrorizados e temeram pela própria vida (Mt 28:11-15); testemunhas ouviram as palavras do anjo; viram Jesus conversar no caminho de Emaús; contemplaram-no no cenáculo, entre os discípulos; presenciaram-no comer com os discípulos na praia da Galiléia (Jo 21:10-14), e muitas outras. O apóstolo Paulo menciona, posteriormente, sobre a importância dessas testemunhas oculares para esse evento que transformou o mundo, em I Coríntios 1:5-8, e cita que em uma ocasião Jesus apareceu para mais de 500 pessoas ao mesmo tempo.

O significado da ressurreição

A ressurreição de Jesus vindicou toda a missão que o levara a “se fazer carne” (Jo 1:14), viver, sofrer e morrer em obediência ao Pai, para a salvação da humanidade. O Messias sofredor, o que morreu pelo pecado, foi revelado como vitorioso sobre a morte e os poderes do maligno. A ressurreição também mostrou a aceitação de Deus do sacrifício expiatório de Cristo e atestou o cumprimento de muitas promessas do Antigo Testamento (Rm 6:8-10; Ap 1:18; etc.).

A ressurreição física de Jesus tornou-se o centro da pregação do cristianismo, por todas as razões já mencionadas e também porque assegura a salvação e o perdão dos pecados, por meio da fé: “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Pois se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5:9-10). Além disso, a ressurreição tornou-se a garantia de que também os cristãos, por meio da fé em Cristo, um dia ressuscitarão no corpo e receberão a vida eterna (At 4:2-26.23; 1 Co 15:12-34; etc.).

A glorificação de Jesus

O vocábulo “glorificação” é usado corretamente para descrever toda a obra da salvação alcançada por Jesus por meio da cruz, ressurreição, ascensão e do envio do Espírito Santo. Parece que o apóstolo João falou sobre a glória de Cristo de uma maneira inclusiva (Jo 12:16-23, 28; 13 31:17-1). Essa glorificação, entretanto, descreve mais especificamente sua ascensão ao Céu e sua exaltação (Jo 17:5-1 Pe 1.21).

Depois de um período em que Jesus viveu sobre a terra e muitas pessoas testemunharam que Ele havia ressuscitado, Cristo finalmente retornou ao céu. A ascensão, que aconteceu perto de Betânia, é registrada em Lucas 2:4-53 e Atos 1:9-11. Esse acontecimento descreve o retorno de Jesus à glória (para a presença do Pai no céu) e sua exaltação por Deus. O fato de que foi encoberto por uma “nuvem” (At 1:9) provavelmente também indique esta “glória”, pois no Antigo Testamento Deus revelava sua “glória” numa nuvem (Êx 16:10-24.16). A ascensão também cumpriu parcialmente a oração de Jesus em João 1:7-24, na qual pediu que os discípulos vissem sua glória.

Essa glória foi vista primariamente na exaltação de Jesus em sua posição de suprema autoridade, à mão direita do Pai, onde foi coroado como Rei dos reis (Fp 2:9-11; Cl 3:1; Ap 17:14-19.16). Do céu, Cristo governa não somente a Igreja, mas todos os povos e nações. Também será de lá que Ele um dia voltará para julgar (At 1:11; Hb 9:28-2 Co 5.10; 2 Tm 4.1; Ap 1:5; etc.). A ascensão de Jesus, porém, não significa simplesmente que Ele se tornou Rei dos reis, mas também o qualificou para cumprir seu único papel como sumo sacerdote. Isso significa que Ele, como as primícias da ressurreição, teve acesso ao céu para todos os crentes (1Co 15:20) e pôde enviar o Espírito Santo, a fim de estar com seu povo (Jo 7:39; At 2:33).

A obra contínua de Jesus

A Bíblia ensina que Jesus está vivo, hoje, no céu, onde exerce uma soberania plena, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele vigia as nações, seu povo e todo o cosmos. Como Senhor exaltado, que subiu aos céus na presença de seus discípulos, Ele distribui as bênçãos do seu Reino, que podem ser resumidas na palavra “vida” (2Tm 1.1,10). Jesus também cumpre seu papel de Sumo Sacerdote. Como Mediador entre Deus e os homens, Ele entrou nos céus, e levou consigo todos os pecadores arrependidos à presença do Senhor. Ele se encontra no Santo dos Santos, na presença do Pai. De lá do trono de Deus, Cristo intercede em nosso favor; como ser humano na presença do Senhor, Ele permanece como representante da humanidade na glória. Ao fazer isso, completa a obra da redenção que se inicia naqueles que crêem (Rm 8:34; Hb 6:19-20; 9.24). Jesus intercede por seu povo, com base no sacrifício feito de uma vez por todas pela humanidade, capacitando-a assim ao recebimento do perdão.

Embora entronizado no céu como Senhor da glória, Jesus também continua a operar no meio de seu povo na terra, por meio do Espírito Santo. Os que pertencem a Ele pela fé são controlados pela terceira pessoa da Trindade, que se constitui em sinal dos que pertencem a Cristo: “Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8:9; veja Espírito Santo).

Conclusões

Acima, mencionamos alguns dos ensinos da Bíblia sobre Jesus. Quanto mais estudamos as evidências bíblicas, mais fica claro que os autores do NT observavam todo o AT cumprir-se no nascimento, vida, morte, ressurreição e exaltação do Senhor Jesus Cristo. Portanto, em Cristo Deus veio a este mundo, verdadeiramente humano mas sem pecado. Jesus é visto como Deus, embora tenha temporariamente colocado de lado algumas de suas prerrogativas, a fim de ser o Mediador do grande amor e da misericórdia do Senhor para com o homem pecador. Em sua vida, sua incrível autoridade como Filho de Deus foi vista quando curou, expeliu espíritos malignos, anunciou o reino de Deus e fez com que até mesmo a natureza lhe obedecesse. Sua capacidade de perdoar pecados, de ver o coração de uma pessoa e conhecer sua mente, de confrontar a hipocrisia e a falta de entendimento dos líderes religiosos da época, tudo isso levou muitos a considerar quem realmente era Jesus. No final, tudo isso foi demais para eles. Sentiram-se ameaçados e foram incapazes de ver que Cristo era o caminho, a verdade e a vida, e por isso pediram sua crucificação. Nesse ato, entretanto, residia o último cumprimento do grande e eterno plano de Deus: a salvação pela graça. Jesus ofereceu o sacrifício definitivo pelo pecado, ao morrer na cruz; assim, completou a obra da salvação e redenção de todo o que tem fé nele. Sua ressurreição demonstrou que Deus aceitou tal sacrifício e, a seguir, sua verdadeira condição de Rei dos reis e Senhor dos senhores foi revelada em sua exaltação à destra do Pai. Conforme os cristãos primitivos entenderam rapidamente, a única resposta apropriada é o louvor a Cristo: “Proclamando com grande voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Ap 5:12).

P.D.G.


Dicionário da FEB

Fonte: febnet.org.br

Afetividade: Provavelmente a função mental mais abrangente e importante para a vida psíquica seja a afetividade. É a faculdade de se experimentar emoções e senti mentos. Segundo Delay, “na esfera tímica, que engloba todos os afetos, o humor representa um papel similar ao que a consciência tem na esfera noética, que engloba todas as representações”. Essa afirmação peca por uma excessiva redução do significado do conceito de consciência que de modo algum exclui os afetos. Com essa assertiva concorda Bleuler ao dizer que “o humor ou afetividade consiste na soma total dos sentimentos presentes na consciência em dado momento”. [...]
Referencia: BALDUINO, Leopoldo• Psiquiatria e mediunismo• 2a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1995• - cap• 2


Além-da-vida: Assim, depois da morte, o homem encontra-se naquilo a que chamarei o além-da-vida, num estado que é, sem dúvida, seu estado normal, sendo apenas transitório este em que vivemos presentemente, enquanto o não suponha sem objetivo.
Referencia: GIBIER, Paul• Análise das coisas: ensaio sobre a ciência futura e sua influência certa sobre religiões, filosofias, ciências e artes• Trad• de T• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 3, cap• 7

[...] Propomos denominar alfa aos fenômenos de dissociação funcional da atividade psíquica (personismo), porque constituem um mecanismo primário da mediunidade e se relacionam, a nosso ver, com o estágio inicial do transe mediúnico.
Referencia: CERVIÑO, Jayme• Além do inconsciente• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 3


Atividade espiritual: [...] A atividade espiritual legítima é aquela que enriquece e eleva a mente, conduzindo-a a um conhecimento superior, à mais ampla compreensão da verdade divina.
Referencia: MIRANDA, Hermínio C• Sobrevivência e comunicabilidade dos Espíritos• 4a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - cap• 8


Atividade mental: [...] existem três compartimentos distintos na atividade mental: a consciência, a pré-consciência e a inconsciência. A primeira corresponde ao estado normal de vigília contendo os pensamen tos e sensações que nos ocupam no momento presente. A segunda área abrange o conhecimento acumulado na memória e que pode ser, com relativa facilidade, trazido ao consciente; o terceiro compartimento, que mais de perto interessa ao psiquiatra – é o inconsciente, onde se acham arquivadas as memórias de acesso bem mais difícil.
Referencia: MIRANDA, Hermínio C• Reencarnação e imortalidade• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - cap• 11


Dúvida: Suspeitar, ter dúvidas, sim senhor, porque a dúvida é o princípio gerador da verdade. [...]
Referencia: CALLIGARIS, Rodolfo• As leis morais: segundo a filosofia espírita• 12a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• -

Duvidar lealmente, mas com desejo de saber, é mostrar a Deus a impotência do nosso raciocínio; é pedir-lhe a luz que espanque as trevas em que nos debatemos. [...]
Referencia: CASTRO, Almerindo Martins de• O martírio dos suicidas: seus sofrimentos inenarráveis• 17a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• -

A dúvida é a principal origem da negação nas grandes causas e nas grandes épocas. [...]
Referencia: LACERDA, Fernando de• Do país da luz• Por diversos Espíritos• Rio de Janeiro: FEB, 2003• 4 v•: v• 1, 8a ed•; v• 2, 7a ed•; v• 3, 6a ed•; v• 4, 5a ed• - v• 1, cap• 8

[...] A dúvida é a incerteza, o temor, a derrota antecipada.
Referencia: SOUZA, Juvanir Borges de• Tempo de renovação• Prefácio de Lauro S• Thiago• Rio de Janeiro: FEB, 1989• - cap• 14

E
Referencia:


Escravidão: É contrária à Lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem. A escravidão é um abuso da força. Desaparece com o progresso, como gradativamente desaparecerão todos os abusos. É contrária à Natureza a lei humana que consagra a escravidão, pois que assemelha o homem ao irracional e o degrada física e moralmente.
Referencia: KARDEC, Allan• O Livro dos Espíritos: princípios da Doutrina Espírita• Trad• de Guillon Ribeiro• 86a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - q• 829

Não é nosso intento fazer apologia da escravidão, cujos horrores principalmente macularam o homem branco e sobre ele recaíram. Mas a escravidão no Brasil foi, para os negros, a reabilitação deles próprios e trouxe para a descendência deles uma pátria, a paz, a liberdade e outros bens que pais e filhos jamais lograriam gozar, ou sequer entrever no seio bárbaro da África.
Referencia: BÉRNI, Duílio Lena• Brasil, mais além! 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1999• - cap• 9


Palavras da vida eterna: Retém contigo as palavras da vida eterna, porque são as santificadoras do espírito, na experiência de cada dia, e, sobretudo, o nosso seguro apoio mental nas horas difíceis das grandes renovações.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Fonte viva • Pelo Espírito Emmanuel• 33a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 59


Pão da vida: [...] [É o] que alimenta a alma e a torna apta a entrar na vida eterna.
Referencia: ROUSTAING, J•B• (Coord•)• Os quatro evangelhos: Espiritismo cristão ou revelação da revelação• Pelos Evangelistas assistidos pelos Apóstolos e Moisés• Trad• de Guillon Ribeiro• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1988• 4 v• - v• 1


Radioatividade: Através da radioatividade, verifica-se a evolução da matéria. É nesse contínuo desgaste que se observam os processos de transformação das individuações químicas, convertidas em energia, movimento, eletricidade, luz, na ascensão para novas modalidades evolutivas, em obediência às leis que regem o Universo.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • O Consolador • Pelo Espírito Emmanuel• 26a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - q• 9

[...] pancadas internas na madeira [...].
Referencia: BOZZANO, Ernesto• Os enigmas da psicometria: dos fenômenos de telestesia• Trad• de M• Quintão• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1999• - Os fenômenos de telestesia

Assim, acabou-se por verificar que estes ruídos [fenômenos de efeitos físicos] eram produzidos por um agente invisível, e que este agente se dava por um Espírito. Restava descobrir o meio de comunicar com tal Espírito; mas isso não tardou, e como se as bases do Espiritismo devessem simultaneamente estabelecer-se, dentro de poucos dias foram descobertas a mediunidade e o meio de comunicação entre este mundo material e o mundo espiritual, com o auxílio do spiritual telegraph, isto é, por meio dos rappings ou pancadas indicando as letras do alfabeto.
Referencia: GIBIER, Paul• O Espiritismo: faquirismo ocidental: estudo histórico crítico, experimental• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - cap• 3

[...] golpes a distância [...].
Referencia: LOMBROSO, César• Hipnotismo e mediunidade• Trad• de Almerindo Martins de Castro• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1999• - pt• 2, cap• 11


Terapia de vidas passadas: A terapia de vidas passadas é conquista muito importante, recentemente lograda pelos nobres estudiosos das “ciências da alma”. Como ocorre com qualquer terapêutica, tem os seus limites bem identificados, não sendo uma panacéia capaz de produzir milagres. Em grande número de casos, os seus resultados são excelentes, principalmente pela contribuição que oferece, na área das pesquisas sobre a reencarnação, entre os cinetistas. Libera o paciente de muitos traumas e conflitos, propiciando a reconquista do equilíbrio psicológico, para a regularização dos erros pretéritos, sob outras condições. Mesmo aí, são exigidos muitos cuidados dos terapeutas, bem como conhecimentos das leis do reencarnacionismo e da obsessão, a fim de ser levado a bom termo o tratamento nesse campo. Outrossim, nesta, mais do que em outras terapias, a conduta moral e do agente deve ser superior, de tal forma que não se venha a enredar com os consócios espirituais do seu paciente, ou que não perca uma pugna, num enfrentamento com os mesmos, que facilmente se interpõem no campo das evocações trazidas à baila... Ainda devemos considerar que cristalizações de longo período, no inconsciente, não podem ser arrancadas com algumas palavras e induções psicológicas de breve duração. Neste setor, além dos muitos cuidados exigíveis, o tempo é fator de alto significado, para os resultados salutares que se desejam alcançar. Inicialmente, em se considerando a intensidade da alienação de Aderson, com o seu total alheamento ao mundo objetivo, nada seria conseguido com essa terapia, em face da sua total ausência de respostas aos estímulos externos. Demais, se fora possível fazê-lo, numa fase menos grave, o seu reencontro com toda a gama de fatos danosos praticados produzir-lhe-ia tal horror, que a demência o assaltaria da mesma forma. Desejando esquecer, não dispõe de forças para enfrentar-se e superar todos os prejuízos ocasionados às suas vítimas. Desta forma, o recurso que ora se lhe aplica, nesta Casa, embora haja outros, fará que, a pouco e pouco, retorne à lucidez, e, quiçá, ao interesse pela vida. Por fim, um recurso terapêutico com eficiência imediata somente resultaria positivo num paciente cujo mérito lhe facultasse a recuperação, porque os fatores que geram a enfermidade, na condição de regularizadores das dívidas, não podem ficar esquecidos, quando da reconquista da saúde por parte de quem os sofre. Isto ocorre em todos os campos da vida, exceto quando a misericórdia de acréscimo funciona, liberando o ser de uma forma de provação, para que outro recurso regenerador, pela ação do bem praticado, seja posto em campo. A verdade é que a dívida se torna o sinal de identificação de quem delinqüe, esperando a justa regularização. Até esse momento, auxiliemos conforme nos esteja ao alcance.
Referencia: FRANCO, Divaldo P• Loucura e obsessão• Pelo Espírito Manoel P• de Miranda• 9a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2003• - cap• 7


Vida: [...] A vida humana é, pois, cópia davida espiritual; nela se nos deparam emponto pequeno todas as peripécias daoutra. Ora, se na vida terrena muitasvezes escolhemos duras provas, visandoa posição mais elevada, porque não ha-veria o Espírito, que enxerga mais lon-ge que o corpo e para quem a vidacorporal é apenas incidente de curtaduração, de escolher uma existênciaárdua e laboriosa, desde que o conduzaà felicidade eterna? [...]
Referencia: KARDEC, Allan• O Livro dos Espíritos: princípios da Doutrina Espírita• Trad• de Guillon Ribeiro• 86a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - q• 266

A vida vem de Deus e pertence a Deus,pois a vida é a presença de Deus emtoda parte.Deus criou a vida de tal forma que tudonela caminhará dentro da Lei deEvolução.O Pai não criou nada para ficar na es-tagnação eterna.A vida, em essência, é evolução. [...
Referencia: BARCELOS, Walter• Sexo e evolução• 3a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 22

V A vida é uma demonstração palmar de que o homem vem ao mundo com responsabilidades inatas; logo, a alma humana em quem se faz efetiva tal responsabilidade é preexistente à sua união com o corpo.
Referencia: AMIGÓ Y PELLÍCER, José• Roma e o Evangelho: estudos filosófico-religiosos e teórico-práticos• 9a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, cap• 17

[...] é um dom da bondade infinita [...].
Referencia: AMIGÓ Y PELLÍCER, José• Roma e o Evangelho: estudos filosófico-religiosos e teórico-práticos• 9a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Conclusão

[...] é uma aventura maravilhosa, através de muitas existências aqui e alhures.
Referencia: ANJOS, Luciano dos e MIRANDA, Hermínio C•• Crônicas de um e de outro: de Kennedy ao homem artificial• Prefácio de Abelardo Idalgo Magalhães• Rio de Janeiro: FEB, 1975• - cap• 16

[...] É o conjunto de princípios que resistem à morte.
Referencia: BARBOSA, Pedro Franco• Espiritismo básico• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - pt• 2, Postulados e ensinamentos

A vida é uma grande realização de solidariedade humana.
Referencia: CASTRO, Almerindo Martins de• O martírio dos suicidas: seus sofrimentos inenarráveis• 17a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• -

[...] o conjunto das funções que distinguem os corpos organizados dos corpos inorgânicos. [...]
Referencia: DELANNE, Gabriel• O Espiritismo perante a Ciência• Trad• de Carlos 1mbassahy• 4a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - pt• 1, cap• 1

[...] É a Criação... [...]
Referencia: DELANNE, Gabriel• A Reencarnação• Trad• de Carlos 1mbassahy• 9a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1994• - cap• 2

A vida é uma idéia; é a idéia do resultado comum, ao qual estão associados e disciplinados todos os elementos anatômicos; é a idéia da harmonia que resulta do seu concerto, da ordem que reina em suas ações.
Referencia: DELANNE, Gabriel• A Reencarnação• Trad• de Carlos 1mbassahy• 9a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1994• - cap• 2

A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e de aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento.
Referencia: DENIS, Léon• Depois da morte: exposição da Doutrina dos Espíritos• Trad• de João Lourenço de Souza• 25a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Resumo

Cada vida terrena [...] é a resultante de um imenso passado de trabalho e de provações.
Referencia: DENIS, Léon• Joana d’Arc médium• Trad• de Guillon Ribeiro• 22a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 18

[...] é um cadinho fecundo, de onde deves [o Espírito] sair purificado, pronto para as missões futuras, maduro para tarefas sempre mais nobres e maiores.
Referencia: DENIS, Léon• O grande enigma• 13a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 14

[...] é uma vibração imensa que enche o Universo e cujo foco está em Deus.
Referencia: DENIS, Léon• O problema do ser, do destino e da dor: os testemunhos, os fatos, as leis• 28a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, cap• 8

A vida é o bem maior que nos concede o Criador para o auto-aperfeiçoamento espiritual e somente o risco desse bem pode tornar admissível o sacrifício de uma vida que se inicia em favor de outra já plenamente adaptada à dimensão material e, por isso mesmo, em plena vigência da assunção dos seus compromissos para com a família e com a sociedade.
Referencia: DIZEM os Espíritos sobre o aborto (O que)• Compilado sob orientação de Juvanir Borges de Souza• Rio de Janeiro: FEB, 2001• - cap• 6

[...] é um depósito sagrado e nós não podemos dispor de bens que nos não pertencem.
Referencia: DOMINGO SÓLER, Amália• Fragmentos das memórias do Padre Germano• Pelo Espírito Padre Germano• Trad• de Manuel Quintão• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 8

A vida sem virtudes é lento suicídio, ao passo que, enobrecida pelo cumprimento do dever, santificada pelo amor universal, é o instrumento mais precioso do Espírito para o seu aperfeiçoamento indefinido.
Referencia: DOMINGO SÓLER, Amália• Fragmentos das memórias do Padre Germano• Pelo Espírito Padre Germano• Trad• de Manuel Quintão• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 22

A vida é um sonho penoso, / Do qual nos desperta a morte.
Referencia: ERNY, Alfred• O psiquismo experimental: estudo dos fenômenos psíquicos• 3a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1982• - cap• 2

[...] é uma força organizadora, que pode contrariar a tendência da matéria à V V desorganização. É uma força organizadora e pensante, que integra a matéria e a organiza, visto que, sem ela, toda matéria fica desorganizada.
Referencia: FINDLAY, J• Arthur• No limiar do etéreo, ou, Sobrevivência à morte cientificamente explicada• Traduzido do inglês por Luiz O• Guillon Ribeiro• Prefácio de Sir William Barret• 3a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1981• - cap• 2

[...] é um turbilhão contínuo, cuja diretiva, por mais complexa que seja, permanece constante. [...] (66, t. 2, cap.
1) [...] é uma força física inconsciente, organizadora e conservadora do corpo.
Referencia: FRANCINI, Walter• Doutor Esperanto: o romance de Lázaro Luís Zamenhof, criador da língua internacional• Com cartaprefácio do Dr• Mário Graciotti, da Academia Paulista de Letras• Rio de Janeiro: FEB, 1984• - 1a narrativa

Considerada a vida uma sublime concessão de Deus, que se apresenta no corpo e fora dele, preexistindo-o e sobrevivendo-o, poder-se-á melhor enfrentar os desafios existenciais e as dificuldades que surgem, quando na busca da auto-iluminação. [...]
Referencia: FRANCO, Divaldo P• Impermanência e imortalidade• Pelo Espírito Carlos Torres Pastorino• 4a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Impedimentos à iluminação

[...] é uma sinfonia de bênçãos aguardando teus apontamentos e comentários.
Referencia: FRANCO, Divaldo P• Tramas do destino• Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda• 12a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 46

[...] é uma grande tecelã e nas suas malhas ajusta os sentimentos ao império da ordem, para que o equilíbrio governe todas as ações entre as criaturas.
Referencia: GAMA, Zilda• Do calvário ao infinito• Pelo Espírito Victor Hugo• 14a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1987• - L• 2, cap• 9

[...] é grande fortuna para quem deve progredir.
Referencia: GAMA, Zilda• Do calvário ao infinito• Pelo Espírito Victor Hugo• 14a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1987• - L• 3, cap• 7

Vidas são experiências que se aglutinam, formando páginas de realidade.
Referencia: GAMA, Zilda• Dor suprema• Pelo Espírito Victor Hugo• 15a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - Pról•

A vida física é oportunidade purificadora, da qual, em regra, ninguém consegue eximir-se. Bênção divina, flui e reflui, facultando aprimoramento e libertação.
Referencia: GAMA, Zilda• Dor suprema• Pelo Espírito Victor Hugo• 15a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - L• 1, cap• 1

[...] é o hálito do Pai Celeste que a tudo vitaliza e sustenta...
Referencia: GAMA, Zilda• Dor suprema• Pelo Espírito Victor Hugo• 15a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - L• 3, cap• 5

A vida terrena é um relâmpago que brilha por momentos no ambiente proceloso deste orbe, e logo se extingue para se reacender perenemente nas paragens siderais.
Referencia: GIBIER, Paul• O Espiritismo: faquirismo ocidental: estudo histórico crítico, experimental• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - L• 1, Na pista da verdade

[...] a nossa vida é um tesouro divino, que nos foi confiado para cumprir uma missão terrena [...].
Referencia: GURJÃO, Areolino• Expiação• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1984• - L• 9, cap• 1

[...] a vida humana é uma série ininterrupta de refregas e de desilusões...
Referencia: GURJÃO, Areolino• Expiação• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1984• - L• 9, cap• 22

[...] a vida humana é uma intérmina cadeia, uma corrente que se compõe de muitos elos, cada qual terminando no sepulcro, para de novo se soldar em ulterior encarnação até que o Espírito adquira elevadas faculdades, ou atinja a perfeição.
Referencia: GAMA, Zilda• Na sombra e na luz• Pelo Espírito Victor Hugo• 14a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1992• - L• 1, cap• 7

Vida e morte, uma só coisa, / Verdade de toda gente: / A vida é a flor que desponta / Onde a morte é uma semente.
Referencia: GUARINO, Gilberto Campista• Centelhas de sabedoria• Por diversos autores espirituais• Rio de Janeiro: FEB, 1976• - cap• 173

[...] Em suas evoluções, a vida nada mais é que a manifestação cada vez mais completa do Espírito. [...]
Referencia: MARCHAL, V (Padre)• O Espírito Consolador, ou os nossos destinos• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - 28a efusão

A vida, portanto, como efeito decorrente de um agente (princípio vital) sobre a matéria (fluido cósmico), tem, por V sustentação, a matéria e o princípio vital em estado de interação ativa, de forma contínua. Decorrente da mesma fonte original – pois reside no fluido magnético animal, que, por sua vez, não é outro senão o fluido vital – tem, contudo, a condição peculiar de veicular o contato com o princípio espiritual.
Referencia: MELO, Jacob• O passe: seu estudo, suas técnicas, sua prática• 15a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 4

[...] é amor e serviço, com Deus. [...]
Referencia: Ó, Fernando do• A dor do meu destino• 11a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 2

A vida é a mais bela sinfonia de amor e luz que o Divino Poder organizou.
Referencia: PERALVA, Martins• Estudando a mediunidade• 23a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 13

Não vivi, pois a vida é o sentimento / De tudo o que nos toca em sofrimento / Ou exalta no prazer. [...] (185, Nova[...] é um combate insano e dolorido / Que temos de vencer. [...]
Referencia: SANT’ANNA, Hernani T• Canções do alvorecer• 4a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Sursum

[...] A vida é mesmo ingente aprendizado, / Onde o aluno, por vez desavisado, / Tem sempre ensanchas de recomeçar [...].
Referencia: SANT’ANNA, Hernani T• Canções do alvorecer• 4a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Renovação

A vida humana não é um conjunto de artifícios. É escola da alma para a realidade maior.
Referencia: VIEIRA, Waldo• Seareiros de volta• Diversos autores espirituais• Prefácio de Elias Barbosa• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Mostremos o Mestre em nós

[...] é a manifestação da vontade de Deus: vida é amor.
Referencia: VINÍCIUS (Pedro de Camargo)• Nas pegadas do Mestre: folhas esparsas dedicadas aos que têm fome e sede de justiça• 10a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Sigamo-lo

[...] A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é a sua ramagem verdejante. A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas. A velhice é o fruto da experiência e da sabedoria. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Boa nova • Pelo Espírito Humberto de Campos• 1a ed• especial• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 9

[...] é a harmonia dos movimentos, resultante das trocas incessantes no seio da natureza visível e invisível. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • A caminho da luz • História da civilização à luz do Espiritismo• Pelo Espírito Emmanuel, de 17 de agosto a 21 de setembro de 1938• 33a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 8

A vida em si é conjunto divino de experiências. Cada existência isolada oferece ao homem o proveito de novos conhecimentos. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Caminho, verdade e vida • Pelo Espírito Emmanuel• 26a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 22

[...] é trabalho, júbilo e criação na eternidade.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Caminho, verdade e vida • Pelo Espírito Emmanuel• 26a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 68

A vida é sempre a iluminada escola.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Correio fraterno • Por diversos Espíritos• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 16

A vida é essência divina [...].
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Correio fraterno • Por diversos Espíritos• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 17

A vida por toda parte / É todo um hino de amor, / Serve a nuvem, serve o vale, / Serve o monte, serve a flor.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Correio fraterno • Por diversos Espíritos• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 18

Lembrai-vos de que a vida é a eternidade em ascensão [...].
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Correio fraterno • Por diversos Espíritos• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 53

A oportunidade sagrada é a vida. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

A vida é um campo divino, onde a infância é a germinação da Humanidade.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

[...] é a gloriosa manifestação de Deus. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

V V A vida é máquina divina da qual todos os seres são peças importantes e a cooperação é o fator essencial na produção da harmonia e do bem para todos.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

A vida é um câmbio divino do amor, em que nos alimentamos, uns aos outros, na ternura e na dedicação.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

Patrimônio da criação e divindade de todas as coisas, é a vida a vibração luminosa que se estende pelo infinito, dentro de sua grandeza e de seu sublime mistério.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

[...] é caminho em que nos cabe marchar para a frente, é sobretudo traçada pela Divina Sabedoria.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -

A vida é uma escola e cada criatura, dentro dela, deve dar a própria lição. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 26

[...] é um grande livro sem letras, em que as lições são as nossas próprias experiências.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Evangelho em casa• Pelo Espírito Meimei• 12a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - 3a reunião

A vida é uma corrente sagrada de elos perfeitos que vai do campo subatômico até Deus [...].
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Falando à Terra • Por diversos Espíritos• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - Notícias

A vida não é trepidação de nervos, a corrida armamentista ou a tortura de contínua defesa. É expansão da alma e crescimento do homem interior, que se não coadunam com a arte de matar.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Falando à Terra • Por diversos Espíritos• 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - Apreciações

A vida é curso avançado de aprimoramento, através do esforço e da luta. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Fonte viva • Pelo Espírito Emmanuel• 33a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 54

A vida é processo de crescimento da alma ao encontro da Grandeza Divina.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Fonte viva • Pelo Espírito Emmanuel• 33a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 71

E perceber o sentido da vida é crescer em serviço e burilamento constantes.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Fonte viva • Pelo Espírito Emmanuel• 33a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 173

[...] é um jogo de circunstâncias que todo espírito deve entrosar para o bem, no mecanismo do seu destino. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Há dois mil anos: episódios da história do Cristianismo no século I• Romance de Emmanuel• 45a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 1

Lembre-se de que a vida e o tempo são concessões de Deus diretamente a você, e, acima de qualquer angústia ou provação, a vida e o tempo responderão a você com a bênção da luz ou com a experiência da sombra, como você quiser.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Idéias e ilustrações • Por diversos Espíritos• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1993• - cap• 39

[...] é o carro triunfante do progresso, avançando sobre as rodas do tempo [...].
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Instruções psicofônicas • Recebidas de vários Espíritos, no “Grupo Meimei”, e organizadas por Arnaldo Rocha• 8a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 13

Enquanto no corpo físico, desfrutas o poder de controlar o pensamento, aparentando o que deves ser; no entanto, após a morte, eis que a vida é a verdade, mostrando-te como és.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Justiça Divina • Pelo Espírito Emmanuel• 11a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - Espíritos transviados

A vida humana, pois, apesar de transitória, é a chama que vos coloca em contato com o serviço de que necessitais para ascensão justa. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Pão Nosso • Pelo Espírito Emmanuel• 26a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 6

[...] afirmação de imortalidade gloriosa com Jesus Cristo!
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Paulo e Estevão: episódios históricos do Cristianismo primitivo• Pelo Espírito Emmanuel• 41a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - pt• 2, cap• 8

[...] é uma longa caminhada para a vitória que hoje não podemos compreender. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Relicário de luz • Autores diversos• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Bilhete filial

V Todavia, é preciso lembrar que a vida é permanente renovação, propelindo-nos a entender que o cultivo da bondade incessante é o recurso eficaz contra o assédio de toda influência perniciosa.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Religião dos Espíritos: estudos e dissertações em torno da substância religiosa de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec• Pelo Espírito Emmanuel• 18a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - Tentação e remédio

[...] é um cântico de trabalho e criação incessantes. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Reportagens de Além-túmulo • Pelo Espírito Humberto de Campos• 10a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 24

[...] é aprimoramento incessante, até o dia da perfeição [...].
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Rumo certo • Pelo Espírito Emmanuel• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 60

[...] toda a vida, no fundo, é processo mental em manifestação.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Vozes do grande além • Por diversos Espíritos• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2003• - cap• 23

A vida constitui encadeamento lógico de manifestações, e encontramos em toda parte a sucessão contínua de suas atividades, com a influenciação recípro ca entre todos os seres, salientando-se que cada coisa e cada criatura procede e depende de outras coisas e de outras criaturas.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo • Estude e viva • Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz• 11a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 24


Vida atual: [...] não é senão uma das fases da vida infindável [...].
Referencia: CALLIGARIS, Rodolfo• As leis morais: segundo a filosofia espírita• 12a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Heliotropismo espiritual


Vida corpórea: [...] a vida corporal não passa de uma breve parada na vida da alma; [...] não é mais que um albergue ordinário, onde não vale a pena desfazer as malas.
Referencia: KARDEC, Allan• Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita• Org• por Evandro Noleto Bezerra• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 1

[...] a vida corporal é transitória e passageira: não é mais do que um instante na eternidade.
Referencia: KARDEC, Allan • Obras póstumas • Traduzida da 1a ed• francesa por Guillon Ribeiro• 37a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, Profissão de fé espírita raciocinada

[...] é uma fase temporária da vida do Espírito, que durante ela se reveste de um envoltório material, de que se despe por ocasião da morte.
Referencia: KARDEC, Allan • Obras póstumas • Traduzida da 1a ed• francesa por Guillon Ribeiro• 37a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, As cinco alternativas da Humanidade

[...] não passa de uma ilusão [...].
Referencia: MARCHAL, V (Padre)• O Espírito Consolador, ou os nossos destinos• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - 36a efusão

[...] é a síntese das irradiações da alma. Não há órgãos em harmonia sem pensamentos equilibrados, como não há ordem sem inteligência.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Nos domínios da mediunidade • Pelo Espírito André Luiz• 32a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 10


Vida e morte: Sempre a esfera dos chamados mortos influenciou poderosamente a atividade mental dos chamados vivos. Interpenetrando-se os dois continentes da vida: o físico e o espiritual, é muito difícil estabelecer marco divisório, capaz de definir com precisão onde um começa e outro termina. Por isso, morte é vida e vida no corpo não deixa de ser morte...
Referencia: GAMA, Zilda• Dor suprema• Pelo Espírito Victor Hugo• 15a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - L• 2, cap• 3

[...] São simplesmente choques biológicos, renovando oportunidades de iluminação, assimilação e desassimilação da experiência para a alma a caminho da verdadeira purificação para a vida eterna.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Dicionário da alma • Autores Diversos; [organização de] Esmeralda Campos Bittencourt• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• -


Vida e tempo: Lembre-se de que a vida e o tempo são concessões de Deus diretamente a você, e, acima de qualquer angústia ou provação, a vida e o tempo responderão a você com a bênção da luz ou com a experiência da sombra, como você quiser.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo• O Espírito da Verdade: estudos e dissertações em torno de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec• Por diversos Espíritos• 8a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1992• - cap• 95


Vida espiritual: A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não consiste na ociosidade contemplativa, que seria, como temos dito muitas vezes, uma eterna e fastidiosa inutilidade. A vida espiritual, em todos os seus graus é, ao contrário, uma constante atividade, mas atividade isenta de fadigas.
Referencia: KARDEC, Allan• O céu e o inferno ou A Justiça divina segundo o Espiritismo• Trad• de Manuel Justiniano Quintão• 57a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, cap• 3, it• 12

A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. [...]
Referencia: KARDEC, Allan • O Evangelho segundo o Espiritismo • Trad• de Guillon Ribeiro da 3a ed• francesa rev•, corrig• e modif• pelo autor em 1866• 124a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 23, it• 8

[...] A vida do Espírito, pois, se compõe de uma série de existências corpóreas, cada uma das quais representa para ele uma ocasião de progredir, do mesmo modo que cada existência corporal se compõe de uma série de dias, em cada um dos quais o homem obtém um acréscimo de experiência e de instrução. [...]
Referencia: KARDEC, Allan• O Livro dos Espíritos: princípios da Doutrina Espírita• Trad• de Guillon Ribeiro• 86a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - q• 191

[...] é uma ocupação contínua, mas que nada tem de penosa, como a vida na Terra, porque não há a fadiga corporal, nem as angústias das necessidades.
Referencia: KARDEC, Allan• O Livro dos Espíritos: princípios da Doutrina Espírita• Trad• de Guillon Ribeiro• 86a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - q• 558

A vida espiritual é a vida normal do Espírito: é eterna [...].
Referencia: KARDEC, Allan • Obras póstumas • Traduzida da 1a ed• francesa por Guillon Ribeiro• 37a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, Profissão de fé espírita raciocinada

[...] é a vida interior, a que, começando a desenvolver-se, quando no ser se faz necessária a expansão da espiritualidade, termina com a completa realização do espírito na matéria, da qual ele se converte em senhor, dominando-a e sublimando-a, tornando-a apta a acompanhar e servir de veículo de manifestação a seres altamente evolutidos.
Referencia: AGUAROD, Angel• Grandes e pequenos problemas• Obra ditada a Angel Aguarod pelo seu Guia Espiritual• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 10

[...] é uma atividade constante. A ociosidade angelical seria um contra-senso diante da incessante dinâmica universal.
Referencia: ANJOS, Luciano dos e MIRANDA, Hermínio C•• Crônicas de um e de outro: de Kennedy ao homem artificial• Prefácio de Abelardo Idalgo Magalhães• Rio de Janeiro: FEB, 1975• - cap• 73

[...] a vida livre é a vida normal dos Espíritos.
Referencia: MARCHAL, V (Padre)• O Espírito Consolador, ou os nossos destinos• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - 36a efusão

A vida espiritual é novo renascimento.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Relicário de luz • Autores diversos• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Avancemos


Vida eterna: A vida eterna que, do ponto de vista espírita, é a vida normal e final do Espírito [...].
Referencia: ROUSTAING, J•B• (Coord•)• Os quatro evangelhos: Espiritismo cristão ou revelação da revelação• Pelos Evangelistas assistidos pelos Apóstolos e Moisés• Trad• de Guillon Ribeiro• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1988• 4 v• - v• 3

A vida eterna consiste em te conhecer a ti, que és o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, que tu enviaste. [...]
Referencia: ROUSTAING, J•B• (Coord•)• Os quatro evangelhos: Espiritismo cristão ou revelação da revelação• Pelos Evangelistas assistidos pelos Apóstolos e Moisés• Trad• de Guillon Ribeiro• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1988• 4 v• - v• 4

V Ter a vida eterna, que consiste em conhecer ao Pai, é compreender a essência de Deus; é, pela perfeição alcançada, pela pureza perfeita, que só elas permitem que a criatura se aproxime de Deus, estar em comunicação direta com Ele, iniciando-se, assim, cada vez mais, no objetivo e nos segredos da vontade divina; é, vivendo a vida eterna dos puros Espíritos, progredir eternamente em ciência universal, na atividade incessante das obras e das missões.
Referencia: ROUSTAING, J•B• (Coord•)• Os quatro evangelhos: Espiritismo cristão ou revelação da revelação• Pelos Evangelistas assistidos pelos Apóstolos e Moisés• Trad• de Guillon Ribeiro• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1988• 4 v• - v• 4


Vida futura: [...] é um fato estritamente de acordo com o princípio de continuidade, que tem sido a base e o guia de todo progresso científico moderno.
Referencia: ERNY, Alfred• O psiquismo experimental: estudo dos fenômenos psíquicos• 3a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1982• - pt• 2, cap• 2

[...] A vida futura é uma continuação da presente e será arquitetada pelas nossas experiências, pensamentos e afetos que nos dominaram aqui. [...]
Referencia: SARGENT, Epes• Bases científicas do Espiritismo• Traduzido da 6a ed• inglesa por F• R• Ewerton Quadros• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - cap• 3


Vida humana: Desde o momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, aquela diminuta célula já é uma pessoa, portanto, intocável [...]. [...] Todo ser que tem um código genético é uma pessoa. Assim, com o genótipo (constituição hereditária) presente no instante da fertilização, o indivíduo é humano, desde a concepção [...].
Referencia:


Vida integral: [...] não é a existência terrena, repleta de vicissitudes sem conta; é a glorificação do amor, da atividade, da luz, de tudo quanto é nobre e belo no Universo [...].
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Emmanuel: dissertações mediúnicas sobre importantes questões que preocupam a Humanidade• Pelo Espírito Emmanuel• 25a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 32


Vida material: [...] é a vida das primeiras etapas da evolução espiritual [...].
Referencia: AGUAROD, Angel• Grandes e pequenos problemas• Obra ditada a Angel Aguarod pelo seu Guia Espiritual• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 10


Vida na terra: [...] a vida na Terra é sempre o efeito das estruturas profundas do ser espiritual e do mundo causal, que não podem ser postos à margem nas reflexões e estudos da vida e suas manifestações.
Referencia: FRANCO, Divaldo P• Impermanência e imortalidade• Pelo Espírito Carlos Torres Pastorino• 4a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Corpo e mente


Vida presente: [...] é, para cada qual, a herança do passado e a gestação do futuro. É uma escola e um campo de trabalho; a vida do espaço, que lhe sucede, é a sua resultante. O Espírito aí colhe, na luz, o que semeou na sombra e, muitas vezes, na dor.
Referencia: DENIS, Léon• Cristianismo e Espiritismo: provas experimentais da sobrevivência• Trad• de Leopoldo Cirne• 14a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 10

[...] com suas alegrias e dores, não é senão a conseqüência das boas ou más ações operadas livremente pelo ser nas existências anteriores.
Referencia: DENIS, Léon• Depois da morte: exposição da Doutrina dos Espíritos• Trad• de João Lourenço de Souza• 25a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, cap• 2


Vida social: [...] A vida social é a pedra de toque das boas ou más qualidades.
Referencia: KARDEC, Allan• O céu e o inferno ou A Justiça divina segundo o Espiritismo• Trad• de Manuel Justiniano Quintão• 57a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, cap• 3, it• 8


Vida universal: A vida universal está assim, por toda a Natureza, em germens eternos, graças a essa quintessência dos fluidos, que somente a vontade de Deus anima, conformemente às necessidades da harmonia universal, às necessidades de todos os mundos, de todos os reinos, de todas as criaturas no estado material ou no estado fluídico.
Referencia: ROUSTAING, J•B• (Coord•)• Os quatro evangelhos: Espiritismo cristão ou revelação da revelação• Pelos Evangelistas assistidos pelos Apóstolos e Moisés• Trad• de Guillon Ribeiro• 7a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1988• 4 v• - v• 1


Xix. (92, pt. 1, cap. 7) a doutrina espírita toda é um hino ao altruísmo, ao amor ao próximo, à caridade e à vida social, ao mesmo tempo que flagela o egoísmo: – “não podendo amar a deus sem praticar a caridade para com: o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: fora da caridade não há salvação” [...].
Referencia: LOBO, Ney• Filosofia espírita da educação e suas conseqüências pedagógicas e administrativas• 2a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1993• 5 v• - v• 2

É [...] a Doutrina Espírita um corpo doutrinário unitário no seu arcabouço que se desenvolve em diversos campos: científico, filosófico, religioso, sociológico, educacional.
Referencia: LOMBROSO, César• Hipnotismo e mediunidade• Trad• de Almerindo Martins de Castro• 5a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1999• -

A Doutrina Espírita está imbuída do Sermão da Montanha. É uma Doutrina de luz, de amor, de esperança radiosa. Não pode ser amortalhada na treva da indiferença, da descrença em si mesma e no pavor pelo futuro, porque ela aponta ao homem, hoje, o rumo certo do amanhã. Não o engana, não obscurece o cérebro humano com fantasias dogmáticas nem lendas absurdas. Abre ao espírito do homem a verdade sobre a vida terrena e sobre a vida espiritual.
Referencia: MENDES, Indalício• Rumos Doutrinários• 3a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Da atitude mental do espírita

Doutrina de esclarecimento – que tem sido luz em nosso caminho. Doutrina de redenção – que nos tem amparado a fragilidade. Doutrina de renovação – que nos tem apontado rumos mais certos, reajustando-nos, convenientemente.
Referencia: PERALVA, Martins • Estudando o Evangelho • 6a ed• Rio de Janeiro: FEB, 1992• - Introd•

É um programa para ajudar o homem a crescer para Deus, a fim de que, elevando-se, corresponda ao imenso sacrifício daquele que, sendo o Cristo de Deus, se fez Homem para que os homens se tornassem Cristos.
Referencia: PERALVA, Martins• Estudando a mediunidade• 23a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - cap• 17

A Doutrina Espírita é a Ciência, trazida pelo Espírito da Verdade, pelo Consola-dor prometido, como um sistema coordenado de conhecimentos das coisas pelas causas, que impõem o culto e o reconhecimento para com o Criador de tudo o que existe.
Referencia: SAYÃO, Antônio Luiz• (Comp•) Elucidações Evangélicas• 13a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - Orientação espírita

[...] é a Doutrina Espírita a terapêutica completa para obsidiados e obsessores, como de resto para todos os seres humanos. [...]
Referencia: SCHUBERT, Suely Caldas• Obsessão/desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas• 16a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - pt• 1, cap• 11

A Doutrina dos Espíritos é o instrumento bendito na transformação das almas sofredoras; desviadas de seus destinos, tal como outrora o Cristianismo nascente iluminou os caminhos obscuros dos que se afogavam nas superstições do paganismo.
Referencia: SOUZA, Juvanir Borges de• Tempo de renovação• Prefácio de Lauro S• Thiago• Rio de Janeiro: FEB, 1989• - cap• 2

A Doutrina Espírita, o Consolador prometido, é o socorro divino que, na hora apropriada, vem trazer o conforto e o esclarecimento a todos os que sofrem e aspiram a conhecer as causas dos males do mundo.
Referencia: SOUZA, Juvanir Borges de• Tempo de renovação• Prefácio de Lauro S• Thiago• Rio de Janeiro: FEB, 1989• - cap• 3

A Doutrina Espírita é, pois, resultante das revelações feitas pelos Espíritos com a cooperação da razão, da observação e da experimentação humanas.
Referencia: SOUZA, Juvanir Borges de• Tempo de renovação• Prefácio de Lauro S• Thiago• Rio de Janeiro: FEB, 1989• - cap• 11

A finalidade da Doutrina Espírita é despertar na Humanidade as forças do bem, completar a obra de Jesus, regenerando os homens, ligando o mundo visível ao invisível, preparar a Terra para o advento da verdadeira era de fraternidade.
Referencia: VALENTE, Aurélio A• Sessões práticas e doutrinárias do Espiritismo: organização de grupos, métodos de trabalho• 8a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2002• - cap• 4

[...] a missão da Doutrina dos Espíritos é precisamente essa: esclarecer, iluminar a mente do homem, de modo que ele descortine, com clareza, o roteiro que o conduzirá à realização do destino maravilhoso que lhe está reservado.
Referencia: VINÍCIUS (Pedro de Camargo)• O Mestre na educação• 8a ed• Rio de Janeiro: FEB• 2005• - cap• 17

[...] a Doutrina Espírita, revivendo o Evangelho do Senhor, é facho resplandescente na estrada volutiva, ajudando-nos a regenerar o próprio destino, para a edificação da felicidade real.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Ação e reação • Pelo Espírito André Luiz• 26a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2004• - Ante o centenário

De fato, a elevada Doutrina dos Espíritos é a divina expressão do Consolador prometido. [...]
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Caminho, verdade e vida • Pelo Espírito Emmanuel• 26a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - cap• 11

[...] a Doutrina Espírita é uma síntese gloriosa de fraternidade e de amor. O seu grande objeto é esclarecer a inteligência humana.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Emmanuel: dissertações mediúnicas sobre importantes questões que preocupam a Humanidade• Pelo Espírito Emmanuel• 25a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - cap• 26

É imperioso anotar, contudo, que toda a formação espírita guarda raízes nas fontes do Cristianismo simples e claro, com finalidades morais distintas, no aperfeiçoamento da alma, expressando aquele Consolador que Jesus prometeu aos tempos novos.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido • Justiça Divina • Pelo Espírito Emmanuel• 11a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - Invocações

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Religião dos Espíritos: estudos e dissertações em torno da substância religiosa de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec• Pelo Espírito Emmanuel• 18a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - Doutrina Espírita

Doutrina Espírita, na essência, é universidade de redenção.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Seara dos médiuns: estudos e dissertações em torno da substância religiosa de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec• Pelo Espírito Emmanuel• 17a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - Ensino espírita

[...] a Doutrina Espírita é a revelação pela qual o mundo espera mais amplo conhecimento do Cristo, em nós e por nós.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Seara dos médiuns: estudos e dissertações em torno da substância religiosa de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec• Pelo Espírito Emmanuel• 17a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - Atualidade espírita

[...] a Doutrina Espírita é a revivescência do Cristianismo em sua pureza.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido• Seara dos médiuns: estudos e dissertações em torno da substância religiosa de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec• Pelo Espírito Emmanuel• 17a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2006• - Expliquemos

[...] os Orientadores do Progresso sustentam a Doutrina Espírita na atualidade do mundo, por Chama Divina, cristianizando fenômenos e objetivos, caracteres e faculdades, para que o Evangelho de Jesus seja de fato incorporado às relações humanas.
Referencia: XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo • Evolução em dois mundos • Pelo Espírito André Luiz• 23a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - pt• 1, cap• 17

A Doutrina Espírita é amiga do futuro. Ao eleger a pureza de coração, o trabalho, a solidariedade e a tolerância como alicerces do homem de bem, ela descortina a necessidade das criaturas iniciarem suas próprias obras internas no presente, para que no amanhã a Humanidade colha os frutos dos esforços justos, objetivos, sem desvios ou perdas de tempo, e estabeleça a identidade superior dos mundos regenerados a partir de um coração renovado.
Referencia: ABRANCHES, Carlos Augusto• Vozes do Espírito• 3a ed• Rio de Janeiro: FEB, 2005• - O futuro é minha promessa


Dicionário da Bíblia de Almeida

Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Árvore da vida: Árvore Da Vida Árvore situada no jardim do Éden, cujos frutos mantém a vida (Gn 2:9). Após o pecado essa árvore fica fora do alcance do ser humano (Gn 3:22-24). Na nova ALIANÇA os que crêem têm o direito à vida eterna no paraíso celestial (Ap 22:1-5). A idéia de felicid ade está na expressão “árvore de vida”, encontrada em (Pv 3:18); (Pv 11:30); (Pv 13:12); (Pv 15:4).
Cavidade: Cavidade
1) Caverna (Jz 15:19), RA).

2) A parte alargada da FUNDA (1Sm 25:29), RA).
Coletividade: Coletividade Conjunto de muitas pessoas; sociedade (Lv 4:13), RA).
Dívida: Dívida Aquilo que se deve (Mt 18:27).
Grávida: Grávida Que está com filho na barriga (2Rs 15:16; Lc 2:5).
Gravidade: Gravidade Seriedade (At 18:14), RA).
Livro da vida: Livro Da Vida Livro de Deus em que são registrados os nomes dos cidadãos do REINO DO CÉU e suas obras (Ex 32:32; Fp 4:3; Ap 3:5; 20.12). Ser riscado desse livro significa a perda dessa cidadania (Sl 69:28; Ap 13:8).
Longevidade: Longevidade Vida longa (Dt 30:20), RA).
Novidade: Novidade
1) Notícia recente (At 17:21).


2) Aquilo que tem caráter de novo (Rm 6:4).


3) Alimento; colheita (Js 5:12).

Olvidar: Olvidar Esquecer (Sl 42:9, RA).
Revidar: Revidar Reagir a uma ofensa com outra maior (1Pe 2:23, RA).
Vida eterna: Vida Eterna Vida que não tem fim, revestida de qualidades espirituais (Rm 2:7) e de bênçãos aqui e no além (Jo 3:16); 4.14; 10.28; (Tt 3:7). Começa com o NOVO NASCIMENTO e é mantida pela união do salvo com Cristo (Jo 3:36); 17.3). V. REDENÇÃO e S

Dicionário de Jesus e Evangelhos

Autor: César Vidal Manzanares

Dívida: Dívida Obrigação que liga uma pessoa (devedor) a outra (credor) (Lc 16:5-7). O não-pagamento de uma dívida podia acarretar a servidão ou a prisão do devedor (Mt 18:30-34).

O judaísmo do Segundo Templo aceitava a comparação que considerava Deus um credor, na sua qualidade de Criador e juiz universal, e o homem um devedor, porque transgredia, com seus pecados, a ordem divina. Na opinião de alguns judeus, essa situação poderia ser revertida pela prática das boas obras (Lc 13:4). Jesus, ao contrário, insistiu em que o homem jamais poderia conseguir o pagamento da dívida por seus próprios méritos e que isso somente se realizava em virtude do perdão gratuito de Deus (Mt 18:23- 35), um perdão fundamentado — como será desenvolvido no restante do Novo Testamento — na morte sacrifical de Jesus na cruz pelos pecados da humanidade (Mc 10:45; 14,24 etc.). Para quem pela fé recebeu esse perdão de Deus, a única resposta coerente é adotar esses mesmos parâmetros de amor (Lc 7:41-50) e de perdão (Mt 6:12).

Livro da vida: Livro da vida Livro em que se acham inscritos aqueles que receberão a vida eterna por serem discípulos de Jesus. Ter o nome escrito nesse livro é motivo de maior alegria do que ver os demônios submeterem-se à autoridade que os seguidores de Jesus têm sobre eles (Lc 10:19-20).
Vida eterna: Vida eterna O conceito judeu de olam habáh seria melhor traduzido por vida futura ou mundo por vir. Este é um conceito fundamental no pensamento bíblico e judaico igual ao da imortalidade da alma — que não deve ser entendido em um sentido semelhante ao helênico — após o fim da vida terrena.

Essa crença na continuidade de uma vida depois da morte manifesta-se na segunda bênção da amidah, nas orações de lembrança dos defuntos (hazcarat neshamot) e no kadish recitado pelas pessoas em um enterro. Entre os gentios, os misericordiosos também teriam parte no mundo que há de vir (Tosef. Sanh. 13,2). A idéia da ressurreição dos mortos é de grande importância quanto à crença em uma vida futura.

Jesus designa como vida eterna a união com Deus no mundo que virá depois do juízo final (Mt 25:46), com um significado equivalente ao termo salvação. Pode-se alcançar a salvação já (e, realmente, convidam-se as pessoas para ela) pela fé em Jesus (Jo 3:16; 3,36; 5,24; 6,40; 10,28 etc.) e graças à entrega à morte que ele fez por todos (Mc 10:44ss.; Mt 26:26ss.).

Pequeno Abc do Pensamento Judaico

Aborto: A religião judaica proíbe o aborto: somente no caso de o nascimento da criança pôr em perigo a vida da mãe é permitido o aborto artificial.
Alegria: Alegria é considerada no judaísmo um fator importante para o ser humano. O Midrash enumera dez termos hebraicos correspondentes à alegria. Na liturgia judaica a alegria é exaltada em diversas orações. Os sábios do Talmund louvam Deus como "criador de alegria e felicidade". Yeírada Halevi opina que a alegria se reveste de igual importância que o "medo" e o "amor" no serviço de Deus. Há alegria na execução do mandamento e as festividades do ano judaico são ocasiões propícias para alegria. E por isso, o judaísmo tem conseguido sobreviver com alegria e pela alegria, mesmo aos mais trágicos capítulos da sua existência.
Al helt (or): Confissão dos pecados. Reza repetida 10 vezes durante o dia de Yom Kipur. Ela contém uma lista de erros que se comete na vida diária seja por orgulho, por inveja, por mexericos, por falta de respeito e muitíssimas outras razões. Depois de várias frases intercalas "Por tudo isto, ó Deus da misericórdia, perdoa-nos, absolva-nos, e inspira-nos".
Alma: A Bíblia expressa várias ideias concernentes à alma e à sua natureza. A alma é o sopro divino que anima o corpo, a força propulsora de todas as atividades vitais; a sua saída do corpo resulta em morte. A parte da sua força doadora de vida, é a sede de emoções, o agente do pensamento, a fonte do sentimento moral, a residência da memória, o centro da personalidade. A alma vem de Deus, mas não é uma emanação ou uma parte d 'Ele; é uma criação especial e única. Se a alma preexiste ao corpo, quais as suas condições e lugar, antes do nascimento, a Bíblia não o-diz. A Bíblia parece dar a entender que o tomem nasce, corpo e espírito, ao mesmo tempo. Igualmente a Bíblia diz muito pouco acerca do que acontece à alma depois da morte do corpo. O judaísmo não crê que a alma esteja ameaçada por tal forma que necessite de salvação do exterior. Não está acorrentada numa prisão da qual não possa se libertar ou presa por um destino do qual não possa se livrar. A alma não necessita de salvação porque não está perdida; não precisa ser reerguida porque não caiu; não necessita de libertação porque não é vítima da escravidão. As religiões que creem na doutrina do Pecado Original, creem que a alma precisa ser salva. O judaísmo não crê nessa doutrina (RLB).
Ba'al teshuvá: Termo hebraico que significa "penitente". Segundo o ensino rabínico, o homem que passou pelo ato de sincero e profundo "arrependimento", deve resistir à tentação de voltar ao caminho do mal. Quem o faz, no último dia da sua vida, recebe o perdão divino. (Ber. 34, b).
Bamidbar (bibl): O quarto livro da "Lei de Moisés", foi denominado, em hebraico "Bamidbar" (no deserto) pois nele está narrada a história dos israelitas em sua larga permanencia no deserto. Denominou-se também "Humasch Hapekudim" (Livro dos Censos), pelos diversos censos incluídos nos seus primeiros capítulos. A "Versão dos Setenta" chama este livro de "Aritmoit (Números). Entretanto, o sentido que eles quiserem dar com esta denominação, é de censos. O conteúdo de "Números" pode-se dividir, em três partes principais. Na primeira encontram-se os censos e as disposições das trifrus, antes de empreender a viagem pelo deserto; a consagração dos Levitas para o serviço do Tabernáculo; as leis do Nazireado, da mulher suspeita de infidelidade, e outras diversas leis e acontecimentos ocorridos passados antes da partida do Sinai. A segunda parte inclui quase tudo o que sucedeu ao filhos de Israel em sua vida no deserto. Na parte final são relatados os acontecimentos até a chegada dos israelitas às margens orientais do rio Jordão. A morte de Arão, a criação da serpente de cobre, as vitórias sobre os rei "Sihon" e "Og", entremeado de leis, e outros relatos. De ponto de vista literário, "Números" desperta muito interêsse pelo seu estilo, tanto dramático como legislativo, em todas as suas partes. Este livro contém mil e duzentos e oitenta oito versículos (MMM).
Bar mitsvá: O jovem judeu ao atingir a idade de 13 anos, contados pelo calendário hebraico, converte-se em Bar-Mitsvá ou seja, pela tradução literal "Sujeito ao Mandamento". Isto significa que a partir desta data está "sujeito" isto é, eleve participar e praticar todos os 613 mandamentos divinos, sendo ele mesmo responsável por todos os seus atos. Até o momento de tornar-se Bar-Mitsvá, cabe ao pai ou tutor toda a responsabilidade dos atos bons ou maus praticados pelo seu filho. A partir deste momento a responsabilidade é exclusivamente do jovem que agora passa a integrar a comunidade, como um adulto no sentido do cumprimento das Mitsvot (mandamentos). Estes 613 mandamentos fundamentais representam a estrutura de toda a moral judaica, estabelecendo normas de conduta em todos os momentos de vida do homem, quer nas suas relações com os seus semelhantes, quer nas suas relações com o Todo Poderoso. Ao lado desta responsabilidade moral adquire o Bar-Mitsvá o privilégio de o "Minyan" isto é, ser um membro do grupo de dez homens, número este que a lei judaica exije como o mínimo para a realização de qualquer ato religioso de caráter público. Como membro de Minyan, o Bar-Mitsvá está, então, sujeito a todos os deveres e obrigações dos seus integrantes adultos. Deve-se assinalar, entretanto que a solenidade da Bar-Mitsvá marca apenas o momento inicial da maturidade física e psíquica do indivíduo e não o momento em que esta se completa. A partir desta idade, o jovem começa a tomar consciência dos problemas que o cercam e aos seus semelhantes mareando pois, a sua inclusão como membro da sociedade, tornando-se apto para lutar pelos seus interesses e necessidades. O costume da Bar-Mitsvá data do século XVI . A Torá (Velho Testamento) não o menciona. O Talmucl apenas faz alusão ao fato de os jovens, a partir dos treze anos, começarem a transformar-se em homens adultos, não estabelecendo, porém, normas nem a idade exata para o acontecimento. A primeira referência escrita sobre a sua celebração é encontrada no Código Religioso, de Ética, Moral e Conduta Humanas chamado "Shulchan Aruch" compilado em meados do século XV I por Yoself Karu. Segundo este Código, o primeiro sabado que segue ao 13-o aniversario do jovem é o dia de seu Bar-Mitsvá. Durante os meses que antecedem a esta data importante, o jovem aprende as noções fundamentais da História e tradições judaicas, as orações e costumes do povo, estudando os princípios que regem a fé judaica. No sábado da comemoração o jovem recita um capítulo da Torá (Parashá) e um capítulo dos Profetas (Haftará), com a melodia tradicional apropriada para estes capítulos. Esta melodia baseia-se numa escala de notas musicais padronizadas para a leitura em público dos capítulos da Torá e do Livro dos Profetas. A cerimônia religiosa é seguida de uma reunião festiva que é oferecida pela família do Bar-Mitsvá aos parentes e pessoas mais chegadas à família. (Dr. Jaime T. Waiman).
Batlan: pl. Batlanim. Indolente, mandrião. O termo designa uma classe de indivíduos que existiu nos guetos. Dedicavam-se unicamente aos estudos e orações, viviam de caridade coletiva e desligados da vida prática.
Berachá (hebr): Pl. "Berachot". Bênção. Oração de ação de graça. Curta reza, de agradecimento, dirigida a Deus. Todas as "berachot" começam com a frase: "Baruch atá Adonai. . . " —. "Louvado seja Deus". Estas palavras exprimem a eterna gratidão ao Senhor, e suas infinitas atribuições. A bênção é feita antes de qualquer ato ou antes de usufruir de qualquer benefício que o homem deriva do mundo, e faz parte da forma litúrgica de agradecimento feito pelo homem ao Senhor do Universo, pelos seus atos. As "berachot" destinam-se a nos guardar contra uma forma de pobreza espiritual. Elas nos sensibilizam e nos fazem refletir sobre o que temos e não sobre o que não temos. Elas encorajam uma atitude de reverência com a vida. Elas nos tornam conscientes das bênçãos que nos cercam e das quais nós recebemos benefícios, diariamente. Finalmente, as orações de agradecimento, "berachot", nos tornam conscientes do amor de Deus.
Bereshit (bibl): O primeiro livro do Pentateuco chama-se GÊNESIS, isto é, "origem" e em hebraico "BERESHIT", que significa "no principio". Esses títulos são adequados a um livro que trata da criação do mundo, das origens do gênero humano e da iniciação da história do povo hebreu. O livro está dividido em 3 partes: a primeira trata do princípio do Mundo e da Humanidade (Cap. 1-12); a segunda, da vida patriarcal (Cap. 12-36) e a terceira, da história de José. Bereshit tem. 12 seções, as quais são lidas no Sefer Torá (Rolo da Torá), nas casas de oração, em 12 sábados após a Festa de "Simhá Torá". Esse primeiro livro do Pentateuco contém mil quinhentos e trinta quatro versículos (MMM),
Berit (hebr): Aliança. Entendimento entre Deus e pessoas ou nações. A Bíblia cita diversas alianças: com Noé, simbolizada pelo arco-iris; com Abraão, pelo ato de circuncisão; com os filhos de Israel no Sinai; etc. Sem dúvida, a aliança de maior importância é a entrega dos DEZ MANDAMENTOS, conhecida também por "Tabuas da Aliança" ou "Livro da Aliança", que une e encarrega o povo de Israel da responsabilidade histórica, de respeito das leis Divinas pelo Homem.
Berit milá (ri): Ato de circuncisão onde o menino varão é circuncidado e se incorpora à comunidade. Além de ser uma necessidade higiênica, a prática da circuncisão tem para o israelita um sentido religioso muito elevado. Ela é o símbolo, a prova e a condição para entrar na aliança que o Eterno estabeleceu com o primeiro patriarca Abraão. Assim está comprometido tim pacto indissolúvel com seu Deus, a virtude e o dever (MMM). O ato da Tailá é cercado por um ambiente de extremo respeito e é assistido somente pelo homens presentes à festa. A criança é introductionduzida na sala de cerimônia carregada pelo Quater (Padrinho) sob as exclamações "Baruch Habá") (Bendito seja quem chegou), é então passada de mão em mão até o pai, o Sandic (Síndico) em cujas mãos se realiza a operação. Terminada a mesma, recita o pai a oração de graças por ter cumprido essa mistvá e a criança e os pais são então saudados por toda uma série de bênçãos características, que é realmente enorme e que a tradição judaica acumulou por séculos. A cerimônia termina com o ato de molhar os lábios de bebê com vinho ou cerveja, após o que é servida a Seudat mitsvá, o banqtiete do Mandamento Cumprido. O nome do menino é dado durante a cerimônia. (Gerson Herszkowicz). Sob aspecto médico higiênico - conforme Dr. José KNOPLICH a circuncisão, o ato cirúrgico realizado durante o "berit", é a realização da operação de fimose com um ritual religioso. Desde a antiguidade, os cirurgiões se impressionavam com a destreza do "motel" em realizar a "operação". Modernamente, a cerimônia é realizada com os cuidados de antissepsia e o emprego de medicamentos anti-hemorrágicos e anti-bióticos. A vantagem para o nenê é nítida pois a operação da fimose, evita o aparecimento de pertubações inflamatórias locais e inchaços decorrentes da própria fimose. O menino, no futuro terá melhores condições de higiene local, a tal ponto que há médicos que acreditam haver nítida vantagem na circuncisão sistemática, ou seja a realização desse ato, sem relação com a religião, em todas as crianças, como já faz o Hospital Samaritano em S. Paulo e a Maternidade Carmela Dutra no Rio. Vários hospitais americanos consideram a circuncisão tão rotineira como a vacinação. Esse procedimento começou, quando por dados estatísticos ficou comprovado que as mulheres judias de todos os países apresentaram uma menor incidência de câncer do útero, quando comparado com as mulheres em geral. Os cancerologistas admitem que isso é decorrente do fato dos maridos serem circuncidados, portanto a operação da fimose, sistematicamente feita nesses hospitais, tem a finalidade de prevenir o câncer em maior número de mulheres.
Ciência: Para o judeu, a ciência e a religião são ambas verdades do Deus-Único; a ciência procura descrever a obra de Deus, na natureza; a religião experimenta compreender como Deus opera, na vida do homem. Uma lei natural, bem como uma lei moral ou, espiritual, é um mandamento divino. Ela foi ordenada por Deus para governar a natureza e não pode estar em conflito com uma mitsvá governando o comportamento do homem. Os grandes mestres talmúdicos e os filósofos medievais do judaísmo mostraram um vivo interesse pela ciência dos seus dias e consideraram as verdades da ciência como verdades de Deus. As palavras da ciência e as palavras da religião apoiavam-se reciprocamente, sendo ambas palavras do Deus-Vivo. (ELB)
Ciência do judaísmo: A moderna Ciência do Judaísmo é a continuação das tentativas de. facilitar o diálogo com o meio-ambiente, baseado em estudos filosóficos, históricos e teológicos. Ela teve o seu ponto de partida na época do iluminismo do século XIX, que coincide com a luta pela emancipação civil dos judeus europeus. Representa da parte judaica a tentativa de levar as suas massas ao nível europeu, do qual viviam excluídas, isoladas, não por culpa própria. A Ciência do Judaísmo foi a grande tentativa de "modernizar" o Judaísmo, usando como base filosófica, inicialmente, a tese da filosofia histórica de Hegel, a sua dialética. Entre os vultos, no meio de centenas de nomes, que merecem ser citados, destacamos: Zacharias Frankel, com a sua obra básica: A POESIA SINAGOGAL DOS JUDEUS NA SUA EVOLUÇÃO; ABRAHAM GEIGER, URSCHRIFT UND UEBERSETZUNGEN DER BIBEL (Texto original e traduções da Bíblia). No Leste europeu destaca-se entre muitos: NACHMAN KROCHMAL, com o seu ORIENTADOR DOS DESNORTEADOS DA ATUALIDADE; homens como HEINRICH HEINE fundaram um primeiro KULTUR-VETLEIN DER JUDEN em Berlim. Não resta dúvida de que a CIÊNCIA DO JUDAÍSMO - WISSENSCHAFT DES JUDENTUMS,  orientou as reformulações modernas das correntes religiosas judaicas, sejam os reformistas, os liberais e também os neo-ortodoxos, desde meados do século XIX . (FP)
Decálogo: Des Mandamentos. Documento algum exerceu talvez influência mais persuasiva na vida religiosa e moral da humanidade, como o Decálogo. Indubitavelmente nada há que se possa comparar ao Decálogo em brevidade, clareza, poder de persuasão e considerada a sua idade - alta feição moral. Existem na Bíblia duas versões: uma no Êxodo (20: 2-14) e a outra no Deuteronômio (5: 6-21); ambas são, ao que parece, elaborações dum código original que só constava provavelmente dessas 10 sentenças enérgicas (o número dos mandamentos foi limitado a dez, talvez para ajudar aos primitivos pastores a guardá-los na memória, contando-os pelos dedos.) (LB) O termo é grego e é composto das palavras: "DEKA" (dez) e "LOGOS" (palavras, assuntos). "É a base cio monoteísmo e de todas as religiões que se baseiam na Bíblia.
Deus: É o ente criador, ordenador, mantenedor e senhor absoluto de todas as coisas. A crença na sua existência nunca foi objeto de dúvida entre os diversos povos, e a Bíblia começa a narrar a história da criação, dando-o como anterior a todas as coisas criadas: "No princípio criou Deus o céu e a terra". (Bereshit bará Elohim. . .) . Ao aparecer a Moisés incumbindo-o da missão de libertar o povo hebreu do cativeiro dos Faraós, manifesta-se-lhe numa sarsa ardente, é quando Moisés lhe pergunta: "Quando eu for para junto dos Israelitas e lhes disser que o Deus dos seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome? Deus respondeu a Moisés: EU sou AQUELE QUE SOU. Eis como responderás aos israelitas (Aquele que se chama) EU SOU me envia junto de vós, Deus disse ainda a Moisés: "Assim falarás aos Israelitas: é IAVÉ, O Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, que me envia junto de vós. - Este é o meu nome para sempre, é assim que me chamarão de geração em geração. " A noção que os israelitas tinham de Deus era transcendental. Nem sequer admite a sua figuração, donde o combate acirrado à idolatria, e que constituí, por assim dizei', o próprio fundo da história hebreia. Proclamou Isaías: "O Senhor é um Deus eterno. . . ninguém pode sondar a sua sabedoria" "Insondável é a sua grandeza" - diz o Salmista " Os céus proclamam a sua glória. . . o firmamento anuncia a obra de suas mãos". Seus atributos são a cada passo louvados e encarecidos. Assim a unidade, a personalidade, a beatitude, a bondade, a beleza, a eternidade, a glória, a imensidade, a impassibilidade, a independência, a infalibilidade, a inteligência, a invisibilidade, a justiça, a misericórdia, a universalidade de sua presença, a providência, a onipotência, a sabedoria, a espiritualidade e a veracidade. O povo israelita teve sempre Deus como ser supremo, o ser sobrenatural e inconfundível com todos outros seres. O seu nome era indizível, a ninguém era lícito preferi-lo; apenas o Sumo-Sacerdote poderia dizê-lo e isso uma única vez por ano, ao penetrar no Santo dos Santos no dia da Expiação. Devido a isso, designavam-no por epítetos, por uma circunlocução, ou ainda por alguns de seus atributos. Estes eram inúmeros. Os rabinos contavam pelo menos 15, Desde o começo do mosaísmo empregou-se para a divindade o termo IAVÉ (YAHWEH). Desse tetragrama formam-se ADONÁI e JEHOVAH. Na VULGATA Latina, Iavé se traduz por DOMINUS, isto é "O Senhor", na versão grega dos Setenta por KTRIOS, o rei, o soberano, IAVÉ é vocábulo do verbo "ser" em hebraico, e significa: o que existe, o que existiu sempre, e que possui a vida em toda a sua plenitude. ELOHIM é o nome comum de Deus na forma de plural mamajestático, usado em sentido análogo, aplicando-se aos príncipes e potentados, e ainda aos juízes com a significação de poderosos. Toma-se também em sentido genérico. Provém da raiz "alah", buscar refúgio, podendo significar também "terror", "objeto de terror". Na opinião de alguns intérpretes é aumentativo de EL (arameu fenício), ou mesmo essa palavra na forma do plural. Eusébio interpreta o vocábulo com o sentido de "força", potência, ELOHIM é vocábulo anterior a IAVÉ e foi empregado por Moisés como designativo d "Deus Senhor e criador do mundo", TÉOS no Setenta; IP, no acadiano, EULU, no árabe islâmico, é o nome genérico de Deus. Gomo se aplicasse também aos deuses falsos, para distingui-los do verdadeiro empregavam EL HAI o Deus vivo. EL ELION é o Deus altíssimo, EL é tomado em sentido determinativo. Raras vezes faziam preceder o vocábulo do artigo: há - EL o deus por excelência, ELOHIM é a forma mais frequente. Usavam-se ainda as denominações: SHADAI, que significa: o onipotente. O vocábulo JEHOVÁ é empregado na Bíblia nada menos de seis mil vezes. ELION é nome comum de Deus, correspondente ao fenício BAAL, que significa "senhor". Propriamente entretanto signific " o que está em cima", " o supremo", "EL SHADAI" é a denominação que prevalece na história dos patriarcas. Nos livros históricos (a começar pelo de Samuel) aparece a forma IAVÉ TSEBAOT, que encontramos nos profetas. Também se aplicou ao Deus de Israel a forma fenícia BAAL. Mais tarde com a guerra ao baalismo estrangeiro, a forma foi banida como idolátrica, emprestando-se lhe o sentido de falsa divinidade. Encontra-se ainda nos livros santos a forma MELECH como sinônimo de IAVÉ. Em Isaías vamos deparar cora KEDOSH ISRAEL, significando "Santo de Israel". A expressão "Deus dos Céus" aparece na época de Esdras sob a forma "ELOHE HASHAMAIM". Outra particularidade interessante da conceituação semítica de Deus é que em ocasião alguma discute a sua existência; a crença no Deus onipotente, onipresente e oniciente foi sempre ponto incontestável para Israel. A relação da divindade com os homens é (em sua parte) direta e sem intermediários. (JS)
Devarim (bibl): O quinto livro da "Lei de Moisés" denomina-se em hebraico "DEVARIM", o que significa "palavras", pela razão de começar este livro com "Elle Hadevarim" (estas são as palavras). Denomina-se também "Mishné Torá", palavras encontradas neste livro (Cap. 17,18) e que foram explicadas no Talmude (Sanh. 21) como "segundo livro da Torá" que o rei de Israel levava consigo, além daquele que ficava guardado nos seus arquivos. A versão grega traduz estas duas palavras: "Mishné Torá", como To deuteronomion (a segunda lei), daí o nome Deuteronômio adotado também pela vulgata latina. Este livro apresenta-se de um modo geral em forma de discursos pronunciados por Moisés ao povo israelita, em que ele o repreende pelas suas faltas passadas, exorta-o a observar as leis divinas, indicando o castigo aos que as transgredirem e as promessas dê Deus aos que escolhere "a senda da vida". Grande é a concepção religioso-moral que domina todo o livro e por isso os nossos rabinos disseram que o Deuteronômio e os Profetas foram os que salvaram o judaísmo para sobreviver até os nossos dias. Nenhum dos quatro livros do Pentateuco tem unidade de estilo e linguagem como o Deuteronômio. A crença tradicional atribui, com razão, este livro a Moisés. As hipóteses dos críticos de que ele foi escrito por Jeremias ou na metade do século VI I antes da era comum, não têm fundamentos essenciais. O Deuteronômio contém a maior parte da religião israelita e sua filosofia. O Deuteronômio contêm novecentos e cinquenta cinco versículos, (MMM) DIAS DE JEJUM Veja também: TAANIYOT.
Dívidas: Há diversas prescrições bíblicas referentes às dívidas. Nenhum juro pode ser cobrado e conforme a lei judaica as dívidas são automaticamente canceladas cada sete anos. Entre outras disposições destaca-se a proibição do sequestro de bens móveis por incapacidade de reposição.
Divórcio (leg): A Lei de Moisés permite o divórcio. O divórcio sempre foi raro na comunidade judaica. Todavia, quando as divergências entre marido e mulher são tão profundas que tornem intolerável a vida em comum, o Judaísmo permite o divórcio sem reservas. Um lar cheio de amor, dizem-nos os nossos mestres, é um santuário; um lar sem amor é um sacrilégio. Na tradição judaica se considera maior mal para os jovens serem criados num lar sem paz e respeito mútuo do que terem de encarar o divórcio dos pais. Quando duas pessoas não podem encontrar uma base comum para prosseguir em seu casamento, a despeito de reiterados e autênticos esforços, o Judaísmo sanciona e aprova-lhes o divórcio. (MNK) Veja também: GUET
Dogma: O judaísmo é preceito e ação "Halachá Lemaassê". Ele não é, nem pretende ser, um simples dogma religioso ou metafísico no qual basta crer, mas é lima concepção de vida integral. Não há no Torá mandamentos que dizem: Deve crer ou não deve crer; todos os preceitos "Tariag Mitsvot" - dizem: Deves fazer isto e não fazer aquilo. Ao lado do Culto, e acima dele, está a prática do bem e, consequentemente, a resistência ao mal. (HI)
Dor: Deus criou a dor a fim de provar a nossa fé, a nossa integridade e nosso amor para com o nosso próximo, bem como para com Ele. Um Deus onisciente conhece a capacidade de resistência e de boa vontade de cada homem, para o sacrifício pelas convicções, que emprestam sentido à vida. A experiência da dor ajuda o homem a apreciar o prazer. Se não houvesse dor, como a conhecemos, haveria apenas prazeres menores ou maiores, e os prazeres seriam dolorosos de serem suportados quando o prazer maior fosse frustrado. A presença do sofrimento evoca também solidariedade. A sensibilidade frente ao sofrimento humano libera nos homens os seus mais elevados impulsos. O sofrimento, mais de que qualquer outra coisa, lembra aos homens a sua fraternidade, e leva-os a estenderem a sua destra de solidariedade. Na Divina ordem moral do universo, o reto, que é moralmente forte e capaz de extrair os valores positivos do sofrimento, deve estar pronto para sofrer pelo que é moralmente fraco, (RLB)
Doutrina de vida: O judaísmo é "Torat Haím" - uma Doutrina de vida. Ela não é, nem pretende ser, lima teoria abstrata com destino para bem-aventurança no mundo-a-vir, olam-ha-bá, mas um guia para uma vida plena neste mundo. Como Doutrina de Vida, o judaísmo tem uma atividade positiva para com a vida, antepondo otimismo ao pessimismo, alegria à tristeza, sociabilidade à reclusão, (HI)
Eitzhaim (hebr): Textualmente: árvore de vida; a Torá é considerada "árvore de vida" para os que nela se asseguram. Especificamente: dois paus de madeira, arredondados nos quais é enrolada a Torá.
Estudo: O Ensinamento judaico abrange e abraça todas as atividades humanas, tanto as corriqueiras, comuns a todos, quanto as exercidas apenas por profissionais "ou peritos. Todo estudo da Torá tem aplicação prática. Quando se estuda, sabe-se que poderá chegar a hora de pôr os conhecimentos em prática. Por outro lado, todo estudo do nosso Tesouro de conhecimentos traz seu aspecto moral, contêm sua lição para a nossa conduta como seres humanos responsáveis. Se não soubermos aplicar, na vida real, as lições explícitas e implícitas do estudo, este ficará qual uma árvore sem fruto, estéril. É por isso que os Sábios dizem: A finalidade é a ação, não o estudo. Porém, o estudo é o instrumento indispensável, para saber como agir. O ignorante não pode ser devoto praticante. Uma das finalidades do estudo é passar adiante seus conhecimentos, ensinar. A sequência das tarefas de um judeu, fiel à sua Tradição, é "estudar, ensinar, guardar, observar e cumprir", FAZER é o principal, estudar é o meio, imprescindível. (x)
Ética do judaísmo: O Judaísmo ensina a unidade da raça humana. Ele exige: Amarás ao teu próximo por ser ele igual a ti, e declara este mandamento princípio fundamental da religião judaica. Ele exige consideração para com a vida, saúde, poderes e propriedades do vizinho. Proíbe, portanto, injuriar de qualquer maneira o semelhante. Ele considera a honra do próximo tão sagrada como a própria. Ele ordena respeito para com as convicções religiosas dos demais, bem como os costumes e símbolos de outras religiões. Ele ordena a prática da caridade para com todos, e proíbe limitar nossos cuidados a nós mesmos e às nossas famílias, obrigando-nos a incluir na nossa compaixão o vizinho (qualquer) que sofre. Ele ordena o respeito pelo trabalho; cada um na sua esfera há de esforçar para alcançar a bênção da vida, mediante valiosa atividade criadora. Exige, pois, o cultivo e o desenvolvimento de todo o nosso poder e de toda a nossa capacidade. (Moritz Lazarus)
Festividades (celebração de. . .): A celebração das festividades é essencial à vitalidade espiritual do judeu e é através delas que se demostram os aspectos característicos do judaísmo, o apego à vida humana e uma visão do mundo inspirada num sentimento nacional sobre uma base religioso-moral.
Filosofia de vida: Baseia-se nos princípios duradouros do judaísmo clássico: têm como ponto de partida - o Monoteísmo Ético do Tanach; como princípio normativo, o "ponto alto" - Justiça Universal; e como corolários: a Democracia, e Fraternidade, a Justiça Social, a Liberdade e a Igualdade, (HI) Veja também: JUDAÍSMO
Galut (hebr): Diáspora; dispersão. Nas épocas bíblicas a palavra significava refúgio e ao mesmo tempo proteção dada ao refugiado. Após a destruição do segundo Templo a palavra significa dispersão, ou seja a situação dos judeus espalhados pelo mundo.
* * * No exílio, a colônia passou por três transformações decisivas:
os judeus que tinham sido uma população agrícola, tornaram-se comerciantes em Babel, grande centro do comércio internacional;
a coletividade, chefiada por um homem com o título de exilarca, admitido como nobre na corte de Babel, organizou-se em comunidades, chamadas Kehilot, criando, assim nova forma de existência, cujo tipo se tornou modelar para o convívio'de Israel fora da Palestina;
o antigo culto de holocaustos, reservado exclusivamente ao Templo de Jerusalém e a ser celebrado pela tribo dos sacerdotes, foi substituído pelo serviço religioso das preces, o qual foi introductionduzido
em todas as comunidades do exílio tornando-se incumbência do povo inteiro, tanto de sacerdotes como de leigos, (FP)
Halachá: pl. HALACHOT. "Curso". Lei Judaica. Este termo é empregado de duas maneiras, significando ou uma decisão legal específica, ou a totalidade da lei. Frequentemente usada em oposição á Agadá. (AB) A Halachá é também o modo de vida formulado pela Torá para a orientação da humanidade e de Israel. A Halachá, na definição do David S. Shapiro, é também um vasto sistema de pensamento a abranger os ilimitados setores da experiência humana, submetendo-se a um minucioso exame crítico à luz dos princípios, preceitos e leis revelados no Sinai e desenvolvidos na literatura religiosa dos milênios subsequentes.
harosset: Um dos símbolos de Pessah. Oharosset é uma mistura de maças, nozes, amêndoas, tâmaras ou passas trituradas, cuja cor lembra a do barro que os israelitas eram obrigados a fazer no tempo da escravidão do Egito.
Hashkama (or): Madrugar. Costume de reunir-se na madrugada para certas orações, especialmente antes das grandes festividades do mês cie Tishri.
Higiene: As prescrições judaicas se preocupam seriamente com a conservação da saúde e a higiene do indivíduo. Dezenas de leis, como o descanso semanal, circuncisão, proibição de consumir carne cio animal encontrado morto, isolamento de doentes, demonstram a importância dada à higiene na vida do homem primitivo, pela legislação dos antigos hebreus. Posteriormente, o Talmude ampliou diversos regulamentos, inclusive formulando regras para assegurar uni alto padrão de higiene nas habitações, locais de trabalho salas de aulas, etc.
Hospitalidade: Foi uma das virtudes mais praticadas nos países do oriente: a mais bela qualidade do patriarca Abrão. Ei-lo esperando, a porta da sua tenda o viajante cansado, para convidá-lo a restaurar suas forças. Seis são as virtudes, disse Eabbi Yochanan, pelas quais o homem que as pratica recebe recompensa neste mundo e outra maior na vida eterna: a hospitalidade, a visita aos enfermos, a concentração durante a reza, o estudo da Torá, a instrução e educação dos filhos e a qualidade de julgar o seu companheiro com indulgência. Deixe que tua casa seja aberta como refúgio, e faze com que o pobre seja recebido cordialmente dentro dela. (PIKJSE AVOT). A hospitalidade é tão importante como o culto divino (Tal. Eruvim, 5) Todo ser humano a quem fazemos um bem, seja mesmo um malvado, pode converter-se em um anjo, igual aos que aparecem a Abraão. (Midrash) (MMM)
Judaísmo: O Judaísmo começa com a ideia de um Deus Único. Este é o ponto inicial da religião judaica. O mundo Zmied do judaísmo se assenta sobre três pilares, sobre a Torá, sobre as boas ações e sobre a adoração. Um pagão pediu, certa vez ao sábio Hillel que lhe dissesse tudo sobre o judaísmo, enquanto ficasse de pé sobre uma perna. A sua resposta foi: " Não faça aos outros aquilo que lhe é detestável. Tudo o mais é comentário." Donde se conclui que a moralidade do homem, a maneira como ele se comporta com o seu próximo, é a prova de como o homem se comporta com Deus. A afirmação básica do Judaísmo leva-nos às seguintes conclusões:
A vida é uma dádiva de Deus. e por isso devemos nos esforçar para tomá-la a melhor que podemos, pelo uso sábio das nossas capacidades e dons.
O homem foi criado em fraternidade com todos os outros homens. Desde que somos igualmente preciosos à Sua vista, devemos aprender a encarar uns aos outros, através dos olhos de Deus. Somos os guardiões do nosso irmão, presos uns aos outros por um ato de divina criação, pela fraternidade.
Os homens são moralmente responsáveis perante Deus que nos revela a Sua vontade. Ele é o nosso Pai e nós somos os seus filhos, instruídos em que existe o certo e o errado. Somos moralmente responsáveis pela nossa conduta perante Ele que nos julga constantemente, e devemos lutar para fazer o que é certo.
A vida obedece, a um plano divino, que devemos procurar compreender o cumprir. Precisamos nos erguer à altura do desafio e desempenhar-nos das tarefas necessárias. O nosso dever é servir o propósito de Deus ao mundo; ajudar a criar uma vida boa para nós mesmos e para o nosso próximo.
A vida tem infinitas possibilidades. Por isso, não precisamos jamais perder a fé ou confiança nela. Não importa quão decepcionante possa ter sido o passado ou quanta frustração possa haver no presente, não nos sentiremos derrotados na medida em que encaramos o futuro.
O homem não é um Deus. Não somos autossuficientes, por isso Deus nos ajuda; a nossa visão é limitada, por isso Deus nos guia; erramos porque somos humanos, por isso Deus nos perdoa; algumas vezes somos suplantados pelos problemas da vida, por isso Deus nos guia. O cumprimento da vida de cada indivíduo é o destino da humanidade são um ato redentor de Deus. (RLB)
Judaísmo conservador: Corrente da religião judaica que pode ser caracterizada pelo método que escolheu para responder aos desafios da vida judaica dos tempos modernos. O método consiste em análise e interpretação da tradição judaica e a sua gradual modificação, quando absolutamente necessária.
Judaísmo ortodoxo: Corrente da religião judaica, caracterizada pela observação rigorosa do ritual segundo as regras estabelecidas na lei escrita & oral cuja autoridade é incontestável. Veem a Torá e sua interpretação tradicional como divina, a ser seguida na vida diária. O "Shulhan Aruh" e seus comentários fornecem as diretrizes para o judeu ortodoxo.
Justiça social: A obrigação do indivíduo com a sociedade, sua responsabilidade pessoal por uma justa ordem social, são os conceitos básicos de judaísmo. O judeu conforme o ensino judaico, não pode e não deve isolar-se ou viver na margem da sociedade. Deve sempre se lembrar de faz parte da humanidade, dos homens que também são filhos de Deus. A justiça social é expressa em todos os mandamentos, na literatura rabínica e exige do homem um comportamento digno em todas as ações e em todas as circunstâncias da vida.
Kasher: N a tentativa de elevar todos os atos diários da vida para um nível de santidade (Kedushá) o ato do comer também é regulado no Judaísmo, diferenciando o que é. digno de ser usada para a alimentação e o que é indigno. * * * A palavra "kasher", com a qual se designam os alimentos permitidos pelas leis judaicas, significa na realidad "apropriado para comer, limpo". Excluiu-se da alimentação judaica a carne de determinados animais, cujos parasitas são portadores de enfermidades. Segundo a lei judaica, nenhum animal que haja estado enfermo ou que haja morrido acidentalmente, é "kasher". Um dos mandamentos alimentares fundamentais é do não comer sangue. Um costume muito antigo, logo incorporado aos preceitos alimentares, é a separação entre os alimentos lácteos e os preparados com carne. Todas as comidas preparadas à base de leite, manteiga ou queijo, são cozidas em utensílios especiais, que não se misturam com os usados com a carne, e ambos os pratos não aparecem juntos num mesmo cardápio. A carne de peixe não está incluída nesta prescrição, sendo permitida sua preparação com leite e manteiga, (ES)
Kashrut (ri): Prescrições tradicionais acerca do ritual e dos preparativos de alimentos e refeições. A lei judaica previu a preservação sanitária da carne (milênios antes dos depósitos e armazéns com temperatura controlada), fixando limites no tempo do uso da carne, e prevendo métodos especiais de preservação, tais como hadahá, ou aeja, uma lavagem completa de toda a parte da carcaça exposta, a intervalos determinados, durante o período de armazenagem. Não é preciso dizer que o tratamento "kasher" doméstico da carne, pelo salgamento e encliarcamento, é ainda outra medida de segurança de "desinfecção", primitiva mas muito eficaz, pois o sal, quando aplicado em grandes quantidades, como neste caso é um dos melhores desinfetantes. Historiadores da medicina mostraram que a imunidade relativa dos habitantes dos guetos medievais à cólera e outros terríveis flagelos era devida às leis rituais judaicas, que evitavam a ingestão de carne contaminada e os exigentes padrões judaicos de higiene, que obrigavam à lavagem das mãos antes de se partir o pão. Há outros campos da higiene alimentar judaica (Kashrut, que, em tradução literal, significa "adequação") que estão longe de serem obsoletos. Por exemplo, a triquinose, que é causada pela carne de porco infestada de triquinas, continua a aleijar e matar dezenas de milhares anualmente. A hepatite, proveniente da ingestão de mariscos de água contaminada, aumenta rapidamente em consequência da crescente divulgação dos alimentos finos, tais como camarões, ostras e mexilhões, bem como da poluição catastrófica das águas costeiras, onde vive a "comida do mar". (Dra. Trude Weiss-Rosmarin). Vejam também: KASHER
Kerobot: Orações. Nome dos poemas litúrgicos que o oficiante intercala no "Shemoné Esré" dos sábados especiais das três festividades da peregrinação e de "Rosh Hashaná" na liturgia askenazi.
Lar: Verdadeiro centro da vida judaica. O lar judaico é fundamental para a educação das crianças judias que aqui devem entrar pela primeira vez em contacto com a fé e a tradição. A vida familiar, dentro do lar, é o elo que sempre reuniu e conservou o povo judaico. O lar é também o lugar de primeiro ensino religioso do jovem. Os judeus consideram o seu lar um santuário religioso. A família é a fonte principal do seu culto, e seu ritual tanto se destina ao lar quanto à sinagoga. A mãe, acendendo as velas de sábado nas noites de sexta-feira, o pai abençoando os filhos à mesa de sábado, os diversos ritos oportunos e significativos que acompanham a observância de todo dia santo judaico; o pergaminho que fixo no portal proclama o amor de Deus (Mezuzá) - tudo isto forma parte integrante do ritual e do cerimonial. A religião judaica é essencialmente uma religião familiar.
Lei oral: Hebr: TORÍ. SHEBE-AL PE. Leis não escritas, transmitidas oralmente de geração em geração, que determinam a aplicação das leis bíblicas na vida quotidiana. De acordo com a tradição, Moisés recebeu instruções divinas que não se incorporaram no Pentateuco e foram transmitidas a Josué, aos anciões, aos profetas e aos homens da G-rande-Sinagoga, sendo recolhidos no ano 20 o AC por Rabi Iehuda Hanassi. Considera-se, tanto as leis escritas como as orais, como tendo origem divina.
Leis religiosas: Nenhum livro incorpora todas as leis religiosas a que estão sujeitos os judeus. O máximo, que se alcançou na compilação de um código legal único é representado pelo SHUIhAN ARUh -obra do século XVI, de autoria de José Caro, repositório das leis básicas que hoje norteiam a maioria dos judeus ortodoxos do mundo ocidental. Mas embora eles aceitem a maior parte do Shulhan. Aruh, ainda assim não o consideram o corpo integral da lei judaica, soma de todos os códigos- aceitos, comentários, emendas e responsa (resposta dos rabinos aos problemas suscitados pela experiência prática) contidos numa biblioteca inteira de escritos judaicos. Outra obra de padrão é o Código de Maimônides, que registra, sistematicamente e logicamente, as opiniões contraditórias do Talmude. Nem mesmo a Bíblia pode ser considerada norma imutável para a prática religiosa. Nas leis bíblicas (por exemplo relativas à poligamia, à cobrança de décimos, à escravidão, etc) que caducaram pela sua reinterpretação. Neste sentido, a lei rabínica e a Bíblia não são idênticas.
Livro da vida (hebr): SEFER HAhAYIMNa Bíblia se menciona um livro no qual Deus inscreve aqueles que devem viver. Ser cancelado deste livro significa a morte. Nos diversos trechos de Ezequiel, Isaías e nos Salmos encontramos alusões poéticas ao "Livro da Vida". Também na liturgia das grandes festas esta é uma imagem que se repete frequentemente.
Kadish: LUZ (Símbolo da. . .) A modesta chama da luz de vela desempenha um papel destacado na vivência judaica. Encontramo-la nas sextas feiras à noite, iluminando as nossas casas e emprestando-lhes solenidade especial. Em outras ocasiões, lembra-nos a alma de um ente querido que já passou para o outro mundo o mundo da verdade. No antigo Templo de Jerusalém, as chamas acesas dos braços do Castiçal de ouro puro, representavam e simbolizavam a Luz da Sabedoria e da Ética de ensinamento e da moral. As nossas luzes dehanucá lembram aquelas luzes no Templo, bem como a Luz da Fé e da Esperança, da dedicação e devoção na defesa dos ideais judaicos, do ensinamento da nossa Torá que é a Grande Luz que ilumina o mundo. A chama de fogo que tende para cima, que sempre sobe, nos lembra coisas de cima a Torá, a vida eterna das almas, ideias imorredouras do ensinamento. Tal como a chama pode acender milhares de pavios e fogos, sem perder da sua própria força, assim o Ensinamento e Ideais, a Torá e sua Ética, podem acender a luz do esclarecimento no mundo inteiro, assim também, quem possui conhecimento, pode e deve espalhá-los. A luz da Menorá, a chama da velinha, devem lembrar ao judeu e à judia, o sentido da sua vida, sua missão nesta terra, e as suas obrigações. (x)
Maror: Hebr: amargo. Nome das ervas amargas, que pertencem à ritual e tradicional mesa do Seder no primeiro e segundo jantar das festas do Passah e que lembram a vida amarga dos judeus perseguidos no Egito. Veja também: PESSAh -SEDER
Menorá: Candelabro de sete braços, um dos símbolos do judaísmo. O "Zohar" disse que a "Menorá" simboliza a árvore da vida, e os sete braços, os sete planetas ou as sete palavras que compõem o primeiro versículo do Gênesis. Uma imagem histórica da antiga "Menorá", encontra-se sobre o Arco de Triunfo de Tito, em Roma, mas esta não se assemelha de modo algum ao candelabro descrito no Livro Sagrado. (MMM)
Messias: O termo vem do vocábulo hebraico MASHIAh, ungido. O termo aramaico é MESHIAh; o grego é MESSIAS ou CRISTO. Originalmente a palavra era uma referência ao Alto Sacerdote, ha-Kohen-ha-Mashiah, que tinha óleo derramado sobre a sua cabeça, quando era consagrado no seu cargo espiritual, como mestre e líder da comunidade. O Messias era alguém investido por Deus de uma responsabilidade espiritual especial. Atualmente a crença em Messias varia nos três principais ramos do Judaísmo. 0 ortodoxo crê que o Messias é uma figura indispensável no drama divino de redenção. Antes que o Messias venha, o povo de Israel não será restabelecido na terra do Israel e a sociedade não será redimida. A vinda de Messias deve preceder o cumprimento da promessa, messiânica. Os judeus conservadores retém a figura do Messias no vocabulário da fé judaica como um símbolo da convicção de que os homens são capazes de trazer a redenção Divina ao mundo quando servem como instrumento de Deus. A vinda do Messias não é uma proposição teologicamente aceitável, mas o Messias configura-se proeminentemente no conteúdo emocional da religião judaica. O Messias está sempre presente em nossos hinos, em nossa literatura, em nossa liturgia. Num certo sentido, o homem é o Messias de Deus: se um homem usa as suas potencialidades e esforços criativos dados por Deus, efetivamente, ele tem poder para progredir no sentido da sua própria redenção e tornar uma realidade o seu sonho messiânico. A teologia dos Reformadores rejeitou completamente a crença de que a realização de um ideal depende de um indivíduo. Em vez disso, eles dão ênfase à crença na Idade Messiânica quando uma ordem social de paz, de justiça, e de liberdade será estabelecida. Eles se atêm firmemente à crença de que a missão do povo judaico é assumir um papel de maior, importância na educação moral da humanidade, prevendo por essa forma atingir uma ordem social messiânica. O Judaísmo pode funcionar sem o Messias; ele não pode funcionar sem a visão messiânica e sem a irrestrita aderência ao esforço moral que é indispensável à sua realização. A Idade Messiânica pela qual oramos constantemente, a qual todos os judeus religiosos aceitam como sendo a gloriosa promessa de Deus, era assinalada pelo cumprimento das seguintes expectativas: O Deus Uno será adorado em toda a terra.
Todos os homens encontrarão a sua fraternidade na Paternidade de Deus.
A paz, a justiça e a liberdade prevalecerão em todo o mundo.
O papel histórico do povo judaico, como um servo sofredor de Deus pela humanidade, será justificado e reconhecido.
A promessa messiânica é inerente à vida. Seguramente, ela será cumprida quando o homem prover a si mesmo como sendo digno dela e Deus assim o deseje, (RLB)
Minhag (hebr): Costume. O costume ocupa um lugar importante na tradição judaica. Além das leis escritas e orais, certos costumes tornaram-se obrigatórios e fazem parte da vida judaica. Uma série destes costumes foram codificados por José Caro, no Shulhan Aruch.
Mishlei (hebr): Livro dos Provérbios. Este livro pertence nitidamente ao período em que os reis já não eram, na Judeia, mais do que uma recordação romântica. As suas secções mais antigas talvez remontem ao ano de 400; as mais recentes, mais ou menos a 200 antes de Cristo. Infere-se isto da espécie de problemas que neles se discutem e mais ainda, dos que estão mencionados. Não se encontram referências ao perigo de idolatria, tão frequentes nos profetas. Não se gastou tempo em discutir assuntos puramente nacionais o nome de Israel nem sequer aparece nos Provérbios e os alvitres são de índole universal. Há uma apreciação franca das coisas boas desta terra as suas recompensas, honras, riquezas e prazeres e conselhos muito sagazes quanto ao modo de as conseguir. A monogamia é admitida; o comércio sobreleva a agricultura; a prudência, a economia, a iniciativa - virtudes caracteristicamente urbanas são louvadas sem restrições. Tudo isso indica uma vida social relativamente adiantada. O tom fundamental, porém, ainda é o que se encontra nos livros hebraicos mais antigos. Embora, neste documento, a salvação seja quase o equivalente da prosperidade, o meio de a alcançar ainda é a equidade. (LB)
Moré nevumm (hebr): "Guia dos Perplexos" - "Guia dos Desnorteados". Obra filosófica do Rabí Moshê ben Maimon, também chamado Rambam ou Maimônides (1135-1204). Obra escrita em árabe e na sua tradução latina conhecida como "DOCTOR PERPLEXORUM", sendo o seu grande mérito o ter enfrentado as dúvidas filosóficas da época e tentado harmonizá-las com a religião.
Mulher: Toda véspera de sábado, a família praticante recita o último capítulo dos Provérbios, como tributo à esposa e à mãe, ideais do Judaísmo. As virtudes exaltadas naqueles vinte e dois versos resumem os dotes de uma perfeita esposa: um ser humano reverente, eficiente, compreensivo, de um otimismo alegre, de coração aberto para socorrer os necessitados que lhe batem à porta e, acima de tudo, a pessoa sobre quem toda a família pode apoiar-se. Desde o bíblico livro dos Provérbios até as modernas baladas populares judaicas, a esposa e a mãe tem sido descritas como a encarnação da terna dedicação, do altruísmo e da fidelidade à própria crença. A mãe impõe o tom espiritual à vida familiar, é a principal responsável pelo desenvolvimento do caráter dos filhos, e mantém a família unida em face da adversidade. A tradição judaica impõe poucas obrigações rituais à mulher na vida da sinagoga, mas atribui-lhe a responsabilidade total em relação à atmosfera de piedade do lar e à preservação dos ideais judaicos. Ela reúne os filhos em torno de si na véspera do sábado para ouvirem-na pronunciar a bênção das velas, prepara a casa para cada festa e para os Grandes Dias Santos, e cria um ambiente de jubilosa expectativa. Nas velhas comunidades judaicas, a educação das crianças até a idade de seis anos cabia às mulheres, a fim de que, naquele período impressionável, pudessem ensinar a seus filhos os valores eternos. Mais importante, porém, era o tradicional papel da conselheira da família inteira desempenhado pela esposa e pela mãe. Diz o Talmude: "Não importa a pequena estatura de tua mulher, irnclina-te e pede-lhe conselho", (MNK)
Nascimento: Limitação de. . . Todas as religiões, judaica e não judaica favorecem a procriação. A filosofia da halahá se opõe de maneira clara a qualquer limitação do tamanho da família. A abstinência foge ao espírito da balahá, quase tanto quanto qualquer. outro meio anti-concepcional artificial. Muitas das técnicas de controle da população propostas para o uso das massas são categoricamente inaceitáveis para o judaísmo. A intervenção cirúrgica na forma de vasotomias (no homem) e variotomia, ligação das trombas (na mulher) ou aborto, são proibidas tanto aos judeus como aos não judeus, a não ser que necessárias em emergência médica para salvar uma vida.
Nefesh (hebr): Termo traduzido algumas vezes por vitalidade. Algumas vezes como personalidade. Em DEUT XII-23 ela se refere ao sangue que é o que leva a vida através do corpo. Nefesh é uma das cinco palavras que se referem a ALMA. Veja também: ALMA - RUAh -NESHAMÁ - TEhIDÁ CHAYA.
Nessuin (hebr): Casamento religioso. O matrimônio é considerado uma instituição sagrada na vida judaica. Nas bençãos, que se prenunciam durante a cerimônia nupcial, a união de homem e da mulher é encarada como a colaboração humano-divina, o respeito mútuo, que o documento prescreve, é a base dessa santidade. A religião judaica, da qual muitas prescrições têm um prudente sentido de higiene e profilaxia, proíbe as uniões consanguíneas. Quarenta e duas classes de tais parentescos estão enumeradas na Bíblia e no Talmude. E a experiência demonstrou a sábia previsão de tal medida, em infinidades de casos. Os casamentos judaicos se realizam na sinagoga ou na casa dos noivos. Num e noutro caso, a cerimônia é feita sob o pálio nupcial, a "hupá" símbolo do futuro lar. Às sete bênçãos que se pronunciam durante o desenrolar da cerimônia nupcial, contém profundos conceitos, nos quais aparece patente mais uma vez o entrelaçamento da vida individual judaica com o destino coletivo do povo. (ES)
Oneg shabat (hebr): Gozo do sábado. A ideia é antiga de festejar o shabat. Mas sem ser uma invenção inteiramente nova, é um resultado do rejuvenescimento da vida judaica no Israel. Cerimônia instituída por Ch. N. Bialilt. poeta moderno hebraico, que culmina com a festividade comunal de Shabat. Ele foi o primeiro a organizar o "oneg shabat", em Tel Aviv, em 1923. É uma forma social e cultural de reunião festiva. Hoje também celebrada fora do Israel, especialmente pela juventude judaica, no mundo inteiro.
Oração: Em grego a palavra orar significa "desejar"; em alemão, "pedir"; em hebraico "julgar-se a si mesmo" ou "avaliar as próprias necessidades". . Tem a sua origem do hebraico "or " - luz. O homem ora para compreender a Vontade de Deus, a fim de que possa distinguir entre o que deve e o que não deve; a fim de que possa saber o que esperar e, o que Deus espera dele (não o que ele espera de Deus); a fim de que ele possa perceber o propósito Divino e servi-lo. No estado mental da fé, o homem ora porque ele sabe que Deus está sempre pronto para ajudar. Pela oração o homem espera e encontra aquilo que, também, pode ajudá-lo. A oração, de ponto de vista judaico, é "a conversa do homem com Deus, acerca das suas esperanças". É também "a forma pela qual o homem descobre cada dia que a vida tem sentido". " A oração é o processo pelo qual o homem atinge o que há de melhor em si mesmo". E finalmente: "A oração é uma forma de fé". Orar para conseguir benefícios pessoais, não é a preocupação principal da liturgia judaica. A maioria das orações é um comprometimento dos nossos recursos para cumprir os nossos deveres para com Deus, meditação sobre a sabedoria das nossas escrituras sagradas, expressões de louvor e de gratidão pelas maravilhas da vida e declarações de segurança e confiança no poder de Deus. A oração é parte integral da fé judaica e um fator indispensável do ponto de vista teológico, (RLB). Veja também : TEHILIÁ - BERACHÁ - SELIHOT - TAhANUN.
Pecado: O conceito judaico de pecado se ampliou e transformou através dos séculos. Para os antigos hebreus, o pecado consista, na violação de um tabu, uma ofensa contra Deus, pela qual deveria ser oferecido um sacrifício expiatório. Gradativamente, com o correr dos anos, tal conceito se dilatou. O pecado passou a significar a nossa inabilidade em nos conformarmos com nossas plenas potencialidades, o nosso malogro em cumprir nossos deveres e arear com as nossas responsabilidades, como judeus e como povo de Deus. A tradição judaica diferencia os pecados contra a humanidade dos pecados contra Deus. As primeiras transgressões de um homem contra o próximo - só podem ser reparadas com o perdão daquele que foi agravado. Orações não podem expiar tais pecados; Deus não intervém para redimir dividas de homem para com seu semelhante. O pecado contra Deus se comete por quem se alheia à sua fé. Podem ser expiados pela verdadeira penitência, que em hebraico se exprime pela palavra: "retorno", ou seja, regresso a Deus, reconcilhação com Ele. E só podemos consegui-lo, por meio da análise honesta de nossas almas, de reconhecimento sincero de nossas imperfeições e a firme resolução de preencher o vácuo entre o credo e o ato.
Pecado original: A ideia do pecado original foi rejeitada pela grande maioria dos sábios e do povo judeu como um todo. Os comentadores judaicos da Bíblia indicam que a história de Adão procura explicar como à morte, não o pecado, veio ao Mundo. A fé em Deus compeliu a rejeitar o conceito do pecado original a favor de uma confiança na promessa e sentido da vida. A tradição judaica tem se oposto a toda filosofia que condena o homem a uma sina predestinada sobre a qual não tem controle ou por uma ação que não praticou. A despeito da abundância do mal, de muitas lembranças desagradáveis de fracassos passados e uma consciência realista das nossas limitações, jamais faltamos em nossa crença de que os homens são livres para mudar aquilo que é mal para aquilo que é bom. (RLB)
Perdão: A religião judaica considera como essenciais duas atitudes: a justiça e o perdão. Sendo estes, atributos divinos exigidos do homem, o respeito e a conservação destas ideias, tornam-se assim, pilares da ética e da moral do povo judaico. Sem o perdão, a filosofia judaica não imagina a vida e a convivência humana.
Às vezes, parece bem difícil perdoar, especialmente quando fomos magoados. Contudo, se desejamos merecer perdão do nosso próximo, e mesmo de Deus, precisamos mostrar o caminho. Essa tarefa é facilitada pela compreensão - quando procuramos compreender, antes de julgar, antes de tirarmos conclusões. Para isto os mesmos Sábios nos dão uma orientação infalível. "Não julgues teu próximo sem te colocares na sua situação. " Seguindo este ditame, não condenaremos nosso próximo, não nos zangaremos com facilidade e será muito mais fácil perdoar. (*)
Pessah: Nome hebreu da Páscoa. Celebra-se a lembrança da libertação dos israelitas da escravidão do Egito, que ocorreu no dia 14 do mês hebraico Nissan aproximadamente 1280 anos antes da E. C. Desde então a festa "PESSAh" foi para o israelita o aniversário da libertação do jugo da escravidão, a qual devia guiá-lo à libertação do espírito, à fé, à virtude e para uma vida nobre e sagrada. PESSAh é também considerado festa da primavera, coincidido a sua data com a primavera no Israel. PESSAh prolonga-se por 8 dias. sendo os seus primeiros e últimos dias, considerados YAMIM TOVIM ou seja "dias festivos". Veja também: MATSÁ
Princípios básicos da vida: A maneira mais autêntica de adorar a Deus é a imitação das virtudes divinas como Deus é misericordioso, assim também devemos ser compassivos; como Deus é justo, assim devemos tratar com justiça ao próximo; como Deus é tardo em se irritar assim também devemos ser tolerantes em nossos julgamentos. O Talmude fala em três princípios básicos da vida: a Torá, ou instrução; o serviço de Deus, e a prática de boas ações, ou caridade, (MNK)
Propósito da vida: A tradição, judaica define o propósito da vida em termos das obrigações do homem consigo mesmo, para com o seu próximo e finalmente em termos da mais alta perspectiva de uma vida útil as obrigações do homem para com Deus. Uma compreensão amadurecida do que se espera de nós e somos capazes, através dos nossos próprios esforços, de servir os propósitos de Déus, leva-nos a uma definição do proposito final da vida. A tradição judaica define isso como se segue: fazer a Vontade de Deus, caminhar pelos Seus caminhos e servi-lo; revelar a Sua Glória ser um cooperador de Deus; - Santificar o seu Nome, ampliar o Seu Reino, aceitar o jugo do Reino dos Céus. O homem descobre o propósito real da vida quando se capacita de que não somente precisa de Deus, mas que Deus precisa dele; quando, sem se negar a si mesmo, pode transcender-se a si mesmo e entrar para o serviço de Deus; quando haja progredido espiritualmente a ponto de poder perguntar-se sinceramente: "Que exige de mim o Senhor Deus" - quando se ergue à altura do maior desafio com que seja confrontado o sublime privilégio de ajudar a cumprir o propósito Divino da vida (RLB)
Purim: Festa celebrada no dia 14 de Aclar ou Ve-Adar. Comemora um episódio da vida judaica na Pérsia, e sua heroína é Ester, a esposa do rei Assuero. Purim tem seu nome da palavra "pur", que significa "sorte", pois que por sorteio escolhera Hamán o dia em que se haviam de cumprir seus sinistros desígnios A história de Ester é relatada no livro da Bíblia, aparece inscrita no rolo separado, a "Megilá", cuja leitura faz parte do cerimonial religioso de Purim.
Redenção: O Judaísmo tem como meta final, a realização da Visão profética universalista: a Redenção de Israel e de toda a Humanidade. Esta Redenção é concebida, no Judaísmo, em termos reais. O Judaísmo não se preocupa em demasia, nem se satisfaz, com uma teoria geral sobre o mundo e a vida. Como "Torát Haím", ele coloca toda a ênfase na moral prática, nos preceitos e mandamentos concretos, palpáveis e realizáveis, para o estabelecimento de melhor "Mundo que repousa sobre três fundamentos: a Verdade, a Justiça, e a Paz". (HI)
Ritos mortuários: Derivação lógica da santidade que a lei judaica confere à família, é o respeito à memória dos mortos. Cobre-se o cadáver, e acende-se uma vela à sua cabeceira. Esta luz deve ser renovada de sorte que permaneça ardendo durante a semana (o mês ou o ano) de luto na casa mortuária ou na sinagoga, como símbolo da alma ausente. Desde o momento da morte até que o ataúde seja retirado para o sepultamento, o corpo do defunto não deve ser deixado a sós na habitação. Os parentes e amigos se revezam para que uma pessoa, pelo menos, faça companhia ao cadáver. Os judeus mais devotos recitam os Salmos durante esse período. Antes de colocar o corpo no féretro, é ele limpo (tahará) e envolvido na mortalha, (tahrihim) Severas prescrições de igualdade regem o caso; ricos e pobres, todos devem descer à tumba envoltos num simples lençol branco, sem nenhum enfeite. Os homens são cobertos com o "talit", o clássico manto que usam em vida ao pronunciarem suas preces. A cerimônia do enterro deve ser simples. Um dos deveres da religião judaica, é o acompanhamento dos restos mortais à sua última morada. Conduzido o ataúde ao cemitério, processam-se os ritos de enterro. O ataúde é baixado à sua fossa, que deve ter um metro de profundidade, pelo menos. Fechada a tumba, o "hazan" recita a oração pela alma dos mortos e o filho, ou parente mais próximo do morto, pronuncia pela primeira vez o "Kadish". (ES)
Rosh hashaná (hebr): Cabeça do ano. Festa do ano judaico, celebrada nos dias 1o e 2o do Tisbri: dias em que segundo a tradição o mundo foi criado. Os outros nomes de Rosh Hashaná são; Yom Hazikaron, (dia da lembrança) Yom Teruá (dia do toque do shofar), Yom Haddin (dia do julgamento). Festa essencialmente religiosa. Celebra-se exclusivamente na sinagoga. Como para as outras magnas datas, as orações estão compiladas no "mahzor" (Livro de orações). Representa um dos dois dias santos mais sagrados da fé judaica e dá início aos Dez Dias de Penitência quando "a humanidade se submete a julgamento perante o trono celestial". Durante esse período, afirma a tradição, Deus perscruta os corações dos homens e examina os motivos de seus atos. É também o período em que os judeus se julgam a si mesmos, comparando seu procedimento durante o ano findo com as resoluções tomadas e as esperanças que haviam acalentado. Na moderna Israel celebra-se o Rosh Hashaná durante um único dia; os ortodoxos continuam a observar dois dias igualmente santificados, conforme o costume mantido desde o primeiro século. A exemplo de quase todos os demais dias santos do Judaísmo as observâncias do Rosh Hashaná incluem certa mistura de solenidade e festividade. O Novo Ano é uma época para reunião da clã, quando tanto os jovens como os anciãos voltam ao lar. O esplendor de seu ritual cria laços emocionais com o Judaísmo até nas crianças pequenas demais para compreenderem e apreciarem plenamente a ética da fé; nos anos seguintes a mente reforça esses laços do espírito e do coração. O símbolo mais importante das práticas do Rosh Hashaná é o shofar, ou chifre de carneiro, que se faz soar durante o culto no Ano Novo e em cada um dos dez; dias de penitência. Em tempos idos, o shofar era instrumento de comunicação. Das colinas da Judeia era possível alcançar todo o país em poucos momentos por meio de apelos de shofar correndo do cume de um monte para outro. Nos ofícios do Rosh Hashaná o shofar é o chamado para a adoração. Conclama os fiéis a se arrependerem de suas faltas do ano decorrido; a voltarem a Deus com o espírito contrito e humilde e a distinguirem entre o trivial e o importante na vida, de modo que os doze meses seguintes possam ser mais ricos de serviços a Deus e aos homens, (MNK)
Seder (tr): Ordem. Programa da cerimônia da Festa de Pessah, no lar, durante as duas primeiras noites. Os sefaradim chamam a esta cerimônia de "Hagadá". Nesta noite, cada pai, deve relatar a seu filho seja ele, sábio, mau, simples, ou que não saiba fazer perguntas, a história do Êxodo. Foi por este preceito que nasceu a narração denominada "Hagadá", livrinho popular na literatura israelita que apresenta em formas de antologia um esquema simples e impressionante da origem do judaísmo; e os acontecimentos mais importantes do princípio da nossa história; a estada dos israelitas no Egito e o Êxodo. Contando o episódio da escravidão do Egito, o pai deve estimular o interesse do filho pelo glorioso passado do seu povo e infundir-lhe a fé e a esperança dos seus antepassados. A mesa do Seder (ceia de Páscoa) é munida de diversos pratos especiais, que simbolizam acontecimentos históricos daquela época. O jantar é festivo e alegre. A leitura da Hagadá acaba com cânticos tradicionais. O Seder é a verdadeira festa comemorativa da liberdade, tão angustiada e cara para o povo judeu.
Sefirat ha-ômer: Contagem do ômer. São os 49 dias contados a partir da segunda noite de Pessah. O quinquagésimo dia é a festa de Shavuot (semanas). Na história judaica, este período evoca nefastos acontecimentos. Sob o reinado do imperador Adriano (II Sec. d. C.) uma epidemia causou morte de 24 mil discípulos de Rabí Akiva, chefe espiritual dos hebreus daquela época. Na Idade Média, durante as Cruzadas, realizaram-se nessas semanas matanças espantosas de judeus. Por isso, este período converteu-se em período de meio-luto. As atividades festivas são suspensas, não se celebram casamentos, nem bailes. A única exceção é trigésimo terceiro dia que se conhece pelo nome de "Lag-ba-Omer".
Shabat (hebr): Sétimo dia da semana, na cronologia semanal, judaica. Dia Santificado. Dia de descanso. Dia dedicado à meditação. O Shabat é entre as instituições religiosas e sociais a maior conquista do judaísmo. O Shabat instituiu o princípio segundo o qual o homem-, tem o direito de viver livre e após a semana de trabalho, ter o direito a seu descanso e à meditação. O povo judeu reconheceu no Shabat não somente um MANDAMENTO DIVINO, mas também uma valiosa dádiva, parte do próprio erário de Deus, um presente que tem enobrecido a vida judaica. O deleite do Shabat não é comparável a nenhuma outra experiência humana. A experiência provou que "mais do que Israel tem conservado o Shabat, este conservou Israel". O "Shulhan Aruh" (Código Oficial do Povo de Israel) inicia (e define) a parte relativa ao Shabat com o seguinte preâmbulo: "O santo Shabat é o sinal dado por Deus e a aliança feita por Ele, com o fim de recordar-nos que o Senhor criou em seis dias o Céu e a Terra, bem como tudo quanto nela vive, e que Ele descansou e se animou no Sétimo Dia. Pois, os nossos rabinos, de abençoada memória, ensinaram que o Shabat equivale a todos os demais Mandamentos". Conforme Robert Gordis, a observância de Shabat transmite profundas e permanentes recompensas ao judeu. Recreia seu espírito ao mesmo tempo que regenera seu sistema nervoso e físico. Leva-o à comunhão com Deus, liga-o às mais profundas aspirações de Israel e o atrai à orbita da Torá. Disto se deduz que a não observância traz empobrecimento espiritual, perda dos valores judaicos e afastamento da comunidade judaica.
Shemot (bibl): O segundo livro do Pentateuco chama-se em hebraico "Shemot" (Nomes) e em grego "Êxodo" (Saida), pois um dos principais acontecimentos nele narrado, é a saída do povo de Israel do Egito. Este livro pode ser dividido em duas partes: uma histórica e outra legislativa. A histórica, trata da vida do "Bené Israel" no Egito; da infância, vocação e missão de Moisés; da libertação do povo, sua peregrinação pelo deserto e a ereção de tabernáculo. A parte legislativa contém uma série de leis civis, morais e religiosas, principalmente o "Decálogo" ou "Dez Mandamentos", que se tornaram, leis universais para toda a humanidade, até hoje. A primeira parte do "SHEMOT" (ÊXODO) narra acontecimentos maravilhosos, com o nascimento e a adolescência de Moisés, a aparição de Deus a ele, os milagres e as pragas, a travessia do Mar Vermelho e a promulgação das leis no Sinai. A segunda parte é narrada em estilo de código legislativo. O "Shemot" é considerado por muita gente, como um dos mais importantes livros do Pentateuco, por seu conteúdo histórico e por apresentar grande parte da constituição civil e religiosa do povo de Israel. Este livro contém mil duzentos e nove versículos, (MMM)
Shnorrer (id): Mendigo, miserável. Designa no dialeto, um tipo popular de pedinte, achacador, imprudente. Esta figura é frequentemente encontrada na literatura que descreve a vida dos judeus nas pequenas cidades da Europa central e oriental.
Shofar: Trombeta feita com chifre de carneiro que se toca sobretudo no Ano Novo Judaico (Rosh Hashaná) e no Dia da Expiação (Yom Kippur). O significado do toque de "shofar" em Rosh Hashaná tem diversas interpretações. Segundo o Talmude, é para confundir o gênio do mal. Maimônides escreve que tem por finalidade despertar a consciência do homem, convidando-o a meditar, a purificar-se e a preparar-se para o grande dia da expiação. (Yom Kippur) Entretanto, o seu principal significado, na liturgia de Rosh Hashaná é o sacrifício de Issac. Ao comemorar este acontecimento com o "shofar" feito de chifre de carneiro, confirmamos nossos próprios sacrifícios e pedimos a Deus a força necessária para poder cumprir nossos deveres, como dignos descendentes de Abraão, (MMM)
Sionismo: Aspiração milenar judaica, desde o exílio babilônico, de retornar a Erets Israel. A espera messiânica, traduzida na liturgia e nas prédicas religiosas, transformou-se num movimento prático e espiritual, com a publicação do "Estado Judeu" por Theodor Hertzl (1896), assumindo uma feição política no primeiro congresso sionista mundial, realizado em Basiléia em 1897, que proclamou o direito do povo judeu de reconstruir sua vida nacional na sua própria casa. Em 14 de maio de 1948 o Conselho Judaico, reunido em Tel-Aviv, anunciou o nascimento do Estado de Israel. (FL)
Sucot: O princípio da moral está no amor de Deus. (FL) Festa das cabanas. Celebra-se, habitando durante 8 dias em cabanas em que os israelitas viveram desde a saída do Egito até a conquista da Palestina. Chamou-se também de Hag Haasif (Festa da colheita) ou simplesmente Hag. Primitivamente Sucot era uma festa agrícola, rural. Sucot mareava o final da colheita da fruta. Era também a festa de peregrinação. A festa é um acontecimento alegre e feliz, cheio de símbolos ricos e coloridos, e especialmente atraente para as crianças, às quais obviamente se destina. Ergue-se uma tenda ou cabana (sucá) perto da casa. Em geral, é uma estrutura improvisada, de tábuas de madeira, com teto de folhas e ramos. O teto não deve ser compacto, pois os que se acham dentro da sucá devem poder ver o céu o tempo todo. A construção de uma tenda é prescrita na Bíblia, como eterna lembrança das habitações precárias utilizadas pelos israelitas em seus quarenta anos de peregrinação através do deserto. O interior da sucá é alegremente decorado com frutas da estação outonal, e mobilado com mesa e cadeiras. Durante a semana de Sucot a refeição é servida na sucá. Dois outros símbolos marcam a festa de Sucot: a cidra (uma fruta parente do limão) e o Lulav, ramo de palmeira amarrado com mirto e salgueiros. Cada planta tem o seu significado simbólico, e como a sucá, recordam essencialmente a nossa dependência do solo e nossas obrigações para com Aquele que faz a terra entregar suas dádivas, (MNK) Veja também: LULAV
Talmude: Significa literalmente: "ESTUDO". Contém os trabalhos mentais, opiniões e ensinamentos dos antigos sábios judeus, expondo e desenvolvendo as leis religiosas e civis da Bíblia, durante um período de cerca de 8 séculos (desde o ano 300 a O. até o ano 500 d. C.) O Talmude inclui dois diferentes elementos: a Halaha (lei) e a Hagadá (narração). A Halaha reúne os estatutos da oração oral: enriquecidas pelas discussões das escolas da Palestina e da Babilônia; para alcançar as fórmulas definitivas da Lei. A Hagadá, partindo também do texto bíblico, ensina por meio de lendas, alegorias, reflexões de moral e reminiscências históricas. A palavra "TALMUDE" referia-se no princípio somente à Guemara posteriormente, o nome veio a ser aplicado a ambos. Mshná e Guemara e têm a seguinte relação entre si: a primeira é o texto e a segunda o comentário. (MMM) O Talmude consiste em sessenta e três livros legais, éticos e históricos escritos pelos antigos rabis. Foi publicado no ano de 499 D. C., nas academias religiosas da Babilônia, onde vivia a maior parte dos judeus daquela época. É uma compilação de leis e de erudição, e durante séculos foi o mais importante compêndio das escolas judias. O Judaísmo ortodoxo baseia suas leis geralmente nas decisões encontradas no Talmude. Parte considerável dessa obra enciclopédica só oferece interesse a estudiosos profundos da lei. Mas o Talmude é muito mais do que uma série de tratados legais. Intercalados nas discussões dos eruditos há milhares de parábolas, esboços biográficos, anedotas humorísticas e epigramas que fornecem uma visão íntima da vida judaica nos dias que antecederam e seguiram de perto a destruição do estado judeu. É um reservatório de sabedoria tão valioso hoje quanto o foi há mil e oitocentos anos. Os mesmos sábios rabis que nos deram o Talmude compilaram também o Midrash, coleção de comentários rabínicos sobre os ensinamentos morais da Bíblia, frequentemente citados em sermões e na literatura judaica. Em torno de cada verso das Escrituras os eruditos teceram considerações morais, muitas vezes em forma de parábola. Os rabis estudaram a Bíblia com a convicção de que toda a verdade estava encerrada em suas páginas bastando lê-la para desvendar-lhe o opulento acervo de sabedoria, (MNK)
Tefilá: As principais orações diárias dos israelitas são TEFILAT-SHAhARIT (oração da manhã); TEFILAT-MINhÁ (oração da tarde); TEFILAT-ARVIT (oração da noite). Podemos também classificar as orações, do ponto de vista do seu conteúdo. Tornou-se hábito no judaísmo ao rezar, de nos aproximarmos de Deus, primeiramente com palavras de louvor e de adoração.
Nas ORAÇÕES DE ADORAÇÃO, consideramos o poder e majestade, e. grandeza e o mistério de Deus. Deus não necessita da nossa adoração mas nós necessitamos adorá-Lo. As orações de adoração protegem os homens de se tornarem enamorados de que é falso e degradante, o propósito da oração é encontrar a nossa relação com um Deus vivo. Essa relação é expressa em palavras que entoam louvores a Deus. O louvor a Deus é uma resposta à sua Majestade e Glória. Na medida em que enunciamos esses louvores, somos elevados a um plano mais alto de sentimento e de pensamento. (RLB) As orações de AGRADECIMENTO (veja-BERACHÁ) têm como objetivo de tornar-nos conscientes das bençãos que nos cercam e da qual recebemos benefícios diariamente.
Só após louvar e agradecer, o judeu nas suas orações chega às rezas, nos quais exprime o seu "pedido". Estas podem ser chamadas ORAÇÕES SUPLICATÓRIAS. Suplicamos a Deus em favor daqueles que estão enfermos e encorajamos mesmo o agonizante a orar pela sua restauração à saúde e ao serviço útil a Deus. As orações suplicatórias exigem que o adorador se concentre-se sobre a Vontade de Deus em vez de a sua própria. A nossa súplica (por bênção para a vida), deve ser motivada pelo nosso desejo de usar essa bênção para a glória de Deus. As orações judaicas de súplica são feitas no plural em vez do singular a fim de aguçar o nosso consciente a respeito dos outros. (RLB) Veja também: TAhANUN
Temos ainda orações de penitência em que o homem confessa o seu erro e pede perdão. Em hebraico chamamos estas rezas "SELIhOT". O judeu pede ajuda de Deus a fim de que possa superar os seus maus desejos. Apela por uma outra oportunidade, quando ele tem a intenção de agir 'diferentemente e confia no misericordioso perdão de Deus Veja também: SELIhOT
Tefilim: Filactérios. Duas caixinhas de couro que contém quatro trechos do Pentateuco, que durante as orações matinais, exceto aos sábados e dias festivos, os israelitas usam geralmente a partir dos 13 anos. Os tefilim colocam-se, um no braço esquerdo, frente ao coração e outro na testa, ligados com fitas de couro, significando que os sentimentos humanos e os pensamentos devem ser dirigidos a Deus, e a sua Torá estar em nossos lábios. Os dois tefilim simbolizam também os dois princípios da vida humana, teórica e prática, isto é pensamento e ação. E o da mão acrescenta também e sentimento. (MIM)
Tehiat hametim: Ressurreição dos mortos. Essa é a crença de que para o Julgamento Final, depois do advento da Idade Messiânica, Deus ressuscitará os corpos dos mortos a fim de que o corpo e a alma possam ser julgados juntos. "Eles pecaram juntos e tiveram méritos juntos por isso que sejam julgados juntos". O corpo e a alma sofreram e se sacrificaram juntos durante a sua permanência terrestre a fim de apressarem a vinda do Reino do Céu sobre a terra. Eles foram separados pela morte, mas serão reunidos na vida da eterna bênção, uma vida sem dor, mal ou morte, num OLAM HADASH, UM NOVO MUNDO Essa crença foi muito discutida. O ponto de vista bíblico primitivo foi "este mundo"; o profético e talmúdico "novo-mundo"; parte da orientação talmúdica e medieval foi o "outro mundo". No período moderno, há uma volta a uma perspectiva "deste mundo" e do "novo mundo". A tendência modernista é para negar a existência além do túmulo porque não está sujeita à prova ou raciocínio dedutivo. Contudo, muitos modernistas concedem, cautelosamente, a possibilidade de uma vida além deste mundo, a despeito dos seus sentimentos de que a ideia é composta de mito e de mero desejo. O mito pode e comumente, o faz, abrigar a verdade. O desejo simples não é necessariamente fantasioso; a razão não destrói a possibilidade de um após-a-vida. (RLB)
Vayikrá (bibl): O terceiro livro do Pentateuco chama-se "Vayikrá" (e chamou), palavra com a qual começa este livro. Entretanto na linguagem talmúdica, denomina-se "Sefer Torat Cohanim" (livro da lei dos sacerdotes). A "Versão dos Setenta" deu-lhe o título de "LEVÍTICO", porém esta denominação não está de acordo com o seu conteúdo, pois o livro só trata dos Levitas esporadicamente, dedicando a maior parte aos "Kohanim" (sacerdotes) e ao culto em geral. Chamaram-no assim, talvez, porque Aarão e seus filhos, os sacerdotes, pertenciam à tribo de Levi. A primeira parte do Levítico trata dos sacrifícios, suas categorias e suas normas (Cap. 1-7). Segue-se depois o ritual da consagração de Aarão e seus filhos como sacerdotes, e as regras que eles deviam observar em sua vida consagrada ao culto divino, as leis de higiene alimentar, leis da pureza e seus ritos impostos aos sacerdotes, impureza da mulher e identificação do leproso e outras enfermidades consideradas impuras. Este livro contém também uma série de leis e disposições, para que o homem as observe e se aproxime da Santidade de Deus. Vêm inumeradas, a seguir, as leis relativas às festas e datas sagradas e leis do jubileu. E, como conclusão, o livro cita as bençãos reservadas por DEUS aos cumpridores de seus mandamentos e as maldições aos transgressores. VAYIKRÁ é um livro essencialmente legislativo. Contém oitocentos e cinquenta e nove versículos. (MMM)
Vida: A vida é o maior mistério. A Bíblia considera a vida como doin de Deus. O Deus é a fonte da vida.
Viúva: A situação da viúva na vida judaica possuí rigorosas prescrições. Diversos privilégios asseguram entre outros, proteção e sustento garantido, a fim de assegurar-lhe uma vida tranquila e decente.
Yamim noraím (hebr): Dias Temíveis. R-osh Hashaná, dia do Ano Novo, e Yom Kippur, dia do perdão, são as duas festas austeras, Yamim Noraím, do ano judaico. Nelas não há evocações históricas nem recordações da vida rural de Erets Israel. São festas essencialmente religiosas, destinadas a pôr o indivíduo frente ao duplo tribunal de Deus e da sua própria consciência (ES)
Yishuv (hebr): Coletividade. Este nome se aplica à coletividade judaica de "Medimat Israel". Entretanto quando está acompanhado de nomes próprios locativos, aplica-se também à coletividade judaica daquela cidade ou país.
Yovel (hebr): Ano de jubileu. A legislação hebraica reconhecia antigamente e ano YOVEL (Jubileu), que se repetia cada 50 anos. De acordo com a Bíblia, no ano de jubileu voltavam a seu dono as terras que este havia sido obrigado a vender em momentos de dificuldade, e os desditosos recobravam sua liberdade sem nenhum resgate. Neste ano de reparação não devia ficar em todo o país nem um só servo, nem um só proprietário fora da posse de sua parcela. É essa reivindicação, outrora proclamada pelo "shofar" nos anos de jubileu, que esse único toque de corno de carneiro recorda hoje ao judeu, ao finalizar o ofício de Yom Kippur; e nessa evocação de pretérita justiça encontra um modelo no qual inspira a sua vida, no ano que começa. (ES)

Strongs


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Leituras Qere

Na Bíblia hebraica, os escribas não alteravam um texto que lhes parecia ter sido copiado incorretamente. Em vez disso, anotavam à margem o que consideravam ser a grafia correta. A variante no texto é chamda Ketib e a nota merginal é chamada Qere. Onde os tradutores da Versão Autorizada (AV) seguiram a leitura Ketib em vez da Qere, indicamos a leitura Qere com o número 08676.

Por exemplo, em Dt 19.6 “sangue” é codificado como 1818 08676 5315. Os tradutores seguiram a leitura Ketib cujo número “Strong” é 1818, e que significa “sangue”, mas a leitura Qere tem o número “Strong” 5315, e o termo significa “vida”.


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Perfeito

O Perfeito expressa uma ação completa.

1) Com referência ao tempo, tal ação pode ser:

1a) uma ação recém completa do ponto de vista do presente "vim” para te trazer notícias

1b) uma ação completa no passado mais ou menos distante no princípio, “criou” Deus "eu era (já fui) jovem” e “(agora) fiquei velho” mas “não vi” um homem justo desamparado

1c) uma ação já completa do ponto de vista de outra ação passada Deus viu tudo o que “ele havia feito”

1d) uma ação concluída do ponto de vista de outra ação ainda futura tirarei água também para os teus camelos, até que “tenham terminado” de beber

2) O Perfeito é freqüentemente usado nos casos em que empregamos o presente.

2a) no caso de verdades gerais ou ações de ocorrência freqüente — verdades ou ações que geralmente têm sido experimentadas ou observadas.

a erva “definhou” o pardal “encontrou” uma casa

2b) uma ação ou atitude do passado pode ser continuada no presente.

"estendo” minhas mãos para ti

"nunca desamparas” os que te buscam

2c) o Perfeito dos verbos intransitivos é empregado onde usamos o presente; no hebraico, o

Perfeito neste caso enfatiza uma condição que chegou a

"existir” e a se realizar completamente.

"sei” que serás rei

"odeio” todos os que praticam iniqüidade

2d) Algums vezes, em hebraico, eventos futuros são concebidos tão vividamente e tão realisticamente que são considerados como já tendo de fato ocorrido e são descritos pelo Perfeito.

2d1) em promessas, ameaças e linguagem de contratos

o campo que te “dou”

caso contrário, “eu o tomarei”

2d2) lnguagem profética

meu povo “foi para o cativeiro” (isto é, certamente irá)


γενεά
(G1074)
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geneá (ghen-eh-ah')

1074 γενεα genea

de (um suposto derivado de) 1085; TDNT - 1:662,114; n f

  1. paternidade, nascimento, natividade
  2. aquele que foi gerado, homens da mesma linhagem, família
    1. os vários graus de descendentes naturais, os membros sucessivos de uma genealogia
    2. metáf. grupo de pessoas muito semelhantes uns com os outros nos dons, ocupações, caráter
      1. esp. em um mau sentido, uma nação perversa
  3. totalidade das pessoas que vivem numa mesma época
  4. época, (i.e. espaço de tempo normalmente ocupado por cada geração sucessiva), espaço de 30 - 33 anos

γένεσις
(G1078)
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génesis (ghen'-es-is)

1078 γενεσις genesis

do mesmo que 1074; TDNT - 1:682,117; n f

  1. fonte, origem
    1. livro genealógico de alguém, i.e. registro onde sua linhagem ou descendência são enumeradas
  2. usado para nascimento, natividade
  3. daquilo que segue a origem, i.e. existência, vida
    1. roda da vida, ciclo vital (Tg 3:6). Outra explicação, circuito da vida humana que tão logo nascem, as pessoas começam a percorrer, i.e. seu curso de vida

γεννάω
(G1080)
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gennáō (ghen-nah'-o)

1080 γενναω gennao

de uma variação de 1085; TDNT - 1:665,114; v

  1. de homens que geraram filhos
    1. ser nascido
    2. ser procriado
      1. de mulheres que dão à luz a filhos
  2. metáf.
    1. gerar, fazer nascer, excitar
    2. na tradição judaica, de alguém que traz outros ao seu modo de vida, que converte alguém
    3. de Deus ao fazer Cristo seu filho
    4. de Deus ao transformar pessoas em seus filhos através da fé na obra de Cristo

γέννησις
(G1083)
Ver ocorrências
génnēsis (ghen'-nay-sis)

1083 γεννησις gennesis

de 1080; adj

  1. nascido, gerado
  2. natividade, nascimento

γίνομαι
(G1096)
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gínomai (ghin'-om-ahee)

1096 γινομαι ginomai

prolongação e forma da voz média de um verbo primário TDNT - 1:681,117; v

  1. tornar-se, i.e. vir à existência, começar a ser, receber a vida
  2. tornar-se, i.e. acontecer
    1. de eventos
  3. erguer-se, aparecer na história, aparecer no cenário
    1. de homens que se apresentam em público
  4. ser feito, ocorrer
    1. de milagres, acontecer, realizar-se
  5. tornar-se, ser feito

γνῶσις
(G1108)
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gnōsis (gno'-sis)

1108 γνωσις gnosis

de 1097; TDNT - 1:689,119; n f

  1. conhecimento que significa em geral inteligência, entendimento
    1. conhecimento geral da religião cristã
    2. conhecimento mais profundo, mais perfeito e mais amplo desta religião, que caracteriza os mais avançados
    3. esp. de coisas lícitas e ilícitas para os cristãos
    4. sabedoria moral, tal como é vista em uma vida correta

Sinônimos ver verbete 5826 e 5894


δήπου
(G1222)
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dḗpou (day'-poo)

1222 δηπου depou

de 1211 e 4225; adv

  1. usado quando algo é afirmado de uma forma ligeiramente irônica, como se com uma pretensão de incerteza
    1. talvez
    2. sem dúvida
    3. verdade!
    4. realmente

διακονέω
(G1247)
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diakonéō (dee-ak-on-eh'-o)

1247 διακονεω diakoneo

de 1249; TDNT - 2:81,152; v

  1. ser um servo, atendente, doméstico, servir, atender
    1. ministrar a alguém, render ofícios ministériais a
      1. ser servido ou ministrado a
    2. atender a mesa e oferecer comida e bebida para os convidados
      1. de mulheres preparando comida
    3. ministrar i.e. fornecer alimento e necessários para a vida
      1. aliviar as necessidades de alguém (p.e. por meio de recolhimento de donativos), prover ou cuidar de, distribuir (as coisas necessárias para sustentar a vida)
      2. cuidar do pobre e doente, o que caracteriza o ofício de um diácono
      3. em igrejas cristãs, servir como diácono
    4. ministrar
      1. participar de qualquer evento que possa servir aos interesses de outros
      2. ministrar uma coisa para alguém, servir alguém ou suprir alguma necessidade

διακρίνω
(G1252)
Ver ocorrências
diakrínō (dee-ak-ree'-no)

1252 διακρινω diakrino

de 1223 e 2919; TDNT - 3:946,469; v

  1. separar, fazer distinção, discriminar, preferir
  2. aprender por meio da habilidade de ver diferenças, tentar, decidir
    1. determinar, julgar, decidir um disputa
  3. fugir de alguém, desertar
  4. separar-se em um espírito hostil, opor-se, lutar com disputa, contender
  5. estar em divergência consigo mesmo, hesitar, duvidar

διαλογισμός
(G1261)
Ver ocorrências
dialogismós (dee-al-og-is-mos')

1261 διαλογισμος dialogismos

de 1260; TDNT - 2:96,155; n m

  1. o pensamento de uma pessoa que delibera consigo mesmo
    1. pensamento, raciocínio interior
    2. propósito, desígnio
  2. deliberação, questionamento a respeito do que é verdade
    1. hesitação, dúvida
    2. disputa, argüição

αἷμα
(G129)
Ver ocorrências
haîma (hah'-ee-mah)

129 αιμα haima

de derivação incerta; TDNT - 1:172,26; n m

  1. sangue
    1. de homem ou animais
    2. refere-se à sede da vida
    3. daquelas coisas que se assemelham a sangue, suco de uva
  2. derramamento de sangue, ser espalhado pela violência, morte violenta, assassinato

δίκαιος
(G1342)
Ver ocorrências
díkaios (dik'-ah-yos)

1342 δικαιος dikaios

de 1349; TDNT - 2:182,168; adj

  1. justo, que observa as leis divinas
    1. num sentido amplo, reto, justo, vituoso, que guarda os mandamentos de Deus
      1. daqueles que se consideram justos, que se orgulham de serem justos, que se orgulham de suas virtudes, seja reais ou imaginárias
      2. inocente, irrepreensível, sem culpa
      3. usado para aquele cujo o modo de pensar, sentir e agir é inteiramente conforme a vontade de Deus, e quem por esta razão não necessita de reticação no coração ou na vida
        1. na verdade, apenas Cristo
      4. aprovado ou aceitado por Deus
    2. num sentido mais restrito, dar a cada um o que merece e isto em um sentido judicial; emitir um juízo justo em relação aos outros, seja expresso em palavras ou mostrado pelo modo de tratar com eles

δικαιοσύνη
(G1343)
Ver ocorrências
dikaiosýnē (dik-ah-yos-oo'-nay)

1343 δικαιοσυνη dikaiosune

de 1342; TDNT - 2:192,168; n f

  1. num sentido amplo: estado daquele que é como deve ser, justiça, condição aceitável para Deus
    1. doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus
    2. integridade; virtude; pureza de vida; justiça; pensamento, sentimento e ação corretos
  2. num sentido restrito, justiça ou virtude que dá a cada um o que lhe é devido

διστάζω
(G1365)
Ver ocorrências
distázō (dis-tad'-zo)

1365 δισταζω distazo

de 1364; v

  1. duvidar

δόγμα
(G1378)
Ver ocorrências
dógma (dog'-mah)

1378 δογμα dogma

da raíz de 1380; TDNT - 2:230,178; n n

  1. doutrina, decreto, lei
    1. de decretos públicos
    2. do Senado Romano
    3. de regras
  2. as regras e requerimentos da lei de Moisés; que sugere severidade e julgamento ameaçador
  3. de certos decretos dos apóstolos relativos a uma vida correta

Sinônimos ver verbete 5918


δουλαγωγέω
(G1396)
Ver ocorrências
doulagōgéō (doo-lag-ogue-eh'-o)

1396 δουλαγωγεω doulagogeo

de um suposto composto de 1401 e 71; TDNT - 2:279,182; v

  1. conduzir à escravidão, tomar como escravo
  2. tornar escravo e tratar como escravo i.e. com severidade, sujeito à disciplina severa e rígida

δουλεία
(G1397)
Ver ocorrências
douleía (doo-li'-ah)

1397 δουλεια douleia

de 1398; TDNT - 2:261,182; n f

  1. escravidão, servidão, condição de escravo

δουλόω
(G1402)
Ver ocorrências
doulóō (doo-lo'-o)

1402 δουλοω douloo

de 1401; TDNT - 2:279,182; n m

  1. fazer um escravo de, reduzir à escravidão
  2. metáf. entregar-me totalmente às necessidades e ao serviço de alguém, torna-me um servo para ele

Sinônimos ver verbete 5834


δρόμος
(G1408)
Ver ocorrências
drómos (drom'-os)

1408 δρομος dromos

do substituto de 5143; TDNT - 8:233,1189; n m

  1. curso
    1. no NT figurativamente, o curso da vida ou do ofício

ἐγείρω
(G1453)
Ver ocorrências
egeírō (eg-i'-ro)

1453 εγειρω egeiro

provavelmente semelhante a raíz de 58 (pela idéia de estar em controle das próprias faculdades); TDNT - 2:333,195; v

  1. despertar, fazer levantar
    1. despertar do sono, acordar
    2. despertar do sono da morte, chamar de volta da morte para a vida
    3. fazer levantar de um assento ou cama etc.
    4. levantar, produzir, fazer aparecer
      1. fazer aparecer, trazer diante do público
      2. levantar-se, insurgir-se contra alguém,
      3. levantar i.e. fazer nascer
      4. de construções, levantar, construir, erigir

ἔγκυος
(G1471)
Ver ocorrências
énkyos (eng'-koo-os)

1471 εγκυος egkuos

de 1722 e a raíz de 2949; adj

  1. grávida, prenhe

εἰσέρχομαι
(G1525)
Ver ocorrências
eisérchomai (ice-er'-khom-ahee)

1525 εισερχομαι eiserchomai

de 1519 e 2064; TDNT - 2:676,257; v

  1. ir para fora ou vir para dentro: entrar
    1. de homens ou animais, quando se dirigem para uma casa ou uma cidade
    2. de Satanás tomando posse do corpo de uma pessoa
    3. de coisas: como comida, que entra na boca de quem come
  2. metáf.
    1. de ingresso em alguma condição, estado das coisas, sociedade, emprego
      1. aparecer, vir à existência, começar a ser
      2. de homens, vir perante o público
      3. vir à vida
    2. de pensamentos que vêm a mente

εἰσκαλέω
(G1528)
Ver ocorrências
eiskaléō (ice-kal-eh'-o)

1528 εισκαλεω eiskaleo

de 1519 e 2564; TDNT - 3:496,394; v

  1. convidar para entrar

ἔκβασις
(G1545)
Ver ocorrências
ékbasis (ek'-bas-is)

1545 εκβασις ekbasis

de um composto de 1537 e a raíz de 939 (significando sair); n f

  1. egressão, caminho para fora, saída
    1. aplicado figurativamente para o caminho de escape da tentação
  2. resultado, balanço, imagem final, referindo-se ao fim da vida de alguém
    1. Hb 13:7 não se refere apenas ao fim da vida física, mas ao modo como se chegou ao fim de uma vida plena tal como transmitida pelo espírito da pessoa ao morrer

ἔκστασις
(G1611)
Ver ocorrências
ékstasis (ek'-stas-is)

1611 εκστασις ekstasis

de 1839; TDNT - 2:449,217; n f

  1. qualquer mudança de uma coisa de seu lugar próprio ou estado, deslocamento
  2. um ato de lançar a mente fora de seu estado normal, alienação de mente, seja tal como faz um lunático ou como um homem que por alguma emoção repentina é transportado como se estivesse fora de si, assim que arrebatado nesta condição, apesar de estar acordado, sua mente é apartada de todos os objetos em derredor e inteiramente fixada nas coisas divinas que ele nada vê mas as formas e imagens existem, e pensa que percebe com seus olhos e ouvidos as realidades mostradas a ele por Deus.
  3. admiração, o estado de alguém, seja devido à importância ou à novidade de um evento, entra num estado misto de medo e admiração

ἔλεος
(G1656)
Ver ocorrências
éleos (el'-eh-os)

1656 ελεος eleos

de afinidade incerta; TDNT - 2:477,222; n n

  1. misericórdia: bondade e boa vontade ao miserável e ao aflito, associada ao desejo de ajudá-los
    1. de pessoa para pessoa: exercitar a virtude da misericórdia, mostrar-se misericordioso
    2. de Deus para os homens: em geral, providência; a misericórdia e clemência de Deus em prover e oferecer aos homens salvação em Cristo
    3. a misericórdia de Cristo, pela qual, em seu retorno para julgamento, Ele abençoará os verdadeiros cristãos com a vida eterna

Sinônimos ver verbete 5913


ἀκαθαρσία
(G167)
Ver ocorrências
akatharsía (ak-ath-ar-see'-ah)

167 ακαθαρσια akatharsia

de 169; TDNT - 3:427,381; n f

  1. impureza
    1. física
    2. no sentido moral: impureza proveniente de desejos sexuais, luxuria, vida devassa
      1. de motivos impuro

ἀκάθαρτος
(G169)
Ver ocorrências
akáthartos (ak-ath'-ar-tos)

169 ακαθαρτος akathartos

de 1 (como partícula negativa) e um suposto derivado de 2508 (significando purificado); TDNT - 3:427,381; adj

  1. não purificado, sujo, imundo
    1. em um sentido cerimonial: aquilo do qual alguém deve privar-se de acordo com a lei levítica
    2. em um sentido moral: de pensamento e vida impuros

ἐνεργέω
(G1754)
Ver ocorrências
energéō (en-erg-eh'-o)

1754 ενεργεω energeo

de 1756; TDNT - 2:652,251; v

  1. ser eficaz, atuar, produzir ou mostrar poder
    1. trabalhar para alguém, ajudar alguém

      efetuar

      exibir a atividade de alguém, mostrar-se operativo


ἐνυπνιάζομαι
(G1797)
Ver ocorrências
enypniázomai (en-oop-nee-ad'-zom-ahee)

1797 ενυπνιαζομαι enupniazomai

voz média de 1798; TDNT - 8:545,1233; v

ter sonhos ou visões (divinamente inspirados)

metáf., ser seduzido por imagens sensuais e levado a uma forma de vida ímpia


ἔξοδος
(G1841)
Ver ocorrências
éxodos (ex'-od-os)

1841 εξοδος exodos

de 1537 e 3598; TDNT - 5:103,666; n m

saída i.e. partida

o fim da carreira de alguém, o destino final de alguém

saída da vida, morte


ἐπανόρθωσις
(G1882)
Ver ocorrências
epanórthōsis (ep-an-or'-tho-sis)

1882 επανορθωσις epanorthosis

de um composto de 1909 e 461; TDNT - 5:450,727; n f

restauração a um estado correto

correção, aperfeiçoamento de vida ou caráter


ἀγαθωσύνη
(G19)
Ver ocorrências
agathōsýnē (ag-ath-o-soo'-nay)

19 αγαθωσυνη agathosune

de 18; TDNT 1:18,3; n f

  1. integridade ou retidão de coração e vida, bondade, gentileza

ἐπιείκεια
(G1932)
Ver ocorrências
epieíkeia (ep-ee-i'-ki-ah)

1932 επιεικεια epieikeia

de 1933; TDNT - 2:588,243; n f

  1. suavidade, gentileza, integridade

Sinônimos ver verbete 5899


ἐπιτήδειος
(G2006)
Ver ocorrências
epitḗdeios (ep-ee-tay'-di-os)

2006 επιτηδειος epitedeios

de epitedes (suficiente); adj

próprio, apropriado, conveniente, vantajoso

necessário, esp. das necessidades da vida


ἐποικοδομέω
(G2026)
Ver ocorrências
epoikodoméō (ep-oy-kod-om-eh'-o)

2026 εποικοδομεω epoikodomeo

de 1909 e 3618; TDNT - 5:147,674; v

  1. construir sobre, edificar

    Para terminar a estrutura da qual a fundação já foi colocada, para incrementar constantemente o conhecimento cristão e uma vida que se conforma a ele.


ἐργασία
(G2039)
Ver ocorrências
ergasía (er-gas-ee'-ah)

2039 εργασια ergasia

de 2040; TDNT - 2:635,251; n f

atividade, desempenho

trabalho, negócio

ganho optido pelo trabalho, rendimento

esforço, trabalho


Εὖα
(G2096)
Ver ocorrências
Eûa (yoo'-ah)

2096 Ευα Eua

de origem hebraica 2332 חוה; n pr f

Eva = “vida”

  1. primeira mulher, segundo as escrituras; mãe de toda a raça humana

εὐαγγέλιον
(G2098)
Ver ocorrências
euangélion (yoo-ang-ghel'-ee-on)

2098 ευαγγελιον euaggelion

do mesmo que 2097; TDNT - 2:721,267; n n

  1. recompensa por boas notícias
  2. boas novas
    1. as boas novas do reino de Deus que acontecerão em breve, e, subseqüentemente, também de Jesus, o Messias, o fundador deste reino. Depois da morte de Cristo, o termo inclui também a pregação de (sobre) Jesus Cristo que, tendo sofrido a morte na cruz para obter a salvação eterna para os homens no reino de Deus, mas que restaurado à vida e exaltado à direita de Deus no céu, dali voltará em majestade para consumar o reino de Deus
    2. as boas novas da salvação através de Cristo
    3. a proclamação da graça de Deus manifesta e garantida em Cristo
    4. o evangelho
    5. quando a posição messiânica de Jesus ficou demonstrada pelas suas palavras, obras, e morte, a narrativa da pregação, obras, e morte de Jesus Cristo passou a ser chamada de evangelho ou boas novas.

εὐσχημοσύνη
(G2157)
Ver ocorrências
euschēmosýnē (yoo-skhay-mos-oo'-nay)

2157 ευσχημοσυνη eushemosune

de 2158; n f

  1. charme ou elegância corporal, beleza externa, decência, modéstia, conveniência
    1. da beleza externa, atratividade

Εὔτυχος
(G2161)
Ver ocorrências
Eútychos (yoo'-too-khos)

2161 Ευτυχος Eutuchos

de 2095 e um derivado de 5177; n pr m Êutico = “afortunado”

  1. um jovem a quem foi restaurada a vida por Paulo

ζάω
(G2198)
Ver ocorrências
záō (dzah'-o)

2198 ζαω zao

um verbo primário; TDNT - 2:832,290; v

  1. viver, respirar, estar entre os vivos (não inanimado, não morto)
  2. gozar de vida real
    1. ter vida verdadeira
    2. ser ativo, abençoado, eterno no reino de Deus
  3. viver i.e. passar a vida, no modo de viver e de agir
    1. de mortais ou caráter
  4. água viva, que tem poder vital em si mesma e aplica suas qualidades à alma
  5. metáf. estar em pleno vigor
    1. ser novo, forte, eficiente,
    2. como adj. ativo, potente, eficaz

ζυγός
(G2218)
Ver ocorrências
zygós (dzoo-gos')

2218 ζυγος zugos

da raiz de zeugnumi (juntar, especialmente através de um “jugo”); TDNT - 2:896,301; n m

  1. jugo
    1. jugo ou canga que é colocado sobre animal de carga
    2. metáf., usado para qualquer carga ou sujeição
      1. como aquela da escravidão
      2. de enfadonhas leis impostas a alguém, esp. da lei mosaica, daí ser o nome também transferido aos mandamentos de Cristo para contrastá-los com os mandamentos dos Fariseus que realmente eram um “jugo”; mesmo assim, também os mandamentos de

        Cristo devem ser obedecidos, ainda que mais fáceis de serem guardados

        balança, um par de pratos de balança


ζωή
(G2222)
Ver ocorrências
zōḗ (dzo-ay')

2222 ζωη zoe

de 2198; TDNT - 2:832,290; n f

  1. vida
    1. o estado de alguém que está cheio de vitalidade ou é animado
    2. toda alma viva
  2. vida
    1. da absoluta plenitude da vida, tanto em essência como eticamente, que pertence a Deus e, por meio dele, ao “logos” hipostático e a Cristo, em quem o “logos” assumiu a natureza humana
    2. vida real e genuína, vida ativa e vigorosa, devota a Deus, abençoada, em parte já aqui neste mundo para aqueles que colocam sua confiança em Cristo, e depois da ressurreição a ser consumada por novas bênçãos (entre elas, um corpo mais perfeito) que permanecerão para sempre.

Sinônimos ver verbete 5821


ζώνη
(G2223)
Ver ocorrências
zṓnē (dzo'-nay)

2223 ζωνη zone

provavelmente semelhante a raiz de 2218; TDNT - 5:302,702; n f

  1. cinta, cinto, servindo não somente para cingir vestes, mas também, desde que tivesse uma cavidade, para carregar dinheiro

ζωογονέω
(G2225)
Ver ocorrências
zōogonéō (dzo-og-on-eh'-o)

2225 ζωογονεω zoogoneo

do mesmo que 2226 e um derivado de 1096; TDNT - 2:873,290; v

gerar vida

dar vida

preservar com vida


ζωοποιέω
(G2227)
Ver ocorrências
zōopoiéō (dzo-op-oy-eh'-o)

2227 ζωοποιεω zoopoieo

do mesmo que 2226 e 4160; TDNT - 2:874,290; v

  1. produzir vida, gerar ou dar à luz a uma nova vida
  2. fazer viver, tornar vivo, dar a vida
    1. pelo poder espiritual, despertar e revigorar
    2. restaurar à vida
    3. dar crescimento à vida: neste caso, a vida física
    4. do espírito, vivo no que se refere ao espírito, revestido com novos e maiores poderes de vida

      metáf., de sementes mostrando sinais de vida, i.e. germinação, brotação, crescimento


ἡλικία
(G2244)
Ver ocorrências
hēlikía (hay-lik-ee'-ah)

2244 ηλικια helikia

do mesmo que 2245; TDNT - 2:941,308; n f

  1. idade, tempo de vida
    1. idade, prazo ou duração da vida
    2. idade adulta, maturidade
    3. idade apropriada para qualquer coisa
    4. metáf. de um estágio próprio alcançado para algo

      estatura, i.e, de estatura perfeita e graciosa


ἡμέρα
(G2250)
Ver ocorrências
hēméra (hay-mer'-ah)

2250 ημερα hemera

de (com 5610 implicado) um derivado de hemai (descansar, semelhante a raíz de 1476) significando manso, i.e. dócil; TDNT - 2:943,309; n f

  1. o dia, usado do dia natural, ou do intervalo entre o nascer e o pôr-do-sol, como diferenciado e contrastado com a noite
    1. durante o dia
    2. metáf., “o dia” é considerado como o tempo para abster-se de indulgência, vício, crime, por serem atos cometidos de noite e na escuridão
  2. do dia civil, ou do espaço de vinte e quatro horas (que também inclui a noite)
    1. o uso oriental deste termo difere do nosso uso ocidental. Qualquer parte de um dia é contado como um dia inteiro. Por isso a expressão “três dias e três noites” não significa literalmente três dias inteiros, mas ao menos um dia inteiro, mais partes de dois outros dias.

      do último dia desta presente era, o dia em que Cristo voltará do céu, ressuscitará os mortos, levará a cabo o julgamento final, e estabelecerá o seu reino de forma plena.

      usado do tempo de modo geral, i.e., os dias da sua vida.


ἥμισυ
(G2255)
Ver ocorrências
hḗmisy (hay'-mee-soo)

2255 ημισυ hemisu

neutro de um derivado de um pref. inseparável semelhante a 260 (da idéia de divisão envolvida en conexão) e significando semi-; adj

  1. meio

Ἡρωδιάς
(G2266)
Ver ocorrências
Hērōdiás (hay-ro-dee-as')

2266 Ηροδιας Herodias

de 2264; n pr f

Herodias = “heróica”

  1. filha de Aristóbulo e neta de Herodes, o grande. Ela foi primeiro casada com Herodes Felipe I, filho de Herodes, o grande, um homem de vida privada; mas posteriormente formou uma união ilícita com Herodes Antipas, a quem ela não só induziu a assassinar João, o Batista, mas a realizar a viagem para Roma que o arruinou; por último, ela o seguiu ao exílio em Gaul.

ἡσυχάζω
(G2270)
Ver ocorrências
hēsycházō (hay-soo-khad'-zo)

2270 ησυχαζω hesuchazo

do mesmo que 2272; v

  1. manter quieto
    1. descansar, cessar de trabalhar
    2. conduzir a uma vida calma, dito daqueles que não estão correndo para cá e para lá, mas que ficam em casa e se dedicam a seus negócios
    3. estar em silêncio, i.e. nada dizer, ficar quieto

Sinônimos ver verbete 5847


ἡσυχία
(G2271)
Ver ocorrências
hēsychía (hay-soo-khee'-ah)

2271 ησυχια hesuchia

de 2272; n f

  1. descanso
    1. descrição da vida de alguém que permanece em casa fazendo seu próprio trabalho, e não se intromete oficiosamente em afazeres dos outros
  2. silêncio

θάνατος
(G2288)
Ver ocorrências
thánatos (than'-at-os)

2288 θανατος thanatos

de 2348; TDNT - 3:7,312; n m

  1. a morte do corpo
    1. aquela separação (seja natural ou violenta) da alma e do corpo pela qual a vida na terra termina
    2. com a idéia implícita de miséria futura no inferno
      1. o poder da morte
    3. como o mundo inferior, a habitação dos mortos era concebida como sendo muito escura, equivalente à região da mais densa treva, i.e., figuradamente, uma região envolvida em trevas de ignorância e pecado
  2. metáf., a perda daquela única vida digna do nome,
    1. a miséria da alma que se origina do pecado, que começa na terra, mas continua e aumenta, depois da morte do corpo, no inferno

      o estado miserável do ímpio no inferno

      no sentido mais amplo, a morte, incluindo toda as misérias que se originam do pecado, e inclui a morte física como a perda de um vida consagrada a Deus e abênçoada por ele na terra, é seguida pela desdita no inferno


Θυάτειρα
(G2363)
Ver ocorrências
Thyáteira (thoo-at'-i-rah)

2363 θυατειρα Thuateira

de derivação incerta; n pr loc Tiatira = “odor de aflição”

  1. uma colônia de gregos da Macedônia, situada entre Sardes e Pérgamo, sobre o rio Lico; seus habitantes ganhavam a vida pelo comércio e pela arte da tintura em púrpura

ἱερεύς
(G2409)
Ver ocorrências
hiereús (hee-er-yooce')

2409 ιερευς hiereus

de 2413; TDNT - 3:257,349; n m

  1. sacerdote, alguém que oferece sacrifícios e em geral está ocupado com os ritos sagrados
    1. refere-se aos sacerdotes dos gentios ou dos judeus

      metáf. dos cristãos, porque, purificados pelo sangue de Cristo e conduzidos à comunhão plena com Deus, dedicam suas vidas somente a Ele e a Cristo


ἱλαστήριον
(G2435)
Ver ocorrências
hilastḗrion (hil-as-tay'-ree-on)

2435 ιλαστηριον hilasterion

de um derivado de 2433; TDNT - 3:318,362; n n

  1. que se relaciona com uma conciliação ou expiação, obter aplacamento ou poder expiador, expiatório; forma de conciliação ou expiação, propiciação
    1. usado para referir-se à cobertura da arca da aliança no Santo dos Santos, aspergida com o sangue da vítima expiatória no dia anual de expiação (este rito significava que a vida do povo, a perda merecida por causa de seus pecados, era oferecida a Deus através do sangue da vítima (sangue simbolizava vida), e que Deus por esta cerimônia estava apazigüado e os pecados do povo expiados); por isso a tampa da expiação, o propiciatório
    2. um sacrifício expiatório
    3. uma vítima expiatória

ἀλλοτριεπίσκοπος
(G244)
Ver ocorrências
allotriepískopos (al-lot-ree-ep-is'-kop-os)

244 αλλοτριεπισκοπος allotriepiskopos

de 245 e 1985; TDNT - 2:620,244; n m

  1. alguém que assume a supervisão de afazeres de outros indevidamente, intrometido.

καινότης
(G2538)
Ver ocorrências
kainótēs (kahee-not'-ace)

2538 καινοτης kainotes

de 2537; TDNT - 3:450,388; n f

  1. novidade
    1. nova vida, criada em nós pelo Santo Espírito, produzindo um novo estado que é a vida eterna

Καισάρεια
(G2542)
Ver ocorrências
Kaisáreia (kahee-sar'-i-a)

2542 Καισερεια Kaisereia

de 2541; n pr loc

Cesaréia = “separado”

Cesaréia de Filipe estava situada ao pé do Líbano, próximo às nascentes do Jordão em Gaulanites. Anteriormente chamada de Panéias, foi posteriormente reconstruída por Felipe, o tetrarca, e chamada por ele de Cesaréia, em honra a Tibério César; subseqüentemente chamada Neronias por Agripa II, em honra a Nero.

Cesaréia da Palestina foi construída próximo ao Mediterrâneo por Herodes, o grande, no lugar da Torre de Estrabo, entre Jope e Dora. Foi provida com um porto magnífico e recebeu o nome Cesaréia em honra a Augusto. Foi a residência de procuradores romanos, e a maioria de seus habitantes eram gregos.


κακοήθεια
(G2550)
Ver ocorrências
kakoḗtheia (kak-o-ay'-thi-ah)

2550 κακοητεια kakoetheia

de um composto de 2556 e 2239; TDNT - 3:485,391; n f

mau caráter, depravação de coração e vida

sutileza maligna, astúcia maliciosa


καλέω
(G2564)
Ver ocorrências
kaléō (kal-eh'-o)

2564 καλεω kaleo

semelhante a raiz de 2753; TDNT - 3:487,394; v

  1. chamar
    1. chamar em alta voz, proferir em alta voz
    2. convidar
  2. chamar, i.e., chamar pelo nome
    1. dar nome a
      1. receber o nome de
      2. dar um nome a alguém, chamar seu nome
    2. ser chamado, i.e., ostentar um nome ou título (entre homens)
    3. saudar alguém pelo nome

Sinônimos ver verbete 5823


καλός
(G2570)
Ver ocorrências
kalós (kal-os')

2570 καλος kalos

de afinidade incerta; TDNT - 3:536,402; adj

  1. bonito, gracioso, excelente, eminente, escolhido, insuperável, precioso, proveitoso, apropriado, recomendável, admirável
    1. bonito de olhar, bem formado, magnífico
    2. bom, excelente em sua natureza e características, e por esta razão bem adaptado aos seus objetivos
      1. genuíno, aprovado
      2. precioso
      3. ligado aos nomes de homens designados por seu ofício, competente, capaz, tal como alguém deve ser
      4. louvável, nobre
    3. bonito por razão de pureza de coração e vida, e por isso louvável
      1. moralmente bom, nobre
    4. digno de honra, que confere honra
    5. que afeta a mente de forma prazenteira, que conforta e dá suporte

Sinônimos ver verbete 5893


κανών
(G2583)
Ver ocorrências
kanṓn (kan-ohn')

2583 κανων kanon

de kane (uma cana reta, i.e. vara); TDNT - 3:596,414; n m

  1. vara ou pedaço de madeira roliça reta à qual algo era amarrado para mantê-lo reto
    1. usado para vários propósitos
      1. vara de medição, régua
      2. linha de carpinteiro ou fita de medir
      3. medida de um pulo, como nos jogos olímpicos
  2. espaço fixo ou limitado que define e delimita a esfera de influência de alguém
    1. a província designada a alguém
    2. a esfera de atividade de alguém

      metáf. qualquer regra ou padrão, princípio ou lei de investigação, julgamento, vida, ação


καρδία
(G2588)
Ver ocorrências
kardía (kar-dee'-ah)

2588 καρδια kardia

forma prolongada da palavra primária kar (Latim, cor “coração”); TDNT - 3:605,415; n f

  1. coração
    1. aquele orgão do corpo do animal que é o centro da circulação do sangue, e por isso foi considerado como o assento da vida física
    2. denota o centro de toda a vida física e espiritual

    1. o vigor e o sentido da vida física
    2. o centro e lugar da vida espiritual
      1. a alma ou a mente, como fonte e lugar dos pensamentos, paixões, desejos, apetites, afeições, propósitos, esforços
      2. do entendimento, a faculdade e o lugar da inteligência
      3. da vontade e caráter
      4. da alma na medida em que é afetada de um modo ruim ou bom, ou da alma como o lugar das sensibilidades, afeições, emoções, desejos, apetites, paixões
    3. do meio ou da parte central ou interna de algo, ainda que seja inanimado

καρπός
(G2590)
Ver ocorrências
karpós (kar-pos')

2590 καρπος karpos

provavelmente da raiz de 726; TDNT - 3:614,416; n m

  1. fruta
    1. fruto das árvores, das vinhas; colheitas
    2. fruto do ventre, da força geratriz de alguém, i.e., sua progênie, sua posteridade
  2. aquele que se origina ou vem de algo, efeito, resultado
    1. trabalho, ação, obra
    2. vantagem, proveito, utilidade
    3. louvores, que sã apresentados a Deus como oferta de agradecimento
    4. recolher frutos (i.e., uma safra colhida) para a vida eterna (como num celeiro) é usado figuradamente daqueles que pelo seu esforço têm almas preparadas almas para obterem a vida eterna

καταδουλόω
(G2615)
Ver ocorrências
katadoulóō (kat-ad-oo-lo'-o)

2615 καταδουλοω katadouloo

de 2596 e 1402; TDNT - 2:279,182; v

submeter à escravidão, escravizar

escravizar a si mesmo, reduzir-se em escravidão


κατάπαυσις
(G2663)
Ver ocorrências
katápausis (kat-ap'-ow-sis)

2663 καταπαυσις katapausis

de 2664; TDNT - 3:628,419; n f

  1. ação de estar traqüilo
    1. calmaria do vento
  2. lugar de descanso
    1. metáf. a bem-aventurança celestial na qual Deus habita, e da qual ele prometeu tornar partícipes, quando as fatigas e provas desta vida chegarem ao seu fim, aqueles que permanecem firmes na sua fé em Cristo

κεφαλή
(G2776)
Ver ocorrências
kephalḗ (kef-al-ay')

2776 κεφαλη kephale

da palavra primária kapto (no sentido de ligar); TDNT - 3:673,429; n f

  1. cabeça, de seres humanos e freqüentemente de animais. Como a perda da cabeça destrói a vida, esta palavra é usada em frases relacionadas com a pena capital e extrema.
  2. metáf. algo supremo, principal, proeminente
    1. de pessoas, mestre senhor: de um marido em relação à sua esposa
    2. de Cristo: Senhor da Igreja
    3. de coisas: pedra angular

κηρύσσω
(G2784)
Ver ocorrências
kērýssō (kay-roos'-so)

2784 κηρυσσω kerusso

de afinidade incerta; TDNT - 3:697,430; v

  1. ser um arauto, oficiar como um arauto
    1. proclamar como um arauto
    2. sempre com sugestão de formalismo, gravidade, e uma autoridade que deve ser escutada e obedecida

      publicar, proclamar abertamente: algo que foi feito

      usado da proclamação pública do evangelho e assuntos que pertencem a ele, realizados por João Batista, por Jesus, pelos apóstolos, e outros mestres cristãos


κινέω
(G2795)
Ver ocorrências
kinéō (kin-eh'-o)

2795 κινεω kineo

de kio (poético de eimi, ir); TDNT - 3:718,435; v

  1. fazer ir, i.e., mover, colocar em movimento
    1. ser movido, mover: daquele movimento que é evidente na vida
    2. mover de um lugar, remover
  2. metáf.
    1. excitar
    2. tumulto, distúrbio
    3. lançar em comoção

κλῆρος
(G2819)
Ver ocorrências
klēros (klay'-ros)

2819 κληρος kleros

provavelmente de 2806 (pela idéia de usar pedacinhos de madeira, etc., para o objetivo); TDNT - 3:758,442; n m

  1. objeto usado para lançar sortes (um seixo, um fragmento de louça de barro, ou um pedaço de madeira)
    1. o nome das pessoas envolvidas era escrito no objeto escolhido para lançar sorte, jogado num vaso, que era então sacudido. O nome de quem caísse primeiro no chão era o escolhido
  2. o que é obtido pela sorte, porção sorteada
    1. uma porção do ministério comum aos apóstolos
    2. usado da parte que alguém terá na eterna salvação
      1. da salvação em si
      2. a eterna salvação que Deus designou para os santos
    3. de pessoas
      1. aqueles colocados sob o cuidado e supervisão de alguém [responsabilidade atribuída], usado de igrejas cristãs, cuja administração recae sobre os presbíteros

κλητός
(G2822)
Ver ocorrências
klētós (klay-tos')

2822 κλητος kletos

do mesmo que 2821; TDNT - 3:494,394; adj

  1. chamado, convidado (para um banquete)
    1. convidado (por Deus na proclamação do Evangelho) a obter eterna salvação no reino por meio de Cristo
    2. chamado a (o desempenho de) algum ofício
      1. selecionado e designado divinamente

κοιλία
(G2836)
Ver ocorrências
koilía (koy-lee'-ah)

2836 κοιλια koilia

de koilos ("concavidade”); TDNT - 3:786,446; n f

  1. a barriga inteira, toda a cavidade
    1. o abdome superior [i.e. estômago] e inferior são diferenciados
  2. o abdome inferior, a região inferior, o receptáculo do excremento
  3. o esôfago
    1. ser dado aos prazeres do paladar, glutonaria
  4. o ventre, o lugar onde o feto é concebido e sustentado até o nascimento
    1. do útero dos animais

      a parte mais interna do homem, a alma, coração como o lugar do pensamento, sentimento, escolha


κόλπος
(G2859)
Ver ocorrências
kólpos (kol'-pos)

2859 κολπος kolpos

aparentemente, palavra primária; TDNT - 3:824,452; n m

a frente do corpo entre os braços, colo, regaço

o peito de uma vestimenta, i.e., a concavidade formada pela parte dianteira superior de uma vestimenta ampla, amarrada por uma cinta ou faixa, usada para guardar e carregar coisas (o vinco ou bolso)

  1. uma baía do mar

κρίνω
(G2919)
Ver ocorrências
krínō (kree'-no)

2919 κρινω krino

talvez uma palavra primitiva; TDNT - 3:921,469; v

  1. separar, colocar separadamente, selecionar, escolher
  2. aprovar, estimar, preferir
  3. ser de opinião, julgar, pensar
  4. determinar, resolver, decretar
  5. julgar
    1. pronunciar uma opinião relativa ao certo e errado
      1. ser julgado, i.e., ser chamado à julgamento para que o caso possa ser examinado e julgado
    2. julgar, sujeitar à censura
      1. daqueles que atuam como juízes ou árbitros em assuntos da vida comum, ou emitem julgamento sobre as obras e palavras de outros
  6. reinar, governar
    1. presidir com o poder de emitir decisões judiciais, porque julgar era a prerrogativa dos reis e governadores
  7. contender juntos, de guerreiros ou combatentes
    1. disputar
    2. num sentido forense
      1. recorrer à lei, processar judicialmente

λαμπρῶς
(G2988)
Ver ocorrências
lamprōs (lam-proce')

2988 λαμπρως lampros

de 2986; adv

  1. esplendidamente, magnificamente
    1. de vida suntuosa

Λευΐτης
(G3019)
Ver ocorrências
Leuḯtēs (lyoo-ee'-tace)

3019 λευιτης Leuites

de 3017; TDNT - 4:239,530; n pr m

  1. um da tribo de Levi num sentido restrito, os chamados levitas, não pertencendo à família de Arão, para quem o sacerdócio era reservado com exclusividade, eram assistentes dos sacerdotes. Era seu dever manter os utensílios e o templo limpo, providenciar os pães sagrados, abrir e fechar os portões do templo, cantar os hinos sacros no templo, e fazer muitas outras coisas.

Λιβερτῖνος
(G3032)
Ver ocorrências
Libertînos (lib-er-tee'-nos)

3032 λιβερτινος Libertinos

de origem latina; TDNT - 4:265,533; n m

alguém libertado da escravidão, um liberto, ou o filho de um homem livre

Liberto. Refere-se a judeus (de acordo com Filo) que tinham se tornado cativos dos romanos sob Pompeu, mas que foram posteriormente tornados livres; e que, embora tivessem fixado sua residência em Roma, construíram por sua própria conta um sinagoga em Jerusalém, a qual freqüentavam quando estavam naquela cidade. O nome Libertos é associado a estas pessoas para distingui-las dos judeus nascidos livres que tinham subseqüentemente estabelecido sua residência em Roma. Evidências parecem ter sido descobertas da existência de uma “sinagoga dos Libertos” em Pompéia.


λιπαρός
(G3045)
Ver ocorrências
liparós (lip-ar-os')

3045 λιπαρος liparos

de lipos (graxa); adj

  1. coisas que pertencem a um estilo suntuoso e delicado de vida

λόγος
(G3056)
Ver ocorrências
lógos (log'-os)

3056 λογος logos

de 3004; TDNT - 4:69,505; n m

  1. do ato de falar
    1. palavra, proferida a viva voz, que expressa uma concepção ou idéia
    2. o que alguém disse
      1. palavra
      2. os ditos de Deus
      3. decreto, mandato ou ordem
      4. dos preceitos morais dados por Deus
      5. profecia do Antigo Testamento dado pelos profetas
      6. o que é declarado, pensamento, declaração, aforismo, dito significativo, sentença, máxima
    3. discurso
      1. o ato de falar, fala
      2. a faculdade da fala, habilidade e prática na fala
      3. tipo ou estilo de fala
      4. discurso oral contínuo - instrução
    4. doutrina, ensino
    5. algo relatado pela fala; narração, narrativa
    6. assunto em discussão, aquilo do qual se fala, questão, assunto em disputa, caso, processo jurídico
    7. algo a respeito do qual se fala; evento, obra
  2. seu uso com respeito a MENTE em si
    1. razão, a faculdade mental do pensamento, meditação, raciocínio, cálculo
    2. conta, i.e., estima, consideração
    3. conta, i.e., cômputo, cálculo
    4. conta, i.e., resposta ou explanação em referência a julgamento
    5. relação, i.e., com quem, como juiz, estamos em relação
      1. razão
    6. razão, causa, motivo

      Em João, denota a essencial Palavra de Deus, Jesus Cristo, a sabedoria e poder pessoais em união com Deus. Denota seu ministro na criação e governo do universo, a causa de toda a vida do mundo, tanto física quanto ética, que para a obtenção da salvação do ser humano, revestiu-se da natureza humana na pessoa de Jesus, o Messias, a segunda pessoa na Trindade, anunciado visivelmente através suas palavras e obras. Este termo era familiar para os judeus e na sua literatura muito antes que um filósofo grego chamado Heráclito fizesse uso do termo Logos, por volta de 600 a.C., para designar a razão ou plano divino que coordena um universo em constante mudança. Era a palavra apropriada para o objetivo de João no capítulo 1 do seu evangelho. Ver Gill ou “Jo 1:1”.


λύσις
(G3080)
Ver ocorrências
lýsis (loo'-sis)

3080 λυσις lusis

de 3089; n f

  1. separação, liberação, dissolução
    1. de um prisioneiro
    2. do laço do casamento, divórcio
  2. liberação, resgate, desobrigação
    1. da liquidação de uma dívida

      meios ou poder de livrar ou soltar


λύτρον
(G3083)
Ver ocorrências
lýtron (loo'-tron)

3083 λυτρον lutron

de 3089; TDNT - 4:328 e 4:340,543; n n

  1. o preço da redenção, resgate
    1. pago pelos escravos, cativos
    2. para o resgate da vida

      libertação de muitos da miséria e da penalidade de seus pecados


μακροχρόνιος
(G3118)
Ver ocorrências
makrochrónios (mak-rokh-ron'-ee-os)

3118 μακροχρονιος makrochronios

de 3117 e 5550; adj

  1. de vida longa

ἀναγεννάω
(G313)
Ver ocorrências
anagennáō (an-ag-en-nah'-o)

313 αναγενναω anagennao

de 303 e 1080; TDNT - 1:673,114; v

  1. regenerar, renascer, nascer de novo
  2. metáf. ter passado por uma transformação da mente, que leva a uma nova vida que procura conformar-se à vontade de Deus

μεθίστημι
(G3179)
Ver ocorrências
methístēmi (meth-is'-tay-mee)

3179 μεθιστημι methistemi ou (1Co 13:2) μεθιστανω methistano

de 3326 e 2476; v

  1. transpor, transferir, remover de um lugar para outro
    1. da mudança de situação ou lugar
    2. remover do ofício de um administrador
    3. partir desta vida, morrer

ἀναζάω
(G326)
Ver ocorrências
anazáō (an-ad-zah'-o)

326 αναξαω anazao

de 303 e 2198; TDNT - 2:872,290; v

  1. viver novamente, recuperar a vida
    1. ser restaurado a uma vida correta
      1. de alguém que retorna a um estado moral melhor
    2. ressurgir, recuperar força e vigor

μέρος
(G3313)
Ver ocorrências
méros (mer'-os)

3313 μερος meros

de um absoleto, mas uma forma mais primária de meiromai (obter uma seção ou divisão); TDNT - 4:594,585; n n

  1. parte
    1. parte devida ou designada a alguém
    2. sorte, destino
  2. uma das partes constituintes de um todo
    1. em parte, até certo grau, em certa medida, até certo ponto, com respeito a uma parte, severamente, individualmente
    2. algum particular, com referência a isto, a este respeito

μικρόν
(G3397)
Ver ocorrências
mikrón (mik-ron')

3397 μικρον mikron

singular masculino ou neutro de 3398 (como substantivo); adj

  1. pequeno, pouco
    1. de tamanho: de estatura, de comprimento
    2. de espaço
    3. de idade: menor por nascimento, mais novo
    4. de tempo: curto, breve, um curto espaço de tempo, sem demora!
    5. de quantidade: i.e., número, soma
    6. de posição ou influência

      Quando traduzido “um curto espaço de tempo”, o grego enfatiza a brevidade do período de tempo, “sem demora”. Esta frase é freqüentemente usada no NT a respeito da volta de Cristo.


ἀνακαινόω
(G341)
Ver ocorrências
anakainóō (an-ak-ahee-no'-o)

341 ανακαινοω anakainoo

de 303 e um derivado de 2537; TDNT - 3:452,388; v

  1. fazer crescer, renovar, tornar novo
    1. nova força e vigor dado a alguém
    2. ser mudado para um novo tipo de vida oposto ao estado corrupto anterior

νεκρός
(G3498)
Ver ocorrências
nekrós (nek-ros')

3498 νεκρος nekros

aparentemente de uma palavra primária nekus (cadáver); TDNT - 4:892,627; adj

  1. propriamente
    1. aquele que deu o seu último suspiro, sem vida
    2. falecido, morto, alguém de quem a alma esta no céu ou inferno
    3. destituído de vida, sem vida, inanimado
  2. metáf.
    1. espiritualmente morto
      1. destituído de vida que reconhece e é devotada a Deus, porque entreguou-se a transgressões e pecados
      2. inativo com respeito as feitos justos
    2. destituído de força ou poder, inativo, inoperante

νομή
(G3542)
Ver ocorrências
nomḗ (nom-ay')

3542 νομη nome

do mesmo que 3551; n f

  1. pastagem, forragem, alimento
    1. fig. estará totalmente suprido de todo o necessário para a verdadeira vida
  2. crescimento, aumento
    1. de males que se espalham como uma gangrena
    2. de úlceras
    3. de uma conflagração

ξενίζω
(G3579)
Ver ocorrências
xenízō (xen-id'-zo)

3579 ξενιζω xenizo

de 3581; TDNT - 5:1,661; v

  1. receber como convidado, entreter hospitaleiramente
    1. ser recebido hospitaleiramente
    2. permanecer como um convidado, alojar
    3. ser alojado
  2. surpreender ou causar espanto pela estranheza e novidade de algo
    1. achar estranho, ficar chocado

ὁμοθυμαδόν
(G3661)
Ver ocorrências
homothymadón (hom-oth-oo-mad-on')

3661 ομοθυμαδον homothumadon

de um composto da raiz de 3674 e 2372; TDNT - 5:185,684; adv

  1. com uma mente, de comum acordo, com uma paixão

    Singular palavra grega. Usada 10 de suas 12 ocorrências no livro de Atos. Ajuda-nos a entender a singularidade da comunidade cristã. Homothumadon é um composto de duas palavras que significam “impedir” e “em uníssomo”. A imagem é quase musical; um conjunto de notas é tocado e, mesmo que diferentes, as notas harmonizam em grau e tom. Como os instrumentos de uma grande orquestra sob a direção de um maestro, assim o Santo Espírito harmoniza as vidas dos membros da igreja de Cristo.


ὀφειλέτης
(G3781)
Ver ocorrências
opheilétēs (of-i-let'-ace)

3781 οφειλετης opheiletes

de 3784; TDNT - 5:565,746; n m

  1. alguém que deve a outro, devedor
    1. alguém atado por alguma obrigação, obrigado por algum dever
    2. alguém que ainda não indenizou quem ele prejudicou
      1. alguém que está em dívida com Deus ou contra quem Deus pode ordenar punição como algo devido, i.e., um pecador

ὀφειλή
(G3782)
Ver ocorrências
opheilḗ (of-i-lay')

3782 οφειλη opheile

de 3784; TDNT - 5:564,746; n f

aquilo que é devido

dívida

metáf. obrigações: especificamente de dever conjugal


ὀφείλημα
(G3783)
Ver ocorrências
opheílēma (of-i'-lay-mah)

3783 οφειλημα opheilema

do (substituto de) 3784; TDNT - 5:565,746; n n

  1. aquilo que é devido
    1. aquilo que é justa ou legalmente devido, dívida

      metáf. ofença, pecado


ὀφείλω
(G3784)
Ver ocorrências
opheílō (of-i'-lo)

3784 οφειλω opheilo ou (em tempos determinados) sua forma prolongada οφειλεω opheileo

provavelmente da raiz de 3786 (da idéia de incremento); TDNT - 5:559,746; v

  1. dever
    1. dever dinheiro, estar em débito com
      1. aquilo que é devido, dívida
  2. metáf. a boa vontade devida

Sinônimos ver verbete 5940


ἁγιασμός
(G38)
Ver ocorrências
hagiasmós (hag-ee-as-mos')

38 αγιασμος hagiasmos

de 37; TDNT 1:113,14; n m

  1. consagração, purificação
  2. o efeito da consagração
    1. santificação de coração e vida

παιδαγωγός
(G3807)
Ver ocorrências
paidagōgós (pahee-dag-o-gos')

3807 παιδαγωγος paidagogos

de 3816 e uma forma reduplicada de 71; TDNT - 5:596,753; n m

  1. tutor, i.e., um guardião e guia de meninos. Entre os gregos e os romanos, o nome era aplicado a escravos dignos de confiança que eram encarregados de supervisionar a vida e a moralidade dos meninos pertencentes à elite. Aos meninos não era nem mesmo permitido sair de casa sem a sua companhia até que alcançassem a idade viril.

παλαιότης
(G3821)
Ver ocorrências
palaiótēs (pal-ah-yot'-ace)

3821 παλαιοτης palaiotes

de 3820; TDNT - 5:720,769; n f

  1. antigüidade: o estado antigo da vida controlado pela ‘letra’

παλιγγενεσία
(G3824)
Ver ocorrências
palingenesía (pal-ing-ghen-es-ee'-ah)

3824 παλιγγενεσια paliggenesia

de 3825 e 1078; TDNT - 1:686,117; n f

  1. novo nascimento, reprodução, renovação, recreação, regeneração
    1. por isso renovação, regeneração, produção de uma nova vida consagrada a Deus, mudança radical de mente para melhor. A palavra é freqüentemente usado para denotar a restauração de algo ao seu estado primitivo, sua renovação, como a renovação ou restauração da vida depois da morte
    2. a renovação da terra após o dilúvio
    3. renovação do mundo que terá lugar após sua destruição pelo fogo, como os estóicos ensinavam
    4. o sinal e gloriosa mudançã de todas as coisas (no céu e na terra) para melhor, aquela restauração da condição primitiva e perfeita das coisas que existiam antes da queda de nossos primeiros pais, que os judeus esperavam em conecção ao advento do Messias, e que os cristãos esperavam em conexão com a volta visível de Jesus do céu.
    5. outros usos
      1. da restauração de Cícero à sua posição e fortuna na sua volta do exílio
      2. da restauração da nação judaica após o exílio
      3. da recuperação do conhecimento pela recordação

Sinônimos ver verbete 5888


παραβολή
(G3850)
Ver ocorrências
parabolḗ (par-ab-ol-ay')

3850 παραβολη parabole

de 3846; TDNT - 5:744,773; n f

  1. ato de colocar algo ao lado de outro, justaposição, como de navios em batalha
  2. metáf.
    1. comparação de algo com outro, semelhança, similitude
    2. um exemplo pelo qual uma doutrina ou preceito é ilustrado
    3. uma narrativa, fictícia, mas apropriada às leis e usos da vida humana, pela qual os deveres dos homens ou as coisas de Deus, particularmente a natureza e história do reino de Deus são figurativamente retratados
    4. parábola: estória terrena com o sentido celeste
  3. dito expressivo e instrutivo, envolvendo alguma semelhança ou comparação e tendo força preceptiva ou repreensiva
    1. aforismo, máxima

      provérbio

      ato pelo qual alguém expõe a si mesmo ou suas posses ao perigo, aventura, risco


ἀνάστασις
(G386)
Ver ocorrências
anástasis (an-as'-tas-is)

386 αναστασις anastasis

de 450; TDNT - 1:371,60; n f

  1. ato de levantar, levantar-se (p.e. de um assento)
  2. ressurreição dos mortos
    1. de Cristo
    2. de todos os homens no fim desta presente época
    3. a ressurreição de certas pessoas históricas que tiveram a vida restaurada (Hb 11:35)

παραῤῥυέω
(G3901)
Ver ocorrências
pararrhyéō (par-ar-hroo-eh'-o)

3901 παραρρυεω pararrhueo

de 3844 e o substituto de 4482; v

  1. deslizar por: a fim de que não sejamos levados; passar por
    1. para que não aconteça que a salvação, que as coisas ouvidas nos mostram como obter, escorregue das nossas mãos
    2. algo que escapa
    3. escorrega da minha mente

ἀναστροφή
(G391)
Ver ocorrências
anastrophḗ (an-as-trof-ay')

391 αναστροφη anastrophe

de 390; TDNT - 7:715,1093; n f

  1. modo de vida, conduta, comportamento, postura

παροικία
(G3940)
Ver ocorrências
paroikía (par-oy-kee'-ah)

3940 παροικια paroikia

de 3941; TDNT - 5:841,788; n f

morar próximo ou com alguém

estadia por pouco tempo, habitar num terra estranha

metáf. a vida do ser humano aqui na terra é semelhante a uma residência temporária


παροψίς
(G3953)
Ver ocorrências
paropsís (par-op-sis')

3953 παροψις paropsis

de 3844 e a raiz de 3795; n f

  1. prato que acompanha a comida principal, um prato de iguarias ou comida selecionada, apropriado não tanto para saciar como para agradar o apetite
    1. acompanhamento especial à comida principal

      o prato em si mesmo, no qual as guloseimas eram servidas


ἀνάχυσις
(G401)
Ver ocorrências
anáchysis (an-akh'-oo-sis)

401 αναχυσις anachusis

de um comparativo de 303 e cheo (fluir); n f

  1. transbordamento, derramamento
  2. metáf. o excesso (enxurrada) de luxúria que caracteriza uma vida dissoluta

περιπατέω
(G4043)
Ver ocorrências
peripatéō (per-ee-pat-eh'-o)

4043 περιπατεω peripateo

de 4012 e 3961; TDNT - 5:940,804; v

  1. caminhar
    1. fazer o próprio caminho, progredir; fazer bom uso das oportunidades
    2. viver
      1. regular a própria vida
      2. conduzir a si mesmo, comportar-se
      3. conduzir-se pela vida

ἀνδραποδιστής
(G405)
Ver ocorrências
andrapodistḗs (an-drap-od-is-tace')

405 ανδραποδιστης andrapodistes

de um derivado de um composto de 435 e 4228; n m

  1. traficante de escravos, seqüestrador, ladrão
    1. de alguém que injustamente reduz homens livres à escravidão
    2. de alguém que rouba os escravos de outros e vende-os

περιφέρω
(G4064)
Ver ocorrências
periphérō (per-ee-fer'-o)

4064 περιφερω periphero

de 4012 e 5342; v

  1. carregar em volta, levar algúem a qualquer lugar
  2. carregar aqui e ali
  3. ser dirigido
    1. em dúvida e hesitação, ser conduzido ora para esta, ora para aquela opinião

περίψωμα
(G4067)
Ver ocorrências
perípsōma (per-ip'-so-mah)

4067 περιψημα peripsema

de um comparativo de 4012 e psao (esfregar); TDNT - 6:84,*; n n

o que é esfregado

sujeira tirada com esfregão

ação de limpar, raspar

Os atenienses, a fim de evitar calamidades públicas, anualmente jogavam um criminoso no mar como uma oferta a Posseidon; por isso, o termo passou a ser usado para uma oferta expiatória, um resgate, por nosso filho, i.e., em comparação com a salvação da vida do nosso filho que isto seja para nós algo depreciativo e sem valor. É usado de um homem que em benefício da religião passa por provas horrendas pela salvação de outros.


πίνω
(G4095)
Ver ocorrências
pínō (pee'-no)

4095 πινω pino

forma prolongada de πιω pio; que (junto como outra forma ποω poo) ocorre apenas como um substituto em determinados tempos; TDNT - 6:135,840; v

beber

figurativamente, receber na alma o que serve para refrescar, fortalecer e nutrir para a vida eterna


πλησίον
(G4139)
Ver ocorrências
plēsíon (play-see'-on)

4139 πλησιον plesion

neutro de um derivado de pelas (próximo); TDNT - 6:311,872; adv

  1. vizinho
    1. amigo
    2. qualquer outra pessoa, onde duas estão envolvidas, o outro (teu companheiro, teu vizinho), de acordo com os judeus, qualquer membro da nação e comunidade hebraica
    3. de acordo com Cristo, qualquer outra pessoa, não importa de que nação ou religião, com quem se vive ou com quem se encontra

πνεῦμα
(G4151)
Ver ocorrências
pneûma (pnyoo'-mah)

4151 πνευμα pneuma

de 4154; TDNT - 6:332,876; n n

  1. terceira pessoa da trindade, o Santo Espírito, co-igual, coeterno com o Pai e o Filho
    1. algumas vezes mencionado de um modo que enfatiza sua personalidade e caráter (o Santo Espírito)
    2. algumas vezes mencionado de um modo que enfatiza seu trabalho e poder (o Espírito da Verdade)
    3. nunca mencionado como um força despersonalizada
  2. o espírito, i.e., o princípio vital pelo qual o corpo é animado
    1. espírito racional, o poder pelo qual o ser humano sente, pensa, decide
    2. alma
  3. um espírito, i.e., simples essência, destituída de tudo ou de pelo menos todo elemento material, e possuído do poder de conhecimento, desejo, decisão e ação
    1. espírito que dá vida
    2. alma humana que partiu do corpo
    3. um espírito superior ao homem, contudo inferior a Deus, i.e., um anjo
      1. usado de demônios, ou maus espíritos, que pensava-se habitavam em corpos humanos
      2. a natureza espiritual de Cristo, superior ao maior dos anjos e igual a Deus, a natureza divina de Cristo
  4. a disposição ou influência que preenche e governa a alma de alguém
    1. a fonte eficiente de todo poder, afeição, emoção, desejo, etc.
  5. um movimento de ar (um sopro suave)
    1. do vento; daí, o vento em si mesmo
    2. respiração pelo nariz ou pela boca

Sinônimos ver verbete 5923


πνικτός
(G4156)
Ver ocorrências
pniktós (pnik-tos')

4156 πνικτος pniktos

de 4155; TDNT - 6:455,895; adj

  1. sufocado, estrangulado
    1. o que é estrangulado, i.e., animal destituído de vida sem o derramamento de sangue
    2. de cozinha: “abafado” como um termo culinário

πνοή
(G4157)
Ver ocorrências
pnoḗ (pno-ay')

4157 πνοη pnoe

de 4154; TDNT - 6:453,876; n f

sopro, sopro de vida

vento

Sinônimos ver verbete 5923


ποιμήν
(G4166)
Ver ocorrências
poimḗn (poy-mane')

4166 ποιμην poimen

de afinidade incerta; TDNT - 6:485,901; n m

  1. vaqueiro, esp. pastor
    1. na parábola, aquele a cujo cuidado e controle outros se submeteram e cujos preceitos eles seguem
  2. metáf.
    1. oficial que preside, gerente, diretor, de qualquer assembléia: descreve a Cristo, o Cabeça da igreja
      1. dos supervisores das assembléias cristãs
      2. de reis e príncipes

        As tarefas do pastor no oriente próximo eram:

        ficar atentos aos inimigos que tentavam atacar o rebanho

        defender o rebanho dos agressores

        curar a ovelha ferida e doente

        achar e salvar a ovelha perdida ou presa em armadilha

        amar o rebanho, compartilhando sua vida e desta forma ganhando a sua confiança

        Durante a II Guerra Mundial, um pastor era um piloto que guiava outro piloto, cujo avião estava parcialmente danificado, de volta à base ou porta-aviões, voando lado a lado para manter contato visual.


πολιτεύομαι
(G4176)
Ver ocorrências
politeúomai (pol-it-yoo'-om-ahee)

4176 πολιτευομαι politeuomai

voz média de um derivado de 4177; TDNT - 6:516,906; v

  1. ser um cidadão
  2. administrar afazeres civis, dirigir o estado
  3. fazer ou formar um cidadão
    1. ser um cidadão
    2. agir como um cidadão
      1. valer-se de ou reconhecer as leis
      2. conduzir-se, de acordo com o prometido, por alguma lei da vida

πορεύομαι
(G4198)
Ver ocorrências
poreúomai (por-yoo'-om-ahee)

4198 πορευομαι poreuomai

voz média de um derivado do mesmo que 3984; TDNT - 6:566,915; v

  1. conduzir, transportar, transferir
    1. persistir na jornada iniciada, continuar a própria jornada
    2. partir desta vida
    3. seguir alguém, isto é, tornar-se seu adepto
      1. achar o caminho ou ordenar a própria vida

Sinônimos ver verbete 5818


πρεσβύτερος
(G4245)
Ver ocorrências
presbýteros (pres-boo'-ter-os)

4245 πρεσβυτερος presbuteros

comparativo de presbus (de idade avançada); TDNT - 6:651,931; adj

  1. ancião, de idade,
    1. líder de dois povos
    2. avançado na vida, ancião, sênior
      1. antepassado
  2. designativo de posto ou ofício
    1. entre os judeus
      1. membros do grande concílio ou sinédrio (porque no tempos antigos os líderes do povo, juízes, etc., eram selecionados dentre os anciãos)
      2. daqueles que em diferentes cidades gerenciavam os negócios públicos e administravam a justiça
    2. entre os cristãos, aqueles que presidiam as assembléias (ou igrejas). O NT usa o termo bispo, ancião e presbítero de modo permutável
    3. os vinte e quatro membros do Sinédrio ou corte celestial assentados em tronos ao redor do trono de Deus

προθυμία
(G4288)
Ver ocorrências
prothymía (proth-oo-mee'-ah)

4288 προθυμια prothumia

de 4289; TDNT - 6:697,937; n f

zelo, vida, entusiasmo

inclinação, disposição de mente


προσκαλέομαι
(G4341)
Ver ocorrências
proskaléomai (pros-kal-eh'-om-ahee)

4341 προσκαλεομαι proskaleomai

voz média de 4314 e 2564; TDNT - 3:500,*; v

convocar

chamar para si

  1. ordenar a vir
  2. metáf.
    1. diz-se que Deus chama para si os gentios, que eram estrangeiros para ele, ao convidálos, pela pregação do evangelho para a comunhão com ele mesmo no reino do Messias
    2. diz-se que Cristo e o Santo Espírito chamam para si pregadores do evangelho, a quem decidiram confiar a tarefa que se relaciona com a expansão do evangelho

ῥᾳδιουργία
(G4468)
Ver ocorrências
rhaidiourgía (hrad-ee-oorg-ee'-a)

4468 ραδιουργια rhadiourgia

do mesmo que 4467; TDNT - 6:972,983; n f

  1. ato leviano, feito sem pensar
  2. leviandade ou facilidade em pensar ou agir
    1. amor pela vida efeminada e pouco ativa

      inescrúpulo, astúcia, prejuízo


Ῥεμφάν
(G4481)
Ver ocorrências
Rhemphán (hrem-fan')

4481 Ρεμφαν Rhemphan

pela transliteração incorreta de uma palavra de origem hebraica 3594 רמפן; n pr m

Renfã = “enrugado (sem vida)”

  1. nome de um ídolo adorado secretamente pelos Israelitas no deserto

σαββατισμός
(G4520)
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sabbatismós (sab-bat-is-mos')

4520 σαββατισμος sabbatismos

de um derivado de 4521; TDNT - 7:34,989; n m

observância do sábado

pleno e abençoado descanso do trabalho pesado e dos problemas desta vida esperado na era vindoura pelos verdadeiros adoradores de Deus e pelos cristãos sinceros


σάκκος
(G4526)
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sákkos (sak'-kos)

4526 σακκος sakkos

de origem hebraica 8242 שק; TDNT - 7:56,995; n m

  1. saco
    1. receptáculo para reter ou carregar várias coisas, como dinheiro, comida, etc.
    2. pano de saco, tecido rústico feito especialmente de pêlo de animais
    3. vestimenta feita de tal material, e pendurada numa pessoa como um saco, que era costumeiramente usada (ou colocada sobre a túnica ao invés da capa ou manto) pelos lamentadores, penitentes, suplicantes e também pelos que como os profetas hebraicos, levavam uma vida austera

σελήνη
(G4582)
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selḗnē (sel-ay'-nay)

4582 σεληνη selene

de selas (brilho, provavelmente semelhante ao substituto de 138, pela idéia de atratividade) ; n f

  1. lua

σκηνοπηγία
(G4634)
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skēnopēgía (skay-nop-ayg-ee'-ah)

4634 σκηνοπηγια skenopegia

de 4636 e 4078; TDNT - 7:390,1040; n f

construção de um tabernáculo ou tabernáculos

festa dos tabernáculos; esta festa era observada pelos judeus anualmente por sete dias, começando com o décimo quinto dia do mês Tisri (aprox. nosso Outubro), de certa forma para perpetuar a memória do tempo quando seus antepassados, depois de deixarem o Egito, habitaram em tendas durante suas caminhadas pelo deserto da Arábia, e em parte como uma estação de festividade e alegria pelo término da colheita e da vindima (festa da colheita). Para celebrar a festa, os judeus tinham o costume de construir tendas dos galhos folhados das árvores, — seja nas coberturas ou nos pátios de suas habitações, ou nas ruas e praças, e adorná-las com flores e frutas de todos os tipos — sob as quais, durante o período da festa, eles banqueavam e se entregavam ao regozijo.


σοφία
(G4678)
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sophía (sof-ee'-ah)

4678 σοφια sophia

de 4680; TDNT - 7:465,1056; n f

  1. sabedoria, inteligência ampla e completa; usado do conhecimento sobre diversos assuntos
    1. a sabedoria que pertence aos homens
      1. espec. conhecimento variado de coisas humanas e divinas, adquirido pela sutileza e experiência, e sumarizado em máximas e provérbios
      2. a ciência e o conhecimento
      3. o ato de interpretar sonhos e de sempre dar os conselhos mais sábios
      4. inteligência evidenciada em descobrir o sentido de algun número misterioso ou visão
      5. habilidade na administração dos negócios
      6. seriedade e prudência adequada na relação com pessoas que não são discípulos de Cristo, habilidade e discrição em transmitir a verdade cristã
      7. conhecimento e prática dos requisitos para vida devota e justa
    2. inteligência suprema, assim como a que pertence a Deus
      1. a Cristo
      2. sabedoria de Deus que se evidencia no planejamento e execução dos seus planos na formação e governo do mundo e nas escrituras

Sinônimos ver verbete 5826 e 5894


σπαταλάω
(G4684)
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spataláō (spat-al-ah'-o)

4684 σπαταλαω spatalao

de spatale (luxo); v

  1. viver com esplendor, levar uma vida voluptuosa, (entregar-se ao prazer)

σπέρμα
(G4690)
Ver ocorrências
spérma (sper'-mah)

4690 σπερμα sperma

de 4687; TDNT - 7:536,1065; n n

  1. do qual uma planta germina
    1. semente, i.e., grão ou núcleo que contém dentro de si o germe das futuras plantas
      1. dos grãos ou sementes semeadas
    2. metáf. semente, i.e., resíduo, ou alguns sobreviventes reservados como os embriões da próxima geração (assim como semente é guardada da colheita para ser semeada)
  2. sêmem viril
    1. produto deste sêmen, semente, filhos, descendência, prole
    2. família, tribo, posteridade
    3. qualquer coisa que possui força vital ou poder de gerar vida
      1. da divina energia do Santo Espírito que opera dentro da alma pela qual somos regenerados

σπερμολόγος
(G4691)
Ver ocorrências
spermológos (sper-mol-og'-os)

4691 σπερμολογος spermologos

de 4690 e 3004; adj

  1. que colhe semente
    1. de pássaros, esp. do corvo ou gralha que colhe grãos nos campos
  2. metáf.
    1. que vadia pelo mercado e apanha um conteúdo que por qualquer motivo cai dos montes de mercadorias
    2. daí, pobre, miserável, infame, vil, (parasita)
    3. que ganha a vida por lisonjeamento e bufonaria
    4. tagarela sem conteúdo, fofoqueiro

ἁγνεία
(G47)
Ver ocorrências
hagneía (hag-ni'-ah)

47 αγνεια hagneia

de 53; TDNT 1:123,19; n f

  1. castidade, inocência, pureza de vida

στοιχεῖον
(G4747)
Ver ocorrências
stoicheîon (stoy-khi'-on)

4747 στοιχειον stoicheion

de um suposto derivado da raiz de 4748; TDNT - 7:670,1087; n n

  1. qualquer primeira coisa, do qual os outros que pertencem a uma série ou composto inteiro se originam, elemento, primeiro principal
    1. as letras do alfabeto como elementos da fala; não, no entanto, os caracteres escritos, mas os sons falados
    2. os elementos dos quais todos os outros vieram, a causa material do universo
    3. os corpos celestes, seja como componentes dos céus ou porque supunha-se residir neles (como outros pensavam) os elementos da humanidade, vida e destino do homem
    4. os elementos, rudimentos, princípios fundamentais e primários de uma arte, ciência ou disciplina
      1. i.e., da matemática, geometria de Euclides

ἀντικαλέω
(G479)
Ver ocorrências
antikaléō (an-tee-kal-eh'-o)

479 αντικαλεω antikaleo

de 473 e 2564; TDNT - 3:496,394; v

  1. convidar, como resposta, retribuir

συζάω
(G4800)
Ver ocorrências
syzáō (sood-zah'-o)

4800 συζαω suzao

de 4862 e 2198; TDNT - 7:787,1102; v

  1. viver com alguém
    1. da vida física na terra
    2. viver uma nova vida em união com Cristo, i.e., dedicada a Deus

συζωοποιέω
(G4806)
Ver ocorrências
syzōopoiéō (sood-zo-op-oy-eh'-o)

4806 συζωοποιεω suzoopoieo

de 4862 e 2227; TDNT - 7:787,1102; v

  1. tornar alguém vivo, com vida
    1. de cristão, com Cristo

συμπαρακαλέω
(G4837)
Ver ocorrências
symparakaléō (soom-par-ak-al-eh'-o)

4837 συμπαρακαλεω sumparakaleo

de 4862 e 3870; v

chamar ou convidar ou exortar ao mesmo tempo ou juntamente

fortalecer-se (confortar-se) com outros


συμπόσιον
(G4849)
Ver ocorrências
sympósion (soom-pos'-ee-on)

4849 συμποσιον sumposion

de um derivado do substituto de 4844; n n

  1. festa com bebida, entretenimento
    1. da festa em si mesmo, os convidados
    2. barulho de convidados

σύμψυχος
(G4861)
Ver ocorrências
sýmpsychos (soom'-psoo-khos)

4861 συμψυχος sumpsuchos

de 4862 e 5590; adj

  1. de uma mente, um em espírito

    Esta palavra é formada de duas outras, “sun” (junto com) e “psuchos” (alma, ego, vida interior, ou sede dos sentimentos, desejos, afeições). Significa “estar unido no espírito” ou “estar em harmonia” (A&G). Paulo deseja que os filipenses estejam unidos em suas afeições - um em Cristo em todos os desejos! Usado apenas aqui no NT. (Wayne Steury)


συνανάκειμαι
(G4873)
Ver ocorrências
synanákeimai (soon-an-ak'-i-mahee)

4873 συνανακειμαι sunanakeimai

de 4862 e 345; TDNT - 3:654,425; v

  1. reclinar-se com, banquetear-se com
    1. de convidados

συνεγείρω
(G4891)
Ver ocorrências
synegeírō (soon-eg-i'-ro)

4891 συνεγειρω sunegeiro

de 4862 e 1453; TDNT - 7:786,1102; v

levantar, fazer levantar

levantar juntamente da morte para uma nova e abençoada vida dedicada a Deus


συνεκλεκτός
(G4899)
Ver ocorrências
syneklektós (soon-ek-lek-tos')

4899 συνεκλεκτος suneklektos

de um composto de 4862 e 1586; adj

  1. eleito ou escolhido (por Deus para a vida eterna) com

σφραγίζω
(G4972)
Ver ocorrências
sphragízō (sfrag-id'-zo)

4972 σφραγιζω sphragizo

de 4973; TDNT - 7:939,1127; v

  1. colocar um selo, marcar com um selo, selar
    1. por segurança: de Satanás
    2. pois coisas seladas estão ocultas (como o conteúdo de uma carta), esconder, manter em silêncio, manter em secreto
    3. para marcar uma pessoa ou coisa
      1. marcar pela impressão de um selo ou uma sinal
      2. diz-se que os anjos foram selados por Deus
    4. a fim de provar, confirmar, ou atestar algo
      1. confirmar, autenticar, colocar fora de qualquer dúvida
        1. de um documento escrito
        2. provar o testemunho de alguém: provar que ele é quem diz ser

σχῆμα
(G4976)
Ver ocorrências
schēma (skhay'-mah)

4976 σχημα schema

do substituto de 2192; TDNT - 7:954,1129; n n

  1. forma ou aparência, que engloba tudo o que numa pessoa afeta os sentidos, a forma, o comportamento, o discurso, ações, forma de vida, etc.

Sinônimos ver verbete 5865 e 5933


σῶμα
(G4983)
Ver ocorrências
sōma (so'-mah)

4983 σωμα soma

de 4982; TDNT - 7:1024,1140; n n

  1. o corpo tanto de seres humanos como de animais
    1. corpo sem vida ou cadáver
    2. corpo vivo
      1. de animais
  2. conjunto de planetas e de estrelas (corpos celestes)
  3. usado de um (grande ou pequeno) número de homens estreitamente unidos numa sociedade, ou família; corpo social, ético, místico
    1. usado neste sentido no NT para descrever a igreja

      aquilo que projeta uma sombra como distinta da sombra em si


σωτηρία
(G4991)
Ver ocorrências
sōtēría (so-tay-ree'-ah)

4991 σωτηρια soteria

feminino de um derivado de 4990 como (propriamente, abstrato) substantivo; TDNT - 7:965,1132; n f

  1. livramento, preservação, segurança, salvação
    1. livramento da moléstia de inimigos
    2. num sentido ético, aquilo que confere às almas segurança ou salvação
      1. da salvação messiânica

        salvação como a posse atual de todos os cristãos verdadeiros

        salvação futura, soma de benefícios e bênçãos que os cristãos, redimidos de todos os males desta vida, gozarão após a volta visível de Cristo do céu no reino eterno e consumado de Deus.

        Salvação quádrupla: salvo da penalidade, poder, presença e, mais importante, do prazer de pecar. (A.W. Pink)


ταπεινός
(G5011)
Ver ocorrências
tapeinós (tap-i-nos')

5011 ταπεινος tapeinos

de derivação incerta; TDNT - 8:1,1152; adj

  1. que não se levanta muito do chão
  2. metáf.
    1. como uma condição, humilde, de grau baixo
    2. abatido pela tristeza, rebaixado, deprimido
    3. humilde de espírito, humilde
    4. num mau sentido, que se comporta de forma humilhante, que se submete à servidão

ταπεινόω
(G5013)
Ver ocorrências
tapeinóō (tap-i-no'-o)

5013 ταπεινοω tapeinoo

de 5011; TDNT - 8:1,1152; v

  1. tornar baixo, rebaixar
    1. aplainar, reduzir a um plano
    2. metáf. rebaixar à condição humilde, reduzir a circunstâncias mais pobres
      1. designar alguém a uma posição ou lugar mais baixo
      2. humilhar
      3. ser categorizado abaixo de outros que são honrados ou recompensados
      4. humilhar-se ou rebaixar-se por uma vida humilde
    3. abaixar, deprimir
      1. da alma que machuca o orgulho de alguém
      2. ter uma opinião modesta de si mesmo
      3. comportar-se de um modo modesto
      4. destituído de toda arrogância

ταράσσω
(G5015)
Ver ocorrências
tarássō (tar-as'-so)

5015 ταρασσω tarasso

de afinidade incerta; v

  1. agitar, sacudir (algo, pelo movimento de suas partes para lá e para cá)
    1. causar uma comoção interna a alguém, tirar sua paz de mente, pertubar sua tranqüilidade
    2. inquietar, tornar impaciente
    3. turbar
    4. preocupar
      1. inquietar o espírito de alguém com medo e temor
    5. tornar-se ansioso ou angustiado
    6. causar perplexidade à mente de alguém ao sugerir escrúpulos ou dúvidas

τελεσφορέω
(G5052)
Ver ocorrências
telesphoréō (tel-es-for-eh'-o)

5052 τελεσφορεω telesphoreo

de um composto de 5056 e 5342; v

  1. levar à (perfeição ou) maturidade
    1. de frutas
    2. de mulheres grávidas
    3. de animais conduzindo seus filhos à maturidade

τελευτή
(G5054)
Ver ocorrências
teleutḗ (tel-yoo-tay')

5054 τελευτη teleute

de 5053; n f

  1. fim da vida, morte, falecimento

τράχηλος
(G5137)
Ver ocorrências
tráchēlos (trakh'-ay-los)

5137 τραχηλος trachelos

provavelemte de 5143 (pela idéia de mobilidade); n m

  1. estar pronto para enfrentar o mais iminente perigo a vida

τρόπος
(G5158)
Ver ocorrências
trópos (trop'-os)

5158 τροπος tropos

do mesmo que 5157; n m

  1. maneira, modo , forma
    1. como, igualmente, como que

      modo de vida, caráter, comportamento, procedimento


τρυφάω
(G5171)
Ver ocorrências
trypháō (troo-fah'-o)

5171 τρυφαω truphao

de 5172; v

  1. viver delicadamente, viver luxuriosamente, ser dado à vida luxuriosa e fácil

τρυφή
(G5172)
Ver ocorrências
tryphḗ (troo-fay')

5172 τρυφη truphe

de thrupto (quebrar, romper ou [figuradamente] debilitar, especialmente a mente e o corpo pela indulgência); n f

  1. vida luxuriosa, efeminada, fácil

ἀπαγγέλλω
(G518)
Ver ocorrências
apangéllō (ap-ang-el'-lo)

518 απαγγελλω apaggello

de 575 e a raiz de 32; TDNT - 1:64,10; v

  1. trazer novidades (de uma pessoa ou uma coisa), produzir notícia, noticiar
  2. proclamar, tornar abertamente conhecido, declarar

ἀπάγχομαι
(G519)
Ver ocorrências
apánchomai (ap-ang'-khom-ahee)

519 απαγχομαι apagchomai

de 575 e agcho (sufocar semelhante à raiz de 43); v

  1. sufocar, estrangular, a fim de tirar do caminho ou matar
  2. enforcar-se, terminar com a própria vida por enforcamento

υἱοθεσία
(G5206)
Ver ocorrências
huiothesía (hwee-oth-es-ee'-ah)

5206 υιοθεσια huiothesia

de um suposto composto de 5207 e um derivado de 5087; TDNT - 8:397,1206; n f

  1. adoção, adoção como filhos
    1. aquele relacionamento que Deus desejava estabelecer entre si mesmo e os israelitas em preferência a todas nações
    2. natureza e condição dos verdadeiros discípulos de Cristo, que ao receber o Espírito de Deus em suas almas, tornam-se filhos de Deus
    3. estado abençoado esperado na vida futura após a volta visível de Cristo do céu


υἱός
(G5207)
Ver ocorrências
huiós (hwee-os')

5207 υιος huios

aparentemente, palavra primária; TDNT - 8:334,1206; n m

  1. filho
    1. raramente usado para filhote de animais
    2. generalmente usado de descendente humano
    3. num sentido restrito, o descendente masculino (alguém nascido de um pai e de uma mãe)
    4. num sentido amplo, um descendente, alguém da posteridade de outro,
      1. os filhos de Israel
      2. filhos de Abraão
    5. usado para descrever alguém que depende de outro ou que é seu seguidor
      1. aluno
  2. filho do homem
    1. termo que descreve a humanidade, tendo a conotação de fraqueza e mortalidade
    2. filho do homem, simbolicamente denota o quinto reino em Dn 7:13 e por este termo sua humanidade é indicada em contraste com a crueldade e ferocidade dos quatro reinos que o precedem (Babilônia, Média e Pérsia, Macedônia, e Roma) tipificados pelas quatro bestas. No livro de Enoque (séc. II), é usado para Cristo.
    3. usado por Cristo mesmo, sem dúvida para que pudesse expressar sua messianidade e também designar a si mesmo como o cabeça da família humana, o homem, aquele que forneceu o modelo do homem perfeito e agiu para o benefício de toda humanidade. Cristo parece ter preferido este a outros títulos messiânicos, porque pela sua discrição não encorajaria a expectativa de um Messias terrestre em esplendor digno de reis.
  3. filho de Deus
    1. usado para descrever Adão (Lc 3:38)
    2. usado para descrever aqueles que nasceram outra vez (Lc 20:36) e dos anjos e de Jesus Cristo
    3. daqueles que Deus estima como filhos, que ele ama, protege e beneficia acima dos outros
      1. no AT, usado dos judeus
      2. no NT, dos cristãos
      3. aqueles cujo caráter Deus, como um pai amoroso, desenvolve através de correções (Hb 12:5-8)
    4. aqueles que reverenciam a Deus como seu pai, os piedosos adoradores de Deus, aqueles que no caráter e na vida se parecem com Deus, aqueles que são governados pelo Espírito de Deus, que repousam a mesma tranqüila e alegre confiança em Deus como os filhos depositam em seus pais (Rm 8:14; Gl 3:26), e no futuro na bem-aventurança da vida eterna vestirão publicamente esta dignidade da glória dos filhos de Deus. Termo usado preeminentemente de Jesus Cristo, que desfruta do supremo amor de Deus, unido a ele em relacionamento amoroso, que compartilha seus conselhos salvadores, obediente à vontade do Pai em todos os seus atos

Sinônimos ver verbete 5868 e 5943


ἀπαιτέω
(G523)
Ver ocorrências
apaitéō (ap-ah'-ee-teh-o)

523 απαιτεω apaiteo

de 575 e 154; TDNT - 1:193,30

  1. pedir de volta, exigir, cobrar alguma dívida

ὑπέρακμος
(G5230)
Ver ocorrências
hypérakmos (hoop-er'-ak-mos)

5230 υπερακμος huperakmos

  1. de 5228 e a raiz de 188; adj
  2. além da flor ou primavera da vida

    maduro demais, roliço e pronto para ser colhido, (desta forma, em maior perigo de contaminação)

    1. de uma virgem

ὑποδέχομαι
(G5264)
Ver ocorrências
hypodéchomai (hoop-od-ekh'-om-ahee)

5264 υποδεχομαι hupodechomai

de 5259 e 1209; v

  1. receber como convidado

Φαρισαῖος
(G5330)
Ver ocorrências
Pharisaîos (far-is-ah'-yos)

5330 φαρισαιος Pharisaios

de origem hebraica, cf 6567 פרושים; TDNT - 9:11,1246; n m

  1. Seita que parece ter iniciado depois do exílio. Além dos livros do AT, os Fariseus reconheciam na tradição oral um padrão de fé e vida. Procuravam reconhecimento e mérito através da observância externa dos ritos e formas de piedade, tal como lavagens ceremoniais, jejuns, orações, e esmolas. Comparativamente negligentes da genuína piedade, orgulhavam-se em suas boas obras.

    Mantinham de forma persistente a fé na existência de anjos bons e maus, e na vinda do Messias; e tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade no Hades, seriam novamente chamados à vida por ele, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais. Em oposição à dominação da família Herodes e do governo romano, eles de forma decisiva sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência entre o povo comum. De acordo com Josefo, eram mais de 6000. Eram inimigos amargos de Jesus e sua causa; foram, por outro lado, duramente repreendidos por ele por causa da sua avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade.


φάσις
(G5334)
Ver ocorrências
phásis (fas'-is)

5334 φασις phasis

de 5346 (não o mesmo que “fase”, que é de 5316); n f

  1. entre os oradores áticos, a denúncia (informação contra) daqueles que se apropriaram indevidamente da propriedade do estado, ou violaram a lei com respeito a importação ou exportação de mercadoria, ou defraudaram seus guardas
  2. revelação de um crime secreto

φιλοσοφία
(G5385)
Ver ocorrências
philosophía (fil-os-of-ee'-ah)

5385 φιλοσοφια philosophia

de 5386; TDNT - 9:172,1269; n f

  1. amor à sabedoria
    1. usado do zelo ou da habilidade em qualquer arte ou ciência, qualquer ramo do conhecimento. Usado uma vez no NT para teologia, ou antes para teosofia, de certos judeus cristãos ascéticos, que ocupavam-se com investigações refinadas e especulativas sobre a natureza e as classes dos anjos, sobre o ritual da lei mosaica e os regulamentos da tradição judaica com respeito à vida prática

ἁγνότης
(G54)
Ver ocorrências
hagnótēs (hag-not'-ace)

54 αγνοτης hagnotes

de 53; TDNT 1:124,19; n f

  1. pureza, castidade, integridade de vida

φωνέω
(G5455)
Ver ocorrências
phōnéō (fo-neh'-o)

5455 φωνεω phoneo

de 5456; TDNT - 9:301,1287; v

  1. soar, emitir um som, falar
    1. de um galo: cacarejar
    2. de pessoas: chorar, gritar, clamar, falar com voz alta
  2. chamar, chamar a si mesmo, seja pela sua própria voz ou por meio de outro
  3. mandar buscar, intimar
    1. ordenar (i.e., emitir ordem para deixar um lugar e dirigir-se a outro)
    2. convidar
    3. dirigir-se a alguém, interpelar, chamar por nome

χείρ
(G5495)
Ver ocorrências
cheír (khire)

5495 χειρ cheir

talvez da raiz de 5494 no sentido de seu congênere, a raiz de 5490 (pela idéia de cavidade para apertar); TDNT - 9:424,1309; n f

  1. pela ajuda ou ação de alguém, por meio de alguém
  2. fig. aplica-se a Deus simbolizando sua força, atividade, poder
    1. em criar o universo
    2. em sustentar e preservar (Deus está presente protegendo e ajudando)
    3. em castigar
    4. em determinar e controlar os destinos dos seres humanos

ἀπελεύθερος
(G558)
Ver ocorrências
apeleútheros (ap-el-yoo'-ther-os)

558 απελευθερος apeleutheros

de 575 e 1658; TDNT - 2:487,224; n m

  1. escravo que foi libertado da servidão, homem livre

ψυχή
(G5590)
Ver ocorrências
psychḗ (psoo-khay')

5590 ψυχη psuche

de 5594; TDNT - 9:608,1342; n f

  1. respiração
    1. fôlego da vida
      1. força vital que anima o corpo e é reconhecida pela respiração
        1. de animais
        2. de pessoas
    2. vida
    3. aquilo no qual há vida
      1. ser vivo, alma vivente
  2. alma
    1. o lugar dos sentimentos, desejos, afeições, aversões (nosso coração, alma etc.)
    2. a alma (humana) na medida em que é constituída por Deus; pelo uso correto da ajuda oferecida por Deus, pode alcançar seu o seu mais alto fim e eterna e segura bemaventurança. A alma considerada como um ser moral designado para vida eterna
    3. a alma como uma essência que difere do corpo e não é dissolvida pela morte (distinta de outras partes do corpo)

ψυχικός
(G5591)
Ver ocorrências
psychikós (psoo-khee-kos')

5591 ψυχικος psuchikos

de 5590; TDNT - 9:661,1342; adj

  1. de ou que faz parte da respiração
    1. que tem a natureza e características daquilo que respira
      1. o principal da vida animal, o que os seres humanos têm em comum com os animais
    2. governado pela respiração
      1. a natureza sensual com sua dependência dos desejos e das paixões

Sinônimos ver verbete 5912


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5830 - Sinônimos

Ver Definição para despotes 1203

Ver Definição para kurios 2962

1203 - usa-se unicamente em relação a um escravo e denota direito exclusivo de posse e poder sem controle

2962 - tem um sentido mais amplo, aplicável a várias posições e relações de vida e não sugestivo de propriedade ou tirania.


()

5834 - Sinônimos

Ver Definição para diakonos 1249

Ver Definição para douloo 1402 Ver Definição para therapon 2324

Ver Definição para huperetes 5257

1249 representa o servo em sua atividade de trabalho; não em sua relação servil, como

1402, ou voluntária, como no caso de 2324. 1402, em oposição a 1249, denota um escravo, que está numa permanente relação servil. 2324 é alguém que executa serviços voluntariamente, seja como homem livre ou escravo; é uma palavra mais nobre e gentil que 1402. 5257 sugere subordinação.


()

5837 - Sinônimos

Ver Definição para dokeo 1380

Ver Definição para hegeomai 2233

Ver Definição para nomizo 3543

Ver Definição para oiomai 3633

Ver Definição para phaino 5316

Compare: 1380, 5316

1380 - refere-se a julgamento subjetivo, que pode ou não adequar-se ao fato

5316 - refere-se à real aparência externa, geralmente correta, mas possivelmente enganadora

Compare: 1380, 2233 (2), 3543 (2), 3633

2233 e 3543 denota uma fé que não descansa no sentimento interno de alguém, mas na devida consideração dos fundamentos externos, e pesagem e comparação dos fatos.

1380 e 3633, por outro lado, descrevem um julgamento subjetivo que se origina da inclinação ou da visão dos fatos em sua relação conosco. 2233 denota um julgamento mais deliberado e cuidadoso que 3543; 3633, um julgamento subjetivo que tem o sentimento antes que o pensamento (1380) como seu fundamento.


()

5860 - Sinônimos

Ver Definição para kopos 2873

Ver Definição para mochthos 3449

Ver Definição para ponos 4192

4192 - dá proeminência ao esforço (trabalho que requer força)

2873 - refere-se à fatiga

3449 - refere-se à dureza de vida (principalmente poético)


()

5870 - Sinônimos

Ver Definição para penes 3993

Ver Definição para ptochos 4434

3993 - alguém que é tão pobre que ganha o seu sustento pelo labor diário

4434 - alguém que apenas ganha a sua vida mendigando


()

5879 - Sinônimos de Sin.

Ver Definição para αμαρτια 266

Ver Definição para αμαρτημα 265 Ver Definição para ασεβεια 763

Ver Definição para παρακοη 3876

Ver Definição para ανομια 458

Ver Definição para παρανομια 3892

Ver Definição para παραβασις 3847

Ver Definição para παραπτωμα 3900

Ver Definição para αγνοημα 51 Ver Definição para ηττημα 2275 αμαρτια significou originalmente o que erra o alvo. Quando aplicado a algo moral, a idéia é similar: desvio do verdadeiro fim da vida, por isso, usado como um termo geral para pecado. Significa tanto o ato de pecar como o resultado, o pecado em si mesmo. αμαρτημα significa apenas o pecado em si mesmo, não o ato, em suas manifestações particulares como atos isolados de desobediência a lei divina. ασεβεια é incredulidade, irreligião positiva e ativa, condição de oposição direta a Deus. παρακοη é estritamente falha no ouvir, ou ouvir sem cuidado ou atênção. O pecado consiste em não ouvir quando Deus fala, bem como da desobediência ativa que geralmente segue.

ανομια é ilegalidade; desprezo da lei; condição ou ação não simplesmente ilegal, como a etimologia indica, mas contrária à lei. A lei é geralmente por implicação a lei mosaica. παρανομια occure apenas uma vez, 2Pe 2:16, e é praticamente equivalente a ανομια. παραβασις é transgressão, ato de ir além de algum limite determinado. É a transgressão de um mandamento identificável. Conseqüentemente significa mais que αμαρτια. παραπτωμα é usado com sentidos diferentes. Algumas vezes, num sentido mais brando, denotando erro, engano, falta; outras, significando transgressão, pecado voluntário.

αγνοημα ocorre apenas uma vez, Hb 9:7. Indica erro, pecado que de certa maneira é resultado da ignorância. ηττημα denota ser derrotado, vencido. Num sentido ético significa falha de responsabilidade, falta.

Todas estas diferentes palavras podem ocasionalmente, mas não normalmente, ser usadas simplesmente para descrever o mesmo ato de diferentes pontos de vista. O sentido fundamental destas palavras pode ser resumido na linguagem de Trench:

Pecado “pode ser definido como a perda de um alvo ou objetivo: é, então, αμαρτια ou αμαρτημα; o avanço sobre ou a transgressão de uma linha: é então παραβασις; a desobediência a uma voz: neste caso é παρακοη; a queda onde alguém deveria ter permanecido em pé: isto é παραπτωμα; ignorância daquilo que deveria ser conhecido: isto é αγνοημα; a redução daquilo que deveria ter sido feito em plena medida, que é ηττημα; a não observância de uma lei, que é ανομια ou παρανομια.”


()

5888 - Sinônimos de Regeneração, Renovação.

Ver Definição para παλιγγενεσια 3824 Ver Definição para ανακαινωσις 342 παλιγγενεσια significa novo nascimento. No grego clássico, éra usado num sentido enfraquecido para denotar recuperação, restauração, renascimento. No N.T., é usado apenas duas vezes, mas num sentido mais nobre. Em Tt 3:5 significa novo nascimento, regeneração, que se refere à ação de Deus de fazer o pecador passar da morte do pecado para a vida espiritual em Cristo. Tem um sentido mais amplo em Mt 19:28, onde é usado para a mudança que enfim acontecerá em todo o universo, sua regeneração, que é o desenvolvimento completo da mudança envolvida na regeneração do indivíduo.

ανακαινοωσις é renovamento ou renovação, que denota um processo contínuo pelo qual o ser humano se torna mais parecido com Cristo, em cujo processo ele é um cooperador com Deus. Alguns, como p.e. Cremer, sem razão suficiente, pensavam que o uso primitivo de παλιγγενεσια como um termo um tanto técnico para denotar a doutrina pitagórica de transmigração, deu à palavra um colorido escatológico permanente, de tal forma que no N.T. tem o sentido de ressurreição, especialmente em Mt 19:28.


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5891 - Sinônimos de Libertinagem.

Ver Definição para ασωτια 810

Ver Definição para ασελγεια 766

A idéia fundamental de ασωτια é “desperdício ou sobra desordenada; a de ασελγεια, ousadia contra a lei e capricho corrupto” (Trench). ασωτια significa gasto rápido e extravagante, principalmente pela satisfação dos desejos sensuais. Denota um curso de vida libertino, dissoluto. Em ασελγεις também está incluída a idéia de libertinagem, freqüentemente de lascividade, mas o pensamento fundamental é o de não contenção, o insolente fazendo qualquer coisa que seu capricho sugerir.


()

5912 - Mundano, Carnal, Sensual.

Ver definição de σαρκικος 4559

Ver definição de σαρκινος 4560 Ver definição de ψυχικος 5591 σαρκικος significa μυνδανο, que é controlado pelos desejos errados que dominam a carne, carne que freqüentemente é entendida no seu sentido amplo, ver σαρξ. Descreve a pessoa que entrega à carne o domínio de sua vida, um lugar que não pertence a ele por direito. Significa distintamente oposto ao Espírito de Deus, anti-espiritual. σαρκινος propriamente significa carnal, feito de carne, carne como sendo a matéria pelo qual é composta. Quando tem um mau sentido, no entanto, é simplesmente similar a σαρκικος, mas de acordo com Trench não tão forte, denotando alguém como não espiritual, rudimentar, antes que anti-espiritual. Outros, como Cremer e Thayer, com mais probabilidade fazem de σαρκινος o sentido mais forte. Descreve alguém que está na carne, completamente entregue à carne, arraigado na carne, antes que alguém que simplesmente age de acordo com a carne (σαρκικος). Há muita confusão entre os dois nos manuscritos do N.T.

ψυχικος tem um significado similar a σαρκικος. Ambos são usados em contraste com πνευματικος. Mas ψυχικος tem realmente um sentido distinto, descreveNDO a vida que é controlada pelo ψυχη. Denota, no entanto, aquilo que pertence à vida animal, ou aquilo que é controladO simplesmente pelos apetites e paixões da natureza sensual.


()

5917 - Mente, entendimento.

Ver definição de νους 3563 Ver definição de διανοια 1271 νους é distintamente a consciência reflexiva, “o orgão do pensamento e conhecimento moral, o orgão intelectual do sentimento moral” (Cremer).

διανοια significou originalmente atividade de pensar, mas emprestou de νους seu sentido comum de faculdade de pensamento. É mais comum que νους, e usado como substituto nos seus significados comuns.


()

5928 - Servo, Escravo.

Ver definição de δουλος 1401

Ver definição de θεραπων 2324

Ver definição de διακονος 1249

Ver definição de οικετης 3610

Ver definição de υπηρετης 5257 δουλος é a palavra comum para escravo, alguém que está permanentemente em servidão, em sujeição a um mestre.

θεραπων é simplesmente alguém que presta serviço num tempo particular, algumas vezes como um escravo, mais freqüentemente como um homem livre, que presta serviço voluntário estimulado pelo dever ou amor. Denota alguém que serve, em sua relação com uma pessoa.

διακονος também pode designar um escravo ou um homem livre, denota um empregado visto em relação ao seu trabalho. οικετης designa um escravo, algumas vezes sendo praticamente equivalente a δουλος. Geralmente, no entanto, como a etimologia do termo indica, significa uma escravo como um membro da família, não enfatizando a idéia servil, mas antes a relação que deveria tender a suavizar a severidade de sua condição.

υπηρετης significa literalmente um remador inferior, e era usado para descrever um remador comum numa galera de guerra. É então usado, como no N.T., para indicar qualquer homem, não um escravo, que servia numa posição subordinada, sob um superior.


()

5933 - Forma, Aparência.

Ver definição de ιδεα 2397

Ver definição de μορφη 3444 Ver definição de σχημα 4976 ιδεα denota meramente aparência externa.

Ambos μορφη e σχημα expressam algo mais. Também denotam forma exterior, incluindo hábitos, atividades e formas de ação em geral. Em μορφη está também implicado que a forma exterior expressa a essência interna, idéia que está ausente de σχημα. μορφη expressa a forma como aquilo que é intrínsico e essencial, σχημα significa a figura, forma, como aquilo que é mais exterior e acidental. Ambos σχημα e ιδεα, então, tratam com as aparências, sendo σχημα mais compreensivo que ιδεα, enquanto μορφη trata com aparências que expressam aquilo que é interno.


ἀποκτείνω
(G615)
Ver ocorrências
apokteínō (ap-ok-ti'-no)

615 αποκτεινω apokteino

de 575 e kteino (matar); v

  1. matar o que seja de toda e qualquer maneira
    1. destruir, deixar perecer
  2. metáf. extinguir, abolir
    1. punir com a morte
    2. privar de vida espiritual e obter sofrimento no inferno

ἀπολύω
(G630)
Ver ocorrências
apolýō (ap-ol-oo'-o)

630 απολυω apoluo

de 575 e 3089; v

  1. libertar
  2. deixar ir, despedir, (não deter por mais tempo)
    1. um requerente ao qual a liberdade de partir é dada por um resposta decisiva
    2. mandar partir, despedir
  3. deixar livre, libertar
    1. um cativo i.e. soltar as cadeias e mandar partir, dar liberdade para partir
    2. absolver alguém acusado de um crime e colocá-lo em liberdade
    3. indulgentemente conceder a um prisioneiro partir
    4. desobrigar um devedor, i.e. cessar de exigir pagamento, perdoar a sua dívida
  4. usado para divórcio, mandar embora de casa, repudiar. A esposa de um grego ou romano podia pedir divórcio de seu esposo.
  5. ir embora, partir

ἀπορέω
(G639)
Ver ocorrências
aporéō (ap-or-eh'-o)

639 απορεω aporeo

de um composto de 1 (como partícula negativa) e a raiz de 4198; v

  1. estar sem recursos, estar em dificuldades, ser deixado em necessidade, estar embaraçado, estar em dúvida, não saber que caminho tomar
  2. achar-se perdido, estar em dúvida
  3. não saber o que decidir ou o que fazer, estar perplexo

ἀπρόσκοπος
(G677)
Ver ocorrências
apróskopos (ap-ros'-kop-os)

677 απροσκοπος aproskopos

de 1 (como partícula negativa) e um suposto derivado de 4350; TDNT - 6:745,946; adj

  1. o que nada tem para bater contra ou fazer tropeçar, que não causa tropeço
    1. um caminho plano
    2. metáf. que não conduz outros ao pecado pelo modo de vida que leva
  2. que não bate contra ou faz tropeçar
    1. metáf. não arrastado ao pecado, sem culpa
  3. sem ofensa, não pertubado por um consciência de pecado

ἀγωγή
(G72)
Ver ocorrências
agōgḗ (ag-o-gay')

72 αγωγη agoge

reduplicado de 71; TDNT 1:128,20; n f

  1. guia
  2. metaf.: Conduta, direção
    1. condução, treinamento, educação, disciplina
    2. modo de vida, caminho ou curso de vida

ἄρτιος
(G739)
Ver ocorrências
ártios (ar'-tee-os)

739 αρτιος artios

de 737; TDNT - 1:475,80; adj

  1. provido, suprido
  2. completo, perfeito
    1. aparentemente com referência a “aptitude especial para determinada prática ou atividade”

ἀρχιερεύς
(G749)
Ver ocorrências
archiereús (ar-khee-er-yuce')

749 αρχιερευς archiereus

de 746 e 2409; TDNT - 3:265,349; n m

  1. sumo-sacerdote. Ele era honrado acima de todos com título de sacerdote, chefe dos sacerdotes. Era lícito para ele realizar os deveres comuns do sacerdócio; mas seu principal dever era, uma vez por ano no dia da expiação, entrar no Santo dos Santos (dever do qual os outros sacerdotes estavam excluídos) e oferecer sacrifícios por seus próprios pecados e pelos pecados do povo, e presidir sobre o Sinédrio, ou Concílio Supremo, quando convocado para deliberações. De acordo com a lei mosaica, ninguém podia aspirar ao sumo sacerdócio a menos que fosse da tribo de Arão e descendente de uma família de sumos sacerdotes; e aquele a quem o ofício era conferido, ocupava este cargo até a morte. Mas a partir de Antíoco Epifanes, quando os reis Selêucidas e mais tarde os príncipes herodianos e os romanos arrogaram para si mesmos o poder de nomear os sumos sacerdotes, o ofício não mais permanecia fixo na família pontifical nem era conferido a alguém por toda a vida; mas tornou-se venal, e podia ser transferido de um para outro de acordo com a vontade dos governos civis e militares. Isto explica por que vinte e oito pessoas ocuparam a dignidade pontifical durante os cento e sete anos que separam Herodes, o grande e a destruição da cidade santa.
  2. Os sumo-sacerdotes. Inclui-se nesta categoria, além daquele que detinham o ofício sumosacerdotal, tanto aqueles que foram previamente depostos, e mesmo depostos, continuavam exercendo um grande poder no estado, quanto os membros das famílias

    das quais procediam os sumo-sacerdotes, dado que tinham grande influência am assuntos públicos.

  3. Usado em referência a Cristo. Ao sofrer uma morte sangrenta, ele ofereceu a si mesmo como sacrifício expiatório para Deus, e entrou no santuário celeste onde continuamente intercede em nosso favor.

ἀρχιτρίκλινος
(G755)
Ver ocorrências
architríklinos (ar-khee-tree'-klee-nos)

755 αρχιτρικλινος architriklinos

de 746 e um composto de 5140 e 2827 (uma cama para jantar, porque compunha-se de três leitos); n m

  1. superintendente da sala de jantar, mestre-sala.

    Não confundir com o mestre de brindes (toast-master), que era um dos convidados, selecionado por sorteio, para prescrever aos demais o modo de beber.

    O mestre-sala era quem colocava em ordem as mesas e os leitos, arranjava os pratos de um cardápio, testava a comida e o vinho anteriormente, e assim por diante.


ἀσωτία
(G810)
Ver ocorrências
asōtía (as-o-tee'-ah)

810 ασωτια asotia

de um composto de 1 (como partícula negativa) e um suposto derivado de 4982; TDNT - 1:506,87

  1. vida dissoluta, descontrolada
  2. desperdício, prodigalidade

Sinônimos ver verbete 5891


ἀτακτέω
(G812)
Ver ocorrências
ataktéō (at-ak-teh'-o)

812 ατακτεω atakteo

de 813; TDNT - 8:47,1156; v

  1. ser desordenado, confuso
    1. de soldados que marcham fora de ordem ou que abandonam os postos
    2. ser negligente quanto ao dever, estar ilegal
    3. levar uma vida desordenada

αὐτάρκεια
(G841)
Ver ocorrências
autárkeia (ow-tar'-ki-ah)

841 αυταρκεια autarkeia

de 842; TDNT - 1:466,78; n f

  1. uma condição de vida ideal, em que nenhuma ajuda ou apoio são necessários
  2. estar suprido de todas as necessidades para a vida
  3. um espírito contente com a sua sorte ou porção, contentamento

ἄφεσις
(G859)
Ver ocorrências
áphesis (af'-es-is)

859 αφεσις aphesis

de 863; TDNT - 1:50 9,88; n f

  1. livramento da escravidão ou prisão
  2. remissão ou perdão, de pecados (permitindo que sejam apagados da memória, como se eles nunca tivessem sido cometidos), remissão da penalidade

ἀφίημι
(G863)
Ver ocorrências
aphíēmi (af-ee'-ay-mee)

863 αφιημι aphiemi

de 575 e hiemi (enviar, uma forma intensiva de eimi, ir); TDNT - 1:509,88; v

  1. enviar para outro lugar
    1. mandar ir embora ou partir
      1. de um marido que divorcia sua esposa
    2. enviar, deixar, expelir
    3. deixar ir, abandonar, não interferir
      1. negligenciar
      2. deixar, não discutir agora, (um tópico)
        1. de professores, escritores e oradores
      3. omitir, negligenciar
    4. deixar ir, deixar de lado uma dívida, perdoar, remitir
    5. desistir, não guardar mais
  2. permitir, deixar, não interferir, dar uma coisa para uma pessoa
  3. partir, deixar alguém
    1. a fim de ir para outro lugar
    2. deixar alguém
    3. deixar alguém e abandoná-lo aos seus próprios anseios de modo que todas as reivindicações são abandonadas
    4. desertar sem razão
    5. partir deixando algo para trás
    6. deixar alguém ao não tomá-lo como companheiro
    7. deixar ao falecer, ficar atrás de alguém
    8. partir de modo que o que é deixado para trás possa ficar,
    9. abandonar, deixar destituído

ἀδιάκριτος
(G87)
Ver ocorrências
adiákritos (ad-ee-ak'-ree-tos)

87 αδιακριτος adiakritos

de 1 (como partícula negativa) e um derivado de 1252; TDNT 3:950,469; adj

  1. indistinto, ininteligível
  2. sem dúvida, ambigüidade ou incerteza

ἄψυχος
(G895)
Ver ocorrências
ápsychos (ap'-soo-khos)

895 αψυχος apsuchos

de 1 (como partícula negativa) e 5590; adj

  1. sem um alma, sem vida, inanimado

βάπτισμα
(G908)
Ver ocorrências
báptisma (bap'-tis-mah)

908 βαπτισμα baptisma

de 907; TDNT - 1:545,92; n n

  1. imersão, submersão
    1. de calamidades e aflições nas quais alguém é submergido completamente
    2. do batismo de João, aquele rito de purificação pelo qual as pessoas, mediante a confissão dos seus pecados, comprometiam-se a uma transformação espiritual, obtinham perdão de seus pecados passados e qualificavam-se para receber os benefícios do reino do Messias que em breve seria estabelecido. Este era um batismo cristão válido e foi o único batismo que os apóstolos receberam. Não há registro em nenhum outro lugar de que tenham sido alguma vez rebatizados depois do Pentecostes.
    3. do batismo cristão; um rito de imersão na água, como ordenada por Cristo, pelo qual alguém, depois de confessar seus pecados e professar a sua fé em Cristo, tendo nascido

      de novo pelo Santo Espírito para uma nova vida, identifica-se publicamente com a comunhão de Cristo e a igreja.

      Em Rm 6:3 Paulo afirma que fomos “batizados na sua morte”, significando que estamos não apenas mortos para os nossos antigos caminhos, mas que eles foram sepultados. Retornar a eles é tão inconcebível para um Cristão quanto para alguém desenterrar um cadáver! Em países islâmitas, um recém convertido tem poucos problemas com os muçulmanos até ser publicamente batizado. É então que os muçulmanos sabem que têm que dar um jeito nele e daí começa a perseguição. Ver também discussão sobre batismo no verbete 907.


ἀδικία
(G93)
Ver ocorrências
adikía (ad-ee-kee'-ah)

93 αδικια adikia

de 94; TDNT 1:153,22; n f

  1. injustiça, de um juiz
  2. injustiça de coração e vida
  3. uma profunda violação da lei e da justiça, ato de injustiça

βασανιστής
(G930)
Ver ocorrências
basanistḗs (bas-an-is-tace')

930 βασανιστης basanistes

de 928; TDNT - 1:561,96; n m

  1. aquele que tenta extrair a verdade pelo uso da tortura
    1. inquisidor, torturador; também usado para um carcereiro porque, sem dúvida, o serviço de torturar também era ordenado a ele

βία
(G970)
Ver ocorrências
bía (bee'-ah)

970 βια bia

provavelmente semelhante a 970 (através da idéia de atividade vital); n f

  1. força, quer do corpo ou da mente
  2. força em ação violenta, violência

Sinônimos ver verbete 5820


βίος
(G979)
Ver ocorrências
bíos (bee'-os)

979 βιος bios

palavra primária; TDNT - 2:832,290; n m

  1. vida
    1. vida num sentido amplo
      1. o período ou curso de vida
    2. aquilo pelo qual a vida é sustentada, recursos, riquezas, bens

Sinônimos ver verbete 5821


βιόω
(G980)
Ver ocorrências
bióō (bee-o'-o)

980 βιοω bioo

de 979; TDNT - 2:832,280; v

  1. consumir a vida, viver

βίωσις
(G981)
Ver ocorrências
bíōsis (bee'-o-sis)

981 βιωσις biosis

de 980; n f

  1. maneira de viver e agir, modo de vida

βιωτικός
(G982)
Ver ocorrências
biōtikós (bee-o-tee-kos')

982 βιωτικος biotikos

de um derivado de 980; adj

  1. que pertence à vida e aos afazeres desta vida

בֵּן
(H1121)
Ver ocorrências
bên (bane)

01121 בן ben

procedente de 1129; DITAT - 254; n m

  1. filho, neto, criança, membro de um grupo
    1. filho, menino
    2. neto
    3. crianças (pl. - masculino e feminino)
    4. mocidade, jovens (pl.)
    5. novo (referindo-se a animais)
    6. filhos (como caracterização, i.e. filhos da injustiça [para homens injustos] ou filhos de Deus [para anjos])
    7. povo (de uma nação) (pl.)
    8. referindo-se a coisas sem vida, i.e. faíscas, estrelas, flechas (fig.)
    9. um membro de uma associação, ordem, classe

בֵּרִי
(H1276)
Ver ocorrências
Bêrîy (bay-ree')

01276 ברי Beriy

de derivação incerta; adj Beritas = “meu poço: do poço”

  1. uma tribo que foi nomeada com Abel e Bete-Maaca, e que estavam sem dúvida situada ao norte da Palestina

בְּשֹׂורָה
(H1309)
Ver ocorrências
bᵉsôwrâh (bes-o-raw')

01309 בשורה b esowraĥ ou (forma contrata) בשׁרה b esoraĥ

procedente de 1319; DITAT - 291b; n f

  1. notícias, boas notícias, novidades, recompensa por boas novas
    1. boas novas
    2. novidades, notícias
    3. recompensa por boas novas

בָּשַׂר
(H1319)
Ver ocorrências
bâsar (baw-sar')

01319 בשר basar

uma raiz primitiva; DITAT - 291; v

  1. trazer novas, dar notícia, publicar, pregar, anunciar
    1. (Piel)
      1. alegrar-se com boas-novas
      2. trazer novidades
      3. anunciar (salvação) como boas-novas, pregar
    2. (Hitpael) receber boas novas

גָּאַל
(H1350)
Ver ocorrências
gâʼal (gaw-al')

01350 גאל ga’al

uma raiz primitiva; DITAT - 300; v

  1. redimir, agir como parente resgatador, vingar, reivindicar, resgatar, fazer a parte de um parente
    1. (Qal)
      1. agir como parente, cumprir a parte de parente mais próximo, agir como parente resgatador
        1. casando com a viúva do irmão a fim de lhe conceber um filho para ele, redimir da escravidão, resgatar terra, realizar vingança
      2. redimir (através de pagamento)
      3. redimir (tendo Deus como sujeito)
        1. indivíduos da morte
        2. Israel da escravidão egípcia
        3. Israel do exílio
    2. (Nifal)
      1. redimir-se
      2. ser remido

גּוּז
(H1468)
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gûwz (gooz)

01468 גוז guwz

uma raiz primitiva [compare com 1494]; DITAT - 327; v

  1. passar por cima, passar (desta vida, no sentido de falecer)
    1. (Qal) passar (destida)
  2. (DITAT) trazer, cortar fora

אֹהֶל
(H168)
Ver ocorrências
ʼôhel (o'-hel)

0168 אהל ’ohel

procedente de 166; DITAT - 32a; n m

  1. tenda
    1. tenda de nômade, veio a tornar-se símbolo da vida no deserto, transitoriedade
    2. casa, lar, habitação
    3. a tenda sagrada de Javé (o tabernáculo)

דֶּרֶךְ
(H1870)
Ver ocorrências
derek (deh'-rek)

01870 דרך derek

procedente de 1869; DITAT - 453a; n m

  1. caminho, estrada, distância, jornada, maneira
    1. estrada, caminho, vereda
    2. jornada
    3. direção
    4. maneira, hábito, caminho
    5. referindo-se ao curso da vida (fig.)
    6. referindo-se ao caráter moral (fig.)

הָלַךְ
(H1980)
Ver ocorrências
hâlak (haw-lak')

01980 הלך halak

ligado a 3212, uma raiz primitiva; DITAT - 498; v

  1. ir, andar, vir
    1. (Qal)
      1. ir, andar, vir, partir, proceder, mover, ir embora
      2. morrer, viver, modo de vida (fig.)
    2. (Piel)
      1. andar
      2. andar (fig.)
    3. (Hitpael)
      1. percorrer
      2. andar ao redor
    4. (Nifal) liderar, trazer, levar embora, carregar, fazer andar

הָרָה
(H2029)
Ver ocorrências
hârâh (haw-raw')

02029 הרה harah

uma raiz primitiva; DITAT - 515; v

  1. conceber, engravidar, gerar, estar com criança, ser concebido,
    1. (Qal) conceber, engravidar
    2. (Pual) ser concebido
    3. (Poel) conceber, inventar, imaginar

הָרֶה
(H2030)
Ver ocorrências
hâreh (haw-reh')

02030 הרה hareh ou הרי hariy

procedente de 2029; DITAT - 515a; n f

  1. grávida

אֹור
(H216)
Ver ocorrências
ʼôwr (ore)

0216 אור ’owr

procedente de 215; DITAT - 52a; n f

  1. luz
    1. luz do dia
    2. luminosidade das luminárias celestes (lua, sol, estrelas)
    3. raiar do dia, alvorada, aurora
    4. luz do dia
    5. relâmpago
    6. luz de lâmparina
    7. luz da vida
    8. luz da prosperidade
    9. luz da instrução
    10. luz da face (fig.)
    11. Javé como a luz de Israel

זָרַע
(H2232)
Ver ocorrências
zâraʻ (zaw-rah')

02232 זרע zara ̀

uma raiz primitiva; DITAT - 582; v

  1. semear, espalhar semente
    1. (Qal)
      1. semear
      2. produzindo, brotando semente
    2. (Nifal)
      1. ser semeado
      2. tornar-se grávida, ser fecundada
    3. (Pual) ser semeado
    4. (Hifil) produzir semente, brotar semente

חֹוב
(H2326)
Ver ocorrências
chôwb (khobe)

02326 חוב chowb

procedente de 2325; DITAT - 614a; n m

  1. uma dívida, devedor

חַוָּה
(H2332)
Ver ocorrências
Chavvâh (khav-vaw')

02332 חוה Chavvah

causativo procedente de 2331, grego 2096 Ευα; n pr f

Eva = “vida” ou “vivente”

  1. a primeira mulher, esposa de Adão

חַוָּה
(H2333)
Ver ocorrências
chavvâh (khav-vaw')

02333 חוה chavvah

o mesmo que 2332 (doador da vida, i.e. lugar para se viver); DITAT - 617a; n f

  1. vila, cidade, aldeia de tendas

חַי
(H2416)
Ver ocorrências
chay (khah'-ee)

02416 חי chay

procedente de 2421; DITAT - 644a adj

  1. vivente, vivo
    1. verde (referindo-se à vegetação)
    2. fluente, frescor (referindo-se à água)
    3. vivo, ativo (referindo-se ao homem)
    4. reflorecimento (da primavera) n m
  2. parentes
  3. vida (ênfase abstrata)
    1. vida
    2. sustento, manutenção n f
  4. ser vivente, animal
    1. animal
    2. vida
    3. apetite
    4. reavimamento, renovação
  5. comunidade

חַי
(H2417)
Ver ocorrências
chay (khah'-ee)

02417 חי chay (aramaico)

procedente de 2418; DITAT - 2727a; adj

  1. vivo, vivente, vida

חָיָה
(H2421)
Ver ocorrências
châyâh (khaw-yaw')

02421 חיה chayah

uma raiz primitiva [veja 2331]; DITAT - 644; v

  1. viver, ter vida, permanecer vivo, sustentar a vida, viver prosperamente, viver para sempre, reviver, estar vivo, ter a vida ou a saúde recuperada
    1. (Qal)
      1. viver
        1. ter vida
        2. continuar vivo, permanecer vivo
        3. manter a vida, viver em ou a partir de
        4. viver (prosperamente)
      2. reviver, ser reanimado
        1. referindo-se à doença
        2. referindo-se ao desencorajamento
        3. referindo-se à fraqueza
        4. referindo-se à morte
    2. (Piel)
      1. preservar vivo, deixar viver
      2. dar vida
      3. reanimar, reavivar, revigorar
        1. restaurar à vida
        2. fazer crescer
        3. restaurar
        4. reviver
    3. (Hifil)
      1. preservar vivo, deixar viver
      2. reanimar, reviver
        1. restaurar (à saúde)
        2. reviver
        3. restaurar à vida

חָיֶה
(H2422)
Ver ocorrências
châyeh (khaw-yeh')

02422 חיה chayeh

procedente de 2421; DITAT - 644e; adj

  1. vigoroso, vívido, tendo o vigor da vida

חַיּוּת
(H2424)
Ver ocorrências
chayûwth (khah-yooth')

02424 חיות chayuwth

procedente de 2421; DITAT - 644g; n f abstr

  1. vida

חָיַי
(H2425)
Ver ocorrências
châyay (khaw-yah'-ee)

02425 חיי chayay

uma raiz primitiva [veja 2421]; DITAT - 644; v

  1. viver, ter vida, estar vivo, manter a vida, viver prosperamente, viver para sempre, reviver, estar vivo, ser restaurado à vida ou à saúde
    1. (Qal)
      1. viver
        1. ter vida
        2. continuar vivo, permanecer vivo
        3. suster a vida, viver em ou a partir de
        4. viver (prosperamente)
      2. reviver, ser reanimado
        1. referindo-se à doença
        2. referindo-se ao desencorajamento
        3. referindo-se à fraqueza
        4. referindo-se à morte
    2. (Piel)
      1. preservar vivo, deixar viver
      2. dar vida
      3. reanimar, reavivar, revigorar
        1. restaurar à vida
        2. fazer crescer
        3. restaurar
        4. reviver
    3. (Hifil)
      1. preservar vivo, deixar viver
      2. reanimar, reviver
        1. restaurar (à saúde)
        2. reviver
        3. restaurar à vida

חֶלֶד
(H2465)
Ver ocorrências
cheled (kheh'-led)

02465 דחל cheled

procedente de uma raiz não utilizada aparentemente significando deslizar rapidamente; DITAT - 653a; n m

  1. idade, duração da vida, o mundo

חֲלִיפָה
(H2487)
Ver ocorrências
chălîyphâh (khal-ee-faw')

02487 חליפה chaliyphah

procedente de 2498; DITAT - 666c; n f

  1. uma troca, muda (de roupas), substituição
    1. troca (referindo-se a roupas)
    2. troca de turnos
    3. alívio (referindo-se à morte)
    4. mudança, variação (curso da vida)

חָלַף
(H2498)
Ver ocorrências
châlaph (khaw-laf')

02498 חלף chalaph

uma raiz primitiva; DITAT - 666; v

  1. passar adiante ou morrer, atravessar, passar por, crescer, mudar, continuar a partir de
    1. (Qal)
      1. passar adiante rapidamente
      2. morrer (desvaneecer)
      3. vir de modo novo, brotar novamente (referindo-se a grama)
      4. atravessar
      5. ultrapassar, transgredir
    2. (Piel) fazer passar, mudar
    3. (Hifil)
      1. trocar, substituir, alterar, mudar para melhor, renovar
      2. mostrar novidade (referindo-se à árvore)

חׇפְשִׁי
(H2670)
Ver ocorrências
chophshîy (khof-shee')

02670 חפשי chophshiy

procedente de 2666; DITAT - 717c; adj

  1. livre
    1. livre (da escravidão)
    2. livre (de taxas ou obrigações)

חָצָה
(H2673)
Ver ocorrências
châtsâh (khaw-tsaw')

02673 חצה chatsah

uma raiz primitiva [veja

  1. ; DITAT - 719; v
  • dividir, cortar em dois, encurtar, viver a metade (da vida de alguém)
    1. (Qal)
      1. dividir
      2. ao meio, cortar em dois
    2. (Nifal) ser dividido

    חָשָׁה
    (H2814)
    Ver ocorrências
    châshâh (khaw-shaw')

    02814 חשה chashah

    uma raiz primitiva; DITAT - 768; v

    1. ser silencioso, quieto, calmo, inerte
      1. (Qal) ser silencioso, ser calmo
      2. (Hifil)
        1. ser silencioso, mostrar silêncio
        2. mostrar inatividade, ser inerte
        3. tornar silencioso, fazer calar, acalmar

    יֹוחָא
    (H3109)
    Ver ocorrências
    Yôwchâʼ (yo-khaw')

    03109 יוחא Yowcha’

    provavelmente procedente de 3068 e uma variação de 2421; n pr m Joá = “Javé dá vida”

    1. um dos filhos de Berias, o benjamita
    2. o tizita, um dos soldados das tropas de elite de Davi

    יֹום
    (H3117)
    Ver ocorrências
    yôwm (yome)

    03117 יום yowm

    procedente de uma raiz não utilizada significando ser quente; DITAT - 852; n m

    1. dia, tempo, ano
      1. dia (em oposição a noite)
      2. dia (período de 24 horas)
        1. como determinado pela tarde e pela manhã em Gênesis 1
        2. como uma divisão de tempo
          1. um dia de trabalho, jornada de um dia
      3. dias, período de vida (pl.)
      4. tempo, período (geral)
      5. ano
      6. referências temporais
        1. hoje
        2. ontem
        3. amanhã

    יְחִיאֵל
    (H3171)
    Ver ocorrências
    Yᵉchîyʼêl (yekh-ee-ale')

    03171 יחיאל Y echiy’el̂ ou (2Cr 29:14) יחואל Y echav’el̂

    procedente de 2421 e 410; n pr m Jeiel = “Deus vive”

    1. um levita e um dos principais músicos na época de Davi
    2. um levita gersonita que era responsável pelos tesouros na época de Davi
    3. filho de Hacmoni e um oficial de Davi bem como tutor dos filhos de Davi
    4. um filho do rei Josafá, de Judá, que foi morto pelo seu irmão Jeorão
    5. hemanita que participou na restauração religiosa promovida pelo rei Ezequias
    6. um levita e superintendente na época de Ezequias
    7. um governador do templo durante as reformas de Josias
    8. pai de Obadias, dos filhos de Joabe, na época de Esdras
    9. pai de Secanias, dos filhos de Elão, na época de Esdras
    10. um filho de Elão que mandou embora sua esposa estrangeira na época de Esdras
    11. um sacerdote dos filhos de Harim que também teve que mandar embora sua esposa estrangeira na época de Esdras

    אַט
    (H328)
    Ver ocorrências
    ʼaṭ (at)

    0328 אט ’at

    procedente de uma raiz não utilizada talvez significando mover-se suavemente; DITAT - 72b; adv

    1. brandura, suavidade
      1. gentilmente
      2. fluente
      3. suavemente
      4. encantador, necromante (substantivo)

    יָצַר
    (H3335)
    Ver ocorrências
    yâtsar (yaw-tsar')

    03335 יצר yatsar

    provavelmente idêntico a 3334 (através do ato de espremer numa forma), ([veja 3331]); DITAT - 898; v

    1. formar, dar forma, moldar
      1. (Qal) formar, dar forma
        1. referindo-se à atividade humana
        2. referindo-se à atividade divina
          1. referindo-se à criação
            1. referindo-se à criação original
            2. referindo-se a indivíduos na concepção
            3. referindo-se a Israel como um povo
          2. moldar, pré-ordenar, planejar (fig. do propósito divino de uma situação)
      2. (Nifal) ser formado, ser criado
      3. (Pual) ser predeterminado, ser pré-ordenado
      4. (Hofal) ser formado

    כַּף
    (H3709)
    Ver ocorrências
    kaph (kaf)

    03709 כף kaph

    procedente de 3721; DITAT - 1022a; n f

    1. palma, mão, sola, palma da mão, cavidade ou palma da mão
      1. palma, palma da mão
      2. poder
      3. sola (do pé)
      4. cavidade, objetos, objetos dobráveis, objetos curvados
        1. articulação da coxa
        2. panela, vaso (côncavo)
        3. cavidade (da funda)
        4. ramos no formato de mãos ou folhagem (de palmeiras)
        5. cabos (curvos)

    כֵּף
    (H3710)
    Ver ocorrências
    kêph (kafe)

    03710 כף keph

    procedente de 3721, grego 2786 κηφας; DITAT - 1017; n m

    1. rocha, cavidade duma rocha

    כֹּפֶר
    (H3724)
    Ver ocorrências
    kôpher (ko'-fer)

    03724 כפר kopher

    procedente de 3722; DITAT - 1025b; n m

    1. preço de uma vida, resgate, suborno
    2. asfalto, betume (como cobertura)
    3. a planta da hena, nome de uma planta (hena?)
    4. aldeia

    לָהַם
    (H3859)
    Ver ocorrências
    lâham (law-ham')

    03859 להם laham

    uma raiz primitiva; DITAT - 1082; v

    1. engolir, engolir avidamente
      1. (Hitpael) ser engolido

    לָקַק
    (H3952)
    Ver ocorrências
    lâqaq (law-kak')

    03952 לקק laqaq

    uma raiz primitiva; DITAT - 1126; v

    1. lamber, sorver, lamber avidamente
      1. (Qal) lamber, lamber avidamente
      2. (Piel) lamber

    מָגוּר
    (H4033)
    Ver ocorrências
    mâgûwr (maw-goor')

    04033 מגור maguwr ou מגר magur

    procedente de 1481 no sentido de alojamento; DITAT - 330c; n m

    1. lugar de residência temporária, morada, peregrinação
      1. habitação
      2. peregrinação, tempo de vida

    מִחְיָה
    (H4241)
    Ver ocorrências
    michyâh (mikh-yaw')

    04241 המחי michyah

    procedente de 2421; DITAT - 644h; n f

    1. preservação da vida, sustento
      1. preservação da vida
      2. sustento
      3. revivescimento
      4. a vivacidade da carne, a carne viva, carne crua ou macia

    מֵישַׁךְ
    (H4335)
    Ver ocorrências
    Mêyshak (may-shak')

    04335 מישך Meyshak

    emprestado de 4336; n pr m

    Mesaque = “convidado de um rei”

    1. o amigo fiel de Daniel que Nabucodonosor renomeou de Mesaque; um dos três amigos que, juntos com Daniel, recusaram-se a tornar-se impuros comendo da comida da mesa do rei, ação que ia contra as leis de alimentação que Deus tinha dado aos judeus; também um dos três que foram jogados na fornalha acesa por recusarem-se a ajoelhar diante da imagem de Nabucodonosor e foram salvos pelo anjo do Senhor
      1. nome original ’Misael’

    מֵישַׁךְ
    (H4336)
    Ver ocorrências
    Mêyshak (may-shak')

    04336 מישך Meyshak (aramaico)

    de origem estrangeira e significado duvidoso; n pr m Mesaque = “convidado de um rei”

    1. o amigo fiel de Daniel que Nabucodonosor renomeou de Mesaque; um dos três amigos que, juntos com Daniel, recusaram-se a tornar-se impuros comendo da comida da mesa do rei, ação que ia contra as leis de alimentação que Deus tinha dado aos judeus; também um dos três que foram jogados na fornalha acesa por recusarem-se a ajoelhar diante da imagem de Nabucodonosor e foram salvos pelo anjo do Senhor
      1. nome original ’Misael’

    מֵישָׁר
    (H4339)
    Ver ocorrências
    mêyshâr (may-shawr')

    04339 מישר meyshar

    procedente de 3474; DITAT - 930e; n m

    1. igualdade, honestidade, retidão, eqüidade
      1. igualdade, plano, suavidade
      2. retidão, eqüidade
      3. corretamente (como advérbio)

    מָלַט
    (H4422)
    Ver ocorrências
    mâlaṭ (maw-lat')

    04422 מלט malat

    uma raiz primitiva; DITAT - 1198; v

    1. escapulir, escapar, libertar, salvar, ser libertado
      1. (Nifal)
        1. escapulir
        2. escapar
        3. ser libertado
      2. (Piel)
        1. pôr, deixar sair (referindo-se a ovos)
        2. deixar escapar
        3. libertar, salvar (vida)
      3. (Hifil)
        1. dar à luz a
        2. libertar
      4. (Hitpael)
        1. escapulir, escapar
        2. escapar

    מַס
    (H4522)
    Ver ocorrências
    maç (mas)

    04522 מס mac ou מס mic

    procedente de 4549; DITAT - 1218; n m

    1. grupo de trabalhadores forçados, trabalhadores servis, grupo de trabalhadores, serviço forçado, tarefa, servidão, tributário, tributo, embargo, superintendentes, derrotados
      1. bando de trabalhadores, grupo de trabalhadores, grupo de escravos
      2. superintendentes de grupos
      3. serviço forçado, servidão, tributo, pagamento forçado

    מַפָּח
    (H4646)
    Ver ocorrências
    mappâch (map-pawkh')

    04646 מפח mappach

    procedente de 5301; DITAT - 1390a; n m

    1. expiração, expirar, exalação (da vida)

    מַצָּה
    (H4682)
    Ver ocorrências
    matstsâh (mats-tsaw')

    04682 מצה matstsah

    procedente de 4711 no sentido de devorado avidamente em virtude de sua doçura;

    1. asmo (pão, bolo), sem fermento

    מְצֻלָּה
    (H4699)
    Ver ocorrências
    mᵉtsullâh (mets-ool-law')

    04699 מצלה m etsullaĥ

    procedente de 6751; DITAT - 1889c; n m

    1. ravina, depresão, cavidade
      1. aparentemente um lugar próximo a Jerusalém

    מָקֹור
    (H4726)
    Ver ocorrências
    mâqôwr (maw-kore')

    04726 מקור maqowr ou מקר maqor

    procedente de 6979; DITAT - 2004a; n m

    1. manancial, fonte
      1. manancial
        1. referindo-se à fonte de vida, alegria, purificação (fig.)
      2. referindo-se ao olho (fig.)
      3. fonte (do sangue menstrual)
      4. fluxo (de sangue após o parto)

    מְרוּצָה
    (H4794)
    Ver ocorrências
    mᵉrûwtsâh (mer-oo-tsaw')

    04794 מרוצה m eruwtsaĥ ou מרצה m erutsaĥ

    procedente de 4793; DITAT - 2137b; n f

    1. corrida, curso (da vida)
      1. corrida, modo ou estilo de corrida
      2. curso (da vida)

    מִשְׁכָּב
    (H4904)
    Ver ocorrências
    mishkâb (mish-kawb')

    04904 משכב mishkab

    procedente de 7901; DITAT - 2381c; n m

    1. ato de deitar, leito, ataúde
      1. leito, cama
      2. ato de deitar, quarto de dormir, quarto
      3. deitar-se (para atividade sexual)

    נָזִיד
    (H5138)
    Ver ocorrências
    nâzîyd (naw-zeed')

    05138 נזיד naziyd

    procedente de 2102; DITAT - 547d; n m

    1. comida fervida, sopa, prato de comida, coisa cozida ou fervida

    נָפַח
    (H5301)
    Ver ocorrências
    nâphach (naw-fakh')

    05301 נפח naphach

    uma raiz primitiva; DITAT - 1390; v

    1. respirar, soprar, cheirar, ferver, entregar ou perder (a vida)
      1. (Qal) respirar, soprar
      2. (Pual) ser soprado
      3. (Hifil) fazer ofegar

    נֶפֶשׁ
    (H5315)
    Ver ocorrências
    nephesh (neh'-fesh)

    05315 נפש nephesh

    procedente de 5314; DITAT - 1395a; n f

    1. alma, ser, vida, criatura, pessoa, apetite, mente, ser vivo, desejo, emoção, paixão
      1. aquele que respira, a substância ou ser que respira, alma, o ser interior do homem
      2. ser vivo
      3. ser vivo (com vida no sangue)
      4. o próprio homem, ser, pessoa ou indivíduo
      5. lugar dos apetites
      6. lugar das emoções e paixões
      7. atividade da mente
        1. duvidoso
      8. atividade da vontade
        1. ambíguo
      9. atividade do caráter
        1. duvidoso

    נֶצַח
    (H5331)
    Ver ocorrências
    netsach (neh'-tsakh)

    05331 נצח netsach ou נצח netsach

    procedente de 5329; DITAT - 1402a; n m

    1. eminência, perpetuidade, força, vitória, duradouro, eternidade
      1. eminência
      2. duração da vida
      3. resistência em tempo, perpétuo, contínuo, até o fim
      4. eternidade, eterno

    נֶקֶב
    (H5345)
    Ver ocorrências
    neqeb (neh'keb)

    05345 נקב neqeb

    uma chanfradura (de uma jóia); DITAT - 1409a; n m

    1. entalhe, encaixe, buraco, cavidade, engaste
      1. termo técnico relacionado ao trabalho de joalheiro

    נָקַם
    (H5358)
    Ver ocorrências
    nâqam (naw-kam')

    05358 נקם naqam

    uma raiz primitiva; DITAT - 1413; v

    1. vingar, tomar vingança, revidar, vingar-se, ser vingado, ser punido
      1. (Qal)
        1. vingar, tomar vingança
        2. ter sentimentos de vingança
      2. (Nifal)
        1. vingar-se
        2. sofrer vingança
      3. (Piel) vingar
      4. (Hofal) ser vingado, executar vingança (por sangue)
      5. (Hitpael) vingar-se

    נְשִׁי
    (H5386)
    Ver ocorrências
    nᵉshîy (nesh-ee')

    05386 נשי n eshiŷ

    procedente de 5383; DITAT - 1427a; n m

    1. dívida

    עַבְדוּת
    (H5659)
    Ver ocorrências
    ʻabdûwth (ab-dooth')

    05659 עבדות ̀abduwth

    procedente de 5647; DITAT - 1553e; n f

    1. servidão, escravidão

    עֹבַדְיָה
    (H5662)
    Ver ocorrências
    ʻÔbadyâh (o-bad-yaw')

    05662 עבדיה ̀Obadyah ou עבדיהו ̀Obadyahuw

    part at de 5647 e 3050; n pr m Obadias = “servo de Javé”

    1. o 4o dos 12 profetas menores; nada pessoal se sabe dele mas é provável que tenha sido contemporâneo de Jeremias, Ezequiel e Daniel
      1. o livro profético de sua autoria; ele profetiza contra Edom
    2. pai de Ismaías, um dos líderes de Zebulom na época de Davi
    3. um levita merarita supervisor do trabalho de restauração do templo na época do rei Josias, de Judá
    4. líder da casa do rei Acabe, de Israel; um adorador devoto de Javé que, arriscando a sua própria vida, escondeu mais de 100 profetas durante a perseguição de Jezabel
    5. um descendente de Davi
    6. um líder da tribo de Issacar
    7. um benjamita, um dos 6 filhos de Azel e um descendente do rei Saul
    8. um levita, filho de Semaías e um descendente de Jedutum
    9. um líder gadita, o 2o dentre os gaditas com a face como de leão que juntou-se a Davi em Ziclague
    10. um príncipe de Judá na época do rei Josafá, de Judá
    11. um sacerdote, filho de Jeiel dos filhos de Joabe que retornaram do exílio com Esdras
    12. um porteiro na época de Neemias
    13. um dos homens que selaram a aliança com Neemias
      1. talvez o mesmo que o 12

    עָבַט
    (H5670)
    Ver ocorrências
    ʻâbaṭ (aw-bat')

    05670 עבט ̀abat

    uma raiz primitiva; DITAT - 1555; v

    1. tomar um penhor, dar um penhor (por uma dívida)
      1. (Qal) tomar um penhor, dar um penhor (por uma dívida)
      2. (Piel) mudar
      3. (Hifil) levar a oferecer um penhor

    עַבְטִיט
    (H5671)
    Ver ocorrências
    ʻabṭîyṭ (ab-teet')

    05671 עבטיט ̀abtiyt

    procedente de 5670; DITAT - 1555b; n m

    1. peso de penhores, dívidas pesadas

    פַּחַז
    (H6349)
    Ver ocorrências
    pachaz (pakh'-az)

    06349 פחז pachaz

    procedente de 6348; DITAT - 1758a; n. m.

    1. temeridade, imprudência, permissividade, frívolidade

    פְּחֶתֶת
    (H6356)
    Ver ocorrências
    pᵉchetheth (pekh-eh'-theth)

    06356 פחתת p echethetĥ

    procedente da mesma raiz que 6354; DITAT - 1761b; n. f.

    1. uma perfuração ou corrosão, buraco, cavidade
      1. referindo-se a deterioração de lepra na vestimenta

    אֹפֶל
    (H652)
    Ver ocorrências
    ʼôphel (o'fel)

    0652 אפל ’ophel

    procedente da mesma raiz que 651; DITAT - 145a; n m

    1. escuridão, trevas
    2. falta de receptividade espiritual, calamidade (fig.)

    צֵל
    (H6738)
    Ver ocorrências
    tsêl (tsale)

    06738 צל tsel

    procedente de 6751; DITAT - 1921a; n. m.

    1. sombra
      1. sombra (no relógio de sol)
      2. sombra, lugar escuro (como proteção)
      3. sombra (simbólico para a transitoriedade da vida)

    צֵלֶל
    (H6752)
    Ver ocorrências
    tsêlel (tsay'-lel)

    06752 צלל tselel

    procedente de 6751; DITAT - 1921a; n. m.

    1. sombra
      1. sombra (sobre o relógio de sol)
      2. sombra (como proteção)
      3. sombra (símbolo da transitoriedade da vida)

    צַעַד
    (H6806)
    Ver ocorrências
    tsaʻad (tsah'-ad)

    06806 צעד tsa ad̀

    procedente de 6804; DITAT - 1943a; n. m.

    1. passo, ritmo, passo largo
      1. passo, ritmo
      2. passo, passos (referindo-se ao curso da vida) (fig.)

    קוּם
    (H6966)
    Ver ocorrências
    qûwm (koom)

    06966 קום quwm (aramaico)

    correspondente a 6965, grego 2891 κουμι; DITAT - 2968; v.

    1. levantar, estar de pé
      1. (Peal)
        1. levantar de
        2. vir à cena (fig.)
        3. levantar (após inatividade)
        4. estar de pé
        5. resistir
      2. (Pael) edificar, estabelecer
      3. (Afel)
        1. edificar
        2. levantar
        3. estabelecer
        4. designar
      4. (Hofal) ser levado a levantar

    אַרְבֶּה
    (H697)
    Ver ocorrências
    ʼarbeh (ar-beh')

    0697 ארבה ’arbeh

    procedente de 7235; DITAT - 2103a; n m

    1. um tipo de gafanhotos, enxame de gafanhotos (col)
    2. (CLBL)
      1. desaparecimento súbito (fig.)
      2. insignificância (fig.)
      3. atividade (fig.)

    קְטַר
    (H7001)
    Ver ocorrências
    qᵉṭar (ket-ar')

    07001 קטר q etar̂ (aramaico)

    procedente de uma raiz correspondente a 7000; DITAT - 2970; n. m.

    1. nó, junta, problema
      1. juntas (do quadril)
      2. dificuldades, dúvidas (fig.)

    קֵן
    (H7064)
    Ver ocorrências
    qên (kane)

    07064 קן qen

    forma contrata procedente de 7077; DITAT - 2042a; n. m.

    1. ninho
      1. ninho (de pássaro)
      2. cavidades (como ninhos na arca de Noé)

    קֹצֶר
    (H7115)
    Ver ocorrências
    qôtser (ko'-tser)

    07115 קצר qotser

    procedente de 7114; DITAT - 2061b; n. m.

    1. brevidade, impaciência, aflição

    קָצֵר
    (H7116)
    Ver ocorrências
    qâtsêr (kaw-tsare')

    07116 קצר qatser

    procedente de 7114; DITAT - 2061a; adj.

    1. curto, impaciente
      1. em tamanho, número, vida, força, etc

    קָרָא
    (H7121)
    Ver ocorrências
    qârâʼ (kaw-raw')

    07121 קרא qara’

    uma raiz primitiva [idêntica a 7122 com a idéia de dirigir-se a uma pessoa ao encontrála]; DITAT - 2063; v.

    1. chamar, clamar, recitar, ler, gritar, proclamar
      1. (Qal)
        1. chamar, gritar, emitir um som alto
        2. chamar, gritar (por socorro), invocar (o nome de Deus)
        3. proclamar
        4. ler em voz alta, ler (para si mesmo), ler
        5. convocar, convidar, requerer, chamar e encarregar, designar, chamar e dotar
        6. chamar, nomear, colocar nome em, chamar por
      2. (Nifal)
        1. chamar-se
        2. ser chamado, ser proclamado, ser lido em voz alta, ser convocado, ser nomeado
      3. (Pual) ser chamado, ser nomeado, ser evocado, ser escolhido

    אֹרַח
    (H734)
    Ver ocorrências
    ʼôrach (o'-rakh)

    0734 ארח ’orach

    procedente de 732; DITAT - 161a; n m

    1. caminho, trajetória
      1. trilha, rua
      2. a trilha, o caminho, a vereda da vida (fig.)
      3. modo de viver (fig.)
      4. viajante, caminhante (meton)

    אֹרַח
    (H735)
    Ver ocorrências
    ʼôrach (o'-rakh)

    0735 ארח ’orach (aramaico)

    correspondente a 734; DITAT - 2605; n m

    1. caminho, trilha, curso da vida

    רֶסֶן
    (H7448)
    Ver ocorrências
    reçen (reh'-sen)

    07448 רסן recen

    procedente de uma raiz não utilizada significando dobrar; DITAT - 2180a; n. m.

    1. algo que retém, freio, mandíbula
      1. freio
        1. referindo-se a uma restrição removida (fig.)
      2. mandíbula (de crocodilo)

    שׁוּט
    (H7751)
    Ver ocorrências
    shûwṭ (shoot)

    07751 שוט shuwt

    uma raiz primitiva; DITAT - 2344,2344d; v.

    1. ir, andar em volta ou vaguear, andar de um lado para outro
      1. (Qal) andar em volta ou vaguear
      2. (Polel) andar de um lado para outro, andar ávida ou apressadamente de um lado para outro
      3. (Hitpolel) correr de um lado para outro
    2. remar

    שְׁמוּעָה
    (H8052)
    Ver ocorrências
    shᵉmûwʻâh (sehm-oo-aw')

    08052 שמואה sh emuw ̂ ah̀

    part. pass. de 8085; DITAT - 2412d; n. f.

    1. notícia, novas, rumor
      1. notícia, novidades, novas
      2. menção

    שְׁמִטָּה
    (H8059)
    Ver ocorrências
    shᵉmiṭṭâh (shem-it-taw')

    08059 שמטה sh emittaĥ

    procedente de 8058; DITAT - 2408a; n. f.

    1. suspensão da cobrança de tributos, remissão (temporária), perdão (da dívida)

    שָׁמַר
    (H8104)
    Ver ocorrências
    shâmar (shaw-mar')

    08104 שמר shamar

    uma raiz primitiva; DITAT - 2414; v.

    1. guardar, vigiar, observar, prestar atenção
      1. (Qal)
        1. guardar, ter a incumbência de
        2. guardar, vigiar, manter vigilância e custódia, proteger, salvar vida
          1. vigiar, vigia (particípio)
        3. observar, esperar por
        4. olhar, observar
        5. guardar, reter, entesourar (na memória)
        6. manter (dentro de limites), conter
        7. observar, celebrar, guardar (o sábado ou a aliança ou mandamentos), cumprir (voto)
        8. guardar, preservar, proteger
        9. guardar, reservar
      2. (Nifal)
        1. estar prevenido, tomar precauções, tomar cuidado, precaver-se
        2. guardar-se, conter-se, abster-se
        3. ser guardado, ser vigiado
      3. (Piel) vigiar, prestar atenção
      4. (Hitpael) guardar-se de

    שְׁמַשׁ
    (H8120)
    Ver ocorrências
    shᵉmash (shem-ash')

    08120 שמש sh emasĥ (aramaico)

    correspondente à raiz de 8121 com a idéia de atividade à luz do dia; DITAT - 3042; v.

    1. (Pael) ministrar, servir

    שָׁנֶה
    (H8141)
    Ver ocorrências
    shâneh (shaw-neh')

    08141 שנה shaneh (somente no pl.), ou (fem.) שׂנה shanah

    procedente de 8138; DITAT - 2419a; n. f.

    1. ano
      1. como divisão de tempo
      2. como medida de tempo
      3. como indicação de idade
      4. curso de uma vida (os anos de vida)

    שִׁפְלוּת
    (H8220)
    Ver ocorrências
    shiphlûwth (shif-looth')

    08220 שפלות shiphluwth

    procedente de 8213; DITAT - 2445e; n. f.

    1. afundamento, ociosidade, inatividade

    תֹּוצָאָה
    (H8444)
    Ver ocorrências
    tôwtsâʼâh (to-tsaw-aw')

    08444 תוצאה towtsa’ah ou תצאה totsa’ah

    procedente de 3318; DITAT - 893e; n. f.

    1. saída, fronteira, partida, extremidade, fim, origem, fuga
      1. saída, extremo (de uma fronteira)
      2. fonte (da vida)
      3. o escapar (da morte)

    תַּחַת
    (H8478)
    Ver ocorrências
    tachath (takh'-ath)

    08478 תחת tachath

    procedente da mesma raiz que 8430; DITAT - 2504; n. m.

    1. a parte de baixo, debaixo de, em lugar de, como, por, por causa de, baixo, para, onde, conquanto n. m.
      1. a parte de baixo adv. acus.
      2. abaixo prep.
      3. sob, debaixo de
        1. ao pé de (expressão idiomática)
        2. suavidade, submissão, mulher, ser oprimido (fig.)
        3. referindo-se à submissão ou conquista
      4. o que está debaixo, o lugar onde alguém está parado
        1. em lugar de alguém, o lugar onde alguém está parado (expressão idiomática com pronome reflexivo)
        2. em lugar de, em vez de (em sentido de transferência)
        3. em lugar de, em troca ou pagamento por (referindo-se a coisas trocadas uma pela outra) conj.
      5. em vez de, em vez disso
      6. em pagamento por isso, por causa disso em compostos
      7. em, sob, para o lugar de (depois de verbos de movimento)
      8. de sob, de debaixo de, de sob a mão de, de seu lugar, sob, debaixo

    תַּמּוּז
    (H8542)
    Ver ocorrências
    Tammûwz (tam-mooz')

    08542 תמוז Tammuwz

    de origem incerta; DITAT - 2519; n. pr. divindade Tamuz = “rebento de vida”

    1. uma deidade sumeriana do alimento e da vegetação

    תְּנוּפָה
    (H8573)
    Ver ocorrências
    tᵉnûwphâh (ten-oo-faw')

    08573 תנופה t enuwphaĥ

    procedente de 5130; DITAT - 1330b; n. f.

    1. balanço, ondulação, oferta movida, oferta
      1. ato de balançar, de brandir
        1. referindo-se à mão de Deus, armas
      2. oferta movida (termo técnico para sacrifício)
      3. oferta (de ouro ou bronze)

    תִּפְסַח
    (H8607)
    Ver ocorrências
    Tiphçach (tif-sakh')

    08607 תפסח Tiphcach

    procedente de 6452; n. pr. l. Tifsa = “cruzar”

    1. um lugar no limite nordeste do império de Salomão; localizado às margens do rio Eufrates
    2. um lugar no reino do Norte (Israel) que o rei Menaém atacou e onde rasgou o ventre de todas as mulheres grávidas
      1. pode ser o mesmo que 1

    תַּתְּנַי
    (H8674)
    Ver ocorrências
    Tattᵉnay (tat-ten-ah'-ee)

    08674 תתני Tatt enaŷ

    de origem estrangeira; n. pr. m. Tatenai = “dádiva”

    1. um governador persa na Síria que se opôs à reconstrução de Jerusalém Leituras Ketib

      Na Bíblia hebraica, os escribas não alteravam um texto que lhes parecia ter sido copiado incorretamente. Em vez disso, anotavam à margem o que consideravam ser a grafia correta. A variante no texto é chamada de Ketib e a nota marginal é chamada Qere. Onde os tradutores da Versão Autorizada (AV) seguiram a leitura Qere em vez da Ketib, indicamos a leitura Ketib pelo número 08675.

      Por exemplo, em Gn 24:33 “puseram” é codificado como 7760 08675 3455. Os tradutores usaram a leitura Qere cujo número “Strong” é 7760 mas a leitura Ketib tem o número “Strong” 3455. Ambas as palavras têm o mesmo significado, “puseram”. Leituras Qere

      Na Bíblia hebraica, os escribas não alteravam um texto que lhes parecia ter sido copiado incorretamente. Em vez disso, anotavam à margem o que consideravam ser a grafia correta. A variante no texto é chamda Ketib e a nota merginal é chamada Qere. Onde os tradutores da Versão Autorizada (AV) seguiram a leitura Ketib em vez da Qere, indicamos a leitura Qere com o número 08676.

      Por exemplo, em Dt 19:6 “sangue” é codificado como 1818 08676 5315. Os tradutores seguiram a leitura Ketib cujo número “Strong” é 1818, e que significa “sangue”, mas a leitura Qere tem o número “Strong” 5315, e o termo significa “vida”.

      Numeração de Sinônimos em “Strong”

      Algumas vezes, uma palavra ou locução recebe um número “Strong” individual e, além deste, um número “Strong” adicional para a locução inteira.

      Em Jz 20:18, a locução “casa de Deus” é codificada como “casa <01004> de Deus” <0430> <08677> <01008>”. Neste caso, a locução também poderia indicar a localidade de Betel, cujo número “Strong” é 1008. Somente pelo contexto se pode distinguir nomes próprios em hebraico de palvras individuais. Em vista disso, os tradutores apresentam diferentes versões do mesmo hebraico.

      Múltiplas Leituras Qere para um Ketib

      Existem diversas leituras marginais ou Qere para uma leitura Ketib.

      Em Ne 5:7, a palavra “extorquis” é codificada como “extorquis <05378> <08778> <05383> <08675> <05375>”. As duas leituras marginais, de números “Strong” 5378 e 5383, correpondem a uma só leitura Ketib, 5375.

      Palavra hebraica não traduzida na versão portuguesa

      Strongs em Grego


    בֵּבַי
    (H893)
    Ver ocorrências
    Bêbay (bay-bah'ee)

    0893 בבי Bebay

    provavelmente de origem estrangeira; n pr m Bebai = “minhas cavidades”

    1. um líder dos exílados que retornaram

    אֲגֻדָּה
    (H92)
    Ver ocorrências
    ʼăguddâh (ag-ood-daw')

    092 אגדה ’aguddah

    particípio passivo f de uma raiz não usada (significando amarrar); DITAT - 15a; n f

    1. banda, faixa, presilha, laço, feixe, molho
      1. cordas, ataduras, correias (metafórico de escravidão)
      2. um molho de hissopo
      3. bando de homens, tropas
      4. abóbada (celeste), firmamento (ligando a terra aos céus)